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Archive for the ‘Espiritualidade geral’ Category

O papel da mãe

 

O PAPEL DE MÃE SEGUNDO O ESPIRITUALISMO

Qual é o papel que a mãe tem com seus filhos?

O papel que o espírito da mãe tem com o filho é o mesmo papel que o espírito do filho tem com a mãe. Ambos são espíritos irmãos numa mesma caminhada de evolução, onde um ajuda o outro, a mãe ajuda o filho na época do crescimento, e o filho ajuda a mãe na época da velhice, onde a mãe precisará de cuidados muitas vezes como se fosse uma criança.

A mãe educa o filho, da mesma forma que o filho educa a mãe… um ensina para o outro… a mãe não ensina mais nem o filho ensina mais… ambos podem ensinar muito um ao outro e muitas vezes o filho ensina muito mais aos pais do que os pais aos filhos.

Os pais podem dar casa, comida, educação e boas condições materiais. No entanto, só não podem acreditar que se você não conseguirem fazer, o espírito do seu filho estará “pior”, pois não estará. É possível que o espírito que veio como nosso filho tenha vindo com a necessidade da experiência de não estudar, de não ter comida na mesa, de não ter casa nem abrigo.

Quantas mães que são mães não conseguem fazer tudo isso? Não conseguem dar o que chamamos de “básico” para a vida do seu filho? Muitas, milhões… se formos contar o número de pessoas que passam fome no mundo segundo a ONU, que é quase de 1 bilhão de pessoas vivendo numa situação de pobreza grave, vemos quantas mães não conseguiram dar aquilo que no mundo humano chamamos de “básico”, mas que na verdade não é o básico.

Básico é o que o espírito precisa viver, precisa experimentar nesse mundo. Será que Deus permitiria que algum espírito em todo universo vivesse alguma experiência de que não precisava viver? Não existe a chamada lei do merecimento? Não existe a lei de causa e efeito? Aquilo que os espíritos plantam em suas centenas de encarnações, eles vão colher nessa vida ou na próxima. É curioso observar como existem tantas pessoas que acreditam na lei de causa e efeito, mas não conseguem vê-la aplicada em sua própria vida. Quando a pobreza se abate sobre a vida do outro é karma, é lei de causa e efeito, são experiências para seu crescimento espiritual, mas quando o karma retorna para minha vida, causando as piores dores e desespero… é “por acaso”, é “injustiça”, são “obsessores”, é “trabalho de magia” que alguém fez pra mim, etc.

Não meus amigos… Deus seria injusto e o universo explodiria se alguma lei divina fosse violada. Se Deus deu alguma dessas dificuldades ao espírito que chamamos de “filho”, é porque essa é a melhor experiência para ele, é o que ele precisa viver, precisa experimentar, precisa superar para sua evolução… E é justamente isso que vai ajuda-lo de fato. Um dia a mãe consegue dar comida e educação para seu filho, mas amanhã ela pode não conseguir dar. Não vemos isso ocorrendo a todo momento aqui mesmo em nosso pais? Quantas pessoas desempregadas não estão conseguindo dar condições materiais aos seus filhos? Alguém realmente acha que foi a mãe que não conseguiu dar? Não… isso estava na programação de vida daquele espírito, como prova que ele precisava passar, de acordo com a lei de causa e efeito. E tudo isso não sou eu que digo, é o Espiritismo, o Espiritualismo e outras tradições quando ensinam sobre a lei do karma, ou lei de ação e reação. Os espíritos nos ensinam essas verdades, mas ficamos ainda resistentes a aceita-las pela nossa prisão mental aos valores humanos, pois damos mais valor a manutenção de um corpo físico e ao sucesso material do que as conquistas espirituais de uma alma.

Foi o que Jesus disse a Pedro quando este queria lhe proibir de ir a Jerusalém para passar pela crucificação. Jesus disse que Pedro estava pensando como o homem pensa e não com a visão de Deus, com a visão do infinito. Na visão humana de Pedro era mais importante conservar o corpo físico de Jesus do que permitir que ele experimentasse a “via crucis”. No entanto, foi justamente a prova da cruz e a ressurreição depois de três dias que impulsionou o cristianismo para bilhões de pessoas ao longo da história. Por isso, os planos de Deus podem seguir numa direção e nossa visão humana limitada pode seguir por outra totalmente diferente. Somos ainda muito imperfeitos para compreender mais profundamente os desígnios sagrados do divino, por isso, precisamos estar abertos ao questionamento de lente humana ainda impura e distorcida.

Já recebemos várias mensagens de mães que após lerem nossas mensagens vieram nos agradecer, pois segundo elas, esses ensinamentos lhes ajudaram a soltar uma enorme peso que carregavam em suas costas. De fato, o fardo emocional de obrigações e responsabilidades que muitas mães carregam quando acreditam que elas são as únicas responsáveis por formar aquele ser humano pode destruí-las emocionalmente, criar uma vida de preocupações intensas, neuroses, apego, decepções e sofrimentos diversos. Mas quando certos ensinamentos espirituais lhes chegam e elas passam a aplicar isso em suas vidas, enxergando tudo com a visão do infinito, elas começam a sentir uma leveza de alma, uma sensação de liberdade e bem estar interior, sabendo que tudo flui da forma como deve ser, sempre visando o desenvolvimento dos espíritos, com a benção de Deus em todas as situações da vida, sejam elas quais forem.

Jesus disse: “Os últimos na Terra serão os primeiros no reino de Deus”. Se uma pessoa acredita que precisa ser a primeira no reino da Terra, está fazendo o oposto do que Jesus ensinou. Quando vem a provação de seremos os últimos na Terra, precisamos entregar tudo a Deus, pois como disse Jesus… “Os planos de Deus são melhores que os nossos”.

(Hugo Lapa)

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AS FORÇAS DA LUZ E AS FORÇAS DA ESCURIDÃO

Existem as forças da luz e as forças das trevas… Costumamos acreditar que as forças da luz nos ajudam… e que as forças da trevas nos prejudicam. Mas será que é assim mesmo?

Não… Isso não é verdade. Tanto a luz quanto as trevas nos ajudam. Sim, isso pode surpreender alguns, mas a verdade é que a luz nos dá força para superar os obstáculos… e as trevas colocam estes mesmos obstáculos para que possamos vence-los, supera-los e assim evoluir em espírito e em verdade.

As pessoas ainda acreditam que as trevas são “erradas”, “malvadas”, “perversas”, mas não são. O que seria de nós se não houvessem obsessores para nos colocar à prova? Como poderíamos evoluir? Como superar as tentações sem que os espíritos negativos nos impusessem essas tentações? Como superar a raiva se os espíritos inferiores não atiçassem essa raiva em nós, obrigando-nos a nos tranquilizar? Como encontraríamos a paz profunda sem cruzar a turbulência das trevas que eles nos jogam?

Infelizmente muitos ainda veem “erros” nos planos de Deus. Acreditam que tal ou tal espírito está indo contra Deus, está sendo rebelde, está se colocando em oposição ao divino. Uma simples análise já revela o absurdo de tal pensamento. Se Deus é perfeito e onipotente, quem poderia ir contra a perfeição? Se Deus tudo sabe e tudo vê, quem poderia lhe fazer oposição? Se Deus está em tudo, quem poderia violar suas leis?

Muitos não sabem disso, mas se o diabo existisse, até mesmo o diabo serviria Deus. Os demônios servem a Deus, pois estabelecem as provas pelas quais os seres podem galgar os degraus da escada universal da evolução. Quem cria as provas são os demônios… eles nos levam ao ápice da nossa inferioridade para que possamos reconhecer essa inferioridade em nós e supera-la. Graças a eles, somos capazes de desenvolver nossa alma. Os espíritos malignos tocam nossas feridas para que possamos descobrir onde essas feridas estão e assim poder cura-las dentro de nós. Se ninguém tocasse forte em nossas feridas, como seria possível reconhece-las, saber onde se encontrar e sara-las?

Devemos agradecer muito a luz, mas precisamos também agradecer as trevas, aos espíritos negativos e inferiorizados, pois são eles que impõe a nossa frente os obstáculos que precisamos cruzar. Eles colocam a barreira a nossa frente que nos ensinará a pular mais alto, a fim de vencer aquele obstáculo. São os demônios que nos ensinam a ser anjos… Os demônios nos lançam seu ódio para que possamos aprender a amar, eles nos lançam suas trevas para que possamos aprender a acender a luz de Deus, eles nos agridem para que possamos aprender a superar as agressões e mesmo assim manter-nos em paz. Por isso que quando fala hoje em dia do “inimigo” (discurso comum em igrejas evangélicas), isso é totalmente falso, pois não existem inimigos, todos, tanto a luz quanto a sombra, trabalham pela evolução do espírito. Eles não sabem, não desconfiam, mas até mesmo os espíritos do “mal” estão a serviço de Deus.

Como seria possível aprender a voar se os espíritos negativos não tirassem nosso chão?

Vamos refletir sobre isso… e parar de acreditar que existem erros na criação de Deus.

(Hugo Lapa)

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O INFINITO ESTÁ EM TUDO

Como do infinito nasceu o finito? É uma impossibilidade lógica afirmar que do ilimitado possa surgir o limitado. Onde seria o começo do limitado e o fim do ilimitado? Demarcar um “começo” para o limitado seria limitar o próprio ilimitado. Não é possível estabelecer o começo de tudo, pois esse começo deveria ter vindo do infinito… e como algo pode surgir do infinito sem traçar um limite no próprio infinito? Nada pode começar a partir do infinito, pois isso seria como estabelecer um começo, que é essencialmente um limite… e o limite entre o finito e o infinito já delimitaria o infinito, o que é impossível.

Vejamos… quanto devemos retroceder no tempo para estabelecer o início de tudo? O tempo surgiu da eternidade… isso é certo. Mas quando o tempo começou? Quando o tempo começou já não existia o tempo para demarcar o início do próprio tempo?

Como ocorre a passagem do caos para a ordem? O que seria o caos e o que seria a ordem? Será que no caos não há uma forma de organização que é desconhecida de nós? Muitos falam no caos criador… mas se o caos criou a ordem, será que a ordem já não existia no caos e ela apenas foi descoberta por nós?

Do infinito não pode surgir o finito. Imaginar isso seria como demarcar onde “termina” o infinito, mas o infinito, pela sua própria natureza, nunca pode “terminar” para dar lugar ao finito. Assim, não existe finito, só existe infinito… mesmo aquilo que para nós parece limitado trata-se apenas do limite que estabelecemos para nossa própria visão. Mas se tudo é infinito, nossa visão também é infinita em essência, basta que rompamos os falsos limites.

Supomos que o universo seja finito… o que haveria além do limite do universo? Um espaço vazio? Um espaço cheio de nada? Um não-espaço? Como poderíamos caracteriza-lo? É certo que todo limite estabelece a separação entre uma coisa e outra. Trace uma linha entre qualquer coisa no universo e veremos que sempre há um aqui e um ali, um dentro e um fora, uma coisa de um lado e uma outra coisa do outro lado.

Não é possível marcar um limite, seja ele qual for, que não contenha duas realidades que se dividem pelo limite. Assim, sempre que falamos de um limite, estamos falando de algo que separa uma coisa e cria sempre duas coisas… uma de um lado do limite e outra do outro lado do limite. Dessa forma, como estabelecer um limite para o universo? Se o limite sempre separa duas coisas, o universo seria uma coisa, dentro da linha limítrofe e o que haveria fora desse limite do universo? Qualquer limite traçado sempre nos obriga a ver algo além desse limite, isso pela própria natureza do limite.

Certa vez um amigo meu, físico, me propôs a seguinte imagem… o universo é limitado sim, pois onde começa uma coisa termina outra. Por exemplo, uma nave chega até o “limite” do universo e não podendo ir além, ela sai do outro lado do universo começando tudo de novo. Essa imagem parece encerrar a discussão, mas como todo limite, ela cria uma dualidade e continua nos obrigando a ver algo além, que sempre continua… Mesmo a nave saindo do lado oposto do universo, cria-se uma medida de extensão do universo… digamos 1 com 3000 zeros de quilômetros. Se formarmos um círculo com esse tamanho, o que haveria para além desse círculo? O limite continua criado e a obrigação de ver algo além também permanece. O “algo além” sempre vai existir enquanto criarmos limites atrás de limites… sempre há espaço para ver além de qualquer limite…isso tende ao infinito…. e só termina no infinito. Mas nada termina no infinito, pois o infinito é interminável e eternamente contínuo. Não pode haver um fim para o infinito.

Portanto, pela total impossibilidade lógica de se conceber onde termina ou começa o infinito, é possível afirmar que tudo, absolutamente tudo é infinito. Sim, o infinito existe em tudo, já que não é possível dizer que o infinito terminou ali e a partir daqui começa o finito, começa o limitado. O limitado simplesmente não existe… pois o infinito precisa estar presente em tudo, não apenas como extensão, mas como ausência de extensão e também como possibilidades inesgotáveis e ilimitadas.

Assim, nossa vida é sempre repleta de infinitas possibilidades: o infinito está dentro de nós e nós somos o infinito. Se o infinito “terminasse” onde nós começamos, ele não seria infinito, pois haveria um limite absoluto separador. Mas como a separação é uma impossibilidade para o infinito, este toma todos os espaços, todos os tempos, toma tudo e nada exclui de si mesmo. Assim, nós somos infinito em essência… e nada podemos fazer para nos livrar disso, pois para onde quer que fujamos, o infinito lá estará. Os limites só existem em nossa mente… nossa mente os cria e nos confere realidade, mas em essência, tudo é infinito.

(Hugo Lapa)

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Ter e possuir

 

DIFERENÇA ENTRE TER E POSSUIR

Na maioria das vezes as pessoas confundem estes dois aspectos da vida: o ter e o possuir. No entanto, eles são bem diferentes. Uma pessoa pode ter uma coisa, mas pode não se sentir autorizado a possuir essa coisa. Vamos explicar isso melhor.

O que é o ter? O ter é simplesmente algo permanecer conosco, como proprietários que somos. No ter não há necessariamente o sentido de posse, o desejo de possuir algo. Todos podem ter tudo aquilo que desejarem, só não devem jamais buscar “possuir” aquilo que tem. O possuir é o ter juntamente com um envolvimento emocional, com um sentido de propriedade exclusivista. No ato de possuir criamos um envolvimento com a coisa possuída e passamos a depender dela. Nossa vida passa a ser conduzida por essa dependência. Muitos não conseguem sequer viver sem o sentido do possuir.

Podemos possuir não apenas as coisas do mundo, os objetos, os bens materiais… mas também pessoas. Sim, é muito comum ver pessoas desejando possuir pessoas. Quando você não mais consegue viver sem a outra pessoa, você está inevitavelmente possuindo a pessoa. Você está não apenas possuindo ela, mas também está sendo possuído pelo próprio desejo de possuir. Quando você tem um marido, uma esposa, um filho, você convive com eles de forma harmônica, sem cobranças, sem preocupações, sem dependências. Mas quando você sente que deve possuir sua esposa, seu irmão, seu esposo, seu filho, seu pai, etc, você passa a fazer com que sua vida dependa do outro. Sua vida passa a girar em torno do outro. A pessoa não te liga e você já fica preocupado. A pessoa te engana e você fica com raiva e é dominado pelas emoções, a pessoa te trai e você sente que seu mundo acabou, que nada mais faz sentido e você não consegue mais seguir em frente. Nesse caso, você não está convivendo com a pessoa, mas está possuindo a pessoa.

Os espíritos de luz sempre nos dizem que podemos ter tudo… mas não podemos cair no erro de desejar possuir as coisas. Você pode ter, por exemplo, um carro… mas se alguém bate no seu carro e você desmorona emocionalmente, isso é um sinal de que você não tem seu carro, mas está possuído pela ideia do carro e pela dependência do carro. Ao invés de simplesmente ter o carro… você passa a possuir o carro… e quem deseja possuir algo, acaba sempre por ser possuído por aquilo que possui. É como a velha estória do policial que monta guarda na cela dia e noite para não permitir que o ladrão escape. Nesse caso o policial está tão preso quanto o ladrão, posto que não pode sair da frente da cela para que o ladrão não fuja. O policial que fica monitorando o ladrão 24 horas por dia está tão preso quanto ele. O mesmo ocorre com aqueles que desejam possuir os outros… ficamos a todo momento monitorando a pessoa, com medo dela ir embora, preocupados, desejando sua companhia, cobrando atenção e exigindo sempre… Isso é um sinal de que o desejo de aprisionar o outro também nos faz aprisionados. Estamos tão grandemente aprisionados quanto o nosso grande desejo de aprisionar.

Dessa forma, compreenda essa verdade: você pode ter qualquer coisa… se você quiser ter uma mansão, pode ter. Se você quiser ser rico, pode ser. Se quiser realizar seus sonhos, pode buscar sua realização. Você só não pode acreditar que alguma destas coisas te fará feliz… e que você precisa disso para estar satisfeito, realizado e em paz. Por outro lado, tudo aquilo que você tem, você deve compartilhar com outras pessoas. A propriedade só faz sentido quando dividimos nossas coisas com outras pessoas, caso contrário, o ter se torna egoísmo… e o egoísmo é típico da posse, do desejo de possuir, que sempre cria dependências… essas dependências sempre vão nos aprisionar. Nos aprisionando, ficamos isolados dentro de uma cela emocional… e isolados nessa cela emocional, ficamos carentes, solitários e vazios. O resultado é o sofrimento e a depressão. Para evitar esse processo, que é inexorável, compartilhe sempre o que você tem… O ter só faz sentido quando compartilhamos nossas coisas, e essas se transformam em bençãos em nossa vida e na vida das pessoas.

(Hugo Lapa)

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SERÁ QUE A LUZ PODE VENCER AS TREVAS?

Não… Luz e trevas são aspectos de um mesmo todo, assim como o bem e o mal…

Tanto o bem quanto o mal são partes de um mesmo equilíbrio do universo. Se houvesse apenas o bem, o universo entraria em desequilíbrio, pois faltaria o mal. De igual forma funciona, por exemplo, a luz e as trevas. A luz só pode ser vista se existir a escuridão para que a luz possa brilhar. Se tudo fosse luz, ninguém veria a luz: essa estaria invisível aos olhos de todos. A luminosidade só passa a existir quando a escuridão dá suporte a sua existência.

Observem o céu… quando o sol brilha e tudo é luz, as estrelas não podem ser vistas, mas quando o sol se retira e tudo cai em profunda escuridão, a luz das estrelas aparece. Observem que as estrelas só puderam aparecer no céu graças a escuridão. Com o universo ocorre a mesma coisa. Por isso que podemos afirmar não existir a “vitória da luz sobre a escuridão”, posto que ambas andam sempre juntas e uma não existe sem a outra.

O mesmo se dá em relação ao diabo… O diabo é justamente aquele que ajuda os seres humanos a se desenvolverem e irem em direção a luz. A escuridão (diabo) cria as provações para os seres poderem superar essas mesmas provações e, assim, se melhorarem, evoluírem, se desenvolverem em espírito.

Jesus passou por três provas com o diabo e venceu todas, começando logo depois o seu ministério pelo Reino de Deus. Buda só atingiu a iluminação graças a Mara, o demônio das ilusões. Rama só encontrou Sita após derrotar o demônio Ravana, de acordo com o épico Ramayana. Essa mesma estória se encontra na mitologia de vários povos. Sempre a luz e a escuridão agindo juntas para o equilíbrio geral. E quando atingimos a iluminação, descobrimos que a luz e as trevas somem, desaparecem ou mesmo nunca existiram… e sobra apenas a unidade fundamental, o todo, o absoluto, o sem fronteiras e sem limites.

A iluminação ou perfeição é justamente viver em harmonia perfeita com o equilíbrio dos “opostos” luz e trevas, que na realidade não são opostos… mas passam a ser visto como complementares e como faces de uma mesma moeda… a moeda do todo universal.

(Hugo Lapa)

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Karma ou perdão

 

KARMA OU PERDÃO

Uma pessoa me fez a seguinte pergunta: “Deus não deveria perdoar uma pessoa ao invés de criar um karma para ela experimentar?”

Para responder essa pergunta é preciso compreender que o karma, ou lei de causa e efeito, nada tem a ver com punição. Essa ideia de punição, de “pagar uma dívida kármica”, precisa ser posta de lado. O espírito vem a Terra para viver experiências e essa experiências não são punitivas, mas pedagógicas. Elas não vem para punir, mas para ensinar, para educar, para nos ajudar a evoluir.

Por exemplo, um homem viveu em sua vida passada perseguindo outras pessoas. Na vida atual seu espírito escolheu experimentar a provação da perseguição:o que ele fez a outros, vai acontecer algo semelhante a ele mesmo. Esse homem vai atrair naturalmente pessoas que gostam de perseguir para que ele possa viver a experiência da perseguição que ele mesmo semeou em outra vida. Viver diretamente a perseguição, ver tudo num espelho dele mesmo, é a forma que ele encontra para aprender que não se deve perseguir ninguém, da mesma forma que ele não quer ser perseguido. Aqui vale a máxima: “Não faça com os outros o que não gostaria que fizessem com você”.

O perdão puro e simples não iria faze-lo aprender. Se ele perseguisse e não vivesse a mesma perseguição, ele não poderia sentir em si mesmo o quanto a perseguição faz uma pessoa sofrer, o quanto ela é indesejável, o quanto ela causa dor em outros. Podemos ver isso na vida humana… Se, por exemplo, nosso marido nos trai e simplesmente o perdoamos, ele pode fazer tudo de novo… se o perdoamos de novo, ele vai se sentir livre para nos trair mais uma vez, se o perdoamos todas as vezes… de novo ele vai se sentir autorizado a nos trair, porque ele vai sentir que sempre que trai a esposa, a esposa o perdoa.

Na vida do espírito ocorre a mesma coisa… imagine se o criminoso fosse sempre perdoado por Deus… ele nunca sairia daquele padrão. Ou em outro exemplo: se o estudante tirasse nota baixa e não tivesse nenhuma consequência… ele não teria nenhum estímulo para estudar. Todas as escolhas que realizamos em nossas vidas precisam ter uma consequências, precisam gerar algum efeito em nós, precisam nos trazer algo bom ou ruim, precisam nos dar indicações sobre a natureza de nossa escolha. Se uma pessoa plantasse limão e Deus a autorizasse a colher banana, como ela iria aprender a plantar banana? Se uma pessoa prejudica a outras e esse prejuízo não retorna a ela, como ela poderia aprender a não prejudicar os outros? Fazemos o mesmo na educação de nossos filhos… se uma criança nos bate, devemos mostrar a ela as consequências de sua agressão… não necessariamente agredindo de volta, mas colocando ela de castigo.

Deus também muitas vezes nos coloca de castigo, nos faz perder tudo, para que possamos acordar para certas atitudes nossas. Na vida humana isso já ocorre, e na vida cósmica ocorre o mesmo, mas claro que de forma diferente. Não existe punição pura e simples na vida cósmica… existe o recomeço com a vivência da semeadura passada. Se o espírito plantou discórdia, ele só vai se libertar da discórdia quando ele sentir essa mesma discórdia regressando a ele.

(Hugo Lapa)

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NOSSOS PARENTES APÓS A MORTE

Um espírito de um parente está próximo a mim, o que isso significa?

Há três situações principais para um espírito continuar perto de nós…

1 – Ele pode ter se tornado um espírito preso a Terra e permanecer conosco como se fosse um obsessor, roubando nossas energias e nos passando seus sintomas. A esse respeito, todos podem ver nosso texto “Espíritos presos a Terra” no blog de Hugo Lapa.

2 – Ele pode vir nos visitar de vez em quando. Sim, de vez em quando os espíritos nos fazem visitas. Eles vêm dos planos mais elevados e ficam um pouco conosco, nos vendo, para saber como estamos e podem até nos dar algum auxílio. As visitas espirituais são permitidas em algumas situações, que dependem do mérito do espírito. No filme “Nosso Lar” há uma cena em que André Luiz volta ao mundo para fazer uma visita a sua esposa e filhos. Mas quando chega a sua antiga casa, percebe que sua esposa se casou com outro homem e está feliz com ele. Essa situação provoca um sentimento extremamente negativo em André Luiz, que acaba sendo atraído novamente ao umbral por conta de sua baixa sintonia. No entanto, ele consegue se libertar desses sentimentos ruins, de ciúme e posse, e decide fazer uma fluidificação da água do marido de sua ex-esposa. No dia seguinte, o marido sentia-se melhor e foi milagrosamente curado de sua doença. Essa atitude de André Luiz é bem típica do espírito que se desapegou do outro, que despertou o amor incondicional e quer apenas que o ser amado seja feliz, mesmo que esteja com outra pessoa. Esse é o amor que todos nós, enquanto espíritos, devemos buscar.

3 – Ele pode ter se tornado nosso guia espiritual ou um dos nossos mentores. Os nossos entes queridos podem, em algumas situações, tornarem-se nossos mentores, nossos espíritos-guia. Um espírito-guia é aquele que cuida da evolução do seu protegido e se torna responsável pela aplicação das principais provações de sua existência material. Ele aconselha, orienta e transmite força espiritual a fim de que seu protegido cruze bem as principais tribulações da vida humana. Um parente tornar-se nosso guia espiritual não é muito comum, mas pode ocorrer algumas vezes, quando o espírito já se desligou o suficiente da matéria, das coisas do mundo e consegue nos ajudar de forma imparcial, sem se envolver com nossos conflitos, ou sem sofrer com nosso sofrimento, o que de fato não é muito comum na humanidade.

No entanto, é muito importante que possamos permitir aos nossos entes queridos que vão ao plano espiritual e não fiquem presos a nós. É preciso desprendimento para não fazer nosso ente querido sofrer.

(Hugo Lapa)

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