Em biologia, memória genética é o estudo do material genético dos antepassados ou da raça que registra informações sobre o histórico das transformações filogenéticas pelas quais os indivíduos atravessaram no curso da evolução. A memória genética é responsável pelas reações instintivas do corpo, como as funções gerais do funcionamento do organismo, o sentido inato de sobrevivência de uma espécie, a reprodução, dentre outros. A genética trata da transmissão das características hereditárias dos organismos de uma geração para outra. Essa transmissão é realizada através de uma memória, que chamamos memória genética.
Assim, estudos demonstram que há verdadeiramente um registro em nosso organismo que retém dados sobre as várias fases de desenvolvimento e evolução da humanidade, provavelmente desde os reinos inferiores até o estágio humano. No âmbito da ancestralidade, sabe-se que há uma herança da carga genética de nossos pais, avôs, bisavôs, etc. Todos eles nos passaram um material de DNA que permitiu a constituição do nosso corpo e suas características, como a cor dos olhos, a estatura etc.
Em psicologia, a memória genética é a memória herdada através do nosso código genético que vem a influenciar o nosso comportamento. Estudo em Psicologia demonstram que nosso comportamento é influenciado pela nossa carga genética e pelo meio em que vivemos. O meio ambiente e o convívio social pode ser o facilitador para o surgimento de características que herdamos de nossos pais.
As tradições espirituais, as pesquisas mediúnicas, a Terapia de Vidas Passadas e outras abordagens espirituais vem trazer o componente espiritual da formação de nossa personalidade e da influência no comportamento. O ser humano não é apenas regido por determinantes culturais, genéticos e sociais, mas é principalmente um ser espiritual existindo momentamente num campo de experiências físicas que são necessárias ao seu aperfeiçoamento e ao despertar da consciência de si mesmo.
A memória genética é uma das alternativas que visam explicar as memórias resgatadas durante a regressão terapêutica. Essa teoria declara que as memórias levantadas durante uma sessão de regressão têm sua origem em nosso material genético ancestral. Nossas moléculas de DNA seriam portadoras de nossa memória ancestral, com todas as lembranças de nossa ascendência racial. Isso significa que guardaríamos a memória de todos os acontecimentos da vida de nossos pais, avôs, bisavôs, tataravôs, e assim por diante. Da mesma forma que um indivíduo herda a memória das características físicas, há possibilidade dessa herança se estender as memórias da trama da vida de nossos antepassados.
Uma das primeiras a avaliar na prática a possibilidade do resgate de memórias ancestrais na TVP foi Helen Wambach. Essa autora afirma que não encontrou nenhuma evidência de memória ancestral, pelo contrário, havia grande divergência de raças. Muitos sujeitos, por exemplo, brancos caucasianos relatavam vidas como membros da raça negra. Outros terapeutas de vidas passadas também encontraram dissonâncias semelhantes entre a raça atual e as memórias de vidas passadas.
A primeira objeção que se faz à memória genética como explicação alternativa é a falta de provas científicas que comprovem essa transferência. Até o presente momento, a transmissão da memória da trama de vida de um sujeito para seu descendente parece ser mera especulação, uma explicação supostamente científica que não encontra base empírica na própria ciência. Teríamos que admitir inicialmente que a memória iria do cérebro para os gens e não há qualquer indício nesse âmbito.
Outro argumento contrário é o seguinte: se é correto que a memória cerebral armazenada passa, por algum processo ainda desconhecido, para os genes, então essa transmissão ocorreria apenas até o limite da concepção. Em outras palavras, a partir do momento em que uma pessoa realizou o ato sexual transferindo suas informações genéticas do sêmen ao óvulo e gerando uma criança que vem a nascer nove meses depois, essa linha genética seria interrompida até a idade da cópula.
Por exemplo, se eu tenho 16 anos e a pessoa que fiz sexo tem 17, a minha carga genética com as informações da minha vida seria transmitida apenas até meus 16 anos de idade e da mãe da criança até os 17 anos de idade. Além dessa idade, não há passagem de informação aos genes, pois a criança já nasceu. Quando pensamos na grande quantidade de relatos de regressão onde se revivem existências passadas desde os 40 anos até os 70 ou 80 anos, fica difícil sustentar sob qualquer argumentação a hipótese da memória genética. Além dessa objeção, a memória genética também não explica as curas dos sintomas, os abundantes relatos de entrevidas, a identificação de familiares atuais em vidas passadas, dentre outras coisas.
(HUGO LAPA)
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Este assunto tem ocupado minha mente nos últimos dias, então resolvi pesquisar sobre ele e encontrei seu blog.
Acredito, sim, que o material genético relativo a memórias passadas pode ser transmidos a futuras gerações. O difícil é vir à lembrança. Um fato raro, se não, não haveria necessidade de terapia da regressão.
Acredito que o “fenômeno” é totalmente científico e um dia será esclarecido. Creio que se houver o esclarecimento científico, o espiritismo terá muito o que explicar.
Escreva-me trazendo maiores informações, pois esse assunto me interessa.
Parabéns pelo artigo.
Interessante o texto, mas quando erra quando diz que em “regressão” se revivem existências passadas até os 80 anos, não levou em consideração que herdamos também a memória genética de avós, bisavós, e etc…
Se memória genética se aplica a EVOLUÇÃO e não ao criacionismo, temos SIM memória genética desde a criação de TODOS seres vivos, que é de onde viemos…
Talvez por isso ao olharmos para uma fogueira, por exemplo, que ficamos “encantados” nossos ancestrais das cavernas o faziam…
Todos nós sabemos que temos o mesmo material genético é a mesma que a de uma bactéria que viveu a 4,5 bilhões de anos… É…. é bastante tempo de memória !!
E o espiritismo, está sendo estudado por cientistas que mencionam problemas no córtex pré-frontal como desencadeador de crenças. Epilepsia, Ezquizofrenia e outros “ia” em diversos níveis estão sendo estudados e COMPROVADOS. Quem sofre de algum nível dessas enfermidades cerebrais tem tendência SIM a crer nessas baboseiras religiosas….
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A lógica do autor talvez não tenha sido bem compreendida por ti. Como vou ter lembranças de vivências passadas de uma pessoa de 80 anos, um avô por exemplo, se a memória genética dele foi passada ao filho (o pai) com 20 anos de idade, e depois do pai para o filho, também aos 20 anos de idade dele? o filho teria apenas memória genética de memórias de 20 anos do pai e de 20 anos do avô. Se a memória genética explicasse as lembranças de vivências passadas, nós não teríamos lembranças de uma pessoa de 80 anos, porque aos 80 anos ele não transferiu mais seus genes (e suas memórias) para ninguém. A memória genética explica, e muito bem, os nossos atavismos instintivos, mas não a complexidade humana.
que é lembrar? é recordar alguma coisa ou algum fato. Esse fato poder ter sido vivênciado ou narrado, como histórias que passam de geraçao à geração. Ou seja, você pode “recordar” de coisa passadas sem te-las vividas necessariamente. Quanto nos contam algo já projetamos aquele acontecimento e “memorizamos”. Assim, se me contarem algo do meu bisavô. e eu nem conheci, e eu “visualizar” o fato, ai estarei com uma “memória” dentro de mim de uma pessoa que nunca vi e, digo mais, o conto desse acontecimento pode ser tão rico de detalhes que seria como se nós mesmos estivesse vivido. E pelo contrário, o memória génetica pode sim explica com propriedade a complexidade humana, pois ela nós acompanha desde os primórdios.
por ter tido a oportunidade de comentar sobre este assunto, e por ter lido diversas teses de cintistas e até mesmo de espiritas, venho a discordar um pouco de desse termo, “memoria genetica”. não creiu que uma pessoa de 20 anos possa ter um filho, e o mesmo, no decorrer de sua evolução, possa ter lembranças mesmo que muito remonotas, de seus reprodutores ou de outros antepassados. e creiu sim, que atitudes, gestos ou outras manifestações provocadas pelos filhos, seja apenas eranças genéticas dos pais, o que a ciencia chama de cromossomos. pois todo ser humano possui em sua fomação genetica 46, sendo 23 do pai e 23 da mãe.
resumindo acredito que o que alguns chama de “memoria genetica”, seja apenas eranças psicológicas dos pais.
como a foma de andar, o jeito de se expressar etc…
Eu acredito que todos temos um espírito e que ele tem uma identidade, uma individualidade; também acredito na memória genética, para mim as informações se fundem. Há uma pesquida do dr Kazuo Murakami que fala sobre o código genético e ele afirma que nossa postura ativa nossos genes…a memória genética está lá, ela tem a ver com o corpo físico, porém o espírito é que diz que genes ele quer ativar ou desativar a medida que vai evoluindo.
E SE UM SER HUMANO SUPOSTAMENTE FOSSE CLONADO. ELE TERIA MEMÓRIA GENÉTICA? E SE A PARTIR DESTE CLONE, FOSSE FEITO OUTRO CLONE E ASSIM POR DIANTE? COMO FICARIA ESSA SITUAÇÃO?
Dunnya:.
Mesmo sem uma comprovação científica mais aprofundada neste assunto, acredito que haja herança genética sim, tanto na memória, quanto na aparência física. Digo isto, baseando-me na própria vida. Somente agora, mais amadurecida, tenho observado aspectos de minha própria natureza, como também, herdados de meus genitores e ancestrais. E, pouco a pouco, chego à compreensão de alguns detalhes, que com certeza estejam ligados à vidas passadas e/ou à arvore genética. Cada vez mais, procuro uma resposta para questionamentos intrigantes em minha própria conciência.