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	<title>Terapia de Vidas Passadas</title>
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	<description>Destinado a informação a respeito de Terapia de Vidas Passadas e espiritualidade em geral</description>
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		<title>Terapia de Vidas Passadas</title>
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		<title>Símbolos e Vidas Passadas</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 16:53:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>hugolapa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Simbolismo]]></category>
		<category><![CDATA[TVP]]></category>

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Regressão Simbólica é o tipo de regressão onde as experiências resgatadas não possuem um conteúdo literal e temporal, mas são metafóricas, analógicas e representativas de nossa dinâmica psíquica. Essas imagens e experiências simbólicas podem ser de ordem individual ou coletiva. O nível da produção inconsciente individual remete a experiências passadas e atuais que são parte [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hugolapa.wordpress.com&blog=851111&post=2098&subd=hugolapa&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>&nbsp;</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2099" title="simbolos tvp" src="http://hugolapa.files.wordpress.com/2009/11/simbolos-tvp.jpg?w=151&#038;h=250" alt="simbolos tvp" width="151" height="250" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Regressão Simbólica é o tipo de regressão onde as experiências resgatadas não possuem um conteúdo literal e temporal, mas são metafóricas, analógicas e representativas de nossa dinâmica psíquica. Essas imagens e experiências simbólicas podem ser de ordem individual ou coletiva. O nível da produção inconsciente individual remete a experiências passadas e atuais que são parte do psiquismo apenas de um indivíduo. O nível coletivo engloba experiência filogenéticas que são comuns a toda uma raça e cultura, foram repetidas ao longo da História humana e gravaram em nossa consciência certas figuras fundamentais: esse é o domínio dos arquétipos.</p>
<p> “Numa regressão simbólica a pessoa pode parecer reviver outra vida, mas isso é mais uma analogia à vida atual que uma experiência de vida passada. Por exemplo, uma mulher procurando uma casa antiga e finalmente encontrando uma varanda segura em uma, encontra uma antiga chave. Ela estava na verdade buscando conhecer a si mesma. Estava insatisfeita com sua vida atual, especialmente com o rumo de sua carreira profissional, mas não sabia que caminho tomar. Seguindo a “regressão”, ela estudou astrologia e shiatsu, com os quais se envolveu naturalmente. A chave destrancou talentos adormecidos e sua vida mudou para melhor. Curiosamente, sua nova carreira estava dentro de casa.” (Judy Hall, 1996)</p>
<p>Segundo a Psicanálise, os símbolos são modos de a consciência mascarar e modificar o real a fim de que este não se torne insuportável para a pessoa, guardando um conteúdo de intensa carga emocional. Essa experiência estaria ligada à repressão da experiência literal e a modificação para o plano do simbólico.Segundo a psicanálise, o símbólico surge para que a experiência possa ser digerida pela consciência sem maiores danos.</p>
<p>Na TVP, não é raro o cliente expressar símbolos diversos quando mergulha num estado alterado de consciência. Muitos terapeutas ficam em dúvida sobre como diferenciar o literal e experiencial do simbólico e metafórico. Para diferenciar uma regressão simbólica de algo literal pode-se simplemente questionar ao cliente se o que ele sente e vê trata-se de um símbolo ou de uma circunstância literal. Caso seja um símbolo, o terapeuta deve aprofundar no sentido simbólico e procurar descobrir quais as relações entre o símbolo e a vida da pessoa. Pode acontecer de um símbolo expressar uma experiência que reúne o significado de várias existências. Porém, é mais comum o símbolo transmitir uma mensagem sobre o estado atual da vida presente do indivíduo.</p>
<p>Muitas vezes, os símbolos são indicativos de um insight que ainda não foi captado pela consciência; outras vezes representam mensagens de grande sabedoria, que abordam o conhecimento profundo de arquétipos da alma, concentrando um saber de grande valor sobre nossa estrutura psíquica e nossa missão na Terra.</p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Considerações gerais:</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>Apesar das analogias terem sido rechaçadas e postas de lado após a revolução cientifica e o advento das ciências naturais, parece que atualmente o cenário está se invertendo. A ciência moderna, principalmente a Física Quântica, utiliza-se muito de analogias e metáforas para explicar mecanismos naturais. Certas explicações seriam muito difíceis de serem traduzidas em conceitos analíticos e puramente intelectuais sem o recurso de símbolos, analogias, comparações ou metáforas, por carecerem estes de material mais complexo de significados.</li>
<li>O valor do símbolo está nas relações de analogia entre os termos. Uma escada pode representar a ascensão; o sol pode representar a divindade; o céu pode representar um estado de consciência sem limites; um leão pode representar a força e o comando; uma estrada pode representar a caminhada espiritual; uma porta pode representar a passagem de uma condição à outra; um pilar pode representar um fundamento; o chão representa a base; o fogo pode representar a sabedoria e a transmutação; o rio pode representar o fluxo e a circulação de energias, e assim por diante. O símbolo cria padrões de relação entre as coisas.</li>
<li>Após estudar profundamente os sonhos, Freud estabeleceu claramente o fundamento do inconsciente como tendo uma linguagem simbólica. Até hoje é reconhecido nas escolas de influência psicanalítica, que o símbolo é um reservatório de significados que o inconsciente produz visando conhecer-se a si mesmo. Assim, a TVP não pode negligenciar o uso profundo dos símbolos em sua leitura das múltiplas existências físicas.</li>
<li>Apesar da ciência ter negado o valor dos símbolos durante séculos, o uso dos simbolos acabou sendo explorado por outros setores, principalmente após o advento da cultura midiática. Os meios de comunicação, a televisão, o marketing, o cinema, as artes em geral sempre fizeram amplo uso dos símbolos para transmitir mensagens que outros meios são incapazes de reproduzir. Assagiolli ressalta que esse uso pode ser positivo ou negativo. Infelizmente, a propaganda tem utilizado profundos e complexos mecanismos simbólicos com intenção meramente financeira e consumista, estimulando o individualismo, a vaidade e o egocentrismo.</li>
<li>A imaginação ativa de Jung é um método que cria um espaço de produção e interação dos símbolos do psiquismo. Um dos objetivos é atuar sobre sobre os símbolos para  a obtenção de resultados terapêuticos. O inconsciente acaba demonstrando por intermédio dos símbolos aquilo que o nível racional e concreto da consciência não consegue alcançar. A análise dos sonhos da psicanálise também tem esse objetivo.</li>
<li>Além de o inconsciente ter a função de produção de símbolos, outros símbolos podem agir sobre o inconsciente e induzir transformações significativas. Os símbolos religiosos e místicos são exemplos dessa função catalisadora e metabolizadora do psiquismo. EX: a paixão de Cristo é até hoje um símbolo cristão de abnegação, caridade e esforço pessoal na luta pelo transcendente. A morte e a ressurreição cristãs são símbolos universais. Mesmo dois milênios após do evento original, permanece seu ensinamento profundo relacionado à morte e ao renascimento espiritual. A cruz carregada por Jesus também pode significar as provações da vida humana e o quanto precisamos morrer diante do pesado ego crucificado pelas dificuldades para renascer na transcendência do espírito. Os rosacruzes identificam na cruz o símbolo das vicissitudes da vida humana. Outros místicos falam da cruz como relacionada ao pesado karma que cada um de nós tem que carregar durante a vida ou as inúmeras vidas humanas.</li>
<li>Na Terapia de Vidas Passadas, os símbolos podem ser extremamente úteis. Os terapeutas podem fazer a pessoa interagir com o símbolo, questionando seu significado e correlacionando tudo com a vida atual ou mesmo vidas passadas. Pode-se orientar o cliente a fazer perguntas ao símbolo. Pode-se também pedir ao atendido que permita ao símbolo ter uma continuidade imaginativa e observar quais outros símbolos são revelados à pessoa. É possível pedir ao Eu Superior que conceda um símbolo ao cliente, algo que lhe revele o significado de alguma experiência passada em associação com a vida atual. A reflexão sobre o significado do símbolo pode ser feita em conjunto com o Eu Superior, o Mestre ou guia espiritual do atendido.</li>
<li>O processo da TVP contém todo um conjunto de símbolos que contribuem para os bons resultados que ela atinge. O terapeuta deve compreender esse sentido para bem utilizar-se do potencial simbólico de cada aspecto terapêutico. O Mestre ou Eu superior é um símbolo de um estado mais elevado de consciência o qual o atendido deve ter como meta espiritual. O terapeuta pode também ser um símbolo de alguém que detém um conhecimento que vai além da pessoa. Esse pode ser inclusive o princípio do processo que Freud chamou de transferência. Vários métodos de indução utilizados pelos terapeutas de vidas passadas podem ter força simbólica como:</li>
</ul>
<p><strong>1) Caminhar por um estrada e ir voltando</strong> (representa o retorno ao passado);</p>
<p><strong>2) Adentrar por um portal de luz para entrar na vida passada</strong> (símbolo da passagem de um estado a outro);</p>
<p><strong>3) Envolver-se numa luz branca</strong> (luz como símbolo da clarificação da consciência que permite enxergar melhor as coisas), dentre outros métodos de indução simbólicos.</p>
<ul>
<li>Roger Woolger é um autor que enfatiza o valor dos símbolos na TVP. Ele diz que seu trabalho está no limite entre a produção da fantasia simbólica do inconsciente e o reconhecimento da realidade literal da experiência. A esse respeito, a pesquisa histórica tem pouca importância, como afirma: “Nunca encorajo meus clientes a investigarem o substrato histórico de uma recordação de vida passada, pois isto pode drenar energia do poder imediato da imagem ou história que está emergindo”. (Woolger, 1987) Assim, para Woolger, o que importa é o que a consciência toma como realidade e não a suposta realidade literal gravada na consciência.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>(HUGO LAPA)</strong></p>
<p><strong>Atendimento com Terapia de Vidas Passadas no Rio de Janeiro e em São Paulo.</strong></p>
<p><strong>TEL RJ: (021) 3936 1252</strong></p>
<p><strong>TEL SP: (011) 9502 2176</strong></p>
<p><strong>MAIL: </strong><a href="mailto:lapapsi@gmail.com"><strong>lapapsi@gmail.com</strong></a></p>
<p><strong>OBS1: Para a melhor apreciação desse material, é recomendável imprimi-lo para a realização de uma leitura mais reflexiva, tal como a profundidade do seu conteúdo exige.</strong></p>
<p><strong>OBS2: Este material não é de domínio público. Ele só poderá ser reproduzido em qualquer meio com a expressa autorização do autor.</strong></p>
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		<title>Palavras de Buda</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 15:03:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>hugolapa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Personalidades Espirituais]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160;

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Ó discípulos! Após a minha morte, deveis vos guiar pelos Preceitos. Eles devem ser como a Luz no meio das trevas, como um tesouro encontrado por um pobre. Isso porque os Preceitos são vosso mestre. Guiar-se por eles é o mesmo que se guiar por mim.
Vós que guardais os Preceitos, disciplinai vosso corpo, tomai as [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hugolapa.wordpress.com&blog=851111&post=2076&subd=hugolapa&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>&nbsp;</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-2077" title="buda" src="http://hugolapa.files.wordpress.com/2009/11/buda.jpg?w=234&#038;h=300" alt="buda" width="234" height="300" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ó discípulos! Após a minha morte, deveis vos guiar pelos Preceitos. Eles devem ser como a Luz no meio das trevas, como um tesouro encontrado por um pobre. Isso porque os Preceitos são vosso mestre. Guiar-se por eles é o mesmo que se guiar por mim.</p>
<p>Vós que guardais os Preceitos, disciplinai vosso corpo, tomai as refeições nas horas certas, vivei em estado de pureza. Não tomeis parte nos negócios mundanos, não recorrais a fórmulas mágicas, não fabriqueis elixires miraculosos, não vos aproximeis de nobres e não tomeis atitudes para com outrem condicionadas por sua riqueza ou pobreza.</p>
<p>Guardai uma mente correta, tende pensamentos corretos e sede comedidos. Não recorrais a prodígios para seduzir as pessoas. Quando receberdes presentes, observai sempre o comedimento.</p>
<p> Os Preceitos são a fonte de libertação. Dos Preceitos saem os diversos estados de meditação e a sabedoria que leva à cessação do sofrimento.</p>
<p>Por isso, ó monges, guardai os Preceitos e esforçai-vos por jamais os violar. Se con-seguirdes guardá-los bem, disso resultará a Boa Lei. Se não conseguirdes guardá-los bem, não aparecerão os méritos decorrentes da prática das boas ações. Por isso, deveis compreender que nos Preceitos está a Suprema Tranqüilidade e o Supremo Mérito.</p>
<p>Ó monges, vós permaneceis na prática dos Preceitos. Por isso, devem disciplinar seus cinco sentidos, jamais permitindo o surgimento dos cinco desejos (desejo de se alimentar, de dormir, desejo sexual, desejo de obter fortuna e desejo de conseguir honrarias e fama).</p>
<p>Assim como um pastor domina o rebanho com seu cajado, não permitindo que os animais invadam as plantações, deveis guardar a máxima vigilância.</p>
<p>Abandonar os cinco sentidos ao sabor de seus caprichos é como deixar um cavalo indômito sem rédeas. Tal cavalo arrasta as pessoas e as derruba dentro de buracos. O prejuízo causado por um cavalo indômito atinge apenas o presente, mas o causado pelos cinco sentidos atinge inclusive o futuro. Por isso, deveis evitá-lo. O sábio vigia seus cinco sentidos como a um ladrão. Jamais se descuida deles. Mesmo que se descuide por um instante, logo readquire o controle.</p>
<p>A mente é senhora dos cincos sentidos. Por isso, deveis disciplinar vossa mente. A mente é mais perigosa que uma cobra venenosa, uma fera ou um salteador. É como uma pessoa que, entretida com o mel que transporta em suas mãos, não enxerga um buraco e cai nele. Se deixardes vossa mente entregue a si mesma, perdereis as boas coisas. Se a vigiardes, tudo correrá bem. Por isso, ó monges, deveis vos esforçar e dominar a vossa mente.</p>
<p>Ó monges, deveis tomar vossas refeições como se elas fossem remédios. Quer quando comeis coisas deliciosas, quer quando comeis coisas desagradáveis, jamais deveis sair da proporção certa. Comei o suficiente para vos manterdes.</p>
<p>Recebendo dádivas alheias, tomai apenas um mínimo para eliminar vossas dificuldades. Não desejais demasiado, a fim de não romper a boa disposição de vossas mentes.</p>
<p>Ó monges, ainda que alguém vos fira, sede pacientes, não tenham cólera nem ódio. Guarde vossa boca para não proferir palavras ferinas. Abandonar a cólera ao sabor dos caprichos prejudica o trilhamento do Caminho e destrói os méritos. Imensa é a virtude da paciência, muito superior à da observância dos Preceitos. Aquele que bem pratica a paciência merece ser chamado de forte, aquele que se alegra com os venenos do cavalo indômito e não sabe praticar a paciência como quem bebe néctar, não pode ser considerado um detentor da Sabedoria dos Praticantes do Caminho.</p>
<p>Os prejuízos causados pela cólera destroem as boas leis. São prejuízos maiores que os causados por um incêndio devastador. Nem os ladrões que nos roubam os méritos são tão terríveis como a cólera. Os próprios leigos devem se abster da cólera. Com muito mais razão, portanto, os monges, aqueles que não tem desejos, deverão se abster da cólera.</p>
<p>Ó monges, quando em vós se manifestar o orgulho, este deverá ser imediatamente extirpado. Nem sequer os fiéis leigos deverão deixar que o orgulho se desenvolva. Com muito mais razão, portanto, os monges, aqueles que encontraram no Caminho, que se humilham e andam pedindo esmolas para obter a libertação, deverão se abster do orgulho.</p>
<p>Ó monges, a lisonja está fora do Caminho, por isso deveis ser sempre sinceros.</p>
<p>Ó monges, aquele que tem muitos desejos busca muitas vantagens e, por isso, tem muitos sofrimentos. Aquele que tem poucos desejos nada busca e, por isso, não tem preocupações. Por esse motivo, aquele que tem poucos desejos atinge o Nirvana.</p>
<p>Ó monges, se desejais a libertação do sofrimento, deveis aprender a vos conten-tardes com o razoável. Aquele que sabe se contentar com o razoável se sente bem, mesmo que tenha de se deitar sobre a terra. Entretanto, aquele que não sabe se contentar com o razoável, mesmo nos mundos celestes permanecerá insatisfeito, por isso aquele que sabe se contentar com o razoável é rico, mesmo sendo pobre, ao passo que aquele que não sabe se contentar com o razoável é pobre, mesmo sendo rico.</p>
<p>Ó monges, se quiserdes procurar a calma, o desprendimento e a paz, deveis abandonar os lugares cheios de gente e viver isolados.</p>
<p>Ó monges, se vos esforçardes, nada será difícil. Por isso, deveis esforçar-vos. Mesmo uma pequena correnteza d’água acaba gastando uma rocha.</p>
<p>Ó monges, se desejais a sabedoria e a boa ajuda, deveis ter uma intenção inquebrantável, pois ela afasta as paixões e ilusões. Por isso, deveis manter inquebrantáveis as vossas intenções. Caso fraquejardes em vossas intenções, perdereis vossos méritos. Aquele que tem intenções firmes não é prejudicado, mesmo estando no meio desses salteadores que são os desejos. É como um guerreiro coberto por uma armadura, que nada tem a temer no campo de batalha.</p>
<p>Ó monges, todo aquele que tem uma intenção firme conserva sua mente em estado de concentração. Por isso, ele sabe os Dharmas do nascimento e da dissolução do mundo. Por isso, deveis vos esforçar e praticar as diversas concentrações. Aquele que consegue praticar a concentração não tem uma mente dispersiva. É como aquele que economiza água e guarda com cuidado. O praticante exercita-se na concentração a fim de bem guardar a água da sabedoria.</p>
<p>Ó monges, se tiverdes a sabedoria, não tereis apego. Examinai bem todas as coisas. Dentro da minha Lei, obtereis a Libertação. Quem não tiver a Sabedoria, não poderá ser considerado um realizador do Caminho, nem mesmo um fiel leigo. A Sabedoria é um navio seguro para a travessia do oceano da velhice, da doença e da morte. É uma luz no meio das trevas, é um elixir que cura todas as doenças, é um machado que corta as árvores das paixões. Por isso, deveis vos esforçar para a obtenção do desenvolvimento da Sabedoria.</p>
<p>Ó monges, deveis evitar as estéreis discussões teóricas, pois elas só trazem perturbações à mente. Mesmo os monges não lograrão alcançar a libertação, se se entregarem a elas. Por isso, deveis evitar as estéreis discussões teóricas. Caso desejais alcançar as alegrias do Nirvana, deveis afastar as estéreis discussões teóricas.</p>
<p>Ó monges, deveis vos afastar de toda negligência, como aquele que se afasta dos salteadores. Eu ensino a Lei como o médico que reconhece a doença e recomenda um remédio. O fato de o doente tomar ou deixar de tomar o remédio já não depende do médico. Também sou como aquele que ensina um caminho às pessoas. Se houver pessoas que, embora ouvindo os ensinamentos, não seguirem o caminho, a culpa não é daquele que o ensinou.</p>
<p>Ó monges, não vos entristeçais. Ainda que permanecesse no mundo durante milhares de anos, isso não me livraria da morte. Nada do que se reúne escapa à separação. Já foram ensinados todos os Dharmas que trazem proveito a quem os pratica e todos os que trazem proveito a outrem. Ainda que eu permanecesse vivo, nada mais teria que fazer. Todas as pessoas que eu devia ensinar já foram ensinadas. Quanto às que eu ainda não ensinei, já criei condições para que elas sejam ensinadas. Se vós, meus discípulos, persistirdes na prática da Lei após minha morte, meu Corpo de Lei continuará eternamente vivo. Deveis saber que, no mundo, nada existe de permanente, tudo o que se reúne está sujeito à separação. Não vos entristeçais, pois assim é o mundo.</p>
<p>Esforçai-vos por obter a libertação. Eliminai as trevas da ignorância com a Luz da Sabedoria. O mundo é algo perigoso e incerto, sem nada de estável. Eu agora alcançarei a extinção como aquele que se livra de uma moléstia maléfica. Vou deitar fora o pior dos males, aquilo que se chama corpo e se encontra mergulhado no oceano da doença, da velhice e da morte. O sábio que destrói isso é semelhante àquele que mata um salteador. Essa destruição deve ser motivo de alegria.</p>
<p>Esforçai-vos sem cessar na prática que leve à libertação. Todas as leis imutáveis e mutáveis deste mundo são isentas de garantia de estabilidade. Permanecei em silêncio. O tempo passa, e é chegada a hora de eu me extinguir. Esse foi meu último ensinamento</p>
<p>Siddhartha morreu aos 80 anos de idade. Assim como Sócrates e Jesus, não deixou nada escrito, tendo seus discípulos se reunido 100 anos após sua morte para escrever o que haviam ouvido de seus mestres, e fizeram assim o Tipitaka, que é a “bíblia” da escola Theraveda de ensino budista. As últimas palavras de Buda foram:</p>
<p> <strong><em>Ó, monges! Estas são minhas últimas palavras. Tudo o que foi criado está sujeito à decadência e à morte. Tudo é impermanente. Trabalhem duro pela própria salvação com atenção plena, esforço e disciplina.</em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em>                                                       *    *    *</em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p>- Há dois extremos, ó monges, que devem ser evitados por aqueles que renunciaram ao mundo.</p>
<p>- Quais são eles? </p>
<p>- Um, é a vida de prazeres, consagrada aos prazeres e à concupiscência, especialmente à sensualidade; essa vida é ignóbil, aviltante e estéril. O outro extremo é a prática habitual do ascetismo, infligindo ao corpo uma vida de cruéis austeridades e penitências rigorosas, automortificações que são penosas, tristes, dolorosas e estéreis.&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Há uma vida média que é a perfeição, ó monges, que evita esses dois extremos, isto é, levar uma vida humana normal, porém refreando todas as tendências egoístas e todos os desejos que perturbam nossa mente; é o caminho que abre os olhos e dá compreensão, que leva à paz, à sabedoria e à plena iluminação, ao Nirvana.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Sede vós mesmos vossa prória bandeira e vosso próprio refúgio. Não confieis a nenhum refúgio exterior a vós. Apegai-vos fortemente à Verdade. Que ela seja vossa bandeira e vosso refúgio. Aqueles que forem eles próprios sua bandeira e seu refúgio, que não se confiarem a nenhum refúgio exterior a eles, que, apegados à Verdade, a tenham como bandeira e refúgio, atingirão a meta suprema.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;Não acrediteis numa coisa apenas por ouvir dizer. Não acrediteis na fé das tradições só porque foram transmitidas por longas gerações. Não acrediteis numa coisa só porque é dita e repetida por muita gente. Não acrediteis numa coisa só pelo testemunho de um sábio antigo. Não acrediteis numa coisa só porque as probabilidades a favorecem ou porque um longo hábito vos leva a te-la por verdadeira. Não acrediteis no que imaginastes, pensando que um ser superior a revelou. Não acrediteis em coisa alguma apenas pela autoridade dos mais velhos ou dos vossos instrutores. Mas, aquilo que vós mesmos experimentastes, provastes e reconhecestes verdadeiro, aquilo que corresponde ao vosso bem e ao bem dos outros &#8211; isso deveis aceitar, e por isso moldar a vossa conduta.&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Só há um caminho que conduz a purificação dos seres, à extinção do sofrimento e da tristeza, à destruição dos males físicos e morais, à aquisição da conduta reta, à realização do Nirvana. Este caminho é o dos Quatro Fundamentos do Estabelecimento da Atenção (Vigilância).</p>
<p>Primeiro, observando o corpo, o discipulo permanece enérgico, claramente consciente, compreensivo, atento, vencendo os desejos e as contrariedades do mundo; segundo, observando as sensações; terceiro, observando os diferentes assuntos da Doutrina, ele se torna enérgico, compreensivo, atento, afastando os desejos e as contrariedades desse mundo.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“O Eu é o mestre do eu? Que outro mestre poderia existir?”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“A riqueza é o objetivo do nobre, a sabedoria, sua ambição, o poder, sua resolução, a terra, sua necessidade, a dominação, seu êxito. O objetivo do Brâmane é a riqueza, a sabedoria, sua ambição, a recitação dos mantras, sua resolução, os sacrifícios, sua necessidade, o mundo de Brahma, seu êxito. O objetivo do chefe de família é a riqueza, a sabedoria é sua ambição, um ofício, sua resolução, o trabalho, sua necessidade, o trabalho perfeito, seu êxito</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Tudo existe” é um dos extremos.</p>
<p>“Nada existe” é o outro extremo.</p>
<p>Devemos sempre nos manter afastados desses dois extremos, e seguir o Caminho do Meio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Os seres têm como patrimônio seu karma; são os herdeiros, os descendentes, os pais, os vassalos do seu karma. É o karma que divide os homens em superiores e inferiores.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Qual é o caminho da salvação?! É a retidão, é a meditação, é a sabedoria. Penetrada pela retidão, a meditação torna-se fecunda; penetrada pela meditação, a sabedoria torna-se fecunda; penetrada pela sabedoria, a alma se liberta totalmente de qualquer apego: apego ao desejo, apego ao vir-a-ser, ao erro e à ignorância.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Os raios da roda são as regras da retidão de conduta. A justiça é a uniformidade de sua circunferência; a sabedoria, a sua faixa; a meditação é o cubo em que se fixa o eixo da verdade inflexível.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Ainda que o corpo esteja envolvido por vestes laicas, o espírito pode se elevar até as mais altas perfeições. O homem do mundo e o eremita não diferem nada um do outro, se ambos tiverem vencido o egoísmo. Enquanto o coração permanecer encadeado pelos laços da sensualidade, toda aparência exterior de ascetismo não passa de coisa vã.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“A vitória engendra o ódio, porque o vencido sofre. Aquele que vive em paz é feliz, pois não sonha nem com vitória, nem com derrota.</p>
<p>É pela benevolência que se deve vencer a cólera: é pelo Bem que se deve vencer o Mal. Deve-se vencer o avarento pela liberalidade, e o mentiroso pela verdade.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Se malvados vos injuriam, dizei: ‘São bons porque não me batem’. Se vos batem, dizei: ‘São bons porque não me matam’. Se vos matam, dizei: ‘Há discípulos aos quais o corpo e a vida trouxeram tantos tormentos, que eles desejam a morte violenta. Encontrei tal morte, sem tê-la buscado’.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“A indulgência é a austeridade por excelência; a paciência é o Nirvana por excelência. Não é um fiel aquele que prejudica alguém. Não é um fiel aquele que faz sofrer alguém.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Não é sobre as faltas alheias que devemos fixar nossa atenção, mas sobre o que nós mesmos deixamos de fazer.</p>
<p>Fácil é ver a falta do próximo; difícil a nossa própria. À dos outros, damos o maior relevo possível; a nossa, ao contrário, dissimulamos, como o trapaceiro esconde seus dados falsos.</p>
<p>Que te pode interessar que outrem seja ou não culpado? Vem, amigo, e olha o teu próprio caminho!</p>
<p>Que, pouco a pouco, sem se cansar, o sábio sopre sobre as impurezas de tua alma, como ourives sopra sobre as partículas de prata.</p>
<p>Pela atividade viril, pelo esforço vigilante, pela paz da alma e pelo domínio sobre si mesmo, o sábio pode fazer uma ilha que não submerge nas ondas.</p>
<p>Calmo é o seu espírito, calma a sua palavra, calma a sua maneira de agir. Quando um homem, que não é crédulo, mas que conhece o Incriado (o Nirvana) rompe assim suas amarras e diz adeus aos prazeres, torna-se o mais eminente dos mortais.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“O que somos hoje e o que seremos amanha depende de nossos pensamentos. Se procedo mal, sofro as conseqüências; se procedo bem, eu mesmo me purifico.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“O que é efêmero é mau, o que é mau não é o Eu. O que não é o Eu não é meu; eu não sou aquilo, aquilo que é meu Eu&#8230; Felizes em verdade os Perfeitos! O pensamento “Eu sou” estando extirpado, a rede de ilusão se rasga.</p>
<p>&#8230;Não crer que “Eu sou” é a liberdade.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“O louco que reconhece a sua loucura possui algo de prudente; porém, o louco que se presume sábio esse está realmente louco.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“As coisas não existem da maneira que pensam os homens comuns e ignorantes da Verdade: elas existem no sentido de que não tem realidade própria. E desde que elas não existam na realidade, são uma ilusão que é decorrente da ignorância. É essa ilusão que se apegam os homens ignorantes da Verdade. Eles consideram todas as coisas como reais, quando, na verdade, nenhuma é real.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;A afeição ao prazer produz desgosto; o temor do sofrimento engendra o medo. Quem não se afeiçoa ao prazer nem teme a dor não conhece o desgosto nem o medo. Quem cede à vaidade e se apega ansiosamente ao prazer, invejará mais tarde aquele que adquiriu a virtude por meio da meditação.&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;Eis os quatro impulsos que arrastam para a existência individual: o apego ao desejo, o gosto da especulação metafísica, a prática dos ritos religiosos, a crença na vida imortal da personalidade.&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;Antes de dar, o coração se alegra; durante o ato de dar, ele se purifica; e, depois de dar, ele se sente satisfeito.&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;Toda mortificação é vã, se a personalidade persiste em desejar os prazeres do mundo e os deleites do céu.</p>
<p>&#8230; Toda sensualidade é enervante. O homem sensual é escravo de suas paixões, e degrada-se vilmente ao buscar o prazer. Porém, não é mau satisfazer as necessidades da vida. Ao contrário, é dever nosso conservar a saúde do corpo, porque de outra maneira não poderíamos manter acesa a lâmpada da sabedoria, nem dar fortaleza e lucidez à mente.&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;Saber de cor todos os Vedas não conduz à Verdade. O conhecimento útil, a verdadeira ciência, só pode ser adquirido pela prática.&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;A esse que é tolerante para com os intolerantes, doce para com os violentos, desapegado de tudo para com os apegados a tudo – a esse eu chamo de sábio.</p>
<p>A esse que nada mais espera neste mundo, nem em um outro mundo, que é a tudo insensível, de tudo desprendido – a esse eu chamo de sábio.</p>
<p>A esse que, não tendo mais ligações com os homens, superou aquelas que poderia ter com os deuses, que é completamente desprendido de tudo – a esse eu chamo de sábio.&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;Não busco recompensa alguma, nem mesmo renascer num paraíso; procuro, porém, o bem dos homens, procuro reconduzir os que saíram do Caminho, alumiar os que vivem nas trevas e no erro, banir do mundo toda pena e sofrimento.&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;Tal como numa casa cujo telhado é imperfeito penetra a chuva, assim também, num espírito onde não reside a meditação penetra a paixão.</p>
<p>Não há conhecimento para aquele que não medita; não há meditação para aquele que não busca o conhecimento. Aquele em que habitam conhecimento e meditação, está perto do Nirvana.</p>
<p>Completa e eternamente vigilantes são os discípulos de Buda. De noite como de dia, sem folga, está posta na Lei sua atenção.&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;Não corras atrás do passado,</p>
<p>Não busques o futuro,</p>
<p>O passado passou.</p>
<p>O futuro ainda não chegou.</p>
<p>Vê, claramente, diante de ti o Agora.</p>
<p>Quando o tiveres encontrado</p>
<p>Viverás o tranqüilo e imperturbável estado mental.&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;Eu sou o resultado de meus próprios atos, herdeiro dos meus atos; os atos são a matriz que me trouxe, os atos são meu parentesco; os atos recaem sobre mim; qualquer ato que eu realize, bom ou mau, eu dele herdarei. Eis em que deve sempre refletir todo homem e toda mulher.&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;Assim como o rochedo não pode ser abalado pelo vento, nem a censura, nem a lisonja tem qualquer poder sobre o sábio.</p>
<p>Á sua vontade, os construtores de aquedutos dirigem a água, os armeiros preparam a flecha, os carpinteiros curvam a madeira; é de si mesmos que se fazem os que conhecem a Lei.</p>
<p>Inútil vencer, numa batalha, milhões de homens: vencer-se a si mesmo é a maior vitória.</p>
<p>Para o homem que se domou, que vive na continência, para esse nem Deus, nem gênio, nem Mara como o próprio Brahma seriam capazes de mudar em derrota e sua vitória.</p>
<p>A indolência é uma enfermidade; a preguiça, uma nódoa. Arrancai essa flecha envenenada que é a indolência.</p>
<p>A vigilância é o caminho que leva à libertação da morte. Os vigilantes não morrem: os negligentes já são como os mortos.</p>
<p>Quando, graças à vigilância, o sábio repudia toda negligência, eleva-se até a morada da Ciência, e aí, feliz e prudente, com o mesmo olhar daquele que, sobre a montanha, vê os que estão na planície, enxerga a turba aflita e ignorante.</p>
<p>Vigilante entre negligentes, desperto entre adormecidos, o homem inteligente caminha e deixa longe de si os outros, como um rápido corcel deixa para trás um cavalo débil.</p>
<p>Erguei-vos, pois! Não sejais indolentes! Agi de acordo com a Lei. Aquele que observa a Lei vive feliz neste mundo e em todos os outros.&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;O verdadeiro culto não consiste em oferecer incenso, flores ou outras coisas materiais; mas no esforço por seguir o caminho daquele a quem se reverencia.&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;Esses que veem a essência no que não é a essência, e no que é a essência não veem a essência – estes entregam-se a aspirações ilegítimas e não atingem a essência.&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;Todos os seres e todas as coisas são constituídas de uma mesma essência, embora pareçam diferentes segundo as formas que tomam, em conseqüência das influencias que recebem. Como se formam, agem, e como agem, são. Imaginemos um oleiro que fabrique vasilhas diferentes com o mesmo barro. Cada uma dessas vasilhas terá seu destino, pois servirá para arroz, outra parte para manteiga, outra para leite e algumas serão usadas para depósito de impurezas. Não há diferenças no barro empregado. A diferença está no modelo dado pelo oleiro, segundo os diversos usos requeridos pelas circunstâncias.</p>
<p>Analogamente, todos os seres evolucionam de acordo com uma só lei e se destinam ao mesmo fim, que é o Nirvana.&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;Cada qual pagará a si mesmo pela má ação que cometeu. Praticando uma boa ação, cada qual se purificará a si mesmo. Não se podem purificar uns aos outros.</p>
<p>Minhas obras são meu bem; minhas obras são minha herança; minhas obras são o seio que me leva; minhas obras são a raça a qual pertenço; minhas obras são meu refúgio.</p>
<p>Em parte alguma existe alguém que esteja ao abrigo das conseqüências de seus próprios atos.&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;O mal é feito unicamente pelo eu, nasce do eu, é trazido à existência pelo eu.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não façais pouco-caso do Mal, dizendo: “Ele não recairá sobre mim”. A água, embora caindo gota a gota, acaba por encher o vaso; o Mal, embora praticado pouco e pouco, acaba por encher a alma do culpado.</p>
<p>Quando um homem, depois de longa jornada, retorna são e salvo, parentes e amigos festejam com júbilo sua volta. Assim também, quando aquele que fez o bem passa deste para o outro mundo, os méritos que conquistou na vida dão-lhe as boas-vindas, como parentes dão as boas vindas a um ser amado que volta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tudo quanto teve princípio terá fim. É vão todo cuidado com a personalidade, todas as atribulações que a afetam são passageiras e desvanecer-se-ão como um pesadelo quando acordar o sonhador.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ao seu pensamento vacilante, móvel, difícil de conter, difícil de domar, o homem inteligente impõe a mesma retidão que um fazedor de flechas à flecha que prepara.</p>
<p>Como um peixe atirado à terra, agita-se convulsivamente esse pensamento para se esquivar à dominação de Mara.</p>
<p>Difícil de conter, arisco, vagando por onde lhe apraz: tal é o pensamento. Domá-lo é coisa salutar; domado, ele conquista a felicidade.</p>
<p>Vadio, solitário e incorpóreo, o pensamento mora nos refolhos do ser. Os que conseguirem contê-lo libertar-se-ão dos grilhões de Mara.</p>
<p>Antigamente, meu pensamento vadio errava, daqui, dali, onde o chamavam o amor, o desejo ou o prazer. Hoje, eu o domino completamente, como o cornaca domina o elefante selvagem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A minha doutrina é semelhante ao oceano. O oceano é minha doutrina, ambos pouco a pouco vão se tornando cada vez mais profundos. Ambos em todas as duas mudanças conservam a unidade. Ambos devolvem cadáveres à praia.</p>
<p>Assim como os rios, lançando-se no mar, perdem seu nome e, a partir de então, ficam fazendo parte do grande oceano, assim também os homens de toda casta, entrando para a comunidade, tornam-se todos irmãos e passam a ser contados como filhos do Buda.</p>
<p>O oceano é o reservatório de todos os cursos d´água e da chuva das nuvens e, no entanto, não transborda, nem seca, nunca. Assim, também minha doutrina é compreendida por milhões de pessoas, e no entanto não aumenta nem diminui.</p>
<p>Assim como o grande oceano está impregnado de um só sabor – o do sal -, assim também minha doutrina está impregnada de um só sabor, o da libertação.</p>
<p>O oceano e minha doutrina, ambos estão cheios de pedras preciosas, tesouros e pérolas, e ambos servem de morada a toda uma poderosa existência.</p>
<p>Minha doutrina é pura e não faz distinção alguma entre o nobre e o vulgar, o rico e o pobre.</p>
<p>Minha doutrina é semelhante à água que apaga toda nódoa.</p>
<p>Minha doutrina é semelhante ao fogo que tudo purifica.</p>
<p>Minha doutrina é semelhante ao céu, porque há nela lugar, muito lugar, para receber todos os homens, o nobre e o vulgar, o rico e o pobre, o poderoso e o humilde.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Teoria das Doze Causas</p>
<p>É um conjunto de proposições de sentido duplo. Quando se desce da primeira causa à décima segunda, assiste-se ao nascimento progressivo da existência; quando, pelo contrário, se sobe da décima segunda para a primeira, suprimem-se, uma após a outra, as causas da existência – e acaba-se por atingir a “libertação”.</p>
<p>Da ignorância provêm as ações da vontade; das ações da vontade provém o conhecimento; do conhecimento provêm os fenômenos mentais e físicos; dos fenômenos mentais e físicos provêm os seis domínios, ou seja, os cinco órgãos do sentido e a mente; dos seis domínios provêm o contato sensitivo e mental; do contato provém a sensação; da sensação provém o desejo; do desejo e da sede provém o apego à existência; do apego provém a existência; da existência provém o nascimento; do nascimento provêm a velhice, a morte, o sofrimento e o desespero. Essa é a origem de todo império da dor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Padre Pio de Pietrelcina</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 16:42:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>hugolapa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Personalidades Espirituais]]></category>

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		<description><![CDATA[
 
Muitas almas iluminadas já vieram a Terra em missão e cada uma delas deixou um rastro de luz e sabedoria que é seguido por milhares ou milhões de adeptos. Uma dessas almas é Francesco Forgione, mais conhecido como Padre Pio de Pietrelcina, uma pessoa humilde que inspirou milhões de fiéis da Igreja Católica e até [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hugolapa.wordpress.com&blog=851111&post=2042&subd=hugolapa&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="aligncenter size-medium wp-image-2044" title="padre pio" src="http://hugolapa.files.wordpress.com/2009/11/padre-pio.jpg?w=175&#038;h=300" alt="padre pio" width="175" height="300" /></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Muitas almas iluminadas já vieram a Terra em missão e cada uma delas deixou um rastro de luz e sabedoria que é seguido por milhares ou milhões de adeptos. Uma dessas almas é Francesco Forgione, mais conhecido como Padre Pio de Pietrelcina, uma pessoa humilde que inspirou milhões de fiéis da Igreja Católica e até mesmo adeptos de outras religiões. Apesar de sua grande simplicidade e dedicação exclusiva a vida religiosa, Padre Pio ganhou notoriedade mundial pelas suas realizações e ficou famoso por sua história repleta de mistérios. Quem foi essa incrível figura que inspirou e continua inspirando gerações de religiosos e esoteristas?</p>
<p>A vida de Padre Pio é cheia de circunstâncias fabulosas do início ao fim. Padre Pio nasceu no dia 25 de maio de 1887 na cidade de Pietrelcina, num pequeno povoado da Província de Benevento, na Itália. A família de Francesco era bastante humilde e tinha poucos recursos financeiros a lhe oferecer. Porém, os orientais já observaram que é do terreno mais lamacento e oculto que a flor de lótus traz o branco mais puro da natureza, ou mesmo o lírio, com seu encanto e sua beleza que às vezes nasce do estrume. O pequeno Francesco já exibia, desde tenra idade, um comportamento exemplar. Era uma criança muito tranqüila, pacífica, observadora e incapaz de fazer mal a quem quer que fosse. Segundo os pais e pessoas próximas, Francesco nunca cometera nenhuma falta e não era uma criança de caprichos ou vaidades.</p>
<p>Sua mãe chegou a dizer que Francesco “sempre obedeceu a mim e a seu pai, a cada manhã e a cada tarde ia à igreja visitar a Jesus e a Virgem. Durante o dia não saia nunca com os seus companheiros. Às vezes eu dizia: &#8211; &#8220;Francì, vá um pouco a brincar&#8221;. Ele se negava dizendo: &#8211; &#8220;Não quero ir porque eles blasfemam&#8221;. Diz-se que Francesco havia sido uma criança um pouco tímida e retraída. Alguns esoteristas afirmam que os grandes seres de luz que vem ao mundo corpóreo procuram conservar-se introspectivos durante boa parte da infância, caso contrário seriam influenciados pela educação da época, com seus preconceitos e estereótipos. Além disso, conta-se que Padre Pio havia conhecido seu anjo da guarda e mantinha com ele um estreito contato. Futuramente, Padre Pio pedia as pessoas que sempre que possível procurassem dialogar internamente com seu anjo da Guarda, uma força ou consciência espiritual elevadíssima e bem próxima de nós.</p>
<p>Desde criança, Francesco já dava sinais de que seu caminho era o sacerdócio. Expressava profundo desejo de consagrar sua vida plenamente a Deus e aos desígnios divinos. Ainda jovem, quando era assíduo freqüentador da Igreja, pedia ao Sacristão que, em sua hora de almoço, o deixasse ficar orando e meditando sozinho na Igreja fechada, apenas ele e Deus.</p>
<p>Pessoas próximas contaram que Francesco não era muito dado a reuniões sociais. O jovem trocava os amigos e as festas por momentos em que se isolava e permanecia horas e horas em silêncio e profunda oração. Quando estava sozinho e mergulhado em longas meditações dedicadas a Deus, experimentava êxtases místicos muito profundos, onde presenciava aparições de entidades luminosas e fenômenos estranhos. Já em tenra idade, Francesco era invadido por vozes que lhe insultavam e procuravam desorientá-lo. Segundo os católicos, ele estava sendo tentado pelo demônio; segundo os espiritualistas, ele estava sendo alvo de investidas de espíritos obsessores de baixa estirpe que tentavam a todo custo desequilibrá-lo emocionalmente, tudo isso para que não cumprisse a missão sagrada a que estava destinado.</p>
<p>Aos 16 anos, Francesco entrou como clérigo da Ordem dos Capuchinhos, no dia 06 de janeiro de 1908. Pouco depois de seu ingresso, ele foi acometido por graves enfermidades e seu estado de saúde ficou precário durante muito tempo. Dizem que sua febre chegara a níveis altíssimos, até maiores do que um termômetro comum era capaz de medir. Por este motivo, ele foi conduzido a vários conventos diferentes, até permanecer em definitivo no Convento de San Giovanni Rotondo. Nessa época, ele já era conhecido como o Padre Pio de Pietrelcina. No convento de Rotondo, Padre Pio ficaria morando e exercendo o sacerdócio durante os próximos 50 anos.</p>
<p>Conta-se que apesar de Padre Pio ter sido castigado por várias doenças, elas colocavam-no num estado que era seguido por êxtases divinos. Vemos aqui uma aproximação desse fenômeno com o que os antropólogos chamam de “enfermidade xamânica” no Xamanismo. Diz Stanislav Grof que “os futuros xamãs podem perder o contato com o ambiente e ter intensas experiências interiores, que envolvem jornadas ao mundo inferior e ataques de demônios que os expõem a incríveis torturas e provações, que costumam culminar em experiências de morte e desmembramento seguidas pelo renascimento e subida para regiões celestiais”.</p>
<p>Parece que Padre Pio tinha conhecimento de que as doenças têm um caráter de purificação. Ele chegou a declarar isso em algumas ocasiões, como disse uma vez a uma senhora que durante 30 anos era castigada por uma doença que nenhum médico conseguia diagnosticar ou explicar. Padre Pio disse que <em>“Sua enfermidade é uma grande graça de Deus”</em>. Tal como a enfermidade xamânica, Padre Pio reconhecia a providência que as enfermidades traziam para a alma, quando esta aceitava os atributos divinos e um propósito superior que elas traziam.</p>
<p>Porém, algo ainda mais surpreendente ocorreu nessa época. Conta-se que entre uma doença e outra, Padre Pio chegou a ficar muito debilitado e teria ficado longos períodos sem ingerir qualquer alimento físico. Houve um momento em que o Padre ficou 21 dias sem ingerir nada, apenas a Hóstia Consagrada. A despeito de alimentar-se bem pouco, Padre Pio mantinha misteriosamente o peso de 90 kilos. Esse fenômeno de manter-se por um longo tempo sem a necessidade de alimento físico chama-se Inédia. Vários santos já exibiram esse prodígio, uma delas foi Tereza Neumann. Yogananda conta no livro “<em>Autobiografia de um Iogue</em>”, que conheceu uma mulher ioguini, já com mais de 60 anos de idade, que estava a nada mais nada menos do que 50 anos sem ingerir nenhum tipo de alimento sólido. Há outras referências na literatura espiritual sobre essa capacidade, uma delas é no clássico Yoga Sutras de Patanjali, obra que serviu de base para a estruturação de Yoga enquanto disciplina sistematizada. Patanjali conta que através de certo exercício yogue, é possível restringir a fome e a sede.</p>
<p>Voltando as misteriosas doenças de Padre Pio, alguns relatos nos fazem pensar que ele teria passado não apenas por dificuldades de saúde, mas também por ataques ainda mais ferozes de espíritos das sombras. Padre Pio ficava a noite sozinho no Convento de San Giovanni Rotondo. Os membros do convento eram frequentemente surpreendidos com barulhos fortíssimos de pancadas do que parecia ser uma luta homérica sendo travada. Sons altos de batidas, gritos e agressões eram ouvidos por todos e vinham diretamente do aposento onde ficava o Padre Pio. Quando eles se reuniam e subiam até o local, ao abrir a porta, encontravam o Padre Pio sozinho e com marcas de vermelhidão, inchaço e machucados diversos, como se tivesse sido agredido por alguém. Os seguidores de Padre Pio acreditavam que demônios originários do próprio inferno visitavam-no constantemente à noite para agredi-lo e submetê-lo a torturas e agressões. Padre Pio, no entanto, nunca reclamara dessa situação, guardando apenas para si o seu sofrimento.</p>
<p>Além das misteriosas aparições de espíritos trevosos, outro grande mistério acometera sua vida. O fenômeno começou a aparecer inicialmente quando Padre Pio começou a sentir fortes dores nas mãos. Então, na manhã do dia 20 de setembro de 1918, ele teria uma experiência que mudaria para sempre o curso de sua vida. O próprio Padre Pio narra o que aconteceu nesse dia: <em>Foi na manhã do dia 20 do mês passado (setembro) no coro, depois da celebração da Santa Missa, quando fui surpreendido pelo descanso do espírito, pareceu um doce sonho. Todos os sentidos interiores e exteriores, além das mesmas faculdades da alma, se encontraram numa quietude indescritível. Em tudo isso houve um silêncio em torno de mim e dentro de mim; senti em seguida uma grande paz e um abandono na completa privação de tudo e uma disposição na mesma rotina.</em></p>
<p><em>Tudo aconteceu num instante. E enquanto isso se passava, eu vi na minha frente um misterioso personagem parecido com aquele que tinha visto na tarde de 5 de agosto. Este era diferente do primeiro, porque tinha as mãos, os pés e o peito emanando sangue. A visão me aterrorizava, o que senti naquele instante em mim não sabia dizê-lo. Senti-me desfalecer e morreria, se Deus não tivesse intervindo sustentar o meu coração, o qual sentia saltar-me do peito. A visão do personagem desapareceu e dei-me conta de que minhas mãos, pés e peito foram feridos e jorravam sangue. Imaginais o suplício que experimentei então e que estou experimentando continuamente todos os dias. A ferida do coração, continuamente, sangra. Começa na quinta feira pela tarde até sábado. Meu Pai, eu morro de dor pelo suplício e confusão que experimento no mais íntimo da alma. Temo morrer em sangue, se Deus não ouvir os gemidos do meu pobre coração, e ter piedade de retirar de mim está situação&#8230;&#8221;</em></p>
<p>Foi após essa sublime e dolorosa experiência que Padre Pio recebeu o que é conhecido como as chagas de Cristo, ou estigmas, tal como é conhecido no cristianismo. As chagas foram primeiramente recebidas por São Francisco de Assis, após sublime experiência mística. Depois de São Francisco, dizem que mais de duzentas personalidades espirituais já apresentaram os estigmas de Jesus em seu corpo. Conta-se que São Francisco de Assis recebera as chagas de Cristo após pedir ardentemente e desejar sentir o mesmo sofrimento que Jesus sentiu, para a remissão dos pecados da humanidade. Ele queria reviver em si a paixão de Cristo, pois amava muito a Jesus e pediu o privilégio de sentir o mesmo que Jesus sentiu.</p>
<p>Os iniciados, místicos e esoteristas estudam o significado simbólico e místico da crucificação. No momento em que Jesus atravessou a chamada Paixão de Cristo, ele viveu uma experiência de tomar para si mesmo o sofrimento ou o karma da humanidade, ao menos uma parte do karma humano ele teria escolhido trazer para si e senti-lo. Esse processo faria com que, ao invés do karma da humanidade se abatesse contra milhões e milhões de pessoas, somente Jesus, no ato da crucificação, sentiria as dores, doenças e sofrimentos do mundo. É isso que é chamado de a “remissão dos pecados” pela Igreja Católica e o que no esoterismo é conhecido como “transmutação do karma da humanidade”.</p>
<p>Dizem que a maioria dos avatares ou grandes almas, os redentores, que vieram a Terra, cada um deles transmutou uma parcela do karma planetário, acolhendo para si o sofrimento das massas e de certa forma “salvando” as pessoas de seus erros de vidas passadas. Isso permite a humanidade sofredora aprender pela sabedoria e não pelas experiências ou, em ultima instância, pelo sofrimento. Padre Pio lembra muito as palavras de São Paulo, quando diz <em>“Fui crucificado junto com Cristo. Já não sou eu que vivo, mas é o Cristo que vive em mim”</em> (Gal. 2/19, 20). Muitos católicos têm plena consciência desse fato. É o caso de Lilá Sant´anna, uma das biógrafas do Padre Pio. Em seu livro, ela afirma que <em>“A substituição mística encontra-se na vida dos santos, como, por exemplo, em Padre Pio, que se oferecia em lugar de outras pessoas, a fim de aliviar-lhes o sofrimento.”</em></p>
<p>Assim que um santo recebe as chagas de Cristo, ele aceita intimamente dar continuidade a esse processo de purgação do karma planetário. Na medida em que sente a dor das chagas, ele está, em verdade, sentindo a dor do karma de milhares ou milhões de indivíduos e ajudando a aliviar o sofrimento humano. Foi assim primeiro com São Francisco de Assis, e com vários outros indivíduos que o sucederam. Uma dessas almas foi Padre Pio, que recebera os estigmas tal como ele mesmo relatou. Os estigmas de São Francisco de Assis duraram apenas dois anos, enquanto os estigmas de Padre Pio tiveram a duração de 50 anos. Por este e outros motivos, ele é chamado algumas vezes de “o herdeiro espiritual de São Francisco”, por sua vida se assemelhar em pontos importantes a vida de Francisco de Assis.</p>
<p>O fenômeno das chagas atraiu a atenção de cientistas, estudiosos, religiosos e jornalistas do mundo inteiro, que atravessavam países e continentes para vê-lo de perto. Padre Pio foi o primeiro Padre da Igreja Católica a apresentar os estigmas. Os estigmas apareceram nas palmas das mãos, nos pés e em outras partes do corpo. Apesar da dor lancinante que sofria quase todos os dias, Padre Pio aceitava o sofrimento com amor, resignação, sem tristezas, reclamações ou pesares. Não há notícias de que ele tenha se queixado, uma vez sequer, das dores que as chagas lhe proporcionavam. Além disso, manteve total responsabilidade com relação a vida sacerdotal. Como ele mesmo dizia <em>“Do altar para o confessionário e do confessionário para o altar”</em>. Muitas vezes, ficava até 14 horas atendendo fiéis que vinham do mundo inteiro para vê-lo e ter ao menos uma pequena fração de tempo com essa alma de luz. Padre Pio era também chamado de “O Homem da oração” e “O homem da esperança”.</p>
<p>A História dos acontecimentos fantásticos da vida de Padre Pio não para por aí. Há muitos relatos de que o herdeiro espiritual de São Francisco de Assis era possuidor de outra capacidade psíquica; outro “dom miraculoso”, como os católicos costumavam chamar. Esse fenômeno é bem conhecido do esoterismo, do misticismo oriental, da Parapsicologia e até mesmo do Catolicismo. Antes de Padre Pio, a personalidade espiritual mais conhecida que realizara essa extraordinária faculdade era Santo Antônio de Pádua. Trata-se do fenômeno da Bilocação. Bilocação ou Bicorporeidade é a capacidade que alguns espíritos mais elevados possuem de estarem em dois ou três lugares ao mesmo tempo, em corpo materializado por eles, de forma a se tornarem visíveis e tangíveis a outros. Dizem que os indivíduos que possuem esse dom são vistos em dois ou três lugares por pessoas diferentes, pois são capazes de se deslocar em consciência e criar um corpo físico em qualquer local que desejarem. Padre Pio por diversas vezes usou esse dom e várias testemunhas confirmaram a autenticidade do fenômeno. Ele encontrava-se simultaneamente em dois ou três lugares.</p>
<p>Grandes almas realizam esse prodígio com o intento de estar em locais diferentes onde sua presença é solicitada e se faz necessária, geralmente por motivo de orientação e cura.</p>
<p>Muitas pessoas contam que viram o Padre Pio em determinados lugares, bem afastados do convento de San Giovanni, mesmo sabendo que o Padre Pio quase nunca saía de lá. Um desses relatos veio da Mãe Speranza, a fundadora da Ordem das Criadas do Amor Misericordioso. Mãe Speranza disse que via Padre Pio quase que diariamente, durante um ano, em Roma. O detalhe interessante é que todos sabiam que o Padre Pio foi a Roma apenas uma vez para levar sua irmã que havia decidido entrar no convento. Outro caso espantoso ocorreu em 1951, quando Padre Pio apareceu para celebrar uma missa em um convento de freiras da Tchecoslováquia. Após o término da missa, as freiras foram carinhosamente oferecer a Padre Pio um café e agradecer-lhe a benção de uma visita tão luminosa e inesperada. Quando chegaram à sacristia, perceberam que o Padre Pio não estava mais lá e indagaram-se por onde ele teria saído. As freiras então entenderam o fato como um milagre e consideraram que o Padre tivesse lhes visitado através da bilocação.</p>
<p>Além destes ocorridos, há vários outros que poderiam ser contados com detalhes. O fato é que Padre Pio verdadeiramente não era uma pessoa orgulhosa, ele demonstrava os chamados “milagres” de uma forma natural e espontânea, sem ofender, alardear ou ostentar suas faculdades interiores, comportamento digno das almas puras e sábias que vieram a Terra. A bilocação tinha sempre um objetivo e jamais se prestava a demonstrações vazias e inócuas. Geralmente, Padre Pio se bilocava para ajudar alguém necessitado, para a realização de curas, ou para uma palavra de orientação e conforto aos espíritos perdidos em seus sofrimentos.</p>
<p>De qualquer forma, mesmo com o precioso dom da bilocação, Padre Pio não podia corresponder às demandas de todos. Como era muito solicitado por fiéis do mundo inteiro, ele ensinava as pessoas uma técnica simples e direta para a comunicação com ele e com o mundo espiritual. Padre Pio valorizava muito a figura de nosso Anjo da Guarda, o Sagrado Anjo Guardião, um ser de luz muito elevado que cuida das almas encarnadas protegendo-as e auxiliando em sua evolução espiritual. De acordo com o Catolicismo, os anjos são mensageiros enviados por Deus e que servem de mediação entre o homem e a divindade. Assim, cada pessoa teria um anjo da guarda e esse ser de luz pode ser usado algumas vezes quando nossa intenção é pura e quando ela vai na direção do nosso desenvolvimento interior.</p>
<p>Seguindo essa linha, Padre Pio afirmava que <em>“</em><em>Para todas as pessoas que vivem há um Anjo da Guarda. Por isso ninguém se encontra sozinho.”</em> Quando uma pessoa precisava de ajuda, ele pedia a pessoa: <em>“Envie-me seu Anjo da guarda, porque ele não paga ingresso no trem e nem consome seus sapatos.”</em> Parece que o Padre tinha mesmo contato direto com os anjos, pois demonstrava sempre ter recebido as mensagens dos fiéis, mesmo quando não havia nenhuma forma de saber o que lhe fora enviado. Essa era uma forma de comunicação muito eficiente para ele: <em>“É inútil que me escrevas, porque eu não posso lhe responder. Envie-me seu Anjo da guarda sempre, e eu farei tudo.”</em> Era costume corrente dos adeptos e seguidores de Padre Pio enviar-lhe o anjo da guarda, tal como ele mesmo ensinara.</p>
<p>Certa vez, uma pessoa chamada Amélia Banetti, considerada a <em>“filha espiritual de Padre Pio”</em>, pensou em lhe enviar felicitações pelo aniversário de 20 anos do aparecimento das chagas. Porém, ela morava numa Aldeia em Turim e lá não havia agência de correio. Chegado o dia, Amélia infelizmente não encontrou ninguém que pudesse ir a cidade para enviar um telegrama de felicitações, tal como o costume dos filhos espirituais. Então, Amélia resolveu pedir ardorosamente ao seu anjo da guarda que enviasse a mensagem de congratulações diretamente ao Padre Pio. Passados alguns dias, Amélia recebeu uma carta de Rosine Placentino, uma amiga de San Giovanni Rotondo. Na carta, ela transmitia uma mensagem do Padre Pio agradecendo-lhe os votos espirituais enviados por ela.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>(HUGO LAPA)</strong></p>
<p><strong>Atendimento com Terapia de Vidas Passadas no Rio de Janeiro e em São Paulo.</strong></p>
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<p><strong>OBS1: Para a melhor apreciação desse material, é recomendável imprimi-lo para a realização de uma leitura mais reflexiva, tal como a profundidade do seu conteúdo exige.</strong></p>
<p><strong>OBS2: Este material não é de domínio público. Ele só poderá ser reproduzido em qualquer meio com a expressa autorização do autor.</strong></p>
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		<title>Resumo de Teosofia</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 15:46:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>hugolapa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Doutrinas e Tradições]]></category>

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Teosofia é uma palavra é composta dos radicais gregos Theos (Deus) e sophia (saber). Significa “sabedoria de Deus” ou “sabedoria das coisas divinas”. Inicialmente o termo Teosofia foi utilizado por alguns neoplatônicos, (Dicionário de Filosofia, Ferrater-mora), em especial Amônio Sacas. Jacob Boehme também usou o termo “teósofo” em dois de seus livros. A palavra Teosofia [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hugolapa.wordpress.com&blog=851111&post=2017&subd=hugolapa&ref=&feed=1" />]]></description>
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<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-2018" title="galaxiateosofia2" src="http://hugolapa.files.wordpress.com/2009/10/galaxiateosofia2.jpg?w=344&#038;h=300" alt="galaxiateosofia2" width="344" height="300" /></p>
<p> </p>
<p>Teosofia é uma palavra é composta dos radicais gregos <em>Theos</em> (Deus) e <em>sophia</em> (saber). Significa “sabedoria de Deus” ou “sabedoria das coisas divinas”. Inicialmente o termo Teosofia foi utilizado por alguns neoplatônicos, (Dicionário de Filosofia, Ferrater-mora), em especial Amônio Sacas. Jacob Boehme também usou o termo “teósofo” em dois de seus livros. A palavra Teosofia ficou amplamente conhecida após a fundação da Sociedade Teosófica, tendo como figura central a ocultista Helena Petrovna Blavatsky.</p>
<p>Segundo Helena Blavatsky a Teosofia pode ser considerada &#8220;o substrato e a base de todas as religiões e filosofias do mundo, ensinada e praticada por uns poucos eleitos, desde que o homem se converteu em ser pensador. Considerada do ponto de vista prático, é puramente ética divina&#8221;. A Teosofia moderna ressurgindo a partir dos escritos de HPB e de outros escritores da Sociedade Teosófica se assenta sobre algumas bases e princípios essenciais, como os que seguem:</p>
<p> </p>
<ul>
<li>Todas as coisas do Universo têm sua origem a partir de uma fonte infinita, ilimitada, incognoscível e eterna. Após um período de manifestação sobrevém uma fase de repouso da energia expressa retornando ao imanifesto. “O universo é a combinação de milhares de elementos, e contudo é a expressão de um simples espírito – um caos para os sentidos, um cosmos para a razão” (Blavatsky).</li>
<li>Tudo no cosmos é vivo, inteligente, vibrante, consciente e divino.</li>
<li>As leis naturais e os princípios da vida são impulsionados e regulados por inteligências hierárquicas superiores.</li>
<li>Uma das leis mais importantes é a lei de causa e efeito, ou lei do karma, que preside toda a manifestação em vários graus de escala universal.</li>
<li>A reencarnação é um dos principais pilares da doutrina. Acreditam os teósofos numa série numerosa de nascimentos do mesmo Ego. Há, no entanto, uma distinção entre personalidade e individualidade. A personalidade é temporal e passageira; a individualidade não é perdida após a morte. “A doutrina fundamental da filosofia esotérica não admite privilégios ou dons especiais no homem, salvo aqueles adquiridos por seu próprio eu, através de esforços e méritos pessoais, durante uma longa série de metempsicoses e reencarnações” (Blavatsky).</li>
<li>Para a Teosofia não há criação, mas ressurgimento cíclico. Os teósofos crêem nas manifestações sucessivas e períodicas do cosmos por emanação ou irradiação da essência divina. Essas manifestações são cíclicas e se assentam na lei dos ciclos e do ritmo.</li>
<li>Tudo no Universo é regido pela lei do setenário, seja no metafísico ou no físico. Esse fenômeno universal decorre do mistério do número sete, representando uma lei chave para a existência universal.</li>
<li>Os números não são meras abstrações matemáticas de raciocínio objetivo e mensurável do concreto. Os números são verdadeiros princípios; são ideias supremas, arquétipos*, ou noções filosóficas adiantadas. Neles encontram-se a chave para a compreensão de inúmeros fatos ocultos. “Pitágoras ensinava que todo o universo é um vasto sistema de combinações matematicamente corretas. Platão mostra a deidade geometrizada. O mundo é sustentado pela mesma lei do equilíbrio e harmonia sobre a qual foi construído” (Blavatsky).</li>
<li>A evolução é um princípio universal e não se limita a Terra, mas existe no mundo físico e no anímico. “A evolução na Terra, afetando homens, animais, vegetais e minerais procede da evolução de outros planetas” (A Doutrina Teosófica, Blavatsky).</li>
<li>Existem sete raças-raízes. Atualmente estamos na quinta raça-raiz. Cada raça desaparece por ocasião do surgimento da próxima.</li>
<li>A Teosofia apresenta o universo e o ser humano composto sete níveis, sendo constituido de três princípios e quatro veículos.</li>
<li>A humanidade tem uma mesma origem espiritual, herdeira de uma unidade essencial infinita, eterna e incriada.</li>
<li>A raça lemuriana era a terceira raça-raiz e os atlantes a quarta raça. Existiram evoluções significativas nesse periodo.</li>
<li>A alma ou espírito desce ao mundo da ilusão e transição para aprender, adquirir experiências e autoconsciência, purificando seu ser e despojando-se gradualmente dos seus veículos inferiores ou camadas de consciência, quando então vai retornando à fonte primordial de onde vieram todas as almas, quando se fundem numa unidade paradoxalmente sem qualquer perda de quem somos.</li>
<li>O princípio da correspondência ou lei das analogias rege o universo e é a chave para a compreensão da estrutura fundamental do cosmos. Isso foi descrito no axioma hermético: “Assim como é em cima é também embaixo”.</li>
<li>O pensamento, os desejos e nossas energias se projetam e ultrapassam os limites do nosso corpo e mente, influenciando e modelando os arredores de nossa existência, contaminando a sequência de acontecimentos futuros e atraindo energias de mesma natureza.</li>
<li>Enquanto nos planos inferiores o pensamento é abstrato e intangível, nos planos superiores ele é tangível e tão real como uma parede é real para nossos sentidos físicos.</li>
<li>Em manifestações sucessivas os grandes instrutores e redentores da humanidade nascem no mundo. Eles trazem mensagens espirituais, servem de exemplo moral e ético, impulsionam o desenvolvimento do pensamento humano, promovem reformas variadas em correntes espirituais e organizações iniciáticas, além de ajudar a purgar certa parcela do karma planetário.</li>
</ul>
<p> </p>
<p>Os Teosofistas acreditam que há cinco aspectos que induzem uma alma a reencarnar. Essas condições poderiam ser resumidas em alguns fatores, como apego, desejo, karma, o magnetismo terrestre e a necessidade de manifestar-se para conhecer-se. Para que fique mais bem compreendido, vejamos os fatores principais:</p>
<p> </p>
<p>1) A atração exercida pelo planeta Terra</p>
<p>2) O nosso karma individual ligado ao karma coletivo do planeta.</p>
<p>3) O desejo de obter impressões externas a fim de reforçar nossa autoconsciência.</p>
<p>4) O desejo de autoexpressão no plano da manifestação.</p>
<p>5) O apego a objetos materiais e a estados e condições sensório-físicas.</p>
<p> </p>
<p>Obviamente, verificamos facilmente que todas as ideias expostas  guardam semelhanças claras com os conceitos da Terapia de Vidas Passadas. No entanto, há certas divergências superficiais, conforme assinalaram Hans Tendam e outros pesquisadores. Uma das maiores discordâncias é o tempo do entrevidas. Alguns teósofos acreditam em intermissões de vários séculos. Diz Tendam que ao longo do desenvolvimento da Teosofia, a ideia dos teósofos sobre o tempo do entrevidas vai ficando cada vez mais curto. As pesquisas de Ian Stevenson com crianças também parecem não confirmar as ideias teosóficas sobre o tempo de intermissão.</p>
<p>Outra divergência seria a mudança de sexo. Teósofos afirmam um caráter cíclico para essa mudança, com três ou sete encarnações em cada sexo, masculino ou feminino. Até o momento, as pesquisas com regressão não confirmaram nem refutaram essa declaração, trata-se ainda se uma questão em aberto. Mas a princípio, não parece existir essa sucessão. Como esse assunto é extremamente vasto, nos limitaremos a algumas considerações gerais. Para maiores informações a esse respeito, ver os livros Panorama da Reencarnação 1 e 2.</p>
<p> </p>
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<p><strong>OBS1: Para a melhor apreciação desse material, é recomendável imprimi-lo para a realização de uma leitura mais reflexiva, tal como a profundidade do seu conteúdo exige.</strong></p>
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		<title>Possessão Espiritual</title>
		<link>http://hugolapa.wordpress.com/2009/10/26/possessao-espiritual-2/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 03:45:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>hugolapa</dc:creator>
				<category><![CDATA[TVP]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
Fenômeno que consiste no envolvimento, influência, invasão, controle e até subjugação de uma entidade espiritual (espírito ou alma desencarnada) perante uma pessoa. A possessão espiritual é registrada historicamente e existe desde a aurora dos tempos. Não é fenômeno moderno e tampouco pertence a alguma denominação religiosa, mágica ou mística. Sua fenomenologia é universal, sendo encontrada [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hugolapa.wordpress.com&blog=851111&post=2013&subd=hugolapa&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p> </p>
<p>Fenômeno que consiste no envolvimento, influência, invasão, controle e até subjugação de uma entidade espiritual (espírito ou alma desencarnada) perante uma pessoa. A possessão espiritual é registrada historicamente e existe desde a aurora dos tempos. Não é fenômeno moderno e tampouco pertence a alguma denominação religiosa, mágica ou mística. Sua fenomenologia é universal, sendo encontrada sob os mais diferentes nomes e formas, desde as mais primitivas religiões tribais à mediunidade praticava modernamente em centros espíritas. A possessão espiritual existe desde o aparecimento do ser humano na Terra.</p>
<p>“Sua psiquê ou corpo foram invadidas e estão sendo controladas por uma entidade ou energia malévola com características pessoais” (Psicologia do Futuro, Stanislav Grof). Em Psiquiatria, esse processo é chamado de <em>Transtorno Dissociativo de Identidade</em> ou <em>Transtorno de Personalidade Múltipla</em>. Muitas culturas aderem ao transe possessivo como parte integrante de seus ritos e valores. Por este motivo, os psiquiatras, antropólogos e pesquisadores em geral procuram ter muita cautela com as classificações e rotulações psicopatológicas. É consenso de que, quando a possessão é aceita culturalmente, o diagnóstico deve evitar a categorização de “patológica”.</p>
<p>Dessa forma, faz-se uma distinção entre o fenômeno de possessão patológico e o não patológico dentro da Psiquiatria. Assim, nem todo estado de possessão pode ser considerado um transtorno, vide o caso das invocações de espíritos em várias culturas, épocas e geografias diferentes, que fazem parte da cadeia simbólica intersubjetiva da população.</p>
<p> </p>
<p>O mecanismo da possessão pode abranger dois tipos diferentes de processos psíquicos:</p>
<p><strong>1) A possessão de uma presença</strong> (personalidade intrusa ou espírito desencarnado)</p>
<p><strong>2) A possessão de uma personalidade de vida passada</strong>. A primeira corresponde a entidade à parte, uma energia intrusa que vem externamente ao psiquismo do indivíduo. A segunda corresponde a um processo interno de obsessão, sendo o que Tendam (1988) chamou de “pseudo-obsessão”.</p>
<p>Apesar de admitirmos que existem não apenas espíritos obsessores, mas também a possessão de personalidades de vidas passadas, estaremos abordando nesta oportunidade apenas a respeito dos espíritos possessores. Isso por que o termo “possessão” não seria adequado para caracterizar o controle de uma personalidade de vida passada. Neste caso, a palavra mais apropriada seria “manifestação” ou “expressão” da personalidade, tendo em vista que se trata de um processo interno e não externo.</p>
<p>Dentro da TVP, a autora que mais mergulhou no estudo das possessões foi Edith Fiore. Em sua incrível obra “<em>Possessão Espiritual</em>”, Fiore conta suas pesquisas com regressão terapêutica e o tratamento de casos de possessão como causa dos bloqueios, sintomas, emoções e transtornos diversos apresentados na clínica de regressão terapêutica.</p>
<p>Como esse campo de estudo é extremamente vasto e complexo, optamos por resumir os pontos principais em tópicos para a melhor apreciação dos leitores:</p>
<p><strong>Porcentagem:</strong> Fiore conta que 70% dos seus pacientes sofriam de possessão e essa era a causa do problema. Segundo Ignácio Ferreira (1955), médico espírita brasileiro, mais de 50% das obsessões são não intencionais. O espírito muitas vezes deseja proteger a pessoa, ou ajuda-la a cumprir alguma tarefa. Mesmo sem notar, a possessão ocorre e prejudica a vítima.</p>
<p><strong>Quantidade:</strong> Fiore coloca uma média de cinqüenta entidades ou mais que estavam envolvendo seus pacientes sem que eles se dessem conta. [<em>apesar deste número, é possível que essas entidades não estivessem realizando a obsessão todas ao mesmo tempo, mas que cada uma estivesse ligada ao atendido por laços com origem em múltiplas existências corpóreas</em>].</p>
<p><strong>Despersonalização:</strong> É constante a impressão do desaparecimento ou encobrimento da personalidade usual dando espaço às possessões. “Quando há de fato muitas entidades presentes em uma pessoa, ela praticamente pode se despersonalizar e passar a levar uma vida conduzida pela corrente das influenciações mentais” (livro: Regressão e Espiritualidade).</p>
<p><strong>Espíritos presos à Terra:</strong> Fiore chamou esses espíritos de “presos a Terra”, por estarem no nível da crosta terrestre e terem fácil acesso aos encarnados. Eles permanecem no nível da Terra pelos mais variados motivos, desde desejo por “sexo ou pasta de amendoim”. “Com freqüência, incitam as pessoas vivas para que satisfaçam esses desejos” afirma Tendam (cura profunda).</p>
<p><strong>Níveis de Possessão:</strong> Os graus de possessão e controle do encarnado variam de uma “leve influência” a estados de domínio quase completo, travando uma verdadeira luta pelo controle da pessoa, com “diálogos mentais, insultos e até ordens”, diz Fiore.</p>
<p><strong>Transição inadequada:</strong> Os espíritos possessores eram, durante a vida, pessoas de várias ocupações diferentes, mas após a morte não haviam realizado a transição adequadamente e, pela ausência de um corpo físico, acabavam se fundindo com os encarnados, residindo no corpo de outros indivíduos por períodos curtos ou mais prolongados, adiando sua ida ao plano espiritual e atrasando sua evolução.</p>
<p><strong>Possessões Demoníacas:</strong> Fiore destaca que nunca tratou possessão por demônios, (seres devotados unicamente ao mal por natureza) mas apenas espíritos, ou indivíduos sem um corpo físico.</p>
<p><strong>Pouco adiantamento espiritual:</strong> Quando as entidades encontram-se no plano astral inferior, próximas ao plano da Terra e envolvem encarnados, para a satisfação de seus vícios e desejos, elas não fazem praticamente nenhum progresso espiritual, ficando estacionadas em sua evolução. Fiore declara ainda que os espíritos presos à Terra ficam como que “congelados” ou fixados nos parâmetros da última vida. Eles tendem a repetir estereotipadamente seus comportamentos de quando estavam encarnados. Tendam (1989) dá o exemplo de uma menina que não percebe que desencarnou num bombardeio e continua chamando pela sua mãe.</p>
<p><strong>Ceticismo e Fanatismo religioso:</strong> Muitas pessoas céticas, que conservam fortes e arraigadas convicções pessoais da inexistência da vida após a morte, são muitas vezes incapazes de perceber seus entes queridos e guias espirituais quando vêm auxilia-los. Outros encontram-se num estado mental de extrema confusão, e por isso, não conseguiam perceber sua própria condição de ausência do corpo físico. Outros ainda, religiosos fervorosos, que acreditam em penas eternas ou na beatitude do céu ao lado de Jesus, recusam-se a crer que morreram, caso contrário, deveriam estar ou no céu ou no inferno. Essas almas podem ir a certos locais e iniciar processos obsessivos.</p>
<p><strong>Espíritos presos à locais específicos:</strong> Podem ocorrer possessões em casos de espíritos presos a locais específicos, como casas e propriedades que possuíam quando encarnados. É comum acontecer de espíritos iniciarem um processo possessivo em pessoas que compram a sua antiga residência, onde a entidade morou durante a vida inteira ou boa parte da vida. Geralmente os espíritos tratam os atuais proprietários como invasores (pois não sabem que morreram e continuam tratando a casa como se lhes pertencesse) e fazem de tudo para gerarem discórdia, confusão, bloqueios e sofrimento.</p>
<p><strong>Possessão na infância:</strong> Algumas possessões podem se iniciar na infância e durar longos períodos de vida, ou mesmo a vida inteira de um encarnado. “Muitas crianças são obsedadas por entidades e manifestam raiva excessiva, atitudes agressivas, choro compulsivo, dificuldades de relacionamento em decorrência de certa influência misturada a tendências de outras vidas”.(Lapa, 2008).</p>
<p><strong>Possessão pela Aura: </strong>Segundo Fiore, nossa aura, ou campo de energias sutis do ser humano, deve vibrar em altas freqüências para não estar vulnerável a ação de espíritos presos à Terra. “A aura está para a dimensão emocional, mental e espiritual de uma pessoa como o sistema de imunização está para o corpo físico” diz Fiore.</p>
<p><strong>Possessão por medo de deixarem de existir: </strong>Alguns espíritos mantêm as possessões por medo de se perderem ou de deixarem de existir caso a possessão seja interrompida. O processo obsessivo acaba sendo um referencial para o espírito, uma base ou uma segurança. Os espíritos sentem a aura benéfica do encarnado e se atraem por afinidades de ideias e vibração. A energia do encarnado lhe proporciona segurança, conforto, energia e proteção.</p>
<p><strong>Possessão no inconsciente: </strong>Entidades presas a Terra podem se ligar com os encarnados e mesclar-se aos seus conteúdos inconscientes, reforçando certos aspectos que desejamos ocultar de nós mesmos. Esse processo obsessivo pode alimentar nossas tendências negativas, tocando certos núcleos traumáticos que passam a se generalizar e invadir nossa personalidade e comportamento. Muitos espíritos podem fazer isso intencionalmente; outros apenas se ligam por afinidade e invadem nossa aura. É comum que um espírito ative certo núcleo inconsciente, ou complexo, passe a misturar-se com ele e usar isso como forma de controle do encarnado. A despossessão não é suficiente nesse caso, deve-se recorrer ao tratamento desses núcleos inconscientes para escapar das obsessões. Como diz Tendam “Maus espíritos podem nos induzir a praticar más ações, mas somente podem fazer isso estimulando e aproveitando um mau karma já presente” (Tendam, 1993). A TVP é um excelente meio para o tratamento dos núcleos inconscientes ativados por espíritos obsessores e na transmutação do mau karma.</p>
<p> </p>
<p><strong>Sintomas da Possessão:</strong></p>
<p><strong>1) Sintomas físicos:</strong> doenças, dores, mal estar, náusea, dor na nuca, enjôo, arrepios, tontura, cansaço excessivo, estafa.</p>
<p><strong>2) Problemas mentais:</strong> problemas de memória, desatenção, dissociação, falta de clareza, embotamento, parada do pensamento, confusão mental, ideias suicidas, despersonalização, pesadelos recorrentes, alucinações auditivas e visuais.</p>
<p><strong>3) Descontrole emocional:</strong> ansiedade, angústia, medo, irritação, depressão, tristeza, choro sem causa aparente, impulsividade.</p>
<p><strong>4) Inclinação às drogas:</strong> abuso de álcool, maconha, tabaco, drogas injetáveis, remédios.</p>
<p><strong>5) Problemas com peso:</strong> Pelo estímulo à compulsão pela comida ou à perda de apetite, como obesidade, anorexia, bulimia. </p>
<p><strong>6) Problemas de relacionamento: </strong>timidez, fobia social, introversão, dificuldade de comunicação.</p>
<p><strong>7) Problemas sexuais:</strong> falta ou excesso de desejo sexual.</p>
<p><strong>8 ) Fechamento dos caminhos</strong>: tudo parece dar errado, oportunidades não aparecem, dificuldade de expressar nosso potencial.</p>
<p> </p>
<p><strong>Motivo da prisão no plano da Terra:</strong></p>
<p>1) Não cumpriram seu roteiro kármico (proposta encarnatória).</p>
<p>2) Suicidaram-se e deixaram assuntos inacabados.</p>
<p>3) Possuíam extremo apego a Terra e aos desejos materiais.</p>
<p>4) Viciaram-se em álcool, fumo, comida, sexo, lazer, prazeres diversos.</p>
<p>5) Tinham medo de morrer e após o desencarne continuaram negando a morte.</p>
<p>6) Dificuldade de aceitarem que passaram pela transição e não têm mais corpo físico.</p>
<p>7) Morte súbita (os espíritos não tiveram tempo de perceber que morreram).</p>
<p>8 ) Ódio e vingança a algum desafeto.</p>
<p>9) Apego a entes queridos ou a pessoas próximas.</p>
<p>10) Ceticismo fortemente arraigado.</p>
<p>11) Morte após deficiências mentais ou transtornos psíquicos graves.</p>
<p>12) Associações, contratos, acordos, compromissos e/ou votos, com fraternidades negras (um mago permanece preso a uma egrégora que atua negativamente no plano físico e se mantém a ela associado após a morte).</p>
<p> </p>
<p><strong>Aspectos práticos da despossessão</strong></p>
<p><strong>Nenhum perigo:</strong> Fiore argumenta que não há qualquer perigo decorrente de uma despossessão. O máximo que pode ocorrer é o espírito ligado a Terra não deixar o encarnado e manter o mesmo mecanismo possessivo anterior, o que já acontecia. Ou seja, ou o espírito interrompe o processo obsessivo ou nada se modifica, não resultando daí, portanto, nenhum dano.</p>
<p><strong>Não maltratar o espírito: </strong>As entidades desencarnadas estão enfermas, em estado confusional, doentes, sofrendo, sem energia e sem rumo, mesmo que neguem tudo isso. Dessa forma, eles podem também ser considerados como pacientes dentro da TVP. Assim, não se deve pensar em “chuta-los para fora”, “arrancá-los” do cliente, ou fazer nossa autoridade de terapeuta se sobrepor. A diferença entre o terapeuta e o exorcista é que o segundo tenta a todo custo expulsar o “ser maligno” de uma pessoa, enquanto o primeiro reconhece no espírito uma subjetividade, um histórico de causa e efeito que o levou à situação de possessão. O terapeuta procura analisar os motivos de o espírito buscar a possessão e tratar a raiz do problema, e não simplesmente “retirar” o espírito da aura do cliente, até por que podem existir laços kármicos unindo a ambos. Qualquer ação negativa realizada pelo terapeuta contra o espírito implicará instantaneamente na geração de karma negativo.</p>
<p><strong>Assistência religiosa de guias espirituais:</strong> Com entidades aprisionadas à dogmas religiosos, pode-se invocar guias espirituais que se passam por líderes religiosos do credo do espírito.</p>
<p><strong>Assistência para espíritos viciados:</strong> No caso de espíritos viciados em drogas, álcool etc, o terapeuta pode invocar espíritos de luz ou entes queridos que irão oferecer a droga ao espírito, para que deixe o encarnado. Após ser atraído, os espíritos de luz farão um tratamento com o espírito onde a droga lhe será dada em doses cada vez menores até o vício ser superado por completo. De qualquer forma, é indispensável que o possesso se abstenha integralmente do uso das drogas, para que não atraia outras entidades ligadas ao vício.</p>
<p><strong>Identificar a causa da possessão:</strong> Bons terapeutas não se preocupam apenas em expulsar o espírito, mas em entender o motivo, o início e a permanência das ações obsessivas. O terapeuta pode percorrer o histórico encarnatório do espírito e verificar em que momento e sob quais circunstâncias ele se tornou um espírito preso a Terra. É possível que exista alguma espécie de vínculo kármico entre obsessor e obsedado numa vida passada. O espírito pode cobrar do encarnado algum prejuízo que o atendido tenha lhe proporcionado numa vida passada.</p>
<p><strong>Conscientização da morte: </strong>Muitos espíritos passaram pela transição e não sabem que morreram. Isso ocorre por diversos motivos. Sabendo disso, o terapeuta pode mostrar ao espírito o momento de seu desencarne. É possível fazer a alma reviver os instantes finais de sua existência e o momento em que perdeu seu corpo físico. Isso pode ajudar na conscientização do espírito e ajuda-lo a reconhecer que morreu e precisa deixar o plano da Terra. Essa conscientização da morte pode ser realizada pelo discurso objetivo ou através de técnicas que mostrem diretamente a realidade incorpórea da entidade. Para tanto, o terapeuta deve ser treinado em cursos de formação para a boa aplicação desse tipo de técnica.</p>
<p><strong>Mostrando o local de tratamento no astral superior: </strong>Como os espíritos têm receios e incertezas sobre seu futuro após a possessão, é possível minimizar esta ansiedade através da técnica da visão direta do local de tratamento que eles serão enviados no plano espiritual. Após a visão da harmonia desse lugar, das energias elevadas e benéficas, tal como a presença de entes queridos desencarnados, o espírito sente-se mais tranqüilo e, em boa parte das vezes, aceita ser conduzido e tratado.</p>
<p><strong>Conduzir à Luz: </strong>Na tradição budista tibetana se fala da “Clara Luz do Bardo”, uma luminescência divina que acolhe os espíritos e os faz sentir seu estado cósmico natural, sua fonte essencial de vida. O terapeuta pode orientar o espírito a unir-se com essa “Luz Clara”. Os espíritos que após a morte não se transformam em entidades presas a Terra seguiram essa luz, que lhes serve como um farol indicando o rumo certo a tomar. Muitos mestres ou guias espirituais já conduzem os espíritos a essa luz infinita, mas o terapeuta também pode invoca-la na despossessão após todo o processo de conscientização do espírito.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration:underline;">Cuidados gerais</span></strong></p>
<p>Alguns procedimentos de despossessão ou desobsessão canalizam e concentram forças e energias diversas, atraem outras entidades e podem provocar alguns efeitos negativos no terapeuta, caso este não esteja devidamente preparado e não saiba o que está fazendo. Alguns terapeutas arrogantes podem se acreditar intocáveis e não dar o devido valor a certas coisas, como a sua terapia individual, a proteção pessoal originária de algum grupo, a realização de trabalhos de caridade desinteressada e o estudo relacionado a temáticas espirituais superiores, como a leitura das palavras dos sábios da humanidade e seu próprio desenvolvimento interior. Porém, estes elementos são fundamentais para que o terapeuta não se perca em seu trabalho ou até mesmo acabe adoecendo com o tempo devido à continuidade de procedimentos como a despossessão. Independente de o terapeuta ser médium ou sensitivo, as influências espirituais sobre ele podem ser sentidas de várias formas.</p>
<p> </p>
<p><strong>(HUGO LAPA)</strong></p>
<p><strong>Atendimento com Terapia de Vidas Passadas no Rio de Janeiro e em São Paulo.</strong></p>
<p><strong>TEL RJ: (021) 3936 1252</strong></p>
<p><strong>TEL SP: (011) 9502 2176</strong></p>
<p><strong>MAIL: </strong><a href="mailto:lapapsi@gmail.com"><strong>lapapsi@gmail.com</strong></a></p>
<p><strong>OBS1: Para a melhor apreciação desse material, é recomendável imprimi-lo para a realização de uma leitura mais reflexiva, tal como a profundidade do seu conteúdo exige.</strong></p>
<p><strong>OBS2: Este material não é de domínio público. Ele só poderá ser reproduzido em qualquer meio com a expressa autorização do autor.</strong></p>
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		<title>Técnicas de Desobsessão na TVP</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 03:33:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>hugolapa</dc:creator>
				<category><![CDATA[TVP]]></category>

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Dentro da TVP, nosso trabalho pode se utilizar de diversas técnicas para a chamada desobsessão, que consiste no afastamento da entidade e no rompimento dos laços obsessivos. Existem técnicas que são mais amplamente praticadas dentro do esoterismo, espiritualismo e por pesquisadores, médiuns ou videntes. A expulsão de espíritos malignos ou demônios foi amplamente praticada na [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hugolapa.wordpress.com&blog=851111&post=2009&subd=hugolapa&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p> </p>
<p>Dentro da TVP, nosso trabalho pode se utilizar de diversas técnicas para a chamada desobsessão, que consiste no afastamento da entidade e no rompimento dos laços obsessivos. Existem técnicas que são mais amplamente praticadas dentro do esoterismo, espiritualismo e por pesquisadores, médiuns ou videntes. A expulsão de espíritos malignos ou demônios foi amplamente praticada na antiguidade. A fonte mais conhecida do Ocidente desta prática milenar é a referência explícita nos evangelhos sobre a expulsão dos demônios realizada por Jesus.</p>
<p>O Espiritismo de Allan Kardec é uma doutrina que se especializou na desobsessão. Porém, a desobsessão propriamente dita ganhou força após as obras do médium brasileiro Francisco Cândido Xavier. Allan Kardec fala da desobsessão nos seguintes termos:</p>
<p>Segue as explicações sobre as técnicas mais conhecidas:</p>
<p> </p>
<p><strong>1) A regressão a vidas passadas: </strong>A primeira técnica a destacar é a própria regressão terapêutica a vidas passadas. Em existências anteriores, a pessoa verá e compreenderá os vínculos com almas conhecidas do passado. Essas almas podem ser os obsessores atuais. Por intermédio da regressão, conhecemos as pendências com aquela entidade e assumimos nosso karma com o aprendizado. Por exemplo, o cliente se percebe na Roma antiga onde foi o assassino de uma família, pai, mãe e filho. Na vida atual, essas três entidades podem estar desencarnadas e exercendo uma poderosa influência obsessiva sobre o atendido. Através do entendimento de nossa relação com eles, podemos usar a infinita sabedoria do perdão e desfazer os vínculos seculares de ódio. Nesse sentido, a regressão mostra as verdadeiras causas da obsessão. Quando se trata de uma obsessão cuja origem encontra-se em outras vidas, faz-se necessário o resgate do contexto inicial.</p>
<p> </p>
<p><strong>2) Técnica da lei de causa e efeito: </strong>Há duas formas mais gerais de se usar a técnica da lei de causa e efeito. A primeira é dialogar com o espírito e faze-lo tomar consciência das relações de causa e efeito entre a ação e a conseqüência. Por exemplo, se um espírito insiste em prejudicar o cliente que o maltratou imensamente numa vida passada, é preciso mostra-lo que um destino nada positivo o aguarda futuramente, caso continue insistindo no ódio e na vingança. Nesse sentido, conversar com o espírito sobre a lei de causa e efeito pode, em alguns casos, ser suficiente para que compreenda seus erros e quebre os vínculos de raiva e rancor cultivados por um curto ou longo período de tempo. Por outro lado, pode-se dizer ao espírito que um destino nefasto está reservado a ele caso permaneça no mesmo padrão de comportamento. Em suma, essa técnica consiste fundamentalmente em explicar ao espírito que a lei de causa e efeito existe e que o espírito é o único responsável pelo que lhe ocorre. Além disso, não lhe cabe fazer justiça sozinho, pois existem leis naturais que regulam e dão cumprimento a colheita das ações cultivamos durante séculos ou milênios. <strong> </strong></p>
<p>A segunda via não trata do diálogo, do discurso, do convencimento ou da persuasão intelectual. Muitos grupos espiritualistas, em especial os centros de Apometria, usam recursos de esclarecimento que são muito superiores àqueles que lançam mão de meios discursivos ou persuasivos. É possível fazer o espírito sentir na prática como ocorre a lei de causa e efeito, e nada melhor do que colocar a entidade na posição de sentir diretamente os efeitos de suas próprias ações, seja de sua vida atual ou de vidas passadas. Por exemplo: uma mãe desencarna e fica próxima ao filho, querendo protege-lo. Porém, acaba podando sua liberdade e o influencia a seguir certas diretrizes que conscientemente ele não seguiria. É possível fazer a mãe desencarnada sentir o que o próprio filho está sentindo. No caso, ela sentiria sua liberdade sendo limitada e uma sensação de opressão. Isso é o mesmo que transferir o que provocamos no outro para nós mesmos. Podemos dizer “Você agora vai sentir os efeitos de suas ações em (diga o nome do cliente obsedado)”. Nesse sentido, a lei de causa e efeito pode ser sentida na prática. Esse é um método de desobsessão muito eficiente e que pode ser utilizado pelos terapeutas e pelos grupos mediúnicos e paranormais de captação psíquica.<strong> </strong></p>
<p> </p>
<p><strong>3) Técnica de mostrar a morte: </strong>Grande parte das obsessões espirituais acontece por que o desencarnado não percebe que morreu. Essa falta de consciência da morte pode induzi-lo a continuar se comportando como se estivesse vivo. Assim, ele pode tentar dar continuidade a sua rotina e manter seu relacionamento com pessoas próximas. Essa é uma condição potencial de obsessão. O espírito deseja continuar tomando parte nos assuntos de familiares e amigos. Como muitos encarnados choraram a morte do ente querido ou do amigo que se foi, muitas vezes pedindo mentalmente que ele retorne, ficam vulneráveis ao inicio de uma obsessão. <strong> </strong></p>
<p>É preciso explicar ao espírito sua nova condição; fazê-lo compreender que não se encontra mais no plano físico. O espírito pode retrucar alegando que se sente vivo, e devemos admitir que ele está correto. O espírito acredita não ter desencarnado porque ele continua sentindo a si mesmo, pois a morte não é o término da vida, mas apenas uma passagem de um estado a outro. Assim, o terapeuta deve descrever ao espírito sensações típicas do pós-morte, como a ausência do corpo físico, a incapacidade de ser visto e percebido pelas pessoas, sua habilidade de atravessar paredes e objetos sólidos, dentre outros. Isso poderá ajuda-lo a entender que seu veículo físico foi descartado e que, embora sinta-se vivo, não possui mais o invólucro composto de matéria.</p>
<p>Se mesmo com essas explicações o espírito ainda não se convencer, devemos seguir por outros caminhos. Como a alma recusa-se a crer em sua própria morte &#8211; ou mesmo não aceita abandonar seus entes queridos e os apegos e hábitos mundanos, o terapeuta pode dar um comando e mostrar-lhe o momento de sua morte e o pós-morte. Essa retomada de visão da morte é uma retrospectiva para o espírito onde ele se percebe observando, tal como numa tela de cinema, seus últimos instantes de vida.</p>
<p>Muitas entidades podem negar esse fato ou mesmo resistir a ver as imagens que atravessam sua consciência. Por outro lado, muitos deles podem sentir a morte como se estivessem passando por ela novamente. Isso também pode ajudar a descarregar alguns resíduos traumáticos impregnados em sua consciência, principalmente se a morte foi alvo de emoções fortes e pesadas. De qualquer forma, essa técnica pode ser fundamental como forma de demonstrar ao espírito a realidade de sua passagem e que, apesar dele não ter percebido, ele atravessou o portal da vida e da morte. Essa técnica é utilizada com muito sucesso por alguns terapeutas.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>4) Técnica do espírito de luz: </strong>Essa técnica é descrita em algumas obras de cunho esotérico e espiritualista. Por exemplo, no livro “Exorcismo”, a autora conta alguns casos de obsessão onde essa técnica pode ser eficaz. Trata-se basicamente da invocação de um espírito-guia, um ser de luz. O espírito puro manifestar-se-á próximo ao espírito preso à Terra e sua aura benéfica será sentida por este. Para realizar o chamamento do espírito, basta pedir sua presença em voz alta, ou mesmo afirmar ao espírito através do cliente que ele já se encontra ao lado do espírito obsessor. <strong> </strong></p>
<p>Eugene Maurey, um reverendo que pratica do exorcismo desde 1974, descreve uma de suas desobsessões usando essa técnica: <em>“Deixe-me explicar-lhe quem você é e onde está. Embora você se sinta muito vivo, está, na verdade, morto. Isso é perfeitamente natural. Você não pertence a este plano terrestre, e sim a um lugar muito melhor. Deixe-me apresenta-lo a um amigo que você conhece e em quem confia, o qual está agora perto de você. Este amigo o levará agora para o seu próximo plano de desenvolvimento, onde você receberá ajuda e orientação; todas as suas necessidades serão supridas. Você estará junto a seus entes queridos e àqueles que o amam”. Depois disso, a moça relatou que “Ele está indo embora. Está dizendo adeus”. </em></p>
<p>Maurey afirma que, nesse processo, <em>“é útil apresentar a entidade espiritual invasora a um espírito avançado, muitas vezes chamado de espírito guia. Um guia está sempre disponível e desejoso de ajudar. Se a entidade puder ser convencida de que a sua situação irá melhorar, ela se tornará mais inclinada a deixar o corpo que invadiu”.</em></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>5) Técnica do Espelho</strong>: Essa técnica foi citada por Edith Fiore no livro “Possessão Espiritual”. A autora diz que: <em>“Se for preciso, a fim de convencer os possessores de que não são os possessos, valha-se de um espelho e faça-os olharem para ele e verem o rosto do possesso. E frise o quanto é diferente essa imagem da imagem deles”.</em></p>
<p> </p>
<p><strong>6) Técnica para espíritos viciados em substâncias: </strong>Edith Fiore diz que existe um meio específico de tratar e encaminhar entidades viciadas com a ajuda dos guias espirituais: <strong> </strong></p>
<p><em>“Se se suspeitar que os espíritos são alcoólatras, viciados em drogas ou fumantes inveterados, diga-lhes que poderão ter todo o álcool, drogas, cigarros de que precisam no mundo espiritual. Chame-lhes a atenção para o fato de que os entes queridos chegam a acenar para eles com essas substâncias. Das regressões que tenho feito deduzo que, no mundo dos espíritos, essas drogas são dadas às entidades e depois retiradas, aos poucos, pelos curadores e médicos espirituais, num ritmo próprio.</em></p>
<p><em>“Em problemas de vício, é indispensável que o possesso [ou o obsedado] se abstenha de quaisquer substâncias para a qual a entidade mostre propensão. O processo pode revelar-se muito trabalhoso durante alguns dias. Isso ajudará a mostrar ao espírito que ele tem maiores probabilidades de conseguir o que deseja no mundo espiritual. Uma entidade, que possuíra um paciente durante quarenta anos, partiu por acreditar no paciente quando este afirmou que nunca mais tocaria numa só gota de álcool pelo resto da vida”.<strong> </strong></em></p>
<p> </p>
<p><strong>7) Técnica para espíritos com medo do inferno: </strong>Fiore declara que muitas entidades tem medo de deixar o nível da crosta terrestre por medo de serem jogadas no inferno. Infelizmente, ao longo de muitos  séculos, o ocidente foi assombrado e enganado com a ideia de um céu e um inferno. Essa crença criou uma espécie de predisposição coletiva de temor à morte. Muitas almas que se percebem como “pecadoras” têm muito medo da morte e mais medo ainda de não serem dignas de entrar no céu e serem obrigadas a sofrer penas eternas. Como terapeutas de vidas passadas, sabemos que o inferno não existe, a não ser no interior sombrio de cada um, com nossos demônios interiores. Uma falta ou erro cometido é necessariamente limitado. Isto posto, devemos dizer, sem medo de errar, que nenhum erro limitado pode abrir margem para uma punição ilimitada. Em outras palavras, nenhuma causa finita pode ter um efeito que seja infinito. Isso contraria frontalmente qualquer visão dogmática e inverificável sobre a existência de um inferno como espaço geográfico delimitado. Essa noção vai de encontro a qualquer ideário de lógica e bom senso. De qualquer forma, essa distorção quase milenar causou marcas profundas na consciência coletiva do ocidente e até hoje muitas almas que desencarnam têm medo de deixar a Terra por temer irem para o inferno. Fiore diz que é possível ajudar essas almas: <em>“A fim de ajudar as entidades a superarem o mais comum dos medos – o medo do inferno – diga-lhes que um especialista em educação religiosa, procedente do mundo dos espíritos, está aqui para ajudá-los: padre, freira, ministro, rabino etc”.</em><strong> </strong></p>
<p> </p>
<p><strong>8 ) Técnica dos entes queridos: </strong>Uma das grandes dificuldades do recém desencarnado é deixar seus parentes e amigos na Terra. A saudade de todos, a preocupação com alguns deles e o apego à vida que levava no físico podem contribuir para sua permanência ao nível do plano denso. Por outro lado, outros espíritos podem, como afirma Fiore, ter receio de serem desintegrados, ou de caírem num “nada” ou no vazio profundo, onde vão perder sua individualidade, deixando de existir para sempre. Essa preocupação é comum em pessoas que não crêem em vida após a morte. Se o caso dos espíritos obsessores são os dois casos citados anteriormente, é recomendável a utilização de uma técnica usada em grupos espiritualistas e esotéricos, além de ser citada na obra de Edith Fiore. A técnica se destina a sensibilizar o espírito a perceber que seus entes queridos e pessoas de sua amizade e confiança se estabeleceram em locais mais elevados e seguros do plano espiritual. Além disso, ele saberá que deve deixar alguns entes queridos na Terra, mas que reencontrará com outros parentes e companheiros que continuam sua existência em planos sutis. Assim, quando o espírito se depara com pessoas de sua confiança, que já conviveu nesta ou em outras vidas, ele se sente mais confiante para acompanhar seus companheiros de jornada e ser encaminhado a locais específicos do astral superior.<strong></strong></p>
<p>Diz Fiore que <em>“Um medo freqüente das entidades possessoras é o de deixarem de existir se abandonarem os seus possessos. Força é convencê-los de que isso não é verdade. Mostre-lhes que os seus entes amados falecidos estão muito vivos. Faça-os pegarem nas mãos desses entes para sentir o quanto são reais. Use o seu engenho. Mas convença-os de que suas vidas continuarão!”</em></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>9) Técnica da regressão no espírito: </strong>Ver<em> Regressão em espíritos.</em><strong></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>10) Técnica dos guias espirituais: </strong>Esse procedimento, além de ser muito importante, pode ser usado em dezenas de situações diferentes, dependendo da necessidade, das crenças e da visão de mundo do espírito. Essa técnica visa convocar nossos guias espirituais para fins específicos. Eles deverão tomar uma forma determinada que corresponda aos interesses e aspirações do espírito. Fiore explica com mais detalhes: <em>Você poderá convocar todos os espíritos de que precisar para lhe darem uma ajuda adicional. Por exemplo, um adolescente rebelde poderá partir se o espírito de uma garota bonita vier buscá-lo. Se aparecer um espírito de que a entidade possessora não se agrade, chame outro. Um espírito do sexo masculino detestava a esposa. Quando a viu, recusou-se a partir com ela. Limitei-me a chamar-lhe a atenção para outra entidade, que se achava presente, e ele partiu prontamente. Você pode convocar espíritos de médicos ou de enfermeiras para aplicar injeções de sedativos ou tranqüilizantes. Pode pedir a São Miguel, a São Gabriel ou a Jesus que venham socorrê-lo”.</em><strong></strong></p>
<p> </p>
<p><strong>11) Técnica da Luz Clara:</strong> ver o artigo <em>Possessão Espiritual</em> neste mesmo site.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>12) Técnica do Corpo espiritual:</strong> Essa técnica facilita a tomada de consciência do recém desencarnado de sua verdadeira natureza espiritual. Por lhe faltar o corpo físico, o espírito sente a necessidade de tomar para si o corpo de outra pessoa, pensar junto com ela, agir junto com ela e mesmo experimentar os prazeres do mundo em conjunto. Esse é o processo que vai além da obsessão espiritual e se transforma numa possessão espiritual. Como ele não tem um corpo físico, se une a um encarnado para dar continuidade aos seus hábitos costumeiros e não ter de deixar o plano da matéria. Porém, é possível mostrar ao espírito que ele não está destituído de corpo: ele perdeu o veículo físico, mas possui um corpo mais sutil e menos perecível. Esse é o corpo espiritual.</p>
<p>Fiore destaca que ajuda os espíritos a perceberem seu corpo espiritual. Num resumo de sua técnica de despossessão ou desobsessão, ela dá um exemplo: <em>“Daqui a alguns momentos você estará deixando Mary e, quando o fizer, ver-se-á em seu próprio corpo espiritual. (Pausa) Este é o seu corpo verdadeiro, que você usará enquanto precisar usá-lo. (Pausa) E é um corpo perfeito em todos os sentidos. Um corpo jovem e atraente – um corpo que nunca envelhecerá, nunca se enrugará, nunca ficará doente nem sofrerá nenhum dano. Se você for homem, ver-se-á num corpo de homem, robusto e saudável. Se for mulher, ver-se-á num lindo, saudável e jovem corpo feminino”. </em></p>
<p> </p>
<p><em></em></p>
<p><em></em></p>
<p><strong>(HUGO LAPA)</strong></p>
<p><strong>Atendimento com Terapia de Vidas Passadas no Rio de Janeiro e em São Paulo.</strong></p>
<p><strong>TEL RJ: (021) 3936 1252</strong></p>
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<p><strong>OBS1: Para a melhor apreciação desse material, é recomendável imprimi-lo para a realização de uma leitura mais reflexiva, tal como a profundidade do seu conteúdo exige.</strong></p>
<p><strong>OBS2: Este material não é de domínio público. Ele só poderá ser reproduzido em qualquer meio com a expressa autorização do autor.</strong></p>
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		<title>Obsessão Espiritual e TVP</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 03:08:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>hugolapa</dc:creator>
				<category><![CDATA[TVP]]></category>

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Qualquer ação que uma pessoa exerce sobre outra tolhendo sua liberdade ou influenciando seus pensamentos e conduta. Na realidade, a obsessão tem uma definição precisa dentro da psicologia, mas vamos nos ater a sua natureza espiritual. Do ponto de vista espiritual, a obsessão é definida por Allan Kardec como uma influência de um desencarnado perante [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hugolapa.wordpress.com&blog=851111&post=2003&subd=hugolapa&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p> </p>
<p>Qualquer ação que uma pessoa exerce sobre outra tolhendo sua liberdade ou influenciando seus pensamentos e conduta. Na realidade, a obsessão tem uma definição precisa dentro da psicologia, mas vamos nos ater a sua natureza espiritual. Do ponto de vista espiritual, a obsessão é definida por Allan Kardec como uma influência de um desencarnado perante um encarnado. Hoje em dia já se reconhece a obsessão como tendo quatro aspectos distintos:</p>
<p>1) obsessão de desencarnado para encarnado,</p>
<p>2) obsessão de encarnado para encarnado,</p>
<p>3) Obsessão de encarnado para desencarnado,</p>
<p>4) obsessão de desencarnado para desencarnado.</p>
<p> </p>
<p>A obsessão espiritual pode ser a causa de inúmeras moléstias físicas, emocionais e espirituais. Com relação às doenças físicas, pode ser a causa de vários problemas de saúde. Na saúde mental, pode-se destacar a presença de obsessão em vários casos de ansiedade, angústia, medo excessivo, carência, mal estar, aperto no peito, raiva, agressividade, irritabilidade, impaciência, impulsividade, dentre muitos outros.</p>
<p>Allan Kardec explica o que é obsessão<em>: “Obsessão é a ação persistente que um espírito mau exerce sobre um indivíduo. Apresenta caracteres muito diversos, desde a simples influência moral, sem perceptíveis sinais exteriores, até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais”</em>. Algumas vezes, a obsessão ocorre devido a um sentimento de vingança nutrido por uma entidade que foi vítima da outra em vidas passadas. Outras vezes, no entanto, a obsessão ocorre por laços de apego, sem desejo de vingança ou qualquer maldade. A noção de que é necessária a maldade e a intenção de prejudicar não é exata e já foi comprovada não ser condição <em>sine qua non</em> da obsessão. Ou seja, nenhuma entidade é maligna a priori apenas por criar um laço obsessivo. Em muitos casos, a obsessão não é intencional, ao contrário, é totalmente inconsciente dos seus efeitos deletérios.</p>
<p>A diferença entre a obsessão e a possessão está na intensidade da ação de uma entidade sobre a outra. Na possessão, há maior grau de envolvimento; um controle mais agudo diante de alguém.  Na obsessão, a ação e influência são exercidas com força, mas sem a subjugação ou controle total. Na possessão, o espírito encontra-se no comando, como se fosse uma pessoa dirigindo um veículo. Não há interrupção ou luta, pois ambos estão quase fundidos dentro de uma unidade psíquica comum. “Toda obsessão decorre da perfeita sintonia entre o agente perturbador e o paciente perturbado. Sintonia por comunhão mental na mesma faixa vibratória ou por identificação idealista através das correntes do pensamento” diz Divaldo Franco em psicografia de Joana de Angelis.</p>
<p> </p>
<p><strong>(HUGO LAPA)</strong></p>
<p><strong>Atendimento com Terapia de Vidas Passadas no Rio de Janeiro e em São Paulo.</strong></p>
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<p><strong>OBS1: Para a melhor apreciação desse material, é recomendável imprimi-lo para a realização de uma leitura mais reflexiva, tal como a profundidade do seu conteúdo exige.</strong></p>
<p><strong>OBS2: Este material não é de domínio público. Ele só poderá ser reproduzido em qualquer meio com a expressa autorização do autor.</strong></p>
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