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Archive for the ‘Espiritismo’ Category

Os espíritos e as datas festivas

 

OS ESPÍRITOS E AS DATAS FESTIVAS

Os espíritos comemoram o ano novo, natal ou alguma outra data festiva?

Essa resposta é bem simples. Não, pois para os espíritos, não há tempo. Os espíritos vivem naquilo que chamamos aqui na Terra de eternidade. Não há passagem de dias, semanas, meses, anos ou eras… Há apenas o eterno agora… e é justamente no eterno agora onde reside a fonte de toda paz e felicidade infinita.

Podemos viver como os espíritos superiores e sermos eterna e infinitamente felizes e ter paz profunda. Basta que para isso passemos a viver plenamente o eterno agora. O momento presente é a fonte de toda criação. Alguns dizem que Deus criou o universo e os espíritos no passado. Mas se não há tempo e tudo o que existe é a eternidade… como Deus poderia ter criado algo no passado?

Não… Deus cria a tudo a todo momento. Justamente por isso a fonte de toda a vida não se encontra nem no passado nem num futuro distante onde só então poderemos nos tornar espíritos puros e perfeitos. Não… nada existe nem no passado nem no futuro. A vida só existe no eterno agora, assim como Deus, assim como a criação contínua, assim como a paz e a felicidade infinita.

Se você fica esperando algum momento do futuro para ser feliz ou ter paz de espírito… desculpe dizer isso, mas você já está morto. Esperar algo acontecer, é morrer a cada segundo. Viver de alegrias do passado é também morrer a cada segundo. Há um ditado que diz: “Quem espera sempre alcança”. Mas os espíritos são bem claros ao dizer que quem espera nunca alcança e viver infeliz, insatisfeito e é como se já estivesse morto.

Se a criação da vida existe no eterno agora, viver fora do agora é viver fora da fonte da vida… e viver fora da fonte da vida é o mesmo que morrer.

Chega de esperar algo… chega de memórias felizes ou infelizes do passado. Ou você para de esperar o próximo ano para ser feliz, ou você vai continuar assim… morto. Assim, respondendo a pergunta inicial, os espíritos mais adiantados não comemoram a passagem do ano, nem datas festivas, nem qualquer passagem temporal do mundo da matéria. Se eles já são eternamente felizes no agora, para que comemorar uma data, ou um tempo que nunca existiu?

(Hugo Lapa)

Tratamento espiritual de vidas passadas à distância

portaldoespiritualismo@gmail.com

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Lei do merecimento

 

LEI DO MERECIMENTO

Tudo o que te acontece na vida atual, absolutamente tudo, sem exceção, está de acordo com a chamada lei do merecimento.

A Lei do Merecimento nos mostra que toda a nossa vida está exata e matematicamente da forma como nós a merecemos. Ela está em total e plena concordância com o que criamos em nosso passado, com aquilo que semeamos, com aquilo que fizemos, sentimos e pensamos.

Nada escapa da lei do merecimento. Uma pessoa que criou confusões no passado, vai receber confusão na vida atual para si mesma. Ela criou e agora vai ter isso de volta. Nada pode nos acontecer se nós não tivermos um merecimento em relação àquilo. Todas as experiências que vivemos são regidas por essa lei natural da vida.

Sem a lei do merecimento, onde estaria a justiça divina? Deus permitiria que algo nos ocorresse que não fosse do nosso merecimento? Se você perde muito dinheiro, é porque era para ser assim, de acordo com seu merecimento, de acordo com as experiências que seu espírito necessita para seu adiantamento, desenvolvimento e elevação espiritual.

Deus seria injusto, e consequentemente, não seria Deus… caso Ele permitisse que injustiças se abatessem sobre alguém. Se alguém não merece perder o dinheiro e Deus permite que isso ocorra… não haveria justiça, as leis de Deus seriam falhas, Deus não seria perfeito… e tudo seria um caos universal.

Se alguém discorda da lei do merecimento, deve começar a pensar como explicar que algo possa ocorrer a alguém que não merece. Deus permite então as injustiças? Mas como Deus pode permitir injustiças se Ele é plena e perfeita justiça?

A Lei do Merecimento é implacável, irresistível, inexorável e sempre… sempre se aplica.

Como se diz na Bíblia:

“Deus dá a cada um segundo suas obras.”

“Quem vive pela espada, perece pela espada.” (Jesus)

(Hugo Lapa)

 

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Praticar o que se aprendeu

 

Palavras dos espíritos…

Hoje em dia o moderno espiritismo e espiritualismo se transformou numa “busca cultural”.

É considerado bom e elevado quem sabe mais, quem dá a melhor palestra, quem demonstra mais conhecimentos técnicos, quem une melhor a ciência e o Espiritismo, quem está mais atualizado com as recentes descobertas da Física que possam comprovar o espírito, quem leu mais livros, quem sabe citar Kardec e outros autores na ponta da língua, quem é capaz de versar sobre teorias com maestria usando o melhor vocabulário técnico-científico-filosófico…

Tanto é assim que hoje a figura de mais destaque no Espiritismo ou Espiritualismo é a figura do palestrante, que faz de suas palestras um “show” de erudição e eloquência. Somado a tudo isso, há um realce no caráter personalístico do orador, onde se exalta seu ego e o coloca como a fonte de todo saber e o modelo de conduta a ser seguido por todos.

As pessoas só esquecem de uma coisa… Esquecem de praticar aquilo que aprenderam, de fazer aquilo que elas mesmas ensinam, de realizar uma obra na Terra que esteja de acordo com suas pregações. Como está dito na Bíblia: “A letra mata, mas o espírito vivifica”. Nada pode nos acrescentar uma erudição vazia e sem alma… Qualquer conhecimento precisa vir acompanhado de uma boa dose de prática, caso contrário, nenhum valor tem para o plano geral do espírito.

De que adianta saber de cor o sermão da montanha se na minha vida diária eu não realizo 1% de tudo o que acumulei em minha mente? De que adianta ler os Salmos e recita-los para uma plateia empolgada e sedenta de saber se eu não saboreio o néctar da sabedoria em minha vida que essa obra proporciona? Conhecimento, erudição, ciência, cultura sem a contraparte prática é como recitar um cardápio sem sentir o gosto dos pratos.

Nunca deixaremos de repetir… A prática é a pérola da existência. Conhecimento pelo conhecimento é terreno seco e improdutivo. É preciso semear a obra e rega-la pela prática se não desejamos uma passagem na Terra vazia e sem sentido, onde perdemos nosso precioso tempo.

(Hugo Lapa)

 

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Pátria e Espiritismo

 

BUSCAR OS INTERESSES DA PÁTRIA

Devemos buscar os interesses de nossa pátria?

O Livro dos Espíritos, que é a obra que lançou todas as bases da doutrina espírita, diz o seguinte

Para o espírito, “a pátria é o universo”.

Kardec comenta essa resposta:

“A situação dos Espíritos e sua maneira de ver as coisas variam ao infinito, na razão do grau de seu desenvolvimento moral e intelectual. Os Espíritos de uma ordem elevada geralmente fazem, na Terra, estações de curta duração. Tudo quanto aqui se faz é assaz mesquinho em comparação com as grandezas do infinito; as coisas a que os homens atribuem a maior importância são tão pueris aos seus olhos, que eles encontram poucos atrativos neste mundo, a menos que tenham sido chamados a fim de concorrer para o progresso da humanidade.”

A resposta dos espíritos superiores a Kardec e as palavras do próprio Kardec não deixam dúvidas sobre o posicionamento ideal com relação àquilo que chamamos de pátria. Existem aqueles que se dizem “nacionalistas” e que visam sempre os interesses de seu país. No entanto, o que é na verdade um país?

As diferenças de países, cidades, culturas, nacionalidades, territórios, etc… fomos nós que criamos. O ser humano criou determinadas linhas fronteiriças entre os espaços terrestres do nosso globo e denominou isso de “países”, “estados”, “distritos”, “cidades”, etc. Mas há de se refletir… Existem mesmo essas fronteiras que nós criamos? Essas linhas são reais? Alguns países colocam suas fronteiras em rios que passam e dividem um país do outro. Outros colocam montanhas como uma divisão e um estabelecimento de fronteiras. Outros traçam uma linha imaginária que separa uns dos outros.

Mas essa linha é apenas isso… imaginária: ela não é um limite real, mas um limite que nós mesmos impomos à geografia local. Uma montanha não é uma fronteira… é apenas uma montanha. Um rio não é uma fronteira… é apenas um rio. As fronteiras são decididas arbitrariamente pela mente divisionista do ser humano. Por isso não devemos buscar o bem de nosso país, pois este país não existe, é mera criação de nossa mente, de nossos valores, de nossa cultura, de nossas tradições. O mundo não tem fronteiras, ele é uno e todos nós somos espíritos irmãos vivendo as experiências terrenas evolutivas no mesmo orbe planetário… Não devemos buscar nosso bem, nossos interesses, a nossa melhoria, conquistar isso ou aquilo, ser melhor que outros povos, nos achar mais capazes, mais inteligentes, etc.

Devemos buscar o bem de todo o mundo… e não pensar apenas em nossos próprios interesses. Como disseram os espíritos superiores, para o espírito, a pátria é o universo, e quanto mais elevado é o espírito, menos ele se preocupa com os interesses de uma ínfima localidade. O universo é infinito, não tem fronteiras, divisões, nem linhas demarcatórias. Os espíritos superiores se veem como parte desse infinito e desse ilimitado… desse eterno sem dimensões e sem temporalidade.

Divisões, fronteiras e linhas demarcatórias só existem para nos dividir, para criar zonas de conflito e fazer uns brigarem com os outros pelos seus próprios interesses. Cada um defendendo seu lado e esse comportamento gerando um eterno conflito. Vamos dar fim a todas as divisões… e sermos como os espíritos elevados que dizem, claramente, que sua pátria é o universo infinito.

(Hugo Lapa)

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Brasil está falhando em sua missão

 

BRASIL ESTÁ FALHANDO EM SUA MISSÃO

Amigos, em contato agora com uma mensagem vinda do Alto, os amigos espirituais me pediram para repassar essa mensagem aqui a todos. Eles pediram total atenção ao que será dito abaixo:

Sim, o Brasil está se desviando de sua missão de ser o “coração do mundo, a pátria do evangelho” por causa das brigas políticas que estamos observando nos últimos anos.

O Brasil não tem vocação para ser uma pátria relacionada à política. Nossa missão cósmica é outra: precisamos ser os divulgadores do evangelho de Jesus, do Espiritismo e da prática da caridade. A missão da “terra brasilis”, desde os primórdios, não tem nada a ver com política. O Brasil está aos poucos se desviando de seu real propósito e dando valor a decisões políticas, partidos, debates sobre futilidades, etc, etc. A religião começa a ser utilizada para manipulação política. Nossas ações sociais, solidárias e espirituais vão sendo relegadas a segundo plano e vai prevalecendo as disputas, as ofensas, os deboches e o ódio político e ideológico contra quem pensa diferente.

O Brasil foi projetado pela espiritualidade superior para ser um povo acolhedor, de sincretismo, de tolerância a todos os credos, a todas as posições e todo tipo de pessoas… e a conduzir toda uma massa de espíritos ao evangelho do Cristo junto com o Espiritismo e com a caridade. Muitos espíritos missionários encarnaram aqui para cumprir a tarefa de impulsionar o Brasil a ser a coração do mundo, a pátria do evangelho, algo que vai aos poucos se perdendo, se esvaindo em questões muito menores, se perdendo no ódio, na indiferença, nas brigas políticas e nas disputas por poder. Há mais de 10 anos estávamos cumprindo bem nossa missão, mas nos últimos anos acabamos nos desviando… e estamos mais e mais distantes de nosso real objetivo.

Se continuarmos por esse caminho de brigas, de revoltas, de ódio, de desrespeito as diferenças políticas e ideológicas, vamos não apenas falhar em nossa missão como também viver uma era de caos, de barbárie, de muita pobreza, muito desemprego, muito sofrimento e muita desesperança daqui para frente nos próximos anos. Os espíritos dizem que ainda dá tempo de reverter isso, mas precisamos agora, nesse momento, parar de brigar por política, respeitar o próximo e redirecionar o leme do nossa navegação para um porto seguro e tranquilo de ensino e prática do Evangelho do Cristo, do ensino do Espiritismo, da mediunidade voltada ao bem… e de ações sociais, de caridade e práticas solidárias a todos.

A escolha é de cada um… de um lado o caos e a barbárie ao seguir por este caminho… do outro lado, a paz do porto seguro no evangelho, no espiritismo e na caridade.

O que você escolhe?

(Hugo Lapa)

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Os espíritos sumiram dos centros

 

OS ESPÍRITOS SUMIRAM DOS CENTROS

É triste constatar como ao longo das últimas décadas os espíritos simplesmente sumiram de boa parte dos centros espíritas…

Vários espíritas e simpatizantes do Espiritismo vêm alertando as pessoas a esse respeito. É raro ver um centro espírita que realize uma sessão aberta de contato direto com os espíritos. Na maioria dos centros espíritas, infelizmente, as sessões onde se há comunicação com os espíritos ocorrem quase sempre a portas fechadas, onde o público é impedido de participar.

O contato que o público estabelece com os espíritos geralmente é feito com a mediação de um palestrante. É o palestrante que acabou se tornando a figura principal de divulgação do ensino dos espíritos… Vamos notar que a doutrina dos espíritos não é mais ensinada por eles mesmos, os espíritos, nos centros… mas costuma ser transmitida pela figura do palestrante, que se tornou o “detetor” do conhecimento da doutrina dos espíritos.

No Espiritismo, infelizmente, essa prática de retirar os espíritos dos centros já vem ocorrendo há algumas décadas, mais notadamente nas últimas três décadas. Uma situação bastante diferente, por outro lado, ocorre na maioria dos centros umbandistas. Na Umbanda, o público quase sempre pode estabelecer um contato direto com os espíritos, com os chamados “guias espirituais”. Esses guias são os pretos velhos, índios, caboclos, vovô, vovó, exu, marinheiro, etc. Nesse sentido, a Umbanda presta um serviço de muita utilidade ao público em geral, pois dá a possibilidade de qualquer pessoa conversar diretamente com seus guias… algo que não ocorre em boa parte dos centros espíritas.

A esse respeito, alguns dirigentes argumentam que levar os espíritos a falar para o público, em reuniões abertas, seria uma forma de exibicionismo, ou mesmo de supervalorizar o “fenômeno” em detrimento da reforma íntima, do conhecimento e dos valores espirituais. Sim, sem dúvida é necessário resguardar o movimento espírita da tentação de “espetacularizar” o diálogo com os espíritos, fazendo disto um show impregnado de sensacionalismo. No entanto, não se pode usar este argumento para simplesmente retirar os espíritos dos centros, alegando que todo diálogo com o público, aberto ou reservado, seria necessariamente uma espetacularização, e por isso, deve ser evitado. É perfeitamente possível se realizar sessões públicas abertas ou reservadas sem com isso se promover sensacionalismos, exibicionismos e sem enfatizar no caráter fenomênico da sessão. Basta que todos tenham consciência desse fato, para que ele não se reproduza. Muitos médiuns realizam incorporações na frente de todos sem qualquer sensacionalismo e ênfase no fenômeno. Se alguns conseguem, os centros espíritas também podem, sem dúvida, conseguir.

Posso dizer que, pelo que tenho visto ao longo dos anos, os espíritas de um modo geral sentem falta desse contato mais direto com o plano espiritual. Há de se perguntar quem instituiu essas regras… Quem decidiu que os espíritos, os principais personagens de divulgação da doutrina, ficariam de fora dos centros e do contato com as pessoas? Qual o sentido disso? Não seria mais interessante, mais produtivo, mais direto, mais rico e mais eficiente que todas as pessoas pudessem falar abertamente com seus guias nos centros espíritas, tal como ocorre na Umbanda? Não seria também melhor se os espíritas pudessem receber os ensinamentos espirituais diretamente dos espíritos nos centros, ao invés de receber apenas dos palestrantes ou ler em livros?

Quero esclarecer que, defendendo esse ponto, não afirmo que os palestrantes são dispensáveis, ao contrário: eles são muito importantes para a divulgação do conhecimento espiritual. Muito importantes também são os livros, principalmente O Livro dos Espíritos, O Evangelho segundo o Espiritismo e outros. No entanto, não podemos colocar uns na frente de outros; não podemos exaltar a figura do palestrante e abafar a presença dos espíritos nos centros. Isso é contraproducente e em nada nos acrescenta; ao contrário, o movimento espírita só perde com a exclusão dos espíritos.

Estava conversando com um espírito incorporado num médium e fiz-lhe esta pergunta: por que os espíritos estão sendo esquecidos dos centros? E por que os dirigentes aceitam ou promovem esta exclusão? O espírito me respondeu de forma simples e direta dizendo: “Bom… você sabe, né? Se os espíritos ficarem aparecendo muito nos centros e passando diretrizes, alguns dirigentes que gostam de exercer seu poder podem perde-lo e muitos não querem isso”. No final das contas, fiquei pensando: será mesmo que tudo isso é um jogo de poder?

Infelizmente preciso insistir nesse assunto e enfatizar que os centros precisam rever estas regras e permitir novamente que os espíritos se manifestem nos centros, em reuniões abertas, onde todos possam ouvi-los e desfrutar de seus ensinamentos. Sessões reservadas de conversa dos guias espirituais com os frequentadores também seriam muito úteis e produtivas para todos. Os nossos guias conhecem nossos defeitos e nossas necessidades… eles podem nos orientar de forma muito eficaz… dar conselhos, lições e direcionamentos que em alguns casos podem mudar nossas vidas. Em hipótese alguma podemos relega-los ao esquecimento ou reservar suas aparições para sessões fechadas onde apenas uns poucos “escolhidos” tem o privilégio de ouvi-los.

Enfim, se você concorda com essa mensagem, pode compartilha-la a todos. Vamos resgatar a presença dos espíritos nos centros.

(Hugo Lapa)

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Espíritos me fizeram mal

 

ESPÍRITOS FAZENDO MAL AOS ENCARNADOS

Quem morreu pode nos fazer mal?

Em princípio ninguém pode nos fazer mal… Pelo simples fato de que o mal não existe em todo o cosmos. As pessoas precisam compreender esse princípio, pois já são chegados os tempos de abandonar as velhas concepções de mal, para que o sofrimento nos deixe e possamos ser livres e felizes com Deus.

O mal nada mais é do que a sombra da luz… a luz existe, mas a sombra é a ausência da luz. Assim como o mal é a ausência do bem. O bem existe, é a luz, mas o mal não existe… é só uma ausência, uma falta.

Mas se algo em nós está desarmonizado, a desarmonia de um desencarnado pode ser transmitida a nós sim, caso nós sintonizemos com ele… e caso nós tenhamos essa mesma desarmonia dentro de nós. Nossa desarmonia interna sintoniza com a desarmonia do outro… e o mal é feito conjuntamente.

Mas nenhum mal ocorre por acaso. Todo mal é sempre o bem produzido de outra forma. Costumamos pensar no mal como algo que nos prejudica, que destroi aquilo que desejamos manter. Mas se tivermos em mente que tudo se destroi para depois ser reconstruído em outra forma… e que nossa essência não pode ser destruída, pois ela é um raio de Deus, então quem pode nos fazer mal?

Podemos ver o mal como perda… mas o que pode ser perdido? Toda perda exterior cria um ganho interior. Então, nada é perdido nunca. Tudo sempre se renova, se refaz, se reconstrói… tudo sempre morre e renasce. Há algum mal em morrer se essa morte vai trazer um renascimento? Não… não pode haver mal na lagarta que se transforma em borboleta, a não ser que a lagarta esteja apegada a sua forma “lagarta” e não deseje soltar essa forma de jeito nenhum. É nesse ponto que nasce o sofrimento…

O mal só existe quando recusamos e nos opomos a inexorável renovação da existência universal. Quando não desejamos a renovação, chamamos a força renovadora da vida de “mal”. Mal é aquilo que não desejamos que aconteça… e não aquilo que nos prejudica. Tudo isso é apenas um impulso rumo a uma transformação.

Dessa forma, por que temer o mal, se ele vem como um fogo que tudo transmuta e tudo renova? O fogo queima, mas ele produz a perfeita alquimia da natureza, transformando os metais pesados de nossas imperfeições no ouro sagrado da realização espiritual superior. Mal é apenas um nome dado a perda que abrirá o caminho para um novo ganho; a destruição que limpará o terreno para uma nova construção… ou a morte que nos permitirá largar o antigo para que o novo possa surgir. Como não desejamos morrer… chamamos a morte de má. Mas se a pessoa entende que a morte trará o renascimento… por que a morte seria má?

Assim, nenhum mal pode jamais nos afetar. Simplesmente porque o mal não existe em toda a realidade universal. Só existe a renovação, a transformação, a marcha do progresso, a morte e o renascimento… a perda do inferior para vir o ganho do superior. A morte da lagarta e o enlevo do voo da borboleta.

(Hugo Lapa)

Tratamento espiritual de vidas passadas à distância

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