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Archive for the ‘Espiritualidade geral’ Category

 

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AUTOCURA PARA TODOS

Nessa oportunidade vamos descrever uma técnica muito importante de cura. Na realidade, não existe a cura real sem que ela seja uma autocura. É certo que ninguém é capaz de curar ninguém, somente a própria pessoa é que pode curar a si mesma. É possível que um médico, um terapeuta ou um médium possam ajudar a remover certas moléstias orgânicas, mas todos concordam que a cura mais profunda é a cura interior, e essa somente a própria pessoa pode realizar.

Em primeiro lugar, todos devem compreender que toda doença nada mais é do que uma desarmonia, ou um desequilíbrio entre os diferentes aspectos ou níveis de nosso ser. A doença não vem de uma desarmonia, ela é a própria desarmonia. A melhor maneira de restabelecer a harmonia em nosso ser é removendo todos os bloqueios e permitindo que a nossa energia possa fluir novamente. Quanto maior e mais livre é o fluxo de nossas energias, maior será a nossa harmonia e a nossa cura. Quanto maior forem as retenções das energias, os bloqueios no livre fluxo de nossa vibração, maiores e mais graves serão as patologias do nosso ser, sejam físicas, emocionais ou psíquicas.

Toda doença começa com alguma não aceitação, algum bloqueio, alguma revolta, alguma luta, algum conflito, e principalmente com emoções reprimidas ou não escoadas, como a mágoa, o ódio, a culpa, o medo, a tristeza, a ansiedade, etc. Tudo isso causa algum tipo de obstrução, de resistência, de entrave para nossas energias, que ficam impedidas de fluir livremente. Esse processo propaga todo tipo de patologias em nosso organismo.

Alguns terapeutas complicam demais a explicação sobre a causalidade das doenças e criam milhares de conceitos e teorias que muitas vezes confundem mais do que esclarecem. No entanto, o princípio básico que todos devem conhecer sobre a formação das moléstias orgânicas é esse: os bloqueios e as desarmonias no fluir de nossas energias vitais. Essa é uma das causas primárias de todas as doenças. Esse bloqueio ou obstrução nada mais é do que um desligamento do contato com nossa essência, ou com o ser divino que somos. Para restabelecer a harmonia em nosso ser, o processo a ser seguido é simples de ser compreendido, mas não tão fácil de ser aplicado. Faz-se necessária certa dose de desprendimento, renúncia e entrega a um plano maior, além de um bom exercício de aceitação interior e amor por nós mesmos.

Vamos então descrever da forma mais simples possível essa técnica, que qualquer pessoa pode fazer, para restabelecer a harmonia interior e dessa forma, atingir o que denominamos de autocura, a cura interior.

1 – A primeira coisa a fazer é agradecer a Deus pela doença. Sim, é isso mesmo. Muitos podem estranhar essa declaração, mas é essencial que possamos ser gratos por qualquer tipo de adoecimento orgânico, que nada mais é do que uma prova passageira para nosso espírito imortal que somos. Essa prova pode contribuir com a evolução de nossa alma e nos ajudar decisivamente na cura interior. Já explicamos em outra oportunidade que toda doença exterior vem para nos proporcionar uma cura interior. Quem quiser mais informações a esse respeito pode ler o texto “Doença que cura” em nosso blog. Portanto, a primeira coisa a fazer é agradecer a prova da doença. Fique um tempo agradecendo a Deus por estar atravessando a benção dessa provação. Agradeça sinceramente ao plano divino por essa oportunidade de ascensão e libertação espiritual. É como fazer um exame para um concurso público onde vamos ganhar um salário muito maior. Para ingressar nesse emprego é preciso primeiro passar pela prova. Sem prova, não há possibilidade de ingresso na nova carreira. O mesmo ocorre com a evolução do nosso espírito. Para atingir a paz e a felicidade interior é preciso viver certas provas na matéria, e só assim poderemos ascender em nosso nível evolutivo. Portanto, agradeça de forma incondicional. Esse é o primeiro passo da cura

2 – O segundo passo é irradiar amor para a própria enfermidade. Pense na doença que abate seu organismo com amor e não com raiva. Não pense na patologia como algo a ser evitado, como algo mal ou perigoso. Entenda a doença como uma benção que lhe é concedida e envie amor ao órgão que esteja debilitado. Por exemplo, se uma pessoa sofre de um problema no fígado, irradie amor ao fígado; se a pessoa sofre de problema nos rins, envie energias de amor e paz aos seus rins; se a pessoa sofre de um problema no coração, emane vibrações de amor, paz e ternura a si mesmo e a esse órgão. Depois sinta esse amor se espalhar a partir desse órgão para todo seu organismo. Procure sentir o amor invadindo cada órgão e cada célula do seu corpo e do seu ser. Sinta o amor fluindo através do seu organismo físico. Nesse momento é necessário realizar um exercício de autoaceitação. É preciso aceitar a si mesmo tal como se é, pois o amor próprio nada mais é do que pura aceitação, pura recepção, puro acolhimento de si mesmo, e não negação ou aversão do que somos. É preciso que cada pessoa se aceite exatamente do jeito que é e não tente mudar absolutamente nada em si mesma. Uma mulher que diz que se aceita, mas não se acha tão bonita quanto gostaria pode falhar nessa experiência caso esses sentimentos não sejam postos de lado. É preciso não querer ser diferente do que se é… e aceitar-se plenamente; aceitar com totalidade o ser que somos e o corpo físico que Deus nos deu, pois é esse organismo e essa existência material que melhor pode nos proporcionar a ascensão espiritual. Portanto, apenas irradie amor à doença, sem qualquer restrição e sem taxa-la como algo maldoso, péssimo, odioso, aversivo, destruidor, etc.

3 – O terceiro procedimento a ser realizado é uma total entrega de nossa parte ao plano da essência, ao nível do nosso ser mais profundo. Aqui podemos chamar esse plano de Deus, fonte da vida, criação universal, arquiteto do universo, Pai celestial, o Eterno, inteligência suprema, consciência cósmica, etc. Não importa o nome que dermos. É essencial apenas que realizemos essa entrega a esse plano maior com todo nosso ser… sem qualquer restrição. Falando em termos mais simples: entregue-se plenamente a Deus, com toda a fé que você tenha. Jesus disse que aqueles que possuírem a fé do tamanho de um grão de mostarda serão capazes de dizer ao monte para se transporta daqui ali e ele vai. A fé é a entrega consciência ao espírito da vida, para que este guie completamente a nossa vida. Como diz o apóstolo Paulo: “Já não sou eu que vivo, mas o Cristo que vive em mim”. A entrega do nosso ser a Deus é fundamental não apenas para nossa cura, mas para nossa felicidade, nossa liberdade, nossa paz, nosso amor, etc. Por exemplo, caso você esteja sentindo muita dor, entregue essa dor a Deus; caso sinta algum mal estar ou desconforto, entregue esse mal estar ou desconforto a Deus com fé; caso esteja sentindo-se fraco e debilitado, entregue tudo isso a Deus. Realize a entrega da doença a Deus. O ato de entregar-se é uma postura de total confiança. Na entrega devemos admitir que não somos nós que controlamos nosso organismo, nem mesmo nossa vida, mas que há sempre um plano maior, um propósito superior e perfeito que tudo cria, tudo dispõe e que coloca tudo em seu devido lugar. A pessoa não deve ficar se perguntando: “Por que tenho essa doença? Por que Deus me faz passar por isso? Por que sofro assim? O que fiz para merecer isso? Foi meu filho que me fez doente. Meu trabalho é um inferno e faz qualquer um adoecer”. Não… é preciso deixar de lado todo o esforço mental de especulações intelectuais e simplesmente realizar a entrega sincera e pura a Deus. Dessa forma, a gratidão, o amor e a entrega são as chaves espirituais para nossa cura interior.

4 – Algumas pessoas já ouviram falar desse aspecto que vamos descrever agora e de fato ele tem a sua importância. Qualquer pessoa pode conversar com sua doença e lhe transmitir boas vibrações. Quando estivermos emanando amor para o órgão enfermo, a pessoa pode tentar dialogar com sua enfermidade. Algumas pessoas podem, nesse momento, ter importantes percepções, sensações ou mesmo visões que expliquem o significado daquela doença. Como dissemos, é importante não ficar tentando intelectualizar nada. Se a doença se revelar em seu sentido, ótimo, caso contrário, não fique estimulando isso. Pode acontecer também de emergir uma forte carga emocional, com choro e outros sentimentos. Tudo isso ajuda a aliviar a energia represada e pode promover uma descarga emocional e o consequente alívio necessário para o início da cura.

A técnica descrita acima pode ser realizada diariamente, de preferência antes de dormir. Os sonhos que vem após a sua realização também podem ser úteis nesse processo. Muitas pessoas já realizaram essa técnica e tiveram sucesso em sua autocura. No entanto, caso a pessoa não consiga obter nem o alívio e nem a cura da doença, essa pode ser uma enfermidade kármica mais forte. Isso significa que a pessoa pode precisar de fato vivenciar a patologia para que seu espírito possa se purificar. Se a cura não vier por esse processo, ela pode ter que vir pela própria doença. Muitas vezes a cura não acontece porque é preciso vivenciar as moléstias para a própria doença venha a nos curar. Se for esse o caso, não se revolte, não fique com medo, não cultive preocupações. Tudo isso está ocorrendo de acordo com um plano maior para que a purificação e libertação espiritual possam ocorrer.

(Hugo Lapa)

Tratamento espiritual de vidas passadas à distância

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Manto de Guadalupe

 

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A imagem do manto de Guadalupe

 

O MANTO DE GUADALUPE

O manto de Guadalupe é um dos maiores mistérios da igreja católica, sendo considerado um milagre pela igreja. Essa é a imagem que teria sido gravada em um manto pela Virgem de Guadalupe, durante a aparição de Nossa Senhora a um índio no ano de 1531. 

É curioso notar como a maioria das aparições marianas ocorrem para pessoas bem simples. A virgem maria não costuma aparecer para pessoas importantes, mas sim para os humildes. Com a virgem de Guadalupe foi a mesma coisa. Ela não apareceu para cardeais, bispos, padres, homens ricos, príncipes, imperadores, intelectuais, filósofos, cientistas, nobres, etc. Ela se revelou a um índio chamado Cuautitlan (que depois ficou conhecido como Juan Diego), um homem extremamente simples. Essa aparição teria ocorrido no alto de um monte. Jesus já dizia que Deus revela aos humildes aquilo que oculta aos doutos.

Tudo começou quando Juan Diego estava caminhando num local isolado, no alto de um monte, quando teve uma visão de uma mulher muito bela e iluminada. A Virgem conversou com Juan Diego e lhe pediu para procurar o bispo local. Ela desejava que o bispo construísse uma casinha, um templo ou um santuário naquela montanha, para que ela pudesse ensinar a todos o que é o amor, o que é a compaixão, o que é a ternura, o que é paz, o que é verdade, etc. 

O índio procurou o bispo, mas este não acreditou nele. Juan Diego resolveu então retornar no mesmo dia ao mesmo local: no monte onde encontrou nossa senhora. Mais uma vez ela apareceu para ele. O índio contou a virgem que o bispo não acreditou em sua palavra e pediu a nossa senhora que falasse com alguém de maior credibilidade que ele, para que essa estória pudesse ser levada a sério. Nossa Senhora insistiu que Juan Diego falasse com o bispo e mais uma vez pedisse uma casinha, um santuário ou um templo ali mesmo, no alto do monte. O índio novamente desceu do monte e foi procurar o bispo, falando mais uma vez com ele. Novamente o bispo não acreditou e disse que apenas tomaria  a estória por verdade se houvesse uma prova dessa aparição. Somente com uma prova ele poderia acreditar que era de fato a virgem maria que o enviara.

O índio retornou mais uma vez ao monte, logo depois de saber que seu tio estava gravemente doente. Assim que encontrou a virgem, esta lhe disse: “Juan Diego, não se preocupe, seu tio já está curado. Confie, sou sua mãe. Pegue algumas flores e traga-as para mim”. Juan Diego obedeceu, colocou as flores em seu manto, levando-as para a virgem. Nossa senhora olhou as flores e disse: “Agora leve estas flores ao bispo dentro de seu manto. Esse é o sinal que o ajudará a acreditar”.

Juan Diego levou as flores… Lá chegando, precisou de submeter a uma longa espera até se encontrar novamente com o bispo. Assim que este o recebeu, o índio contou o ocorrido e abriu o manto diante do bispo e dos padres. Ele acreditava que as flores cairiam do manto, mas para a surpresa de todos, assim que abriu o manto, nele formou-se uma linda imagem de nossa senhora, a mesma que hoje se encontra no manto de Guadalupe. 

Depois desses eventos, Juan Diego foi ter com seu tio. Este lhe contou que teve uma visão da virgem e depois desse encontro, estava completamente curado.

Os cientistas até hoje não conseguem explicar como essa imagem tão detalhista e bem feita pôde formar-se num manto indígena tão simples. Também não se sabe como ela se preservou durante séculos. A imagem do manto de Nossa Senhora de Guadalupe é considerada um mistério e um milagre.

(Hugo Lapa)

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Mundos superiores

 

OS MUNDOS SUPERIORES

Não existe felicidade verdadeira nesse mundo.

Muitas pessoas tentam de todas as formas serem felizes aqui, na matéria, e passam a vida buscando sonhos e fantasias mundanas de um amor ideal, um casamento ideal, filhos maravilhosos, sonhos de riqueza material, prosperidade, saúde, boa convivência, casamento feliz, etc.

Mas tudo isso é uma grande ilusão. Ninguém pode ser feliz nesse mundo. O ser humano não conhece a felicidade verdadeira. Acreditamos apenas na falsa felicidade que pode ser trazida pelo marido, pelos filhos, pelo dinheiro, pelo patrimônio, pelo amor humano falho, limitado e cheio de dúvidas… pelo conforto material e pela ilusão de se possuir isso ou aquilo. E a felicidade que é trazida por todas essas condições do mundo é sempre irreal, pois se um dia não tivermos mais conforto material, se o dinheiro acabar, se o marido nos deixar, se nosso filho desencarnar, se perdermos nosso emprego, se nossa saúde falhar, se a pessoa amada nos decepcionar ou abandonar, perdemos nossa “felicidade”. A felicidade que pode ser perdida não é a felicidade real… a felicidade que não depende de qualquer circunstância ou condição no mundo, essa sim é a felicidade real e verdadeira.

Esse é o maior erro de todos nós. O ser humano normal que busca a espiritualidade deseja que seu caminho espiritual o leve a ter uma vida ideal aqui na matéria. Isso é muito claro na maioria das pessoas que se engajam no Espiritismo e no Espiritualismo. Elas buscam o espiritual para melhorar seu casamento; elas buscam o espiritual para se curarem de uma doença; elas buscam o espiritual para estarem satisfeitas no emprego e terem prosperidade; elas buscam o espiritual para melhorarem sua relação com seus filhos; ou para encontrarem o amor de sua vida, ou para aliviar a carga emocional que elas mesmas criaram.

Muitas pessoas podem se decepcionar com o que vamos afirmar agora, mas o espiritual jamais, em tempo algum, poderá suprir essa expectativa de conquistar uma vida ideal aqui na matéria, tampouco a realização de sonhos que são estados de satisfação passageira e prazer mundano. Vamos esclarecer aquilo que o espiritual pode fazer por cada um de nós é nos ensinar a viver em harmonia com a vida que nos rodeia, com as pessoas que aqui estão e com as circunstâncias que nos acometem. Viver a espiritualidade é experimentar um estado de paz e harmonia interior onde todas as coisas do mundo perpassam sobre nós sem nos afetar, sem nos causar sofrimento, sem nos desequilibrar, sem nos criar qualquer tipo de frustração e infelicidade.

A atitude de uma pessoa espiritualizada deve ser, por exemplo: perdi meu emprego… mas isso não importa, pois foi a vontade de Deus e isso tem um significado na minha vida que preciso descobrir, além de entregar tudo ao cosmos. Meu marido me largou: não tem problema, ele é uma alma livre que tem suas escolhas e eu abençoo sua jornada e desejo que ele seja feliz. O espírito mais evoluído sabe que tudo o que a mente julga como mal vem para o seu bem. Sabe também que ele não tem uma história nesse mundo, pois essa história nada mais é do que memória e essa memória é um conjunto de impressões mentais que ele gravou como algo importante de forma arbitrária, com experiências positivas e negativas que até hoje o influenciam.

O ser espiritualizado sabe que ele é uma alma que vive em Deus e que essa alma não tem história, mas sua jornada é a mesma do cosmos infinito. Ele não se deixa afetar por nada, pois tem consciência de que a vida humana é um sonho e o necessário é o despertar desse devaneio ilusório. Por isso, não há possibilidade de vivermos uma vida ideal aqui, pois tudo nesse mundo sempre acaba e esse desejo de uma existência de prazer, amor, sonhos, satisfação, conforto é a principal causa do sofrimento humano. Quando não temos o que desejamos sofremos porque não temos… quanto temos o que desejamos, sofremos pelo medo de perder o que possuímos… e quando perdemos o que desejamos, sofremos pela perda daquilo que era bom e nos satisfazia. Assim, não há e nem pode existir felicidade verdadeira nesse mundo.

A felicidade profunda, a paz profunda, o amor universal, a liberdade infinita… tudo isso só existe nos mundos superiores. Nos mundos mais elevados, os seres vivem em plena harmonia uns com os outros. A paz de espírito é uma realidade presente. Nesses orbes sutis todos trabalham pelo bem de todos. Não existe as noções de “meu” ou “seu”. Não existe qualquer tipo de posse, nem de competições, nem brigas, nem desentendimentos, nem ódio, nem nada disso.

Todos os seres convivem, compreendem um ao outro e respeitam a forma como cada um vive. Nos mundos superiores, ninguém pode mentir para ninguém, pois como existe a telepatia, ou a leitura de mentes, no momento em que um ser está mentindo, todos sabem e logo reconhecem a verdade. Não existem brigas… simplesmente porque não há pelo que lutar, pois todos têm tudo o que precisam em abundância. Todos possuem tudo o que precisam porque ninguém se afirma como o detentor de algo. Os seres desses mundos mais puros não conhecem ou já superaram aquilo que entendemos por propriedade privada, pelo qual tanto se luta, tanto se gera de violência e tanto se morre nesse mundo. A ideia de uma propriedade privada é uma infantilidade, um imaturidade do espírito ainda aprisionado aos aspectos mais grosseiros de sua natureza material.

Os seres desses mundos elevados sabem que nada pode ser de ninguém, nem as coisas e tampouco as pessoas. Como diz o Cacique Seatle: “Como podes comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal ideia nos é estranha. Se não somos donos da pureza do ar ou do resplendor da água, como então podes comprá-los?” Como alguém pode ser o detentor de uma propriedade se tudo pertence exclusivamente ao ser cósmico a quem chamamos de Deus?

Tampouco existe o dinheiro. Nos mundos superiores, quando algum ser precisa de algo, ele vai lá e simplesmente pega o que necessita. Para que o dinheiro se tudo é de todos e todos podem ter tudo? Nos mundos mais elevados, as necessidades da matéria não tem a carga, o peso, a importância que tem aqui na Terra, simplesmente porque a matéria já não existe mais como existe nos mundos carnais. Os mundos superiores são imateriais, ou compostos de matéria mais sutil. Algumas vezes essa matéria é sutilíssima e sequer pode ser compreendida pela nossa mente concreta. A atmosfera espiritual do planeta Terra é pesada, poluída, grosseira, hostil, fatigante, intoxicada. Nos mundos superiores a atmosfera espiritual é sempre tranquila e possui uma leveza e uma sutileza de calmaria total. Há uma energia clara, transparente, acolhedora, calorosa, terna, pacífica, amorosa e muito mais pura. Usamos aqui palavras que conhecemos apenas com fins de analogia, posto que é impossível descrever o que sentimos quando acessamos a aura sutil e elevada desses mundos.

Além disso, os seres que vivem nos mundos superiores já conseguiram se desprender das coisas materiais para poderem obter aquilo que está além da matéria e que é do domínio do espírito. Ao contrário do que muitos podem pensar, esses seres não são superiores aos habitantes da Terra. A palavra “superior” aqui empregada é apenas uma condição temporária. Eles são apenas espíritos mais antigos, que já viveram as provas que estamos experimentando agora. Já passaram por muitas guerras, já acreditaram que podiam possuir coisas e pessoas; já viveram muitas tribulações, muitas catástrofes, muitas desarmonias e sofrimentos terríveis, mas conseguiram aprender com tudo isso e assim foram evoluindo e se desenvolvendo espiritualmente. Todos esses seres são o que podemos chamar de nossos “irmãos mais velhos”. Um dia os espíritos da Terra seguirão este mesmo caminho… e terão o desprendimento suficiente para abrir mão de suas posses materiais e psicológicas, a fim de se elevarem aos reinos espirituais do cosmos infintio, aos mundos conhecidos como “suprafísicos”, onde subsiste apenas o bem, o amor, a paz e a felicidade.

Muitos podem ler essa descrição e desejar integrar esses mundos mais adiantados. Para realizar essa transição entre mundos, ninguém precisa esperar milênios e mais milênios. Qualquer pessoa pode, a qualquer momento, abdicar do planeta Terra e seguir sua ascensão aos mundos superiores. Mas isso requer muito desprendimento, muita renúncia e uma alta dose de fé em Deus. É necessário soltar tudo o que existe nesse mundo para que se torne possível avançar a um mundo sublime. Em outras palavras, é necessário deixar tudo o que gostamos nesse mundo para que possamos cruzar o limiar do mundo inferior a um mundo superior. 

Há bilhões e bilhões de mundos, espaços, esferas ou recantos no cosmos onde os seres puros e transcendentes habitam. Mas enquanto ainda não conseguimos nos elevar a plenitude espiritual desses mundos, é possível entreve-los pela consciência, pelos veículos mais elevados do nosso espírito. Alguns chamam esse processo de “projeção mental”, onde visualizamos nosso ser em elevação cósmica até acessar certos mundos onde reina a felicidade e a pureza. Qualquer pessoa pode tentar essa sublimação e atingir o estado de ser desses mundos, ao menos por alguns instantes. A visão e a experiência da felicidade dos mundos superiores pode nos inspirar ao desprendimento da Terra e a vivência desses reinos de pura paz e felicidade.

(Hugo Lapa)

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EXPERIMENTO DE HARMONIZAÇÃO COM AS PESSOAS

Vamos descrever agora uma experiência que qualquer pessoa pode fazer, principalmente aquelas que enfrentam provações em sua vida social, sentimental, familiar e profissional. Essa experiência é muito importante para a harmonização com as pessoas do nosso convívio, com a comunidade e com todo o planeta. Muitos que realizam essa harmonização relatam melhoras em vários aspectos de sua existência material.

Primeiro comece visualizando a si mesmo num espaço vazio, em que nada contém, apenas o chão. Depois vá caminhando por esse espaço até chegar num portal que leva a um salão imenso. Abra esse portal e veja que há luz branca e suave em todo o ambiente.

Depois comece a perceber a entrada de várias pessoas nesse salão; todas essas são pessoas do seu convívio diário, parentes, amigos, colegas de trabalho, vizinhos, até mesmo pessoas que você gosta e que não gosta, até mesmo aquelas que já tenham lhe feito mal ou que você já as fez mal. Veja, em primeiro lugar, a pessoa mais próxima a você entrando no salão; depois passe a observar chegando a segunda pessoa mais próxima a você; a terceira mais próxima, e assim por diante. Essas pessoas podem ser mãe, pai, irmão, marido, esposa, filho, filha, avô avó, tio, amigo, colega de trabalho, vizinho, colega da escola, do curso, ou qualquer outra pessoa.

Conforme todos eles vão aparecendo, procure nesse momento elevar o seu ser, elevar sua alma. Observe e vá sentindo que existe uma luz divina descendo sobre você. Essa luz vai te ajudar a elevar sua vibração. Vá sentindo que vai te ajudando a se elevar do plano humano e um plano mais espiritual da vida. Não procure supor como é esse plano mais sutil, apenas vá sentindo como ele é. Nesse plano você vai ficando cada vez mais distante dos seus problemas e vai sentindo todos eles como sendo muito, muito pequenos. Nesse plano do ser não há rixas, não há disputas, não há necessidades materiais, não há tristeza, não há miséria, não há falta, não há desejos, não há cobranças, não há mentiras, não há confusão, não há conflitos… Nesse plano cósmico e infinito, somente reina a paz e a harmonia com todas as coisas.

Quando sentir esse estado elevado, leve e sutil… vá caminhando na direção de cada uma dessas pessoas que estão no salão. Comece abraçando a pessoa mais próxima de você, dizendo que a ama com amor universal. Depois peça perdão por tudo o que você tenha lhe feito de mal. Procure sentir todo seu ser envolvido nesse perdão. Esse é o momento de perdoar e pedir perdão. Diga a essa pessoa que não há mais motivo para qualquer conflito ou confusão entre vocês e que tudo está harmonizado em vosso relacionamento. Tudo agora está na paz de Deus. Vá irradiando essa energia elevada para a pessoa.

Repita esse mesmo procedimento com todas as outras pessoas presentes no salão. Depois vá observando que outras pessoas vão entrando e vá fazendo o mesmo. Irradie amor a todas elas… para todos aqueles que fazem parte de sua família e de sua comunidade. Não irradie o amor da paixão, esse amor humano egoísta, mas sim o amor da irmandade universal, onde todos os seres se ligam pelos laços do infinito e da eterna união cósmica. O amor de desejar o bem a todos; o amor que inspira a paz e a felicidade a todos os seres.

Vá agora expandindo essa harmonização cósmica para todos os habitantes do planeta Terra, humanos, animais, vegetais e minerais, sentindo como se todos fossem envolvidos por uma luz cósmica impossível de descrever pela nossa mente humana. Nesse momento permita que Deus envolva todos em luz suave e libertadora, que traz paz e harmonia. A luz não virá de você, virá de Deus, mas você agora é parte dessa luz e desse amor universal.

Depois de sentir tudo isso, encerre o experimento e não fique mais pensando nisso.

Caso você realize essa vivência com sinceridade, com seu coração puro e com humildade, você poderá ter muitos benefícios em sua vida, como paz, tranquilidade, leveza, harmonia, equilíbrio, etc. Pode praticar essa experiência mais de uma vez…

(Hugo Lapa)

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A PERFEIÇÃO DA VIDA

O ser humano quase sempre encara o mal como estando relacionado à destruição e a perda de algo ou alguém. Quando nossa casa é destruída; quando nosso emprego é perdido; quando nosso filho se perde ou morre; quando ficamos doentes e nosso organismo começa a perecer, tudo isso é visto como ruim, desagradável, sofrido, errado, maligno, etc. Rotulamos aqueles que nos destroem, que nos fazem perder, que nos magoam ou que nos matam como pessoas horríveis, monstros, pessoas perversas, que deveriam sofrer o mesmo destino que causaram a outros. A dicotomia entre bem e mal, positivo e negativo, construção e destruição, tudo isso sempre caracterizou a vida humana e nossa percepção da realidade.

No entanto, do ponto de vista mais elevado, dentro de uma perspectiva do infinito, não há bom ou mau, não há positivo ou negativo, não há construção e destruição, tampouco há ganhos e perdas. O mal não é o oposto do bem e tampouco deve ser combatido. Muito pelo contrário. Algumas pessoas podem torcer o nariz para o que vamos afirmar agora, mas é certo que o mal ajuda o bem a se tornar algo superior; assim como os homens negativos ajudam os homens ditos “positivos” a serem eles mesmos mais elevados; assim também como a destruição é o que permite a construção; é o que faz a roda da vida girar e a evolução espiritual acontecer. Assim se dá o progresso pessoal, o progresso das nações, a geografia do mundo com a passagem das eras geológicas, tudo necessita do componente construtor e destruidor da natureza, e um jamais seria possível sem o outro; assim como o bem não seria possível sem o mal; o positivo jamais sobreviveria sem o negativo. Tampouco o dia não poderia subsistir sem a noite.

Essas explicações podem parecem muito abstratas para a maioria das pessoas, por isso vamos expor essas ideias com um exemplo prático. Imagine um pai que mora numa casa com seus dois filhos. Essa casa foi construída por um dos seus filhos, que é operário e sabe como realizar uma construção. O outro filho não sabe como construir, não é tão esperto, mas em compensação seu físico é robusto, embrutecido, e por isso, ele é um exímio destruidor.

Certo dia, o pai se dá conta de que a casa onde moram está muito antiga e desgastada. Por esse motivo resolve que chegou o momento de sua demolição para que outra casa, maior e melhor, seja construída no mesmo terreno. O filho construtor, que foi o responsável pela edificação da obra, não gosta nem um pouco da ideia, pois está muito apegado a casa onde morou por toda a sua vida. Ele chega para seu pai e diz: “Meu pai, eu construí essa casa para que morássemos, ela nos serviu muito bem durante décadas. Não aceito que ela seja destruída. Eu gosto dela e estou acostumado com ela”. O Pai então argumenta que a casa está velha e que deve ser posta no chão, para que outra casa melhor e maior possa ser construída no mesmo terreno. O pai explica que o terreno precisa estar livre, vazio, sem destroços da construção antiga, para que os pilares da nova construção possam ser erguidos. O pai então convoca seu outro filho e pede que ele comece a demolir a morada. O filho vem e começa a bater com o martelo e a colocar partes da construção abaixo. O filho construtor, assim que vê o irmão destruindo a casa, fica muito irritado e avança no destruidor, agredindo-o. Ambos começam a entrar em conflito, se ofendem e se machucam. O pai intervém, separa os dois e reafirma sua ordem para que o filho embrutecido destrua a estrutura já desgastada pelo tempo. Finalmente o irmão vê o outro demolindo aquilo que foi erigido com tanto esforço. O irmão construtor sofre muito, enquanto o outro irmão faz seu trabalho de colocar abaixo aquilo que já não serve mais a propósitos maiores.

Nessa estória vemos um bom exemplo de como o universo material e suas leis funcionam para o desenvolvimento da vida. Há três aspectos nessa metáfora: o pai, o irmão construtor e o irmão destruidor. Esses três elementos são os representantes dos deuses Brahma, Vishnu e Shiva. Brahma é o pai, o criador e organizador de tudo, o elemento mais alto, como se fosse o ponto máximo de um triangulo simbólico. Abaixo em cada ponto do triângulo estão Vishnu e Shiva. Vishnu é na tradição hindu o deus da manutenção do universo, aquele que constrói e mantém as coisas. Shiva é considerado o seu oposto, o deus destruidor, aquele que dá um fim a algo para que o novo começo possa surgir. Em nossa metáfora, o irmão construtor é Vishnu, aquele que constrói e que tenta manter a casa como ela está. Shiva é o outro irmão embrutecido, que ajuda na destruição da residência para que uma nova casa, maior e melhor, possa ser erguida. Observe que, em nosso exemplo, o irmão que destrói não o faz pura e simplesmente com o objetivo da destruição por si mesma. Com o ato da destruição ele ajuda, isso sim, a abrir caminho para uma nova construção, e o irmão que constrói pode ajudar a erguer a nova morada de todos. Cada um tem seu papel; uma casa jamais poderia ser erguida onde existisse outra casa. É necessário que uma residência seja destruída para que outra possa ser construída. Ninguém pensa em construir sua casa num terreno onde já existe uma casa. É preciso que o espaço da construção esteja vazio e limpo, para que só depois os pilares da nova construção sejam estabelecidos.

Esse princípio existe em tudo na vida humana, na vida cósmica, na vida natural, na vida geológica, na vida social, etc. Quando alguma coisa cumpre sua função, ela deve ser destruída para que algo novo possa ser construído. Por exemplo, quando um casamento chega ao seu fim, deve haver uma cisão, uma desconstrução, para que o homem e a mulher fiquem sozinhos, a fim de seguirem em frente e futuramente iniciarem um outro relacionamento. A esposa pode acreditar que o término do casamento é a pior coisa de sua vida; pode chorar e espernear pelo fim do relacionamento, mas o fim do casamento é como o irmão destruidor, que vem colocar a “estrutura” abaixo para que uma nova possa ser construída. O fim do casamento é o elemento de destruição necessário a continuidade do fluxo da existência, o velho e desgastado precisa ser encerrado para que o novo possa sobrevir e trazer alento renovador a nossa vida. Quase todas as pessoas veem a destruição do que gostam como algo ruim, negativo, mau, mas essa demolição de algo é imprescindível, pois sem ela não podemos seguir em frente. Há inúmeros exemplos a serem citados dessa grande verdade: só podemos viver o presente em direção ao futuro quando decretamos o fim do nosso passado; só podemos passar a sexta série após o fim da quinta serie; só podemos começar um novo emprego quando largamos o anterior, ou somos demitidos; só podemos aderir a uma nova crença quando a crença anterior é posta em cheque e se mostra inconsistente; só podemos seguir para a próxima cidade quando deixamos a cidade onde estávamos; o dia seguinte só pode sobrevir após tudo cair na escuridão da noite, para que depois o sol possa raiar no horizonte trazendo a regeneração de um novo dia.

Nesse sentido, deve existir sempre uma renúncia ou abandono do antigo para que o novo possa surgir. Quando não desejamos abandonar o velho por puro apego, e resistimos à ação das forças de destruição, surge o sofrimento, a dor, a sensação da perda, o vazio, o desespero, etc. O irmão construtor sofreu com a derrubada da casa porque ele estava apegado a algo que ele mesmo havia construído e morado durante décadas. O sofrimento surge quando resistimos às mudanças que precisam ocorrer; quando negamos a ação das forças de desagregação que devem dar fim a uma coisa para que uma nova possa ser criada. Uma criança não pode desenhar livremente num papel onde já existe um desenho; ela precisa, antes de tudo, apagar o desenho anterior, deixar a folha em branco, para que uma nova arte possa ali ter seu espaço.

Com a morte ocorre o mesmo. Uma pessoa precisa morrer para poder renascer no plano espiritual e depois iniciar uma nova vida. Sem a morte, como seria possível o recomeço? Sem a destruição do antigo, como o novo poderia surgir? Vemos com sofrimento e temor a destruição, mas ela é essencial que a vida siga seu ritmo e o desenvolvimento de nosso ser possa continuar seu curso. O jardineiro poda os galhos velhos para que em seu lugar os novos galhos de uma plantinha possam aparecer. O que seria do mundo se tudo fosse igual e nada se renovasse pela destruição? Imagine se ninguém morresse, como seria possível continuar existindo nesse mundo? O que seria da humanidade se os mais velhos não dessem lugar aos mais jovens, ou se as velhas ideias não cedessem espaço as novas ideias? O velho deve ser quebrado, rompido, destruído, para que haja renovação, melhoramento, fluxo, renascimento, sequência, vida. Nascer e morrer, destruir e se reconstruir, o fim e o início. O desmoronamento do velho homem não é apenas necessário como é imprescindível para o nascimento do novo homem.

A história de Jó da Bíblia demonstra bem esse princípio: Jó era um dos homens mais ricos do mundo, tinha tudo do bom e do melhor e louvava a Deus. A fim de provar a fé de Jó Deus ordenou que o diabo fosse e destruísse tudo aquilo que Jó possuía. Todos devem prestar atenção nessa declaração: Deus ordenou ao diabo que destruísse o que Jó possuía. Consta na Bíblia que Deus permitiu que o diabo tivesse acesso a Jó e lhe colocasse à prova. O diabo argumento com Deus que Jó apenas louvava o Senhor porque tinha tudo do bom e do melhor, mas se suas riquezas, família, amigos e saúde fossem retirados, Jó poderia abandonar a Deus. Por esse motivo, Deus aceitou que Jó fosse submetido à prova e, para tanto, autorizou o diabo a realizar esses testes. Sim, poucas pessoas desejam admitir este fato, mas é certo que o diabo nada mais é do que o agente da destruição que ajuda a Deus a colocar abaixo as estruturas humanas a fim de que o ser espiritual possa se reconstruir num plano mais elevado de existência e consciência na escala do infinito. O diabo nada mais é do que um instrumento de que Deus se serve para limpar o terreno do velho a fim de que o novo possa ter seu espaço. O diabo é Shiva da tradição Hindu, o agente de destruição e renovação. O diabo coloca abaixo aquilo que já não nos serve mais, ele ajuda a abalar nossas estruturas humanas, põe abaixo o edifício de falsas verdades, apegos  e ilusões que cultivamos no mundo para que uma nova vida possa despertar através de nós. Ele limpa o campo das ervas daninhas de nossas imperfeições para que possamos semear a colheita de bons frutos espirituais em nossa consciência. É como se o diabo se personificasse em todas as situações que nos conduzem à morte do humano para que o divino possa nascer dentro de nós.

Esse ponto pode parecer absurdo para alguns, mas devemos questionar: quem mais ajudou Jesus a se tornar o cordeiro de Deus, o Cristo, um espírito mais puro e elevado? Quem mais ajudou foi o diabo nas três tentações do deserto. Naquele momento, Jesus foi posto à prova e conseguiu obter sucesso na derrota de sua natureza inferior. O mesmo ocorreu com Buda. Quem mais ajudou Buda a se tornar um iluminado foi Mara, o demônio das ilusões. Mara colocou Sidharta para ser tentado em diversas ocasiões, diante de várias provas bem difíceis. Mas Sidharta foi vencendo uma a uma das provas impostas pelo demônio. Se não fossem as provas, Sidharta jamais teria conseguido vencer sua natureza inferior e superado seus vícios, seus defeitos e suas impurezas internas. O pior momento do aluno que cursa as séries escolares são as provas, que vêm para testar seus conhecimentos. Mas são justamente as provas que podem comprovar seu saber, o quanto ele estudou e lhe dar nota suficiente para ingressar numa nova série, atingindo a etapa seguinte de seu desenvolvimento educacional. Apesar das provas serem vistas pelos alunos como algo ruim, mal, amedrontador, elas são justamente o ponto de transição entre uma série e outra.

No entanto, é preciso entender bem uma coisa. Na vida humana da matéria, uma coisa é substituída para que outra tome seu lugar. Uma árvore material velha cai para que outra árvore material nova possa nascer na mesma terra. Mas no processo de desenvolvimento espiritual não ocorre assim, da matéria velha para a renovação da matéria nova, ou da perda material para um novo ganho material. Não… o espírito evolui dentro do mundo quando ele vai se tornando menos materializado, menos ligado as coisas do mundo, ou as verdades e condicionamentos da vida humana. O espírito vai evoluindo da matéria ao espírito, ou seja, do mais grosseiro ao mais sutil. Os ganhos exteriores vão sendo destruídos para que ele passe a conquistar ganhos interiores, mais sutis e espirituais.

Em nossos textos já demos várias explicações sobre esse ponto. Por exemplo, uma pessoa que é muito ligada em seu corpo contrai uma doença que debilita seu organismo: ela passa então a valorizar menos sua forma física e mais os valores internos, as virtudes, a paz, etc. Um homem muito rico pode ver seu negócio declinando pelas forças de destruição divinas para que ele possa compreender que dinheiro não é tão importante, mas sim sua felicidade que não depende de nada material para existir. Ele perde dinheiro para encontrar em si mesmo algo que o dinheiro não pode comprar: ele perde no mundo material pela destruição do que tinha e ganha no plano sutil algo que passa a existir dentro dele. Aos poucos as forças de destruição divinas vão fragilizando as estruturas do nosso mundo para que possamos despertar para uma essência que vai além de tudo o que conhecemos daqui.

Assim, o ser humano vai aos poucos encontrando paz, amor, felicidade e liberdade que não dependem de nada para existir, pois fazem parte de nossa essência espiritual. Em tudo isso se mostra maisclaramente a perfeição da vida e da essência do Eterno.

Quem quiser mais informações sobre esse tema, podem acessar os textos: “Guardião do Umbral”, “Quem nos ajuda de verdade?” e “Doença que cura”.

(Hugo Lapa)

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A HORA DE MUDAR É AGORA

Certa vez Jesus disse o seguinte:

“A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais será pedido”. (Lucas 12:48)

Essa máxima contém muita sabedoria, e não por acaso ela foi proferida por Jesus quando este foi inspirado por Deus. Esse ensinamento significa, dentre outras coisas, que as pessoas que receberam mais conhecimentos espirituais serão mais cobradas do que outras em seus atos, pensamentos e sentimentos. Por já conhecerem melhor a obra de Deus, os espíritos que incorrem em erros mais graves são mais exigidos por eles. Quanto mais conhecimento espiritual uma alma teve acesso, mais a inteligência divina irá responsabiliza-la pelos seus atos e escolhas.

Esse é um processo bastante natural e entendemos que não poderia ser de outra forma. Pode uma criança de 4 anos de idade ser responsabilizada por correr com uma faca atrás do coleguinha e o cortar? Não pode, pois a criança não sabe o que é uma faca; não sabe o perigo que a faca pode proporcionar; tampouco conhece os ferimentos que podem ser causados por ela em seu coleguinha e desconhece até mesmo o risco de morte que a faca pode trazer. Por isso, quem pode culpar a criança pelo seu ato? Culparemos, antes de mais nada, o adulto que deixou a faca acessível à criança. Esse princípio abrange todos os nossos atos humanos: quanto mais conhecimento nós temos, maior é nossa responsabilidade em pratica-los. Um menor de idade não é tratado pelo direito penal da mesma forma que um adulto. É assim em quase todos os países civilizados do mundo. Um esquizofrênico, um louco, ou um homem cujo transtorno mental tenha afetado severamente seu raciocínio tampouco será criminalizado por um delito cometido. A responsabilização está sempre relacionada com o grau de consciência e o perfeito juízo que alguém dispunha na hora em que tomou determinada atitude.

Queremos advertir nesse momento todas as pessoas que já possuem ao menos o básico de conhecimento espiritual, de espiritismo e espiritualismo. Pessoas que conhecem a lei de causa e efeito, a reencarnação e sabem que a vida não termina com a morte. Indivíduos que já tomaram contato com o cristianismo, os ensinamentos cristãos e sabem distinguir, ao menos em parte, o certo do errado. Todas as pessoas que, nessa fase da vida, já tiveram contato com o espiritualismo e certas leis espirituais não podem mais se dar ao luxo de cometer certos deslizes, como o faziam no passado. É certo que esses indivíduos serão ainda mais responsabilizados pelos seus atos do que as pessoas comuns. Não se pode cobrar respostas de álgebra de um aluno que ainda não teve essa matéria na escola. Mas pode-se exigir muito daqueles que passaram um ano inteiro estudando essa matéria. Por isso, devemos nos questionar: há quanto tempo você já conhece o Espiritismo, o Espiritualismo e o Cristianismo? Você coloca em prática os ensinamentos que lhe foram confiados? Ou eles se transformaram em mera informação teórica?

É comum ver pessoas alegando o quanto é difícil mudar; o quanto é difícil não cometer certos erros; o quanto é difícil controlar a raiva; o quanto é difícil não agredir aqueles que nos agridem, e assim por diante. Para aqueles que conhecem o espiritismo e o espiritualismo é importante lembrar que essas serão as pessoas mais cobradas no outro lado da vida, após o processo de desencarnação. A lei do karma vai se abater com mais força sobre aqueles que já têm algum conhecimento sobre a vida espiritual, e nem poderia ser diferente. Mais cobrado será aquele a quem mais foi dado.

Por isso, você que agora lê estas linhas, procure praticar os ensinamentos espirituais e não apenas utiliza-los para seu consolo quando a dor aperta; quando a dificuldade se anuncia ou quando deseja ganhar algo do mundo. Já está passando o momento planetário de colocar o que aprendemos em prática. Aqueles que não o fizerem nessa vida, podem não ter outra oportunidade de faze-lo. E eu gostaria de explicar esse ponto a todos.

Há um considerável número de espíritos que se manifestam em centros falando sobre a transição do nosso planeta. Muitos ainda não sabem, mas estamos atravessando um portal cósmico rumo a uma outra dimensão, a outra realidade evolutiva, regida por novas condições de mundo. Essa transição é conhecida no Espiritismo como a passagem do “mundo de provas e expiações” para o “mundo de regeneração”. No mundo de provas e expiações os espíritos são colocados diante de determinadas provações em suas existências, e assim eles vão aos poucos evoluindo, seguindo o motor do progresso. No entanto, no chamado mundo de regeneração já não existirão provas da forma como nós as conhecemos, mas o espírito encarnado terá mais espaço para conduzir, ele mesmo, a sua própria evolução. No mundo de provas e expiações a alma era guiada em sua evolução pelas provas que Deus punha em seu caminho. No mundo de regeneração já não haverá mais essa necessidade, pois a maioria dos espíritos já terá consciência do valor do seu aprimoramento espiritual, e naturalmente cada qual guiará a si próprio pela senda que conduz ao Eterno.

Pois bem. Com o advento do mundo de regeneração é necessário que todos os espíritos encarnados estejam prontos a desempenhar essa tarefa: a de serem eles mesmos os peregrinos em busca da luz maior. Não existirão mais provas que os forçarão a seguir em frente, mas cada um deles deverá seguir movido pelo seu próprio impulso interior de desenvolvimento. O que na prática isso significa para todos nós? É simples… Todos aqueles que vivem apenas para o mundo, para suas famílias, para realizar sonhos pessoais, para ganharem dinheiro, para conquistar coisas materiais, para seus prazeres carnais, e que não se interessam por Deus e nem pela sua própria ascensão espiritual serão removidos da Terra e todos esses deverão migrar a outros mundos. Isso ocorrerá porque o planeta Terra não poderá mais abrigar espíritos que pensam apenas em si mesmos; que vivem apenas para eles, por suas próprias necessidades, por seus desejos e por seu ego. No mundo de regeneração, os espíritos que aqui permanecerão são aqueles que já possuem alguma consciência, eles já sabem que fazem parte de algo maior; já sabem que não devem buscar apenas seus sonhos, seus interesses, seus objetivos individuais, mas devem trabalhar pelo bem coletivo, pela evolução de todos e, principalmente, devem estar motivados para seguirem perseguindo sua própria jornada evolutiva.

Agora vamos revelar algo que pode parecer forte aos olhos de alguns. Os espíritos que não acompanharem essa mudança de padrão vibratório no planeta serão enviados a outros mundos. Esses orbes serão inferiores em relação à Terra e acolherão espíritos da Terra. A vida nesse mundo será caracterizada por um estado de primitivismo, onde os instintos prevalecerão diante da razão e as necessidades materiais prevalecerão consideravelmente em relação as necessidades espirituais. Alguns sensitivos já tiveram visões de como será esse outro mundo; alguns espíritos de luz também já passaram mensagens sobre isso. Esse mundo inferior terá pouca natureza, menos do que na Terra; sua atmosfera será mais seca, seu relevo será pobre; haverá muitas pedras e boa quantidade de fumaça no ar. Os seres que o habitam são muito primitivos. Alguns contam que seus habitantes são parecidos com o homem das cavernas. Os espíritos começarão a encarnar nesses homens rudimentares, ainda próximos do seu ancestral macaco, e terão que refazer toda a sua evolução, desde os primórdios da humanidade até esse momento atual, onde novamente terão outra chance de ascender a um mundo de regeneração. Quem tiver que deixar a Terra e ser integrado a esse mundo vai perder toda a sua memória espiritual e habitará num organismo bastante grosseiro. A presença da matéria será mais intensa, assim como o domínio das emoções.

Por isso insistimos nesse ponto. A oportunidade que estamos tendo na atual encarnação é muito preciosa e não deve jamais ser desperdiçada. Aqueles que não mudarem agora deverão migrar a esse mundo primitivo, despedindo-se do planeta Terra e tendo de encarar uma dura realidade. Nesse mundo inferior há, sem dúvida, muito sofrimento. Por isso, quem desejar continuar no planeta Terra e acompanhar a sua evolução deve, nesse momento, aceita sua transformação e se libertar dos padrões planetários atuais; deve iniciar agora mesmo uma jornada de cura interior e de libertação de todos os apegos; deve se purificar interiormente e não mais permitir que sua natureza inferior tome conta de seu ser. Todavia, aqueles que não o fizerem, claro, serão respeitados em seu livre arbítrio e não serão abandonados pela inteligência cósmica, mas deverão ser encaminhados a um mundo mais em sintonia com seu nível de consciência, posto que a Terra não poderá mais mantê-los.

Por esse motivo, a hora da transformação chegou… e não pode mais ser adiada.  Aqueles que já receberam essas informações devem urgente realizar sua purificação e libertação.

Assim, liberte-se agora, não adie mais sua elevação espiritual. Caso contrário, pode ser tarde demais…
(Hugo Lapa)

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NÃO EXISTE INJUSTIÇA

Ninguém é vitimado por qualquer injustiça. Tudo ocorre segundo a lei de causa e efeito. O que chamamos de injustiça nada mais é do que um resultado de nossa ignorância.

Todas as situações de sofrimento que vivemos na existência humana seguem essa lei. Não existem vítimas nesse mundo. Tudo acontece de acordo com causas anteriores e condições prévias. São nossas escolhas do passado que definem nossa vida atual.

Pessoas passando fome, guerras entre as nações, estupros de mulheres, assassinatos de crianças, torturas, doenças de todos os tipos, dores lancinantes, transtornos mentais, nada disso, absolutamente nada é por acaso. O acaso simplesmente não existe em todo o cosmos. Deus jamais permitiria a existência do acaso, pois o acaso representaria uma injustiça e Deus, sendo perfeito e absoluto, jamais aprovaria qualquer forma de injustiça.

Tudo aquilo pelo qual você e todas as pessoas estão passando vem da chamada lei do karma. São nossas atitudes e intenções anteriores que criam o cenário de nossa vida atual. Nossa condição espiritual do presente, sendo impura e imperfeita, gera os acontecimentos de nossa vida. Vamos pensar por um instante: como pode haver injustiça no universo de Deus? Se Deus é perfeito, não poderia jamais tolerar qualquer tipo de injustiça. A injustiça nada mais é do que uma ilusão de nossa mente que desconhece as causas anteriores das aflições humanas presentes.

Deus, sendo soberanamente justo e bom, é também, segundo o Espiritismo, a causa primária de todas as coisas. Sendo a causa primária, Deus controla tudo. Se Deus controla tudo e gera tudo, como Deus poderia criar situações de injustiça em nossa vida? Como pode existir a injustiça se Deus é pura justiça, bondade e amor? Não… não há injustiças; há apenas justiça kármica e evolução espiritual.

É certo que um texto como esse traz certos conhecimentos que muitas pessoas ainda preferem não aceitar. Minha pergunta é: sendo Deus soberanamente justo e bom, como poderia Ele permitir a injustiça? Não há injustiça em todo o universo meus amigos… tudo é JUSTIÇA, pois tudo é a lei de causa e efeito… e tudo segue dentro de uma LEI MAIOR. Se a pessoa vive certa experiência, é porque é exatamente essa experiência que ela precisa passar. Se a pessoa não precisasse passar por uma experiência, Deus não colocaria a pessoa diante dela. Ou será que devemos admitir que algo acontece sem a permissão de Deus?

Se algo acontece sem a permissão de Deus, então Ele não é Deus, pois Deus, para ser Deus, precisa estar em tudo, precisa estar presente em todas as situações, pois o infinito pressupõe o caráter não limitado de algo. Se Deus é infinito, ele não tem limites. Se Deus não tem limites, há alguma situação onde Ele poderia não estar presente? As religiões não ensinam que Deus não é infinito, sem fronteiras? Se ele não tem limites, não se pode argumentar que Deus está aqui e não está ali. Que Deus participa de algumas coisas mas não participa de outras.

O infinito, para ser infinito, precisa estar em TODOS OS LUGARES E EM TODOS OS TEMPOS. Logo, Deus é onipresente, onipotente e onisciente. Isso significa que Deus está em tudo, Deus sabe tudo e Deus pode tudo. Portanto, Deus é que permite certas experiências para nosso aperfeiçoamento espiritual. Da mesma forma que uma criança reclama que uma vacina causa dor, o pai da criança sabe que ela precisa da vacina para se imunizar de várias doenças no futuro, Da mesma forma, os espíritos que vêm a Terra precisam passar por certas experiências dolorosas, E o Pai cósmico assim permite que ocorra, pois somente dessa forma eles podem aprender certas lições do infinito.

Você pode não acreditar ou não saber, mas há uma causa inteligente por detrás de tudo o que é vivido na existência material. Nossa ignorância não nos permite enxergar a verdade, mas é certo que não há qualquer forma de injustiça. Só existe a justiça… a justiça de Deus está presente em tudo, assim como Deus está presente em tudo.

(Hugo Lapa)

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