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Archive for the ‘Espiritualidade geral’ Category

 

A VIDA HUMANA É APENAS UM SONHO

Várias tradições espirituais, principalmente as tradições do extremo oriente, como o Hinduísmo e o Budismo, sempre ensinaram a metáfora do sonho para explicar a natureza da vida na matéria. Essas tradições mostram que toda a nossa existência humana, tudo o que realizamos nesse mundo, todas as formas e imagens que experimentamos, nada mais são do que um sonho…

Da mesma forma que nosso corpo dorme e nossa mente começa a sonhar, ou seja, a criar situações mediante variados impulsos do nosso inconsciente, ocorre o mesmo com nosso espírito. E como se nosso ser verdadeiro, nosso ser real e eterno, que no espiritualismo chamamos de alma ou espírito, tivesse caído num sono profundo… e depois de adormecer ele começou a sonhar que estava vivendo uma vida humana.

Sim, tudo em nossa vida nada mais é do que um sonho, uma ilusão criada pelo “sono do espírito”. Nosso carro, nossa casa, nossos filhos, nosso trabalho, o dinheiro, as propriedades, o jogo de futebol, a política, nossa vida cotidiana, etc, tudo isso nada mais é do que um sonho, uma ilusão, uma miragem; são formas irreais que nos confundem e que experimentamos com todo realismo. Dormimos e acreditamos que nosso sonho é real, que as experiências do sonho estão realmente acontecendo. O grande problema do sonho é quando ele se transforma em pesadelo. Os pesadelos nos atormentam de tal forma que muitas pessoas ficam com medo de dormir para não sonhar com tal ou tal situação que os amedronta. As experiências do sonho e do pesadelo são traduzidas como reais pelo nosso cérebro a ponto de causar sérios desequilíbrios ao nosso psiquismo.

Agora podemos dizer que, dentro desse sonho da vida humana, é certo que ele sempre se transformará num pesadelo. Sim, todos nós estamos agora, nesse momento, vivendo uma espécie de pesadelo, do qual precisamos urgentemente acordar. O sonho da vida humana se transforma em pesadelo justamente para que os espíritos sintam a necessidade de acordar e, assim, passarem a viver a sua vida real, que é a vida do seu espírito. Viver adormecido e sonhando nessa vida humana ilusória é o mesmo que ficar perdendo tempo com o irreal quando o real nos espera de braços abertos para ser vivido em plena felicidade e paz eterna.

Agora vem a reflexão mais importante a ser feita. Muitas pessoas acreditam que esse sonho da vida humana na matéria é real… e por isso sofrem, se desesperam e são atormentadas pelas dores e carências do mundo. Mas se tudo que vivemos aqui é um sonho, se nada é real… por que sofrer com as contingências da vida humana? Por que dar tanto valor as imagens ilusórias do sonho que é esse mundo? Por que sofrer com as perdas de um sonho, se este é apenas um sonho e nada aqui é permanente?

É preciso refletir também no seguinte: é melhor concentrar nossos esforços em viver bem aqui nesse sonho da vida humana, ou é melhor acordar dessa ilusão e viver a verdadeira vida? Quando estamos num pesadelo, o ideal é fazer um esforço para transformar esse pesadelo em sonho, ou é melhor acordar para a realidade dando-se conta que o pesadelo simplesmente não existe, mas foi criado por nossa mente? Obviamente o melhor é acordar e constatar a irrealidade do sonho. Se o que aconteceu no sonho não é real, como ele poderia nos afetar? Ele só pode nos fazer mal se consideramos que ele é real.

Quando estamos sonhando, não entendemos que o sonho é falso, mas quando acordamos, rapidamente tomamos consciência de nós mesmos e verificamos que todo sofrimento decorrente do pesadelo foi enganoso e fútil. Assim, questionamos novamente: vale a pena continuar nesse pesadelo, ou é melhor acordar, despertar para a vida real? É preferível viver confortável e de forma prazerosa no sonho, ou é mais razoável, mais sensato e óbvio acordar para a vida verdadeira, a vida autêntica, a única que existe, que é a vida do espírito? Claro que é melhor acordar e reconhecer que o sonho nada mais é do que um sonho e não a realidade da vida.

Sim amigos, estamos vivendo um pesadelo nesse mundo. Estamos adormecidos aqui e sofrendo por um mero sonho, sonho esse que é a vida nesse mundo… essa vida cheia de sofrimentos, desesperanças, angústias, perdas, crises, conflitos, enganos, decepções, mágoas, etc. Desejamos mesmo continuar dando força a esse sonho, ou vamos acordar dessa sonolência espiritual, dessa letargia de alma, do torpor de nossa consciência? Muitos não sabem, mas o termo “Buda” significa “o desperto”. É aquele que acordou desse sono, e por isso, deu fim ao sofrimento de viver na ilusão das formas oníricas desse mundo. Vamos seguir este exemplo… Não faz sentido permanecer voluntariamente sofrendo nesse mundo e acreditando em sua ilusão.

É preciso acordar agora. Acorde… desperte desse sono!

(Hugo Lapa)

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DEUS NÃO TEM QUE TE SERVIR

Somos espíritos que tivemos nossa origem em Deus. Como tudo é Deus, Deus é a causa primária de todas as coisas.
O natural seria todos os espíritos trabalharem para Deus, viverem para Deus… e servirem a Causa Primária de todas as coisas. O objetivo dos espíritos é melhor servirem a harmonia do cosmos, trabalharem para a inteligência suprema que rege tudo, pois somente assim seremos felizes.
Mas o ser humano atual inverteu essa ordem natural. Ao invés dele trabalhar para a Causa Primária e buscar servir a Deus, ele pensa em como Deus pode servi-lo. Sim… o ser humano não pensa em trabalhar para Deus; ele pensa nos meios de como Deus pode servir a ele, simples mortal.
O ser humano faz da Causa Primária a sua serva, para satisfazer todos os seus desejos mesquinhos. Pensar que Deus vai servi-lo é algo tão egoísta que tem o poder de nos degradar e nos rebaixar ao nível da lama do sofrimento.
Vamos parar com esse absurdo de acreditar que Deus deve nos servir… Nós é que devemos servir a Deus, servir ao cosmos, servir ao infinito e entrar em harmonia com toda a criação. Somente quando começarmos a trabalhar para o eterno é que seremos infinitamente felizes.

(Hugo Lapa)

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Morrer em paz

 

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MORRER EM PAZ

Uma das coisas mais importantes que você pode fazer nessa vida é se preparar para morrer em paz. Sim, morrer em paz é muito, mas muito mais importante do que você pensa.

A pessoa que não morre em paz leva todas as preocupações para o plano espiritual e, assim, fica sofrendo, fica mal, fica atormentada, fica carente, fica vazia. Morrer em paz é um dos maiores benefícios que você pode outorgar a você mesmo, pois carregar pesos emocionais após a morte pode muitas vezes ser um sofrimento terrível.

Como então morrer em paz? A primeira coisa é compreender que a morte pode chegar a qualquer momento. Como diz a sabedoria popular: para morrer, basta estar vivo. Aquele que fica vivendo como se fosse morrer bem velhinho, num leito de morte, após mais de 100 anos, se engana imensamente. Este se engana, pois a morte é uma incógnita. Não sabemos quando a foice da morte virá ceifar nossas existências. Por isso, compreender que a morte pode bater a nossa porta a qualquer momento é o primeiro passo para morrer em paz e também viver em paz no plano espiritual, em um novo recomeço.

A segunda decisão para se viver em paz é parar de criar expectativas sobre a vida. Você tem algo que sinta que precise fazer amanhã? Quem fica dependente do amanhã, não consegue viver hoje e, por isso, não consegue morrer em paz. Não morre em paz porque acredita que deixou algo a ser feito. A expectativa de viver, de fazer, de experimentar, de realizar projetos, de viajar, de conhecer, de possuir, de ganhar dinheiro, etc, tudo isso nos amarra sobremaneira à existência material. Ficar planejando nossos passos, criando expectativas, ansioso por fazer e acontecer, prometer experimentar coisas, desejar casar, querer ter filhos, em suma, esperar de toda forma o amanhã para fazer algo, é entregar nossa vida à maré das circunstâncias e pedir para ser surpreendido pelo senhor da morte.

A pessoa que cria a ansiedade pelo amanhã, quando chega ao plano espiritual, fica sentindo que algo está lhe faltando, que deixou pendências, brechas. Ela fica ansiando pelas experiências que não ocorreram, e assim, vai ao plano espiritual com um buraco dentro de si, como se estivesse carente de algo que era para ser, mas não foi. Por exemplo, uma pessoa que deseja viajar pela Europa, mas desencarna antes da viagem. Assim que perde o corpo, ela continua ansiando por essa viagem; ela fica imaginando como teria sido, fica presa a expectativa de viajar, de conhecer os lugares que não conheceu… e essa ânsia pela experiência, essa expectativa de fazer o que não, vai atormenta-la por muito tempo. Ela não conseguirá ficar bem no plano espiritual pensando naquilo que deixou de fazer no plano terreno.

Outro ponto para se morrer em paz é a resolução de todas as nossas pendências humanas.
Você tem alguma pendência com alguém? Você ainda conserva alguma mágoa? Tem ódio de algo? Deixou de dizer algo que gostaria para alguém? O momento de fazer todas estas coisas é aqui na Terra, depois da morte não dá mais tempo. Por exemplo, dois irmãos brigaram durante anos e anos. Um tem mágoa do outro. Caso eles não resolvam essa pendência durante a encarnação, após a morte um deles pode ficar preso a Terra e preso a mágoa que tinha do irmão. Assim, ele pode ficar anos e anos ao lado do irmão tentando prejudica-lo, ou tentando mostrar ao irmão os erros que ele cometeu, e assim, se torna seu obsessor.

Outro exemplo extremamente comum: a mãe desencarna e fica presa na Terra tentando “ajudar” o filho a ser “alguém na vida”. Essa mãe acredita piamente que o espírito encarnado do filho precisa dela, caso contrário, ele ficará perdido e desorientado no mundo. Assim, caso ela morra preocupada com o filho, ela pode se tornar seu obsessor. Por isso, antes do desencarne, essa mãe precisa entregar seu filho a Deus e libertar-se de qualquer tipo de preocupação com ele. Estamos falando de relações humanas, mas essas preocupações ou pendências podem se dar em qualquer área. Por exemplo, uma pessoa muito preocupada com a política do seu país pode desencarnar e ficar preocupada com o futuro da nação, com os políticos “corruptos” que a estão governando. Essa pessoa precisa compreender que tudo tem um propósito e os políticos ditos “corruptos” estão no poder devido ao karma do povo. Por isso, não há com o que se preocupar, pois o povo vai viver exatamente o que ele precisa viver, assim como cada espírito encarnado vai viver as provas de que necessita para fazer sua evolução.

Algumas pessoas podem dizer: “Quando eu morrer, não importa mais, pois tudo já acabou mesmo”. Não é verdade. Esse pensamento é semelhante a viver a adolescência como se a fase adulta não fosse existir. Um dia a adolescência acaba e precisamos nos concentrar nos desafios da fase adulta, no trabalho, nos filhos, no casamento, nas exigências sociais, etc. Quem vive a adolescência como se a fase adulta não fosse nunca chegar, sem estudar e se dedicar a ficar bem quando adulto, pode não conseguir viver bem depois. O mesmo ocorre aqui na Terra, com aquele que não se prepara para a morte.

Outras perguntas importantes que você precisa se fazer: Você tem medo de deixar suas coisas aqui na Terra? Tem medo de deixar seus parentes, seus filhos, seu marido, seus pais, seus irmãos? Consegue deixar seus desejos aqui na Terra? Consegue se libertar deles? Tem alguma paixão? Você está esperando algo? Consegue abrir mão de tudo, para morrer em paz? Sim, é imprescindível abrir mão de tudo, de todo apego, de todas as preocupações, de todos os desejos, de toda a sede de vida, para que tenhamos a chance de morrer em paz. Na verdade, morrer em paz é uma das experiências mais sublimes e elevadas que os espíritos podem ter acesso na Terra. Morrer em paz é a certeza de uma vida de paz no plano espiritual e talvez do desabrochar das sementes da paz e da felicidade daqui para frente, durante toda a eternidade. Aquele que deixa suas expectativas na Terra, chega ao plano espiritual e sente um imenso vazio, uma sensação de que algo lhe está faltando e isso lhe corrói por dentro, isso nos atormenta e nos deixa entristecidos até a próxima existência.

Por isso, siga as diretrizes dessa mensagem… e a partir de agora, liberte-se de tudo, para que você possa viver a maravilhosa experiência espiritual de morrer em paz.

(Hugo Lapa)

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Reino de Deus

 

COMO CHEGAR AO REINO DE DEUS?

Que objetivo devemos perseguir como cristãos em 2019?

Jesus deixou claro que o grande objetivo do cristão não pode ser outro senão o chamado “Reino de Deus”.

Para tanto, Jesus deixou claro que o reino de Deus está dentro de cada um de nós (Lucas 17, 21).

Reforçou essa ideia quando disse “vós sois deuses” (João 10, 34) e também “podeis fazer o que eu faço e coisas ainda maiores” (João 14, 12).

Sobre a forma do reino de Deus, Jesus explicou que o reino de Deus não virá com “aparência exterior” (Lucas 17:20), tampouco está aqui ou ali. Por isso, obviamente, ele só poderá ser encontrado no mais interior do nosso interior.

Mas como atingir o reino de Deus?

Jesus dá algumas indicações a esse respeito:

Para alcançar o Reino de Deus é necessário “nascer de novo” (João 3, 3).

“Nascer de novo” tem um significado muito profundo… representa deixar de lado tudo o que somos de limitado e nascer para o espírito que “sopra onde quer” (João 3, 8).

Jesus também disse que devemos nos fazer tal como as crianças, para alcançarmos o Reino de Deus. A inocência e pureza devem ser cultivadas, tal como a das crianças. Isso significa viver sem malícia, sem espertezas, olhar para a vida tal como ela é…

No Sermão da montanha, em Mateus 5 a 7, Jesus fala sobre como se tornar um bem-aventurado. Bem aventurado é o homem feliz, que vive em paz e harmonia com Deus e nada desse mundo pode abala-lo.

Jesus disse que o bem aventurado é o pobre de espírito, ou seja, o humilde, aquele que tem um coração de pobre, mas não pobre no sentido material, mas pobre no sentido de não ficar desejando conquistar o mundo.

Bem aventurados são também os que choram, pois serão consolados. Chorar é expressar as emoções e ser completamente sincero consigo mesmo.

Bem aventurados são também os mansos, ou seja, aqueles que não brigam, não lutam, não se estressam, não vivem uma vida tensa, irritadiça, de nervosismo. Mas são calmos no falar, agir e pensar.

Bem aventurados os que têm fome e sede de justiça. Aqueles que buscam ser um instrumento da justiça e da paz no mundo.

Bem aventurados os misericordiosos, ou seja, aqueles que conseguem se colocar no lugar do outro, ser empático, respeitar o outro por pior que ele seja… e não julga-lo por isso.

Bem aventurados também são os puros de coração. Jesus deixa claro que estes são os que verão a Deus. A pureza de coração abre nosso ser para a visão direta e o contato direto com os planos mais elevados do cosmos.

Bem aventurados são também os pacificadores, ou seja, aqueles que buscam a paz em tudo o que fazem e que procuram transmitir essa paz a todos e ao mundo.

Bem aventurados são, por fim, os injuriados e perseguidos por causa de Jesus, ou seja, por causa da luz espiritual que Jesus representa. Aqueles que sofrerem todo o mal em nome do bem, da paz e da verdade, tornar-se-ão bem aventurados.

Ainda sobre o Reino de Deus, Jesus deixa claro que devemos buscar o reino de Deus e sua justiça sempre em primeiro lugar, antes de qualquer coisa, pois aqueles que o fazem, para estes “tudo o mais será acrescentado”.

O meio de acesso ao reino de Deus se dá por meio de uma “porta estreita”. A porta estreita é um alusão a um caminho estreito, pequeno, apertado, onde não poderemos levar qualquer bagagem, caso contrário, não cruzaremos a via até ele. É preciso se despojar de tudo para atravessar a “porta estreita”.

O caminho que leva ao reino de Deus também não admite qualquer apego ao passado. Jesus deixa claro que “Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus” (Lucas 9:62). Isso concorda com todas as referência anteriores a respeito. Aquele que deseja entrar no Reino de Deus jamais deve olhar para trás, para o passado, ou para aqueles que ficaram pelo caminho. É necessário seguir sem medo, sem culpa e sem nenhum apego ao que fica ou a quem fica.

Dessa forma, Jesus traçou o caminho para o Reino de Deus há mais de 2000 anos. Como cristãos, nosso objetivo não pode ser outro senão trilhar esse caminho… começando agora.

(Hugo Lapa)

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Quando você pratica

 

QUANDO VOCÊ PRATICA OS ENSINAMENTOS ESPIRITUAIS

O que acontece quando alguém começa a praticar os ensinamentos espirituais autênticos?

Algumas pessoas têm dúvidas sobre que transformações reais ocorrem naqueles que começam a efetivamente praticar os ensinamentos espirituais profundos. Não estamos aqui nos referindo aos falsos ensinamentos espirituais, ao materialismo espiritual, mas sim aos autênticos ensinos dos mestres e dos espíritos puros. Enquanto o ensinamento falso te prende mais ao mundo e te deixa ainda mais angustiado, apegado e infeliz, o ensinamento verdadeiro te ajuda a eliminar toda forma de sofrimento e nos concede paz e felicidade sem limites. O que começa a acontecer, do ponto de vista prático, é o seguinte…

Quem pratica verdadeiramente os ensinamentos espirituais começa a se sentir menos pesado. Uma leveza interior começa a tomar conta dessa pessoa, assim como uma liberdade interior indescritível. Aquilo que a fazia sofrer, agora já não faz mais diferença para ela, não tem mais o peso que tinha antes. Tudo se torna mais leve, simples, natural e livre…

Antigamente, quando a pessoa estava num engarrafamento, ficava irritada, ansiosa e queria sair logo daqui. Quanto mais ela esbravejava, pior se sentia. Com a prática dos ensinamentos, o trânsito já começa a não fazer mais diferença para ela. A pessoa pode ficar 1 hora no carro, 2 horas, que ela fica sempre tranquila… pois está liberta de qualquer expectativa sobre o futuro. Ela fica tranquila e relaxada onde quer que esteja. Ela já não pensa em chegar logo em casa, não vive pensando no futuro… mas sente-se muito bem no presente, no aqui e agora, onde quer que se encontre.

Se alguém a ofende… ela simplesmente não liga. Quem pratica os ensinamentos espirituais sabe que nenhuma ofensa pode lhe afetar, nenhuma humilhação pode lhe abalar, nenhum ataque pode nos desestabilizar. Ela não dá mais importância ao ego, ao orgulho ferido. Isso ocorre porque ela já não deseja mais ser bem vista pelos outros. Ela sabe que o outro pode pensar o que quiser dela e isso não vai fazer nenhuma diferença naquilo que ela é em essência. Ela não quer parecer boa, e por isso, não sofre quando alguém diz que ela é má. Ela já compreende que sua imagem não tem nenhum valor.

Quando essa pessoa presencia uma briga em sua família, essa briga não a contagia… ela não se deixa envolver por aquilo. Ela sabe que nada pode afetar sua essência mais profunda, por isso, não dá poder as brigas, discussões, agressões e disputas familiares. Se alguém vem brigar, ela simplesmente se mantém calma, responde de forma tranquila e amorosa, sem se deixar dominar pela cólera alheia.

Um carro belo e caríssimo passa e todos ficam babando no carro, desejando obtê-lo. O mesmo carro passa por ela e aquilo não lhe diz nada, não lhe desperta cobiça, não a impressiona, não cria qualquer tentação de consumo. Ela simplesmente vê o carro com desdém, com indiferença… como algo que não tem nenhum poder de faze-la feliz.
Vem alguém e lhe maltrata, rouba, agride fisicamente, trai, puxa o tapete, etc. A maioria das pessoas devolve o mal com o mal. Ela, ao contrário, devolve o mal com o bem. Aquela iniquidade já não a aflige, não a perturba, não a atinge. Ela não dá importância a essas coisas, pois está liberta de qualquer expectativa em relação ao ser humano e a sua vida. Ela sabe que não é deste mundo, que não faz parte da condição humana, que nada aqui pode desestruturar seu espírito. O mundo inteiro pode ruir, mas o espírito é perene… e sobrevive a qualquer catástrofe sem se degradar minimamente.

A pessoa que pratica os ensinamentos espirituais segue seu caminho sem esperar nada. Ela não fica pensando no passado e nem criando expectativas pelo futuro. Ela sempre pensa que, se algo bom acontecer, ótimo, se não acontecer, ótimo também. Ela tem consciência que bom e mau são conceitos abstratos e que podemos sempre ver o bom em tudo, assim como ver o mau em tudo. O mundo acaba se tornando a forma como nós o enxergamos.

(Hugo Lapa)

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Sobre o João de Deus

 

SOBRE O JOÃO DE DEUS

Algumas pessoas estão se perguntando o seguinte:

“Se realmente todas as acusações de abuso sexual contra ele são verdadeiras… como ele é autorizado a realizar as curas?”

Para explicar isso, devemos primeiro deixar claro que médium nenhum realiza curas. Todos os médiuns sérios que existem no Brasil e no exterior afirmam categoricamente que não são eles que curam, mas os espíritos que realizam as curas e é Deus quem permite que tudo ocorra.

Tendo isso em vista, o médium propriamente não é o responsável pela cura, mas os espíritos e principalmente o karma ou o merecimento das pessoas que procuram um médium. Há casos de cura em muitos templos religiosos do mundo. Há casos de cura em igrejas católicas, igrejas protestantes, templos budistas, templos judaicos, templos hindus, centros umbandistas, etc.

As pessoas que vão nesse templos imbuídas de boas intenções, coração puro, fé e conseguem elevar sua consciência e sua alma a Deus, podem obter a cura em qualquer lugar que estejam. Por exemplo, quando uma pessoa de bom coração, intenção pura, bom caráter, humilde e com fé verdadeira vai numa igreja católica… se o padre dessa igreja é pedófilo, os espíritos de luz deixarão de ajudar essa pessoa apenas porque o padre molesta crianças? Obviamente que não… Para os espíritos, não importa o lugar, não importa os erros do líder religioso ou do fundador da igreja, não importam as condições positivas ou negativas das pessoas que lá se encontra. Para os espíritos elevados, o que importa é a pessoa que vai nesse local, sua fé autêntica, sua pureza, sua benevolência, sua boa intenção, seu caráter, sua consciência elevada, e principalmente seu karma e seu merecimento espiritual.

Seria justo privar uma pessoa do contato com Deus e com os espíritos de luz numa igreja ou num centro apenas porque o líder religioso comete erros? Não seria justo… pois os espíritos de luz atuam em todos os lugares. Abadiânia é um local que já existe há mais de 40 anos. Muitos espíritos de luz, médicos do espaço, atendem naquele local. Há uma egrégora extremamente positiva no ar, que foi se formando ao longo de décadas de energias positivas construídas pela energia de pessoas que foram lá e que sintonizaram com os planos superiores do espírito. Por esse motivo, os espíritos de luz olham individualmente o caso de cada pessoa que lá se encontra… e se for do merecimento individual de cada uma, eles conferem a cura… mas se a pessoa necessitar da experiência da doença para se elevar em espírito, eles deixam que a doença exterior traga a cura interior.

Vi muitas pessoas desanimadas, dizendo que se decepcionaram e que tiveram sua fé enfraquecida por causa desse episódio. Amigos, uma coisa não tem nada a ver com a outra. O que o médium faz é problema dele, é karma dele, é livre arbítrio… ele terá que prestar contas diante de Deus logo após a sua morte. O que ele faz é problema dele… o que nós fazemos é problema nosso.

Na Bíblia se diz que “Maldito é o homem que acredita no homem”. Isso significa que nossa fé NÃO DEVE ser depositada em seres humanos, mas sim nos espíritos superiores e em Deus. Aquele que acredita em homens, em pessoas, vai inevitavelmente se decepcionar… Já comentei várias vezes aqui que ninguém deve acreditar em espiritualistas, em terapeutas, em padres, em pastores, em palestrantes espíritas, em médiuns, em ninguém… Não acreditem nem em mim. Eu também sou falho, imperfeito e por isso estou aqui encarnando na Terra.

Vejo muitas pessoas que caem no erro de ficar adorando a imagem de médiuns, de espiritualistas, de palestrantes, ficam elogiando, dizendo que eles são o máximo, que eles são maravilhosos, etc, etc. Mal essas pessoas sabem que aquele palestrante espírita, médium, padre, pastor, etc é uma pessoa igual a ela mesmo, talvez seja ate pior. Talvez seja uma pessoa egoísta e que passa uma imagem de santinha, de boazinha, justamente para ser elogiada e se sentir o máximo. Não se enganem amigos… os homens purificados nesse mundo são muito, muito raros… não caiam no erro de ficar acreditando e venerando pessoas pela imagem que elas projetam. Não acreditam em aparências… pois vão se decepcionar amargamente.

Todos devem colocar sua fé nos mestres espirituais e nos espíritos puros. Quem são os mestres? Jesus, Buda, Krishna, Lao Tsé, Thot, Zoroastro, dentre outros. Não acreditem no ser humano… acreditar no ser humano é cair certamente em decepções.

(Hugo Lapa)

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MOTIVOS DA CRISE FINANCEIRA

Muitas pessoas perguntam quais são os motivos das provas da vida financeira. Por que tive que passar por esse desemprego? Por que preciso viver essa falta total de dinheiro e recursos? Por que não consigo nem sequer me sustentar ou colocar um prato de comida na mesa dos meus filhos? A maioria quer resolver seu problema financeiro, mas somente alguns poucos querem de fato compreender o porquê de passar por tudo isso.

Vamos elencar abaixo alguns dos motivos pelos quais cada espírito encarnado precisa viver a prova da crise financeira.

Desapego

O desapego é fundamental para nossa evolução. Uma pessoa apegada não pode jamais ser feliz, pois no momento em que ela perde seu objeto de apego, o sofrimento emerge com toda força. Quanto maior o apego, maior o sofrimento. Apego é o mesmo que depender, se viciar, o mesmo que criar uma necessidade de algo para viver. Como o espírito nada pode obter para si, pois ele não pertence a esse mundo, qualquer prisão a algum objeto de apego pode atrasar sua evolução e faze-lo mergulhar mais e mais nas ilusões materiais, aumentando sobremaneira seu sofrimento. Obviamente que o dinheiro e as posses estimulam nosso apego a elas. Por esse motivo, a crise financeira vem com o propósito de possibilitar o desprendimento de todos os seus apegos e, assim, vivermos livres de qualquer aprisionamento emocional ou sensório a esse mundo. A falta de dinheiro nos ajuda e, mais do que isso, nos obriga a a decisão do livramento em relação a subjugação do espírito às falsas propriedades deste mundo.

A libertação da ilusão da posse

A provação da crise financeira nos ajuda também a compreender que as posses da vida material nada mais são do que meras ilusões. Nada podemos possuir nesse mundo, pois somos espíritos eternos vivendo uma existência física e nossa morada verdadeira não é na matéria, mas nos planos eternos da essência. Na vida mundana somos meros utilizadores provisórios de objetos e coisas, e por isso, não podemos acreditar que detemos a posse de algo. A abundância de dinheiro e a prosperidade material facilmente nos induzem a cair na armadilha da ilusão da posse, considerando que podemos, sim, obter a monopólio sobre qualquer coisa, basta ter dinheiro para comprar. Por isso, é necessário que todos os espíritos que vêm a esse mundo vivam, seja numa encarnação ou em outra, a provação da perda financeira, da escassez, da indigência, da privação total de recursos. Assim compreendemos que nada podemos possuir. Essa é uma oportunidade valiosa para que cada espírito encarnado comece a dar mais atenção ao seu espírito eterno do que a uma mera posse material.

Desejo de ganhar

O desejo de ganhar é outro aspecto importante que devemos nos libertar com a prova das crises financeiras. O ser humano quer sempre ganhar a todo custo, nunca quer perder nada. Mas é certo que não há como manter o apetite pela obtenção material e ao mesmo tempo perseguir o ideal do despertar espiritual. Como disse Jesus, “Não se pode servir a Deus e a mamom”. Por isso, ou desejamos ganhar no mundo, ou aspiramos a bem-aventurança dos planos do espírito. Essa é uma escolha que todos devem fazer… afinal, o que vale mais em nossa vida? As crises financeiras podem vir com a missão de extirpar completamente do nosso interior o desejo de ganhar sempre, seja o que for. Quando perdemos tudo, começamos a despertar para algo que vai além do ganhar, do vencer, do apoderar-se de tudo. Começamos a valorizar mais o ser do que o ter… mais o nosso interior do que o nosso exterior. É certo também que, quando ganhamos alguma coisa, quase sempre alguém perde outra coisa. Se eu ganho um emprego, alguém está perdendo aquele emprego; se eu ganho 100 milhões na loteria, milhões de pessoas perderam seu dinheirinho na aposta; se eu conquisto uma vaga num concurso público, milhares de pessoas perderam aquela vaga; se eu ganho uma competição de natação ou de qualquer esporte, dezenas de competidores perderam. Quando você fica feliz pela sua vitória, é preciso lembrar que existem muitos que ficaram tristes com suas derrotas. A competição é, em si mesma, uma chaga da humanidade e uma das causas do sofrimento humano. Pessoas que vivem crises financeiras aprendem a ser mais generosas, mais desprendidas, mais clementes, mais indulgentes e mais tolerantes. Aprendem a pensar mais no outro e não apenas em si mesmas. Dizem que os pobres se ajudam muito mais do que os ricos, porque os pobres sabem o que é viver na penúria e, por isso, adquirem maior empatia e se colocam mais no lugar de quem passa necessidade como eles.

Desejo pelo sucesso e fama

As riquezas materiais também nos proporcionam algo que é mais subjetivo, que está no nível do engrandecimento de nossa imagem pessoal. Essa exaltação da personalidade é conhecida como “sucesso”. Para nossa sociedade atual, quem tem dinheiro é, sem dúvida, alguém muito bem sucedido na vida, alguém que possui boa fama, boa imagem… uma visão positiva para a maioria das pessoas. O sucesso cria uma disposição do outro nos tratar muito bem, nos agradar, nos dar sua atenção plena e minuciosa, ou nos tratar com muito respeito e admiração. A quase totalidade dos seres humanos querem ser ou parecer afortunados, exitosos… para com isso serem admirados e adorados. Algumas celebridades são vistas tal como seres que se encontram num patamar acima dos humanos comuns. São os ídolos do nosso tempo, com muitos seguidores e adoradores cegos. O dinheiro muitas vezes cria uma atmosfera de respeito e submissão. Para isto, basta prestar atenção em como as pessoas tratam um bilionário e um mendigo. O mendigo é um “invisível da sociedade”, ninguém nota sua presença. Quando vem um desses invisíveis e nos pedem dinheiro, a grande maioria passa direto e sequer olha para ele; o ignora e despreza totalmente. Já o milionário que vem falar conosco, damos completa atenção – tratando com zelo e devotamento – muitas vezes pensando nos benefícios que esse milionário pode nos proporcionar. Por isso, a prova da crise financeira nos acomete com a finalidade de nos inspirar ao desprendimento de tudo isso, principalmente ao desejo pelo sucesso e pela boa fama. A pessoa que experimenta uma crise de recursos materiais precisa se desapegar do desejo de uma boa imagem e da admiração que o dinheiro pode proporcionar. Assim, ela dá um passo em sua caminhada evolutiva como espírito que é.

Poder controlar outras pessoas

O dinheiro quase sempre nos confere o controle sobre as coisas e as pessoas. Um milionário pode contratar centenas de pessoas. E se ele diz: “faça isto!” A pessoa faz sem questionamento, principalmente se for pobre, pois teme perder seu emprego e viver na pobreza. O dinheiro proporciona controle sobre outros; faz com que os outros trabalhem para suprir minhas necessidades, nos dando tudo o que precisamos e muito mais do que precisamos. Aquele que vive uma crise financeira perde completamente a possibilidade desse controle, pois no mundo humano é o dinheiro que dita as regras de como as coisas devem ser. As crises financeiras nos permitem enxergar essa conjuntura e caminhar para o desprendimento do controle e da subjugação do outro. A libertação do desejo de controle sobre o outro é uma das chaves para nosso desenvolvimento espiritual e é algo que as crises financeiras podem nos permitir realizar.

Poder comprar o que quiser

Vivemos hoje numa sociedade essencialmente consumista. Já não são mais as artes, a cultura, as tradições, a filosofia e a espiritualidade que estão no ponto central de nossas vidas, mas sim o consumo. Basta caminhar pelas ruas das grandes metrópoles para constatar o farto comércio que se encontra em todos os lugares. Assim, a prática do consumismo se tornou um estilo de vida, um modo de ser e estar no mundo. Existem inclusive pessoas que são viciadas no consumismo: são aquelas que têm a chamada “compulsão ao consumo”. O ato de consumir lhes gera um prazer imenso, que se torna um ritual, além de uma afirmação de seu ego e de sua presença no mundo. De uma forma geral, quanto mais infeliz, frustrada e vazia é uma pessoa, mais ela se atira nesse universo consumista na tentativa de preencher um pouco do vazio que existe em seu peito. As crises financeiras nos concedem a chance de libertação do desejo de comprar, nos permitem sair desse ciclo infindável de vazio, compras para preencher esse vazio, mais vazio, mais compras para novamente tentar fechar o buraco interior, e assim sucessivamente. A privação das riquezas materiais nos coloca numa posição de valorizar mais o que temos, ser feliz com o que já possuímos, mesmo que seja pouquíssimo, ao invés de permanecer fechado nesse ciclo de consumismo e infelicidade. Somente quando alguém consegue ser feliz com o que tem, ao invés de ficar sempre desejando mais e mais… é que essa pessoa tem a sagrada oportunidade de ser feliz e ter paz.

Desprendimento do egoísmo

As tradições espirituais costumam dizer que o egoísmo é uma das principais chagas da humanidade e a origem de todo sofrimento humano. O egoísmo nos faz pensar apenas em nós mesmos, em nossas necessidades, e assim, nos tornamos meros “sugadores” da seiva da vida, sem dar nada em troca. O egoísmo visa seus próprios interesses e desconsidera completamente o interesse da coletividade. Não importa se existem 1000 pessoas numa cidade que desejam plantar e viver da terra, eu quero ser rico e para isso preciso manter minha fazenda imensa, de 500 hectares, e não reparti-la com ninguém. O egoísmo nos faz ganhar algo, enquanto muitos outros estão perdendo às nossas custas; às custas de manter o egoísta sempre numa posição social de privilégios e abundância. As crises financeiras podem levar uma pessoa a perder tudo, a viver na rua da amargura, a passar por privações que visem ensina-lo a dar e a não mais reter para si, a repartir e a não acumular, a cooperar e não mais a competir; nos ensinam a distribuir e não a conquistar apenas para si mesmos. A falta de dinheiro nos ensina a pensar no próximo e não apenas em nós mesmos. Além disso, quanto mais pensamos apenas em nós e em nosso interesse pessoal, mais sozinhos estamos.

(Hugo Lapa)

Tratamento espiritual de vidas passadas à distância

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