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Archive for the ‘Espiritismo’ Category

Psicografia da Chapecoense

 

PSICOGRAFIA DO ACIDENTE DA CHAPECOENSE

Amigos, estou vendo agora que saiu uma suposta psicografia dos espíritos do acidente da Chapecoense. Advirto a todos: não acreditem nisso.

É muito triste um médium tentar pegar carona na comoção popular que se criou em torno do acidente apenas para se promover.

Obviamente essa mensagem, se foi mesmo divulgada por algum médium, é falsa… Primeiro porque não teria dado tempo do espírito enviar a mensagem. Segundo que muitos espíritos que morrem em acidentes graves, em catástrofes coletivas como essa, podem se encontrar em estado de perturbação e não serem ainda capazes de enviar uma mensagem psicografada. Claro que sempre é possível contatar um espírito em sofrimento e ver o que ele pode estar sofrendo, mas isso deve ser realizado apenas com um motivo útil e nunca por sensacionalismo. Aliás, qual seria o sentido de enviar uma mensagem de dor e sofrimento, sem qualquer lição de vida implícita? É muito conveniente nesse momento de clamor popular um médium divulgar essa mensagem. Obviamente esse é um momento de dor e desespero para o espírito e para a família. Que o espírito está em sofrimento é até óbvio e muito provável disso ocorrer. Tudo isso atrai a atenção de todos e pode ter como objetivo fazer desse médium alguém mais conhecido.

Além disso, em minha opinião, não é correto fazer isso com a família das vítimas. Os familiares ainda estão de luto, sofrendo por esse terrível acidente. Envolver as pessoas que desencarnaram nessa catástrofe tão triste e atribuir-lhes uma fala de desespero não é uma atitude positiva. Pode até mesmo aumentar o sofrimento dos parentes que eventualmente venham a ler essa psicografia.

A função do médium é utilizar seu dom ou sua faculdade para ajudar as pessoas. O médium deve dar sua contribuição à humanidade tornando-se uma ponte entre o mundo visível e o invisível, entre o manifesto e o imanifesto. Ele deve ser um mensageiro do além, que entrega uma informação aos encarnados e não faz nenhum alarde sobre isso. O médium não pode colocar sua personalidade em destaque e jamais deve buscar a fama. Ele deve se colocar apenas como um instrumento de Deus para os propósitos divinos se realizem na Terra.

Por isso eu sempre digo: desconfiem de qualquer tipo de mensagem mediúnica de celebridades ou pessoas muito famosas na mídia. Desconfiem também de psicografias de políticos falando do momento atual. Algumas dessas mensagens foram concebidas pelo próprio médium para manipular o eleitorado. Há muitos médiuns que não são sérios e querem apenas publicidade.

(Hugo Lapa)

 

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Ser espírita

 

 

SER ESPÍRITA

Ser espírita é, em primeiro lugar, praticar os ensinamentos de Jesus e não apenas acreditar nele. O espírita deve seguir principalmente o ensinamento de Jesus que diz: “Amar a Deus sobre todas as coisas e amar o próximo a ti mesmo”. O espírita deve ter como objetivo amar a Deus e amar seu próximo, independente do que lhe ocorra.

Ser espírita não é apenas acreditar em espíritos, acreditar em mediunidade, acreditar em fenômenos inexplicados. Ser espírita é principalmente acreditar em Deus, na essência da vida, no espírito eterno e imortal que somos e procurar expressar tudo isso em sua vida prática.

Ser espírita é procurar ser melhor a cada dia. É fazer o bem sem olhar a quem. É dar sem esperar receber em troca. É entender o outro e se colocar em seu lugar.

Ser espírita é aceitar suas imperfeições; aceitar nossos defeitos; aceitar nossas limitações; aceitar que ainda temos muito o que aprender. Ser espírita é, tal como disse Jesus, se fazer inocente como as crianças. É aceitar que não sabemos tudo, que não somos os donos da verdade e que não somos melhores do que ninguém.

Ser espírita é entender que nossa religião não é melhor do que qualquer outra, mas sim que qualquer religião é boa desde que faça a pessoa melhor. Não importa a religião que a pessoa segue, importa apenas ela saber aproveitar os ensinamentos religiosos para evoluir e se elevar. 

Ser espírita é não tentar convencer os outros a serem espíritas ou a aceitarem seus princípios, mas sim respeitar a fé de cada e o grau de consciência que a pessoa se encontra. O verdadeiro espírita não cultiva dogmas ou verdades prontas, mas mantém sua mente e seu coração abertos, além de não idolatrar ou cultuar a personalidade de ninguém.

Ser espírita é não ficar segregando os outros; não ficar dividindo o movimento entre espíritas ortodoxos e espíritas liberais; não ficar impondo sua própria visão do que seja o Espiritismo. O espírita que fica tentando impor o que é e o que não é o Espiritismo ainda não entendeu a essência da doutrina.

Ser espírita é admitir que o Espiritismo pode ser entendido e vivenciado de diversas formas, respeitando a individualidade de cada um, sem imposições, sem censuras e sem proibições de nenhum tipo.

Ser espírita é não julgar, não rotular, não tentar encaixar o outro em padrões pessoais de certo e errado. É deixar o outro ser como quiser ser. O espírita não condena antes da hora e não fala sem conhecer.

Ser espírita é não mentir, não dissimular, não manipular e nem tentar controlar o outro de acordo com sua vontade.

Ser espírita é ter humildade, é cultivar a compreensão com todos. é responder com amor mesmo àqueles que nos fazem mal, é respeitar cada ser da criação, por menor que seja, é ser compassivo com todos, pacífico em cada ato, puro de coração e sincero em suas ações. Ser espírita é despertar a equanimidade e ser livre, totalmente livre de qualquer prisão mental e emocional.

(Hugo Lapa)

Tratamento Espiritual a distância com Captação Anímica

lapapsi@gmail.com

 

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Um espírita no umbral

 

UM ESPÍRITA NO UMBRAL

Um homem de 55 anos, espírita, sofreu um acidente e morreu de repente. Ele se viu saindo do corpo e chegando a um lugar escuro, feio, tétrico, com energias muito negativas.

Assim que começou a caminhar por aquele vale sombrio, viu três espíritos vestidos com capa preta caminhando em sua direção. Assim que chegaram, o homem perguntou:

– Que lugar é esse?

– Aqui é o que vocês espíritas chamam de umbral – disse um dos espíritos. O homem ficou chocado com aquela informação. Mal podia acreditar que estava no umbral. Considerou que talvez estivesse ali para participar de alguma atividade socorrista aos espíritos sofredores. O espírito negativo, que lia seus pensamentos, respondeu que não. Ele estava ali porque o umbral era a zona cósmica que mais guardava sintonia com suas energias.

– Mas isso é impossível!!! – disse o espírita em desespero. – Não posso estar no Umbral. Deve haver algum erro… Em primeiro lugar eu sou espírita, faço parte dessa religião maravilhosa que é considerada o consolador prometido por Jesus. Realizo também projetos sociais de doação de sopa aos pobres. Ministro o passe magnético duas vezes por semana a uma multidão de pessoas lá no centro. Também ajudo financeiramente instituições de caridade muito necessitadas, além de dar palestras no centro para os iniciantes no Espiritismo. Definitivamente há algo errado…

Não há nenhum erro – disse o espírito das sombras – Em seu atual estágio de evolução, você tem que ficar aqui mesmo. É verdade que você é espírita e faz parte desta doutrina consoladora, mas intimamente você julgava pessoas de outras religiões inferiores por não serem espíritas. Sim, você realizava projetos sociais dando sopa aos pobres, mas em seus pensamentos sentia-se o máximo praticando a caridade e julgava que os pobres não eram tão evoluídos por estarem amargando a pobreza, quando na verdade muitos deles eram mais puros que você. Sim, você ministrava o passe, mas considerava que seu passe era mais “poderoso” e mais curador do que o passe de outros passistas. Sim, você ajudava financeiramente instituições de caridade, mas dentro de ti sempre dava o dinheiro esperando receber algo em troca e sentindo-se alguém muito “caridoso”. E finalmente… Sim, você dava palestras aos iniciantes na doutrina, mas acreditava ter mais conhecimento que eles e se colocava numa posição de destaque e vaidade intelectual. Tudo isso suscitando uma das maiores chagas da humanidade, o “orgulho” e a “vaidade”.

O homem ficou impressionado com as revelações daquele espírito. De fato, revendo suas atitudes e sua perspectiva, intimamente havia quase sempre um sentimento de superioridade, de orgulho em relação aos outros, diante de tudo o que foi feito.

O espírita então olhou para dentro de si e começou a se arrepender de tudo aquilo, reconhecendo seu erro e sentindo-se mais humilde. Nesse momento, ele sentiu uma luz brilhando dentro dele e começou a se elevar. Ao perceber que estava se elevando e deixando o umbral, avistou outros espíritos ainda presos à condição umbralina e novamente lhe veio um orgulho e uma sensação de superioridade em relação aos mesmos. Após sentir isso, caiu novamente no umbral, e a queda dessa vez foi ainda mais dolorosa. Um dos espíritos trevosos disse:

– Você caiu novamente porque, no momento em que se elevava, começou a sentir uma certa superioridade em relação aos espíritos que aqui estavam, suscitando mais uma vez uma condição de orgulho. Além disso, “A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais será pedido.” (Lucas 12:48). 

O homem ficou muito triste com tudo aquilo. Entrou dentro de si mesmo e com toda a sinceridade pensou: Sim, é isso mesmo. Eu fui uma pessoa arrogante por ser espírita e por tudo o que eu fazia. Esse orgulho neutralizou todo o mérito de minhas ações. Mas tudo bem, eu mereço estar aqui no umbral. Vou ficar por aqui mesmo, quem sabe eu aprendo alguma coisa. Não me importo mais comigo e entrego minha vida a Deus… Como disse Jesus, “Que seja feita a vontade de Deus e não a minha”.

O homem caiu no chão e apenas se entregou a Deus com fé. Nesse momento, não tinha mais nenhum sentimento de autoimportância. Fechou os olhos e deixou tudo fluir…

Nesse momento, seu corpo começou a se tornar um corpo de luz e, sem nem perceber, começou a se elevar novamente. Assim que chegou a uma zona mais elevada, abriu os olhos e, para sua surpresa, havia se libertado do umbral. Dessa vez, nem percebeu que estava se elevando e se libertando.

Um dos espíritos trevosos estava esperando por ele nesse plano mais elevado. Tirou a capa preta e uma luz maravilhosa começou a brilhar. O espírita percebeu que esse espírito não era negativo, mas um espírito de luz que o estava ajudando desde o início. O espírito disse:

– Tua renúncia de ti mesmo no último momento te salvou do umbral. Que tudo isso sirva de lição para você, meu filho. Toda essa experiência que você passou serve para os membros de qualquer religião. E não se esqueça jamais do que disse Jesus:

“Não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita.” (Mateus 6:3)

(Hugo Lapa)

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Estupro coletivo

ESTUPRO COLETIVO

Vimos recentemente na mídia um episódio triste onde 30 homens estupraram uma moça e colocaram as imagens dessa violência em vídeo nas redes sociais. Após o evento, várias pessoas vieram me perguntar qual o significado do estupro do ponto de vista espírita. Não abordarei a visão espírita do estupro, pois o Espiritismo é algo bem mais amplo e profundo do que nossa consciência pode alcançar. Acho um tanto quanto pretensioso quando vejo uma pessoa dizer que ela pode declarar qual é a “visão espírita” sobre determinado tema atual. Na verdade, essa visão nada mais é do que sua leitura sobre o espiritismo, sua interpretação do mesmo. Ninguém pode arrogar ser o “porta voz” do espiritismo e ninguém conhece o Espiritismo tão profundamente a ponto de dar esse testemunho. Por isso, podemos descrever apenas os fatos espirituais dentro de nossa visão, de acordo com nossos estudos, pesquisas e as verdades colhidas de nossas experiências.

Do ponto de vista humano, o estupro é encarado como uma grave violência contra a mulher. Ele viola sua integridade física e psíquica. É sem dúvida uma marca que poderá ficar com a pessoa por anos, ou mesmo décadas. Pessoas submetidas a uma violência desse gênero devem procurar abordagens psicoterapêuticas para melhor elaborar essa experiência. O estupro é, sem sombra de dúvida, algo lamentável, condenável, injustificável, realizado por pessoas que ainda estão aprisionadas nas trevas da consciência.

Ninguém deve estimular o pensamento machista de que “A mulher facilitou o estupro”. Ideias como “Se ela estivesse em casa lavando roupa, isso não teria acontecido”. Ou “Se a mulher não andasse de mini-saia, isso não ocorreria” acabam alimentando novos estupros. Esse é um pensamento machista, que acaba por colocar na mulher a responsabilidade sobre o estupro. Declarações como essa são o produto de uma sociedade que ainda guarda resquícios do patriarcado, onde o homem é o soberano e a mulher deve ser submissa e não fazer nada para “provocar” o homem. Isso deve ficar bem claro para todos: a responsabilidade do estupro, do ponto de vista humano, não é da mulher, mas sim do estuprador.

Do ponto de vista espiritual, o estupro, assim como outras formas de violência sofrida pelas pessoas, como o homicídio, o roubo, o latrocínio, a tortura, etc, nada mais são do que provas que o espírito deve passar. O espírito, antes de encarnar no plano material, faz uma escolha das provas mais importantes a serem experimentadas, e essas provações são os caminhos ou os meios que ele se utilizará para seu desenvolvimento espiritual. Essas provas podem ter duas origens principais:

1) O espírito pode ter um karma passado com o estupro. Ele pode ter estuprado uma ou mais pessoas em suas vidas passadas, e na vida atual, ele precisa sentir em si mesmo a violência que praticou. Experimentando em si mesmo ato semelhante ao praticado em vidas passadas, ele tem a oportunidade de viver o choque da experiência que ele mesmo gerou, e assim, o espírito passa a entender mais profundamente seus próprios atos. Como tudo no universo está inter-ligado, o que fazemos a outros sempre retorna para nós. Quando agredimos alguém, estamos na realidade agredindo a nós mesmos; quando estupramos ocorre o mesmo: estamos estuprando a nós mesmos. Tudo o que é produzido no outro ecoa em nós, é realizado para nós, é nossa obra que nos será devolvida mais cedo ou mais tarde. Dentro da realidade kármica, quando vemos uma pessoa ser estuprada e a tomamos como vítima, ignoramos toda a caminhada ou a história daquela alma. Não sabemos o que aquele espírito fez em vidas passadas, qual foi a sua obra, que atos ele praticou ao longo de dezenas de vidas. Vamos supor que um estuprador de uma criança morresse hoje e reencarnasse como uma criança que foi abusada. Alguém diria que essa alma é uma vítima? Não… Essa alma plantou o estupro em vidas passadas e colheu o estupro na vida atual. Assim, Deus não dá a ninguém nada além do que ele precisa e merece.

2) Outra alternativa é o espírito ter escolhido essa prova, mesmo sem ter um karma diretamente relacionado. Nesse caso, o espírito sente que é importante vivenciar o teor de uma prova como o estupro para aprender diversas coisas, como por exemplo: 1) o melhor entendimento sobre a sexualidade; 2) entender e respeitar o corpo do outro; 3) não cometer qualquer violação à intimidade alheia; 4) compreender o corpo como nosso templo e nossa morada transitória, 5) respeitar o espaço de cada um, dentre outros aprendizados. O estupro, assim como qualquer prova da vida material, pode abrir as portas da percepção do espírito para toda uma consciência a respeito do outro e da valorização e respeito de sua vontade e intimidade. Uma mulher estuprada pode com o tempo despertar para uma consciência onde o respeito, o cuidado, o amor, e outras virtudes prevaleçam. A consciência espiritual que pode advir de uma prova de violência física são impossíveis de se descrever, pois essa consciência é de um domínio espiritual que ainda escapa de nossa visão humana limitada.

O valor da prova reside na necessidade de se avançar espiritualmente. Quando uma pessoa almeja um emprego público, ela precisa ser submetida a uma prova de concurso, que vai testar seus conhecimentos. O mesmo ocorre com o espírito: quando o espírito aspira a mais felicidade, mais harmonia com o cosmos, mais paz, etc… ele precisa se submeter as provas da vida material e são justamente essas provas que abrirão os portais da felicidade e tranquilidade interior. Mas é importante entender que uma pessoa passa por um estupro por um motivo, um propósito, que sempre está ligado a evolução do seu espírito. Isso significa que alguém que precisa de uma determinada prova sempre encontrará com alguém de temperamento e energia semelhante, que poderá lhe proporcionar aquela prova. Um se une ao outro por questões de afinidade e sintonia. Um precisa atravessar a prova e o outro anseia em proporcionar a prova. Tudo se une de forma harmônica e perfeita.

O estupro, assim como outras formas de violência, são provas para o espírito. Não há outra maneira do espírito evoluir a não ser atravessando as provações da existência material. Infelizmente o ser humano aprende muito mais pela dor do que pelo amor.

(Hugo Lapa)

Tratamento Espiritual a distância com Captação Anímica

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COMO SE LIBERTAR DA OBSESSÃO ESPIRITUAL

A obsessão espiritual é um dos maiores males da humanidade. Muitos povos antigos consideravam que as principais doenças que acometem o ser humano tinham como causa a presença de espíritos maléficos. No Novo Testamento por diversas vezes Jesus expulsou diversos demônios dos enfermos e possessos. A prática do exorcismo na antiguidade era algo muito comum e corriqueiro. De acordo com certas tradições, os espíritos podem gerar nos seres humanos tanto doenças físicas como moléstias psíquicas. Transtornos mentais como o Pânico, a Depressão, a angústia persistente, o Transtorno de Ansiedade e até mesmo quadros de Psicose podem ter sido inflamados por espíritos negativos.

Os espíritos que estão presos no nível da Terra podem influenciar os encarnados de diversas formas. Eles podem sugerir ideias negativas, que venham a prejudicar os encarnados; podem insuflar pensamentos obsessivos, que ficam martelando persistentemente em nossa cabeça; podem também influenciar outras pessoas contra nós ou nós contra outros; podem nos excitar emoções negativas diversas; podem nos propor escolhas que serão nocivas e destrutivas em nossa vida; podem sugar ou vampirizar nossas energias nos deixando cansados e sem interesse de seguir em frente; podem ainda nos suscitar paixões e desejos impuros e degradantes, como vícios e sexualidade degradante, dentre outros tipos de influência.

No entanto, é preciso deixar claro que toda influência pode nos afetar apenas no caso de encontrar nossa consciência aberta, uma predisposição a certas ideias, uma fraqueza emocional e psicológica, feridas e traumas do passado, uma afinidade com o espírito, etc. Isso significa que sempre há em nós algo que facilita a ação dos espíritos. É como deixar uma casa com a porta aberta, durante a noite, para qualquer ladrão nela penetrar livremente, ou como deixar as chaves de um carro na ignição, com a porta aberta, num beco escuro. Da mesma forma que essas atitudes podem facilitar o trabalho dos ladrões de casas e carros, uma consciência aberta e predisposta a influências diversas pode ser a porta de entrada para muitos tipos de obsessão. Por isso, o maior e único responsável pelas obsessões são os próprios encarnados. A obsessão espiritual nunca é uma via de mão única, mas sempre uma via de mão dupla. Não há obsessão para aqueles que não deixam os portais de sua consciência abertos a essas influências, ou àqueles estão em um nível de vibração mais elevado.

Muitas pessoas que sentem essas influências me perguntam o que podem fazer para se libertarem da obsessão espiritual. Uma das melhores e mais eficazes medidas para neutralizar a ação dos espíritos ímpios é algo muito simples: a oração. Muitas culturas antigas realizavam o chamado culto aos mortos ou culto aos antepassados. Algumas religiões atuais ainda utilizam certos rituais como homenagem aos antepassados. Algumas dessas homenagens são feitas com orações aos mortos, para que eles fiquem tranquilos, não perturbem os vivos com suas influências e possam até ajudar-nos.

A oração dos espíritos obsessores é uma excelente ferramenta para elevar o padrão vibratório do local e insuflar nossos irmãos desencarnados com energias positivas. Os espíritos que se ligam a nós e nos prejudicam nem sempre têm a consciência de que o estão fazendo. Alguns acreditam firmemente que estão nos auxiliando. Outros pensam que nós precisamos deles e que eles podem nos proteger . Outros permanecem próximos apenas por saudade, mas sua energia cheia de impurezas astrais pode nos danificar e bloquear de diversas formas. Há porém aqueles que vem com o intuito de nos castigar, machucar e atingir. Esses são espírito que podemos ter lesado na vida atual ou mesmo em vidas passadas. Para qualquer dos dois tipos, a oração pode ser uma excelente solução.

A prece acalma o espírito, torna ele menos propenso a fazer o mal e o mais importante: pode cortar o laço que foi estabelecido. A oração rompe a ligação do encarnado com o desencarnado e muitas vezes impede a aproximação dos obsessores, mantendo-os distantes de nossa aura. Para quem não sabe, a aura é o nome esotérico do campo magnético de energias dos seres humanos. A aura é o somatório de todas as nossas energias físicas, emocionais e espirituais. Uma aura saudável forma uma verdadeira barreira contra os espíritos viciosos e impuros. Uma aura debilitada acaba sendo um chamariz para os mesmos. A aura é uma espécie de campo de imunidade para as energias espirituais. Quanto mais saudável e pura é nossa aura, tanto mais ela nos tornará imunes às energias negativas. Portanto, aqueles que estiverem sofrendo uma forte obsessão, ou mesmo aqueles que não a sintam diretamente, podem fazer uma oração aos desencarnados.

Recentemente uma pessoa me mandou o relato da prece que fez aos obsessores. Ele conta que:

“Sem alternativas lembrei o que Jesus disse: abençoai os que te perseguem. E foi assim que comecei a aliviar meu sofrimento orando pelos espíritos que me atacam. Uma oração sincera pedindo ajuda para esses espíritos; pedindo luz, paz e auxílio. Tem dado certo, pois parece ser isso que eles precisam. Sejam sinceros na oração. Eu antes lutava, brigava e não adiantava. Agora orando por eles parece ter efeito forte e eficaz.”

Para realizar a prece aos desencarnados, você deve estar sozinho num lugar tranquilo e silencioso. Beba um copo de água e vá ao seu aposento. Não é necessário orar numa igreja, templo ou centro. É possível fazer tudo isso em sua própria residência. Faça a prece com suas próprias palavras e com o seu coração, de forma sincera e pura. Envie energias positivas a esses espíritos. Visualize-os envolvidos em luz branca. Pense o bem sobre eles. Irradie energias de amor e paz a esses espíritos. Peça a Deus e aos espíritos de luz que abençoem esses irmãos desencarnados e perdidos no astral. Transmita somente bem, paz e luz a eles. Abençoe-os com toda a sua fé e todo o seu coração. Peça a Deus que envolva esses espíritos em sua bondade e perfeição. Depois disso, encerre a prece e vá dormir.

Faça isso por uns 15 minutos todos os dias antes de dormir, durante vários dias ou semanas. Você verá como muitas coisas vão melhorar.

No entanto, a oração descrita nesse texto é apenas uma solução temporária e serve para a pessoa se reerguer e continuar sua caminhada, mas nenhum tipo de prece pode ser encarado como a solução final para qualquer problema obsessivo. É verdade que a prece pode elevar nossas vibrações e nos tornar mais protegidos dos espíritos, mas ela deve vir acompanhada de uma transformação interior de hábitos negativos, paixões, desejos desenfreados, vícios, emoções negativas e qualquer pensamento egoísta, vaidoso e orgulhoso.

(Hugo Lapa)

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O Espírita e o Espiritismo

O ESPÍRITA E O ESPIRITISMO

O espírita sabe que a vida não termina com a morte, mas chora e sofre pelos entes queridos que faleceram.

O espírita sabe que o espírito é imortal, mas ainda cultiva um medo contraditório da morte.

O espírita sabe que dessa vida nada se leva, mas fica querendo que tudo de material dure para sempre.

O espírita sabe que Deus é infinita perfeição, mas sofre pelas incertezas da vida.

O espírita conhece perfeitamente a lei de causa e efeito, mas fica orando para que Deus não a aplique e nos “salve” dos efeitos de nossas ações.

O espírita sabe que sempre existem os guias e espíritos de luz nos auxiliando, mas muitas vezes sente-se sozinho e desesperançoso.

O espírita sabe que todo sofrimento visa o crescimento espiritual, mas procura evita-lo ao máximo.

O espírita conhece a obsessão espiritual, mas muitas vezes fica obsediando os vivos e se tornando um obsessor encarnado.

Apesar do espírita conhecer tudo isso, ele ainda se desvia do caminho de Deus.

Não estude apenas o Espiritismo.

Viva o Espiritismo!

Só depende de você.

Autor: Hugo Lapa

Atendimento com Terapia de Vidas Passadas

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Sobre Cartas Psicografadas

 

SOBRE CARTAS PSICOGRAFADAS

Temos que sempre ver com bastante reserva os pedidos insistentes e a necessidade que alguns familiares têm de se comunicar com aqueles que já foram. É preciso entender que o espírito precisa ir tranquilo para o plano espiritual, pois agora ele está em outra fase. Ficar tentando essas comunicações pode prende-lo na vida que se passou. Não existe mais nada da vida física para esse espírito, agora ele vive em outra realidade.

Muitas vezes essas psicografias são feitas com uma boa intenção, de consolar as pessoas em desespero. Mas temos que sempre deixar claro que os familiares precisam extinguir o apego dentro de si, pois a morte não existe. Se acreditamos mesmo em vida após a morte, para que ficar esperando cartas do além?

É preciso que todos compreendam que a época de pedir psicografias de entes queridos já passou, pois no passado, quando o plano espiritual ainda não era muito conhecido do público, existia uma necessidade de comprovação do fenômeno. Mas agora as pessoas precisam começar a acreditar, a ter fé sem precisar de provas. Muitas vezes cartas como essa reforçam o apego aos entes queridos que já se foram, pois isso passa a ideia de que o espírito ainda é filho, pai, mãe, irmão, etc, quando não é mais… Essa foi a necessidade do passado, mas hoje as pessoas precisam começar a se desprender desse desejo por provas e passar a desenvolver mais a fé, a intuição e o coração, tendo convicção íntima de que a vida continua sem a necessidade de provas e o apego que isso gera e mantém.

O espírito é apenas espírito, e nada mais… Ele não é mais o filho de ninguém, não é mais pai de ninguém, não é mais irmão daqueles que recebem as psicografias e choram com elas… O espírito não tem mais parentesco, ele é um princípio inteligente livre e puro, cuja origem é Deus…

Esses papéis passageiros fazem sentido para nós, mas não mais faz sentido para o espírito, a não ser para os espíritos que ainda estão demasiadamente presos a Terra. Reforçar esses laços de apego pode prender o espírito no nível da crosta terrestre, e prejudica-lo por atrasar ou mesmo impedir a sua ascensão ao plano espiritual e ficar perdido e perambulando sem rumo aqui na Terra aprisionado a uma ou mais pessoas. Vamos praticar mais o desapego… Nossos filhos não são nossos filhos… eles são espíritos livres.

Autor: Hugo Lapa

Atendimento com Terapia de Vidas Passadas

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