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Archive for março \29\UTC 2017

Pureza de intenção

 

PUREZA DE INTENÇÃO

Quando eu era mais novo, lembro-me perfeitamente dos conselhos que me dava o meu avô. Ele sempre me aconselhava a jamais gritar com outras pessoas. Levantar a voz para o outro, segundo ele, era sempre algo errado. Não importa o que tenha acontecido, não importa o que o outro faça… Em sua visão, jamais devemos berrar com outras pessoas. Os gritos são atitudes de pessoas ignorantes e descontroladas. Cresci e acabei absorvendo essa ideia: “Quem grita com os outros será castigado por Deus”, dizia ele.

Certo dia estava eu viajando de avião. Estava sentado tranquilamente em minha poltrona lendo um livro. Num dado momento, um dos passageiros começou a ter uma crise de ansiedade após uma turbulência no voo. As aeromoças foram socorrê-lo, tentaram acalma-lo de várias formas, mas nada parecia funcionar. O passageiro continuava nervoso e bastante transtornado. Aquela situação estava deixando outros passageiros também nervosos e agitados. Nesse momento, senti que algo precisava ser feito e tinha que ser rápido. Então me aproximei do passageiro ansioso, toquei em seus ombros e gritei: CALMAAAAAAA!!!

Ele levou um choque… Parou e ficou me observando atônito. Ficou claro pra mim que ele não esperava aquela reação de ninguém. Ele achava que todos iriam fazer carinho nele e pedir com tranquilidade para que ele se acalmasse. Quando ele percebeu alguém gritando, levou um susto e subitamente a crise passou. Outros passageiros foram se acalmando e o voo pôde seguir normalmente.

Após esse episódio, lembrei-me das palavras do meu avô dizendo que ninguém jamais poderia gritar com outras pessoas, pois gritar era algo errado em qualquer circunstância. Fiquei com receio de ser castigado por Deus após esse meu comportamento. No entanto, quando me aproximei e gritei com o passageiro, minha intenção era a melhor possível. Eu queria apenas que a pessoa se acalmasse e que sua crise de ansiedade não contaminasse outros passageiros, prejudicando a todos.

Como Deus poderia me castigar por isso, se eu fiz o que fiz com uma intenção pura? Nesse momento de minha reflexão, ficou bem claro em minha mente que não faz tanta diferença a atitude de uma pessoa, sua ação, seu comportamento, mas sim a intenção pela qual aquele ato é realizado. Se nossa intenção é pura, mesmo uma atitude reprovável aos olhos da sociedade pode se transformar em algo positivo. O contrário também é verdadeiro: falar calma e serenamente com uma pessoa não implica uma intenção pura. Já presenciei discursos mansos e impassíveis eivados de duras ofensas e de um sentimento de ódio profundo pelo outro.

No final das contas, a ação não é tão importante. O que conta de verdade para Deus é a intenção na qual você realiza aquele ato. Tudo que praticamos de positivo é movido pela nossa intenção e não pelas nossas ações manifestas. Dessa forma, eu aprendi esta grande lição: Deus não olha o que você faz… Deus observa, isso sim, a pureza de intenção com a qual uma atitude é realizada. Uma pessoa que realiza feitos maravilhosos com a intenção de ser recompensado por Deus depois está afundando em sua vaidade.

Em muitos casos, nossa intenção não é pura, e por isso, desejamos demonstrar que nosso comportamento é puro, quando na realidade nossa intenção é obscura. É como o homem que dá comida aos pobres esperando recompensa divina; como a médica que trata seus pacientes preocupada com seu salário e não com a pessoa; como o bombeiro que vai salvar uma pessoa desejando aparecer na televisão sendo ovacionado pelo seu grande feito, ou ainda como a mãe que se sacrifica pelo seu filho esperando que ele não a abandone quando a velhice chegar. Em todos esses casos, nossas belas atitudes camuflam o caráter interesseiro de nossa intenção.

Por esse motivo, sempre que tiver dúvida sobre a forma correta de proceder, não preste tanta atenção nos seus atos. Faça um mergulho em seu interior e procure desvendar a natureza mais fundamental de sua intenção. É na intenção onde reside o real valor de nossa postura diante da vida.

(Hugo Lapa)

Tratamento Espiritual a distância com Captação Anímica

lapapsi@gmail.com

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Deus do ser humano

O DEUS DO SER HUMANO
 
As pessoas costumam dizer que acreditam em Deus.
Mas no fundo elas apenas acreditam em si mesmas.
Esse fato é algo simples de ser visto na vida humana.
As pessoas fazem de sua razão o seu Deus.
Só o que elas acreditam ser verdade, é verdade…
Só o que elas acham que é certo, passa a ser certo.
Só o que elas querem que aconteça, é o que deve acontecer.
Se elas agem de tal forma, essa é a melhor forma de se agir.
O mundo de cada pessoa gira ao redor dela mesma.
O ser humano habituou-se a acreditar que é o centro do universo.
Costuma reduzir o todo aos seus pequeninos limites.
O seu Deus é ele mesmo.
O Deus do ser humano é seu prazer; ele larga tudo pela satisfação do momento.
O Deus do ser humano é o dinheiro. Qualquer perda financeira é para ele o fim da vida e nada sobra.
O Deus do ser humano é seu sentimento. O que ele sente sobre alguém, é a verdade desse alguém.
O Deus do ser humano é seu filho. Quando seu filho se vai, ele deixa de existir, pois vivia pelo filho.
Jesus disse: seja feita a vontade de Deus e não a minha vontade.
Já o ser humano diz: Seja feita a vontade de Deus, desde que esteja de acordo com a minha vontade.
Em Gênesis se diz que Deus criou o homem a sua imagem e semelhança.
Mas o ser humano acabou criando Deus a sua imagem e semelhança.
O ser humano não acredita no mistério da vida, pois crê tudo poder desvendar e alcançar.
No entanto, Deus lança o véu do mistério, e oculta dos sábios aquilo que revela aos simples de coração.
O Deus do ser humano é seu ego: suas vontades, seu julgamento, suas certezas, seu poder, suas minúsculas realizações e conquistas.
O ser humano diz que acredita em Deus, mas ele crê apenas no seu próprio reflexo.
O ser humano contempla o infinito e coloca uma série de limites e condições no infinito, e assim se aprisiona.
Muito dizem: “O meu Deus é o correto, o seu é errado”. “Meu Deus é bom, o seu é mau”.
No fundo ele está dizendo: eu sou bom, você é mau. Tudo aquilo que eu não acredito, é mau, é errado, é distorcido”.
No fundo, todos aqueles que dizem acreditar em Deus são ateus em relação ao Deus do outro.
São ateus até mesmo em relação ao seu próprio Deus, pois apesar de acreditarem, não o experimentam em suas vidas.
Na realidade, vivemos num mundo de ateus, pois todos dizem acreditar em Deus, mas creem apenas em si mesmos.
Por outro lado, o ser humano coloca Deus no céu, para que Ele não interfira no reinado do seu ego na Terra.
Mas a verdade é que Deus não está lá fora, está dentro; Deus não está longe, está aqui, Deus não está no futuro, está no presente; Deus não está na igreja, está em nosso interior.
Mas é preciso que nosso interior esteja puro, claro, vazio, para que possamos sentir Deus.
Quando cada pessoa atingir um estado de tranquilidade mental, esvaziamento do ego, equilíbrio, abrandamento das paixões, desapego e equanimidade, Deus estará presente…
Deus sempre esteja presente, mas nós somos incapazes de vê-lo.
Pois a única coisa que desejamos ver é a nós mesmos.

(Hugo Lapa)

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Ser e ter

 

SER E TER

Eu queria ter um carro… Eu adorava carros… Quando eu era adolescente meu sonho era poder comprar um carro conversível. Queria ter um carro do ano para poder desfilar com ele na entrada nas boates, e impressionar as meninas. Ah… Como seria maravilhoso passear pelo litoral, num dia ensolarado, com meu belo automóvel.

Eu queria também ter uma lancha… Sim, esse era outro sonho importante, tão forte quanto o sonho do carro. Com uma lancha eu poderia deslizar sobre as águas do mar, ao cair da tarde, ou durante a manhã, vendo o nascer do sol. Poderia parar e ficar horas e horas boiando no mar numa calma pescaria. Depois mergulhar no mar e apreciar o frescor das águas numa contemplação pacífica do oceano infinito.

Eu queria ter um videogame de última geração em minha infância. Era maravilhoso poder jogar todos aqueles jogos. Ser o herói virtual que salva o mundo, derrota os inimigos e resgata a princesa. Videogame era meu grande sonho. Infelizmente não pude ter um… e ficava triste por não ter ganho este belo presente dos meus pais.

Eu também queria ter minha própria empresa. Isso me ajudaria a conquistar minha independência financeira. Não precisaria ficar aguentando chefes e nem ficar seguindo horários rígidos. Ser o dono do próprio negócio era maravilhoso. Eu queria tanto… mas nunca consegui. Isso ficou apenas no plano do sonho.

Eu também gostaria de ter um sítio. No sítio dos meus desejos haviam muitos cavalos de raça. Todos eles se alimentavam da melhor ração. Eu queria ter esses cavalos para poder cavalgar livremente pelos campos, com meu cabelo esvoaçando ao vento, sem hora para sair e tampouco para voltar. Trabalhei muito durante a vida, me esforcei, mas meu orçamento jamais foi suficiente para que eu comprasse um sítio.

Do alto dos meus 80 anos, revendo todo o meu passado, vejo todas as coisas que eu queria ter e não tive. Cada desejo não conquistado era para mim motivo de tristeza. Sofria por desejar ter e não conseguir ter. Sofria por sonhar e cair sempre na realidade do não ter. Sofria por imaginar algo que poderia conquistar com meu trabalho, mas que nunca consegui.

Lançando o olhar sobre toda a minha vida, vejo que gastei muito tempo seguindo um mesmo padrão: eu desejava ter, não tinha… e sofria por isso.

Hoje entendo que ao invés de passar minha vida buscando o ter, teria sido muito mais proveitoso para mim deixar isso de lado e simplesmente ser…

Muitas pessoas confundem o ter com o ser. Elas acreditam que só podemos ser, caso conquistemos o ter. Mas isso não é verdade…

O ser independe do ter. Ninguém precisa ter para ser…

Por isso, eu aprendi essa lição. Na vida, para serem felizes, as pessoas não precisam de coisa alguma, não precisam ter milhares de coisas… Sim, as pessoas não sabem disso, mas elas precisam tão somente ser… e nada mais.

Ser é suficiente… Quem simplesmente é sem se preocupar com o ser, consegue ser feliz e realizado. Mas aqueles que passam suas vidas buscando o ter… esses acabam perdendo suas vidas. Eles desperdiçam sua existência em quimeras, em ilusões, quando poderiam simplesmente deixar tudo fluir… e apenas ser.

(Hugo Lapa)

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Caridade verdadeira

 

CARIDADE VERDADEIRA

Caridade não é ajudar nosso filho, nosso pai, nossa mãe, nosso irmão ou algum outro parente.

Não há quase nenhum mérito em ajudar aqueles que gostamos, que amamos e que são nossos parentes.

Caridade faz aquele que ajuda pessoas que lhe são desconhecidas e que nada podem lhe dar em troca.

Jesus nunca disse para que amemos nossos familiares. Jesus disse: Ama teu próximo como a ti mesmo. Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei. Jesus amava a todos, ensinava a todos, não fazia distinção entre a prostituta, o ladrão, o soldado romano, ou os fariseus. O mestre ainda disse que Deus faz o sol se levantar para os bons e os maus e faz a chuva cair sobre justos e injustos.

Jesus disse: “Se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim?” (Mateus 5: 46, 47)

Uma caridade ainda maior é feita por aqueles que ajudam uma pessoa que não gostam. Esse é um ato muito mais caridoso do que ajudar apenas desconhecidos. Auxiliar um desconhecido é mais fácil do que auxiliar aqueles que não sentimos afinidade. Há muito mais mérito em fazer o bem para aqueles que nos são antipáticos, do que para aqueles que simplesmente não conhecemos. Mostramos mais desprendimento amparando os irmãos com quem temos uma aversão ou repulsa.

No entanto, uma caridade ainda maior é praticada por aqueles que ajudam uma pessoa que lhes fez mal ou muito mal. Ajudar quem nos prejudicou, essa sim, é a verdadeira caridade.

Jesus disse: “Amai os vossos inimigos”. O mestre disse isso se referindo a esse princípio. Ajudar aqueles que amamos é algo normal. Não há nada de caridoso nisso. Mas amar aqueles que nos fizeram mal; tratar bem aqueles que nos injuriaram, que nos agrediram, que nos atormentaram; fazer o bem àqueles que nos fizeram mal: essa sim é a verdadeira caridade. Esse é o maior ato de amor que podemos ter para com nossos semelhantes.

Por isso dissemos… Ajuda de verdade aquele que ajuda quem nada pode lhe dar, quem não gostamos e mais ainda… ajuda de verdade aquele que faz o bem a quem nos fez mal. A caridade verdadeira é feita por pessoas que doam, ajudam ou prestam algum tipo de auxílio àqueles que nos maltrataram, que nos perseguiram, que nos prejudicaram, que nos ofenderam ou que nos querem mal. O amor verdadeiro não conhece barreiras, não possui condições, não impõe cláusulas a serem cumpridas. Ele é universal… e deve abranger a todos, independente do que nos fizeram.

Querer bem àqueles que nos querem mal, ajudar aquele que nos destratou, auxiliar quem tenta nos destruir… essa é a verdadeira caridade.

Como disse Jesus:

“Amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem.”

(Hugo Lapa)

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Um homem ofende um sábio

 

UM HOMEM OFENDE UM SÁBIO

Um sábio hindu muito famoso estava ensinando a um grupo de discípulos. Sem qualquer aviso, um homem aparece diante de todos com um semblante de muita raiva. Ele aponta o dedo para o sábio e diz em voz alta:

– Eu não gosto de você! Todos aqui te amam, mas eu te odeio. Você é desprezível! Você é mentiroso! Além de ser feio… você é burro! Pessoas como você apenas enganam as outras. Quer parecer muito sábio, mas não passa de um ignorante! Você é um sonhador insignificante!

O homem lançou estes insultos contra o sábio e depois se retirou.

Os discípulos ficaram chocados com o atrevimento do homem. O sábio viu o homem sair, olhou para os discípulos e simplesmente disse:

– Então, como eu ia dizendo a respeito do Bhagavad Gitá…

Um dos discípulos interrompeu o sábio e perguntou:

– Mestre… Você não ouviu o que este homem falou? Ele te ofendeu de várias formas. Você não ficou chateado quando ele disse, por exemplo, que você era desprezível?

O sábio calmamente olhou para o discípulo e disse:

– Se eu quisesse ser grande, sim… eu teria me chateado com o que ele falou. Mas como eu não tenho qualquer desejo de ser grande, eu não me importo quando alguém diz que sou pequeno ou desprezível.

O discípulo entendeu a resposta, mas ainda não estava satisfeito e perguntou:

– Mas mestre… ele também disse que você é burro!

– Sim… e dai? – respondeu o sábio – Se eu desejasse ser inteligente ou parecer inteligente, sim… eu ficaria bravo com o que ele disse. Mas como não tenho nenhum desejo de ser inteligente e tampouco quero parecer inteligente diante de outras pessoas… eu simplesmente não ligo para isso.

O discípulo compreendeu a ideia transmitida pelo mestre. O sábio continuou:

– Busquem compreender essa verdade… Esse homem veio aqui e me chamou de feio, mas eu só ficaria ofendido, bravo ou magoado se eu quisesse ser bonito. Mas como não tenho nenhuma vontade, desejo ou expectativa de ser bonito, eu não dou a mínima para aqueles que me chamam de feio ou acham que sou feio. O mesmo ocorre com tudo na vida. Uma pessoa só fica triste quando dizem que ela não é boa quando ela deseja ser boa; só fica ofendida quando lhe chamam de ignorante quando ela quer muito ser ou parecer inteligente; só fica irritada quando lhe chamam de chato, quando ela quer muito ser ou parecer legal aos olhos dos outros. Quanto mais alguém deseja ser ou parecer algo, mais sofre por não ser esse algo ou por dizerem que ele não é.

No entanto, aquele que não se importa em ser bonito ou feio, grande ou pequeno, bom ou mau, sábio ou ignorante, ou qualquer outra coisa… esse não se ofende, não se entristece, não se deixa abater por nada. Entendam, ó discípulos, que essa é uma das raízes do sofrimento humano: o desejo de ser ou de parecer algo a alguém. Aquele que se liberta disso… está pronto para viver em paz consigo mesmo para sempre.

(Hugo Lapa)

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Não alimente o mal

 

NÃO ALIMENTE O MAL
 
É melhor ser magoado do que magoar…
É melhor ser ofendido do que ofender…
É melhor ser agredido do que agredir…
É melhor sofrer do que fazer o outro sofrer.
Mas quando somos atacados, agredidos, maltratados, magoados
E respondemos de forma amorosa, tranquila, indiferente e livre…
Não somos afetados e não ficamos com nada dentro de nós.
A mágoa vem e não fica
O sofrimento aparece e não faz moradia
A agressão passa, mas não fica…
O karma é transmutado e nos tornamos livres.
Mas se devolvemos ódio com ódio
Se atingimos com agressões aqueles que nos agridem
Se fazemos sofrer aqueles que nos impingiram sofrimento
Alimentamos o ódio, fazemos ele crescer e ele continua vivo.
Damos mais e mais combustível a ele e não permitimos que o mal se enfraqueça e morra de fome.
Devolver na mesma moeda apenas fortalece o mal em nós.
Retribuir o mal com o mal empobrece nosso espírito.
Aquele que devolve o mal com outro mal…
Aquele que retruca o ódio com mais ódio…
Aquele que responde a escuridão jogada sobre nós com mais escuridão atirada de volta…
Esse aumenta a escuridão dentro de si mesmo, faz crescer o ódio em seu coração e fica com o mal para si.
Quando fazemos o mal em troca do mal, sujamos nossas mãos, infectamos nosso interior, intoxicamos nossa vida.
Mesmo que a pessoa não perceba, essa escuridão predomina, toma conta, invade e cresce. Então, passamos a servi-la dali em diante.
Mas quando o bem é praticado em devolução ao mal… o bem prevalece dentro de nós e cura nossas feridas, acalma nosso ser e purifica nossa vida.
Quando o amor é transmitido àquele que destilou seu ódio, o amor fica dentro de nós e o ódio permanece apenas com o outro.
Quando acendemos uma luz na escuridão que o outro jogou sobre nós…
Iluminamos toda nossa vida e as trevas simplesmente deixam de existir.
É uma questão de escolha: você prefere viver na luz ou na escuridão?
Opte pela luz… e nela onde existe a felicidade, a liberdade e a paz de espírito…
E faça isso devolvendo o bem, o amor, a paz a todos aqueles que te fizeram mal.
Por isso, não faça o outro sofrer… Deixe que o sofrimento venha e passe por você, sem reações similares.
Apenas reaja de forma amorosa, o mal em você será purificado…
Transformando-se em bem estar, paz, felicidade e liberdade espiritual.
 

(Hugo Lapa)

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Não se importe

 

NÃO SE IMPORTE
 
Uma pessoa disse que não gosta de você
Não se importe com isso…
Alguém desferiu ofensas e agressões graves a ti.
Não dê valor a isso…
Alguém fez fofocas a teu respeito, proferiu calúnias e te difamou em público.
Não dê atenção a isso…
Alguém te maltratou, humilhou, traiu e rejeitou.
Não se importe, não dê atenção, não dê valor…
Você perdeu o emprego, seu casamento terminou e você caiu em depressão.
Não se deixe abater, não se importe, não dê valor a nada disso.
Há uma máxima na vida que diz assim:
Quanto mais valor damos a um problema, maior ele se parece.
Quanto mais nos importamos com alguma coisa, mais poder ela rouba de nós.
Quanto mais atenção conferimos a algo negativo,
Mais nos tornamos apequenados, desvitalizados, diminuídos, fracos, encolhidos, limitados e incapazes.
Por outro lado, mais o conflito, problema, sintoma ou bloqueio parece colossal, gigantesco, poderoso e devorador.
Por isso, não se importe com as pequenezas desse mundo.
Não dê atenção e nem força para os conflitos.
Não se importe em ganhar ou perder, em fazer ou não fazer, em conseguir ou não conseguir.
Nada disso vale tua paz interior…
Quanto mais você se importa, mais aprisionado você está e mais você sofre.
Quanto mais você se importa e se envolve com um problema, menos você consegue ver tudo com clareza.
Quanto menos você se importa, mais desligado você está do mal. Logo, mais imparcial você se encontra e melhor pode agir adequadamente sobre ele.
Uma pessoa que não dá tanta importância ao que lhe ocorre deixa tudo passar…
As coisas ruins vem e vão… a tristeza chega e depois vai embora. Todo sofrimento passa por nós, mas não fica dentro de nós.
Quando damos demasiado valor, tudo que vem acaba ficando em nosso interior. Permanece preso, retido e mal digerido.
Ficamos remoendo aquilo, processando, relembrando, e isso nos cria mais e mais problemas; mais e mais mal estar; mais e mais infelicidade.
Mas quando não damos valor as coisas pequenas desse mundo, passamos a sentir uma paz e uma liberdade espiritual impossível de ser descrita em palavras.
Assim como ninguém pode te fazer maior ou menor do que você já é.
Somente nós podemos dar uma dimensão maior ou menor ao nosso problema.
Por isso, siga essa máxima da vida… repita sempre esse mantra:
“Não me importo, não dou valor, não dou atenção indevida e não entrego meu poder.”
O sábio não se importa com o passageiro, com a natureza ilusória desse mundo.
Ele não dá importância a nada que é efêmero, e por isso, não sofre, não se diminui, não se enfraquece e não se perde nas banalidades das quimeras mundanas.
Quanto mais medo você tiver dos seus monstros internos, dos seus demônios…
Maior eles serão para você, mais espaço ocuparão em sua vida, mais te roubarão energia e mais ainda te farão sofrer.
Pare de dar valor ao que não tem valor; pare de se importar com o que não deve se importar…
Não se importe, fique em paz…
E permita que a vida flua livremente em ti.

(Hugo Lapa)

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