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Archive for 9 de maio de 2017

 

CONSUMISMO NAS DATAS COMEMORATIVAS

Acho errado o que se faz em dias especiais, como dia das mães, páscoa, dia dos pais, natal, ano novo, etc.

Esses dias são apenas comerciais, nada mais são do que datas que estimulam o comércio, estimulam as dívidas, estimulam que você compre, consuma e gaste seu dinheiro. Datas em que você tem a obrigação social de dar presentes. A mídia como instrumento dos grandes empresários criou uma obrigatoriedade de consumo. Você não tem a opção de não dar presentes. Se você não dá, você passa a ser visto como uma pessoa sem consideração; uma pessoa que não dá valor a outra; que não se importa com o outra. É um dia que foi criado para os empresários lucrarem, para um rico ficar ainda mais rico e o pobre ficar mais endividado.

Se existe uma data como dia das mães, por exemplo, o ideal seria que apenas passássemos o dia com a pessoa em questão, sem a necessidade de dar coisas materiais. Para que dar presentes? Quando entramos nesse jogo de consumo, o ganho material acaba tomando espaço do afeto, da atenção, do carinho, da presença e do convívio que deveria ser destinado à pessoa. Muitos podem dizer: “Mas eu dou o presente e também dou o carinho”. Minha pergunta é: para que dar presentes? Será que o carinho, o amor e a atenção não bastam? Para que gastar dinheiro com presentes? Será que o melhor presente não é estar presente? Outros podem perguntar: “mas qual o mal de dar uma simples lembrança?” Será que a melhor lembrança não é se lembrar do outro ou ligar pra pessoa para que ela se lembre sempre de nós? Ou será que é melhor o outro lembrar de você pelo presente que você deu? De que adianta dar presente apenas um dia e não estar presente? De que adianta cumprir um protocolo social e dar uma “lembrancinha” e depois nem se lembrar do outro, ou não falar com o outro fazendo com que ele nem lembre de nós?

O consumo não pode sobressair, não pode ser a substituição do que há de essencial nessas datas. O ideal seria abolir os presentes materiais, para que essas datas não tenham um viés comercial, mas que seja apenas um dia de convivência, de abraço, de conversa, de estar junto… O consumo atrapalha e muito… Ele cria uma barreira entre as pessoas, acaba por desviar o foco daquilo que é o principal, o essencial. A maioria pode não sentir esse desvio de finalidade, mas o “dar material” acaba tomando um espaço muito maior do que se costuma enxergar.

E aquelas pessoas pobres que não podem comprar um presente? Como elas ficam nessas datas? E aqueles que gastam o dinheiro que não têm para comprar alguma coisa? É justo faze-los se passar por pessoas sem consideração só porque não podem comprar presentes? Por outro lado, para aqueles que tem mãe, o dia das mães pode ser bom; para aquele que tem um pai, o dia dos pais pode ser positivo, mas e aqueles que não tem mãe e não tem pai? Essas datas acabam sendo um sofrimento pela lembrança daqueles que já se foram. Um homem que não tem pai nem mãe fica muito triste nessas datas. Aqueles que acabaram de perder seus pais podem ficar ainda piores nessas comemorações. Vejo muito sofrimento, por exemplo, no dia dos pais numa pessoa cujo pai faleceu há 2 anos, ou mesmo daqueles que nunca tiveram um pai. Como ficam essas pessoas? Alegria para uns e sofrimento para outros? Não vejo isso com bons olhos…

Precisamos parar de ser tão manipuláveis, tão influenciados pela mídia, pelo mundo consumista, pelas posses materiais. O que as pessoas querem afinal? Querem viver como robôs teleguiados para serem apenas um produto do que a mídia diz que elas devem ser? Será que não é melhor romper de uma vez por todas com esse mundo e sermos apenas o que somos, ou o que desejamos ser? Precisamos mesmo comprar tantas coisas? Nossas necessidades básicas são poucas. Para que ficar criando expectativas de consumo que em nada nos acrescentam? Para que seguir tantos padrões? Para que se preocupar tanto com o que os outros pensam de nós? Não querer agradar a platéia é uma libertação imensa… Tiramos um peso enorme dos nossos ombros quando admitimos aquilo que somos e não passamos a vida inteira tentando nos ajustar.

Aliás, se ajustar para que? Para perder a nós mesmos e viver sendo apenas algo para o outro nos aceitar? De que vale perder a si mesmo para só então poder ser aceito pelo outro? Vale a pena nos modificar tanto para conviver com pessoas que não aceitam nossos desajustes? Ou podemos perguntar: será saudável estar bem ajustado a uma sociedade doente como a nossa? Não é melhor ser um desajustado numa sociedade tão hostil, mesquinha e atrasada como a que vivemos? Será que ganhamos alguma coisa sendo a imagem daquilo que esperam que sejamos? Amar é aceitar os desajustes do outro… é aceitar o outro exatamente como ele é… Se você convive com pessoas que não te aceitam, repense seus relacionamentos…

Vamos refletir sobre esses pontos… O que vale é ser feliz… e não corresponder aquilo que os outros esperam de nós.

(Hugo Lapa)

Tratamento espiritual de vidas passadas a distância

portaldoespiritualismo@gmail.com

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