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Archive for maio \23\UTC 2017

 

ESCRAVOS DA MATÉRIA

Quando leio livros espiritualistas às vezes me dá a impressão de que somos apenas escravos da criação, destinados apenas a servir o propósito divino. Isso procede? Seremos eternamente servos de Deus?

As filosofias orientais por vezes contam uma parábola muito importante que pode ajudar a responder essa pergunta.

Imagine que você é filho de um rei e um dia se rebelou contra seu pai, o monarca, fugindo do reino. Você viajou para um país muito distante e nesse local, sem dinheiro, foi viver nas ruas. Acabou se tornando um mendigo e vivia apenas como um pedinte: jogado, maltrapilho e sem futuro. Certo dia, um servo do rei estava passando pelas ruas desse país distante em que se encontrava o filho do rei, agora mendigo. O servo observou o rapaz e rapidamente o identificou o filho legítimo do monarca. O servo vai ao seu encontro e o convida a retornar para casa do seu pai. O filho se nega dizendo que vive para si mesmo e que não deseja viver nem trabalhar por nenhum reino. O servo do rei diz:

“Meu caro amigo, você não sabe o que está perdendo… Lá no reino você é o herdeiro do próprio rei, que é riquíssimo. Você não é um mendigo, esse aqui não é o seu lugar. Você é um príncipe e no reino terá tudo do bom e do melhor. Poderá trabalhar administrando o país junto com seu pai, o monarca supremo. Você terá vestes muito mais belas e reluzentes; terá comida à vontade; água da fonte; terá uma esposa; cavalos, carruagens; viverá num lugar cheio de verde, rios, florestas, animais, etc. Todas as tuas necessidades estarão satisfeitas. No reino você terá tudo o que precisa e nada mais te faltará. Você será feliz… eternamente feliz.”

O filho do rei titubeia um pouco, pensa bem, mas no final das contas decide deixar para sempre a vida de pedinte, onde passava necessidade, e regressa junto com o servo ao reino do seu pai. Lá ele trabalha para o rei e passa a ter tudo o que precisa. O servo tinha razão: lá ele se torna eterna e plenamente feliz.

Essa parábola nada mais é do que a própria história da nossa alma. Todos nós somos como esse filho do rei que abandonou seu reino e foi viver longe, muito longe, miserável, maltrapilho, aflito e infeliz no reino da matéria. O rei é nosso Pai, Deus. O seu reino é o cosmos infinito, do qual tudo procede e para onde tudo retorna. O servo que conversou com o filho e o convenceu a retornar ao seu lar são os mestres, sábios, santos e gurus espirituais que Deus envia ao mundo com a missão de trazer de volta ao reino de Deus as almas que ficaram perdidas, solitárias e infelizes aqui na miséria do mundo material, obrigadas a viver coo verdadeiros pedintes, esmolando pelas migalhas da ilusão.

Agora vem a pergunta: você diria que esse filho do rei que retorna ao seu lar e vai trabalhar no reino com seu pai estaria ele sendo escravo do monarca? Ou estaria no local exato onde precisa estar, onde é o seu verdadeiro lugar como príncipe que é?

O mesmo ocorre com os espíritos quando retornam a Deus. Somos os filhos de Deus, almas cuja herança é o próprio infinito e a eternidade. No cosmos pleno e total, que é a fonte de toda a existência universal, nada falta aos espíritos. Eles são plena e eternamente felizes. Trabalham no seio da criação e estão em contato direto com sua própria essência, a essência de toda a vida. Sua natureza é o todo… e quando eles se separam do todo e vem morar como pedintes na matéria, eles ficam infelizes, pois estão fora de sua origem, distantes daquilo que são verdadeiramente.

Por esse motivo, quando nos unimos a Deus e trabalhamos para seu Reino cósmico, não somos escravos dele, mas resgatamos nossa essência, aquilo que somos de verdade. Aqui na matéria é que somos verdadeiramente escravos, pedintes, miseráveis, vazios, carentes, seres faltantes, com um buraco em nosso peito que espera ansiosamente o momento em que terá esse vazio preenchido. Somente o retorno a nossa origem, a nossa essência é que pode preencher esse vazio, fechar essa ferida, apagar essa falta, satisfazer nosso interior…

Na matéria somos escravos dos sentidos, vassalos do ter, capatazes dos desejos insatisfeitos, dominados pela falta e pelos instintos, completamente submissos à carência, prisioneiros do gozo do prazer que nunca encontra um ponto de saciedade. Aqui nós somos escravos; somos miseráveis implorando pelas pequenas migalhas de uma existência apequenada, fútil e vazia…

(Hugo Lapa)

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DOUTRINA DOS REFLEXOS

O cosmos nada mais é do que um reflexo, ou um espelho de alguma coisa. Essa forma de pensar foi denominada no esoterismo de “doutrina dos reflexos”. No Espiritualismo ela é conhecida como “efeito espelho”. Ela é uma ideia que encontra base em praticamente todas as tradições espirituais. De uma ou outra forma, todas as doutrinas espirituais falam sobre o mundo dos reflexos ou dos espelhos. Nesta oportunidade, vamos abordar esse tema em seus diversos aspectos. A correta compreensão destas verdades pode ajudar o ser humano a melhor compreender a si mesmo e a vida universal.

Em primeiro lugar, a tradição da Cabala possui um axioma muito importante e que serve de base para a compreensão de Deus e do universo. Os cabalistas afirmam que o universo é como um espelho no qual Deus contempla eternamente a sua própria imagem. A princípio essa pode parecer uma frase de difícil compreensão, mas ela significa apenas que o universo é um reflexo do plano divino. Tudo o que existe no cosmos, todos os seres e coisas são formas diminutas do divino que observa a si mesmo. Deus contempla a si mesmo, e a partir desta contemplação, nasce o universo. O universo nada mais é do que Deus se espalhando em cada coisa e olhando para si. Os seres e as coisas são reflexos de Deus, e assim, em essência, somos Deus.

Em segundo lugar, cada ser e coisa existente está refletido em tudo o que existe e tudo o que existe se reflete em uma coisa apenas. Há uma máxima budista que diz: cada coisa é com uma joia que em seu reflexo mostra toda infinidade e variedade de coisas que existem, assim como toda a infinidade e variedade de coisas que existem refletem essa uma joia. Nesse caso, é como uma sala de espelhos. Cada espelho reflete todos os outros e todos os outros espelhos refletem cada um. Isso significa que o um está no múltiplo assim como o múltiplo está no um. Na tradição hermética há uma máxima que diz: O Todo está em tudo, assim como tudo está no Todo. Todas as coisas são um reflexo do todo, assim como o todo é um reflexo de todas as coisas. Pegue em sua mão uma pequena pedra. Essa pedra contém o reflexo de toda a criação. Podemos não enxergar isso, mas o cosmos inteiro está ali, presente nessa pequena pedrinha.

Dessa forma, tudo é um reflexo de tudo. Todas as coisas se refletem mutuamente. Vamos imaginar um espelho qualquer. Pegamos outro espelho e colocamos na frente do outro espelho. O que acontece? Um espelho vai refletir a imagem do outro. Assim, milhares de imagens de espelhos podem surgir a partir de uma só imagem. Uma infinidade de reflexos vai surgir nesse momento. A maioria não desconfia desse fato, mas a partir dessa demonstração tão simples com os espelhos podemos tomar contato com um dos mistérios da criação. Toda a multiplicidade de coisas que existe no universo surge a partir de reflexos seguidos de reflexos, onde uma coisa vai refletindo a outra e assim até o infinito das multiplicidades e variedades possíveis.

Dentro do âmbito da visão humana, tudo o que vemos do mundo nada mais é do que um reflexo de nós mesmos. Algumas poucas pessoas já descobriram essa verdade. Um dia, toda a humanidade estará consciente disso. Muitos ainda podem negar, mas é certo que aquilo que vemos nada mais é do que um reflexo de nossa própria consciência. Quando uma pessoa vê uma árvore, essa árvore não está no mundo externo, mas sim em seu mundo interno. A árvore é uma imagem que se produz em nosso cérebro. Assim, a árvore nada mais é do que uma imagem que projetamos no exterior, mas a árvore mesmo, de verdade, não está fora, mas sim dentro de nós. No exterior há apenas vibrações, energia, ondulações e frequências diversas. Não há qualquer árvore, mas apenas uma essência na qual captamos com a imagem de uma árvore. A árvore nada mais é do que um reflexo de nossa capacidade de ver projetado no mundo externo. A árvore é criada dentro de nossa mente, e a mente projeta a árvore externamente. Assim, nossa consciência reflete aquilo que temos dentro de nós. Por isso dissemos que o mundo interior é um reflexo do mundo exterior e vice versa.

Do ponto de vista psicológico ocorre o mesmo. As pessoas sempre projetam no exterior algo que elas possuem dentro de si mesmas, em forma de tendências, limites, preconceitos, ódio, mágoas, etc. Muitas vezes observamos uma pessoa e mesmo sem qualquer motivo sentimos uma aversão por ela. Nesse momento, podemos estar projetando nessa pessoa algo que não gostamos em nós mesmos. Podemos também enxergar nesse indivíduo uma certa capacidade ou desenvoltura que não possuímos, mas desejamos ter. Por exemplo, um homem consegue bastante destaque na mídia como uma celebridade, é aclamado e admirado por muitos. Pessoas que desejam ser celebridades, mas não são e por isso ficam frustradas podem não gostar desse homem. Elas sentem essa aversão porque esse homem representa tudo o que elas gostariam de ser, mas não conseguem ser.  Desejamos ser como ele, não conseguimos e por isso, passamos a não gostar dele sem motivo. Podemos criar diversas desculpas para justificar o motivo de dessa antipatia gratuita. Mas no fundo sabemos que sentimos essa aversão por ser ele aquilo que desejamos ser, mas não fomos capazes de ser. Dizem que quando estamos falando sobre alguém na maioria das vezes estamos falando, na verdade, sobre nós mesmos. Por isso se diz que quando julgamos alguém, estamos na verdade mostrando mais quem nós somos do que quem o outro é.

Esse processo pode ser comparado a uma mancha no olho. Observamos o mundo externo e possuímos um ponto negro em nossa visão. Fitamos nosso olhar sobre alguém e o enxergamos com a escuridão dessa mancha. Como não desejamos ver a mancha em nós mesmos, acreditamos que ela se encontra no outro. Mas na verdade, a mancha está em nós. Projetamos no outro porque essa escuridão está dentro de nós. O outro acaba sendo um reflexo daquilo que somos lá no fundo, no âmago de nós mesmos. Esse é um processo conhecido na Psicologia analítica como projeção da sombra. O psicanalista Sigmund Freud denominou esse processo simplesmente de “projeção”. Jesus mencionou essa dinâmica quando afirmou que antes de apontar a trave no olho dos nossos irmãos devemos primeiro retirar a trave do nosso olho. Somente retirando essa trave, podemos enxergar nosso irmão tal como ele é. Antes disso, estaremos vendo no outro nada além do que aquilo que nós somos.

Assim, é certo que o outro passa a ser um reflexo do eu e o eu acaba se tornando um reflexo do outro. Vemos isso muitas vezes na vida humana. De certa forma, o ser humano é um reflexo do meio e o meio é um reflexo dele mesmo. Somos definidos pela palavra do outro sobre nós. Nos projetamos no outro a partir disso criamos nossa autoimagem. É muito difícil uma pessoa não definir a si mesma pelo que os outros pensam sobre ela. Mesmo que uma pessoa julgue que é muito independente da visão dos outros, ela acaba quase sempre reproduzindo o que o coletivo pensa a seu respeito. O eu passa a ser um efeito, ou um subproduto do outro, e o outro nada mais é do que um reflexo do eu, ou uma criação deste. O eu e o outro são partes integrantes de um único e mesmo processo.

Nas filosofias orientais, principalmente no Advaita Vedanta se diz que “o outro não existe”. Para essa filosofia, o outro é formado, gerado, criado e é trazido à existência pelo eu. O eu cria o outro tal como ele mesmo é. O outro existe apenas no eu e não no mundo externo.

Nos relacionamentos humanos ocorre algo semelhante. A maioria das pessoas deseja modificar o outro e molda-lo para ser aquilo que desejamos que ele seja. Tentamos mudar o outro para encaixa-lo dentro dos parâmetros do nosso eu. Dentro do nosso egoísmo julgamos que o desenvolvimento do outro se dá quando ele está mais próximo do ideal que nosso eu criou. Ou seja, desejamos transformar o outro para que ele se torne um reflexo do nosso eu. O ser humano não consegue amar em liberdade, amar de forma desprendida. O amor humano é egoísta e focado na moldura do nosso ego. O outro precisa ser um reflexo daquilo que nós desejamos que ele seja, com base em nossas crenças e nosso modo de ser.

Muitas pessoas se interessam apenas por pessoas que são semelhantes a si mesmas. No fundo estamos buscando a nós mesmos no outro, e não o outro nele mesmo. Mas o amor verdadeiro pressupõe sempre abandonar nosso ego e olhar para o outro aceitando-o tal como ele é. Quem tenta mudar minimamente o outro, já não ama. O amor requer o desprendimento total, a ausência de qualquer tentativa de fazer o outro diferente do que ele é.

(Hugo Lapa)

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Visão espiritual da vida

 

VISÃO ESPIRITUAL DA VIDA
Quando vemos alguém em sofrimento, nossa primeira reação é sempre de dar conselhos que reforcem o lado mundano da vida.
Seu pai está doente? Calma, ele vai se curar.
Sua mãe está quase morrendo: fica tranquilo, vai dar tudo certo.
Quando alguém está triste, nossa primeira reação é: não fica assim não.
Quando alguém está chorando, dizemos: não chora…
Quando tudo está mal, dizemos: não se preocupe, vai dar tudo certo.
Há de se perguntar uma coisa:
Vai dar tudo certo mesmo? O que é dar certo para essa pessoa? Será que a vida dá certo da forma como nós julgamos o certo?
Não chora? Mas não devemos chorar por quê? O choro é algo natural… Ajuda a aliviar as emoções. É bom chorar e colocar toda a carga para fora…
“Não fica triste não”. Por que alguém não deve ficar triste? Qual o problema em vivenciar a tristeza? É melhor fingir que se está alegre ou forçar uma falsa felicidade?
Nada disso faz sentido… Nossa sociedade prefere fugir da dor, da perda, do errado, da doença.
Mas o melhor caminho é modificar o nosso olhar, ver tudo com outra visão, enxergar tudo sob outra perspectiva.
A visão espiritual da vida é mais real, mais verdadeira, não é uma fuga e é muito mais consoladora.
É melhor dizer:
Uma doença? Não se preocupe… Ela vem para te curar.
Alguém vai morrer? Ninguém morre… Quando alguém morre na matéria, ela renasce no plano espiritual.
Você perdeu algo? A perda no mundo abre espaço para o ganho espiritual.
Tudo está dando errado? Não… Tudo já está dando certo, mas às vezes é preciso dar errado para aprendermos a ver o certo…
É preciso chegar o mal para o transformarmos em bem.
É necessário que venha a crise para surgir a oportunidade e a abertura de um novo caminho.
Devemos atravessar a escuridão da madrugada para que o áureo alvorecer floresça no dia seguinte.
Uma porta deve ser fechada para que outras possam ser abertas.
A vida humana deve chegar ao fim… Para que a vida espiritual possa começar.
Não veja mais as coisas do ponto de vista do mundo humano e do ego.
Passe a enxergar tudo dentro de uma visão espiritual da vida.
Essa visão, certamente, não vai te decepcionar…

(Hugo Lapa)

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Proibido estacionar

 

PROIBIDO ESTACIONAR

Certa vez sonhei que estava caminhando pelo infinito. Os anjos de Deus estavam lá, em toda a sua glória. Eles me explicavam todas as verdades da vida criadas por Deus.

Vi um automóvel muito bonito parado e quis andar nele. Um dos anjos disse: Pode dirigir esse carro, se você quiser. Aqui tudo é permitido pelo livre arbítrio dos seres.

Sentei na poltrona do motorista, acelerei e comecei a dirigir por todos os lugares. Fiquei um tempo percorrendo várias distâncias, cruzei belíssimas paisagens e fiquei espantado com as maravilhas que existiam no reino do infinito. No entanto, observei algo curioso: pelas ruas onde passava havia sempre uma placa com os dizeres: “Proibido estacionar”. Por onde quer que eu passasse, lá estava a mesma placa alertando que era proibido estacionar. Não havia um local sequer onde aquela placa não estivesse presente.

Invoquei a presença do anjo e ele apareceu. Perguntei por que haviam todas aquelas placas com a inscrição “Proibido estacionar”. O anjo olhou-me amorosamente e respondeu:

“Meu querido filho, não sabes que a vida é movimento? A existência universal é um eterno fluxo, onde tudo vibra e nada pode estar parado. Aquele que vive sua vida e fica estacionado, acaba morrendo… pois na vida é preciso que haja movimento, é preciso sempre ir além… para que exista o progresso, a evolução, o desenvolvimento e o despertar. Seu corpo físico está sempre em movimento, até seu pensamento sempre está ativo. Por que haverias tu de ficar paralisado? Por esse motivo os anjos sempre colocam essa placa de “proibido estacionar”.

Muitas pessoas ficam estacionadas na vida após a morte de um ente querido; após o fim de um casamento; após a perda de um emprego; após uma forte decepção; após uma perda financeira; após o abandono paterno; após um trauma intenso, etc. Mas os anjos sempre nos dizem que não devemos jamais estacionar na estrada da vida. É preciso movimento; é necessário que a caminhada continue, caso contrário, a vida acaba…

Dessa forma, observe as indicações e jamais fique parado. Na vida, é proibido estacionar, pois quem pára, perece… quem estaciona, morre por dentro; quem se acomoda e fica preso numa determinada condição, acaba perdendo sua vida. Mas quem vai sempre além… esse renasce e vive plenamente.

(Hugo Lapa)

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O PRAZER E A FALTA NA VIDA HUMANA

Era uma vez um menino que sempre pedia chocolate ao seu pai.

O pai, um homem honesto, sensato e inteligente, quase nunca dava chocolates, doces ou outras besteiras ao filho. O pai sempre dizia:

“Meu filho, chocolate faz mal. Você está numa fase de crescimento. Você pode não sentir agora, mas se eu toda hora te der chocolates, doces, etc, quando crescer você poderá ter vários problemas de saúde e até mesmo ficar doente.”

O filho não entendia e nem dava bola para isso. Desejava apenas o chocolate, pois era bom, era agradável e ele se sentia muito bem quando comia. O filho ficava insistindo e sendo muito chato com o pai. Toda hora pedia chocolates, doces e muitas besteiras em sua alimentação. O pai dizia:

“Filho, mais uma vez te explico. O melhor é você ter uma alimentação saudável, rica em nutrientes, para que no futuro você se torne um adulto sadio, forte, com um organismo puro, livre de doenças e assim possa viver bem e feliz. Crianças que comem muitos doces crescem intoxicadas, não são saudáveis, contraem doenças, vivem mal, cansadas e sem energia. Um organismo puro, livre desses malefícios alimentares, vai te fazer viver bem nas décadas seguintes da sua vida.”

O pai manteve a disciplina alimentar do filho, apesar das reclamações. Assim, a criança cresceu e se tornou um adulto saudável e feliz, graças aos cuidados do pai com sua alimentação. O menino, agora adulto, agradeceu ao seu pai por não ter lhe satisfeito seus desejos, mas sim por ter lhe dado aquilo que era melhor para ele, observando sempre tudo com uma visão mais ampla dentro de uma perspectiva maior da vida.

Os seres humanos são semelhantes a crianças que pedem chocolates, doces e outras besteiras a Deus. A grande maioria pede conforto, estabilidade e prazer. Pedimos sempre facilidades e agrados que geram contentamento, ao invés de encarar as provações mais difíceis para nos purificar e vivermos saudáveis do ponto de vista espiritual. As pessoas não entendem que a renúncia de hoje é a felicidade de amanhã. É certo que o ser humano aprende e cresce muito mais com a falta do que com o ganho, desenvolve-se muito mais com a ausência do que com a fartura. Hoje você pode desejar prazer, conforto e facilidades, mas daqui pra frente isso lhe cobrará um preço. Aquele que aceita as provas e vive bem com as renúncias da vida material conquista uma purificação que lhe trará a felicidade futura na vida espiritual. Vamos lembrar de Jesus quando nos ensinou sobre a “porta estreita”, que é a porta da salvação da alma. Ao contrário do caminho espaçoso, cheio de facilidades e conforto, que nos leva a perdição de nosso ser.

Dessa forma, sempre que estiver atravessando um período de ausências, de vacas magras, de escassez, de muita privação, onde tudo falta, agradeça a Deus, pois é esse o momento em que você começa a se tornar mais saudável, mais puro, mais límpido para viver feliz a vida plena na eternidade do espírito.

“Entrai pela porta estreita, pois larga é a porta e amplo o caminho que levam à perdição, e muitos são os que entram por esse caminho. Porque estreita é a porta e difícil o caminho que conduzem à vida, apenas uns poucos encontram esse caminho! Pelo fruto se conhece a árvore.” (Mateus 7, 13)

(Hugo Lapa)

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CONSUMISMO NAS DATAS COMEMORATIVAS

Acho errado o que se faz em dias especiais, como dia das mães, páscoa, dia dos pais, natal, ano novo, etc.

Esses dias são apenas comerciais, nada mais são do que datas que estimulam o comércio, estimulam as dívidas, estimulam que você compre, consuma e gaste seu dinheiro. Datas em que você tem a obrigação social de dar presentes. A mídia como instrumento dos grandes empresários criou uma obrigatoriedade de consumo. Você não tem a opção de não dar presentes. Se você não dá, você passa a ser visto como uma pessoa sem consideração; uma pessoa que não dá valor a outra; que não se importa com o outra. É um dia que foi criado para os empresários lucrarem, para um rico ficar ainda mais rico e o pobre ficar mais endividado.

Se existe uma data como dia das mães, por exemplo, o ideal seria que apenas passássemos o dia com a pessoa em questão, sem a necessidade de dar coisas materiais. Para que dar presentes? Quando entramos nesse jogo de consumo, o ganho material acaba tomando espaço do afeto, da atenção, do carinho, da presença e do convívio que deveria ser destinado à pessoa. Muitos podem dizer: “Mas eu dou o presente e também dou o carinho”. Minha pergunta é: para que dar presentes? Será que o carinho, o amor e a atenção não bastam? Para que gastar dinheiro com presentes? Será que o melhor presente não é estar presente? Outros podem perguntar: “mas qual o mal de dar uma simples lembrança?” Será que a melhor lembrança não é se lembrar do outro ou ligar pra pessoa para que ela se lembre sempre de nós? Ou será que é melhor o outro lembrar de você pelo presente que você deu? De que adianta dar presente apenas um dia e não estar presente? De que adianta cumprir um protocolo social e dar uma “lembrancinha” e depois nem se lembrar do outro, ou não falar com o outro fazendo com que ele nem lembre de nós?

O consumo não pode sobressair, não pode ser a substituição do que há de essencial nessas datas. O ideal seria abolir os presentes materiais, para que essas datas não tenham um viés comercial, mas que seja apenas um dia de convivência, de abraço, de conversa, de estar junto… O consumo atrapalha e muito… Ele cria uma barreira entre as pessoas, acaba por desviar o foco daquilo que é o principal, o essencial. A maioria pode não sentir esse desvio de finalidade, mas o “dar material” acaba tomando um espaço muito maior do que se costuma enxergar.

E aquelas pessoas pobres que não podem comprar um presente? Como elas ficam nessas datas? E aqueles que gastam o dinheiro que não têm para comprar alguma coisa? É justo faze-los se passar por pessoas sem consideração só porque não podem comprar presentes? Por outro lado, para aqueles que tem mãe, o dia das mães pode ser bom; para aquele que tem um pai, o dia dos pais pode ser positivo, mas e aqueles que não tem mãe e não tem pai? Essas datas acabam sendo um sofrimento pela lembrança daqueles que já se foram. Um homem que não tem pai nem mãe fica muito triste nessas datas. Aqueles que acabaram de perder seus pais podem ficar ainda piores nessas comemorações. Vejo muito sofrimento, por exemplo, no dia dos pais numa pessoa cujo pai faleceu há 2 anos, ou mesmo daqueles que nunca tiveram um pai. Como ficam essas pessoas? Alegria para uns e sofrimento para outros? Não vejo isso com bons olhos…

Precisamos parar de ser tão manipuláveis, tão influenciados pela mídia, pelo mundo consumista, pelas posses materiais. O que as pessoas querem afinal? Querem viver como robôs teleguiados para serem apenas um produto do que a mídia diz que elas devem ser? Será que não é melhor romper de uma vez por todas com esse mundo e sermos apenas o que somos, ou o que desejamos ser? Precisamos mesmo comprar tantas coisas? Nossas necessidades básicas são poucas. Para que ficar criando expectativas de consumo que em nada nos acrescentam? Para que seguir tantos padrões? Para que se preocupar tanto com o que os outros pensam de nós? Não querer agradar a platéia é uma libertação imensa… Tiramos um peso enorme dos nossos ombros quando admitimos aquilo que somos e não passamos a vida inteira tentando nos ajustar.

Aliás, se ajustar para que? Para perder a nós mesmos e viver sendo apenas algo para o outro nos aceitar? De que vale perder a si mesmo para só então poder ser aceito pelo outro? Vale a pena nos modificar tanto para conviver com pessoas que não aceitam nossos desajustes? Ou podemos perguntar: será saudável estar bem ajustado a uma sociedade doente como a nossa? Não é melhor ser um desajustado numa sociedade tão hostil, mesquinha e atrasada como a que vivemos? Será que ganhamos alguma coisa sendo a imagem daquilo que esperam que sejamos? Amar é aceitar os desajustes do outro… é aceitar o outro exatamente como ele é… Se você convive com pessoas que não te aceitam, repense seus relacionamentos…

Vamos refletir sobre esses pontos… O que vale é ser feliz… e não corresponder aquilo que os outros esperam de nós.

(Hugo Lapa)

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Você é um zumbi?

 

VOCÊ É UM ZUMBI?

Não por acaso a lenda relacionada aos zumbis tomou tanta força nos dias de hoje. Zumbis são personagens fictícios que frequentemente aparecem em filmes, desenhos e séries do cinema e da televisão.

A principal característica dos zumbis é sua ausência de alma, de pensamento, de raciocínio. Zumbis são seres autômatos, sem alma, cujo comportamento é instintivo, grosseiro, e que vivem com raiva. São hostis a todos e estão sempre entrando em conflito com aqueles que aparecem diante deles. Quando veem um ser humano normal, eles desejam devora-lo, principalmente seu cérebro. O apetite dos zumbis parece ser insaciável, nunca se satisfaz, estão eternamente com fome e sempre buscam algo mais que possa ser devorado.

Essa lenda contemporânea nada mais é do que uma metáfora de como funciona o ser humano que vive na modernidade. O que é o ser humano senão um autômato que vive no piloto automático apenas satisfazendo seus instintos mais grosseiros? O que é o ser humano senão alguém que perdeu sua alma, que vive irritado, tenso e apenas responde aos estímulos externos? O homem moderno vive num estado de permanente competição. Ele quer sempre ser o destaque, ser o melhor, ser apreciado por todos. Deseja o sucesso a todo custo. Quer que seu ego se sobressaia diante dos outros.

Essa condição competitiva, quando levada ao extremo, pode fazer com que uma pessoa deseje destruir as outras, para ela mesma chegar ao topo. Por isso, se diz que o zumbi deseja comer o cérebro do outro. Devorar o cérebro alheio significa destruir a capacidade de pensar e agir do outro, para que ele mesmo, o zumbi, possa ser o destaque. Alimentar-se do cérebro é tentar demonstrar a todo momento que ele está certo e o outro errado. É a tentativa sistemática de desmerecer o outro, de desprezar a capacidade intelectual do outro. Como o zumbi não pensa, ele também não deseja que ninguém pense, que ninguém use seu cérebro para ser melhor do que ele, para pensar de forma mais eficaz do que ele.

O ódio dos zumbis os leva a tentar de todas as formas devorar o outro no âmbito da competição, puxando seu tapete, armando para ele, fazendo fofocas, ou usando qualquer artifício que possa destruí-lo, humilha-lo ou rebaixa-lo de alguma forma. Dessa forma, o zumbi prevalece. Os zumbis andam sempre em manada, em grupo, sem saber para onde vão. Como eles não tem força sozinhos, por si mesmos, sua força vem do grupo. Um idiota não faz verão, mas muitos idiotas unidos conseguem fazer um certo barulho. Como eles vivem pelo prazer imediato, dificilmente conseguem ver a longo prazo, ou enxergar algo além. Tampouco sabem de onde vieram, pois perderam sua memória para se agarrar a brevidade de cada momento de satisfações quiméricas.

Quantas vezes não assistimos seres humanos inovadores, criativos, revolucionários sendo destruídos pelos ignorantes que não desejavam aceitar certas transformações que uma pessoa especial vinha trazer? Por outro lado, zumbis também são muito fáceis de serem manipulados. Como eles não pensam, qualquer pessoa que lhes apresente soluções prontas e acabadas, fáceis de se realizar para suas vidas, eles logo se agarram a isso com unhas e dentes, criam sistemas de controle, regras rígidas ou a ausência de regras, tornam-se fanatizados e dogmatizados pelas religiões e seitas, e trilham cegamente por um caminho onde alguém terá que lhes mostrar como é a “salvação”. Eles querem a todo custo que um ser superior lhes salve, pois eles mesmos não se empenham em sua própria salvação. Querem ser perdoados por Deus, pois eles mesmos não conseguem se perdoar pelos seus erros; querem que alguém lhes indique um caminho, pois eles mesmos se fizeram cegos por não querer enxergar a realidade.

Pessoas que vivem como zumbis vivem no chamado “piloto automático”. Elas já não vivem mais suas vidas, elas apenas existem. Caminham adormecidas pelos recantos do mundo, hipnotizadas por um sono profundo de medos, incertezas e pressa. Elas não observam a natureza, não sentem a vida, mas respondem aos estímulos, e apenas reagem de forma cega e irrefletida ao meio ambiente imediato. Pessoas zumbis vivem num estado de permanente tensão. De tanto que elas se machucaram com o meio ambiente, agora tentam se proteger dele; criam uma capa ou casca protetora, e passam a não mais sentir a vida e o outro. De tanto que se decepcionaram, trancam seus sentimentos, tomam milhares de medicamentos para não mais sentir a si mesmos e seus anseios mais profundos, assim podem ser “produtivos” para ganhar dinheiro e sobreviver na selva da vida humana.

Zumbis vivem no piloto automático, robotizados, seguindo sempre um programa prévio, que roda incessantemente, sempre da mesma forma. São incapazes de mudar comportamentos, de alterar suas crenças, de fazer coisas muito diferentes. São como gravadores ambulantes tocando sempre a mesma melodia desafinada, sintonizada no chiado do rádio de sua consciência turbulenta e cheia de desejos insatisfeitos criados artificialmente.

Eles não se perguntam quem são, o que estão fazendo aqui na Terra e nem procuram um significado mais profundo para sua existência. Quanto menos souberem, melhor, pois menos o conhecimento profundo poderá modificar suas vidas padronizadas. Preferem shoppings lotados de gente consumindo e gastando do que passeios pela natureza, com os animais, os rios e os mares. De vez em quando eles se encontram num sono tão profundo que caem no chão. Essa queda pode ajudar a acordar alguns deles, que se encontram fatigados de tanto existir sem uma alma, sem contato com sua essência. Outros, no entanto, caem e ficam ainda mais irritados, mais violentos, reforçam seu lado destruidor e carniceiro. A maioria dos zumbis costuma ser bastante apegada, presa, dependente, submetida, bloqueada, fixada e cheia de vínculos negativos. São vampiros que não têm mais sangue e vitalidade correndo em suas veias, e por isso, desejam extrair a vitalidade de outros, se apegam aos outros, passam a depender dos outros, entram numa simbiose onde tentam extrair o néctar vital da alma do seu parceiro, filho, irmão, amigo, etc.

A pergunta que se faz aqui é: você tem agido como um zumbi, ou você está mantendo contato com sua alma, sua essência, seu espírito? Pare um pouco e reflita sobre isso.

Não seja como um zumbi. Acorde para a vida e torne-se uma pessoa de verdade, um homem e uma mulher livre, aberto e feliz. Comece a se ligar a sua essência mais profunda, ao centro do seu coração, aquilo que existe de mais essencial dentro de você. Quem se afasta de sua essência, de sua alma, vira um zumbi; mas aqueles que estão ligados ao seu interior mais profundo, esses se libertam de tudo e começam a trilhar o caminho da eterna felicidade.

(Hugo Lapa)

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