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Archive for the ‘Espiritismo’ Category

Perda de pessoas amadas

 

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PERDA DE PESSOAS AMADAS E MORTES PREMATURAS
 
21 – Quando a morte vem ceifar em vossas famílias, levando sem consideração os jovens em lugar dos velhos, dizeis freqüentemente: “Deus não é justo, pois sacrifica o que está forte e com o futuro pela frente, para conservar os que já viveram longos anos, carregados de decepções: leva os que são úteis e deixa os que não servem para nada mais; fere um coração de mãe, privando-o da inocente criatura que era toda a sua alegria”.
 
Criaturas humanas, são nisto que tendes necessidades de vos elevar, para compreender que o bem está muitas vezes onde pensais ver a cega fatalidade. Por que medir a justiça divina pela medida da vossa? Podeis pensar que o Senhor dos Mundos queira, por um simples capricho, infligir-vos penas cruéis? Nada se faz sem uma finalidade inteligente, e tudo o que acontece tem a sua razão de ser. Se perscrutásseis melhor todas as dores que vos atingem, sempre encontraria nela a razão divina, razão regeneradora, e vossos miseráveis interesses representariam umas considerações secundárias, que relegaríeis ao último plano.
 
Acreditai no que vos digo: a morte é preferível, mesmo numa encarnação de vinte anos, a esses desregramentos vergonhosos que desolam as famílias respeitáveis, ferem um coração de mãe, e fazem branquear antes do tempo os cabelos dos pais. A morte prematura é quase sempre um grande benefício, que Deus concede ao que se vai, sendo assim preservado das misérias da vida, ou das seduções que poderiam arrastá-lo à perdição. Aquele que morre na flor da idade não é uma vítima da fatalidade, pois Deus julga que não lhe será útil permanecer maior tempo na Terra.
 
É uma terrível desgraça, dizeis, que uma vida tão cheia de esperanças seja cortada tão cedo! Mas de que esperanças querem falar? Das esperanças da Terra onde aquele que se foi poderia brilhar, fazer sua carreira e sua fortuna? Sempre essa visão estreita, que não consegue elevar-se acima da matéria! Sabeis qual teria sido a sorte dessa vida tão cheia de esperanças, segundo entendeis? Quem vos diz que ela não poderia estar carregada de amarguras? Considerais como nada as esperanças da vida futura, preferindo as da vida efêmera que arrastais pela Terra? Pensais, então, que mais vale um lugar entre os homens que entre os Espíritos bem-aventurados?
 
Regozijai-vos em vez de chorar, quando apraz a Deus retirar um de seus filhos deste vale de misérias. Não é egoísmo desejar que ele fique, para sofrer convosco? Ah! essa dor se concebe entre os que não tem fé, e que vêem na morte a separação eterna. Mas vós, espíritas, sabeis que a alma vive melhor quando livre de seu invólucro corporal. Mães, vós sabeis que vossos filhos bem-aventurados estão perto de vós; sim, eles estão bem perto: seus corpos fluídicos vos envolvem, seus pensamentos vos protegem, vossa lembrança os inebria de contentamento; mas também as vossas dores sem razão os afligem, porque revela uma falta de fé e constituem uma revolta contra a vontade de Deus.
 
Vós que compreendeis a vida espiritual, escutai as pulsações de vosso coração, chamando esses entes queridos. E se pedirdes a Deus para os abençoar, sentireis em vós mesmas a consolação poderosa que faz secarem as lágrimas, e essas aspirações sedutoras, que vos mostram o futuro prometido pelo soberano Senhor.
 
(Evangelho segundo o Espiritismo)
 

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Médium pode cobrar?

 

O MÉDIUM PODE COBRAR PELA SUA MEDIUNIDADE?

Uma pessoa fez essa pergunta aqui no grupo. Pode um médium, exercendo sua mediunidade, cobrar pelos atendimentos, livros, passes, curas ou outras atividades mediúnicas?

Sim… Poder ele pode. Não necessariamente o médium está rompendo as leis naturais caso ele cobre suas atividades. No entanto, é aconselhável que ele cobre? Essa resposta é não. Não é recomendável que qualquer médium cobre por livros, atendimentos, etc.

Mas por que o médium não deve cobrar? Simplesmente porque aquele trabalho não é dele. Por exemplo, um médium de cura que incorpora um espírito e este espírito faz todo o atendimento nas pessoas enquanto o médium fica inconsciente. Qual o mérito do médium nessa situação? Doar seu corpo e tempo para o trabalho. Mas o médium é dono do trabalho que fez? Não… o trabalho é todo dos espíritos; os espíritos realizaram todo o atendimento de cura enquanto o médium estava ausente. Nesse caso, é aconselhável que o médium cobre? Não… pois esse trabalho de cura não foi feito pelo próprio médium, mas sim pela equipe espiritual de cura. Por isso se diz que não é aconselhável que o médium cobre, porque o trabalho não pertence a ele, não veio dele, não foi elaborado por ele, não houve investimento da parte do médium para aprender aquele ofício, ao contrário: é um dom que lhe foi dado por Deus para se fazer o bem.

No entanto, vemos uma certa divisão no movimento espírita e espiritualista a esse respeito. Há uma parte dos médiuns que cobram e outra que não cobram. Por exemplo, Zíbia Gasparetto sempre lucrou com suas obras psicografadas pelos espíritos. Em tese, ela não poderia cobrar, mas isso não parece fazer diferença nenhuma para o grande público, que consome seus livros como se fosse água, sendo ela a médium que mais vende livros no Brasil. Robson Pinheiro, autor espiritualista conhecido e polêmico, é outro que cobra pelas suas obras mediúnicas. Robson Pinheiro montou até mesmo uma editora para publicar seus livros. Por outro lado, Chico Xavier nunca cobrou 1 centavo por todas as mais de 400 obras mediúnicas que escreveu ao longo de 70 anos de intenso trabalho psicográfico. Chico doou toda renda para obras de caridade. Em nossa visão, Chico agiu corretamente, por ter ajudado milhares de pessoas em seus projetos sociais e inspirado milhões de pessoas no bem e no caminho da evolução espiritual.

Eu não julgo, em hipótese alguma, um médium que deseja lucrar com sua mediunidade. Não creio que esse médium seja menos confiável ou esteja seguindo um caminho menos elevado apenas porque aufere lucros de sua atividade. No entanto, o caminho da mediunidade deve ser um caminho de renúncia pessoal, abnegação de qualquer tipo de interesse pessoal. Por isso, o ideal é o médium não cobrar…

Por outro lado, podemos questionar: e o sensitivo? O sensitivo ou o vidente pode cobrar pelos seus atendimentos? A resposta é sim. Mas por que o sensitivo pode e o médium não é aconselhável que ganhe com mediunidade? O vidente ou o sensitivo não usa em seus atendimentos o trabalho dos espíritos como o médium usa. Por exemplo, num trabalho de cirurgia espiritual, enquanto o médium incorpora um espírito e este faz todo o trabalho, o sensitivo se utiliza de sua própria percepção e sensibilidade para realizar um tratamento de cura. O sensitivo não é tomado por um espírito que faz o trabalho para ele… mas ele mesmo realiza todo o atendimento, de acordo com sua sensibilidade, seu conhecimento e as capacidades que ele desenvolveu em suas vidas passadas.

Quase todo sensitivo que atua nos dias de hoje desenvolveu seu dom com práticas místicas e espirituais aprendidas em suas vidas passadas. Essas práticas são consequência de um esforço dele mesmo, um trabalho interior que ele empreendeu a fim de despertar certas faculdades anímicas. O médium, por seu lado, não desenvolveu seu dom mediúnico em vidas passadas: é algo que lhe foi dado pela espiritualidade superior e que nenhum esforço ele precisou empreender em vidas passadas para obter suas faculdades, sejam de cura, de escrita automática, da psicofonia, etc. Por isso, o sensitivo pode, sem nenhum problema, cobrar seus atendimentos.

O ato de cobrar em si mesmo não pode ser considerado algo positivo ou negativo a priori. Há médiuns que cobram, mas não lucram. Esse é o exemplo de certos indivíduos que cobram os atendimentos, mas doam depois toda a renda para instituições de caridade. Chico Xavier também lucrava com seus livros, mas todo o dinheiro era revertido para os necessitados. Por outro lado, como dissemos inicialmente, o certo e o errado não podem ser estabelecidos tal como tábuas da lei de uma revelação superior que devem ser tomadas de forma literal e imutável. Os espíritos sempre deixam claro a importância de nossa intencionalidade em toda a nossa obra humana. A intenção é tudo no plano do espírito. Se o médium cobra, mas ele pensa primeira no bem estar das pessoas e em segundo plano no dinheiro, ele não está cometendo qualquer “pecado” e não está adquirindo karma negativo.

No entanto, o médium que não cobra, mas pensa primeiro em “encher seu ego” e depois, em segundo plano, considera o bem estar das pessoas, este, mesmo não cobrando, está adquirindo um karma negativo que poderá causar-lhe sofrimento futuro. Muitas vezes a moeda de troca não é o dinheiro, mas o ego: é aquele médium que gosta de ser adorado, gosta de aparecer, que gosta de se exibir, que aprecia ser estimado e visto como um “grande médium” da atualidade. Muitas vezes essa expectativa de retorno não financeira do orgulho e da vaidade mediúnica é mais grave do que o desejo pelo lucro material.

(Hugo Lapa)

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Suicídio leva ao inferno?

 

QUAL O DESTINO DOS SUICIDAS?

Uma pessoa que se suicida vai sempre direto ao inferno ou ao umbral?

Não… Apesar de existir uma crença comum, tanto no catolicismo quanto no Espiritismo de que o suicídio conduz inevitavelmente ao umbral, essa ideia não tem razão de ser e vamos explicar por quê.

Quando uma pessoa se suicida, ela geralmente se encontra num estado de consciência de muita perturbação. Na maioria das vezes o suicida passou por muitos sofrimentos. Ele vive uma constante angústia, uma profunda depressão, já não acredita mais na vida e perdeu todas as esperanças de melhora. Por isso, a única saída que ele percebe para dar fim ao seu sofrimento é o suicídio. Nesse caso, o suicida pratica o autoextermínio e desencarna com uma imensa carga de emoções negativas.

Vamos então entender que, no momento do desencarne, o suicida faz a sua passagem bastante impregnado de uma energia muito negativa, muito densa, extremamente pesada e desarmônica. Essas energias bem baixas tomam conta de seu espírito, e consequentemente, o conduzem aos planos inferiores do mundo terrestre. Por que então se diz que o suicida vai direto ao inferno? Costuma-se fazer essa afirmação por que é imenso o número de suicidas que desencarnam com uma energia bastante pesada… e esse peso vibratório os conduz às zonas inferiores. Esse é o motivo dos espíritos que se suicidaram irem direto ao umbral. Na hora do ato suicida, eles estão demasiadamente envolvidos com energias inferiores, muito baixas, e por isso, acabam descendo a níveis igualmente inferiores, que são compatíveis com as energias que ele cultivou momentos antes de desencarnar, assim como horas antes, dias antes, meses antes e até anos antes.

Isso significa que os espíritos suicidas desencarnam com uma intensa carga negativa e é justamente essa carga que os leva a expiar nas zonas inferiores. Muitos acreditam que os suicidam vão ao umbral ou ao inferno por conta de um “pecado” que cometeram, por terem violado um “decreto” divino. Esse suposto decreto divino estabeleceria que todo suicida deve ir diretamente ao inferno ou ao umbral, porque esta é uma lei divina e a lei divina sempre se cumpre. Isso não é verdade. É verdade que a lei divina sempre se cumpre… mas não há nenhum decreto divino, nenhuma lei da natureza que estabeleça o destino inexorável infernal aos espíritos que se suicidam.

O que existe, isso sim, é uma lei denominada “lei da afinidade” ou “lei da sintonia”. Essa lei prevê que “semelhante atrai semelhante”. Logo, se um espírito desencarna com uma energia negativa, ele será automaticamente atraído para uma zona de igual negatividade. A negatividade que ele gerou vai leva-lo a mesma negatividade após a morte. Vamos supor que pudéssemos estipular níveis de vibração dos espíritos. Imaginemos que um espírito se suicide na vibração -34. Para onde iria esse espírito após a morte? Ele não poderia ir a outra zona espiritual senão para a zona -34 do umbral. Ele vai para esse nível pois é exatamente essa a energia que ele se encontrava antes e durante o ato de forçar a retirada do seu corpo físico. Vamos supor que outro espírito tenha desencarnado no nível -12. Para onde este espírito vai após a morte? Vai naturalmente para a zona -12 dos níveis espirituais do planeta Terra, pois é lá que a sua energia está sintonizada.

A lei da sintonia, essa sim, é inexorável. Não pode ser violada de nenhuma forma. Todos os espíritos estão no nível exato que lhes corresponde. Quem quiser informações mais detalhadas sobre a “lei da afinidade” pode ir ao blog de Hugo Lapa e pesquisar a mensagem com esse mesmo nome.

Dessa forma, fica claro que não existe nenhuma lei a priori, nenhum decreto de Deus que estipula algo como “Todo suicida deve ir necessariamente ao inferno”. Não existe tal coisa. Vamos lembrar de O Livro dos Espíritos quando o espírito da Verdade afirma que as leis de Deus estão inscritas na consciência. Por esse motivo, quem violar estas leis será punido por quem? Por Deus? Não… será punido pela própria consciência, que nos conduzirá a zona de consciência mais ou menos elevada, conforme a vibração e elevação espiritual atingida na Terra.

Essa explicação faz cair por terra a ideia de que “se matou, vai pro umbral”. Podemos dizer que é sim possível uma pessoa se suicidar e não ir ao umbral. Isso dependerá de sua energia, de sua consciência e também se seu arrependimento após a morte. Caso ele consiga se libertar das energias negativas que ele mesmo produziu, ele pode ascender e não precisar ir a zonas inferiores. Nossa própria consciência nos leva ao bem ou ao mal que criamos, nos conduz a ruína ou às realizações… nos leva a paz ou ao sofrimento. E tudo isso é decorrência de tudo o que criamos ao longo da encarnação e das sucessivas encarnações da alma. Como diz a máxima: “Não acredite em punição divina, pois o que o homem planta… ele mesmo colhe”.

(Hugo Lapa)

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Briga pela herança

 

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COMO OS ESPÍRITOS VEEM AS BRIGAS POR HERANÇAS?

Uma das maiores tristezas que pode vivenciar o espírito que acabou de desencarnar é ver e sentir, do plano espiritual, o que seus filhos ou parentes mais próximos fazem pela herança que ele deixou.

Em O Livro dos Espíritos se diz que o espírito desencarnado, que acabou de ascender à pátria espiritual, pode ver e sentir claramente as ações e comportamentos dos seus parentes e das pessoas mais próximas. O espírito pode não apenas ver tudo, como sentir tudo o que acontece. Ele pode captar facilmente o sentimento daqueles que ficaram. Pode sentir a emoção de cada um em seu próprio enterro; pode desvendar as intenções mais ocultas de cada um dos presentes; pode perceber de forma transparente a falsidade daqueles que antes lhe sorriam e agora agradecem sua partida; pode entrever com exatidão o interesse mesquinho daqueles que ficaram na Terra e só pensam em bens e dinheiro; pode também sentir o desprezo que cada pessoa tem por ele, as más intenções e pode captar com clareza o desejo pelo desencarne rápido para que assim o encarnado possa ter acesso a herança.

O recém-desencarnado finalmente percebe as futilidades da vida humana; ele vê como é a vida espiritual e entende como a vida na matéria era apenas um campo de miragens, de ilusão, onde tudo passa e onde nada é eterno. Por isso, ele compreende dentro de si o quanto as brigas terrenas pelo dinheiro, pelo poder, pelas posses, por estar certo, por fazer tudo do seu jeito, pela fama, pelo sucesso, etc… o quanto tudo isso é desnecessário e não traz nada de positivo ao espírito. Ao ter contato com a realidade espiritual ele percebe um universo de infinitas possibilidades que se descortina diante dele… Dessa forma, ele constata o caráter banal e pueril das brigas pelos bens materiais.

O espírito toma consciência de um reservatório infinito de bençãos espirituais que existe a sua disposição… aquilo que podemos descrever como a paz infinita e a felicidade infinita. Apenas para efeito de comparação, é possível comparar a vida espiritual com um oceano imenso… e as coisas que tanto valorizamos na terra como sendo apenas um copinho de água. Esse copinho de água não mata nossa sede e mesmo depois que o bebemos, após um tempo já estamos com sede novamente. O espírito que percebe seus filhos e parentes brigando pela herança que ele deixou se entristece muito, pois considera essa briga semelhante a duas pessoas se digladiando por um pequeno copinho de água ao lado de um oceano sem limites. Como ainda não percebem o oceano infinito ao seu lado, eles se matam pelo copinho de água que não sacia sua sede. Ao invés de matarem sua sede com as águas sagradas da fonte universal da vida, eles ficam brigando pelo copinho de água, que simbolizam os bens materiais, o sentimento de posse, o egoísmo, o orgulho, a boa fama, o desejo pelo elogio, o desejo pelo afeto, o apoio emocional em coisas e pessoas, as brigas, disputas e exigências que o ego faz para se satisfazer, etc.

O espírito que agora compreende as bençãos infinitas de Deus vê tudo com tristeza, porém se é um espírito mais elevado, não se deixa abalar por isso… Ele compreende que os encarnados enfurecidos pelas disputas de herança ainda tem um longo caminho pela frente em sua aprendizagem e quanto mais tempo demorarem para perceber a pequenez de tudo isso… mais vão sofrer no vale da lágrimas da existência material. O espírito finalmente consegue compreender o quão estéril são essas brigas… ele vê tudo tal como o adulto percebe a briga de duas crianças que se batem para ver quem vai ficar com o doce… Briga essa que não tem a menor importância diante de tudo o que elas têm pela frente em suas vidas.

Não se esqueça que os espíritos desprendidos da matéria podem ver e sentir tudo o que se passa conosco; eles captam até mesmo nossas mais ocultas intenções. Eles enxergam com clareza nossas falsidades, nossa ganância e o caráter medíocre de nossas disputas pela herança e por todas as demandas da vida material. O que os espíritos costumam dizer a esse respeito é que ninguém deveria se rebaixar por tão pouco… ninguém deveria se materializar mais do que já está materializado… nenhum espírito encarnado deveria se preocupar com questões tão pequenas e grosseiras… e se desentender, se digladiar, se desrespeitar ou ficar aflito para receber os bens daquele que se foi… Isso não apenas entristece o espírito que já não está mais entre nós, como nos degrada moralmente e espiritualmente.

(Hugo Lapa)

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Espiritismo e o progresso

 

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O ESPIRITISMO DEVE DESTRUIR O MATERIALISMO

Na pergunta 799 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec pergunta de que forma o Espiritismo pode contribuir para o progresso da humanidade. Os espíritos respondem o seguinte:

“Destruindo o materialismo, que é uma das chagas da sociedade, ele faz os homens compreenderem onde está o seu verdadeiro interesse.”

Sim… o objetivo do Espiritismo é destruir o materialismo, para que assim a humanidade possa obter uma progresso ético e espiritual. Mas o que seria destruir o materialismo?

Muitas pessoas acreditam que “destruir o materialismo” significa provar a existência do espírito e de um mundo espiritual e questionar as bases da teoria científica materialista. O materialismo preconiza que a matéria é o único fundamento de tudo o que existe, que somos apenas seres materiais e que não existe qualquer coisa além da matéria, nenhum nível ou estado de consciência e existência imaterial. O Espiritismo deveria então destruir as bases dessa tese demonstrando a existência do espiritual.

No entanto, o que O Livro dos Espíritos explica como “destruir o materialismo” não é combater a teoria materialista, mas sim destruir a filosofia, o modo de vida ou a visão de mundo materialista que todas as pessoas possuem em algum grau. Destruir o materialismo é destruir nosso apego à matéria, é desbancar a ideia de que os desejos materiais possam levar o homem à felicidade nesse mundo. Destruir o materialismo é destruir nossa ânsia de ter experiências materiais para assim obter a satisfação de nossas aspirações. O Espiritismo vem mostrar ao homem que a matéria é mero epifenômeno do espírito… e que não somos seres materiais que de vez em quando têm experiências espirituais, mas sim seres espirituais imersos em experiências na matéria.

O Espiritismo deve destruir o materialismo que existe em todos nós. O materialismo existe quando damos mais valor à matéria do que ao espírito; quando queremos ganhar na matéria sem desconfiar que todas as coisas materiais passam. É quando desejamos acumular tesouros na terra, ao invés de acumular tesouros no céu. Jesus nos advertiu que é melhor cuidar dos tesouros celestes e parar de dar valor aos tesouros materiais. Ser materialista é fazer das realizações materiais a base de nossa vida… realizações materiais como desejar ser rico, desejar um alto cargo na empresa, desejar fazer viagens de luxo, desejar projetar uma boa imagem aos outros, desejar viver no conforto e na estabilidade protegido por uma ilusória segurança financeira, desejar mais o mundo do que Deus. Tudo isso é uma postura bastante materialista que o Espiritismo vem destruir.

Se somos seres espirituais vivendo apenas um curto período de tempo na matéria, por que damos mais valor à matéria do que as verdades eternas do espírito? É justamente essa mudança de perspectiva que o Espiritismo vem trazer. Viciar-se no prazer material é viver no grosseiro materialismo. Buscar subterfúgios na bebida, nas drogas, na comida ou em quaisquer agrados para os sentidos a fim de fugir do nosso interior é outra postura materialista. Acreditar mais na mente, no ego e nas percepções dos sentidos do que no espírito é, com efeito, outra postura brutalmente materialista.

Acreditar-se melhor do que os outros apenas porque temos um curso superior, acreditar-se superior porque nosso emprego é melhor, ou porque pertencemos a uma classe social mais abastada, ou porque nossa reputação é melhor, ou porque somos mais belos e temos um corpo mais jovem e bonito, assim como mentir, iludir, dissimular, enganar, não perdoar ou prejudicar os outros, tudo isso é puro materialismo; tudo isso será destruído por uma nova consciência que o Espiritismo e outras formas de conhecimento vem trazer. Qualquer ideia de que somos melhores que o outro é fundamentalmente materialista… é ilusória, é equivocada e cria muito sofrimento em nossas vidas. A ideia de que podemos ter a posse das coisas e das pessoas também é bastante materialista.

A ideia de posse e pertencimento que afirma ser tudo “meu”… Como “meu” marido, “minha” esposa, “meu” filho, “meu” carro, “minha” casa, “minhas” terras, “minhas” ideias, “meus” móveis, etc, tudo isso é totalmente materialista. O espírito não pode ter posse de coisa alguma, nem de coisas, nem de pessoas, nem de ideias, nem de nada. Sentimento nacionalista também é materialista, pois leva em conta a defesa do país em que nascemos diante de outros países. O ódio político e religioso também é um produto deplorável do materialismo que infecta nossa alma. Brigas, discussões, conflitos, desentendimentos e tentativas de culpar algo ou alguém também é materialista. Qualquer postura que coloca a base de nossa vida na matéria ou nos valores humanos é materialista. Por outro lado, a visão de mundo que nos liberta da matéria e nos faz ir além dela, elevando o ser humano a sua condição espiritual, de paz eterna e felicidade suprema, é um modo de vida espiritual.

Esse é o materialismo que o Espiritismo vem destruir. Não é a teoria materialista do conhecimento, mas sim o materialismo arraigado que cada pessoa ainda conserva em seu interior. Com a ajuda do Espiritismo e de outras correntes de pensamento espiritual vamos todos destruir esse materialismo. Não o materialismo externo; o materialismo que existe fora de nós… mas o materialismo que existe impregnado no coração humano; o materialismo que existe dentro de cada um de nós.

(Hugo Lapa)

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Esclarecimento sobre psicografia

 

ESCLARECIMENTO SOBRE PSICOGRAFIAS

Amigos, é importante esclarecer uma coisa:

Nem todo mundo que pede psicografia, recebe. Aliás, acredito que mais de 50% dos pedidos de psicografia, seja onde for, não receberão uma resposta.

Muitas vezes os espíritos não querem ou não recebem autorização para se comunicar. Outras vezes os espíritos invocados estão ainda presos a Terra, em estado de perturbação ou mesmo estão no umbral. Então, eles ficam incapacitados de uma comunicação. Em outras situações, o encarnado que sente que “perdeu” a pessoa precisa mesmo vivenciar a perda, sem que receba uma mensagem do ente querido. Essa é uma experiência necessária para que o encarnado possa seguir com sua vida, entregar o ente querido a Deus, despertar sua fé e deixar que o espírito vá em paz ao plano espiritual. Pessoas que ficam muito ansiosas esperando uma psicografia, como se isso fosse sua tábua de salvação, tem muito menos chance de receber.

Na verdade, a época em que esses fenômenos estavam em voga, que ocorriam com muita frequência, já passou. Toda a fenomenologia relacionada a comunicação dos espíritos com o plano material foi necessária no passado, nos séculos XIX e XX. Nessa época havia uma grande necessidade de se divulgar o Espiritualismo, de se chamar a atenção para esse fenômeno. Hoje em dia todas as pessoas já podem ter acesso ao Espiritualismo. É algo que já está bem mais divulgado. Sendo assim, não existe mais a necessidade de tanta comunicação.

Em nossa época existe outra necessidade: a do despertar da fé, sem se tomar como base os fenômenos. A fé pela fé, e não a fé com base em milagres, em provas físicas, em comunicações, etc. O século XXI é também uma época voltada para o desprendimento das nossas reações emocionais e do desapego em relação as pessoas. Vivemos num período onde não é mais recomendável que as pessoas busquem os fenômenos. Agora é necessário o despertar… É preciso crer sem ver… a fé pela fé, o despertar de nossa intuição, de nossa sensibilidade, de nossa consciência. É o momento de elevação e da sabedoria… A época dos fenômenos já passou.

Por isso, todos devem entender que nem todos que pedem uma psicografia, vão recebe-la. Hoje em dia a humanidade já tem as ferramentas necessárias para entender a jornada do espírito… permitir que os desencarnados possam seguir seu destino sem que fiquemos os invocando toda hora para saciar uma necessidade nossa de te-los por perto. Estamos numa época de deixar que eles vão… nada mais pode ficar sendo preso. É a época da busca pela liberdade… Onde todos devem entender que ninguém perdeu nada, mas que a vida continua… e esse entendimento precisa vir do desenvolvimento de nossa consciência, e não mais de provas materiais.

(Hugo Lapa)

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ATAQUE AO BUSTO DE CHICO XAVIER

Amigos, recentemente o busto de Chico Xavier foi vítima de um ataque, provavelmente motivado por intolerância religiosa de fanáticos. Muitas pessoas ficaram bravas com essa atitude e decidiram até fazer campanhas contra o que ocorreu. De fato, a intolerância está tomando conta de nosso país cada vez mais. O brasileiro que era um povo acolhedor, tolerante e respeitoso, está se tornando cada vez mais reativo, intolerante, sectário, etc. Tudo isso vem, provavelmente, de novas denominações religiosas políticas, como as igrejas midiáticas da teologia da prosperidade, que se infiltraram na população e cada vez mais estimulam o fanatismo, o dogmatismo, o preconceito, o conservadorismo, o egoísmo, etc.

No entanto, o que nós espiritas e espiritualistas devemos pensar de tudo isso? A melhor atitude seria combater esse tipo de pessoas e se opor fortemente a essa conjuntura de ódio? Ou, pelo contrário, esse é justamente o momento de viver a nossa fé e seguir os ensinamentos dos mestres e dos espíritos de luz? Sim… essa é uma época de ouro para que todos possam manifestar a verdadeira fé, e seguir os preceitos cristãos na prática.

No caso do busto de Chico Xavier, vamos refletir no seguinte… O vidro do busto quebrado faz alguma diferença para nós? O busto do Chico Xavier é o próprio Chico Xavier? Não, não é… aquilo nada mais é do que uma forma, uma estátua, uma representação do Chico, não é o Chico em si mesmo. Por acaso o Chico Xavier foi afetado por aquilo? Não… jamais. Caso estivesse vivo, não tenho dúvida que ele diria a todos que orassem pelos vândalos e respondessem o ódio deles com amor.

Sim… Chico diria algo do gênero, porque ele sabia que a matéria não é nada e que o espírito é tudo. Ele sabia que a representação de algo não é esse algo em si mesmo. Trata-se apenas de um símbolo, uma lembrança, uma imagem. Penso também que ele concordaria em dizer que não devemos ficar tão afetados apenas porque uma imagem foi atingida, ainda mais uma imagem dele mesmo, que pregou a paz em resposta a guerra; que pregou a tolerância e o amor em resposta ao ódio e a intolerância. Responder ao fanatismo com ódio, com agressões, com irritação, com mágoa, com palavras duras, é fazer exatamente o oposto do que o Chico pregava… e entrar na mesma vibração de ódio que os fanáticos. Vamos refletir sobre isso: se estamos defendendo a memória de Chico Xavier, como podemos defender essa memória agindo de forma oposta a tudo o que ele pregou e ao seu próprio exemplo de vida?

Sim, o busto do Chico não é o Chico… Os fanáticos podem destruir o quanto eles quiserem as imagens, as formas, as representações, a matéria… pois eles nada poderão fazer contra a mensagem do Chico e seu legado. Nada disso será afetado por esses atos de violência, pelo contrário. O que é a matéria em relação ao espírito? O que é a imagem diante da essência da mensagem e da memória de Francisco Cândido Xavier? O que é um busto em relação a toda a mensagem de amor e paz que Chico nos legou?

Por outro lado, é certo que quanto mais Chico for atacado e perseguido, mais essas injustiças farão sua memória crescer, se expandir… todos começarão a perceber a injustiça desse ato. As pessoas ficarão sensibilizadas, mesmo aquelas que não creem em Chico e muitas podem até buscar o Espiritismo e o Espiritualismo para tentarem entender o que é essa doutrina que tanto é atacada pelos fanáticos.

Allan Kardec concordava com isso. Muito não sabem, mas o professor Rivail foi muito perseguido durante sua vida física. O fanatismo em sua época foi tanto que alguns padres da época chegaram a juntar centenas de exemplares de obras espíritas e colocarem fogo em tudo. Isso nos lembra, obviamente, toda a repressão que o misticismo e o espiritualismo sofreu durante a idade média e todos os inocentes que foram queimados na fogueira da Santa Inquisição. Kardec, como sempre, teve uma abordagem lúcida do ocorrido. Ele declarou o seguinte sobre esse episódio da queima dos livros espíritas:

“Graças a esse zelo imprudente, todo o mundo, na Espanha, vai ouvir falar do espiritismo e quererá saber o que é; é tudo o que desejamos. Podem-se queimar os livros, mas não se queimam as ideias; as chamas das fogueiras as superexcitam em lugar de abafa-las. As ideias, aliás, estão no ar, e não há pireneus bastante altos para detê-las; e quando uma ideia é grande e generosa, ela encontra milhares de peitos prontos para aspirá-la.”

Sim, Kardec estava certo, porque depois disso o Espiritismo cresceu ainda mais e hoje ocupa um lugar de maior destaque no mundo. Por isso dizemos que ninguém deve ficar com raiva de atitudes de fanatismo, nem tentar guerrear contra esse tipo de ação. Nada disso pode nos afetar, assim como não afetou o busto de Chico… não deve abalar nenhum de nós. Não se pode destruir a mensagem pelo fanatismo, pela destruição, pelo vandalismo, pela injustiça. Ao contrário, tudo isso se torna o fermento de nossa fé e de nossa mensagem.

Os cristãos facilmente esquecem das palavras de Jesus. O que Jesus disse sobre isso? Jesus aconselhou a todos a lutarem contra a intolerância? A combaterem o fanatismo, o dogmatismo? Aconselhou a denunciar as agressões, as destruições, as ofensas, as injustiças? Não… Jesus foi bem claro quando disse:

Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.
Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós. (Mateus 5:11,12)

Vamos refletir sobre isso…

(Hugo Lapa)

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