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Archive for the ‘TVP’ Category

Complexo na Terapia de Regressão

Complexo define um núcleo autônomo dentro do psiquismo que se mantém dissociado de sua totalidade. Trata-se de uma entidade independente e separada do restante; são como minúsculas personalidades ou subpersonalidades fragmentárias que coexistem com diversas outras, formando uma série de partes ou “lados” psíquicos. Em suma, um complexo é um agregado de ideias, imagens e afetos reunidos em torno de um centro e caracterizado por uma qualidade e natureza emocional comum. Esse conceito é bastante semelhante ao termo COEX cunhado por Stanislav Grof.

Jung trata os complexos como “egos em miniatura”, se estruturam e se organizam da mesma forma que o ego, mas permanecem em dissociação dentro do todo psíquico. Para Jung, a origem do complexo é um arquétipo*. Podem também ser considerados como temas ou qualidades comuns de natureza similar, que contrastam umas com as outras. Jung afirma que os complexos podem contrapor, influenciar e obscurecer uns aos outros, tal como as personalidades de vidas passadas. Quando um complexo consegue afetar outro, adquire um valor energético maior (Introdução à Psicologia Junguiana, Hall & Nordby).

Na Terapia de Vidas Passadas, Roger Woolger criou o esquema da “Roda de Lótus” para explicar sobre os seis diferentes aspectos ou planos que fazem parte de um complexo:

1) Aspecto Existencial: Trata-se da situação ou do contexto da realidade atual do indivíduo, ou seja, como ele se encontra no presente momento, qual contexto ele vivencia.

2) Aspecto Biográfico: Nos remete a história da vida atual da pessoa. Como o complexo se expressa em alguns acontecimentos da biografia da pessoa. Neste plano que se concentra a psicoterapia convencional, ou seja, como se pode associar o complexo a várias fases e situações passadas de nossa vida, buscando a origem do complexo nos limites de nossa história pessoal.

3) Aspecto Somático: Esse se refere a forma como o complexo de manifesta simbolicamente no corpo físico do indivíduo. Como uma doença, sintoma, dor, desconforto, sensações ou qualquer reação orgânica pode expressar o complexo.

4) Aspecto Perinatal: Conjunto de situações pelas quais uma pessoa passa desde a fase intrauterina até o nascimento. Estas circunstâncias podem apresentar-se como um reflexo da influência de um complexo. Por exemplo: dificuldade de nascer por medo de enfrentar situações similares ao passado.

5) Aspecto de Vida Passada: a origem do complexo investigada dentro de uma vida passada daquele sujeito. Um mesmo complexo pode se formar ou reproduzir numa vida passada, sob as mais diversas formas. Uma das características de um complexo é a incrível diversidade de formas pelas quais ele pode se expressar.

6) Aspecto Arquetípico: De certa forma, é nosso mito pessoal e descreve as forças usadas na superação do complexo por intermédio de um símbolo universal. Representa também a percepção do karma e o correspondente aprendizado ao vencer o complexo. No caso citado, pode-se dizer que o homem deve vencer os problemas que carrega e ir adiante, sem deixar-se bloquear pelo cansaço. Tal é a missão que ele e toda a humanidade um dia devem superar. No Plano arquetípico, entramos numa ordem mais universal, onde cada complexo nos leva a superação e a incorporação de um arquétipo*, um mito pessoal, que deve ser plenamente vivenciado para nos aproximar da perfeição.

Para Woolger, o Aspecto Existencial, Biográfico e Somático fazem parte do inconsciente pessoal. O Aspecto Perinatal, de Vida Passada e o Arquetípico fazem parte do inconsciente transpessoal.

 

(HUGO LAPA)

Atendimento com Terapia de Vidas Passadas em São Paulo.

MAIL: lapapsi@gmail.com

Telefone: (011) 2427 5103 / 9502 2176

OBS: Este artigo é registrado e não pode ser postado em qualquer meio impresso ou eletrônico sem a prévia autorização da autor. Os infratores estarão sujeitos à penalidade conforme a lei dos direitos autorais.


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Ressonância simbólica é um termo criado por Roger Woolger utilizado para descrever “de que modo os diferentes aspectos do complexo compartilham todos da mesma qualidade emocional, assim como imagens e timbres afetivos” (Woolger). Isso significa que o mesmo complexo pode se apresentar simbolicamente dentro de vários níveis, aspectos ou facetas diferentes conservando a sua natureza.

A ressonância simbólica indica a capacidade do psiquismo de produzir associações e representações para indicar experiências, afetos e conflitos inconscientes. Woolger descobriu que o complexo pode se expressar em várias camadas ou planos diferentes e cada um deles para apresentar, ao seu modo e dentro do seu nível, um simbolismo que sinaliza a presença do próprio complexo.

Para compreender melhor a ressonância simbólica, é necessário nos reportarmos ao esquema do que Woolger chamou de “Roda de Lótus”. Nesse esquema, vemos a presença de vários níveis ou aspectos diferentes, a saber: somático, existencial, biográfico, perinatal, vida passada e arquetípico. Em cada uma dessas facetas, pode emergir através de símbolos a estrutura e natureza do complexo, ou seja, em todas essas instâncias, vivencia-se o mesmo roteiro, seja somático, biográfico, existencial, perinatal, arquetípico e vida passada. Ordenando todos estes fatores dentro de um arranjo de seis pétalas, temos o seu núcleo, o centro de tudo, como o componente essencial formador do complexo, o que Woolger chama de sentimento nuclear.

Por exemplo, uma pessoa foi obrigada a carregar uma cruz por longa estrada antes de ser crucificado e morto. Hoje isso se traduz em ressonância simbólica como:

1) Existencial: o cansaço de “carregar tudo nas costas” ou a queixa de que sempre “carrega outras pessoas nas costas”.

2) Somático: dor nas costas por ter carregado a cruz, efeito de um trauma.

3) Perinatal: o complexo pode apresentar-se como medo da nova vida e isso poderia gerar, por exemplo, complicações no parto.

4) Biográfico: Em sua infância, ele pode desenvolver cansaço crônico em momentos que era solicitado a arrumar seu quarto e guardar suas coisas, em decorrência da experiência que teve de carregar a cruz nas costas. Isso pode fazer com que muitos o chamem de “preguiçoso” e reforcem o complexo.

5) Vidas Passadas: Como já dissemos, o ato de carregar a cruz por vários quilômetros e morrer logo em seguida.

6) Arquetípico: Seria o aprendizado necessário para superar o complexo. Pode ser traduzido como qualquer situação na qual o indivíduo deva se esforçar para superar o cansaço em sua vida e dissolver a percepção de que sempre carrega o mundo nas costas. Há uma infinidade de circunstâncias capazes de ativar o complexo que gera o cansaço e a sensação de peso nos ombros. Nesse sentido, sua “missão” é a realização do arquétipo*, ou seja, a superação dos limites do complexo para cultivar força suficiente para seguir em frente caso esteja com a cruz simbólica, ou libertar-se em definitivo da cruz que bloqueio seu livre caminhar.

Dessa forma, Woolger criou um método que pode sinalizar diversas entradas diferentes ou forma de trabalho e tratamento sobre os complexos. Podemos ir do biográfico ao somático e deste para o perinatal, passando pela vida passada até culminar no plano do arquétipo. Woolger explica que “A compreensão do princípio da ressonância simbólica me ajuda a levar o cliente de um aspecto ou nível do complexo a outro em pouco tempo usando palavras, imagens ou estados afetivos como sondas para explorar o inconsciente em busca de respostas. É assim que busco a história por trás da história”. Assim, cada aspecto entra em ressonância com os outros tendo como fundamento o sentimento nuclear do complexo.

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Morey Berstein e o caso Bridey Murphy

Morey Berstein era um homem de negócios e autor do incrível caso de Bridey Murphy, nome de uma vida passada da empregada doméstica Virginia Tighe, a quem Bernstein conduziu com hipnose regressiva. Bernstein não era hipnólogo profissional, dedicava-se à hipnose apenas nas horas vagas. Porém, conquistou fama internacional após divulgaros dados de condução de Virgínia a várias regressões à vidas passadas, onde acredita-se que a moça tenha vivido como uma Irlandesa nascida em 1798 e falecido em 1864.

Virgínia tinha bastante facilidade de entrar no transe hipnótico e contou detalhes de sua vida passada à Bernstein. Nessa vida, ela se chamaria Bridey Murphy. Preservando o sotaque irlandês, ela relatou várias fases diferentes de sua encarnação passada. Chegou a mencionar o nome dos pais, Kathleen e Duncan Murphy, afirmando que seu pai tinha sido jurista e dando vários outros detalhes sobre a casa onde morava. Falara também do seu marido, Brian MacCarthy. Brian estudava na universidade de Queen e escrevia para o Newsletter de Belfast.

A vida de Bridey era chata, pacata e muito monótona, sem acontecimentos fortes e marcantes. Trata-se realmente da vida de uma pessoa comum da Irlanda do século XVIII ao século XIX. Conta-se que após ter caído de uma escada e quebrado o quadril, começou a sentir-se meio triste ou deprimida, como um “peso”, já que estava parcialmente inativa: “a partir daí comecei a definhar”, disse ela. Bridey então passou pela transição aos 65 anos.

O caso, pelo impressionante relato de detalhes históricos corretos, fizeram os estudiosos interessarem-se bastante por ele; até mesmo céticos não conseguiam explicar a precisão das informações ditadas por Virginia. Como uma dona de casa poderia saber todas aquelas coisas? Apesar dos pesquisadores terem encontrado alguns erros na estória de Virginia, haviam outros acertos estarrecedores que não puderam ser explicados pelo conhecimento histórico da dona de casa, que comprovadamente era mulher muito humilde e sem instrução.

O caso Bridey Murphy, como ficou conhecido, levou mesmo Bernstein a ser acusado de fraude e de ter mentido sobre os dados. Porém, para os terapeutas de vidas passadas, estas experiências são parte integrante de seu trabalho e se constituem num conunto de evidências que, somadas, podem descortinar novos horizontes de tratamento e cura para a psicologia, a medicina e contribuir para a mudança de paradigma na ciência.

 

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Incorporação de espíritos na TVP

Incorporação é uma palavra comumente utilizada no Espiritismo para definir o controle das funções orgânicas, dos órgãos vocais e de todo o gestual de um encarnado sobre um desencarnado. O indivíduo incorporado permanece, na maioria das vezes, inconsciente da atuação do espírito, que controla suas reações, sua fala e por vezes o incita a produzir mensagens ditadas pelo espírito incorporante.

Nessa condição, o indivíduo deve experimentar um transe mais profundo, e por vezes encontre-se num estado de total inconsciência. Em outros casos pode ter uma vaga noção do que ocorre ao seu redor e por vezes até escutar ruídos à sua volta, assim como a fala de pessoas no ambiente. Em situações mais comuns, não recorda de nada após a experiência, mas de outra forma, pode lembrar total ou parcialmente da experiência.

Esse fenômeno também é reconhecido no meio espírita como psicofonia ou psicografia. Psicofonia é o controle do espírito do corpo inteiro do médium, mas principalmente sobre sua fala, induzindo-o a transmitir palavras audíveis a todos os presentes. Psicografia, por outro lado, é o controle pelo desencarnado do corpo inteiro do médium, mas principalmente sobre seus braços e mãos, induzindo-o a escrever mensagens originárias de fontes extrafísicas. Tanto na Psicofonia quanto na Psicografia há incorporação total ou parcial.

Além desse tipo de incorporação, há aquelas em que o desencarnado encontra-se já num processo obsessivo, de possessão espiritual, com o encarnado. Com a possessão já ocorrendo, a entidade assume o controle das funções físicas do encarnado com certa freqüência ou mesmo raramente. Isso depende do grau de mediunidade do possuído e da intensidade dos laços que os unem. A Terapia de Vidas Passadas admite a existência da incorporação de uma entidade subjugando um encarnado. Trata-se de um processo corriqueiro para terapeutas mais experientes.

Os terapeutas de vidas passadas não devem realizar a incorporação em si mesmos, caso contrário, não se trata mais de TVP, mas de um trabalho mediúnico fora do contexto de uma terapia. A TVP sempre pressupõe que o cliente deve experimentar suas vidas passadas e, quando necessário, o cliente pode ter contato com entidades espirituais durante a TVP. Esses espíritos pode ter vidas e experiências em comum com ele e podem ser entidades que conviveu na encarnação atual e mesmo em vidas passadas.

 

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Ab-Reação e Terapia de Vidas Passadas

Ab-Reação é uma palavra cunhada por Sigmund Freud nos primórdios da Psicanálise que contém significado muito similar ao conceito de catarse. Diz-se que ab-reação seria o desbloqueio à livre circulação e manifestação de afetos, sentimentos e energias psíquicas que num dado momento foram reprimidas, o que impediu o seu livre fluxo em várias fases da consciência.

Trata-se de uma reprodução ou reatualização de fatos ou eventos traumatizantes e sofridos, cuja intensidade da reação não pôde ser expressa originalmente. A ab-reação tem poder de cura dentro do setting terapêutico.

Nos primórdios da teoria psicanalítica, a ab-reação esteve associada a intervenção cujo foco eram o trauma e as neuroses. Contudo, na TVP, usamos o termo para definir qualquer experiência ou revivência de fatos passados que de algum modo influenciam a personalidade atual, seja dramatizando somaticamente, seja através de emoções ou mesmo pela via da imaginação ativa.

 

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Pseudo-Obsessão de Hans Tendam

Trata-se da obsessão de nossas próprias personalidades de vidas passadas diante de nossa personalidade atual. A pseudo-obsessão se caracteriza pela influência da personalidade do passado. Tendam define da seguinte forma “As Pseudo-obsessões são personalidades anteriores que vivem em torno ou dentro de nós como se fossem outras pessoas”.(…) “Um pseudo-obsessor não é um resíduo parcial de uma vida passada e sim a personalidade total dessa vida passada”.

É a presença real de uma de nossas personalidades de vidas passadas retida e não-digeridas, ou seja, “uma vida passada completa não-assimilada, perambulando interiormente, interferindo e, em certos casos, tomando posse. Tendam afirma que nessas pseudo-obsessões podemos encontrar resquícios de traumas, hangovers e até postulados de caráter. Na maioria dos casos, a personalidade atrapalha o andamento de nossa vida, pois traz muitos esteriótipos, costumes e tendências que vêm se opor à personalidade atual.

Afirma Tendam que a grande causa da pseudo-obsessão é uma morte não-assimilada e incompleta, ou seja, quando uma pessoa passou pela transição mas reteve algo da experiência de morte. Uma grande carga é acumulada nesse momento, isto é, não houve a catarse após a morte. Então, como tratar uma pseudo-obsessão? O tratamento deve ser focalizado na renovação da experiência da morte, ou seja, fazer com que a personalidade reviva novamente aquela morte e, dessa vez, consiga atravessar a experiência de forma plena e integral.

A diferença do trauma e da pseudo-obsessão é que no trauma emerge na vida atual apenas a carga traumática não-assimilada. Na pseudo-obsessão, vem à tona a própria personalidade de vida passada com tudo o que tinha em vida.

 

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A Relação do terapeuta com o cliente é considerada uma das principais causas do sucesso nas psicoterapias e na Terapia de Vidas Passadas. Uma boa relação facilita todo o tratamento e é uma evidência de que a terapia terá bons resultados. Isso é facilitado pela confiança que se desenvolve entre ambos, da empatia e da naturalidade, própria de um trabalho de qualidade.

A rigidez e a necessidade de autoafirmação do terapeuta perante seu cliente, assim como a preocupação demasiada com a correta aplicação das técnicas, pode criar barreiras a aproximação e o entendimento de ambos. Todas as abordagens de Psicoterapia concordam que a relação terapeuta-cliente sempre deve ser privilegiada e em muitos casos, admite-se que é justamente uma boa relação que confere o caráter terapêutico do processo, daí o nome relação terapêutica.

Há, no entanto, terapeuta que valorizam apenas à relação e deixam de lado a boa aplicação das técnicas psicoterápicas ou regressivas. É importante ressaltar que técnica e relação devem sempre andar de mãos dadas. Aos olhos do terapeuta, uma deve ser tão importante quanto a outra. Nem se deve dar atenção excessiva apenas à relação e nem apenas à técnica de indução, condução e tratamento. O terapeuta de vidas passadas deve investir na relação terapêutica, pois esta pode influenciar a confiança da pessoa ao submeter-se à técnica regressiva.

 

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