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Archive for the ‘TVP’ Category

O que é médium?

Palavra que tem origem no latim medium, que significa “meio” ou “intermediário”, ou ainda “mediador”. Indivíduo dotado de capacidade de comunicação, percepção ou apenas uma leve impressão do plano espiritual e seus habitantes. Trata-se de um encarnado que produz ou ajuda na produção de fenômenos metapsíquicos, paranormais ou espirituais, envolvendo o contato total ou parcial com entidades extrafísicas.

A mediunidade pode ocorrer durante o estado de transe ou mesmo fora dele, em consciência de vigília habitual e ordinária. Os graus de mediunidade variam enormemente numa escala que vai do excepcional sensitivo, tal como o médium mineiro Francisco Cândido Xavier, autor de mais de 400 obras em 60 anos de trabalho mediúnico, a mais tênue impressão da presença de entidades.

O médium serve de interlocutor para uma grande variedade da experiências, como a psicofonia, a psicografia, a xenoglossia, a ectoplasmia, o deslocamento de objetos por espíritos, a levitação, fenômenos luminosos e os fenômenos conhecidos como poltergesit, como espíritos batedores, barulhentos etc.

Allan Kardec, no Livro dos Médiuns, afirma que “Todo aquele sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium. (…) Pode, pois, dizer-se que todos são, mais ou menos, médiuns. Todavia, usualmente, assim só se qualificam aqueles em quem a faculdade mediúnica se mostra bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa intensidade, o que então depende de uma organização mais ou menos sensitiva.”

A Doutrina Espírita qualificou dezenas de tipos e qualidades mediúnicas, as quais vamos apenas citar as principais: médium ambicioso, médium audiente, médium bom, médium calmo, médium cientifico, médium convulsivo, médium cristão, médium curador, médium de aparições, médium de comunicações triviais e obcenas, médium de efeitos físicos, médium de efeitos intelectuais, médium de efeitos musicais, médium de má-fé, médium de pressentimentos, médium de transporte, médium devotado, médium egoista, médium esclarecedor, médium escrevente, médium escrevente mecânico, médium extático, médium falante, médium fascinado, médium feito ou formado, médium filósofo e moralista, médium inclinado ao animismo, médium indiferente, médium inspirado, médium intuitivo, médium motor, médium natural, médium obsidiado, médium para evocação, médium pintor ou desenhista, médium pneumatógrafo, médium poético, médium polígrafo, médium profético, médium psicofônico, médium puramente autômato, médium semi-mecânico, médium sensitivo, médium solambúlico, médium subjugado, médium tiptólogo, médium vidente, dentre outros (Espiritismo de A a Z)

Tanto a Psicologia Transpessoal quanto a TVP se interessam muito pelo tema. A experiência demonstra que até mesmo a mediunidade descontrolada pode ser tratada através das técnicas de regressão, visto pertencer ao domínio de influências karmáticas de vidas passadas.

Ninguém precisa ter o dom da mediunidade para fazer a Terapia de Vidas Passadas. Por outro lado, observamos que o indivíduo que já possui a faculdade mediúnica tem mais facilidade para regredir, assim como pode com mais desprendimento contatar entidades espirituais. Na TVP, é comum a médiuns incorporarem durante o tratamento. Nunca é demais lembrar que a regressão não deve ser encarada nunca como trabalho mediúnico e o terapeuta jamais usa sua própria mediunidade para interferir na experiência do cliente.

As experiências mediúnicas dos últimos 200 anos têm demonstrado categoricamente a realidade da reencarnação. Por outro lado, Edith Fiore (1987) afirma que o mau uso da mediunidade pode levar a sérios problemas de possessão espiritual.

Há alguns indícios de que a TVP pode até mesmo desbloquear os canais mediúnicos e despertar essa capacidade em muitas pessoas, principalmente revendo e tratando vidas onde o cliente fez mau uso de faculdades psíquicas e esteve inclinado a práticas de magia negra.

Hans Tendam (panorama 2) afirma que a mediunidade da vida atual pode ter origem num treinamento de disciplinas psicoespirituais excessivas ou mal realizadas em vidas passadas. Talvez com um abrupto e precoce despertar da kundalini. A mediunidade negativa, conforme cita Tendam para esses casos, provavelmente quer dizer a mediunidade sem qualquer controle, algo que vem a atrapalhar intensamente a vida do indivíduo que se envolveu com práticas mágicas em vidas passadas. O resultado pode ser uma hipersensibilidade à influências espirituais, obsessões fortes e até mesmo transtornos mentais; seria como uma abertura desproporcional e desmedida dos canais mediúnicos. No meio espírita afirma-se que a mediunidade é uma espécie de karma cuja função seria aprender a utilizar essa sensibilidade para finalidades positivas, de caridade e amor ao próximo.

 

(HUGO LAPA)

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OBS: Este artigo é registrado e não pode ser postado em qualquer meio impresso ou eletrônico sem a prévia autorização da autor. Os infratores estarão sujeitos à penalidade conforme a lei dos direitos autorais.


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Complexo na Terapia de Regressão

Complexo define um núcleo autônomo dentro do psiquismo que se mantém dissociado de sua totalidade. Trata-se de uma entidade independente e separada do restante; são como minúsculas personalidades ou subpersonalidades fragmentárias que coexistem com diversas outras, formando uma série de partes ou “lados” psíquicos. Em suma, um complexo é um agregado de ideias, imagens e afetos reunidos em torno de um centro e caracterizado por uma qualidade e natureza emocional comum. Esse conceito é bastante semelhante ao termo COEX cunhado por Stanislav Grof.

Jung trata os complexos como “egos em miniatura”, se estruturam e se organizam da mesma forma que o ego, mas permanecem em dissociação dentro do todo psíquico. Para Jung, a origem do complexo é um arquétipo*. Podem também ser considerados como temas ou qualidades comuns de natureza similar, que contrastam umas com as outras. Jung afirma que os complexos podem contrapor, influenciar e obscurecer uns aos outros, tal como as personalidades de vidas passadas. Quando um complexo consegue afetar outro, adquire um valor energético maior (Introdução à Psicologia Junguiana, Hall & Nordby).

Na Terapia de Vidas Passadas, Roger Woolger criou o esquema da “Roda de Lótus” para explicar sobre os seis diferentes aspectos ou planos que fazem parte de um complexo:

1) Aspecto Existencial: Trata-se da situação ou do contexto da realidade atual do indivíduo, ou seja, como ele se encontra no presente momento, qual contexto ele vivencia.

2) Aspecto Biográfico: Nos remete a história da vida atual da pessoa. Como o complexo se expressa em alguns acontecimentos da biografia da pessoa. Neste plano que se concentra a psicoterapia convencional, ou seja, como se pode associar o complexo a várias fases e situações passadas de nossa vida, buscando a origem do complexo nos limites de nossa história pessoal.

3) Aspecto Somático: Esse se refere a forma como o complexo de manifesta simbolicamente no corpo físico do indivíduo. Como uma doença, sintoma, dor, desconforto, sensações ou qualquer reação orgânica pode expressar o complexo.

4) Aspecto Perinatal: Conjunto de situações pelas quais uma pessoa passa desde a fase intrauterina até o nascimento. Estas circunstâncias podem apresentar-se como um reflexo da influência de um complexo. Por exemplo: dificuldade de nascer por medo de enfrentar situações similares ao passado.

5) Aspecto de Vida Passada: a origem do complexo investigada dentro de uma vida passada daquele sujeito. Um mesmo complexo pode se formar ou reproduzir numa vida passada, sob as mais diversas formas. Uma das características de um complexo é a incrível diversidade de formas pelas quais ele pode se expressar.

6) Aspecto Arquetípico: De certa forma, é nosso mito pessoal e descreve as forças usadas na superação do complexo por intermédio de um símbolo universal. Representa também a percepção do karma e o correspondente aprendizado ao vencer o complexo. No caso citado, pode-se dizer que o homem deve vencer os problemas que carrega e ir adiante, sem deixar-se bloquear pelo cansaço. Tal é a missão que ele e toda a humanidade um dia devem superar. No Plano arquetípico, entramos numa ordem mais universal, onde cada complexo nos leva a superação e a incorporação de um arquétipo*, um mito pessoal, que deve ser plenamente vivenciado para nos aproximar da perfeição.

Para Woolger, o Aspecto Existencial, Biográfico e Somático fazem parte do inconsciente pessoal. O Aspecto Perinatal, de Vida Passada e o Arquetípico fazem parte do inconsciente transpessoal.

 

(HUGO LAPA)

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Ressonância simbólica é um termo criado por Roger Woolger utilizado para descrever “de que modo os diferentes aspectos do complexo compartilham todos da mesma qualidade emocional, assim como imagens e timbres afetivos” (Woolger). Isso significa que o mesmo complexo pode se apresentar simbolicamente dentro de vários níveis, aspectos ou facetas diferentes conservando a sua natureza.

A ressonância simbólica indica a capacidade do psiquismo de produzir associações e representações para indicar experiências, afetos e conflitos inconscientes. Woolger descobriu que o complexo pode se expressar em várias camadas ou planos diferentes e cada um deles para apresentar, ao seu modo e dentro do seu nível, um simbolismo que sinaliza a presença do próprio complexo.

Para compreender melhor a ressonância simbólica, é necessário nos reportarmos ao esquema do que Woolger chamou de “Roda de Lótus”. Nesse esquema, vemos a presença de vários níveis ou aspectos diferentes, a saber: somático, existencial, biográfico, perinatal, vida passada e arquetípico. Em cada uma dessas facetas, pode emergir através de símbolos a estrutura e natureza do complexo, ou seja, em todas essas instâncias, vivencia-se o mesmo roteiro, seja somático, biográfico, existencial, perinatal, arquetípico e vida passada. Ordenando todos estes fatores dentro de um arranjo de seis pétalas, temos o seu núcleo, o centro de tudo, como o componente essencial formador do complexo, o que Woolger chama de sentimento nuclear.

Por exemplo, uma pessoa foi obrigada a carregar uma cruz por longa estrada antes de ser crucificado e morto. Hoje isso se traduz em ressonância simbólica como:

1) Existencial: o cansaço de “carregar tudo nas costas” ou a queixa de que sempre “carrega outras pessoas nas costas”.

2) Somático: dor nas costas por ter carregado a cruz, efeito de um trauma.

3) Perinatal: o complexo pode apresentar-se como medo da nova vida e isso poderia gerar, por exemplo, complicações no parto.

4) Biográfico: Em sua infância, ele pode desenvolver cansaço crônico em momentos que era solicitado a arrumar seu quarto e guardar suas coisas, em decorrência da experiência que teve de carregar a cruz nas costas. Isso pode fazer com que muitos o chamem de “preguiçoso” e reforcem o complexo.

5) Vidas Passadas: Como já dissemos, o ato de carregar a cruz por vários quilômetros e morrer logo em seguida.

6) Arquetípico: Seria o aprendizado necessário para superar o complexo. Pode ser traduzido como qualquer situação na qual o indivíduo deva se esforçar para superar o cansaço em sua vida e dissolver a percepção de que sempre carrega o mundo nas costas. Há uma infinidade de circunstâncias capazes de ativar o complexo que gera o cansaço e a sensação de peso nos ombros. Nesse sentido, sua “missão” é a realização do arquétipo*, ou seja, a superação dos limites do complexo para cultivar força suficiente para seguir em frente caso esteja com a cruz simbólica, ou libertar-se em definitivo da cruz que bloqueio seu livre caminhar.

Dessa forma, Woolger criou um método que pode sinalizar diversas entradas diferentes ou forma de trabalho e tratamento sobre os complexos. Podemos ir do biográfico ao somático e deste para o perinatal, passando pela vida passada até culminar no plano do arquétipo. Woolger explica que “A compreensão do princípio da ressonância simbólica me ajuda a levar o cliente de um aspecto ou nível do complexo a outro em pouco tempo usando palavras, imagens ou estados afetivos como sondas para explorar o inconsciente em busca de respostas. É assim que busco a história por trás da história”. Assim, cada aspecto entra em ressonância com os outros tendo como fundamento o sentimento nuclear do complexo.

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Morey Berstein e o caso Bridey Murphy

Morey Berstein era um homem de negócios e autor do incrível caso de Bridey Murphy, nome de uma vida passada da empregada doméstica Virginia Tighe, a quem Bernstein conduziu com hipnose regressiva. Bernstein não era hipnólogo profissional, dedicava-se à hipnose apenas nas horas vagas. Porém, conquistou fama internacional após divulgaros dados de condução de Virgínia a várias regressões à vidas passadas, onde acredita-se que a moça tenha vivido como uma Irlandesa nascida em 1798 e falecido em 1864.

Virgínia tinha bastante facilidade de entrar no transe hipnótico e contou detalhes de sua vida passada à Bernstein. Nessa vida, ela se chamaria Bridey Murphy. Preservando o sotaque irlandês, ela relatou várias fases diferentes de sua encarnação passada. Chegou a mencionar o nome dos pais, Kathleen e Duncan Murphy, afirmando que seu pai tinha sido jurista e dando vários outros detalhes sobre a casa onde morava. Falara também do seu marido, Brian MacCarthy. Brian estudava na universidade de Queen e escrevia para o Newsletter de Belfast.

A vida de Bridey era chata, pacata e muito monótona, sem acontecimentos fortes e marcantes. Trata-se realmente da vida de uma pessoa comum da Irlanda do século XVIII ao século XIX. Conta-se que após ter caído de uma escada e quebrado o quadril, começou a sentir-se meio triste ou deprimida, como um “peso”, já que estava parcialmente inativa: “a partir daí comecei a definhar”, disse ela. Bridey então passou pela transição aos 65 anos.

O caso, pelo impressionante relato de detalhes históricos corretos, fizeram os estudiosos interessarem-se bastante por ele; até mesmo céticos não conseguiam explicar a precisão das informações ditadas por Virginia. Como uma dona de casa poderia saber todas aquelas coisas? Apesar dos pesquisadores terem encontrado alguns erros na estória de Virginia, haviam outros acertos estarrecedores que não puderam ser explicados pelo conhecimento histórico da dona de casa, que comprovadamente era mulher muito humilde e sem instrução.

O caso Bridey Murphy, como ficou conhecido, levou mesmo Bernstein a ser acusado de fraude e de ter mentido sobre os dados. Porém, para os terapeutas de vidas passadas, estas experiências são parte integrante de seu trabalho e se constituem num conunto de evidências que, somadas, podem descortinar novos horizontes de tratamento e cura para a psicologia, a medicina e contribuir para a mudança de paradigma na ciência.

 

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Incorporação de espíritos na TVP

Incorporação é uma palavra comumente utilizada no Espiritismo para definir o controle das funções orgânicas, dos órgãos vocais e de todo o gestual de um encarnado sobre um desencarnado. O indivíduo incorporado permanece, na maioria das vezes, inconsciente da atuação do espírito, que controla suas reações, sua fala e por vezes o incita a produzir mensagens ditadas pelo espírito incorporante.

Nessa condição, o indivíduo deve experimentar um transe mais profundo, e por vezes encontre-se num estado de total inconsciência. Em outros casos pode ter uma vaga noção do que ocorre ao seu redor e por vezes até escutar ruídos à sua volta, assim como a fala de pessoas no ambiente. Em situações mais comuns, não recorda de nada após a experiência, mas de outra forma, pode lembrar total ou parcialmente da experiência.

Esse fenômeno também é reconhecido no meio espírita como psicofonia ou psicografia. Psicofonia é o controle do espírito do corpo inteiro do médium, mas principalmente sobre sua fala, induzindo-o a transmitir palavras audíveis a todos os presentes. Psicografia, por outro lado, é o controle pelo desencarnado do corpo inteiro do médium, mas principalmente sobre seus braços e mãos, induzindo-o a escrever mensagens originárias de fontes extrafísicas. Tanto na Psicofonia quanto na Psicografia há incorporação total ou parcial.

Além desse tipo de incorporação, há aquelas em que o desencarnado encontra-se já num processo obsessivo, de possessão espiritual, com o encarnado. Com a possessão já ocorrendo, a entidade assume o controle das funções físicas do encarnado com certa freqüência ou mesmo raramente. Isso depende do grau de mediunidade do possuído e da intensidade dos laços que os unem. A Terapia de Vidas Passadas admite a existência da incorporação de uma entidade subjugando um encarnado. Trata-se de um processo corriqueiro para terapeutas mais experientes.

Os terapeutas de vidas passadas não devem realizar a incorporação em si mesmos, caso contrário, não se trata mais de TVP, mas de um trabalho mediúnico fora do contexto de uma terapia. A TVP sempre pressupõe que o cliente deve experimentar suas vidas passadas e, quando necessário, o cliente pode ter contato com entidades espirituais durante a TVP. Esses espíritos pode ter vidas e experiências em comum com ele e podem ser entidades que conviveu na encarnação atual e mesmo em vidas passadas.

 

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Ab-Reação e Terapia de Vidas Passadas

Ab-Reação é uma palavra cunhada por Sigmund Freud nos primórdios da Psicanálise que contém significado muito similar ao conceito de catarse. Diz-se que ab-reação seria o desbloqueio à livre circulação e manifestação de afetos, sentimentos e energias psíquicas que num dado momento foram reprimidas, o que impediu o seu livre fluxo em várias fases da consciência.

Trata-se de uma reprodução ou reatualização de fatos ou eventos traumatizantes e sofridos, cuja intensidade da reação não pôde ser expressa originalmente. A ab-reação tem poder de cura dentro do setting terapêutico.

Nos primórdios da teoria psicanalítica, a ab-reação esteve associada a intervenção cujo foco eram o trauma e as neuroses. Contudo, na TVP, usamos o termo para definir qualquer experiência ou revivência de fatos passados que de algum modo influenciam a personalidade atual, seja dramatizando somaticamente, seja através de emoções ou mesmo pela via da imaginação ativa.

 

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Pseudo-Obsessão de Hans Tendam

Trata-se da obsessão de nossas próprias personalidades de vidas passadas diante de nossa personalidade atual. A pseudo-obsessão se caracteriza pela influência da personalidade do passado. Tendam define da seguinte forma “As Pseudo-obsessões são personalidades anteriores que vivem em torno ou dentro de nós como se fossem outras pessoas”.(…) “Um pseudo-obsessor não é um resíduo parcial de uma vida passada e sim a personalidade total dessa vida passada”.

É a presença real de uma de nossas personalidades de vidas passadas retida e não-digeridas, ou seja, “uma vida passada completa não-assimilada, perambulando interiormente, interferindo e, em certos casos, tomando posse. Tendam afirma que nessas pseudo-obsessões podemos encontrar resquícios de traumas, hangovers e até postulados de caráter. Na maioria dos casos, a personalidade atrapalha o andamento de nossa vida, pois traz muitos esteriótipos, costumes e tendências que vêm se opor à personalidade atual.

Afirma Tendam que a grande causa da pseudo-obsessão é uma morte não-assimilada e incompleta, ou seja, quando uma pessoa passou pela transição mas reteve algo da experiência de morte. Uma grande carga é acumulada nesse momento, isto é, não houve a catarse após a morte. Então, como tratar uma pseudo-obsessão? O tratamento deve ser focalizado na renovação da experiência da morte, ou seja, fazer com que a personalidade reviva novamente aquela morte e, dessa vez, consiga atravessar a experiência de forma plena e integral.

A diferença do trauma e da pseudo-obsessão é que no trauma emerge na vida atual apenas a carga traumática não-assimilada. Na pseudo-obsessão, vem à tona a própria personalidade de vida passada com tudo o que tinha em vida.

 

(HUGO LAPA)

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