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Archive for 24 de abril de 2017

Qual o tamanho do seu mundo?

 

QUAL O TAMANHO DO SEU MUNDO?

Para o vírus, o universo inteiro se resume apenas a uma microscópica célula. Ele não consegue ver ou enxergar nada além daquela célula. Por isso, para ele, o todo é a célula.

O mesmo ocorre com a bactéria. Todo o universo se resume apenas a um tecido de um outro organismo. Para a bactéria, não há nada que esteja fora daqueles tecidos. Sua percepção do real é microscópica e enxerga apenas seu meio ambiente imediato.

Para o vegetal nada existe além da terra, da chuva, do seu meio e da luz do sol que o banha quase todos os dias.

Para o peixe de água doce, o universo inteiro é o rio onde ele nada e faz a sua existência. De acordo com a percepção do peixe, só existe a vida na água. Ele não consegue conceber algo fora da água e nem conhece coisa alguma além do rio onde vive. O universo inteiro é o rio e também a água onde ele nada, se alimenta e convive com outros peixes.

Para a formiga que vive debaixo da terra, toda a existência nada mais é do que caminhos e trilhas do subsolo. Para a minhoca ocorre o mesmo. A terra em que ela percorre se alimentando e fazendo caminhos subterrâneos é todo o universo. Nada existe além do subsolo e o todo, para a minhoca, é a terra.

A onça crê que só existe a floresta, os rios e a terra. Todo o universo se resume a floresta e aos animais que lá vivem. As árvores e as plantas fazem parte do seu cenário de vida. Mas nada há além da floresta e do que nela contém.

O mesmo ocorre com o gato que vive num apartamento; com o cachorro que mora numa casa e passeia na vizinhança; assim também é com todos os animais. Eles vivem para seu ambiente imediato. Seu ecossistema é, para eles, tudo o que existe. Em sua visão, nada há depois, simplesmente porque eles não enxergam além das fronteiras conhecidas.

Da mesma forma que o vírus, a bactéria, a árvore e os animais, o ser humano acredita que o universo é apenas aquilo que ele capta da vida humana. Ele crê que o todo se resume a sua família, seu trabalho, o trânsito, o dinheiro, as viagens, o conhecimento, sua personalidade, etc.

Aqui podemos indagar: qual o tamanho do seu mundo? Essa é uma pergunta que todos deveriam se fazer. A maioria acredita que enxerga tudo, sabe tudo, que suas crenças e seu mundo é o mais correto e mais verdadeiro. 

O homem já pode entrever alguma coisa fora do seu planeta, mas ele ainda crê que é o senhor da criação e que nada existe além dele. O ser humano é semelhante ao vírus que supõe ser a célula o centro do universo. Para o vírus, ele próprio é o senhor da criação, pois domina a célula que é tudo o que existe. 

Para o ser humano, ele domina o planeta e já vê fora do planeta; ele se crê, pois, o senhor da criação. No entanto, seria mais correto dizer que ele é o senhor de sua própria criação, mas talvez nem isso seja verdade, posto que a ilusão que ele criou do seu mundo é irreal e um dia vai se dissolver. 

O mundo é como sua célula e nada existe além do alcance de sua visão. Não será nosso mundo tão ínfimo diante do todo quanto é ínfima a célula para a percepção humana?

O ser humano considera os limites de sua percepção como reais e acredita que, se ele não capta, é porque não existe. Vive aprisionado ao seu próprio egocentrismo e prepotência. Todo ser é egocêntrico em relação aos limites de sua percepção que ele crê ser total e universal. Ao invés de buscar ir além, o ser humano prefere tentar controlar e se prender ao que já conhece, pois assim sente-se mais seguro diante do imenso abismo de incertezas da existência universal.

Da mesma forma que o vírus nem desconfia que há algo além da célula, o ser humano tampouco suspeita o que pode existir além de sua percepção. Como diz o ditado: “Para o martelo, todas as coisas são pregos”. Para o ser humano, todas as coisas são apenas o que ele percebe. Mas nossa percepção pode ser tão pequena, tão diminuta quanto a percepção do vírus é diante da célula. O planeta pode ser tão pequeno quanto uma célula, ou um átomo, diante do todo, do infinito.

O que há depois das fronteiras conhecidas? Podemos ser nada além do que uma poeira cósmica, tão insignificantes quanto um vírus ou uma bactéria, mas acreditamos que detemos todo o poder dentro dos rígidos limites do nosso parco conhecimento.

Não pare onde você está; não creia que o universo se limita a sua percepção; pare de viver no seu mísero mundinho; não acredite na ideia do “Se eu não vejo, não existe”. Há todo um infinito além, esperando para ser explorado. Não se detenha no seu ínfimo canteirinho. Continue seguindo para desvendar, passo a passo, a escada infinita da existência universal.

(Hugo Lapa)

Tratamento espiritual de vidas passadas a distância

portaldoespiritualismo@gmail.com

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