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	<title>Terapia de Vidas Passadas</title>
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	<description>Destinado a informação a respeito de Terapia de Vidas Passadas e espiritualidade em geral</description>
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		<title>Terapia de Vidas Passadas</title>
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		<title>Oxossi</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jan 2012 22:18:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>hugolapa</dc:creator>
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<p>Oxossi é um orixá cultuado nas tradições de origem afro brasileira e descendentes da religião iorubana. Também conhecido como Odé Wawá, ou seja, o “Caçador dos céus”. Este orixá é irmão de ogum e aprendeu com ele a arte da caça. Oxossi é um exímio caçador. Ele também é protetor dos animais e não admite a matança dos seres, com exceção de que eles sirvam de alimento para os seres humanos.</p>
<p>Na tradição iorubana, de acordo com a mitologia, Oxossi é o grande caçador e seu irmão Ogum é um excelente guerreiro. Oxossi recebeu esse nome após ser o único caçador bem sucedido a conseguir matar o grande pássaro enviado pelas feiticeiras Iá Mi Oxorongá. Oxossi é o orixá da abundância, da opulência e da fartura e prosperidade. Mas o contrário também pode ocorrer, pois um extremo sempre pode levar ao outro, assim pode decorrer um período de ausências e vacas magras quando a energia de Oxossi é mau utilizada. Seu excesso de trabalho pode conduzir a um período de escassez e privação.</p>
<p>Os sacerdotes de Ifá advertem que se devem fazer oferendas a Oxossi quando não se consegue identificar o mal que nos acomete, pois ele representa a consciência da definição de trabalho a ser realizado ou de uma meta a ser cumprida. Isso ocorre por que ele é um caçador que tem habilidades de rapidamente encontrar e abater sua presa, atingindo com perfeição o objetivo final. Sua precisão confere aos seus filhos uma clareza na perseguição do final do caminho.</p>
<p>Enquanto Oxossi consegue atingir com maestria seus objetivos, de forma exata, seu irmão Ogum é conhecido e admirado pela sua obstinação, resistência e teimosia. Oxossi é conhecido por viver em meio à natureza. Nos contos mitológicos que contam sua história, Oxossi é representado como um herói. O dia de Oxossi é a quinta feira e as cores que lhes estão associadas são o azul-claro e o verde. No Rio de Janeiro ele foi sincretizado com São Sebastião, já na Bahia ele foi associado a São Jorge.</p>
<p>Em alguns dos mitos de Oxossi, vemos que a obstinação do orixá em perseguir seu objetivo na caça o conduz a ilusão de confundir a caça com algo que não é a caça. Num desses mitos, Oxossi começa a lançar flechas indiscriminadamente, e depois disso surge uma fera em sua frente. Oxossi, como caçador versátil e apaixonado, deseja imensamente abater a fera, mas ela se transforma num outro orixá, Odudua.</p>
<p>Nesse mito podemos encontrar um significado bastante interesse. Devemos lembrar que Oxossi é um caçador, e que o arco e flecha representa a pontaria, o alvo e a flecha que deve ser cravada no ponto desejado. Aqui vemos a representação clara daquele que se embrenha num caminho a procura de um objetivo. Ele representa o exagero na busca de uma meta qualquer que, por ser perseguido de forma turbulenta e impensada (como as flechas de Oxossi que foram atiradas em várias direções), acaba confundindo seu objetivo com algo ilusório, que não representa o ponto de conquista que estávamos esperando. A busca desenfreada por algo tem como consequência criar uma falsa busca e faz o caminhante cair numa miragem: ele acha que está indo na direção do seu objetivo, mas não está.</p>
<p>Em outro conto de Oxossi ocorre algo similar: Obatalá, um outro orixá, pede a Oxossi que não continue sua caça, mas Oxossi ignora o pedido e sai em busca de sua presa. O grande caçador, então, se depara com um veado. Logo após perceber a presença do animal, Oxossi não hesita e dispara uma série de flechas para acertar o animal, mas nenhuma delas consegue mata-lo. Logo depois o veado começa a reluzir e se transforma em Obatalá. Tomado por arrependimento, Oxossi não consegue mais caçar depois disso. Aqui vemos um conjunto de símbolos que falam sobre um buscador que, ao confundir o alvo, se desespera e não consegue mais empreender outras buscas. Isso é uma boa indicação de como não se deve mergulhar tão vorazmente em qualquer propósito, pois a busca irrefletida pode gerar transtornos que inviabilizam outras conquistas.</p>
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<p><strong>(HUGO LAPA)</strong></p>
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<p><strong>OBS: Este artigo é registrado e não pode ser postado em qualquer meio impresso ou eletrônico sem a prévia autorização do autor. Os infratores estarão sujeitos à penalidade conforme a lei dos direitos autorais.</strong></p>
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		<title>Dilúvio</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jan 2012 03:34:28 +0000</pubDate>
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<p>O dilúvio é um tema quase universal em muitos relatos de antiguidade. Muitas tradições falam de uma grande inundação da terra pelas águas. Essa inundação pode ser total ou restrita a uma área específica, de acordo com uma ou outra tradição. Dentre as mais importantes referências acerca da grande inundação da antiguidade, seja ela verídica ou lendária, as mais importantes são a Epopéia de Gilgamesh, o dilúvio bíblico e o dilúvio presente no Mahabharata.</p>
<p>O simbolismo do Dilúvio é o da purificação através do poder de dissolução da água. Ele abre as portas, com a purificação, para o surgimento de uma nova humanidade, um novo mundo, renovado e regenerado. Neste sentido, ele pode ser comparado, dentro da esfera individual, ao batismo. Da mesma forma que a água é purificadora e regeneradora dentro do cristianismo primitivo, o dilúvio transforma por meio de uma dissolução coletiva das mazelas globais. Podemos dizer que é um “batismo coletivo” dos povos que são submetidos a ele. O dilúvio é o evento divino que vem de um decreto superior para lavar os pecados, transgressões, deslizes e maldades cometidas por um ou mais povos.</p>
<p>Como o dilúvio traz esse poder de transformação, parece que ele representa a passagem de uma era a outra. Com essa transição, o velho é descartado e o novo começa a nascer. Aqui talvez exista uma linha limítrofe entre a História conhecida e a pré-História desconhecida, com conhecimentos de civilizações anteriores a História conhecida que podem ter se perdido dos anais dos registros oficiais. É bem possível que a divisão entre a História conhecida e a história desconhecida seja o evento do dilúvio universal. De outra forma, como seria possível que tantas tradições antigas falassem sobre um mesmo acontecimento sem que ele tivesse de fato ocorrido?</p>
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<p><strong>(HUGO LAPA)</strong></p>
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		<title>Descida ao Inferno</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 23:51:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>hugolapa</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>O tema da descida aos infernos, ou ao submundo, é encontrado em muitas tradições religiosas antigas. Desde o xamanismo milenar até os mistérios grego-romanos, assim como as iniciações nas escolas de mistério europeu, como também no cristianismo, essa imagem da descida aos infernos está bastante presente.</p>
<p>No Cristianismo há uma referência, no credo católico, que remonta os primeiros séculos do cristianismo primitivo, afirma que Jesus “desceu ao inferno”. Há alguns anos, a igreja modificou essa parte do credo trocando o “desceu aos infernos” para “desceu a mansão dos mortos”. Mas no original, a descida ao inferno, ou ao submundo, estava presente nesta oração.</p>
<p>Na mitologia grega, vemos os mitos de Ulisses, Orfeu e Enéias com o tema da descida ao submundo. No mito de Orfeu, vemos o personagem principal da trama, Orfeu, que desce ao “mundo dos mortos” para buscar Eurídice, que acabara de morrer mordida por uma serpente. Ao chegar nos domínios de Hades, o deus do submundo, Orfeu o convenceu, com sua lira, a levar Eurídice de volta a vida. Na realidade, este mito possui um significado iniciático, como todos os mitos que tratam dessa descida ao reino dos mortos, ao submundo ou inferno.</p>
<p>A descida ao submundo representa o contato direto com nossas imperfeições e impurezas, todo nosso karma passado, ou uma parte dele, é apresentado a nós, e se torna vivo em visões, aparições, sensações, etc, como se estivesse mesmo ocorrendo. Esse é um dos significados das iniciações nos mistérios. Cada vez que um ser desce ao submundo e enfrenta a provação, ele se despoja de um ou vários aspectos impuros de seu interior, purificando-se e ascendendo em consciência.</p>
<p>O mito sumério de Innana mostra isso de forma bem clara. Alguns pesquisadores acreditam que o mito sumério de Innana seja a origem do mito de Perséfone. Innana era uma grande rainha, bonita e resplandecente. Certo dia, ela decide voluntariamente realizar o que se chama de “descida mística”, e se encaminha para o “grande abaixo”, o abismo, o reino do submundo, que é governado por Ereshkigal, ser sobrenatural que pode ser comparado ao Hades da mitologia grega. Esta descida se faz em sete níveis, representados pelos sete portais que dão acesso aos sete níveis de iniciação que ela deve atravessar nos reinos inferiores.</p>
<p>Desse modo, em cada um dos portais iniciáticos, ela tem suas vestes retiradas. Essas vestes são, simbolicamente, as camadas de consciência inferiores que devem ser descartadas até se chegar ao núcleo essencial da consciência. Da mesma forma que se descasca uma cebola, em suas várias camadas, até se chegar ao ponto mais central, a consciência também deve ser despida em seus vários níveis de imperfeição, até se chegar ao âmago mais profundo do nosso ser interno. Assim, após serem retiradas todas as suas vestimentas, Innana aparece, sem qualquer roupa, diante de todos os sete juízes que são os guardiões do submundo inferior, para que possa ser julgada por eles em seus méritos. Após esse julgamento final, ela é assassinada por Ereshkigal, o Senhor do submundo, e perde o último resquício de sua vida antiga.</p>
<p>Essa morte durante a descida aos infernos é outro tema mitológico de grande significado, que aparece em vários símbolos de religiões e cultos antigos. Essa morte não é uma morte física, uma morte do corpo material, mas é a morte iniciática, a morte do nosso karma, a morte da roupagem personalística, das máscaras e das camadas inferiores; o velho homem precisa morrer para que o novo homem pode nascer ou renascer. Este mito encontra paralelo com a ideia cristã da morte, descida ao inferno e da “ressurreição” no terceiro dia, tal como ocorreu com Jesus. Jesus renascido após a morte na cruz é um tema iniciático presente na origem do cristianismo e aberto para todos aqueles que consigam desvendar seu significado latente.</p>
<p>No mito de Innana, ela retorna a vida sendo salva por Enki, o deus da sabedoria e das águas, que a traz de volta ao mundo dos vivos, ascendendo novamente pelos sete portais, ou sete níveis e recuperando novas vestimentas. Esse processo de descida ao submundo ou inferno é por vezes chamado de “descida mística”, e seu significado se encontra também em outros mitos, conforme já aludimos, no mito de Orfeu, Perséfone, Ulisses, Enéias e também Hércules. No décimo segundo trabalho, Hércules se viu obrigado a descer ao mundo subterrâneo e encontrar Cérbero, o cão que possuía três cabeças. No trajeto até a caverna escura que dava acesso ao submundo, Hércules foi acompanhado por Hermes e Atenas (mitologia grega) ou Mercúrio e Minerva (mitologia romana) e lá foi deixado a sua própria sorte. Sua missão era trazer Cérbero de volta ao mundo, sem para isso usar armas.</p>
<p>Da mesma forma que a descida de Innana ao reino inferior corresponde aos sete graus da iniciação, a descida de Hércules (Roma) ou Héracles (Grécia) era a culminação da décima segunda iniciação, representada pelo décimo segundo trabalho a cumprir. Hércules atravessou a provação de doze trabalhos, representando as doze provas iniciáticas dos mistérios, e após vencer Cérbero com os braços, pôde tirá-lo do submundo. Hércules, assim como Innana, representa a alma seguindo o percurso tortuoso de seu desenvolvimento até atingir o cume da realização espiritual, representado pela última iniciação, que geralmente é anunciada com o símbolo de uma ascensão celeste.</p>
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		<title>Exu</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 05:20:58 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Exu é uma palavra com diferentes significados, dependendo da tradição religiosa a que estamos nos referindo. O Exu do Candomblé é diferente do exu da Umbanda, que será diferente do exu de outras correntes. Dentro do Candomblé, a palavra exu ou esú denomina um orixá que tem como característica o movimento e a comunicação. Ele é considerado um intermediário entre o mundo terreno (ayé) e o mundo dos deuses (orum).</p>
<p>Na língua iorubana, a palavra exu significa “esfera”. Talvez por este motivo exu seja encarado como o orixá que atua em todos os caminhos e em todas as direções, já que o círculo se expande para todas as direções espaciais. Por outro lado, as oferendas que geralmente são ofertadas a exu devem sempre ser colocadas em encruzilhadas. Aqui percebemos o simbolismo da cruz interagindo com o simbolismo do círculo. Não seria estranho dizer que as oferendas a exu representam a cruz inserida dentro do círculo, um símbolo esotérico por excelência. Não entraremos em detalhes sobre o significado desta simbologia, mas os interessados podem fazer uma pesquisa a este respeito e entender melhor do que se trata e quem sabe desvendar, ao menos em parte, seu significado oculto.</p>
<p>Na mitologia grega, exu seria o equivalente a Mercúrio, que também é um mensageiro dos deuses. Com o sincretismo das religiões afro-brasileiras e o catolicismo português, o exu foi associado com o diabo, mas esta ligação não é correta. Exu jamais significou o diabo ou mesmo um demônio, a não ser que citemos os demônios no sentido de daimons, ou seja, de gênios que na Grécia antiga eram considerados intermediários entre o mundo celeste e o mundo terreno (da mesma forma que o exu é considerado, como um intermediário e mensageiro).</p>
<p>Em decorrência de sua natureza intermediária entre o céu e a terra, o exu é visto como sendo dual, um ser cuja natureza é a bipolaridade. O exu está sempre compartilhando de duas faces de uma mesma moeda, onde reinam os opostos. Por este motivo, se diz que o exu gosta de provocar conflitos e contradições. Porém, isso ocorre por que as pessoas não conseguem enxergar sua face dual e veem apenas um dos extremos representados nele. O exu tem vários mitos, um deles fala sobre essa questão dos opostos. Certo dia, exu pintou metade de seu corpo de vermelho e a outra metade de preto e apostou com dois amigos qual deles conseguia adivinhar qual era sua cor exata. Os amigos, porém, só conseguiam enxergar um dos lados, um observava e via o preto, o outro observava e via o vermelho. Cada um falou a cor que lhe aparecia e errou. Exu ganhou a aposta e disse que “vocês não saberão como eu sou se não derem a volta ao meu redor”.</p>
<p>Mais uma vez vemos aqui bem representada a natureza circular do exu. Mesmo uma esfera material não pode nunca ser observada, na visão comum, em todos os seus lados ao mesmo tempo: ou vemos um lado ou o outro. Neste sentido, o exu vem trazer a ideia dos extremos que fazem parte da natureza dual do nosso mundo, com suas contradições e erros, sempre oscilando entre os contrários e criando confusões. Talvez por este motivo exu tenha sido sincretizado com o diabo católico, posto que, por sua natureza bipolar, ele leva aqueles que o visualizam ao erro de percepção. Essa é uma das características do diabo católico, confundir, ludibriar, burlar, enganar, iludir, tal como o mundo das ilusões de nossa percepção mundana fazem conosco. Neste sentido, o exu é o símbolo da ilusão do mundo, dos contrários, da confusão, dos erros perceptivos, da miragem da vida.</p>
<p>Além disso, representa o caos primordial, a vida em sua origem, a desorganização de tudo o que se inicia, ainda carente de um formato inteligível. Segundo a tradição iorubana, para se conseguir transpor essa dificuldade de ser ludibriado pela consciência de exu, é necessário adquirir um conhecimento transcendente, intuitivo, que enxergue além das dualidades e ilusões do mundo. Parece que o exu é o símbolo da ilusão presente em tudo que existe no mundo material, no mundo da manifestação. Observamos aqui como a sabedoria de uma tradição pode estar contida implicitamente em seus mitos, símbolos e personagens. Estes representam arquétipos que trazem, em sua bagagem simbólica, uma sabedoria que revela modelos, leis e princípios da existência.</p>
<p>As cores do exu são, como já revelou o mito, o preto e o vermelho. No candomblé, o exu não é uma entidade, como o é na umbanda. Na tradição umbandista, os exus são considerados espíritos de um nível mais denso, que atuam no policiamento do astral inferior. Eles fazem parte daquilo que se denomina linha de esquerda. Os exus podem incorporar em médiuns na Umbanda. Já no candomblé, os exus não incorporam em médiuns, ao menos na maioria de suas ramificações, um orixá jamais se presta a uma incorporação mediúnica. Porém, no candomblé de Angola já se pode observar que os exus, algumas vezes, incorporam nos médiuns e falam por eles.</p>
<p>Os médiuns e líderes das tendas umbandistas têm visões diferentes acerca da natureza do exu, muitos dizem coisas contraditórias sobre sua natureza e seu trabalho na Umbanda. Alguns afirmam serem eles bons; outros dizem que são neutros (podendo fazer o bem ou o mal); e há aqueles que dizem que são mais inclinados ao mal.</p>
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		<title>Hórus</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 01:53:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>hugolapa</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Hórus é um deus do panteão do Egito antigo. Era considerado o deus dos faraós. Hórus era representado na figura de um falcão. É filho do deus Osíris e da deusa Isis. Hórus possuía dois olhos, o direito associado ao sol, e o esquerdo associado à lua. De acordo com o mito, Hórus travou uma batalha contra seu irmão Seth, e nesta batalha acabou perdendo um dos seus olhos. Seth arrancou o olho esquerdo de Hórus.</p>
<p>Após perder um dos olhos, Hórus ficou apenas com o olho solar. Esse olho lhe dava apenas uma visão parcial das coisas. Porém, após a perda do olho, ele se vestiu com uma coroa de serpente e passou a usar um outro olho, chamado de “Udyat”, o famoso “olho de Hórus”, um símbolo que é associado, dentro do esoterismo, como o terceiro olho, ou o chakra frontal ou da coroa.</p>
<p>Por outro lado, a coroa de serpente representa a ascensão da kundalini até o topo da cabeça, isto é, a subida da energia do fogo serpentino até os chakras superiores. A energia que antes estava represada nos níveis inferiores agora começa a ser canalizada para os níveis superiores. Esse simbolismo representa a ascensão espiritual do ser quando este começa a elevar suas energias a graus ou padrões superiores.</p>
<p>Após conseguir o olho de Udyat e a coroa de serpente, Hórus finalmente consegue a vitória sobre Seth, que é derrotado em batalha. O tema do falcão possui uma peculiaridade muito significatica: o falcão é um animal que possui uma visão muito precisa de objetos e animais que se encontram bem distantes deles. A visão do falcão é prodigiosa e alcança bem longe. Por este motivo, Hórus se reveste da capa simbólica de um falcão e é representado como aquele que possui uma visão de amplitude imensa. Ele simboliza o ser que, após uma longa e exaustiva série de nascimentos e mortes, encontram a real sabedoria e a visão ilimitada do real; a alma que atingiu a iluminação. Representa a consciência infinita e sem fronteiras, que tudo sabe e tudo vê.</p>
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		<title>Pretos Velhos</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 01:07:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>hugolapa</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>A figura dos pretos velhos são as que mais caracterizam a Umbanda. O preto velho é também chamado de “Pai Velho” em alguns locais. Os pretos velhos são entidades espirituais que, na maioria das vezes, em vidas passadas foram negros escravizados no Brasil. Eles se revestem de um corpo fluídico que lhes dá a aparência de negros e escravos. Diz a tradição da Umbanda que nem todos os pretos velhos foram negros escravos, mas que qualquer espírito pode se servir deste envoltório espiritual para representar a humildade e sabedoria. Isso ocorre por que, antes de serem ex-negros escravos, os pretos velhos são símbolos destas duas virtudes humanas: a humildade e a sabedoria.</p>
<p>É preciso lembrar que esses espíritos não existem no Candomblé. Eles são específicos da religião da Umbanda. Alguns centros espíritas também trabalham em conjunto com eles, geralmente em sessões de desobsessão. Os pretos são entidades muito calmas, pacientes, ponderadas, que ensinam e aconselham aqueles que os procuram. São exemplos da mais pura humildade; nunca dizem o que as pessoas devem fazer, apenas aconselham. Alguns adeptos fazem oferendas aos pretos velhos ofertando-lhes comidas, bebidas, velas, etc.</p>
<p>Estes espíritos aprenderam através do sofrimento da escravidão, foram submetidos as condições mais degradantes que se possa imaginar. Justamente por isso, após sua morte como escravos eles aprenderam lições espirituais valiosas, e por isso se dedicam a ajudar outras pessoas. Todo pesar e aflição que se viram envoltos acendeu uma luz em sua consciência que lhes despertou para os sentimentos mais sublimes e majestosos. Eles juraram usar a força espiritual que conquistaram para acolitar e acudir seus irmãos humanos ainda em sofrimento.</p>
<p>Rivas Neto, no livro “Umbanda: a Proto-Síntese Cósmica” afirma que os pretos velhos se revestem de uma vestimenta iniciática, e que apenas a minoria deles foi escravo no passado. Afirma que muitos ex-escravos que compõe os círculos ligados a escravidão no astral ainda conservam ódio e ressentimento diante dos senhores de escravos, e por isso ainda se mantém no astral inferior. Estes pretos velhos podem, no entanto, também se apresentarem como pretos velhos, mas suas palavras e ações são bem distintas da humildade e sabedoria que caracteriza os pretos velhos que trabalham para as hierarquias de luz.</p>
<p>Ainda segundo Rivas Neto, os pretos velhos pertencem a uma das três vibrações básicas da incorporação de espíritos. A primeira, que está ligada a uma ativação do chakra laríngeo, é a incorporação das crianças. A segunda, que se associa ao despertar do chakra da região torácico-abdominal, é conhecida como a incorporação dos caboclos. A terceira, que onde brilha com mais intensidade o chakra genésico (associado a base da coluna) é a linha de incorporação dos pretos velhos. Por este motivo, os pretos velhos fazem os médiuns se curvarem, pois a energia do chakra genésico impõe um dobramento do corpo do “cavalo” (médium). Na realidade, completa Rivas Neto, os pretos velhos, ou pais velhos eram originalmente espíritos que pertenciam a raça vermelha, a tradição ameríndia brasileira primitiva e preservada, e posteriormente vieram compor a matriz perispirítica da raça negra, apenas com a finalidade de adaptação.</p>
<p>Os pretos velhos muitas vezes são identificados como grandes magos brancos do passado. Por esse motivo, uma das funções que eles mais eficazmente realizam é a quebra de mandingas, feitiços, mau olhado, vodus, bozós, ou, como é mais conhecido, de trabalhos de magia negra.</p>
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<p><strong>(HUGO LAPA)</strong></p>
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		<title>Religião na Coréia</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 22:13:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>hugolapa</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>A religião tradicional que compõe a fé dos coreanos é o chamado sinkio. De acordo com a tradição, esta religião não possui um nome formal, sendo considerada uma religião “sem nome”. Talvez aqui encontremos a ausência de qualificativos e rótulos para o conhecimento sagrado, um tema que está presente em várias outras tradições, como o Taoismo, onde o Tao é “aquilo que não tem nome”; e no Hinduísmo Brahma é o “inominável”. Por outro lado, muitos consideram a religião coreana como “animista”.</p>
<p>A religião da Coréia se fundamenta em cinco aspectos principais:</p>
<p>1)    O primeiro aspecto pode ser compreendido como uma relação entre o <em>ser e o mundo</em>, ou o <em>eu e o cosmos</em>. Neste aspecto, o homem se encontra em sintonia com o mundo, com todo o universo. Este parece ser o estado onde reina a harmonia e a perfeição no mundo. Esta condição é repleta de seres celestiais e espíritos dos elementos (água e terra). Aqui podemos fazer uma correlação com o mundo dévico, tal como ensinado em algumas correntes esotéricas, como a Teosofia, onde os anjos, os seres celestiais e de hierarquia superior habitam num cosmos de perfeição, onde não existe corrupção, morte, erros e ilusão. Os seres celestiais seriam os anjos e devas; e os seres ligados ao elemento água e terra (representado pelas árvores) podem ser associados, respectivamente, aos elementais da água (sereias) e aos elementais da terra (gnomos e duendes).</p>
<p>2)    O segundo aspecto aborda uma espécie de <em>norma universal</em>. Aqui entram as leis supremas representando um conjunto de regulamentos de conduta nos quais todos os adeptos devem se submeter. O mito de Tan´gun é destaque neste aspecto. Tan´gun é um ser mitológico que seria o fundador da nação coreana. Ele teria chegado do céu para viver entre os homens e trazer-lhes felicidade. Veio junto com 3.000 ajudantes e instituiu as leis que compõem o código moral da religião. Teria também ensinado aos seres humanos as artes, medicina, agricultura e outros conhecimentos. Pelo relato, parece que Tan´gun veio “do céu”. Talvez ele seja um dos representantes da teoria dos astronautas antigos, que afirma seres os deuses extraterrestres que visitaram a Terra num passado remoto. Alguns destes deuses vieram com propósito positivos, de ajudar a humanidade a se desenvolver e progredir. Outros, no entanto, vieram com objetivos mais egoístas.</p>
<p>3)    Este aspecto fala do <em>destino do homem e do mundo</em>. Neste aspecto a crença coerena admite uma interdependência entre o homem, a natureza e o mundo celeste. O modelo cósmico une estes três aspectos dentro de uma unidade comum, mas que se equilibra dentro da oscilação dos opostos, o yin e o yang. As forças opostas existem sempre e permitem a criação e a destruição de tudo, numa constante e periódica regeneração do mundo. A única coisa imutável é o modelo cósmico onde tudo isso habita.</p>
<p>4)    O quarto aspecto fala sobre a quebra, o rompimento dessa relação de harmonia e equilíbrio dentro do modelo cósmico e dos elementos que o compõe. O homem vive sua vida na tentativa de resgatar esse retorno a ordem cósmica perdida. Infelizmente, a tradição coreana prevê que esse retorno pode ser conseguido através do sacrifício ritual, o que se constitui como uma prática ainda primitiva e desconectada com a modernidade. O confucionismo, bem presente na Coréia, veio trazer o culto dos antepassados, que também é significativo na tradição coreana.</p>
<p>5)    O quinto aspecto fala sobre o Livro da Vida, o grande livro do cosmos, um tema presente em outras doutrinas esotéricas, como a Rosacruz. O livro da vida é um símbolo da leitura que todos os seres devem fazer da natureza para dela retirar a sabedoria e o modo correto de ser e estar no mundo. É por meio do livro da vida e sua correta interpretação que se torna possível entender os códigos celestes e viver em harmonia com o mundo.</p>
<p>Nos dias atuais, a antiga religião sinkio sofreu fortes influências do Budismo e do Confucionismo, e perdeu um pouco de suas origens, vindo a se adaptar a estas correntes de pensamento.</p>
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