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Archive for the ‘Espiritualidade geral’ Category

Crises financeiras

 

CRISES FINANCEIRAS

A dificuldade financeira é uma prova, uma experiência que nos vem com o objetivo de nos fazer viver uma crise de transformação… uma crise que tem como finalidade nos transformar… Fazer com que nós possamos sair do estado ordinário limitado ascendendo a um estado sublime da VIDA MAIOR.

Se a pessoa pede para não viver essa experiência, ela está pedindo para não se transformar, não crescer, não evoluir.

Ninguém deve se deixar afetar pelas provas financeiras: dívidas, desemprego, falta de recursos, aluguel atrasado, etc. Tudo isso é um incentivo, um impulso, uma crise que nos impele ao crescimento interior e espiritual.

“Mas eu estou endividado e perdendo tudo”, dizem alguns. Mas perdendo o que, se nada nessa vida nos pertence? O que podemos estar perdendo se tudo o que nos é dado na matéria é apenas um empréstimo?

“Mas estou passando fome…”. Como é possível passar fome se nós somos espíritos e o espírito não passa fome? Quem passa fome é o corpo… mas todos devem compreender que são uma essência, um ser espiritual que não é afetado pelas calamidades e privações do mundo. Tudo isso causa dor, mas também promove um novo nascimento…

Vamos lembrar que a maior dor que um ser humano pode sofrer é a dor do parto. E o parto, com toda a imensa dor sofrida pela mulher, é a única forma de fazer nascer uma nova vida no mundo. A dor das provas também nos fazem sofrer muito, mas é graças a essa provação que podemos fazer brotar uma nova vida para nós através de uma intensa transformação interior.

Quando isso for bem compreendido e mais… quando isso for vivenciado… estaremos libertos de tudo.

(Hugo Lapa)

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SER UM INSTRUMENTO DE DEUS NA TERRA

Como uma pessoa pode se tornar um instrumento de Deus na Terra?

Muitas pessoas desejam ser felizes, mas a quase totalidade das pessoas busca a felicidade no lugar errado. Desejam ser felizes buscando o impossível… estabilidade material, estabilidade emocional, obter posses, ter sucesso, casar, ter filhos, etc. Nenhuma destas condições pode trazer felicidade verdadeira. No máximo trará alguns poucos momentos de alegria efêmera.

Quando não mais conseguimos obter a ilusória felicidade a partir da vida humana, entramos em ciclos de tristeza, depressão, angústia, solidão, desânimo, etc. Perdemos nossa vida pretendendo recriar as condições de bem estar material e emocional: bem estar material com dinheiro, posses e segurança… e bem estar emocional trazido pelas pessoas. Quando o dinheiro falta e quando as pessoas nos abandonam ou nos decepcionam, nossa vida perde o sentido.

Então, a pergunta que as pessoas fazem é: se nem o bem estar material e nem o bem estar emocional podem trazer felicidade, paz e harmonia, o que pode trazer a autêntica felicidade? A única forma de ser feliz nesse mundo é nos tornando um instrumento de Deus no plano da matéria. O que significa ser um instrumento de Deus? Significa se colocar nas mãos de um plano maior a fim de realizar a obra divina no mundo em ações, pensamentos e sentimentos. Isso significa que não mais pensamos de forma egocêntrica, visando nossas necessidades e nosso prazer; mas vivemos de forma sociocêntrica, mundicêntrica ou mesmo cosmocêntrica.

Sociocêntrica é a forma de viver cujo valor da vida é conferido não apenas aos nossos interesses pessoais, mas aos interesses da sociedade a que pertencemos. Por exemplo, um jovem entra na política porque deseja melhorar as condições de vida em seu país. Essa é uma forma sociocêntrica de pensar. Apesar de ser melhor e mais elevada do que a forma egocêntrica, o modo sociocêntrico ainda traz uma certa dose de egoísmo, pois luta pelo bem estar em nosso país, mas deixa de lado o bem de todo o globo terrestre. No nível sociocêntrico, a pessoa se enxerga como um cidadão do país, da cidade, ou do grupo de pessoas a que pertence.

Além da forma sociocêntrica de vida, há também a forma mundicêntrica, que significa viver além do grupo humano a que pertencemos. Isso implica em se viver de acordo com o bem completo de todo o nosso mundo, sem considerar apenas os interesses locais, do grupo humano a que pertencemos. No nível mundicêntrico a pessoa não se percebe como um cidadão de um país, de um grupo, de uma classe, de uma associação, uma religião, etc. O indivíduo se vê como um cidadão do mundo, sem nacionalidades, sem tipos, sem associações, sem posições políticas, etc. Além da visão e das atitudes mundicêntricas, há também a forma cosmocêntrica de vida. Esta valoriza não apenas o bem do grupo social ou do mundo, mas sim uma harmonização com todo o cosmos, toda a vida universal, galáxias, universos, plano divino, etc. Esse nível é difícil de ser definido, pois nossa mente limitada e aprisionada por visões e identidades locais não nos permite vislumbrar o significado de que seria pertencer ao universo, ao cosmos, ao todo.

Infelizmente a maioria das pessoas ainda continua presa ao modo egocêntrico de vida. Uma pequena porcentagem já considera e vive no modo sociocêntrico, incluindo a sociedade a que pertence em seus atos, pensamentos e sentimentos. Uma quantidade ainda menor vive no modo mundicêntrico de existência, onde o bem do planeta como um todo é o que conta para ela e não apenas os interesses locais e sociais. Há ainda poucos indivíduos atualmente encarnados em nosso orbe que vive de acordo com os padrões cosmocêntricos, ou seja, que transcenderam qualquer tipo de identificação com o mundo e passaram e se perceberem como seres cósmicos, espíritos imortais, essências cuja fonte é o próprio infinito, o ilimitado, o sem fronteiras… Diante dessas explicações, podemos questionar: Por que a maioria das pessoas do nosso mundo é infeliz? Por que elas vivem presas aos padrões egocêntricos e sociocêntricos. Somos muito mais felizes quando aderimos ao padrão mundicêntrico de vida…. e infinitamente mais felizes quando ascendemos ao modo cosmoscêntrico da vida universal.

Mas como podemos ascender ao mundicêntrico e cosmocêntrico? Uma das formas é se tornar um instrumento de Deus ou do cosmos infinito no mundo. Aquele que entrega sua vida a Deus e renuncia a todos os interesses pessoais, passa a viver sob o influxo de uma esquema ou ordem maior de vida, cuja fonte é o Eterno inominável. Aquele que aceita perder seu pequeno ego humano, ou o controle ilusório de sua vida comum para se tornar algo maior, muito maior, pode vir a ser o instrumento dos espíritos puros na Terra. Se for esse o seu caso, em breve um espírito puro, bem mais avançado, pode escolher guiar você na vida material. Esse espírito vai te direcionar, te orientar, organizar sua vida, te proteger e te ajudar ate mesmo no auxílio que você dará a outras pessoas.

Mas como o espírito puro atua em nós? Vamos supor que você esteja amparando alguém que perdeu um ente querido. Você não sabe o que dizer a essa pessoa nem o que fazer para ajuda-la. Nesse momento, o espírito puro vai “soprar” para você aquilo que deve ser dito. Ele vai te infundir de amor e tranquilidade e você poderá transmitir essa energia a pessoa. O espírito vai orientar você, de forma inconsciente, ao que é mais importante a ser dito e a ser feito no auxílio de pessoas que sofrem. Você passa a ter um canal direto com a vida maior, por meio desse espírito… e ele guiará seus passos, seus pensamentos e te ajudará a purificar sua energia a fim de que você se torna um instrumento de Deus cada vez mais “puro”. No entanto, caso a pessoa se desvie do caminho, comece a cultivar padrões negativos de conduta, volte a valorizar o dinheiro, as posses, as ilusões do mundo… Retome um pensamento local egoísta e voltado para suas próprias necessidades pessoais, o espírito se afasta e não mais nos ajuda nessa missão.

A maioria não faz ideia do peso que tiram dos seus ombros quando passam a não mais se preocuparem com a manutenção de uma vida egoísta e personalíssima. Pensar globalmente implica em se desfazer do peso de nossas preocupações, com nossos medos, com nossas necessidades básicas de sustento. O que pode nos preocupar se vivemos alicerçados no cosmos? O que podemos temer se vivemos em harmonia com as leis divinas? O que podemos perder se estamos ligado as bençãos do universo? Quem pode nos magoar se o amor incondicional passa a reger nossa vida? Quem pode nos derrubar se Deus é a nossa base? Não estamos falando apenas da esperança de coisas boas acontecendo em nossa vida. Estamos falando da certeza de que, mesmo que nada de bom ocorra, somos espírito e o espírito não pode perder, nem ser destruído, nem morrer, nem sofrer.

Vamos então, a partir desse momento, nos tornar instrumentos de Deus no mundo?

(Hugo Lapa)

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VOCÊ ESTÁ PREPARADO PARA A MORTE?

Uma das coisas mais importantes que podemos fazer na vida é a nossa preparação para a morte.

A preparação para a morte é tema recorrente em várias tradições espirituais, como o budismo, a Yoga, o cristianismo, dentre outros. Até mesmo na filosofia encontramos essa ideia de preparação, tal como dito por Montaigne num tópico dos seus Ensaios: “Filosofar é aprender a morrer”. A tradição da Yoga não se preocupa tanto com a morte do que com a forma com que se deve morrer e com a sua preparação. Esse treinamento para o desenlace pode durar anos ou mesmo décadas. Insistem os yogues no controle do processo de passamento através de uma consciência que deve estar plenamente desperta. Dessa forma, o ideal do yogue é morrer em vida para o seu ego, de modo que essa morte do ego seja totalmente natural e traga a tão almejada imortalidade do espírito.

O Bhagavad Gitá (8.10;12s) chega a aludir sobre a importância da tranquilidade e impassividade no momento da partida da alma, além de falar sobre o valor da concentração do prana (energia vital) em certas regiões do corpo e da entoação do sagrado mantra OM durante a falecimento. Também o Budismo Tibetano, no clássico Bardo Thodol (O Livro Tibetano dos Mortos) ensina como pode o praticante espiritual morrer e que ações deve realizar logo após a morte, sendo uma delas a fixação da consciência na Luz Clara (a famosa Luz no fim do túnel das Experiências de Quase Morte).

Mas por que é tão importante se preparar para morrer, para desencarnar? Vamos pensar na seguinte questão… Qual é a única certeza que temos nesse mundo? É a certeza de que um dia vamos morrer, que nós vamos deixar este corpo físico, que o organismo composto de matéria vai retornar a terra e que a vida neste corpo com esta personalidade vai inevitavelmente finalizar.

Sendo esta nossa exclusiva certeza, o que pode ser mais importante do que a preparação para a única coisa infalível nesta vida? Sim, a preparação para a morte, para a passagem, o desencarne, a transição, como preferimos chamar, é uma disposição que contribui imensamente com toda a nossa vida. A morte dá sentido a vida, pois se não houvesse morte, ninguém veria a urgência de fazer e resolver suas próprias questões. Não adianta querer resolver nada depois da morte. Os espíritos costumam ser bem claros nesse ponto… tudo o que precisamos resolver, deve ser feito aqui e agora, nesse momento, ainda durante a encarnação. 

Após a passagem, não há mais tempo. As questões que um aluno resolve numa prova só podem ser resolvidas durante a prova. Isso é óbvio, pois durante a prova ele terá que comprovar seu estudo e acertar as questões. Quando chega em casa, ele passa a ter acesso a todas as respostas da prova, seja em livros, na internet, etc, de modo que, munido de informações, a prova perde sua validade. O mesmo ocorre com a encarnação dos espíritos e o pós-morte.

Portanto, a pergunta que cada um deve se fazer é: você tem se preparado para a morte? A maioria das pessoas não se prepara para a morte, simplesmente porque a vida em sociedade, com a nossa cultura, com a mídia, todo esse mundo de propagandas, celebridades e valorização do corpo e do ego, nos move ao reforço dos limites do mundo e da personalidade humana, e não a transcendência destes limites.A sociedade nos ensina a possuir e não a despossuir, nos ensina o valor do ganho, mas não nos ensina como lidar com a perda, a frustração e a pobreza. Em suma, nossa cultura ocidental do século XXI nos passa apenas os valores de uma existência onde se alimentar o ego é a coisa mais importante que podemos fazer. Como uma sociedade baseada no consumismo, no materialismo e no ego poderia ensinar as pessoas a estarem bem preparadas para a morte? Não seria possível.

A maioria nem desconfia, mas uma boa morte pode ser o prelúdio de uma vida maravilhosa no plano espiritual. Mas como realizar da melhor forma esse preparo para a morte? Uma boa forma de se preparar para a morte é não esquecer que um dia ela vai chegar. Todos devem saber que a qualquer momento podemos morrer. Muitos acreditam que a morte virá apenas daqui a anos ou décadas, mas isso não é verdade. Mesmo os jovens de 12 anos precisam admitir que o desencarne pode se impor a qualquer momento. Não sabemos quando a morte virá e nem podemos saber. Por isso, é imprescindível que cada pessoa possa resolver a si mesmo agora. Não é daqui a meses ou anos, ou mesmo daqui a alguns dias. Não… o que você precisa fazer, tem que fazer agora. Não deixe para depois… pois o depois pode não chegar.

Outra forma de se preparar para a morte é reconhecer que não somos esse corpo, essas emoções e essa mente. No momento em que o espírito começa a encarnar na matéria, ele recebe um corpo mental, um corpo emocional e um corpo material. Mas o espírito não é nem o corpo mental, nem o corpo emocional e tampouco o corpo material. O espírito se reveste destes invólucros, mas ele não é nenhum deles. Os corpos o envolvem para que ele possa atuar neste plano. Da mesma forma que precisamos vestir uma roupa de mergulho e uma máscara de oxigênio para poder praticar a arte do mergulho em grandes profundidades no mar, assim também o espírito precisa se revestir de várias camadas, ou envoltórios, para nascer e viver no plano material. A consciência de que não somos o corpo físico, de que não somos o corpo emocional (também chamado de corpo astral, a fonte das emoções) e de que não somos o corpo mental (o que permite nosso raciocínio, nosso pensamento, nossas crenças, nossos julgamentos, etc), essa consciência é importantíssima para o preparo do momento derradeiro da morte. 

Aquele que ainda acredita ser um corpo material e nada mais, pode sofrer na hora de deixar este mesmo corpo e não estará devidamente preparado para a nova vida nos planos sutis. Aquele que acredita nas emoções também terá dificuldade em se libertar de suas emoções, assim como aquele que acredita em suas crenças, seus dogmas, seus julgamentos, suas conclusões, seus processos de lógica e razão, tudo isso faz parte do corpo mental… sendo apenas um envoltório do espírito, mas que não é ele mesmo. Portanto, a consciência de que não somos corpo material, corpo emocional e corpo mental pode promover uma liberdade interior que será essencial na hora da morte.

É preciso também compreender que estamos aqui apenas de passagem; que tudo nesse mundo é impermanente; que não existe segurança possível nesse mundo; que quando nos agarramos a algo, esse algo sempre escapa de nós; que não devemos fazer autopromessas de sucesso mundano, de realização material ou de gozos terrenos; que tudo é passageiro e que tudo um dia acaba; que não existe sentido nessa vida a não ser para quem vê um sentido além de tudo o que é passageiro. Precisamos reconhecer que essa vida é apenas um segundo na eternidade, é como um pequeno grãozinho nas areias da infinita praia da vida sempiterna. Aquele que compreende que a vida é infinitamente maior do que essa infinitesimal fração de tempo, está bem mais preparado para a morte… e estará resguardado com uma passagem tranquila e com a vivência profunda da paz no pós-morte.

(Hugo Lapa)

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O que costuma acontecer com o rico que ostenta?

Quem tem muito dinheiro nessa vida e fica se achando o máximo por isso, tratando os outros mal e acreditando que todos devem trabalhar para ele, terá que renascer numa próxima existência como uma pessoa pobre, sem recursos, para sentir na pele tudo o que ele mesmo fez com outras pessoas.

Portanto, não adianta ficar se achando; não adianta ficar fundamentando sua vida no dinheiro; não adianta ficar acreditando que o dinheiro te dá segurança, conforto, prazer. Quem pensa assim, na próxima vida nascerá numa situação social bastante adversa, a fim de enfrentar as chagas da miséria e das privações.

Quem se sente acima dos outros por ter uma condição financeira mais abastada, ou quem se opõem frontalmente a qualquer possibilidade de repartir o que se tem… ou quem fica com medo de perder seu dinheiro… ou ainda, quem abomina a pobreza e fica menosprezando pessoas carentes e miseráveis… Também aquele que fica desejando reter cada vez mais dinheiro, a fim de se diferenciar das outras pessoas. Esse terá uma vida futura cheia de infortúnios financeiros. Terá que vivenciar o oposto que ele tanto evita e ser separado das riquezas que ele tanto se regozija.

É o caso de muitas pessoas… Como por exemplo aquele que mesmo tendo muito dinheiro, nunca está satisfeito e fica querendo sempre mais e mais. Ou como aquele que deseja que os outros fiquem trabalhando para ele. Ou aquele que gosta de ostentar, de ficar expondo seus bens como forma de se projetar positivamente na sociedade a fim de criar uma boa imagem para si. Ou aquele que vive mais pelo dinheiro do que por qualquer outra coisa. Quem faz estas coisas na vida atual terá que enfrentar as mesmas provações que o pobre: amargar a falta, as carências, passar por necessidades, sentir a fome e a escassez de recursos, viver sem casa, sem comida, sem lazer, sem o básico ou o mínimo, para assim poder despertar para a consciência de que o espírito nada pode possuir e que as posses não fazem ninguém melhor do que ninguém.

Não importa o quanto você tente fugir da pobreza… uma hora a polaridade sempre se inverte e essa pessoa terá que passar da condição de riqueza e luxo à condição da pobreza material. Experimentando os contrários… a alma sentirá a existência em todas as posições… e assim poderá aprender e evoluir.

É assim que se aprende com a lei de causa e efeito.

(Hugo Lapa)

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O SIMBOLISMO DE MOISÉS NO MONTE SINAI
 
O monte Sinai (em grego) ou Monte Horeb (em Hebraico) teria sido o local onde Moisés teve seu primeiro encontro com Deus. A maioria dos fiéis acreditam que Moisés subiu ao monte quando estava apascentando as ovelhas e lá viu o anjo do senhor. Neste local, estaria a chamada “sarça ardente”, que era um espinheiro em chamas misteriosamente imune a ação do fogo, nunca se consumindo.
 
Esta trecho do Êxodo, no capítulo 3, é provavelmente a mais simbólica e ao mesmo tempo a mais profunda de todo o livro. A subida ao monte não significa que Moisés tenha escalado um monte físico, material e lá em cima tenha se encontrado com Deus. A expressão “subida ao monte” é um símbolo… ela representa o processo de elevação da alma rumo a Deus. O simbolismo da montanha é diversificado, mas em geral ela possui dois aspectos principais:
 
1) a ascensão do ser ao cosmos, como já dissemos.
2) o encontro do céu e da terra e
3) um local de grande amplitude de visão, onde o ser contempla tudo de cima, ou seja, de um estado de consciência superior, acima do estado mental ordinário.
 
O simbolismo da montanha é, com efeito, o simbolismo da subida, da ascensão, da transcendência. É quando o ser se eleva além da condição habitual ou convencional do mundo e atinge níveis mais próximos do criador.
 
O mais importante sermão de Jesus ficou conhecido como o “sermão da montanha”, pois Jesus ascendeu seu espírito a uma dimensão mais elevada da vida e, assim, pôde tornar-se um canal de expressão de uma sabedoria especial na Terra. Ninguém duvida que o sermão da montanha é uma das passagens de maior sabedoria da história da humanidade e Jesus teria subido a uma “montanha” para proferir esse ensinamento. Assim, a “montanha” representa sempre a ascensão, a elevação. Moisés ascendeu em consciência, não fisicamente, e por isso contemplou Deus mais diretamente.
(Hugo Lapa)

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A CRISE DE TRANSFORMAÇÃO 

Em algum momento de sua existência na Terra, ou mesmo em vários momentos diferentes ao longo de sua vida, qualquer pessoa pode passar pelo que no Espiritualismo se denomina de “crise de transformação”.

O que é a crise de transformação? Uma crise de transformação ocorre quando toda nossa estabilidade material começa a ruir; quando perdemos nossas principais referências na vida; quando perdemos tudo de material; quando nossas principais crenças são postas em cheque; quando tudo parece desmoronar, quando sentimos um imenso vazio e caímos em fortes depressões; quando perdemos a esperança de tudo e nada mais parece nos restar. Toda crise de transformação marca uma ruptura entre o antigo e o novo que começa a surgir. É quando nossa velha configuração de vida começa a se quebrar, a se romper… Perdemos nossa estabilidade, nossa segurança, nosso chão, e tudo começa a ser sacudido, a se movimentar. A poeira começa a se espalhar, nossas emoções começam a vir à tona e tudo começa a se modificar. É um ponto de mutação em nossa vida.

O ápice de uma crise de transformação é o momento em que nosso ego colapsa com as diversas perdas que ocorrem, vem uma crise em nossa identidade, em nosso sentido de mundo, sentido de eu e tudo parece desmoronar dentro de nós. Nesse momento ocorre algo semelhante a uma “morte” de nós mesmos. É como se o velho eu não servisse mais e começa a ser descartado… Assim, um novo ser começa a brotar dentro de nós. Essa morte, obviamente, não marca um fim absoluto, como poderíamos supor, – pois não há fim absoluto de coisa alguma no cosmos, mas nos abre para o começo de uma nova vida, renascida e renovada. O ser humano quase sempre acredita que o fim do seu estado atual representa seu fim total e completo. Mas os seres estão sempre mudando de um estado a outro, de uma condição a outra e não há aquilo que acreditamos ser um fim, pois como já dissemos em outra oportunidades, todo fim é sempre um novo começo.

Toda crise de transformação representa uma mudança, uma morte e um renascimento, mas ao mesmo tempo é um chamado. É um chamado da vida, de Deus, da inteligência universal, como preferirmos nomear. É certo que a vida nos faz um chamado para irmos do inferior ao superior, do menor para o maior, do baixo para o alto, da estagnação para a atividade, um chamado para o fim do conformismo e para o início da transformação. Não poderia ser diferente, pois tudo se transforma e nada pode permanecer estático, conformado, acomodado, preso ou limitado para sempre.

Toda crise precede um novo despertar, novas possibilidades, uma abertura de caminhos, uma mudança de perspectiva, uma alteração de valores e crenças básicas arraigadas. Promove uma reconfiguração de nossa existência e de nossa condição mental e emocional, enfim, faz surgir uma nova visão da realidade.

Os desencadeadores da crise de transformação podem ser muitos: uma doença, a perda de um ente querido, a perda do emprego, muitas dívidas às vezes impagáveis, um transtorno mental, o mergulho em condições de miséria, o término de um relacionamento, uma forte depressão, angústia, ansiedade generalizada, isso pode vir junto a certos transtornos como despersonalização e desrealização. Qualquer coisa em nossa vida pode ser motivo para uma crise de transformação. nesse momento, o ego entra em colapso e não conseguimos mais sentir a estabilidade que antes era presente. Tudo parece se romper, quebrar, se desestruturar. Nossas referências parecem se perder e tudo parece vago, incerto, quebradiço, líquido, vazio, sem sentido, escuro, angustiante, sem vida, seco, frio, etc.

Um exemplo de relato Bíblico sobre uma crise de transformação ocorreu com Jó no Livro de Jó. Jó era um dos homens mais ricos do oriente, tinha tudo o que gostava e amava. Sua vida era perfeita. Em dado momento, Deus resolveu testar a fé de Jó e retirou tudo o que ele tinha. Retirou sua família, sua riqueza, sua saúde, etc. Nesse momento, Jó começou a passar por uma crise de transformação, onde foi severamente testado, para ver como se comportava diante das adversidades e perdas. A todo momento milhões de pessoas vivenciam uma crise de transformação semelhante a de Jó. Elas veem tudo lhes sendo retirado, coisas relacionadas ao material, ao emocional e ao nível mental. Quando os níveis material, emocional e mental entram em colapso, isso nos obriga a ir além deles, ascendendo ao espiritual, que é onde reside eternamente nosso verdadeiro ser cósmico. Saindo da tradição cristã, aquele que lê o relato da vida de Siddharta Gautama, o Buda, poderá observar que se trata de uma existência repleta de crises de transformação, de provas, de enfrentamentos, até que Siddharta vence todos os obstáculos e se torna um Buda, um iluminado, aquele que enxerga a verdade tal como ela é. Sem a crise não há a passagem… e sem a passagem não há evolução, não há ascensão, não há quebra da ilusão e mergulho na verdade. Nas sociedades tribais existem os chamados ritos de passagem, que são rituais de passagem da infância para a vida adulta. Esse ritual de passagem é muitas vezes uma prova, uma crise de transformação que o jovem precisa atravessar para poder alcançar a vida adulta e estar preparado para todas as suas exigências. Infelizmente, ao contrário de outras tradições e culturas antigas, nossa sociedade ocidental materialista, ao invés de estimular a boa vivência de uma crise de transformação, faz o contrário: nos estimula a negar a transformação e suas implicações, a negar um amadurecimento, a negar todas as crises e sofrimentos, e simplesmente se atirar no mundo consumista e vazio da mídia, do ego e da busca pelo dinheiro como solução para tudo. Podemos dizer que nossa sociedade, ao contrário de nos ajudar a seguir o fluxo natural das transformações, nos estimula a fugir deles, a fingir que nada disso existe, a extirpa-los e a cair nos subterfúgio vazio de uma conformidade ao consumismo exacerbado que existe hoje.

A maioria das pessoas fazem uma profunda resistência a qualquer tipo de transformação essencial em suas vidas, pois o ser humano teme aquilo que desconhece. O feto está confortável no útero de sua mãe. Ele vai sendo alimentado pela sua genitora e possui toda a estabilidade e segurança lá dentro. Mas chega um momento em que ele deve deixar essa estabilidade e sair para a vida. O nascimento não é fácil, pois é sempre traumático. Ele deve atravessar um túnel escuro para alcançar a luz da sala de hospital do mundo externo. O mesmo ocorre com os espíritos que sofrem as transformações no mundo material. Eles perdem sua estabilidade, sua segurança, sua acomodação e são colocados numa condição de insegurança, onde seu chão, sua base é retirada, pois somente assim eles aprenderão a ir além. E o que acontece quando se resiste a essa transformação? A resistência à crise de transformação só atrasa nosso caminho e nos gera sofrimento. No momento em que a vida nos faz esse chamado, nossa vida nunca mais será a mesma. Há muitas pessoas que se lamentam por isso e desejam que sua vida retorne ao mesmo formato que era antes, seja em sua infância, seja em sua adolescência, ou até mesmo na fase adulta. Mas é certo que não há como voltar atrás, pois uma vez que é detonada a crise de transformação, não há mais retorno possível… o único caminho ou direção a se tomar é para frente e para o alto. Nunca mais seremos os mesmos.

Imagine uma cobra que troca a sua pele e vê que a pele ficou para trás. Ela então volta e fica parada, chorando e sofrendo, observando sua antiga pele, seu antigo revestimento orgânico. Ela chora acreditando que perdeu a si mesma, por ter perdido seu invólucro descartado. Isso parece absurdo, mas é exatamente o que a maioria das pessoas fazem. Elas são como a cobra que trocou de pele, ou seja, que mudou sua configuração de vida, transformou sua roupagem, sua mentalidade, suas crenças ou o antigo formato de sua vida. Ela então fica paralisada contemplando com imensa tristeza seu antigo formato de vida que expirou seu prazo de validade. Sua “pele” antiga é venerada como sua única identidade, sua única forma possível de ser e existir no mundo. Nada mais falso, posto que vamos trocando sempre de pele, ou seja, a conjuntura de nossa vida e de nossa consciência vai sempre se alterando e nem por isso nos perdemos de nós mesmos. Mudamos nossa roupagem, nosso envoltório, mas nem por isso nos dispersamos no éter.

Quanto mais a pessoa tentar resistir ao fluxo das transformações, mais ela vai sofrer. Quanto mais ela tentar reaver a vida tal como era antes, ou ficar sonhando em retomar a estabilidade, mais o sofrimento baterá em sua porta. Como disse Einstein, uma mente que se dilatou nunca mais retorna ao seu tamanho normal. Não há como voltar atrás. Quanto mais brigamos com a situação desejando que nada mude, mais a vida vai te empurrar para as mudanças que você precisa fazer em você mesmo. Ficar pedindo a Deus que nos ajude a reaver o antigo formato de nossa vida é o mesmo que pedir a Deus que interrompa nossa transformação: seria como o feto pedir para regressar ao útero materno, ou como o pássaro pedir um retorno ao seu antigo ninho pois ele não quer começar a voar, ou ainda como o jovem que deseja regressar à infância, ou como o adulto que deseja evitar os conflitos da nova fase e retomar as inconsequências da juventude. E quando atingimos a senescência, homens e mulheres são incentivados pela nossa cultura e mídia a permanecer na fase adulta ou mesmo retomar os trejeitos da juventude. Inclusive, para se verificar a decadência de uma sociedade, devemos observar o valor que esta dá aos seus anciãos. Não valorizar os membros mais velhos de uma sociedade é como desprezar a importância da experiência, da sabedoria, do aprendizado que as diversas fases da vida nos deixam como herança sagrada. Ao contrário de certas culturas orientais que valorizam muito a figura do sábio ancião, a cultura ocidental e a mídia desvalorizam a senescência e estimulam os idosos a se comportarem tal como jovens.

Mas por que tudo isso tem que ocorrer? A existência universal possui muitas fases de transformação. A vida como a conhecemos não é a vida total, a vida infinita. O que experimentamos da vida é apenas uma ínfima parte do todo, um milionésimo aspecto da existência universal. O homem precisa atravessar inúmeros degraus na escala infinita de sua ascensão. O ser humano passa da infância a adolescência, da adolescência a fase adulta e desta para a velhice. O ano escolar passa do ensino fundamental ou ensino médio, do ensino médio à faculdade, da faculdade ao mercado de trabalho. Tudo em nossa vida se organiza em fases, em ciclos que tem seu início, meio e fim. O próprio envelhecimento é uma crise, é sempre um deixar o antigo para dar lugar ao novo. Mas o novo nem sempre é o antigo numa outra forma, o novo pode ser algo bem diferente do que estamos acostumados. Toda a natureza funciona assim e a evolução de nossa alma não poderia ser diferente. Não podemos permanecer parados num mesmo nível para sempre. É preciso continuar caminhando, é preciso seguir em frente, acompanhando a marcha do progresso espiritual. Por isso, como dissemos, quando não desejamos ascender, a vida vem tirar o nosso chão, a nossa base, para que sem a estabilidade costumeira, nós aprendamos a voar com as “asas do espírito”. É como se estivéssemos subindo uma escada e os degraus mais baixos começam a se quebrar. Precisamos rapidamente passar aos degraus mais altos para evitar a queda. No cosmos, o único caminho possível é a subida, ou, por outro lado, a estagnação no sofrimento. Cabe a cada um escolher…

Algumas pessoas podem ficar chateadas e revoltadas porque elas mesmas estão vivendo uma crise de transformação, mas outras pessoas do seu círculo parecem estar sempre bem no mundo, com estabilidade, dinheiro e sem enfrentar grandes problemas. No entanto, é certo que todos vão vivenciar as crises de transformação, pois elas são inexoráveis e fazem parte da marcha incessante do progresso de nossa alma. Seria como imaginar que um aluno pode passar de ano sem realizar algum tipo de exame ou prova que demonstre sua capacidade para ser aprovado no próximo ano letivo. Não… as provas existem para nosso espírito… e são elas que nos impulsionam a seguir ao próximo nível de desenvolvimento espiritual. Não importa quanto tempo demore, todos, absolutamente todos serão obrigados a viver uma ou mais crises de transformação em suas vidas. Se a pessoa não vive a crise na vida atual, terá que vive-la nas próximas vidas. Não há como escapar disso.

Não devemos encarar a crise de transformação como sendo algo ruim, mau, perverso, que vem para nos destruir. Ao contrário, ela vem nos libertar. Só não se liberta quem fica preso ao comodismo, a estagnação. As transformações são como ter que atravessar um rio… as correntes do rio nos empurram para longe e nos afastam das margens e podem nos fazer bater em pedras e nos machucar. Uma pessoa pode olhar para o rio e dizer: “como você é mau, está me machucando, está impedindo meu caminho, está prejudicando meu movimento, está impedindo que eu fique estável nessa travessia”. Mas o rio não é algo ruim em si mesmo. Ele simplesmente é o que é. Essa é a sua natureza, que é a de fluir suas águas numa determinada direção. Assim também são as provas que um aluno faz. A prova é algo ruim em si mesma? Não… a prova nada mais é do que um conjunto de perguntas, questões, que devem ser respondidas. O aluno que faz a prova e não sabe as respostas, pode sentir que a prova é ruim, má, negativa. O fato de não saber responder as questões da prova pode leva-lo ao sofrimento. Mas na verdade não é a prova que é má… mas sim nossa incapacidade de responder suas questões. O mesmo ocorre com a crise de transformação. Ela não é má, ruim, perversa.. é apenas a manifestação do fluxo da vida nos empurrando para a outra margem, tal como o rio nos empurra para uma direção. É ainda como os ventos que nos levam para uma direção quando nosso desejo gostaria de ir a outra direção. Esse contraste entre desejo de se permanecer parado e o empurrão que a vida nos dá para frente é o que cria o conflito que gera o sofrimento.

As pessoas que passam por uma crise de transformação vão da ilusão para algo mais real, mais verdadeiro e é justamente essa a função da crise: nos transportar do limite para algo além do limite. A quebra de limites e a entrada numa consciência mais ampla, mais verdadeira, é o verdadeiro objetivo da crise de transformação. Por exemplo, temos um relacionamento que cria uma grande ilusão em nossa vida. Esse relacionamento, obviamente, vai terminar, pois se o relacionamento cria uma ilusão, e toda ilusão precisa ser rompida, o relacionamento, que é parte da ilusão, precisa ter um fim. Se acreditamos numa ideia falsa, numa crença sem base, numa teoria sem fundamento, isso se constitui como uma ilusão em nossa vida. Por esse motivo, essa ideia, crença ou teoria deverá ser questionada em algum momento pela realidade; ela será minada em seus fundamentos até que possamos enxergar além dela, compreendendo sua insuficiência e podendo, finalmente, soltar-nos da ilusão que ela representava em nossa vida. A descoberta dos limites dessa ideia, crença ou teoria pode ser traumática para muitos, pois estávamos acostumados a pensar naquela ideia como verdadeira, como real… e ela era como um apoio em nossas vidas. Mas quando seus limites se tornam evidentes e não há mais como nega-los, rompemos essa ilusão – e uma nova visão das coisas se abre – desvelando novos horizontes. Assim, toda crise de transformação é um rompimento de limites que criava uma ilusão em nossa vida. Por isso dissemos que as crises são as destruições das ilusões… e essa destruição força a transformação que nos conduzirá além dos limites antes estabelecidos em nossa mente. Assim… vamos da ilusão ao real, da ignorância à sabedoria, do profano ao sagrado, da fragmentação à unidade, do caos ao cosmos. Como disse Jesus: “Tudo o que está oculto virá a ser revelado”. E também: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.

Nossa sociedade sempre busca afastar o sofrimento e fingir que ele não existe. O ideal seria permitir que as pessoas vivam seu sofrimento, seu luto, sua dor, suas carências, ao invés de criar uma série de formas de preenchimentos ilusórios que nos distanciam de nós mesmos. O sofrimento e as crises têm muito a nos ensinar… e quando não os vivemos, ou simplesmente procuramos esquece-los, ou fingimos que eles não existem, ou buscamos subterfúgios quando tudo aperta, não aprendemos com eles as profundas verdades sobre nós mesmos.

Quando refletimos sobre a natureza das crises de transformação percebemos que elas revelam a própria natureza do universo, do cosmos… Não poderia ser diferente, pois tudo no cosmos muda, tudo se transforma, nada que é agora será para sempre. A única coisa que não muda é a própria mudança. A evolução das espécies se processou da ameba a um organismo muito mais complexo e inteligente, que é o ser humano. O mesmo deve ocorrer com nossa alma, que vai dos patamares mais primitivos até alcançar os planos superiores do ser. Vamos do ser humanizado ao ser espiritualizado, do átomo ao arcanjo, do finito ao infinito, do tempo para a eternidade, da escuridão para a luz, da ameba ao espírito purificado, da poça no chão a inesgotável fonte da vida. 

(Hugo Lapa)

Tratamento espiritual de vidas passadas à distância

portaldoespiritualismo@gmail.com

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NÃO TIRE FÉRIAS DURANTE A PROVA 

Qual aluno que tenta descansar, relaxar ou ser livre durante uma prova na escola?

Não existe isso… O aluno deve se concentrar e conseguir responder bem as questões do exame, para ter um bom rendimento, passar de ano e assim, poder curtir as férias em liberdade.

Não teria sentido o aluno tentar se divertir durante uma prova, sair correndo pelo pátio, brincar com outras crianças, viajar, ir ao clube, etc. Na prova ele está limitado à sala de aula, preso na concentração de sua mente e precisa responder as demandas que se apresentam, que são as questões da prova. Nenhum aluno deseja permanecer fazendo a prova para sempre… O aluno quer responder logo as questões corretamente, para passar de ano e começar suas férias livre de qualquer pendência escolar. Ele apenas pensa que, após a boa conclusão da prova, ele poderá sair da sala de aula, deixar a escola e só então ele estará livre para fazer o que quiser em suas férias, para ir onde quiser e estará liberto de tudo no verão.

A vida na matéria é uma provação para o espírito, tal como a prova para o aluno. Algumas pessoas desejam permanecer fazendo a prova para sempre, pois estão acostumados e apegados aqui. Querem se estabelecer um longo período na “sala de aula da vida”, realizando a prova e esquecendo que, após a conclusão e superação das questões da vida, estarão livres, entrarão “de férias” e aí sim poderão se libertar de tudo e encontrar a felicidade.

É absurdo o aluno tentar ser livre ou fazer o que quer durante a prova. Da mesma forma, é absurdo um espírito encarnado tentar viver bem, satisfeito e pleno durante a prova da vida corpórea, fazendo tudo o que deseja. A liberdade verdadeira vem com a superação da prova, com a resposta correta a todas as questões que a vida nos impõe. Somente após a superação das avaliações da vida é que entraremos de férias e nesse momento, estaremos totalmente livres para ir e vir, para desabrochar a felicidade e a paz em nós…

O mundo humano não é o local da liberdade, não é o espaço correto para se estabelecer nem para tirar “férias”. Quem tenta passar pela existência material como se estivesse de férias, apenas curtindo a vida, tem grande chance de cair em erro e não conseguir corresponder as exigências da vida. Aqui devemos apenas responder com serenidade, amor, compreensão, respeito, compaixão e harmonia às adversidades, as contrariedades da existência. Depois de superada a prova e vencidos todos os obstáculos, entraremos de férias, que é a libertação das exigências da vida material. Só então seremos livres e felizes de fato.

Lembre-se: nesse momento estamos fazendo a prova da vida. As férias vem depois… aí sim estaremos plenos e livres. Concentre-se em ter um bom rendimento na prova da vida, a liberdade virá depois…

(Hugo Lapa)

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