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Archive for 3 de abril de 2017

Morrer todos os dias

 

MORRER TODOS OS DIAS

Muitas pessoas têm medo da morte.

O medo de morrer parece ser uma das grandes marcas do ser humano nesse mundo.

No entanto, muitos não sabem que cada pessoa nasce e morre todos os dias.

Podemos morrer a cada segundo, e renascer no segundo seguinte.

Morrer não é perder o corpo físico…

Morrer é desistir de viver e deixar de seguir em frente.

Morremos um pouco todos os dias quando nossos medos substituem nossa esperança e nossa fé.

Morremos um pouco todos os dias quando passamos a nos reprimir, a nos cobrar excessivamente, a não aceitar nossos erros, e a esperar muito de nós mesmos.

Morremos um pouco todos os dias quando fazemos de outra pessoa nossa razão de viver… Mas quando essa pessoa a que demos nossa vida vai embora, acabamos morrendo internamente.

Morremos um pouco todos os dias quando nos culpamos por tudo e não nos perdoamos pelos nossos fracassos.

Morremos um pouco todos os dias quando não nos aceitamos como somos e sempre nos frustramos ao tentar viver tal como um ideal de pessoa que nós mesmos criamos.

Morremos um pouco todos os dias quando optamos nos moldar pela maioria, em seguir com a manada,. Assim, acabamos nos despersonalizando e morrendo por dentro para ser a imagem daquilo que a sociedade espera que sejamos.

Morremos um pouco todos os dias quando desistimos de duvidar e aceitamos as respostas prontas e acabadas que nos são vendidas em embalagens belas e enfeitadas.

Morremos um pouco todos os dias quando permitimos que a nau de nossa vida seja conduzida pelas correntezas e pelas ondas, ao invés de tomar o leme em nossas mãos e navegar.

Morremos um pouco todos os dias quando optamos pelo conforto da paralisia, pela proteção do hábito ou do igual, ao invés de encarar o esforço do novo, do desafio, da renovação, da transformação.

Morremos um pouco a cada dia quando acreditamos que já sabemos algo e não precisamos aprender mais.

Morremos um pouco a cada dia todas as vezes que escolhemos a superficialidade do julgamento ao invés da profundidade do entendimento; quando rotulamos sem pensar, padronizamos sem refletir, definimos algo ou alguém sem meditar ou quando passamos a ver sem enxergar.

Morremos um pouco todos os dias quando somos elogiados e nos deixamos levar pelo ego; quando somos criticados e nos deixamos abater pela baixa estima; quando somos agredidos e ficamos com ódio; ou principalmente… quando caímos no chão e não levantamos.

Morremos um pouco a cada dia quando fugimos da crise; quando evitamos a dor; quando tememos o sofrimento; quando não aprendemos com as dificuldades; quando ficamos entorpecidos diante do muro a nossa frente ao invés de escala-lo para continuar seguindo.

Morremos um pouco dentro de nós quando nos importamos demais com coisas pequenas, quando não perdoamos, quando guardamos rancor, quando acreditamos que somos sempre vítimas e não os responsáveis pela nossa existência.

Morremos um pouco a cada dia quando ficamos presos ao passado; aprisionados às alegrias ou às tristezas do que já se foi. Morremos também ao ficar projetando um futuro promissor, de sonhos e ideais, ao invés de ser feliz no momento presente.

Morremos um pouco todos os dias quando aceitamos as ilusões da vida e negamos a realidade; ou quando, finalmente, fugimos de tudo e de nós mesmos, não enfrentando de forma simples e direta a sombra que está dentro de nós.

(Hugo Lapa)

Tratamento Espiritual a distância com Captação Anímica

lapapsi@gmail.com

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