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Archive for 2 de fevereiro de 2019

Não dê poder a quem não tem

 

NÃO DÊ PODER A QUEM NÃO TEM

Muitas vezes em nossa vida diária nós costumamos dar muito poder a quem não tem nenhum poder.
Uma pessoa nos ofende e logo ficamos aborrecidos com ela, ficamos remoendo esse insulto, ficamos chateados, tristes… não conseguimos dormir em paz. Tudo isso porque aquela pessoa nos fez um desaforo.
Esse comportamento nada mais é do que dar poder a quem não tem poder.
Aquela pessoa nos proferiu uma ofensa. Por que essa ofensa nos afeta? Simplesmente porque damos poder a isso, nos importamos com isso, elevamos essa ofensa a um nível que ela não se encontra e conferimos ao ofensor um poder que ele não tem.
Qual é o poder que ele não tem?
O ofensor não tem nenhum poder sobre nós. Ele só terá poder na medida em que você der o poder a ele.
Mas antes de você ceder poder a ele, por acaso ele tinha algum poder?
Em que uma ofensa pode nos atingir sem que cedamos esse poder a ela?
Que poder tem a palavra do outro a não ser o poder que passamos a acreditar que ela possui?
O ser humano passa boa parte de sua vida tirando o poder de si mesmo e dando poder a muitas coisas.
Ele dá poder as pessoas sobre ele… ele dá poder a palavra do outro… ele dá poder as religiões… ele dá poder a ideologias políticas… ele dá poder a televisão… ele dá poder a tudo e todos.
Fazendo isso, ele tira seu próprio poder.
O ser humano sente-se ameaçado por qualquer coisa, e por isso, ele deseja se torna forte diante do outro, para não ser afetado.
Mas essa postura não faz sentido, posto que nada pode nos afetar sem que concedamos nossa permissão.
Podem destruir nosso corpo… mas não podem jamais demolir nossa alma.
A melhor forma de resgatar nosso poder não é vencendo o outro, mas recuperando nosso poder interior, nossa força espiritual de nada nos abalar.
Quando deixamos de lado a crença de que algo pode nos afetar, retomamos nosso poder e passamos a viver em paz.
Não há maior poder do que viver regido sob o prisma da paz.
Não faça mais isso. Não dê poder mais seu quem não tem.
Nada tem poder se você não der esse poder.

(Hugo Lapa)

Tratamento espiritual de vidas passadas à distância

portaldoespiritualismo@gmail.com

 

 

 

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Vazio da riqueza material

 

O VAZIO DA RIQUEZA MATERIAL

Precisamos de uma vez por todas dissociar a ideia de “viver bem” com o dinheiro. Uma vida boa, tranquila, onde vivemos felizes, livres e em paz nada tem a ver com a riqueza material.

Conheço muitas pessoas que são ricas e mesmo assim são profundamente infelizes. Boa parte dos ricos que eu conheço hoje vivem à base de antidepressivos. Muitos escondem sua condição, para não denegrir sua imagem. Mas é certo que mesmo com todo o dinheiro que possuem, eles não conseguem ser felizes e menos ainda ter paz em suas vidas.

Muitos ricos vivem preocupados com o dinheiro que já possuem. Mesmo tendo muito, ainda não estão satisfeitos e querem sempre ganhar mais. Essa é uma característica do ser humano: quanto mais tem, mais quer. Nunca está satisfeito… sempre falta alguma coisa. E nessa falta, vem um vazio que eles não conseguem preencher com nada desse mundo. E quando se veem incapazes de preencher o vazio, tentam conquistar mais coisas do mundo a fim de aplacar o vazio, mas obviamente isso só aumenta o buraco em nosso peito.

Pessoas ricas ainda tem muitas preocupações com o dinheiro. Muitas são escravas dos próprios negócios. Mesmo com a vida ganha, não conseguem se desligar dos seus afazeres, de suas obrigações e ficam preocupadas em não perder o dinheiro que já tem. Certa vez Gandhi ganhou uma pedra preciosa e no dia seguinte a devolveu. Ele contou que não conseguia dormir pensando em um dia perder aquela pedra maravilhosa. A riqueza material é assim… ela não nos dá paz, pois sempre existe o medo relacionado com a perda de tudo o que se conquistou e a perda não é tão difícil assim de ocorrer durante a vida. Veja o exemplo de Eike Batista, um bilionário que perdeu quase toda a sua fortuna. É certo que todos aqueles que cultivam as riquezas materiais um dia perderão tudo o que possuem, e quanto mais apegados são as suas riquezas, mais sentir-se-ão infelizes sem elas após a morte, no plano espiritual.

Pessoas ricas, que sentem já ter adquirido tudo na vida, ficam insatisfeitas porque pautaram sua vida em ter coisas, em conquistar o mundo… mas como disse Jesus: de que adianta alguém conquistar o mundo inteiro se com isso ele perde sua alma? Que pode alguém negociar pela sua alma?

Quantos artistas, cantores, atores, riquíssimos, bem sucedidos, amados por todos, que tem seu ego sempre em destaque, entram no mundo das drogas? Quantos se tornam viciados por não conseguirem cultivar a alegria de viver em meio a tantas riquezas, tanta glória e tanta exaltação do seu ego? Quantos exemplos como esse não vemos todos os dias? Os exemplos são muitos… Grace Kelly era o modelo de perfeição de nossa sociedade, rica, linda poderosa, mas profundamente infeliz. Marilyn Monroe é outro exemplo emblemático: uma mulher extremamente desejada, mas que em poucos momentos de sua vida pôde ter paz. Vale a pena viver assim? Ou é melhor cultivar a simplicidade, a espontaneidade, a naturalidade? Não é melhor cultivar a riqueza interior em primeiro lugar?

Recentemente o youtuber humorista Whinderson Nunes confidenciou que está com depressão e não tem mais vontade de viver. Whinderson é um dos jovens mais ricos, mais amados e mais famosos de sua geração. Outro que enfrenta o mesmo mal é o youtuber Felipe Neto, que também fez um vídeo abrindo a todos sobre sua depressão e as dificuldades emocionais que passa e já passou. Estes são os dois jovens mais famosos de sua geração no Brasil. Ambos são muito bem sucedidos, amados, elogiados e obviamente, são riquíssimos. São jovens muito antenados nesse mundo tecnológico e digital. Mas apesar de terem “tudo” do bom e do melhor no âmbito material, não conseguem escapar da depressão. Tudo isso só nos prova que dinheiro, sucesso, fama, elogios, prosperidade e abundância material nada tem a ver com a alegria de viver e com o bem estar no mundo.

Existe um certo romantismo na riqueza material. Todos sonham com uma vida de luxo e benesses. Mas a grande verdade é que, no momento em que você conquista as riquezas, elas deixam de ter a importância que tinham antes quando você não as possuía. Sim, as riquezas materiais costumam ser sobrevalorizadas justamente porque a maioria não as possui… não conhece seus encantos e claro, suas armadilhas. Acreditam que a riqueza material é o ápice da existência humana quando na verdade, assim que alguém a conquista, ela já não tem o mesmo valor. Uma pessoa rica, após um tempo, já não aproveita mais sua fortuna como antes, pois se acostumou com ela… acostumou-se em ter tudo.

Nesse ponto entra outra cilada da riqueza: no momento em que você sente que tem tudo, sua vida perde o sentido. Não há mais o que melhorar, não há mais como crescer, não temos mais o que nos superar. Geralmente os ricos pensam em superação pretendendo aumentar seus lucros e ganhar mais. Mas será que esse aumento de lucro será aproveitado de alguma forma por eles? Não… o dinheiro ficará no banco e nunca será usado. Nunca iremos utilizar aquele dinheiro simplesmente porque o ser humano precisa de muito pouco para suas necessidades básicas, e mais do que isso, é desperdício de vida e de recursos que poderiam ser repartidos com outros. Quando Jesus encontrou o jovem rico, não lhe disse que deveria maximizar seus lucros, investir seu capital, trabalhar para se tornar ainda mais rico. Não… Jesus disse: Doa teus bens aos pobres e segue-me, e terás um tesouro no reino de Deus.

Sendo assim, muitos se acomodam na riqueza, mergulham em seus prazeres e sua vida passa a ser totalmente vazia. Existe uma máxima no Esoterismo que diz assim: quando a vida está cheia por fora, ela está vazia por dentro. Quanto mais obtemos coisas materiais e nos importamos com isso, menos damos valor ao nosso interior, e o resultado disso é um atormentador vazio. Vamos quebrar essa ilusão de que a felicidade tem relação com a riqueza, de que o bem estar só pode ser conquistado com bens terrenos, de que a paz só virá com estabilidade material. Não existe estabilidade possível nesse mundo… o dinheiro jamais poderá nos proporcionar uma segurança, uma estabilidade. Qualquer conquista desse tipo será apenas temporária, e pode durar menos do que supomos. Por isso que Jesus disse para acumularmos tesouros no céu e não na Terra, pois estes nunca são perdidos.

(Hugo Lapa)

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