Feeds:
Posts
Comentários

Archive for 10 de novembro de 2011

Ancoragem

Ancoragem é um termo que define a técnica ou processo segundo o qual se faz uma associação com alguma carga ou reação interna – geralmente emoções ou pensamentos – com algum ponto do corpo físico da pessoa. Esse ponto no corpo físico passa a ficar associado com alguma carga e, dessa forma, o terapeuta passa a utilizá-la como gatilho para trazê-la à tona sempre que for necessário.

Por exemplo, uma pessoa tem medo de cobras. No momento em que ela mais fortemente passa a sentir esse medo, tocamos numa parte específica do seu corpo. Assim, ela vai associar o medo (carga) com o ponto no corpo (gatilho). Fazendo isso, o terapeuta pode, a qualquer momento, acessar aquela carga (colocando, por exemplo, o dedo na parte do corpo) e orientar o seu tratamento. Essa técnica se utiliza dos princípios do condicionamento do fisiólogo russo Ivan Pavlov.

É possível criar uma ancoragem também com palavras e frases. Por exemplo, alguém pensa: “estou me sentindo desamparado frente a isso”. Pode-se pedir a pessoa que repita essa frase enquanto tocamos uma parte do seu corpo. Criamos então uma associação da frase e sua correspondente emoção com um ponto corporal qualquer. Assim, no momento certo, podemos evocar essa carga e tratá-la. É recomendável escolher um ponto no corpo que seja fácil de tocar.

Podem-se ancorar cargas com palavras ou frases. Por exemplo, associa-se raiva com determinada palavra. Na PNL (Programação Neurolinguística), existe um amplo espectro de possibilidades de associação e tratamento com as âncoras. Na TVP, Tendam explica com mais detalhes na obra “Cura Profunda” os aspectos mais básicos da ancoragem. Tendam afirma que apesar da ancoragem ser uma técnica muito boa, a aplicação que geralmente se faz na PNL é superficial e que existem meios mais naturais que dispensam a necessidade de se criar esses artifícios.

Tendam explica que é melhor perguntar ao cliente onde se localiza aquele sentimento em seu corpo, em vez de criar um ponto qualquer para realizar-se a associação. É provável que a associação já exista, então é sempre melhor descobrir do que criar. Tendam adverte ainda sobre o risco da criação de âncoras artificiais serem evocadas em outros momentos antes ou após a terapia e desencadear reações fora de hora. Por exemplo, cria-se uma ancoragem no joelho com uma carga de raiva. Se o joelho é tocado por outra pessoa, pode-se trazer à tona toda a raiva retida. Por isso, é necessário saber desprogramar a âncora a fim de evitar esse tipo de transtorno e usar esse tipo de técnica com cuidado e respeito ao ser humano.

(HUGO LAPA)

Atendimento com Terapia de Vidas Passadas em São Paulo.

MAIL: lapapsi@gmail.com

OBS: Este artigo é registrado e não pode ser postado em qualquer meio impresso ou eletrônico sem a prévia autorização da autor. Os infratores estarão sujeitos à penalidade conforme a lei dos direitos autorais.

Read Full Post »