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Archive for outubro \31\UTC 2011

 

INFLUÊNCIA DE VIDAS PASSADAS

Antes de começarmos a abordar sobre os principais aspectos do início de uma sessão de terapia de vidas passadas, vamos expor alguns dos principais sinais ou pistas sobre a influência de nossas vidas passadas em nossa vida atual. No que consiste a influência de nossas encarnações passadas em nosso presente? Quais são os principais pontos que mostram a presença dessas reminiscências em nossas vidas? É o que veremos aqui. Seguiremos os passos de Denise Linn, com base no livro “Vidas Passadas, Milagres Presentes”. A autora nos dá uma lista de várias dessas indicações. Vejamos as pistas deixadas por ela:

Brincadeiras de Infância: Muitas brincadeiras de infância revelam um comportamento de uma antiga cultura que a criança pertenceu. A criança expressa na brincadeira atividades que executou em vidas passadas. Uma criança pode preferir brincar de guerra de bonequinhos; pode optar em jogar um videogame de luta; pode desejar brincar com espadas de brinquedo; uma menina pode brincar que está perdendo sua boneca (sua filha em vidas passadas); pode brincar de cavaleiro, de mago, dentre outros. Cada uma dessas brincadeiras mostra preferências, gostos, desejos e tendências de vidas passadas.

Preferências e inclinações na infância: na infância, as lembranças de vidas passadas ainda são muito vivas, principalmente as memórias da última vida. Muitas preferências e inclinações na infância podem tornar claro alguns aspectos de nossa identidade passada. Uma criança que, por exemplo, desde tenra idade afirma que quer cuidar de terras, ser fazendeiro, pode ter em seus arquivos lembranças de quando foi senhor feudal. Um menino que desde pequeno prefere brincar com bonecas pode ter várias vidas em que foi mulher e mãe e ainda reter esses traços e expressa-los em seu comportamento. Isso pode implicar ou não uma homossexualidade na vida atual. Crianças tímidas e tristonhas podem ter sofrido sérias opressões em vidas passadas, até mesmo torturas. Crianças medrosas podem ter sofrido ataques súbitos e repentinos e ter tido mortes prematuras e drásticas. Esses são apenas exemplos gerais para ilustrar melhor, não significa, obviamente, que isso seja válido para todos os casos.

Estilo de roupa: O estilo de roupa que você sente atração ou outro estilo em que sente repulsa, se constitui como um bom sinal que indica uma época e cultura a qual tenhamos vivido. Todos sabem que a forma como nos vestimos é um forte indicativo de traços de nossa personalidade, mas muitos não sabem que esses traços podem ter origem em vidas passadas. Por exemplo, uma mulher que gosta de vestir roupas indianas pode ter vivido na Índia; outra mulher pode ter paixão por roupas ciganas pode ter pertencido a essa cultura. A cor da roupa também pode ser uma reminiscência. Exemplo: uma moça que só vestia amarelo foi monge budista. Uma pessoa que sente prazer em vestir-se de preto pode ter ligado com rituais de baixa vibração no passado. Essa última é apenas uma hipótese.

Estilo de arquitetura e decoração de interiores: Dependendo dos estilos arquitetônicos que você admira, você pode ter vivido num país onde uma forma de construção era o padrão comum. Cabanas, ocas, tendas, casas em pedra, catedrais, dentre outros podem atrair umas pessoas mais do que outras. Esses gostos freqüentemente indicam uma inclinação de vidas passadas. Muitas vezes, ao vermos certas construções, sentimos nostalgia de algo que conscientemente não compreendemos. Podemos sentir atração ou aversão por tipos de arquiteturas diferentes e isso tem origem em experiências pretéritas.

Comidas preferidas e hábitos alimentares: Comidas e hábitos de alimentação podem ser indícios da influência de determinadas culturas, tanto durante a infância quanto na fase adulta. A comida é algo que experimentamos a vida inteira; é uma das experiências mais marcantes, pois envolve prazer e contato social. O que você mais gosta de comer? Culinária chinesa, italiana, japonesa, indiana, tailandesa, grega, africana, espanhola, alemã, russa, indígena? Veja seus hábitos e preferências alimentares e descubra as pistas de qual cultura você pode ter pertencido. Mas não apenas dentro de nossas preferências por hábitos passados repetidos, mas o desejo pela comida também pode ser uma consequência da ausência dela em vidas passadas. Uma pessoa pode hoje sentir uma extrema necessidade de um alimento que no passado lhe faltou em momentos decisivos, e isso gerar problemas na vida atual. Como diz Edith Fiore: “Desejo de determinados alimentos pode também ser relacionado com vidas passadas. Acerca de uma doente, que me foi enviada pelo seu médico, foi-me dito que sofria de uma grave hipertensão e tinha cerca de quarenta quilos de excesso de peso. Continuamente — contra sua vontade — devorava sacos de batatas fritas e outros aperitivos salgados. Este impulso destruía todas as suas fúteis tentativas para perder peso e para baixar a sua perigosa alta tensão. Durante uma regressão hipnótica retrocedeu até uma vida como rapazinho índio americano, desesperadamente esfomeado porque a sua tribo não dispunha de sal para curar o seu fornecimento de caça. A partir dessa regressão, nunca mais sentiu o menor impulso para comer coisas salgadas e está a perder peso de forma saudável”.

Alergias: Certas alergias podem ter origem no passado. Isso pode ter a ver com longos períodos em que uma pessoa foi submetida a certas condições e também com a forma como ela morreu. Por exemplo, uma pessoa foi obrigada a comer frango numa vida passada; na vida atual ela desenvolveu alergia a frangos. Em outro exemplo, uma pessoa trabalhou como escrava numa mina empoeirada pode hoje ter alergia a poeira.

Localizações geográficas: Atração por localizações geográficas e a intuição sobre elas pode ser de grande ajuda para desvendar nossas vidas passadas. Denise Linn sugere a pessoa que se imagine numa grande variedade de territórios e procurando perceber os sentimentos que cada local evoca em você. Esses sentimentos são resquícios de vidas passadas. Você pode se imaginar em áreas litorâneas, em vastas florestas, em zonas tropicais, em territórios de gelo, no deserto, em montanhas, etc. Procure perceber o que estes diferentes tipos geográficos evocam em você.

Climas: a preferência pelos climas não vem do mero acaso; o gosto por climas quentes, temperados, úmidos, chuvosos, frios, secos pode ser lembranças de vidas passadas. Linn afirma que não apenas a preferência, mas as emoções que determinado clima pode evocar numa pessoa tem relação com vidas passadas. Por exemplo, uma pessoa sente-se deprimida quando chega o inverno; qualquer dia frio já pode ser suficiente para fazê-la sentir-se triste. Embora possamos sentir uma certa tristeza em dias frios e isso não ser necessariamente patológico, há uma classificação na psicopatologia que estuda esse fenômeno. Essa é a chamada depressão sazonal. Trata-se da depressão relacionada a dias frios ou a estações do ano. Essa depressão parece estar ligada, em alguns casos, a experiências de outras existências. Exemplo: chega o inverno e uma pessoa começa a sentir-se deprimida.

Culturas: O fascínio, a atração, o apego ou mesmo a repulsa por culturas antigas pode ser um indício de vidas passadas. Muitas pessoas são fascinadas pelas civilizações egípcias, grega, romana, indiana, japonesa, chinesa, persa, atlante, lemuriana ou mesmo por civilizações desconhecidas que não constam nos registros históricos oficiais. Exemplo: Conheço pessoas que tem verdadeiro fascínio pelo Egito. Leem diversos livros sobre o tema, veem filmes e sempre procuram associar-se a tudo o que diga respeito a essa cultura. É muito provável que essas pessoas tenham vivido no Egito em uma ou várias vidas.

Períodos de tempo ou eventos históricos: Filmes de época, a leitura de livros sobre certos acontecimentos históricos e outros tipos de contatos como esse podem suscitar emoções fortes que não sabemos por que vieram e qual o sentido de terem surgido subitamente. Essas emoções e sensações relacionadas com períodos e eventos históricos podem ter relação com uma vida anterior. Exemplo: uma pessoa lê sobre a primeira guerra mundial e sente-se muito triste. É possível que essa pessoa tenha participado de alguma forma da primeira guerra mundial ou de alguma outra guerra semelhante. Uma pessoa pode interessar-se pela Renascença, pela Idade Média, pela Roma antiga, pelo Império Bizantino, pela Revolução Francesa, e assim por diante.

Músicas: Diz Denise Linn que “Uma canção ou uma música tem a habilidade de nos transportar de volta no tempo para o momento em que a escutamos. Da mesma maneira que musicas podem nos ajudar a evocar memórias desta vida, também podem fazer saltar memórias de vidas passadas”. Exemplo: uma pessoa escuta uma música árabe e rapidamente é transportada em consciência a época que foi odalisca e dançava para o sultão.

Odores, aromas e cheiros: Da mesma forma que a música, os aromas também podem nos transportar para outros períodos históricos e evocar alegrias ou tristezas. Por exemplo, uma pessoa que sente cheiro da maresia e começa a ter sentimentos e sensações de tranquilidade, pode ter entrado em conexão com uma vida em que ela foi um pescador e vivia pescando no silêncio e serenidade do mar.

Experiências de Deja vu: Denise Linn sugere que as pessoas anotem suas impressões sempre que estiverem num local e tenham a nítida sensação de que já estiveram lá. Isso pode ser, e provavelmente é, um resíduo de memórias de vidas passadas. O nome desse fenômeno é Deja vu. Por outro lado, apalavra deja vu pode ter outro sentido. Muitas vezes estamos fazendo algo e temos a sensação de que “já vivemos essa mesma situação” – como se, no passado, já tivéssemos previsto inconscientemente que viveríamos aquilo. Assim, no deja vu, temos a sensação de que já vivemos uma situação mesmo que ela não tenha nenhuma relação com algo de vidas passadas. Dessa forma, o deja vu é usado nesses dois sentidos. Experiências de deja vu são bastante sugestivas de vidas passadas. É como uma pessoa que caminha pelo Egito e vai tendo a nítida sensação de que já esteve ali, e consegue até mesmo identificar salas ocultas, reconhecer imagens, esculturas de pedra, etc.

Talentos e habilidades: Muitos talentos e habilidades de vidas passadas podem ser demonstrativos do que desenvolvemos em vidas passadas. Esse tópico é estudado pela TVP. Já falamos sobre isso nos Volumes passados.

Ocupações e hobbies: A preferência por ocupações e hobbies tem geralmente um início em nossas vidas passadas. Isso não significa, porém, que vamos escolher o mesmo tipo de trabalho em várias vidas diferentes. Esse fato apenas indica que pode haver uma tendência a desenvolver um trabalho parecido, ou certa ocupação nos despertar interesse quando no passado fomos bem sucedidos em sua realização. Por outro lado, um trabalho desenvolvido numa vida pode trazer um dom a certo tipo de atividade na próxima vida. As vocações profissionais geralmente aparecem na infância, mas podem também ser ativadas na idade adulta, quando o indivíduo terá contato com trabalhos que nunca antes pôde ter acesso.

Herança e ancestralidade: Denise Linn defende que há grandes chances de nosso passado encarnatório cruzar com nosso passado ancestral. É possível que em nossa árvore genealógica tenhamos vivido como nossa tia-bisavó, por exemplo. Assim, nossa ancestralidade pode se intercambiar com nossas existências em várias vidas. Denise Linn admite que isso é difícil de ser verificado e que existem poucas pesquisas com relação a esse fenômeno. Como conhecemos a possibilidade de membros da mesma família reencarnarem novamente duas ou três gerações depois, não é impossível imaginar que nossas vidas passadas sejam encontradas em nossos ancestrais. Esse fenômeno é valorizado religiosamente através do chamado “culto aos antepassados”, presente em muitas culturas antigas. Os adeptos dessas tradições talvez tivessem a intuição desses fenômenos que agora são estudados pela TVP.

Seu nome: Afirma Denise Linn que o nosso nome na vida atual pode ter relação simbólica e direta com nosso passado encarnatório. Diz ela que isso não é por acaso e que a vibração do nome pode ter importância e influência em nossa vida. Pesquisando seu significado e sua etimologia, Denise Linn diz que podem ser revelados indícios de situações passadas. Denise dá o exemplo do nome “David” que significa poeta ou bardo. Ao descobrir a origem do seu nome, David se surpreendeu ao perceber que, de fato, havia experimentado em regressão várias vidas como poeta. Talvez nosso nome seja uma síntese de diversos estados e condições pelas quais já vivemos. De qualquer forma, esse tópico ainda necessita de mais pesquisas.

Livros e filmes: Essa talvez seja uma das melhores fontes para desvendar nossas vidas passadas. “Leia sobre diferentes culturas numa enciclopédia (ou na internet) e perceba quais delas você acha mais interessantes. Veja livros de fotografias de vários ambientes diferentes e perceba como eles o afetam. Por exemplo, cheque algumas fotografias de locais desertos e veja se você experimenta alguma reação emocional” diz Denise Linn. Por outro lado, alguns filmes de época podem provocar profundas impressões em nós. Por exemplo, uma mulher vê um filme que retrata a caça as bruxas da Idade Média, como o clássico “O Nome da Rosa”. Após assistir as cenas em que homens e mulheres são presos em estacas e começam a pegar fogo, uma pessoa que tenha vivido circunstâncias similares pode sentir como se estivesse revivendo aquilo, e até mesmo, em alguns casos, realizar uma mini-regressão espontânea durante o filme.

Animais e bichos de estimação: Nosso carinho e afeto com alguns animais e bichinhos de estimação pode ser uma evidência de que tivemos contato com esses seres em vidas passadas. É possível que tenhamos levado uma vida de domador de animais, de fazendeiro, de criador, ou várias outras possibilidades. Podemos mesmo ter vivido em culturas onde o contato com animais era algo mais direto, como culturas tribais, indígenas e xamânicas. Algumas culturas veneram alguns animais como sendo sagrados, como no caso da adoração as vacas na Índia. Há também as culturas que veneram a imagem de certos animais e os têm como deuses. Por exemplo, é o caso do antigo Egito e a famosa veneração à figura do gato. Para os egípcios da antiguidade, o gato era a representação de um deus e de forças da natureza. Essa admiração fixada em nossa consciência pode se traduzir hoje como um afeto por esses bichinhos e podemos acolhê-los no seio de nosso lar, dando-lhes amor e atenção. Por outro lado, pessoas que tenham feito muito mal a animais no passado podem agora sentir uma necessidade de cuidar deles a todo custo. Vemos muito isso em pessoas que acolhem animais de rua e cuidam deles como se fossem filhos. Muitas vezes esse comportamento pode ser movido por um resgate kármico com o reino animal.

Características de personalidade, maneirismos e comportamentos habituais: Nossa forma de ser e agir no mundo, os traços de nossa personalidade, nossas manias e nossos hábitos constituem, provavelmente, a maior herança indicativa da natureza de nossas vidas passadas. Há uma frase que diz “Observe o seu presente comportamento e você terá uma ideia de como foram suas vidas passadas”. A TVP, como já dissemos, não busca desvalorizar o presente, até por que a regressão é feita no presente e não no passado. É certo que ninguém faz nada no passado. De qualquer forma, através da observação sistemática do nosso comportamento e personalidade atual, de nossas reações e costumes, torna-se muito mais claro saber quem fomos e o que devemos modificar no presente. Os exemplos são muitos: intolerância com qualquer sistema de governo vigente pode indicar perseguição política no passado; receio de enfrentar as pessoas pode indicar submissão ou mesmo escravidão; rigidez e autoritarismo podem revelar vidas de poder e mando; excesso de lamúrias pode ser indício de que fomos maltratados; preguiça pode revelar pessoas que foram submetidas a trabalhos forçados; cleptomania pode ter relação com vidas como pirata, embusteiro ou punguista; carência e sentimento acentuado de solidão podem vir de existências em que fomos presos e ficamos na cadeia ou isolados, e assim por diante.

Relacionamentos: Nossa forma de se relacionar com outros, simpatias, antipatias e como reagimos a perdas ou conquistas amorosas tem grande poder de refletir nosso passado. A simpatia ou antipatia gratuita é uma grande evidência de vidas passadas de afeto ou repulsa. Denise Linn explica que “Tendemos a recriar simbolicamente eventos do nosso passado longínquo, em especial aquelas experiências que nunca resolvemos. Toda representação é uma forma de curar aquelas situações instáveis”. Repetimos as circunstâncias do passado no presente como uma tentativa de resolver o que ficou pendente. A explicação desse fato pode estar e freqüentemente está em nossas vidas. Por exemplo: Uma mulher é sempre abandonada pelos seus namorados e maridos. Parece que nenhum relacionamento dá certo para ela. No passado, ela se vê como uma cortesã que usava os homens para conseguir dinheiro e prestígio. Hoje precisa dessa experiência para aprender a valorizar um relacionamento; ela será usada para sentir “na pele” e aprender a não usar mais outras pessoas. Neste caso, ela poderá ser usada pelos até aprender a lição e assim anular o karma passado. Edith Fiore reforça essas ideias: “Fiquei fascinada pela revelação, em regressões à vida passada, de que as pessoas a quem estamos ligados na nossa vida presente já estiveram conosco anteriormente — muitas vezes em papéis diferentes. Por exemplo, através de uma exploração a vidas anteriores, doentes acabaram por compreender e por vezes resolver problemas conjugais. Um doente com um casamento problemático descobriu que a sua mulher (pela qual não sentia qualquer desejo sexual) tinha sido sua mãe numa vida anterior. Dificuldades entre pais e filhos foram também melhoradas através da visão que a terapia da reencarnação permite. Muitas pessoas compreenderam melhor a sua compatibilidade com a sua mulher ou amada depois de examinarem os seus laços em vidas passadas. Atrações instantâneas, antipatias, sentimentos de familiaridade ou desconfiança, foram explicados por acontecimentos em vidas passadas”.

Causas pelas quais você é apaixonado: As causas, as utopias, as lutas políticas, o desejo que temos de preservar a natureza ou os animais, dentre outras causas sociais do seu interesse pode ter relação com o passado encarnatório. Podemos lutar por uma causa humanitária com base na intuição e na recordação inconsciente da nossa própria experiência prévia no tema. Por exemplo, uma pessoa que defende a paz no mundo pode ter participado de guerras sangrentas e muito sofridas no passado. Ela mesmo pode ter sido vítima de uma guerra e hoje lutar pela extinção dos conflitos mundiais. Uma pessoa que defende a liberdade política do Tibet pode ter uma ligação profunda com essa região por ter vivido neste país. Também pode ter vivido em qualquer outro local onde seu povo tenha sido dominado por um governo estrangeiro que tenha destruído a cultura local (situação semelhante ao que tem ocorrido no Tibet desde a década de 50).

Eventos traumáticos: Denise Linn afirma que “os eventos angustiantes da sua vida são geralmente representações simbólicas de traumas de vidas passadas que não foram curados”. Um fato traumático de vida passada pode se apresentar na vida atual como reações emocionais diversas, expressando medo, angústia, indecisão, insegurança, dentre outros. Por exemplo, uma mulher foi espancada, estuprada e morta pelo marido de sua vida passada. Nessa vida ela pode sentir-se muito angustiada e sentir medo intenso de estar novamente casada. Esse sentimento vem da impressão de que o assassinato possa se repetir em qualquer outro casamento.

Medos e fobias: Quando não conseguimos encontrar o fundamento de algum medo ou fobia na vida atual, é possível que se trate de um medo originário de vidas passadas. Ter sido picado por uma cobra no passado pode acarretar um quadro fóbico de grande força emocional na vida atual, principalmente se morremos por conta da picada. Fobia de andar de barco pode se tratar de um resíduo de uma morte por afogamento. Muitos outros exemplos poderiam ser dados a respeito de como o medo e a fobia podem ser reminiscências traumáticas de outras vidas. Mas o importante é saber que qualquer medo inexplicável nas circunstâncias e na biografia atual é, muito provavelmente, de origem encarnatória. Edith Fiore dá alguns exemplos a esse respeito: “O medo do escuro, principalmente, parece ser originário de algum acontecimento aterrorizador que ocorreu na escuridão, numa vida passada. Uma mulher descobriu que as origens da sua fobia de estar só durante a noite — e a sua convicção de que seria assassinada, caso isso acontecesse — provinham de uma experiência anterior idêntica! Outra doente ficou espantada por descobrir que o fato de ter evitado toda a vida viajar de comboio era causado por ter visto a sua irmã ser esmagada pelas rodas de um comboio, numa vida anterior. Uma jovem que não suportava olhar para nada que fosse vermelho-vivo (e consequentemente todos os Natais sentia uma crescente ansiedade), revivendo, viu a sua mãe, sangrando até à morte, depois de ter sido brutalmente apunhalada — numa vida anterior”.

Palavras e frases que você usa: É muito importante perceber algumas palavras ou frases que nós repetimos constantemente e até mesmo de forma inconsciente. Essas palavras e frases podem ser a tradução simbólica de eventos literais ocorridos em nosso passado encarnatório. Denis Kelsey e Morris Netherton foram os primeiros a constatar o poder de certas frases soltas e fora de contexto, e sua relação com vidas passadas; frases que muitas vezes são repetidas pela pessoa e que são parte de uma experiência muito antiga. Por exemplo: “estou cansado de levar pauladas da vida”. Numa vida anterior, isso pode ter ocorrido de fato. “Terminar esse relacionamento me doeu como se levasse uma facada no peito”. Isso pode ter acontecido e talvez a própria pessoa que encerrou o relacionamento pode ter feito isso.

Tipo corporal: Muitas vezes nascemos com a estrutura física que corresponde a experiências de vidas passadas. Se uma pessoa nasce alta, ela pode ter vidas em que nasceu numa etnia que se caracteriza por sua alta estatura, como os germanos antigos. Alguns estudos indicam que nossa aparência atual pode ser semelhante ao nosso semblante de vidas passadas. Uma característica importante, e que parece jamais se modificar entre uma vida e outra são os olhos de uma pessoa. Os olhos sempre foram considerados as portas da alma, e são uma excelente pista para reconhecer uma de nossas vidas anteriores. No caso de ser possível conseguir uma fotografia de uma vida passada suspeita de termos vivido, a primeira coisa a se comparar é o olhar da pessoa na foto e o olhar atual. Se ambos forem muito semelhantes, temos uma boa evidência. Por outro lado, se uma pessoa nasce com uma malformação nas pernas, isso pode ser uma representação de vidas onde ela teve as pernas gravemente machucadas, decepadas ou gangrenadas, em alguma luta ou guerra que participou. Essas estru­turas físicas também podem vir acompanhadas de uma dinâmica psicológica. Por exemplo, uma pessoa nasce sem a perna e sente-se inferior aos outros. Em vida passada, ela perdeu uma batalha após ter a sua perna cortada pelo inimigo. Ficou impossibilitado de continuar lutando e foi torturado até a morte, sendo chamado de incapaz e de inútil por não ter mais como andar e continuar a luta. Isso pode gerar, nos dias atuais, um sentimento de insegurança e rebaixamento perante outros. No que se refere a obesidade ou magreza elas po­dem, obviamente, ter uma relação com vidas passadas. Diz Edith Fiore que “verifico agora que todos os doentes com excesso de peso crônico, de cinco ou mais quilos,tiveram uma vida durante a qual morreram de fome ou sofreram privações alimentares durante longos períodos. Encontrei ‘aborígenes’, ‘índios americanos’, ‘nativos’ do coração da África e pessoas provenientes de muitos países, que se viram sem comida e muitas vezes sem água. Fome em vidas passa­das continua a afetar as pessoas na vida atual, resultando numa tendência para comer de mais. Uma doente que tinha um problema renitente de retenção de líquidos — que desafiara o tratamento mé­dico — viu-se há algumas vidas atrás a morrer de desidratação, de fome e com um ataque de varíola”.

Problemas de saúde: Constantemente transferimos problemas de saúde de uma vida para outra. Se numa existência eu morri com uma flechada nas costas, posso sentir muitas dores hoje na mesma região. Se eu morri sufocado ou afogado, posso ter asma. Outras doenças podem ter um fundo psicológico indireto que nos remeta a uma vida passada. Se eu estou excessivamente preocupado em ganhar dinheiro (por ter morrido pobre numa vida passada) posso não ser acometido diretamente pela pobreza ou pela forma como morri numa vida passada, mas a preocupação que desenvolvi hoje fugindo da pobreza e me fazendo um verdadeiro workaholic podem ser a causa de uma enxaqueca atualmente. Dores de cabeça, dores em geral e fraqueza em certas áreas do corpo também pode ter origem em vidas passadas, tal como relata Edith Fiore: “Dores de cabeça, dores em geral, desordens ou fraquezas de certas zonas do corpo estão também frequentemente relacionadas com acontecimentos de vidas anteriores. Concluímos que dores de cabeça crônicas, incluindo enxaquecas, são o resultado de o doente ter sido guilhotinado, sovado, apedrejado, alvejado, enforcado, escalpado ou, de um modo ou de outro, gravemente magoado na cabeça ou no pescoço. Várias pessoas com dores crônicas e incuráveis no abdômen, reviveram perfurações no ventre, feitas por espadas, baionetas ou navalhas. Até a origem de problemas menstruais pode ser localizada em traumas, normalmente sexuais, de uma vida anterior”.

Cicatrizes, marcas de nascença e tatuagens: Falamos sobre as marcas de nascença nos volumes anteriores.

Machucados, doenças e cirurgias: Denise Linn afirma que “Não só os machucados e doenças que você suportou são indícios de vidas passadas, mas também as emoções que os acompanharam podem dizer muito”. Tanto o físico como o emocional estão envolvidos na formação de machucados e doenças atuais, como já vimos.

Sonhos: Diz Edith Fiore que“Os meus doentes espantam-se por descobrir que alguns pesadelos freqüentes são, na realidade, visões de experiências vividas em existências anteriores. Mas nós descobrimos que acontecimentos agradáveis são também reexperimentados em sonhos”. Falamos com mais detalhes sobre os sonhos nos volumes anteriores.

Além destas pistas, Tendam cita alguns sinais de vidas passadas. São eles:

  • Aparência (por exemplo, sinais de nascença, sinais da face).
  • Comportamento (por exemplo, vestimentas singulares ou hábitos alimentares).
  • Habilidades (por exemplo, crianças prodígio).
  • Preferências.
  • Postulados (atitudes rígidas quanto a vida).
  • Emoções.
  • Recordação.

 

Autor: Hugo Lapa

Tratamento Espiritual a distância com Captação Anímica.

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O Bloqueio ou Resistência

 

O bloqueio se refere à incapacidade momentânea e circunstancial de resgatar qualquer tipo de memórias, entrar ou permanecer em regressão, seja da vida atual ou além desse limiar. Quando isso ocorre, a pessoa relata não sentir nada, não conseguir visualizar nada e não perceber qualquer processo emergente. Esse processo é também conhecido como resistência; é tido como um mecanismo de defesa do ego que se opõe a qualquer entrada súbita em conteúdos que o indivíduo deseja ocultar dos outros e também de si mesmo.

Em Psicoterapia, a resistência pode ser considerada tudo aquilo que atrapalha o trabalho terapêutico, atrasando ou mesmo inviabilizando a continuidade da terapia. No caso da TVP, a resistência se expressa como um bloqueio durante a regressão. O atendido fica impossibilitado de ver, sentir e participar de sua própria regressão, seja a esta vida ou a vidas passadas.

Tendam (1994) afirma que não conseguir regredir geralmente ocorre por conta de uma indução fraca ou mal realizada pelo profissional. Por outro lado, sair do estado regressivo repentinamente pode dever-se má condução (por exemplo, fazer questionamentos abstratos, não saber focar no ponto mais importante, dentre outros). Como na TVP é comum a pessoa deparar-se diretamente com o núcleo dos sintomas e conflitos atuais, o bloqueio é algo absolutamente natural e todo terapeuta competente deve saber manejá-lo para o bom andamento da terapia.

  • Tendam (188) sugere que, no caso do bloqueio se apresentar antes do início da indução, deve-se utilizar o bloqueio como ponto de entrada. A princípio, o bloqueio pode ser uma excelente entrada para a regressão, pois revela algo que a pessoa deseja de todas as formas ocultar inconscientemente. Se a pessoa deseja ocultar algo, é muito provável que esse conteúdo seja o mais importante de ser esmiuçado e trabalhado na terapia.
  • Um exemplo engraçado é o que algumas vezes ocorre com pessoas durante a anamnese. Ocorreu uma vez comigo estar realizando a anamnese e o cliente demonstrar bastante interesse em estar iniciando um processo terapêutico. Disse que concordaria em abrir-se para responder a todas as questões, pois sabia o quanto era importante uma terapia no seu caso. Porém, advertiu que de jeito algum fosse perguntado algo relacionado a sexo, pois ela não tinha nenhum problema nessa área que merecesse ser comentado. Fazendo isso, sem desconfiar, a pessoa já está revelando provavelmente seu maior bloqueio e definindo qual deve ser o ponto de entrada para a regressão.
  • Um bloqueio pode se manifestar de várias formas. Muitas vezes ver imagens desfocadas e paralisadas pode sugerir um bloqueio. Significa que a pessoa está bloqueando o acesso ao seu inconsciente com imagens difusas, imprecisas, paralizadas, condensadas ou fugidias. Por outro lado, desejar ver a regressão como se fosse um “DVD mental”, como um filminho passando em nossa mente sem nossa participação sentindo e experimentando diretamente seu enredo pode também representar um bloqueio. Neste caso, a pessoa deseja ver o que lhe ocorreu, mas se ela não sentir ou experimentar a trama, pode não entrar em contato com a matéria-prima do seu inconsciente e os resultados podem não ser tão relevantes.
  • Pessoas muito prolixas em seu relato também podem ter grandes bloqueios e uma forma de esconde-los ou dissimulá-los é fazendo longas e intermináveis descrições de situações percebidas durante a regressão. Por outro lado, pessoas que falam demasiadamente durante a anamnese, sem nem pensar no que dizem, discursando por impulso, provavelmente estão resguardando-se de núcleos inconscientes. Essa situação se configura como um bloqueio ou mesmo uma resistência ao processo terapêutico. Pessoas que veem e sentem suas vidas passadas, mas não relatam sua experiência ao terapeuta também podem estar resistentes ao processo.
  • Imagens aparentemente fantasiosas, como sumir numa nuvem, visualizar imagens de videogame, deparar-se com personagens de quadrinhos, ou percepções desconexas e  ou que pertençam ao terreno do claramente impossível podem ser sugestivas de bloqueios. Por outro lado, o terapeuta não deve desprezar essas percepções, pois elas podem indicar reminiscências literais misturadas com símbolos produzidos pelo nosso psiquismo. Lembrando que o símbolo psíquico em si mesmo não necessariamente representa um bloqueio, mas pode ser o veículo revelador de algo que, por simples palavras, não poderia ser devidamente assimilado.
  • Muitas vezes ocorre do atendido desejar resolver seu problema, mas não assumir a transformação necessária para se atingir o ponto de melhora. Quando isso ocorre, o mais comum é a pessoa desistir da terapia, dando as desculpas mais variadas para encobrir o motivo real. Como disse Tendam num evento realizado no Brasil: “a pessoa não deve querer resolver sua vida a todo custo, mas deve buscar se entender; saber o motivo das coisas”. Quem deseja apenas resolver um problema, ao invés de se autoconhecer e, a partir desse entendimento, resolver suas questões, pode estar sofrendo de uma séria resistência em tomar contato real com seu material inconsciente. O enfrentamento real dos nossos problemas pressupõe não apenas resolver algo a todo custo, mas principalmente entender o mecanismo subjetivo que alimenta o problema.
  • Tendam (no livro Cura Profunda) afirma que não é raro confundir o bloqueio com uma ordem equivocada do terapeuta. Um terapeuta pede ao cliente para visualizar uma coisa e ele vê outra. Isso pode ser o próprio desenrolar natural da regressão, mas o terapeuta pode acreditar que seja uma fuga do processo. Cabe ao terapeuta não supor as coisas, mas sim confirmar certos sinais com a própria pessoa, mesmo que a princípio estes lhe pareçam ser fugidios. O terapeuta deve procurar especular o mínimo possível e, sempre que possível, confirmar as suas hipóteses questionando o atendido durante a regressão. Nosso Eu Superior sabe muito mais do que imaginamos as verdades sobre nós mesmos.
  • Tendam (1988) afirma que passes magnéticos podem produzir bons efeitos em casos de bloqueio. Quando existe uma pessoa cuja intervenção se torna mais difícil, como “pessoas em estado de choque, psicóticos, pessoas lentas, muito doentes, muito jovens ou muito velhas”, pode-se recorrer ao passe.
  • Muitas vezes o medo intenso de realizar a regressão pode ser explicado por alguma experiência muita intensa que a pessoa sente inconscientemente que terá de atravessar para resolver-se. Por isso, o terapeuta não deve buscar romper o bloqueio de qualquer forma, ou considerar o bloqueio como algo que atrapalhe o processo, ou que esteja “fora” da terapia. Mas deve tratá-lo como um caminho a ser usado para se chegar a origem do problema.
  • Muitos terapeutas caem no erro de confrontar o atendido para desnudar seu inconsciente a todo custo. Nenhuma coação, mesmo que com boas intenções, pode surtir o efeito desejado, a não ser em algumas raras situações onde a pessoa corre perigo empreendendo um caminho que claramente lhe é prejudicial. Nestes casos o terapeuta pode orientar e pessoa e até forçar um pouco seu entendimento. Mas com exceção de casos como esse, o terapeuta só deve ir em sua abordagem ao cliente até o ponto que a própria pessoa deseja ir. Por exemplo, se após algumas intervenções do terapeuta a pessoa deixa claro que não quer resolver suas questões com, por exemplo, seu irmão, pois “prefere deixar as coisas como estão”, então o terapeuta não deve insistir nesse ponto, pois mesmo que aparentemente a relação do cliente com seu irmão lhe seja prejudicial, ela optou em não mexer nesse tema, e o terapeuta deve respeitar sua decisão. Ir além pode ser considerado uma violação do livre arbítrio do atendido. De qualquer forma, com o andamento da terapia, é possível que a solução se apresente naturalmente, sem precisar forçar uma quebra da resistência. Por outro lado, o terapeuta pode não intervir diretamente sobre esse problema, mas ir percorrendo seus contornos e, aos poucos, ir mostrando possíveis desequilíbrios na relação com seu irmão. É preciso deixar claro que, na TVP, vale muito mais levar uma questão como essa para a prática da regressão do que ficar meses de sessão procurando mostrar objetivamente, dentro de um plano discursivo, algo que pode ser resolvido com muito mais facilidade durante a regressão. Os terapeutas de regressão devem sempre ter em mente que o diálogo com o atendido deve ser sempre uma preparação para a regressão. E após a regressão, o diálogo pode ajudar a organizar certas experiências e ajudar o cliente a dar uma significação as coisas.
  • Outra causa da dificuldade de regredir pode ser a técnica correta aplicada na pessoa errada. Muitas vezes o terapeuta segue um mesmo roteiro básico de regressão em todas as pessoas, não respeitando a diversidade dos indivíduos e sem desconfiar que cada um pode ter uma maneira própria de regredir. Nesse caso, não se trata de um bloqueio, mas de inexperiência ou imperícia do terapeuta.

(HUGO LAPA)

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A Catarse

 

Catarse é uma palavra que vem do grego “catharsis”. Significa uma “purificação” do espírito humano, uma libertação das imperfeições no rumo da ascese mística. A catarse é o processo de libertação, purificação, colocar para fora aquilo que é estranho a natureza humana em sua integridade. É retomar o livre fluxo das energias; superar qualquer forma de repressão ou opressão que sufoque nossa essência. O “Dicionário de Psicologia” (Stratton & Hayes) define catarse como a “súbita liberação de tensão ou ansiedade resultante dos processos de revelação de traumas ou ideias reprimidas” e acrescenta “o processo da catarse é considerado como a satisfação de liberar a energia emocional acumulada”.

Catharsis era praticada nos mistérios gregos de Eleusis. O termo foi popularizado por Aristóteles na obra “Poetique” (Poética). Segundo Aristóteles, a catarse é ativada por um drama da tragédia e provoca uma descarga emocional. Catarse é encarada como uma ação de cunho elevado; uma imitação por intermédio de atores representando o drama, e não propriamente recitando um texto pronto. Essa representação dramática deve ir da felicidade à infelicidade, de um extremo a outro. A conseqüência é a purificação ou a descarga das emoções. Por outro lado, trata-se de uma purgação, ou forma de transmutação das paixões através da vivência dos ritos mistéricos.

Já o Dicionário de Psicologia de Galimberti entende a catarse como “a libertação do indivíduo de uma contaminação ou ‘miasma’ que danifica e corrompe a sua natureza”. Existem quatro tipos básicos de catarse:

1) Catarse médica: Trata-se da evacuação de “humores patógenos”, ou seja, substâncias que devem ser excretadas do organismo para o restabelecimento de sua saúde. Essa excreção pode ser natural ou provocada, retirando as impurezas do corpo.

2) Catarse mágica: São práticas mágico-ritualísticas ou iniciáticas onde os candidatos se prestam a provações diversas como meio de purificação da alma.

3) Catarse ético-religiosa: Essa forma foi descrita por Empédocles e guarda relação com a filosofia órfica que se refere à purificação ao cabo de numeráveis nascimentos e mortes. Aqui a alma é purificada pelas sucessivas vidas até atingir um estado de completa ascende mística.

4) Catarse filosófica: Postulada por Platão, essa forma de catarse consiste no afastamento progressivo da alma do corpo. Aqui o corpo físico é considerado como aorigem do mal, e o objetivo do filósofo deve ser afastar-se ao máximo sua psique dos mandos e desmandos do corpo físico, com suas paixões e prazeres eternamente insatisfeitos. Como diz Platão em Fédon: “Enquanto possuirmos o corpo e nossa alma permanecer enredada neste mal, jamais alcançaremos de modo adequado o que ardentemente desejamos, isto é, a verdade”.  Aqui é preciso distinguir o corpo físico, com seus impulsos instintivos e apegos, do corpo enquanto veículo de progresso humano. O mais correto seria abandonar as paixões e apegos do corpo, e não o corpo em si mesmo, pois é possível transcender aos apetites inferiores do corpo físico sem que seja necessário desatar-se dele por completo.

Sigmund Freud foi o divulgador da experiência catártica dentro da ciência psicológica. Ele e Joseph Breuer teorizaram sobre a catarse entre os anos de 1880 a 1885. Para Freud, a catarse é produzida como um efeito de liberação da tensão de certos conteúdos emocionais inconscientes. Esses conteúdos são abafados e enterrados pela censura e pela repressão. As energias psíquicas envolvidas com o trauma ou as experiências negativas sofrem uma forte descarga emocional. Essa descarga contribuiu a produção de insights e o alívio de sintomas físicos e psíquicos. Freud começou a aplicar o método catártico através da hipnose regressiva, mas posteriormente deixou essa técnica de lado e passou a dedicar-se à associação livre.

Métodos catárticos chegaram a ser um dos fundamentos terapêuticos centrais dos primeiros hipnotizadores, como Charcot, Mesmer, Rochas, Janet e Breuer. Posteriormente, como dissemos, Freud descartou o uso da Hipnose e aderiu ao método da associação livre. Uma de suas pacientes chamou o método freudiano de “Talking Cure” (cura pela palavra). Apesar da decisão do mestre diante da catarse dentro da hipnose, alguns dos descendentes do saber psicanalítico continuaram a valorizá-la como forma de tratamento, como Reich, Ferenczi e Assagioli. A catarse é também encontrada em Jung, porém mais associada aos ritos de mistérios. Jung a relacionava com as iniciações antigas.

Na Terapia de Vidas Passadas, a catarse é considerada um dos grandes pilares do processo de cura. A chance de reviver nosso passado, reatualizando nossas ações e perspectivas pode proporcionar um alívio permanente dos sintomas. Por este motivo, Tendam declara que a catarse tem também seus níveis: 1) nível físico / somático, 2) nível emocional, 3) nível mental. “Alguns terapeutas pode dificultar e até impedir catarses. Eles têm medo da agonia e evitam o renascimento como a uma praga, porque não podem suportar a dor”, diz Tendam. A catarse nunca deve ser evitada na TVP, a não ser quando sua força seja tamanha que claramente coloque a pessoa em risco, o que nem sabemos ao certo se é possível de ocorrer. Os terapeutas que cultivam o hábito de evitar a catarse de seus clientes devem, eles mesmos, se questionaram do motivo psicológico que os leva a essa atitude de fuga da dor e da emoção. Tendam (Panorama 2) ainda afirma que a catarse é uma morte e um renascimento.

É possível fazer uma analogia da catarse com o parto de uma mulher. Há algo dentro de nós que precisa ser posto para fora. No parto, há extrema dor e agonia, mas não importa o que aconteça, a mãe precisa dar a luz. Interromper uma catarse é como interromper um parto: algo que não deve ser evitado; precisa ocorrer. O resultado do parto, apesar de todo o sofrimento envolvido, é um novo nascimento. Na catarse acontece o mesmo: liberamos algo que nos prendia ao passado, e após a descarga, o efeito de toda a experiência é um novo nascimento, uma renovação ou regeneração de nosso ser. Após uma catarse bem realizada, nunca mais seremos os mesmos.

Dar livre curso a catarse não significa estimular o negativo ou provocar o sofrimento intencionalmente. Trata-se apenas de drenar o sofrimento que já está presente. “A agonia é uma porta estreita pela qual nós temos que passar; o olho da agulha. Não é nosso trabalho induzir a agonia. Nós trabalhamos com a agonia que está lá”, diz Tendam.

(HUGO LAPA)

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Paradigmas e Ciência

 

A palavra paradigma significa basicamente um modelo de princípio e regras que orientam a prática científica e delimitam as metodologias existentes a critérios pré-determinados. Um paradigma é a base ou fundamento de um saber científico, seu “pano de fundo”, tornando-se um padrão de princípios e ideias que orientam a prática cientifica numa fase histórica. Apesar de o termo paradigma ter se expandido popularmente e passado a significar qualquer modelo existente, sua definição original era referente apenas aos modelos científicos. Platão usou o termo paradigma como significando o mundo dos seres eternos, do qual o mundo sensório é apenas uma imagem (Abbagnanno).

Todo paradigma nasce como um pressuposto filosófico, uma teoria abrangente que define os passos da investigação cientí­fica num dado momento histórico. A tendência dos cientistas que seguem um paradigma é não extrapolar os limites por ele demarca­dos. Os defensores de um paradigma não chegam a conclusões distintas do que prevê o seu modelo teórico pré-estabelecido.

O conceituador do termo paradigma é o físico americano Thomas Kuhn. Kuhn tornou-se conhecido por sua contribuição à filosofia da ciência e ao estudo das revoluções científicas ao longo da história. O livro “A Estrutura das Revoluções Científicas” tornou-se célebre por seus insights sobre o modo como o conhecimento é tratado dentro da ciência.

Raymond Moody, no livro “Investigando Vidas Passadas” diz que a ciência se fixou tanto num determinado paradigma, que se tornou muito rigorosa, tão dura que acaba sendo extremamente difícil transpor os limites pré-fixados quando a pesquisa tem como objeto de estudo os indivíduos humanos. Enfatiza Moody que provavelmente a ciência terá que criar um novo paradigma para que certas pesquisas se tornem possíveis.

Existe um debate sobre a cientificidade da TVP, será ela científica ou não? Essa questão sempre nos remete ao paradigma no qual estamos tentando encaixar a TVP. Se desejamos que a Terapia de Vidas Passadas concentre suas pesquisas dentro dos limites da pesquisa do paradigma das ciências naturais, é muito provável que ela jamais seja considerada uma ciência.

Nos moldes das ciências naturais, nem mesmo a psicologia e a psiquiatria conseguem o status de ciência. Assim, seria necessá­rio que a ciência modificasse seu paradigma para que a regressão a vidas passadas pudesse adquirir alguma autoridade dentro do campo científico. De nada adianta querer reduzir as pesquisas de regressão dentro de paradigmas mais limitados, pois é provável que poucos benefícios brotem dessa iniciativa.

Podemos fazer algumas breves considerações sobre o sa­ber científico:

  • A ciência é a busca pela verdade das leis gerais, de forma clara e universal, através da utilização do método científico, que visa produzir conhecimentos válidos e úteis através de práticas sistemáticas.
  • O conhecimento científico não está livre de ser interpretado de acordo com as crenças e pré-disposições pessoais dos indivíduos. Por isso diz-se que, embora a ciência deva per­seguir ao máximo a isenção, não há neutralidade ou impes­soalidade no que diz respeito ao conhecimento científico. O observador sempre interfere no seu objeto de estudo.
  • A ciência se opõe a opiniões, crenças e dogmas. O cien­tista deve ser, antes de qualquer coisa, um investigador, e não um acumulador de verdades prontas já comprovadas.
  • A visão da ciência como um depósito de certezas, um reser­vatório de ideias fixas e imutáveis, um campo fechado de temas protegidos por normas atemporais, essa concep­ção de ciência é algo que já se esgotou há bastante tempo, e somente os cientistas que não estudam a filosofia da ci­ência ainda defendem esse conceito equivocado. Devemos inverter as coisas e tratar a ciência como aquilo que ela sempre foi, a saber, tão somente um método de investiga­ção da natureza e suas leis. A ciência é um caminho, den­tre outros, para se descobrir certos princípios que norteiam a vida. Ela é um campo aberto de pesquisa, um modo de se produzir conhecimentos válidos. Todos devem pensar bem numa coisa: a ciência é um meio para se atingir um fim. Ela não é um fim, ela não é o final do caminho.
  • A ciência é um campo aberto. Ela não possui opiniões so­bre algum tema. “O que a ciência diz sobre…” é uma frase mal formulada e inverídica. Quem possui opiniões são os cientistas. A ciência não tem dono e qualquer cientista pode refutar ou validar um conhecimento, desde que se valha do método correto e de uma forma de pesquisa que dê pouca margem a erros.
  • O cientista não deve permitir que a antecipação se sobrepo­nha a observação. Antecipar uma conclusão com base no que já se conhece é contrário a tudo que apregoa a boa ciência.
  • O termo “prova científica” é incorreto. É mais adequado se falar em evidências. Uma “prova” na ciência quase sempre tem uma validade. Prova requer a certeza, mas ninguém pode garantir que, futuramente, haverá uma refutação de algum conhecimento que atualmente é reconhecido como “comprovado”.
  • O conhecimento da falseabilidade de uma hipótese é mais aceita hoje do que a ideia da “prova científica”. Isso signi­fica que, se uma tese não pode ser questionada, por esca­par do alcance dos métodos de pesquisa vigentes, ela não pode ser considerada científica. Uma hipótese sujeita a desmentidos futuros é mais bem encarada como científica. Por isso, as “verdades científicas” sempre podem ser ques­tionadas e postas de lado.
  • As “provas” ou “verdades” científicas possuem sempre um prazo de validade. Se uma ideia é reconhecida hoje, no fu­turo ela pode ser questionada e refutada por outros conhe­cimentos. Esse processo vem ocorrendo desde o início da pesquisa científica. Assim, não podemos tratar a ciência como um campo de verdade. A ciência é, antes de tudo, um campo livre de métodos, experimentações e produção de conhecimento. A ciência não é nem materialista nem espi­ritualista, ela é tão somente um método a ser utilizado por ambos.
  • Antigamente o mundo, a vida ou a realidade era vista como sagrada, e a Terra era considerada um organismo vivo. Após o advento da era científica e tecnológica, o mundo passou a ser encarado como um objeto, muitas vezes como material inerte a ser dissecado e usado exclusivamente para o interesse humano. Nos tempos atuais assistimos a uma reviravolta, ainda que tímida, da noção do mundo como sendo um espaço sagrado, e a Terra como sendo um ser vivo.
  • Estudos recentes do Escritório de Integridade Científica, que é uma agência de monitoramento científica dos Esta­dos Unidos, concluiu que a fraude na ciência é mais comum do que o público pensa. A noção muito difundida em nossa cultura da “pureza” de uma descoberta científica seria algo mais distante do que imaginamos a princípio. A pesquisa verificou que muitos cientistas fraudam os dados para che­gar a conclusões que lhes interessam, seja por interesses econômicos, seja para projetar seu nome dentro da comu­nidade científica. É certo que vários cientistas já presencia­ram fraudes na ciência, com modificação de dados, exa­gero, ou mesmo a fabricação deles, tudo isso para alterar os resultados e atingir fins específicos que os beneficiem por lucro ou status. Tendo em vista que os cientistas não desejam que a imagem da ciência seja manchada, muitos deles preferem manter o silêncio a denunciar as fraudes. Portanto, o número de condutas não condizentes com a ética na pesquisa e modificação dos dados pode ser ainda mais comum do que se pensa, principalmente quando inte­resses econômicos de grandes empresas estão em jogo. Mas parece que a fraude na ciência não é recente: diz-se que Galileu teria exagerado o resultado de seus experi­mentos; diz-se que os dados de Mendel são muito favorá­veis para serem considerados verdadeiros e que até mesmo Newton teria manipulado informações na obra Prin­cipia para corroborar sua teoria do poder preditivo. Um exemplo de fraude foi a descoberta de que Jan Hendrik Schon, em 2002, um físico que trabalhava nos Laboratórios Bell, planejou e executou uma fraude de amplas proporções na adulteração dos resultados de pesquisas que tem reper­cussões em várias áreas da Física, como os superconduto­res e a nanotecnologia. Outro exemplo foi do cientista sul coreano Woo Suk Hwang que forjou dados sobre embriões humanos por clonagem. Experimentos maiores acabam sendo reproduzidos e algumas fraudes podem ser verifica­das, mas experimentos de menor proporção têm uma chance muito menor de serem verificados por grupos inde­pendentes, o que abre espaço para que a fraude siga adi­ante sem ser notada e cause danos a população. O maior exemplo de dano são as pesquisas fraudulentas com al­guns medicamentos, onde existe toda uma pressão das in­dústrias farmacêuticas para que certos remédios sejam logo liberados para serem vendidos comercialmente, mesmo com dados ainda pouco demonstrativos. Eu mesmo conheci uma pesquisadora de um grande centro científico brasileiro que me garantiu que essa pressão existe e que algumas pesquisas acabam sendo comprometidas por conta disso.
  • Após a bomba atômica, a humanidade começou a discutir mais seriamente a ética e os limites do saber científico. Caso as devidas precauções não sejam tomadas, certas pesquisas podem conduzir o ser humano à destruição em massa. O desenvolvimento da espiritualidade deve acom­panhar o desenvolvimento científico, sob o risco de nossa falta de ética e desejo por poder arruinar a vida humana e trazer conseqüências indesejáveis para o futuro da huma­nidade.
  • Novas descobertas não surgem com o avanço linear das áreas científicas já conhecidas. Novas idéias nascem com rupturas, às vezes drásticas, dos velhos paradigmas, tra­zendo uma nova compreensão e um novo estado de coi­sas. Como diz Alberto Oliva “Exagerando, pode-se dizer que novos pontos de vista descortinam ‘novos mundos’.”
  • Muitas descobertas científicas ocorrem em forma de insi­ghts. É como se o pensamento concreto fosse deixado de lado e um novo panorama se descortinasse, de forma abrupta e não-linear, ao pesquisador. Aqui cabe a famosa história do “Eureca!” de Arquimedes. Muitas das novas descobertas ocorrem “por acaso”, em momentos de es­pontânea criatividade. Einstein disse: “Penso 99 vezes e nada descubro. Deixo de pensar, mergulho no silêncio, e a verdade me é revelada”.
  • Podemos indagar, o pensamento é real? Ele é palpável? É tangível? Possui a suposta solidez da matéria? O pensa­mento é tão impalpável que sequer podemos saber se ele existe mesmo ou não, a não ser por um mero detalhe: to­dos nós temos a experiência do pensamento, de forma abundante, em nossas vidas. O pensamento é o que me permite escrever essas linhas e conceber os mistérios da ciência, da espiritualidade, do universo e do ser humano. No entanto, ele não é tangível e não pode ser medido.
  • Sabemos que a base da Física atual é a matemática. Mas se pararmos para refletir veremos que a matemática é for­mada de números. Mas o que são os números? Os núme­ros são materiais? Eles são uma coisa tangível, sólida? Ou melhor dizendo: os números existem na natureza? Pode­mos pensar em 2 árvores, 3 árvores, mas onde está o nú­mero 2 e o 3 na natureza? Temos apenas árvores e não números. Porém, mesmo não tendo realidade objetiva no mundo, eles são considerados a base da ciência. Tanto que, pela matemática, muitos cientistas chegaram a teorias que depois foram confirmadas pela Física experimental. Então, onde está a solidez dos números? Onde existe um número? Onde existe um pensamento? Alguns dirão, no cérebro! E onde se encontra o pensamento no cérebro? Ninguém nunca mediu um pensamento no cérebro, só con­seguem medir as correntes elétricas e ondas cerebrais. Há teorias que localizam o pensamento em regiões cerebrais, mas ainda assim pode-se perguntar, onde está o pensa­mento aí? Ou melhor, onde está a mente?
  • Se formos pensar que tudo é energia, e que os fenômenos são efeitos da energia, temos que avaliar qual seria a natu­reza da energia. Aliás, qual é a natureza da energia? Nin­guém sabe, é bem difícil definir energia, com precisão em termos de Física teórica. Que base nos sobra então? Será que não devemos abandonar um pouco essa visão de que a matéria é a origem de tudo, a referência e o modelo de fundação, sustentação, solidez, realidade? Essa é uma pergunta que fica para a reflexão de todos.
  • Reencarnação, lei do karma, aura, chakras e outras ideias “místicas” e “impalpáveis” são como o pensamento, os nú­meros, a mente, a energia. Não podem ser medidas, pesa­das, classificadas, definidas com exatidão, mas isso não significa que elas não existam, ao contrário. Existe uma frase no misticismo que diz “Tudo é primeiro concebido nos planos invisíveis para depois ser expresso no plano visível”. Lao Tsé certa vez disse “Do um nasce o dois, do dois nasce o três, do três nascem todas as coisas”. Será que Lao Tsé já estava intuindo as recentes pesquisas da Física onde a matemática é o principal norteador para a aferição das descobertas científicas, ou ao menos como um dos caminhos que apontam para elas? Não haverá alguma ver­dade nessa ideia de que do impalpável nasce o palpável, do intangível nasce o tangível, ou que do pensamento (como um projeto elaborado mentalmente) nasce uma ação ou uma realização? Na sua área, por exemplo, primeiro se concebe um projeto num plano ideal, e depois de tudo defi­nido, se tenta manifestar o ideal para o plano objetivo. Até nisso o tangível procede do intangível. Tudo nasce na mente do homem e depois pode vir a se materializar no mundo. Há um princípio hermético que diz “O Todo é mente; o universo é mental”.
  • É preciso dizer também que princípios e ideias como a reen­carnação, a lei do karma, a aura, os chakras, a vida após a morte, não são coisas impalpáveis, intangíveis e por isso, menos reais. Se for assim, a matéria é algo igual­mente impalpável e intangível. Antigamente existia a ideia de que o átomo é uma partícula indivisível. A própria pala­vra “átomo” significa isso, “aquilo que não se divide”. Acre­ditava-se que o átomo era a menor partícula do universo. Hoje em dia já se sabe que existe uma quantidade imensa de vácuo no átomo, muito mais do que se acreditava no iní­cio, e também se sabe hoje que o átomo não é indivisível (com experimentos que deram origem a bomba atômica). Além disso, hoje se sabe que aquilo que entendíamos como átomo é composto de milhares de outras partículas, e cada vez mais se descobrem as nuances e facetas desse grande universo que se mostrou ser o átomo. Isso significa que, o átomo que conhecíamos há 100 anos já não é o mesmo átomo que conhecemos hoje, mas sim uma estru­tura totalmente diferente. O mesmo pode ocorrer com as leis que hoje conhecemos, é possível que cada uma delas seja um pequeno fragmento de uma lei maior, mais vasta, e que estamos começando a vislumbrar.
  • É importantíssimo lembrar, e até enfatizar, que o conheci­mento científico não está livre das influências dos interes­ses econômicos. Cientistas que trabalham para uma insti­tuição precisam cumprir certo protocolo que atenda aos in­teresses a que estão vinculados em suas profissões e nas instituições, caso contrário serão desligados, e podem até ser “queimados” na comunidade científica. Infelizmente, como a construção do conhecimento científico exige toda uma estrutura de apoio, isso acaba envolvendo financia­mentos altos, que somente grandes corporações – com inte­resse exclusivamente lucrativo – podem arcar. Essas corpo­rações desviam a orientação de uma ciência voltada para o benefício da humanidade para uma ciência produzida em causa própria, onde se visa o lucro irrestrito. Um exemplo são as indústrias farmacêuticas que produzem medica­mentos com patentes e os vendem caríssimo, fazendo com que seja inacessível a grande parte da humanidade ca­rente. Um exemplo do comportamento oposto é o do mé­dico americano Jonas Salk, descobridor da vacina da poli­omielite. Salk liberou o uso da vacina totalmente gratuito para a utilização mundial, sem cobrar nada dos direitos de patente. Segundo Salk, a vacina era essencial para o mundo, e por isso não deveria ser cobrada. A esse médico é atribuída a famosa frase: “A quem pertence a minha va­cina? Ao povo! Você pode patentear o sol?” Essa atitude caridosa de Salk ajudou na erradicação da paralisia infantil em quase todo o mundo, imunizando e salvando a vida de milhões de crianças.
  • Ao invés de rodear um objeto, tirar milhares de fotos, anali­sar, pesar, classificar, dissecar, mensurar, rotular, dentre outros. O tempo, por exemplo, é dividido em dias, horas, minutos, segundos, centésimos, mas o tempo em si mesmo não possui essas divisões. Essa forma de enxergar o real apenas sobrevive porque ela compensa em seus fins práti­cos e está bem estabelecida na visão convencionada de mundo. Mas podemos ter uma posição diferente diante da pesquisa de um objeto. Outra forma de apreensão da ver­dade pode fazer uma ligação ou apreensão pessoal, íntima e direta com o objeto; como se entrássemos nele e desco­bríssemos a sua natureza. Esse processo é semelhante ao que o filósofo Henri Bergson chamou de intuição. Isso pode ser feito quando deixamos momentamente o estado de na­tureza analítica e fragmentária da mente e passamos a en­globar um estado de apreensão imediata e direta, com ex­periência própria de um princípio.
  • Para finalizar, há uma forma muito mais sutil de comungar com a realidade. Os místicos de todos os tempos sentiam que eram um só com o universo; da mesma forma que Je­sus disse “Eu e o Pai somos Um”, ou da mesma forma que Buda disse “Eu atingi o imortal”. Essa percepção da reali­dade, se é que podemos chamar de “percepção”, é a expe­riência fundamental que está na base de todas as religiões. Ela é chamada de “a experiência mística”. É quando o mi­crocosmos (ser) e o macrocosmos (universo) se tornam uma mesma unidade.

Autor: Hugo Lapa

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