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Archive for junho \30\UTC 2017

Semeador do Bem

 

SEMEADOR DO BEM

Ser intolerante com quem é intolerante também é intolerância… É tão intolerância quanto a intolerância inicial.

Julgar quem julga também é um julgamento… É tão julgamento quanto o julgamento inicial.

Maltratar a quem nos maltratou também é uma maldade, também é algo ruim e reprovável. Maltratar quem nos maltrata nos coloca no mesmo nível do malfeitor.

Vamos analisar e refletir sobre a reação dos nossos atos. Mesmo que estejamos reagindo a um erro, a uma maldade, a uma intolerância, não importa…

A forma como reagimos, como respondemos, pode ser tão equivocada ou até pior do que a atitude inicial.

Tratar com violência os violentos só nos faz violentos…

Tratar com antipatia os antipáticos só nos torna antipáticos…

Tratar com indiferença aqueles que são indiferentes a nós também nos faz indiferentes…

Tratar com agressividade os agressivos nos deixa mais agressivos… Nos torna iguais à violência inicial.

Além disso, nos torna pessoas hipócritas por praticar o mesmo erro daquele que condenamos.

Não se torne intolerante por causa da intolerância.

Não se torne julgador diante dos que julgaram.

Não se torne agressivo a partir de uma agressão.

Procure seguir sempre a máxima da espiritualidade:

“Não faça com os outros o que não gostaria que fizessem com você.”

Não semeie nova colheita de maldade no mundo… Seja um semeador do bem, do amor e da paz.

 

(Hugo Lapa)

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Ensinamento mais importante

 

O ENSINAMENTO MAIS IMPORTANTE
 
Qual é o ensinamento mais importante da vida espiritual?
A pérola sagrada de sabedoria, a meta do espírito vivendo a vida material consiste em algo bem simples, mas de difícil aplicação.
O objetivo do ser humano na Terra é o encontro consigo mesmo para que assim possa vencer a si mesmo.
Vencer a si mesmo significa encarar a si mesmo, contemplar a si mesmo, ir além de si mesmo;
Significa olhar para si com honestidade e clareza, sem ilusões, sem enganações, sem jogos, sem dissimulações.
O homem precisa ir além do homem; mulher além da mulher.
Assim como o aluno da primeira série precisa passar para a segunda série; ou o corredor precisa melhorar sua velocidade.
A mulher que foi traída precisa vencer a si mesma desprendendo-se da traição, da mágoa e da tristeza.
O ladrão precisa renunciar a violência e tornar-se tranquilo e honesto.
O homem ganancioso precisa compreender o valor da dádiva, e superar o egoísmo de pensar apenas no ganho pessoal.
O homem perfeccionista precisa soltar o desejo de uma vida ideal, que promove autocobranças, culpas, autopunições e intolerância aos próprios erros.
O homem apegado e ciumento precisa deixar sua companheira livre para ser, precisa ir além da posse, abrindo mão do domínio e do sentido de propriedade em relação ao outro.
Todos nós precisamos desamarrar os laços que nos prendem ao passado para que possamos viver no presente.
A mãe que vive em função dos filhos e por isso perde sua vida precisa urgente superar esse apego.
A mulher que vive na ilusão do marido retornar precisa superar esse autoengano e seguir em frente.
O religioso ortodoxo precisa abrir mão de suas crenças e entender que ninguém sabe tudo e que a vida é um mistério.
O homem guloso precisa desfazer-se do desejo de comer e do prazer dos sabores.
O egoísta precisa aprender a dar o que tem, antes que a vida lhe tire suas posses.
Somente com a superação dos nossos vícios, das nossas crenças, dos nossos desejos, das nossas posses, do ideal de certo e errado.
Somente quando o ser humano vai além de tudo isso, é que ele pode viver verdadeiramente feliz.
Superar a si mesmo, ir além dos nossos limites, é um magno objetivo do ser humano neste mundo.
O ser humano é como um quadro que o espírito pintou. O espírito se apega ao quadro pensando ser ele mesmo.
O ser humano é como uma roupa que o espírito veste. Acreditando ser a roupa, o espírito cai na ilusão e perde nos sofrimentos do mundo.
É preciso jogar o quadro fora; é preciso desfazer-se da roupa, para que o brilho do espírito não fique mais ofuscado pelas prisões mundanas.
Quais são as suas prisões? O que você precisa abrir mão? Quais são seus medos, suas crenças, seus limites, seus vícios, seu orgulho, sua vaidade?
O iluminado é aquele que abriu mão de tudo, até de si mesmo, para ser feliz e ter paz.
Supere a si mesmo… O sofrimento terminará… A turbulência interna deixará de existir.
Não há nada mais importante para nossa alma.

(Hugo Lapa)

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A PERFEIÇÃO DA VIDA

O ser humano quase sempre encara o mal como estando relacionado à destruição e a perda de algo ou alguém. Quando nossa casa é destruída; quando nosso emprego é perdido; quando nosso filho se perde ou morre; quando ficamos doentes e nosso organismo começa a perecer, tudo isso é visto como ruim, desagradável, sofrido, errado, maligno, etc. Rotulamos aqueles que nos destroem, que nos fazem perder, que nos magoam ou que nos matam como pessoas horríveis, monstros, pessoas perversas, que deveriam sofrer o mesmo destino que causaram a outros. A dicotomia entre bem e mal, positivo e negativo, construção e destruição, tudo isso sempre caracterizou a vida humana e nossa percepção da realidade.

No entanto, do ponto de vista mais elevado, dentro de uma perspectiva do infinito, não há bom ou mau, não há positivo ou negativo, não há construção e destruição, tampouco há ganhos e perdas. O mal não é o oposto do bem e tampouco deve ser combatido. Muito pelo contrário. Algumas pessoas podem torcer o nariz para o que vamos afirmar agora, mas é certo que o mal ajuda o bem a se tornar algo superior; assim como os homens negativos ajudam os homens ditos “positivos” a serem eles mesmos mais elevados; assim também como a destruição é o que permite a construção; é o que faz a roda da vida girar e a evolução espiritual acontecer. Assim se dá o progresso pessoal, o progresso das nações, a geografia do mundo com a passagem das eras geológicas, tudo necessita do componente construtor e destruidor da natureza, e um jamais seria possível sem o outro; assim como o bem não seria possível sem o mal; o positivo jamais sobreviveria sem o negativo. Tampouco o dia não poderia subsistir sem a noite.

Essas explicações podem parecem muito abstratas para a maioria das pessoas, por isso vamos expor essas ideias com um exemplo prático. Imagine um pai que mora numa casa com seus dois filhos. Essa casa foi construída por um dos seus filhos, que é operário e sabe como realizar uma construção. O outro filho não sabe como construir, não é tão esperto, mas em compensação seu físico é robusto, embrutecido, e por isso, ele é um exímio destruidor.

Certo dia, o pai se dá conta de que a casa onde moram está muito antiga e desgastada. Por esse motivo resolve que chegou o momento de sua demolição para que outra casa, maior e melhor, seja construída no mesmo terreno. O filho construtor, que foi o responsável pela edificação da obra, não gosta nem um pouco da ideia, pois está muito apegado a casa onde morou por toda a sua vida. Ele chega para seu pai e diz: “Meu pai, eu construí essa casa para que morássemos, ela nos serviu muito bem durante décadas. Não aceito que ela seja destruída. Eu gosto dela e estou acostumado com ela”. O Pai então argumenta que a casa está velha e que deve ser posta no chão, para que outra casa melhor e maior possa ser construída no mesmo terreno. O pai explica que o terreno precisa estar livre, vazio, sem destroços da construção antiga, para que os pilares da nova construção possam ser erguidos. O pai então convoca seu outro filho e pede que ele comece a demolir a morada. O filho vem e começa a bater com o martelo e a colocar partes da construção abaixo. O filho construtor, assim que vê o irmão destruindo a casa, fica muito irritado e avança no destruidor, agredindo-o. Ambos começam a entrar em conflito, se ofendem e se machucam. O pai intervém, separa os dois e reafirma sua ordem para que o filho embrutecido destrua a estrutura já desgastada pelo tempo. Finalmente o irmão vê o outro demolindo aquilo que foi erigido com tanto esforço. O irmão construtor sofre muito, enquanto o outro irmão faz seu trabalho de colocar abaixo aquilo que já não serve mais a propósitos maiores.

Nessa estória vemos um bom exemplo de como o universo material e suas leis funcionam para o desenvolvimento da vida. Há três aspectos nessa metáfora: o pai, o irmão construtor e o irmão destruidor. Esses três elementos são os representantes dos deuses Brahma, Vishnu e Shiva. Brahma é o pai, o criador e organizador de tudo, o elemento mais alto, como se fosse o ponto máximo de um triangulo simbólico. Abaixo em cada ponto do triângulo estão Vishnu e Shiva. Vishnu é na tradição hindu o deus da manutenção do universo, aquele que constrói e mantém as coisas. Shiva é considerado o seu oposto, o deus destruidor, aquele que dá um fim a algo para que o novo começo possa surgir. Em nossa metáfora, o irmão construtor é Vishnu, aquele que constrói e que tenta manter a casa como ela está. Shiva é o outro irmão embrutecido, que ajuda na destruição da residência para que uma nova casa, maior e melhor, possa ser erguida. Observe que, em nosso exemplo, o irmão que destrói não o faz pura e simplesmente com o objetivo da destruição por si mesma. Com o ato da destruição ele ajuda, isso sim, a abrir caminho para uma nova construção, e o irmão que constrói pode ajudar a erguer a nova morada de todos. Cada um tem seu papel; uma casa jamais poderia ser erguida onde existisse outra casa. É necessário que uma residência seja destruída para que outra possa ser construída. Ninguém pensa em construir sua casa num terreno onde já existe uma casa. É preciso que o espaço da construção esteja vazio e limpo, para que só depois os pilares da nova construção sejam estabelecidos.

Esse princípio existe em tudo na vida humana, na vida cósmica, na vida natural, na vida geológica, na vida social, etc. Quando alguma coisa cumpre sua função, ela deve ser destruída para que algo novo possa ser construído. Por exemplo, quando um casamento chega ao seu fim, deve haver uma cisão, uma desconstrução, para que o homem e a mulher fiquem sozinhos, a fim de seguirem em frente e futuramente iniciarem um outro relacionamento. A esposa pode acreditar que o término do casamento é a pior coisa de sua vida; pode chorar e espernear pelo fim do relacionamento, mas o fim do casamento é como o irmão destruidor, que vem colocar a “estrutura” abaixo para que uma nova possa ser construída. O fim do casamento é o elemento de destruição necessário a continuidade do fluxo da existência, o velho e desgastado precisa ser encerrado para que o novo possa sobrevir e trazer alento renovador a nossa vida. Quase todas as pessoas veem a destruição do que gostam como algo ruim, negativo, mau, mas essa demolição de algo é imprescindível, pois sem ela não podemos seguir em frente. Há inúmeros exemplos a serem citados dessa grande verdade: só podemos viver o presente em direção ao futuro quando decretamos o fim do nosso passado; só podemos passar a sexta série após o fim da quinta serie; só podemos começar um novo emprego quando largamos o anterior, ou somos demitidos; só podemos aderir a uma nova crença quando a crença anterior é posta em cheque e se mostra inconsistente; só podemos seguir para a próxima cidade quando deixamos a cidade onde estávamos; o dia seguinte só pode sobrevir após tudo cair na escuridão da noite, para que depois o sol possa raiar no horizonte trazendo a regeneração de um novo dia.

Nesse sentido, deve existir sempre uma renúncia ou abandono do antigo para que o novo possa surgir. Quando não desejamos abandonar o velho por puro apego, e resistimos à ação das forças de destruição, surge o sofrimento, a dor, a sensação da perda, o vazio, o desespero, etc. O irmão construtor sofreu com a derrubada da casa porque ele estava apegado a algo que ele mesmo havia construído e morado durante décadas. O sofrimento surge quando resistimos às mudanças que precisam ocorrer; quando negamos a ação das forças de desagregação que devem dar fim a uma coisa para que uma nova possa ser criada. Uma criança não pode desenhar livremente num papel onde já existe um desenho; ela precisa, antes de tudo, apagar o desenho anterior, deixar a folha em branco, para que uma nova arte possa ali ter seu espaço.

Com a morte ocorre o mesmo. Uma pessoa precisa morrer para poder renascer no plano espiritual e depois iniciar uma nova vida. Sem a morte, como seria possível o recomeço? Sem a destruição do antigo, como o novo poderia surgir? Vemos com sofrimento e temor a destruição, mas ela é essencial que a vida siga seu ritmo e o desenvolvimento de nosso ser possa continuar seu curso. O jardineiro poda os galhos velhos para que em seu lugar os novos galhos de uma plantinha possam aparecer. O que seria do mundo se tudo fosse igual e nada se renovasse pela destruição? Imagine se ninguém morresse, como seria possível continuar existindo nesse mundo? O que seria da humanidade se os mais velhos não dessem lugar aos mais jovens, ou se as velhas ideias não cedessem espaço as novas ideias? O velho deve ser quebrado, rompido, destruído, para que haja renovação, melhoramento, fluxo, renascimento, sequência, vida. Nascer e morrer, destruir e se reconstruir, o fim e o início. O desmoronamento do velho homem não é apenas necessário como é imprescindível para o nascimento do novo homem.

A história de Jó da Bíblia demonstra bem esse princípio: Jó era um dos homens mais ricos do mundo, tinha tudo do bom e do melhor e louvava a Deus. A fim de provar a fé de Jó Deus ordenou que o diabo fosse e destruísse tudo aquilo que Jó possuía. Todos devem prestar atenção nessa declaração: Deus ordenou ao diabo que destruísse o que Jó possuía. Consta na Bíblia que Deus permitiu que o diabo tivesse acesso a Jó e lhe colocasse à prova. O diabo argumento com Deus que Jó apenas louvava o Senhor porque tinha tudo do bom e do melhor, mas se suas riquezas, família, amigos e saúde fossem retirados, Jó poderia abandonar a Deus. Por esse motivo, Deus aceitou que Jó fosse submetido à prova e, para tanto, autorizou o diabo a realizar esses testes. Sim, poucas pessoas desejam admitir este fato, mas é certo que o diabo nada mais é do que o agente da destruição que ajuda a Deus a colocar abaixo as estruturas humanas a fim de que o ser espiritual possa se reconstruir num plano mais elevado de existência e consciência na escala do infinito. O diabo nada mais é do que um instrumento de que Deus se serve para limpar o terreno do velho a fim de que o novo possa ter seu espaço. O diabo é Shiva da tradição Hindu, o agente de destruição e renovação. O diabo coloca abaixo aquilo que já não nos serve mais, ele ajuda a abalar nossas estruturas humanas, põe abaixo o edifício de falsas verdades, apegos  e ilusões que cultivamos no mundo para que uma nova vida possa despertar através de nós. Ele limpa o campo das ervas daninhas de nossas imperfeições para que possamos semear a colheita de bons frutos espirituais em nossa consciência. É como se o diabo se personificasse em todas as situações que nos conduzem à morte do humano para que o divino possa nascer dentro de nós.

Esse ponto pode parecer absurdo para alguns, mas devemos questionar: quem mais ajudou Jesus a se tornar o cordeiro de Deus, o Cristo, um espírito mais puro e elevado? Quem mais ajudou foi o diabo nas três tentações do deserto. Naquele momento, Jesus foi posto à prova e conseguiu obter sucesso na derrota de sua natureza inferior. O mesmo ocorreu com Buda. Quem mais ajudou Buda a se tornar um iluminado foi Mara, o demônio das ilusões. Mara colocou Sidharta para ser tentado em diversas ocasiões, diante de várias provas bem difíceis. Mas Sidharta foi vencendo uma a uma das provas impostas pelo demônio. Se não fossem as provas, Sidharta jamais teria conseguido vencer sua natureza inferior e superado seus vícios, seus defeitos e suas impurezas internas. O pior momento do aluno que cursa as séries escolares são as provas, que vêm para testar seus conhecimentos. Mas são justamente as provas que podem comprovar seu saber, o quanto ele estudou e lhe dar nota suficiente para ingressar numa nova série, atingindo a etapa seguinte de seu desenvolvimento educacional. Apesar das provas serem vistas pelos alunos como algo ruim, mal, amedrontador, elas são justamente o ponto de transição entre uma série e outra.

No entanto, é preciso entender bem uma coisa. Na vida humana da matéria, uma coisa é substituída para que outra tome seu lugar. Uma árvore material velha cai para que outra árvore material nova possa nascer na mesma terra. Mas no processo de desenvolvimento espiritual não ocorre assim, da matéria velha para a renovação da matéria nova, ou da perda material para um novo ganho material. Não… o espírito evolui dentro do mundo quando ele vai se tornando menos materializado, menos ligado as coisas do mundo, ou as verdades e condicionamentos da vida humana. O espírito vai evoluindo da matéria ao espírito, ou seja, do mais grosseiro ao mais sutil. Os ganhos exteriores vão sendo destruídos para que ele passe a conquistar ganhos interiores, mais sutis e espirituais.

Em nossos textos já demos várias explicações sobre esse ponto. Por exemplo, uma pessoa que é muito ligada em seu corpo contrai uma doença que debilita seu organismo: ela passa então a valorizar menos sua forma física e mais os valores internos, as virtudes, a paz, etc. Um homem muito rico pode ver seu negócio declinando pelas forças de destruição divinas para que ele possa compreender que dinheiro não é tão importante, mas sim sua felicidade que não depende de nada material para existir. Ele perde dinheiro para encontrar em si mesmo algo que o dinheiro não pode comprar: ele perde no mundo material pela destruição do que tinha e ganha no plano sutil algo que passa a existir dentro dele. Aos poucos as forças de destruição divinas vão fragilizando as estruturas do nosso mundo para que possamos despertar para uma essência que vai além de tudo o que conhecemos daqui.

Assim, o ser humano vai aos poucos encontrando paz, amor, felicidade e liberdade que não dependem de nada para existir, pois fazem parte de nossa essência espiritual. Em tudo isso se mostra maisclaramente a perfeição da vida e da essência do Eterno.

Quem quiser mais informações sobre esse tema, podem acessar os textos: “Guardião do Umbral”, “Quem nos ajuda de verdade?” e “Doença que cura”.

(Hugo Lapa)

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Nossos filhos são espíritos

 

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NOSSOS FILHOS SÃO ESPÍRITOS
 
Como diz a máxima de sabedoria espiritual:
“Nossos filhos não são nossos filhos.”
São apenas espíritos parceiros, irmãos espirituais numa mesma jornada de evolução.
Vamos entender de uma vez por todas que não existem pais e filhos.
Do ponto de vista espiritual, não há pai, mãe, filho ou qualquer outro papel biológico.
Existem apenas espíritos que se ajudam numa mesma caminhada espiritual.
Entenda que seus filhos não são seus filhos… são filhos de Deus.
Deus é o único Pai de todos nós.
Um Pai eterno, que tudo vê, tudo sabe e está presente em todos os lugares.
Um Pai eternamente vigilante, que não dorme e sempre cuida dos seus filhos.
Somos todos filhos de Deus, filhos e filhas de um mesmo Pai celestial.
Por acaso os filhos vêm ao mundo pela nossa inteligência e habilidade de geração?
Ou eles são gerados a partir de nós pela sabedoria infinita da criação divina?
Permitimos que eles sejam gerados, mas não somos nós a causa da geração.
Também não somos nós que lhes doamos o influxo vital e menos ainda seu espírito eterno. Tudo… absolutamente tudo é dado por Deus.
Como filhos de Deus, nós temos o sagrado direito a maior herança que existe em todos os tempos.
Essa herança é o cosmos infinito… que nos pertence e no qual viveremos pela eternidade.
Dessa forma, por que se preocupar com o destino dos nossos filhos?
Acaso esse Pai eterno e infinito, onipresente, onipotente e onisciente, deixaria seus filhos abandonados a sua própria sorte?
Ou Deus, sendo soberanamente justo, bom e perfeito, sabe melhor do que nós como cuidar de seus filhos?
Julgamos saber melhor do que a perfeição divina o que é melhor para os espíritos que chamamos filhos?
O pai terreno pode abandonar, pode morrer, pode se magoar, pode falhar, pode duvidar, pode errar de inúmeras formas com seus filhos.
Mas o Pai eterno jamais erra, jamais abandona, jamais duvida, jamais morre e está eternamente presente.
A mãe e o pai terrenos desejam obter a posse do filho. Proclamam aos quatro ventos: “É MEU FILHO”.
Há duas grandes ilusões nessa frase.
A primeira é “meu”. Ele não é seu, pois não há qualquer condição de posse em relação a ele e tampouco a nenhum espírito em todo o universo.
A segunda grande ilusão é dizer “filho”. Ele não é seu filho… é filho de Deus, filho no universo, filho do cosmos. Não é seu fruto… é fruto do infinito, da essência e fonte de toda a existência universal.
Os chamados “filhos” são espíritos livres e independentes; são almas que têm seu passado, sua história, suas experiências e seu próprio destino.
Os pais que desejam ter a posse dos filhos e desejam controlar seu destino deverão prestar contas diante de Deus, o verdadeiro Pai.
Não tem problema o filho do outro ser lixeiro… contanto que meu filho seja doutor.
Os pais declaram sempre que precisam orientar seus filhos nas veredas da existência.
Isso é verdade. A orientação, o ensino de valores e virtudes é importante, mas o exemplo de vida e a prática do que se ensina é muito mais importante.
Além disso, é certo que muitas vezes os filhos ensinam muito mais aos pais do que os pais aos filhos.
Há muitos espíritos de filhos que vêm com a missão de ensinar e orientar o espírito de seus pais. Mesmo crianças podem ensinar, orientar e ser um exemplo de conduta e sabedoria muito melhor do que seus pais.
Se tanto pais como filhos podem ensinar-se mutuamente, fica a pergunta: quem educa quem?
Um aprende com o outro e não há hierarquia educativa dos pais em relação aos filhos.
Por que nos arrogamos o direito de dizer-lhes o que fazer, o que pensar e como devem ser?
Aquele que acredita saber o que é melhor para os filhos se engana imensamente, está mergulhado numa perigosa ilusão.
Os seres humanos aprendem mais com a falta do que com o ganho, mais com a perda do que com a conquista.
Por isso, não se comprometa com o auxílio de tudo lhes dar e nada deixar faltar. Nem tente preserva-los das adversidades da vida.
Muitas vezes acreditamos estar colaborando e os estamos prejudicando.
Deixe que eles façam sua jornada naturalmente, pois suas experiências são inexoráveis. O que eles precisam e merecem viver, eles vão viver, independente de nossa vontade e proteção.
Não temos o direito de decidir por eles, de controla-los e menos ainda de fazer deles nossa imagem e semelhança.
Alguns afirmam que devemos guia-los em sua evolução. Mas sabemos mesmo como ajudar um espírito a evoluir? Esse “guiar” pode ser na verdade um “moldar” o outro, segundo o que acreditamos ser o certo.
O que julgamos ser o certo para ele, pode ser apenas uma projeção de nossas crenças.
A maioria não sabe nem mesmo o que é melhor para si mesmo. Não ajuda nem a si mesmo. Não resolve nem sua própria vida.
Muitos sequer praticam aquilo que deveriam ensinar aos filhos.
Por isso, os filhos devem ser livres para ser, fazer e pensar o que desejarem. Eles devem semear e colher aquilo que plantaram, pois é assim que os espíritos ascendem e se purificam.
E lembre-se: não há o que se preocupar, pois há um Pai perfeito cuidando deles.
Na hora da prova, o Pai acompanha seus filhos… Deus permite que eles errem para que aprendam com as consequências dos seus atos.
Como disse Jesus: “Se vós, pois, que sois maus, sabeis dar boas coisas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai celeste dará boas coisas aos que lhe pedirem”.
Nossos filhos são espíritos, eles trazem toda uma bagagem espiritual que estamos muito longe de compreender.
Entenda isso e entregue esses espíritos nas mãos de Deus.
O Pai celestial não falha. Quem erra somos nós mesmos.

(Hugo Lapa)

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Pessoa madura

 

VOCÊ É UMA PESSOA MADURA?

Quando podemos considerar que uma pessoa amadureceu verdadeiramente?

Quando essa pessoa parou de culpar o outro por tudo.
Quando essa pessoa parou de achar que é o outro que fez algo errado.
Quando essa pessoa parou de atirar pedras no outro.
Quando essa pessoa parou de ser intolerante e começou a aceitar o outro.
Quando essa pessoa parou de ter ódio do outro, ter mágoa do outro e passou a ver suas próprias atitudes.
Quando essa pessoa parou de viver pelo outro; parou de viver em função do outro; parou de viver apegada ao outro; parou de viver pensando apenas em alguém… A pessoa madura não vive mais esperando o outro, mas vive sua própria vida.
Quando essa pessoa parou de acreditar que a sociedade é ruim; que o estado é ruim; que a escola é ruim; que o vizinho é ruim; que a religião é ruim… e passa a entender que o que importa de verdade é o que nós fazemos e não o que o outro nos faz. E importa mais ainda o que fazemos a partir do que o outro nos faz.
Quando essa pessoa parou de acreditar que ela tem plena capacidade de analisar o outro, julgar o outro, rotular o outro, condenar o outro, conferir valor ao outro ou tirar o valor do outro.
Uma pessoa madura não fica olhando e analisando os outros, ela presta atenção apenas em si mesmo, em sua autoanálise, em sua auto-investigação, em seu auto-aperfeiçoamento e para de se preocupar em como o outro age e vive.
Uma pessoa madura não fica prestando atenção no outro; não fica culpando o outro; não fica olhando para fora, olhando para o exterior…
Aquele que amadureceu olha para si mesmo; presta atenção em si mesmo; analisa a si mesmo; enxerga seus próprios defeitos, suas imperfeições, seus preconceitos, seus limites, suas chagas, suas idiossincrasias, suas impurezas, etc.
O maduro não fica prestando atenção na atitude do outro em si… Ele presta atenção em como ele mesmo reagiu; no que ele mesmo sentiu; no que ele mesmo fez a partir do que o outro lhe fez. A pessoa madura analisa apenas a sua reação e não a ação do outro. O que me levou a reagir daquela forma? A sentir o que eu senti com o ato do outro? É isso que importa…
A grande diferença entre uma pessoa madura e uma pessoa imatura é esta: o maduro olha para si mesmo e procura se reconhecer tal como é. O imaturo olha sempre para o outro, vê tudo de errado no outro; acredita que a culpa é sempre do outro; que o mal vem do outro.
O mal nunca está nele; o mal está sempre no outro. Assim é a pessoa que ainda não amadureceu.
Tire o foco do outro e passe a prestar atenção nas suas atitudes, nas suas limitações, nos seus erros e nos seus preconceitos.
Procure entender que não é o outro que tem problema, o problema está em você, pois você vê o outro da forma como vê a si mesmo.
Se o outro lhe parece impuro, é porque você detém essa impureza dentro de ti mesmo.
Não importa como o outro leva sua vida… Importa apenas como você conduz a si mesmo.
O outro é o outro… você é você. Preste atenção em você e deixe o outro viver a vida dele em paz.
Seja, pois, íntegro, sincero, honesto, puro e sem preconceitos. Deixe o outro ser como ele quiser e não dê mais valor a isso.
Não há nada mais aprisionador do que passar a vida prestando atenção em como o outro a vive e apontando seus erros…
E não há nada mais libertador do que olhar para si mesmo e se enxergar tal como se é….
O imaturo tem medo de olhar para si mesmo… O maduro encara sua sombra de frente e busca sua purificação.
Se você ainda não amadureceu, não perca mais seu tempo…
Pare de culpar o outro e passe você mesmo a se responsabilizar pela sua vida.

(Hugo Lapa)

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A HORA DE MUDAR É AGORA

Certa vez Jesus disse o seguinte:

“A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais será pedido”. (Lucas 12:48)

Essa máxima contém muita sabedoria, e não por acaso ela foi proferida por Jesus quando este foi inspirado por Deus. Esse ensinamento significa, dentre outras coisas, que as pessoas que receberam mais conhecimentos espirituais serão mais cobradas do que outras em seus atos, pensamentos e sentimentos. Por já conhecerem melhor a obra de Deus, os espíritos que incorrem em erros mais graves são mais exigidos por eles. Quanto mais conhecimento espiritual uma alma teve acesso, mais a inteligência divina irá responsabiliza-la pelos seus atos e escolhas.

Esse é um processo bastante natural e entendemos que não poderia ser de outra forma. Pode uma criança de 4 anos de idade ser responsabilizada por correr com uma faca atrás do coleguinha e o cortar? Não pode, pois a criança não sabe o que é uma faca; não sabe o perigo que a faca pode proporcionar; tampouco conhece os ferimentos que podem ser causados por ela em seu coleguinha e desconhece até mesmo o risco de morte que a faca pode trazer. Por isso, quem pode culpar a criança pelo seu ato? Culparemos, antes de mais nada, o adulto que deixou a faca acessível à criança. Esse princípio abrange todos os nossos atos humanos: quanto mais conhecimento nós temos, maior é nossa responsabilidade em pratica-los. Um menor de idade não é tratado pelo direito penal da mesma forma que um adulto. É assim em quase todos os países civilizados do mundo. Um esquizofrênico, um louco, ou um homem cujo transtorno mental tenha afetado severamente seu raciocínio tampouco será criminalizado por um delito cometido. A responsabilização está sempre relacionada com o grau de consciência e o perfeito juízo que alguém dispunha na hora em que tomou determinada atitude.

Queremos advertir nesse momento todas as pessoas que já possuem ao menos o básico de conhecimento espiritual, de espiritismo e espiritualismo. Pessoas que conhecem a lei de causa e efeito, a reencarnação e sabem que a vida não termina com a morte. Indivíduos que já tomaram contato com o cristianismo, os ensinamentos cristãos e sabem distinguir, ao menos em parte, o certo do errado. Todas as pessoas que, nessa fase da vida, já tiveram contato com o espiritualismo e certas leis espirituais não podem mais se dar ao luxo de cometer certos deslizes, como o faziam no passado. É certo que esses indivíduos serão ainda mais responsabilizados pelos seus atos do que as pessoas comuns. Não se pode cobrar respostas de álgebra de um aluno que ainda não teve essa matéria na escola. Mas pode-se exigir muito daqueles que passaram um ano inteiro estudando essa matéria. Por isso, devemos nos questionar: há quanto tempo você já conhece o Espiritismo, o Espiritualismo e o Cristianismo? Você coloca em prática os ensinamentos que lhe foram confiados? Ou eles se transformaram em mera informação teórica?

É comum ver pessoas alegando o quanto é difícil mudar; o quanto é difícil não cometer certos erros; o quanto é difícil controlar a raiva; o quanto é difícil não agredir aqueles que nos agridem, e assim por diante. Para aqueles que conhecem o espiritismo e o espiritualismo é importante lembrar que essas serão as pessoas mais cobradas no outro lado da vida, após o processo de desencarnação. A lei do karma vai se abater com mais força sobre aqueles que já têm algum conhecimento sobre a vida espiritual, e nem poderia ser diferente. Mais cobrado será aquele a quem mais foi dado.

Por isso, você que agora lê estas linhas, procure praticar os ensinamentos espirituais e não apenas utiliza-los para seu consolo quando a dor aperta; quando a dificuldade se anuncia ou quando deseja ganhar algo do mundo. Já está passando o momento planetário de colocar o que aprendemos em prática. Aqueles que não o fizerem nessa vida, podem não ter outra oportunidade de faze-lo. E eu gostaria de explicar esse ponto a todos.

Há um considerável número de espíritos que se manifestam em centros falando sobre a transição do nosso planeta. Muitos ainda não sabem, mas estamos atravessando um portal cósmico rumo a uma outra dimensão, a outra realidade evolutiva, regida por novas condições de mundo. Essa transição é conhecida no Espiritismo como a passagem do “mundo de provas e expiações” para o “mundo de regeneração”. No mundo de provas e expiações os espíritos são colocados diante de determinadas provações em suas existências, e assim eles vão aos poucos evoluindo, seguindo o motor do progresso. No entanto, no chamado mundo de regeneração já não existirão provas da forma como nós as conhecemos, mas o espírito encarnado terá mais espaço para conduzir, ele mesmo, a sua própria evolução. No mundo de provas e expiações a alma era guiada em sua evolução pelas provas que Deus punha em seu caminho. No mundo de regeneração já não haverá mais essa necessidade, pois a maioria dos espíritos já terá consciência do valor do seu aprimoramento espiritual, e naturalmente cada qual guiará a si próprio pela senda que conduz ao Eterno.

Pois bem. Com o advento do mundo de regeneração é necessário que todos os espíritos encarnados estejam prontos a desempenhar essa tarefa: a de serem eles mesmos os peregrinos em busca da luz maior. Não existirão mais provas que os forçarão a seguir em frente, mas cada um deles deverá seguir movido pelo seu próprio impulso interior de desenvolvimento. O que na prática isso significa para todos nós? É simples… Todos aqueles que vivem apenas para o mundo, para suas famílias, para realizar sonhos pessoais, para ganharem dinheiro, para conquistar coisas materiais, para seus prazeres carnais, e que não se interessam por Deus e nem pela sua própria ascensão espiritual serão removidos da Terra e todos esses deverão migrar a outros mundos. Isso ocorrerá porque o planeta Terra não poderá mais abrigar espíritos que pensam apenas em si mesmos; que vivem apenas para eles, por suas próprias necessidades, por seus desejos e por seu ego. No mundo de regeneração, os espíritos que aqui permanecerão são aqueles que já possuem alguma consciência, eles já sabem que fazem parte de algo maior; já sabem que não devem buscar apenas seus sonhos, seus interesses, seus objetivos individuais, mas devem trabalhar pelo bem coletivo, pela evolução de todos e, principalmente, devem estar motivados para seguirem perseguindo sua própria jornada evolutiva.

Agora vamos revelar algo que pode parecer forte aos olhos de alguns. Os espíritos que não acompanharem essa mudança de padrão vibratório no planeta serão enviados a outros mundos. Esses orbes serão inferiores em relação à Terra e acolherão espíritos da Terra. A vida nesse mundo será caracterizada por um estado de primitivismo, onde os instintos prevalecerão diante da razão e as necessidades materiais prevalecerão consideravelmente em relação as necessidades espirituais. Alguns sensitivos já tiveram visões de como será esse outro mundo; alguns espíritos de luz também já passaram mensagens sobre isso. Esse mundo inferior terá pouca natureza, menos do que na Terra; sua atmosfera será mais seca, seu relevo será pobre; haverá muitas pedras e boa quantidade de fumaça no ar. Os seres que o habitam são muito primitivos. Alguns contam que seus habitantes são parecidos com o homem das cavernas. Os espíritos começarão a encarnar nesses homens rudimentares, ainda próximos do seu ancestral macaco, e terão que refazer toda a sua evolução, desde os primórdios da humanidade até esse momento atual, onde novamente terão outra chance de ascender a um mundo de regeneração. Quem tiver que deixar a Terra e ser integrado a esse mundo vai perder toda a sua memória espiritual e habitará num organismo bastante grosseiro. A presença da matéria será mais intensa, assim como o domínio das emoções.

Por isso insistimos nesse ponto. A oportunidade que estamos tendo na atual encarnação é muito preciosa e não deve jamais ser desperdiçada. Aqueles que não mudarem agora deverão migrar a esse mundo primitivo, despedindo-se do planeta Terra e tendo de encarar uma dura realidade. Nesse mundo inferior há, sem dúvida, muito sofrimento. Por isso, quem desejar continuar no planeta Terra e acompanhar a sua evolução deve, nesse momento, aceita sua transformação e se libertar dos padrões planetários atuais; deve iniciar agora mesmo uma jornada de cura interior e de libertação de todos os apegos; deve se purificar interiormente e não mais permitir que sua natureza inferior tome conta de seu ser. Todavia, aqueles que não o fizerem, claro, serão respeitados em seu livre arbítrio e não serão abandonados pela inteligência cósmica, mas deverão ser encaminhados a um mundo mais em sintonia com seu nível de consciência, posto que a Terra não poderá mais mantê-los.

Por esse motivo, a hora da transformação chegou… e não pode mais ser adiada.  Aqueles que já receberam essas informações devem urgente realizar sua purificação e libertação.

Assim, liberte-se agora, não adie mais sua elevação espiritual. Caso contrário, pode ser tarde demais…
(Hugo Lapa)

Tratamento espiritual de vidas passadas à distância

portaldoespiritualismo@gmail.com

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NÃO EXISTE INJUSTIÇA

Ninguém é vitimado por qualquer injustiça. Tudo ocorre segundo a lei de causa e efeito. O que chamamos de injustiça nada mais é do que um resultado de nossa ignorância.

Todas as situações de sofrimento que vivemos na existência humana seguem essa lei. Não existem vítimas nesse mundo. Tudo acontece de acordo com causas anteriores e condições prévias. São nossas escolhas do passado que definem nossa vida atual.

Pessoas passando fome, guerras entre as nações, estupros de mulheres, assassinatos de crianças, torturas, doenças de todos os tipos, dores lancinantes, transtornos mentais, nada disso, absolutamente nada é por acaso. O acaso simplesmente não existe em todo o cosmos. Deus jamais permitiria a existência do acaso, pois o acaso representaria uma injustiça e Deus, sendo perfeito e absoluto, jamais aprovaria qualquer forma de injustiça.

Tudo aquilo pelo qual você e todas as pessoas estão passando vem da chamada lei do karma. São nossas atitudes e intenções anteriores que criam o cenário de nossa vida atual. Nossa condição espiritual do presente, sendo impura e imperfeita, gera os acontecimentos de nossa vida. Vamos pensar por um instante: como pode haver injustiça no universo de Deus? Se Deus é perfeito, não poderia jamais tolerar qualquer tipo de injustiça. A injustiça nada mais é do que uma ilusão de nossa mente que desconhece as causas anteriores das aflições humanas presentes.

Deus, sendo soberanamente justo e bom, é também, segundo o Espiritismo, a causa primária de todas as coisas. Sendo a causa primária, Deus controla tudo. Se Deus controla tudo e gera tudo, como Deus poderia criar situações de injustiça em nossa vida? Como pode existir a injustiça se Deus é pura justiça, bondade e amor? Não… não há injustiças; há apenas justiça kármica e evolução espiritual.

É certo que um texto como esse traz certos conhecimentos que muitas pessoas ainda preferem não aceitar. Minha pergunta é: sendo Deus soberanamente justo e bom, como poderia Ele permitir a injustiça? Não há injustiça em todo o universo meus amigos… tudo é JUSTIÇA, pois tudo é a lei de causa e efeito… e tudo segue dentro de uma LEI MAIOR. Se a pessoa vive certa experiência, é porque é exatamente essa experiência que ela precisa passar. Se a pessoa não precisasse passar por uma experiência, Deus não colocaria a pessoa diante dela. Ou será que devemos admitir que algo acontece sem a permissão de Deus?

Se algo acontece sem a permissão de Deus, então Ele não é Deus, pois Deus, para ser Deus, precisa estar em tudo, precisa estar presente em todas as situações, pois o infinito pressupõe o caráter não limitado de algo. Se Deus é infinito, ele não tem limites. Se Deus não tem limites, há alguma situação onde Ele poderia não estar presente? As religiões não ensinam que Deus não é infinito, sem fronteiras? Se ele não tem limites, não se pode argumentar que Deus está aqui e não está ali. Que Deus participa de algumas coisas mas não participa de outras.

O infinito, para ser infinito, precisa estar em TODOS OS LUGARES E EM TODOS OS TEMPOS. Logo, Deus é onipresente, onipotente e onisciente. Isso significa que Deus está em tudo, Deus sabe tudo e Deus pode tudo. Portanto, Deus é que permite certas experiências para nosso aperfeiçoamento espiritual. Da mesma forma que uma criança reclama que uma vacina causa dor, o pai da criança sabe que ela precisa da vacina para se imunizar de várias doenças no futuro, Da mesma forma, os espíritos que vêm a Terra precisam passar por certas experiências dolorosas, E o Pai cósmico assim permite que ocorra, pois somente dessa forma eles podem aprender certas lições do infinito.

Você pode não acreditar ou não saber, mas há uma causa inteligente por detrás de tudo o que é vivido na existência material. Nossa ignorância não nos permite enxergar a verdade, mas é certo que não há qualquer forma de injustiça. Só existe a justiça… a justiça de Deus está presente em tudo, assim como Deus está presente em tudo.

(Hugo Lapa)

Tratamento espiritual de vidas passadas à distância

portaldoespiritualismo@gmail.com

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