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Archive for the ‘Espiritualidade geral’ Category

 

MORRER APENAS UMA VEZ

Muitos espiritualistas que acreditam na Bíblia por vezes ficam em dúvida sobre o versículo contido no livro Hebreus, onde lemos a seguinte frase:

“Aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo.” (Hebreus 9:27)

Devemos alertar a todos os espíritas e espiritualistas que essa frase, tal como descrita nessa passagem bíblica, está correta. Sim, é exato se afirmar que o homem vai morrer apenas uma vez e depois disso virá o juízo.

De fato, o homem, o ser humano, a nossa personalidade atual, vive apenas uma vez. Aquele que vive uma série ininterrupta de vidas passadas não é o homem, o ser humano, mas sim a alma, ou o espírito. O ser humano que somos hoje, com todos os nossos erros, defeitos, imperfeições, fraquezas, carências, desejos, vícios, apegos, etc… esse ser vai morrer, vai perecer e nunca mais vai voltar a existir. Nunca mais vai existir um Hugo Lapa (o autor dessa mensagem); nunca mais vai existir alguém como você, caro leitor. O homem, a mulher, ou o ser humano que você é vai morrer inexoravelmente e nunca mais vai voltar a existir. Nossa personalidade será completamente dissolvida após a morte. Tudo aquilo que representa o aspecto humano da existência vai, de fato, deixar de existir, e vai permanecer apenas na memória do espírito.

No entanto, a alma, o espírito, o ser espiritual e cósmico que somos, esse nunca vai morrer… O ser espiritual vai atravessar uma sucessão bastante numerosa de existências, até atingir um alto grau de pureza e maturidade espiritual, para depois viver mais próximo de Deus e assim se libertar de todos os sofrimentos materiais. Diante disso, podemos afirmar que essa passagem bíblia está correta. O homem, tal como citado, vai mesmo morrer apenas uma vez. Mas a alma, o espírito, o ser espiritual, como quisemos chamar, esse já viveu muitas vidas e vai viver ainda milhares ou milhões de existências, tantas quantas forem necessárias ao seu progresso espiritual no rumo a eternidade e ao infinito.

Mas o que significa o juízo, tal como citado nesta passagem? Existem duas formas de juízo: o juízo e o juízo final. Observe que essa passagem não fala sobre o juízo final, mas menciona apenas a palavra “juízo”. Para o Espiritualismo, o Juízo é a revisão da própria vida que a alma faz após o seu desencarne. Depois da morte, nosso espírito realiza, de forma plena e total, uma retrospectiva de sua própria existência, desde o nascimento até o momento da morte. Nessa revisão o espírito vê claramente seus erros e acertos, o bem e o mal que fez, suas ações e as respectivas consequências dessas ações; ele vê e sente como suas ações afetaram outras pessoas e sente tudo isso em si mesmo.

Assim, ele passa a entender melhor sua obra terrena e o que precisa fazer para se melhorar. Ele tem o juízo de tudo o que fez e deixou de fazer. Isso significa que é a própria alma que julga a si mesma; o espírito faz um julgamento do homem, da mulher, do ser humano que ele foi na Terram durante a sua existência material. Após esse juízo de si mesmo, ele passa a entender que pontos precisa aperfeiçoar, reformar e transmutar em si mesmo, para elevar-se a planos mais sutis da vida universal.

Dessa forma, o juízo citado é o julgamento que o espírito faz de sua condição humana da vida que ele acabou de viver. Nas chamadas experiências de quase morte, as pessoas que se viram foram do corpo muitas vezes contam que experimentaram essa revisão de suas vidas, algo que lhes fez compreender o que são, o que fizeram e o que precisam melhorar em si mesmos. Aqueles que quiserem mais informações a esse respeito basta pesquisarem sobre a retrospectiva de vida durante as experiências de quase morte.

(Hugo Lapa)

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Tipos de Prece

 

TIPOS DE PRECE

Vamos explicar rapidamente os cinco principais tipos de prece.

1) Súplica.
2) Confissão.
3) Intercessão.
4) Gratidão.
5) Comunhão.

Prece de Súplica

A súplica é uma das formas mais simples de oração, dirigida por pessoas comuns que estão apenas interessadas na concretização de seus desejos. Súplica é quando se pede algo para si mesmo, seja um bem material, seja uma melhora na condição econômica, seja um emprego, a cura de uma doença, a liberação da dor e do sofrimento, dentre outros objetivos individuais. A angústia, a dor, a tristeza e o sofrimento são as maiores causas da opção por esse tipo de oração. A prece de súplica é a mais primitiva de todas, pois aborda apenas a realização de nossa vontade pessal. Aqueles que têm a verdadeira fé em Deus sabem que jamais estão desprotegidos, pois Deus sempre está no comando de nossa vida, e por isso, confiam sempre na sabedoria infinita do cosmos. A prece de súplica deve sempre ser evitada, pois ela visa apenas nossos interesses pessoais e imediatos. Devemos fazer como Jesus que disse: “Pai, que seja feita a Tua vontade e não a minha”.

Prece de Confissão

A confissão é um oração onde admitimos nossos erros, faltas e pecados diante do divino. Aceitamos nossas faltas e estamos prontos a demonstrar nosso arrependimento. Nesse tipo de prece, há uma consciência de que temos limites, de que somos ainda muito imperfeitos. Porém, muitas vezes, a confissão está vinculada a crenças morais tal como instituída por uma religião ou credo. Nesse caso, não se trata necessariamente de um arrependimento verdadeiro, mas de uma aceitação de que se violou um preceito ou regra religiosa instituída. Assim, há uma certa preocupação de que, caso não admitamos nosso erro, haja uma punição divina pela nossa fraqueza. Em outros casos, no entanto, a oração de confissão se apresenta como uma consciência verdadeira de que nos enganamos e há uma preocupação autêntica em reparar o dano cometido. Assim relatamos a Deus nossos erros, que já os conhece muito melhor do que nós, e fazemos um pacto com o divino e com nossa consciência visando o melhoramento pessoal e a transformação interior. Essa prece é obviamente mais elevada do que a prece de súplica, mas não tão sublime quanto outros tipos de prece. A prece de confissão não deve jamais induzir uma pessoa a se culpar pelos erros cometidos. Ela deve apenas ser um reconhecimento de nossas faltas, fraquezas e limites, para que tenhamos a oportunidade de crescer interiormente.

Prece de Intercessão

A intercessão é um tipo de oração onde fazemos um pedido que visa beneficiar outras pessoas, isto é, que o poder supremo vá interceder em favor de alguém que pode estar necessitando. Quando Jesus, preso à cruz, proferiu a famosa frase: “Pai, perdoe-os, pois eles não sabem o que fazem”, realizou uma poderosa oração de intercessão em favor dos seus próprios inimigos. Isso é uma demonstração da altitude espiritual de Jesus. Ele conseguiu se colocar num nível de amor e bondade em que deseja o bem até mesmo àqueles que o fizeram mal ou querem seu mal. A atitude de Jesus deve ser a atitude de todos nós. A intercessão é uma forma mais elevada de oração em relação as duas primeiras, pois indica uma preocupação com o outro, e não apenas um interesse em proveito próprio. É necessário, porém, respeitar o livre arbítrio do outro: muitas pessoas não querem a nossa ajuda, e a intercessão pode pressupor que acreditamos saber melhor do que o outro o que é bom para ele. Como exemplo, uma mãe pode realizar uma oração de intercessão para o filho pedindo que ele entre numa faculdade de Direito, pois é uma atividade mais lucrativa do que, por exemplo, música ou artes, que é o desejo do filho. Aqui existe claramente uma violação do livre arbítrio do filho, e uma pessoa que ora pedindo que a sua vontade seja realizada e não a do outro está burlando a livre escolha alheia. Mas quando a oração de intercessão é desinteressada, e solicita apenas o que for melhor para aquele indivíduo, então ela será muito mais proveitosa. É importante mencionar que a prece de intercessão é mais elevada quando é desprendida, ou seja, quando ela é direcionada a pessoas que não conhecemos e em nada podem nos beneficiar. Por exemplo, podemos orar pedindo o bem de uma pessoa com câncer, de um bandido, de um homem público, de alguém que está perdido, carente, vazio e solitário. Mais elevada ainda é a prece de intercessão que deseja o bem daqueles que nos fizeram mal. O colega de trabalho que faz fofocas a nosso respeito, a pessoa que nos enganou, que nos traiu, que nos agrediu, que nos humilhou. Podemos realizar uma prece de intercessão em favor dessas pessoas e desejar o bem a elas. Essa oração, se for realmente desprendida, nos ajudará a apaziguar nossas emoções negativas em relação ao mal que o outro nos causou e nos libertará desse mesmo mal. Como disse Jesus: “Amai os vossos inimigos”.

Prece de Gratidão

A oração de gratidão é uma das mais elevadas, pois tem como objetivo agradecer a todos os pontos positivos de nossa vida. Nesse sentido, há uma exaltação e valorização das coisas boas que já possuímos e conquistamos. Os melhores indivíduos são aqueles que valorizam o que já possuem de bom, ao invés de ficarem lamentando e reclamando o que lhes falta. A pessoa que profere orações de gratidão tem mais possibilidade de ser feliz do que aquela que não o faz e só pede mais coisas. É essencial saber reconhecer o que nossa vida tem de bom, pois só assim poderemos ser felizes. Aquele que reclama e não se agrada com coisa alguma, além de sofrer, estará sempre insatisfeito e carente. Por outro lado, quem está satisfeito com sua vida naturalmente pede menos, pois sente que não precisa de muitas coisas para ser feliz, não tem tantas necessidades como a maioria das pessoas. Quem tem menos necessidades, certamente, é uma pessoa mais feliz. De qualquer forma, a gratidão não deve ser demonstrada apenas numa oração formal, mas principalmente nos atos mais simples e cotidianos de um indivíduo. Grande parte da nossa infelicidade vem da incapacidade de agradecer a eterna providência e graça da vida.

Prece de Comunhão

A prece de comunhão é a mais elevada, pois louva a sublimidade de Deus e a pessoa encontra-se plenamente satisfeita em comungar diretamente com a fonte de toda a vida. A prece de comunhão consiste basicamente em entregar-se a Deus de forma direta e incondicional. Na prece de comunhão não pedimos nada, não queremos interceder por ninguém e não desejamos mudar coisa alguma. Apenas encontramos refúgio em Deus, que é nossa base e nossa vida. A prece de comunhão é apenas buscar esse encontro íntimo com o divino, sem pedir, agradecer ou fazer coisa alguma. A comunhão com Deus é, sem dúvida, a forma mais elevada de prece. Ela possui um valor real para nossa elevação e a purificação e nossa alma. Entrar em comunhão com Deus é, sem dúvida, a coisa mais importante que o ser que vive nesse mundo pode realizar. A comunhão direta com Deus nos faz plenos, felizes, tranquilos e livres. Aqueles que realizam periodicamente a oração de comunhão adquirem um domínio ou maestria do próprio ser, e dispensa naturalmente a necessidade dos outros tipos de oração. A oração de comunhão nos conecta com o divino mais diretamente e nos faz sentir a sua presença dentro de nós. Essa é a prece mais elevada e a mais verdadeira.

(Hugo Lapa)

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Doença que cura

 

A DOENÇA QUE CURA

Algumas pessoas oram a Deus pedindo a cura de uma pessoa que está doente, ou oram pedindo a própria cura. Elas frequentam locais que realizam tratamentos, cirurgias e curas espirituais. Pedem milagres aos santos e algumas chegam a fazer promessas para se verem livres de alguma enfermidade. A maioria não é propensa a aceitar a doença física e passa a desejar rapidamente que venha a cura. O ser humano faz isso no intuito de evitar sua dor, seu desconforto, as limitações que as doenças podem trazer e, claro, evitar a morte.

O que as pessoas precisam compreender, entretanto, é um princípio simples da espiritualidade que diz assim:

“Toda a doença do corpo vem com o objetivo da cura de nossa alma”.

Esse princípio não é muito bem compreendido e nem mesmo aceito pela maioria. Ele implica em dizer que as patologias que se abatem sobre os seres humanos não ocorrem de forma arbitrária e acidental, mas tem uma finalidade bem específica: a doença exterior pode curar os males interiores.

O que na prática isso significa? Vamos dar o exemplo do homem que exagera em sua alimentação desregrada. Ele come toda sorte de alimentos tóxicos e não liga minimamente para isso. Sua opulência alimentar tem como objetivo faze-lo usufruir dos prazeres da comida. Ele gosta de sentir os sabores e está bastante apegado ao prazer do gosto. Como diz a frase, ele não come para viver, mas vive para comer. Burlou a ordem das coisas e passou a viver apenas para se alimentar. Sua principal atividade do dia é comer um copioso churrasco, ou um doce bastante açucarado. A sabedoria da vida pode, nesse momento, incutir-lhe uma doença no sistema digestivo a fim de obriga-lo a manter uma dieta rígida. Dessa forma, ele tem a oportunidade de se libertar do apego à comida.

Muitas pessoas descontam suas frustrações e carências na alimentação desequilibrada. Comem para preencher o vazio que existe em seu interior. A provação da doença pode obrigar essas pessoas ao desapego e a viverem mais em harmonia consigo mesmas. No momento em que elas param de usar a comida como subterfúgio psicológico, elas ficam com suas carências mais afloradas, e dessa forma, são forçadas a enxergarem a si mesmas e tomarem certas providências para se curarem interiormente.

Outro exemplo interessante que podemos citar da cura interior que vem com a doença é do workaholic, o homem que trabalha demasiadamente por medo de ficar sem dinheiro, ou pelo desejo de querer possuir e conquistar. Mais uma vez a sabedoria da vida pode ajuda-lo a se libertar desse desejo de posse ou desse medo da perda por intermédio de uma enfermidade orgânica. Vamos supor que esse homem adquira uma doença grave que o incapacite de trabalhar. Ele deverá ficar em casa e não poderá mais ir ao trabalho. Por isso, não poderá mais atender seus clientes e, pela força dos acontecimentos, ele começará a perder dinheiro. Esse homem fica assim por meses e meses. Com o tempo a sua reserva financeira vai se extinguindo e ele vê se dissipar toda a ilusória segurança que o dinheiro proporcionava.

A sabedoria da existência universal vai agindo e retirando dele o dinheiro e as posses, para que ele possa gradualmente se libertar do medo de perder e do desejo de tudo conquistar. Ele começa então a despertar para outras facetas da vida, que tem mais valor do que o dinheiro. Ele passa a ter uma visão mais desprendida, mais livre, mais espiritual e inicia uma jornada interior. Pode começar, por exemplo, a fazer cursos de autoconhecimento, a valorizar as coisas simples da vida, a não se preocupar com as miudezas efêmeras da vida humana, etc. Ele torna-se também mais humilde e mais espontâneo. A doença  que antes era vista como um desastre em sua vida, como algo terrível, passa a ter outro significado. É justamente a enfermidade que vem desencadear seu processo de cura interior. Ou, como diz a máxima espiritualista, a doença exterior nos impulsiona para a cura interior.

Há muitos outros exemplos que poderiam ser citados, como por exemplo da mulher que anseia muito pela sua independência e seu o poder. Nesse momento vem uma doença e lhe mostra a sua fragilidade humana, seus limites, suas mazelas, suas imperfeições, algo que ela nunca quis aceitar. Isso a obriga a olhar para si mesma com outro entendimento e tentar lapidar seu íntimo aceitando que não detém o poder total, a capacidade total, o conhecimento total e passa a se libertar de uma patologia interior chamada prepotência. Outro exemplo é o do homem que é muito apegado ao seu corpo físico; fixado em sua beleza corporal e em seus músculos. Ele adquire uma doença que começa a atrofiar seu organismo e o obriga a ter uma outra visão de si mesmo. Nesse momento, ele pode começar a buscar uma vida mais real, com mais amor, mais compaixão, mais desapego, e deixar de dar destaque em sua vida apenas as formas físicas. Ele pode passar a ver uma pessoa não pela sua beleza externa, mas pelo que ela expressa em seu íntimo.

Há muitos outros exemplos que poderiam ser citados aqui, mas o importante é todos compreenderem o quanto as enfermidades orgânicas podem ser o caminho para nossa cura interior, para uma purificação de nossa alma. A alma humana encontra-se demasiadamente intoxicada com os venenos desse mundo. Por isso, a doença vem como uma limpeza, uma higienização de nossa mente e de nossas emoções. É como a desintoxicação que se faz através do jejum. Quando iniciamos o jejum, a tendência é o mal estar, a angústia, dores pelo corpo, etc. Tudo isso é a sabedoria da natureza iniciando o processo de desintoxicação, que causará desconforto pela eliminação das toxinas, mas depois trará uma pureza orgânica. É importante mencionar também que não é a doença em si que promove essa depuração, mas sim a forma como cada pessoa muda sua perspectiva durante e depois da doença.

Por isso, não se esqueça dessa máxima. Ao invés de ficar orando a Deus e pedindo uma cura que não virá, procure desvendar o enigma da doença. Essa doença veio para me transformar. Como posso aproveitar as lições que ela veio me transmitir? Torne-se aberto ao sagrado ensinamento da vida através da doença.

As enfermidades não são desgraças fortuitas e amaldiçoadas que vem para nos destruir… No plano do espírito, a doença é uma benção que estabelece e sinaliza o caminho a ser percorrido para nossa transformação e para a purificação de nossa alma.

(Hugo Lapa)

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PODEMOS EVITAR A MORTE DE ALGUÉM?

É comum as pessoas me procurarem perguntando sobre a morte de entes queridos. Uma das perguntas mais comuns é se elas poderiam ter feito algo para evitar a morte das pessoas que amam, pois sentem muito sua falta.

A resposta a essa pergunta é simples… não. Elas não poderiam evitar, em hipótese alguma. Mas por que não seria possível evitar a morte de uma pessoa? A morte não pode ser evitada porque ela já está determinada desde quando a pessoa nasceu. Tão logo o espírito encarnado cumpra determinadas tarefas e viva certas experiências na matéria, sua existência material passa a se tornar desnecessária e o espírito deve ir embora.

O ser humano prefere acreditar que tem poder para intervir em tudo. Ele quer acreditar que é poderoso e que suas ações podem mudar as coisas do mundo. Ele quer acreditar que é o senhor do seu destino e, e não apenas isso, mas também que é o senhor do destino de outras pessoas. Sem a ideia do poder, o ser humano sentir-se-ia enfraquecido e perdido. No entanto, é preciso compreender que o poder que temos não é o poder material; não é o poder da carne; não é o poder para interferir nos acontecimentos do mundo. O único poder que temos é sobre nós mesmos.

Não adianta tentar mudar algo externamente; não adianta buscar evitar ou provocar certas circunstâncias; não é possível acreditar que temos o poder de salvar ou deixar uma pessoa morrer. Quando uma pessoa desencarna, a hora dela chegou e nada pode ser feito para evitar isso. Não importa o quanto você seja forte; não importa o quanto você seja sábio; não importa as influências políticas que você tem; não importa quantos médicos você conhece e tampouco quanto dinheiro você tem. Quando conseguimos “salvar” a vida de alguém, por exemplo, de um afogamento, só fomos bem sucedidos no resgate porque ainda não era a hora do seu desencarne. Caso fosse o momento dela ir embora, nenhum poder humano seria capaz de salva-la.

Pelo contrário. Supondo que uma pessoa precisasse morrer e nos fosse dado o poder de intervir e mante-la na matéria por mais tempo, isso a prejudicaria imensamente. Vamos imaginar que uma pessoa está indo embora de um país para trabalhar em outro país. Ela precisa daquele emprego, pois vai incrementar seu currículo, ela terá um experiência inédita e muito preciosa para sua carreira, além de ganhar mais e assim poder comprar sua casa própria. Agora imagine que existe uma pessoa apegada a ela e que não deseja essa distância. O que aconteceria se essa pessoa queimasse as passagens e a impedisse de ir? Ela estaria destruindo uma oportunidade valiosa de crescimento profissional de alguém que ama.

O mesmo ocorre com aqueles que tentam impedir a morte de alguém cuja estadia na matéria já se findou. Ela estaria prejudicando agudamente aquele espírito de seguir sua jornada evolutiva, ir a outras regiões cósmicas mais sutis para trabalhar, aprender, se desenvolver, ter novas experiências, etc. Portanto, nosso egoísmo em desejar prender alguém que precisa ir pode atrapalhar consideravelmente a evolução do seu espírito, da mesma forma que os pais podem atravancar o desenvolvimento do filho quando obstam sua saída de casa para morar sozinho. O ser humano muitas vezes se comporta como uma criança mimada, que bate o pé e grita quando suas vontades não são atendidas. Os mestres sempre ensinaram que devemos seguir a vontade de Deus, como fez Jesus quando disse: “Pai, que seja feita a Sua vontade e não a minha”.

Muitas pessoas se culpam por não terem evitado a morte de um parente. Elas acreditam que, se tivessem levado a pessoa antes a um hospital; se tivessem socorrido mais rápido; se tivessem prestado mais atenção; se tivessem certos conhecimentos de primeiros socorros; se não tivessem sido negligentes com a pessoa; se fossem mais espertas, mais inteligentes, mais dinâmicas em algum momento, teriam sido capazes de salvar a pessoa. A grande verdade, que poucos desejam aceitar, é que ninguém salva ninguém; cada pessoa se salva por si só. É imenso o número de pessoas que perdem suas vidas tentando salvar outras pessoas e acabam esquecendo de si mesmas. Passam suas vidas tentando resgatar o outro do abismo em que ele se encontra, e acabam caindo nesse mesmo abismo, não salvando o outro e ainda perdendo a si mesmas por puro apego.

É preciso deixar o outro viver a sua vida da forma como ele deseja viver, de acordo com suas escolhas e seus objetivos. Mesmo que o outro aparentemente fique mal, perca tudo, fique doente, se destrua… se isso ocorreu, é porque precisava ocorrer. A autodestruição era necessária para seu avanço espiritual, com base em suas escolhas. Vamos entender de uma vez por todas que não é algo ruim as pessoas sofrerem as consequências de suas escolhas. Ao contrário, é algo extremamente positivo, pois quem padece no futuro de acordo com o que escolheu no passado vai aprender e se purificar. Seria o mesmo que queimar uma plantação de jiló que nosso filho semeou alegando que o jiló não lhe trará renda. Se ele escolheu plantar o jiló, é necessário permitir que ele colha o jiló. Se ele não colher, não enfrentará as consequências de seus próprias atos e não aprenderá certas lições. Isso não é algo a se evitar, até porque não pode ser evitado. É algo que deve ser aceito como parte da nossa evolução.

Portanto, não se culpe por não ter conseguido salvar alguém de sua morte ou mesmo salvar alguém em vida. O momento da morte não vem por acaso. Era para ocorrer exatamente daquela forma. Aquele acidente que a pessoa sofreu e que a levou, precisava acontecer; aquela doença que ceifou sua vida, precisava vir e purifica-la; aquele caminhão que a atropelou precisava atropela-la para ela se libertar; aquela queda que o levou a morte era necessária a sua elevação; se não fosse necessária, acredite, não teria ocorrido, pois nada, absolutamente nada em todo o cosmos ocorre por acaso. O acaso é mera ilusão de nossa mente que ainda não compreende a vida.

O acaso não existe em todo o universo; se algo ocorreu, é porque precisava ocorrer. Ninguém deve se culpar por não ter conseguido evitar algo. A culpa é o efeito de um delírio de grandeza e poder. Acreditamos que somos poderosos suficientes para decidir sobre a vida e a morte de alguém; acreditamos que sabemos melhor do que Deus quando alguém deve morrer ou quando alguém deve continuar na matéria. Nada além de uma fantasia humana de onipotência; a mesma fantasia que fez o ser humano cair na matéria e que o mantém até hoje sofrendo.

(Hugo Lapa)

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Lei da Atração

 

LEI DA ATRAÇÃO

A chamada lei da atração é sem dúvida um dos maiores fenômenos do universo holístico e espiritual dos últimos tempos. Há um sem-número de cursos, workshops, palestras, treinamentos e orientações sobre como se usar devidamente a lei da atração e como fazer o universo nos dar aquilo que desejamos. Não vamos perder tempo explicando o que é a lei da atração pois é algo que a maioria das pessoas já têm conhecimento. Nessa oportunidade vamos explicar alguns pontos relacionados à lei da atração e demonstrar como essa técnica tem sido usada de modo materialista e contrário a nossa evolução.

O primeiro ponto da teoria sobre a lei da atração é, como já mencionamos, seu caráter materialista e mundano. Aqueles que observarem atentamente os cursos e treinamentos ministrados nessa área poderão facilmente perceber toda a ênfase dada à conquista de coisas materiais do mundo e a realização pessoal por meio de ganhos mundanos. O objetivo da lei da atração nesse enfoque não é a paz, a felicidade, a alegria, a harmonia, o respeito, a reciprocidade, a liberdade, a equanimidade, etc. Os defensores da teoria da lei da atração sempre nos dizem que com ela podemos conquistar cada vez mais e mais coisas no mundo. A meta é conquistar o emprego dos sonhos, é ganhar dinheiro, é adquirir uma casa, é comprar o carro do ano, é conquistar estabilidade financeira, enfim, a finalidade da lei da atração é a aquisição de todos os benefícios que o mundo pode nos proporcionar, nos gerando prazer, conforto e riquezas materiais. Desse ponto de vista, a chamada lei da atração não é uma doutrina espiritualista, mas sim materialista. Ela ensina uma pessoa a aquisição de bens mundanos, a aprender a ganhar, a ter, a conquistar, a acumular, a juntar dinheiro, a aproveitar a vida e seus prazeres. Se formos comparar esses objetivos com os objetivos de pessoas abertamente materialistas, veremos que não há muita diferença.

O segundo ponto é que a lei da atração não exige apenas se criar mentalmente uma coisa, ou se querer, ou desejar, ou sintonizar com algo, mas é preciso que muito trabalho seja empreendido antes que a realização nos chegue. Nada nesse mundo cai do céu. Tudo o que existe vem através do esforço. Se uma pessoa quer uma casa, ela deve trabalhar para conseguir a sua casa. Não adianta acreditar que sem nenhum dinheiro no bolso a casa dos nossos sonhos vai aparecer milagrosamente. Sim, é verdade que para se receber algo é importante se criar mentalmente e vibrar naquela mesma frequência, pois assim atraímos aquilo que guarde correspondência com nossa vibração. Mas o trabalho, o esforço, o suor, a superação de limites, também fazem parte dessa criação. Não basta apenas criar no nível mental. É preciso também criar no nível emocional e material. Dessa forma, uma boa dose de prática é essencial para a concretização de algo.

Outro ponto é que alguns dos defensores da lei da atração não possuem tudo o que desejam em sua vida. Alguns não têm sequer o básico. Muitos estão desempregados e passando por dificuldades. Muitos ainda são pessoas deprimidas, insatisfeitas e que não tem paz. Já vi vários casos como esse. Conheci recentemente um palestrante da lei da atração que estava vivendo muitas dificuldades em sua vida, inclusive materiais e estava com depressão e tomando medicamentos. Se a lei da atração funcionasse mesmo da forma infalível como ele prega, não haveria qualquer contratempo em sua vida; bastaria apenas criar mentalmente seu desejo para que logo após ele se realizasse. Todos os problemas do mundo estariam resolvidos, mas obviamente não é assim que funciona.

Muitas pessoas que praticam a lei da atração não obtém sucesso. Os defensores da lei da atração explicam que nesse caso a pessoa não está realizando as técnicas corretamente, mas isso não é verdade em todos os casos. A verdade é que, na maioria das vezes, nem sempre aquilo que queremos e desejamos é o melhor para nós. Um bom exemplo é a criança que deseja um doce. O doce é algo positivo para a criança? Do ponto de vista da criança que ainda não compreende sobre as toxinas dos alimentos, o doce é algo maravilhoso e é a melhor coisa que ela poderia receber naquele momento. No entanto, a ingestão de açúcar pode criar uma série de problemas futuros para ela, como diabetes e outras doenças. Por isso, nem sempre aquilo que desejamos é o melhor para nós. Na maioria das vezes aquilo que desejamos pode nos prejudicar muito futuramente.

O ser humano deseja sempre aquilo que lhe gera prazer, conforto e estabilidade. Ele confunde o bom com o bem. Nem sempre o que ele julga bom, é o que lhe faz bem verdadeiramente. Já dissemos isso em outras oportunidades, mas nunca é demais repetir. Perder pode ser mais proveitoso para o seu crescimento pessoal do que ganhar. Sentir dor pode ensina-o muito mais do que ter prazer. A derrota pode muitas vezes nos ensinar virtudes de extremo valor, como a humildade, que em ocasiões futuras salvam nossas vidas. Por isso, o que queremos, o que o ser humano deseja não é necessariamente aquilo que ele precisa. Quando oramos a Deus é preciso pedir o que precisamos e não o que desejamos. Da mesma forma que os pais prejudicam uma criança quando a mimam e fazem todas as suas vontades, transformando-a num adulto imaturo e dependente, Deus estaria nos prejudicando caso sempre nos concedesse aquilo que desejamos. Isso é muito simples de se verificar. Muitos dos melhores seres humanos foram aqueles que enfrentaram grandes provações na vida e as venceram. É preciso questionar: é melhor viver uma vida de luxo exterior ou uma vida de dificuldades com o consequente despertar das virtudes interiores? Para o nosso espírito, as provas difíceis trazem muito mais frutos para nossa felicidade do que as facilidades e comodidades desse mundo.

É importante mencionar também que nosso espírito possui um arquivo imenso e profundo de uma história multimilenar. Ninguém que vive nesse planeta atualmente começou agora a sua evolução. Todos os espíritos encarnados possuem dezenas de milhares de anos de história em sua alma. Ao longo dos milênios acumulamos uma intensa carga de emoções e atitudes. Quando uma pessoa criar em sua mente um desejo, ela faz isso num espaço extremamente curto de tempo. O que conta para a realização do seu desejo é uma criação mental de alguns dias, ou a imensa trajetória de sua alma ao longo dos milênios? Obviamente nosso karma milenar vai influenciar muito mais os acontecimentos atuais do que tão somente nosso pensamento focado e nossa sintonia por alguns dias. Imagine que uma pessoa ficou vibrando numa faixa y durante centenas de anos. Num dado momento, ela passa a vibrar na faixa z. O que terá mais influência em seu futuro? A faixa y ou a faixa z? Nada se modifica de um dia pro outro. Não existe mágica em nossa trajetória. É preciso caminhar passo a passo para chegar ao nosso objetivo. Se a pessoa está andando devagar há 5 horas e percebe que está atrasada, o fato de andar o dobro da velocidade só compensará às 5 horas perdidas após 2 horas e meia de caminhada. Não adianta querer que tudo seja diferente de uma hora para outra em nossa vida se estamos há anos, séculos ou milênios pensando, sentindo e fazendo coisas iguais. A semente não se torna árvore em 1 dia, assim como a criança não se torna adulta em 1 ano. Da mesma forma, tudo precisa de tempo, esforço e uma longa caminhada para frutificar. E quando digo isso não estou me referindo apenas a ganhos no mundo, mas sim ao nosso crescimento interior.

Os defensores da lei da atração sempre enfatizam que nós podemos criar com nosso pensamento todas as nossas realizações. No entanto, é preciso esclarecer que aquele que cria não é o ser humano preso e limitado a este mundo. Aquele que cria não é outro senão o espírito. Esse ponto é importante. Primeiro, o espírito cria a vida humana e todos os seus acontecimentos antes de vir ao mundo. Ele programa sua existência de acordo com seu karma individual. O espírito escolhe as provas que são necessárias para seu adiantamento e sua elevação. O ser humano nesse mundo nada mais é do que um epifenômeno do espírito. Ele é apenas uma sombra, um conjunto de supostas verdades e memórias, um efeito de experiências passageiras. Sua personalidade é limitada. Por isso, essa persona cheia de limites não poderia escolher seu próprio destino. Tanto é assim que a maioria das coisas que ocorrem em nossas vidas não está sob o nosso controle. Controlamos muito pouco o que nos vai acontecer. Aqueles que desejarem mais informações sobre isso podem se reportar ao texto “O que controlamos nessa vida” no blog de Hugo Lapa.

É importante compreender que o ser humano é um efeito e não a causa de tudo. O ser humano é como o quadro pintado pelo pintor. O pintor é o espírito, o quadro é o ser humano. Pode o quadro pintar a si mesmo? Não, apenas o pintor pode criar uma bela obra.  Assim, por debaixo da camada mais superficial de nossa personalidade, há camadas mais profundas do nosso ser que, essas sim, estão mais próximas da causa de tudo o que nos ocorre. Um bom exemplo é o inconsciente humano. O ser humano na maioria das vezes age sob o impulso dos seus conteúdos inconscientes. O inconsciente, seus desejos reprimidos, suas culpas, suas mágoas, seus traumas, e todo o material inconsciente acumulado define suas ações e reações muito mais do que ele imagina. Terá mesmo a personalidade todo esse protagonismo que lhe é atribuído pelos defensores da lei da atração? Há profundidades em nosso ser que nossa mente desconhece e que sequer pode ter o mínimo fragmento de consciência. É essa instância mais profunda do ser que cria o cenário de nossa existência, muito mais do que nossa personalidade fútil e superficial. A personalidade morre ao final de cada existência, mas o espírito sobrevive. Quem cria então, a personalidade ou o espírito? Todos devem compreender que quem cria é o espírito… e se alguém conseguiu criar e realizar algo, isso não tem como objetivo satisfazer nossos vãos desejos, mas realização tem como finalidade ajudar de alguma forma em nosso adiantamento espiritual. Por isso que se diz que quem cria de verdade é nosso ser mais profundo, e não nossa personalidade passageira, pois a persona nada mais é do que uma máscara, um reflexo, uma imagem, que nada mais é do que uma criação desse ser essencial chamado de espírito.

A maior parte das doutrinas espirituais se baseia nos ensinamentos originais dos mestres, como Jesus, Buda, Krishna, Lao Tsé e outros. É certo que nenhum desses mestres ensinou a humanidade a possuir, mas sim, pelo contrário, ensinou a despossuir, a soltar nossos apegos às coisas e às pessoas e a viver  num estado de consciência de liberdade, paz e felicidade. Jesus, por exemplo, disse: “Não ajunteis tesouros na terra”. Disse também que não podemos servir a Deus e ao dinheiro, mas que devemos escolher um dos dois, pois ou se serve um ou o outro. Deixou claro ao jovem rico que ele precisava vender tudo o que tinha e dar todo o dinheiro aos pobres, pois somente assim ele poderia encontrar o reino dos céus. Jesus também afirmou que qualquer de vós, que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo”. Em várias passagens Jesus ensinou claramente sobre o despossuir, sobre o valor do desapego para se chegar ao Reino de Deus. Nas clássicas tentações de Jesus, o diabo o ofereceu todos os reinos do mundo caso Jesus passasse a adorar o Senhor das Trevas. Jesus recusou e viveu sua vida sem nada possuir. Ou será que Jesus tinha um casa? Tinha um palácio? Tinha ouro, pedras preciosas? Tinha carruagens, cavalos e muitas terras? Não… ele nada possuía. Muitos não sabem, mas Buda era um príncipe que abandonou todas as riquezas de seu palácio para viver uma vida de renúncia, e assim pôde atingir a iluminação espiritual. Krishna também ensinou em vários momentos a sabedoria do desapego e da renúncia. O que ocorre hoje em muitos movimentos religiosos, esotéricos e espiritualistas é uma inversão desses princípios ensinados pelos mestres. Isso se torna mais claro e patente ainda na lei da atração, na teologia da prosperidade das igrejas evangélicas, na riqueza e opulência que vive o Vaticano, e em outras manifestações religiosas e espirituais que pregam o valor das posses para se atingir a felicidade. Jesus não disse “Vamos acumular bens terrenos”. Ele disse: “Não acumuleis bens terrenos”. Para mais informações sobre esse ponto, todos podem buscar o texto “Mestres espirituais e bens materiais” no blog de Hugo Lapa.

O que o espiritualismo ensina não é a felicidade que vem com o possuir, com o ter, com o conquistar, mas sim a felicidade mesmo sem nada possuir. É importante ser feliz mesmo tendo pouco ou nada. Aquele que consegue viver em paz mesmo sem ter coisa alguma é alguém que encontrou a verdadeira paz. Para entender melhor esse ponto, todos podem se reportar ao texto “Felicidade e paz” no blog de Hugo Lapa.

(Hugo Lapa)

Tratamento Espiritual a distância com Captação Anímica

lapapsi@gmail.com

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NINGUÉM PROTEGE NINGUÉM

Há uma grande verdade nessa vida. No entanto, as pessoas que vivem nesse mundo não querem de forma alguma aceita-la. Essa máxima diz assim:

“Ninguém protege ninguém”.

Sim, não ha como negar esse axioma. É certo que os espíritos sempre vão passar pelas provações que precisam para sua evolução, e ninguém, nem mesmo Deus, pode evitar isso. Seria o mesmo que uma pessoa que deseja se deslocar do polo sul ao polo norte caminhando seja preservada dos percalços contidos no caminho. Todos que desejam ir de um ponto a outro precisam enfrentar todas as barreiras que se impõe na estrada.

Você pode até acreditar que está protegendo uma pessoa, mas pode estar atrapalhando mais do que protegendo. Se aquele espírito precisa atravessar uma provação, ele vai passar por isso, independente dos esforços que fizermos para poupa-lo.

Algumas pessoas preferem acreditar que detêm o poder de impedir certas catástrofes, certos sofrimentos e provações que o outro passa. Mas isso não é possível. Os espíritos precisam viver o seu karma, pois para transmutar seu karma é preciso vivencia-lo com intensidade.

Dessa forma, ninguém tem o poder de impedir que um acidente ocorra sobre alguém; que uma perda ocorra; que uma doença ocorra; que o outro se perca, sofra, se abandone, desista, fique deprimido, ou viva qualquer tipo de catástrofe da vida. humana. É justamente essas provações que vão purifica-lo e faze-lo avançar em espírito rumo a felicidade em Deus.

Por isso, não temos esse poder sobre o outro e nem nunca vamos ter. Somos espíritos parceiros vivendo uma jornada na matéria que visa nosso despertar. Tentar proteger alguém seria o mesmo que retirar um aluno da prova que ele precisa resolver para passar de ano. Se você retirar o aluno da prova, ele não vai galgar a série seguinte, e permanecerá onde está, paralisado. Liberte-se nesse momento da ilusão de que é possível proteger alguém… você não tem esse poder.

Nossas preces e emanações positivas destinadas a uma pessoa, assim como palavras amigas de incentivo na hora certa podem lhe dar um alento que revigora seu ser e lhe ajudará a enfrentar com mais força e fé as tribulações da existência material. Mas não podemos amenizar as provas, extirpar as situações opressoras ou retira-la da provação. Podemos apenas ajuda-la a atravessar com resignação, confiança, coragem e reflexão as circunstâncias da vida.

Podemos também orienta-la e mostrar-lhe um possível caminho, mas quem deve decidir e seguir é a própria pessoa. Não é possível interferir, mudar, proteger, preservar, defender, impedir, neutralizar qualquer acontecimento de que necessite vivenciar. Você pode dar as mãos para ela oferecendo consolo, otimismo e força, mas não pode jamais carrega-la no colo e impedir que a tormenta se abata sobre ela. O princípio relacionado a isso é simples: se a pessoa tiver que passar por algo, ela vai passar e não temos qualquer poder de impedir.

Por isso, aceite as suas provações e do outro. Agradeça a Deus as desventuras e os infortúnios vividos. Não se esqueça: o que se destrói em nível humano e mundano, nos faz ascender em espírito.

(Hugo Lapa)

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Caridade verdadeira

 

CARIDADE VERDADEIRA

Caridade não é ajudar nosso filho, nossos pai, nossa mãe, nosso irmão ou algum outro parente.

Não há quase nenhum mérito em ajudar aqueles que gostamos, que amamos e que são nossos parentes.

Caridade faz aquele que ajuda pessoas que lhe são desconhecidas e que nada podem lhe dar em troca.

Uma caridade ainda maior é feita por aqueles que ajudam uma pessoa que não gostam. Esse é um ato muito mais caridoso do que ajudar apenas desconhecidos.

Uma caridade ainda maior é praticada por aqueles que ajudam uma pessoa que lhes fez mal ou muito mal. Ajudar quem nos prejudicou, essa sim, é a verdadeira caridade.

Jesus disse: Amai os vossos inimigos. O mestre disse isso se referindo a esse princípio.

Ajuda de verdade aquele que ajuda quem nada pode lhe dar, quem não gostamos e mais ainda… quem nos fez mal. A caridade verdadeira é feita por pessoas que doam, ajudam ou prestam auxílio àqueles que nos maltrataram, que nos perseguiram, que nos prejudicaram, que nos ofenderam ou que nos querem mal.

Querer bem àqueles que nos querem mal, ajudar aquele que nos destratou, auxiliar quem tenta nos destruir… essa é a verdadeira caridade.

Como disse Jesus:

“Amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem e caluniam. – Porque, se somente amardes os que vos amam que recompensa tereis disso? Não fazem assim também os publicanos? – Se unicamente saudardes os vossos irmãos, que fazeis com isso mais do que outros?”

(Hugo Lapa)

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