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Archive for the ‘Espiritualidade geral’ Category

Caminhar eterno

 

CAMINHAR PELA ETERNIDADE

A vida do espírito é um caminhar eterno… É uma estrada infinita… uma busca por si mesmo, por algo que já está eternamente presente no ser que é.

Devemos sempre seguir no caminho da vida… nunca olhar para trás e nem ficar parado, mas sempre seguir em frente em nossa jornada. Aquele que fica parado, acaba perecendo, mas quem segue em frente, cresce, se desenvolve, se melhora, se eleva ao infinito.

Não espere nunca que o caminho seja totalmente vazio de obstáculos e dificuldades. Todo lugar vai ter um buraco, uma pedra, um animal feroz, alguns espinhos, uma barreira, ou qualquer outra dificuldade ou contrariedade que precisamos atravessar. Não existe caminho sem adversidades, sem provas que nos obriguem a transpô-las. O caminho sem coisa alguma seria um caminho inútil, que nada nos traria de positivo, pois não nos instiga a melhora… As pessoas não iriam gostar de seguir um caminho sem ondulações, um caminho que fosse uma via sempre igual a si mesma. Isso iria nos estagnar e nada nos acrescentaria.

Não existe um caminho pré-definido, cada pessoa sempre segue um caminho único. Também não existe caminho certo ou caminho errado, há apenas caminhos… e cada um faz o seu. O seu caminho é sempre original, é sempre diferente dos outros, ninguém pode sair do lugar imitando as pegadas de outros ou tentando ser igual aos demais. O caminho é criado quando caminhamos e nosso caminho é sempre diferente… e é apenas na diferença que todos são iguais.

O caminho sempre é eterno… ele nunca termina. Quando sentimos que um caminho acabou, outro caminho começa… o fim de um caminho é sempre o começo de outro… e assim vamos seguindo até o infinito.

Como diz a máxima de sabedoria: não existe caminho para a paz, a paz é o caminho. Não existe caminho para o amor, o amor é o caminho. Não existe caminho para a felicidade, a felicidade deve começar no caminho, senão nunca a encontraremos.

Existem muitas distrações no caminho. A todo momento vemos pessoas, coisas e situações que tentam nos desviar da estrada que seguimos. Há pessoas que nos ofendem… e nosso instinto é parar de caminhar e tirar satisfação com a pessoa. Há pessoas que nos convidam para ficar em locais agradáveis fora do caminho… e podemos ficar perdidos por um longo tempo nesses locais. É preciso seguir independente das distrações e das tentações, que estão por toda parte. Caminhar é ignorar as distrações que nos desviam do caminho.

Aqui vale a máxima daquele conto… o horizonte nunca é alcançado. Por mais que caminhemos em sua direção, nunca nos aproximamos dele. Para que serve o horizonte então? Justamente para nos fazer caminhar. Assim é a vida… estamos sempre caminhando com vistas a um ideal, mas esse ideal nunca é atingido. O ideal nos ajuda a sair do lugar, mas ele não pode ser alcançado, posto que a perfeição não é desse mundo.

Quando partimos em busca de algo, sempre idealizamos o que vamos encontrar, mas quando encontramos o que estávamos buscando, nunca é exatamente como imaginamos, às vezes pode ser bem diferente, até mesmo o oposto. Por isso, não devemos nunca idealizar o que vamos encontrar, pois o importante é caminhar sem esperar encontrar algo determinado. Caminhar por caminhar, sem esperar resultados. Quem fica esperando algo acontecer no caminho, sempre se decepciona, e por isso, muitas vezes perde a vontade de continuar seguindo.

Quando percorremos um caminho, não podemos ficar preocupados com o que vai acontecer lá na frente, quando chegarmos em tal ou tal lugar. É preciso se concentrar na pedra que está a nossa frente agora, e somente quando passarmos pela pedra, veremos o que nos aguarda depois. Ficar imaginando o que vamos encontrar nos dispersa do que precisamos fazer agora. Concentre-se no passo seguinte e deixe o caminho futuro para quando ele chegar.

O caminho não é linear… Podemos ficar dando voltas e mais voltas, andando em círculos. É possível ir e depois voltar… abrir um caminho aqui e esse caminho nos conduzir ao mesmo ponto. Por isso, é preciso contemplar os princípios eternos da alma, que são como as estrelas do céu… nunca mudam e podem revelar a direção que devemos seguir, em ressonância com a bússola do nosso espírito e de nossa fé.

Durante a estrada da vida, quanto mais bagagens você levar, mais pesado e lento será o seu caminhar. Aquele que carrega culpas, preocupações, medos, mágoas, cobranças e todo tipo de sentimentos negativos acaba não conseguindo seguir livremente na eterna jornada da existência. É preciso soltar tudo aquilo que nos atrasa, todos os pesos que carregamos, para que possamos caminhar de forma livre e leve, carregando apenas o aprendizado da alma. Por isso os mestres ensinam o “caminhar vazio”, o caminho que se faz sem qualquer bagagem pesada… apenas o ser com ele mesmo, totalmente livre de tudo.

(Hugo Lapa)

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Deus e o dinheiro

 

DEUS VAI NOS DAR DINHEIRO E PODER?

Quando eu vejo supostos líderes cristãos fazendo orações e prometendo que as pessoas vão ganhar dinheiro ou ficarem ricas, eu lembro das três tentações de Jesus.

Quando Jesus foi ao deserto, o diabo se apresentou a ele e lhe ofereceu uma coisa… O diabo disse que ele poderia ter todos os reinos do mundo, se ele se prostrasse e adorasse o diabo. O ser maligno ofereceu poder e dinheiro a Jesus. Sim, ofereceu dinheiro, óbvio…. por que não existe poder sem dinheiro.

O que fez Jesus? Recusou a oferta do diabo, obviamente… pois Jesus sabia que o reino de Deus nada tem a ver com posses materiais, com dinheiro ou com poder… Jesus sabia que o reino de Deus tem a ver com o despossuir e não com o possuir. Não tem a ver com poder e nem com ganhar dinheiro ou ser rico. O Reino de Deus tem a ver com paz, felicidade, harmonia, plenitude, liberdade, bem estar interior, etc. Não tem a ver com riquezas exteriores, mas com uma profunda riqueza interior.

Jesus inclusive disse que não podemos servir a Deus e ao dinheiro ao mesmo tempo, ou servimos um ou outro. Disse também que quem quiser ser seu discípulo deve renunciar a tudo quanto tem. Falou também que ninguém deve buscar acumular tesouros na Terra, mas sim tesouros no céu. Jesus foi bem claro quanto a sua posição diante do dinheiro.

Sempre que vocês virem algum líder cristão oferecendo orações para dinheiro, ou falando na benção de ganhar muitos bens e patrimônio, ou falando em “teologia da prosperidade”, lembrem sempre de uma coisa muito importante: quem ofereceu poder e dinheiro a Jesus não foi Deus… mas foi o diabo.

(Hugo Lapa)

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APRENDIZADO DO ESPÍRITO

As pessoas ficam tristes, deprimidas e frustradas com determinadas situações vividas por outras, mas precisamos compreender que toda experiência é uma experiência importante para o espírito.

O espírito encarnado que se envolveu com drogas, por exemplo, tem um aprendizado a tirar dessa experiência da droga. O espírito encarnado que se suicidou, por exemplo… isso pode nos parecer uma derrota total, pela perda de sua vida, mas o espírito tira um precioso aprendizado até mesmo dessa experiência e isso lhe é muito útil para sua vida na eternidade e para sua evolução.

O espírito que vive a experiência de ser um assassino não está perdendo coisa alguma, não está falhando, não está perdendo sua vida… mas está ganhando uma preciosa experiência a partir de suas escolhas como assassino, e isso lhe trata um aprendizado valioso para seu espírito, que promoverá uma purificação do seu ser. Observemos que nada se perde… nada é desperdiçado… não é inútil durante a encarnação, pois tudo é experiência que vai enriquecer o espírito com um aprendizado espiritual. Por que então sofrer com um filho nas drogas? Não sofra, pois ele vive o aprendizado que precisa viver, ele atravessa a experiência mais importante pata ele… pois está experimentando suas próprias tendências e vendo como isso pode lhe autodestruir. Todo esse processo o ajuda na libertação dessa tendência e todas as tribulações vividas com a experiência de uma tendência lhe traz uma purificação dessa tendência e uma libertação em relação a ela. Como o espírito iria tratar uma tendência negativa sem experimentar essa tendência com toda intensidade na prática da vida? Não seria possível…

Esse processo é semelhante a alguém que gosta muito de doces… mas os doces lhe causam dor de barriga. A pessoa precisa comer todos os doces que quiser… e ao mesmo tempo sentir os efeitos que os doces causam à sua saúde, com as dores constantes de barriga. Ela vai comer doces até se conscientizar de que o doce lhe faz mal à saúde e até se libertar desse desejo desenfreado pelos doces… É preciso viver a tendência, ou seja, comer muitos doces, e as consequências dos doces: a dor de barriga e os problemas de saúde. Se ela não vive isso intensamente, não aprende que os doces causam dores e prejuízo à saúde e, assim, não consegue se libertar do desejo pelos doces e não consegue purificar seu organismo. Primeiro o espírito encarnado experimenta a tendência, por exemplo consumir drogas… depois ele experimenta todos os efeitos das drogas, tanto em seu organismo, como na sociedade, como na família e toda degeneração moral que a droga causa… depois ele vive o sofrimento relacionado a tudo isso e sente que precisa se libertar das drogas. Depois da libertação das drogas, vem a purificação do seu organismo de toda toxina decorrente das substâncias que ingeriu, que é semelhante, para o espírito, a libertação de uma tendência qualquer, seguida de uma abstinência que proporciona a purificação do seu ser…

Se ele não viver tudo isso, continua com suas tendências, não vive as consequências, não se liberta e, também, não se purifica. Por isso que as experiências, mesmo sendo muito dolorosas, são extremamente necessárias à sua libertação e purificação. O espírito vai levar esses benefícios por toda a eternidade. O que são algumas décadas de sofrimento em relação à eternidade? Nada… seria o mesmo que deixar de tomar uma vacina por causa da dor da pontada da agulha, que dura alguns segundos, e esquecer que a vacina te libertará daquela doença por toda a vida. Se mesmo depois de todas essas explicações você ainda acha que é muito difícil viver tudo isso, pense por um momento: o que é mais importante, o que ocorre na vida, ou o que levamos após a morte? É preciso decidir o que tem mais valor em sua vida…

Portanto, sempre que você vir uma pessoa vivendo uma provação muito difícil, como doença, drogas, criminalidade, pobreza, fome, etc, saiba que nada disso é em vão, tudo tem uma razão… e a razão primordial é a purificação, é a elevação, é o aprendizado… é a ascensão do ser ao infinito.

(Hugo Lapa)

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Karma do atirador

 

KARMA DO ATIRADOR DA PONTE RIO-NITERÓI

Quais podem ser as consequências espirituais do atirador que matou o sequestrador do ônibus na ponte Rio-Niterói?

Algumas pessoas vieram me fazer essa pergunta. Quais podem ser as consequências espirituais do policial que matou o sequestrador do ônibus, a fim de evitar a morte de 37 pessoas?

Para responder essa pergunta, é preciso compreender algo importante: o ato em si mesmo não tem poder de trazer uma ou outra consequência espiritual, ou de gerar karma para uma pessoa. Por exemplo, dois homens diferentes que matam uma pessoa podem ter karmas bastante diversos, até mesmo opostos, após o ato de matar. Sim, é importante que todos assimilem muito bem esse princípio, pois não é o ato em si mesmo que gera o karma, mas a intenção e o sentimento que move a produção do ato.

No caso do atirador que matou o sequestrador não é diferente. Nesse caso, tudo depende, como dissemos, de dois fatores principais: a intenção e o sentimento. Vamos supor que o atirador estava sentindo ódio do sequestrador. Qual seria a consequência? Ele vai criar uma camada bastante pesada de energias de ódio que vão acompanha-lo, vão deixa-lo deprimido, vão degrada-lo moralmente, podem gerar-lhe doenças, podem criar uma série de efeitos nefastos durante a encarnação e mesmo depois dela, conduzindo esse homem às zonas inferiores do plano espiritual.

Agora vamos supor que esse atirador não tinha nenhum sentimento negativo em relação ao sequestrador; vamos imaginar que sua intenção era de apenas salvar os reféns… atirando no sequestrador, ele desejava apenas evitar uma catástrofe maior com a morte de 37 pessoas. Sua intenção era boa e desprendida… ele não julgava o sequestrador como um “monstro, canalha, safado, marginal”, mas apenas como alguém que estava perdido e não sabia o que estava fazendo. Ele atirou com a intenção de ajudar, sem ódio, sem mágoa, sem julgamentos, sem críticas… apenas cumprindo seu dever de salvar as pessoas.

Nesse caso, haveria alguma consequência negativa para ele? A resposta é não… nenhuma, ou pelo menos nada comparado ao karma gerado por aquele que julga, que critica, que sente ódio, raiva ou remorso do sequestrador. A consequência espiritual será sempre proporcional ao sentimento e a intenção pela qual uma pessoa realiza um ato, mesmo que seja matar uma pessoa.

Portanto, é preciso compreender que não é a ação em si mesma que gera uma consequência espiritual ou que produz um karma. Mas são sempre esses dois fatores… intenção e sentimento, ou seja, como a pessoa encara a ação que ela pratica e como a pessoa sente essa mesma ação. Quando a ação é movida por ódio, obviamente esse ódio vai gerar consequências muito indesejáveis àquele que odeia. Quando a pessoa julga o sequestrador, critica, condena, censura, reprova, rotula, taxa de muitos adjetivos maléficos, essa pessoa estará criando um karma de também ser julgada, pois como disse Jesus: “Não julgueis para que não sejais julgados”.

Nesse caso, como em qualquer outro que envolva violência, o mais grave é se deixar conduzir por dois sentimentos: o sentimento de ódio e o sentimento de prazer. O ódio pelo malfeitor pode gerar um karma muito negativo… e o prazer que alguém sentiu quando o sequestrador foi assassinado pode igualmente gerar um karma extremamente negativo. Sentir prazer com a morte de alguém, além de comemora-la com júbilo, é algo que degrada nosso ser e cria graves efeitos kármicos.

Toda essa reflexão pode nos ajudar a analisar nosso estado de espírito atual, ou seja, como nós estamos interiormente e qual a nossa chance de gerar mais karma negativo, ou de nos libertar desse mesmo karma. Vejamos… o que você sentiu quando viu a cena do sequestro? Você sentiu ódio do sequestrador? Sentiu raiva dessa situação? Você teve algum tipo de sentimento negativo em relação ao fora da lei? Você julgou, criticou, censurou, rotulou ou taxou o rapaz como “monstro, safado, canalha”? Você desejou a morte dele? Você desejou que ele fosse ao inferno e sofresse por causa do ocorrido? Você sentiu prazer com a morte dele? Comemorou assim que ele foi baleado?

Responda sinceramente todas essas perguntas… se a resposta for afirmativa a uma ou mais das perguntas… você tem uma grande chance de gerar ainda mais karma e de criar mais e mais sofrimento para a sua vida. Se a resposta foi não a todas essas perguntas, então você está bem mais próximo(a) a se libertar do sofrimento, ser feliz e ter paz.

(Hugo Lapa)

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SOMOS PÁSSAROS PRESOS NUMA GAIOLA

Havia um sábio indiano, que viveu no século XIX, chamado Ramakrishsna. Esse guru era muito conhecido pelas curas que realizava e também pela sua capacidade de entrar com muita facilidade em estado de samadhi. Samadhi é um estado de superconsciência onde passamos a sentir uma ligação muito profunda com a vida universal, a plenitude cósmica e a unidade de todas as coisas. Um estado de paz profunda e infinita felicidade.

Ao atingir a idade de 50 anos, um tumor maligno apareceu na garganta do sábio. Um homem que se encontrou com Ramakrishna ficou preocupado com essa doença… e lhe perguntou o seguinte:

– Ramakrishna, você já curou tantas pessoas com seu dom… Por que você também não cura a si mesmo?

Ramakrishna olhou para o homem e respondeu:

– Todos nós vivemos como um pássaro presos na gaiola desse mundo e desse corpo. Nesse momento em que apareceu o tumor, a gaiola está começando a se abrir. Você realmente acha que eu vou fechar a porta da gaiola?

Essa resposta surpreendeu os presentes… e todos renderam graças a santidade de Ramakrishna.

Sim, todos nós somos como pássaros que vivemos presos dentro de uma gaiola, sem poder voar livremente pelo infinito. A morte é como uma libertação dessa gaiola, para novamente estarmos mais próximos de nossa verdadeira natureza, que é de paz, felicidade e liberdade total.

Aqueles que ficam desejando de todas as formas a cura e sofrem pelas doenças, estão se prendendo ainda mais na gaiola, estão fechando ainda mais a porta da gaiola onde elas não podem bater suas asas e voar livremente pelo céu.

Portanto, não tema nem sofra com a morte, pois como disse Ramakrishna, as doenças incuráveis nada mais são do que a porta da sua gaiola se abrindo… e revelando a possibilidade da liberdade para seu espírito, até então aprisionado dentro desse envoltório material e das tribulações desse mundo.

(Hugo Lapa)

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Guerreiro da luz

 

VOCÊ É UM GUERREIRO DA LUZ

A encarnação do espírito é semelhante a vida de um soldado. Vamos imaginar que um soldado foi à guerra e lutou uma batalha muito simples, sem muita resistência do seu inimigo, num terreno plano, com poucas armas, sem necessidade de grande esforço de sua parte. Esse soldado, apesar de ter vencido a guerra, não receberia as condecorações devidas, de honra ao mérito, por grandes feitos militares.

Por outro lado, vamos imaginar um outro soldado que tenha lutado uma batalha duríssima com um inimigo mais forte do que ele. Esse soldado enfrentou frio, fome, privação de sono, um terreno lamacento, insetos, condições climáticas adversas, dentre outros percalços. Mesmo assim, esse soldado, junto com seu exército, não reclamou das duras condições a que foi submetido nessa batalha, mas lutou inspirado contra um inimigo mais poderoso do que ele, e, superando a si mesmo, buscando forças em seu interior, conseguiu uma grande vitória, que foi celebrada por todos.

O general outorgou a esse soldado uma medalha de honra ao mérito, por suas realizações na guerra, e o promoveu ao posto de tenente. Após um tempo, o soldado, agora tenente, foi convocado a lutar em outras batalhas. Mais uma vez, eram batalhas dificílimas, onde as chances de vitória eram pequenas. O tenente superou-se mais uma vez… persistiu até o fim numa bem pesada batalha; reuniu todas as suas forças, enfrentou fome, frio e outras privações, deu tudo de si mesmo, e, finalmente, o exército venceu a batalha e conquistou o inimigo. Novamente o general concedeu ao soldado mais uma medalha de honra ao mérito, pelos grandes feitos militares que ele conquistou vivendo as provações mais hostis, duras, desfavoráveis e complexas. Dessa vez, o ex-soldado e tenente, agora foi promovido ao posto de capitão.

O ex-tenente, agora capitão, foi convocado a lutar outras guerras. Em todas as guerras ele deu seu sangue, suor e lágrimas para vencer as mais complicadas batalhas, viajando para várias partes do mundo. Foi bem-sucedido em todas… foi reconhecido como sendo um militar de vasta experiência, por ter lutado em tantas batalhas. Por isso, galgou ao posto de general e agora comandava seu próprio exército.

O que ocorreu com esse soldado, que foi vencendo batalha após batalha, dando tudo de si, aprendendo, se aperfeiçoando, se superando, ganhando mais e mais experiências, é análogo ao que ocorre com o espírito quando vem a Terra para viver as adversidades e provações da existência material. O primeiro soldado, que lutou apenas uma batalha fácil, não teve nenhum reconhecimento, não ganhou uma medalha de honra, não adquiriu experiência e nada realizou de significativo. Continuou sendo um mero soldado, que apenas obedece e ninguém lembra dele. O outro soldado, que lutou as batalhas mais duras e superou a si mesmo, esse foi condecorado diversas vezes, ganhou o respeito de seus colegas, conquistou muitas coisas, atingiu ao posto mais alto na hierarquia militar e ganhou ainda uma estátua in memoriam pelas suas contribuições.

O espírito que vem a Terra e deseja enfrentar as adversidades mais fáceis, que não exigem dele… não conquistará nada com isso; não vai atingir uma evolução maior, tornando-se um espírito de luz, não conquistará paz, felicidade, liberdade, harmonia, plenitude, domínio de si mesmo, etc. Para receber estas conquistas, o espírito deve se submeter as circunstâncias mais duras na vida humana, ser provado de diversas formas, comer o pão que o diabo amassou, viver a penúria e as piores adversidades, em muitas posições diferentes. Assim, o espírito vai adquirindo experiência e mais experiência, vai aprendendo, errando, consertando, vivendo intensamente e se elevando além da matéria, para que possa atingir as etapas mais altas na hierarquia espiritual (assim como o soldado chegou a ser general).

Por isso, é imprescindível que as pessoas não fiquem fugindo das provações da vida, pois isso seria semelhante a um soldado desertar e fugir da batalha, ou tentar sempre enfrentar um exército inimigo pequeno, que lhe ofereça pouca resistência. Viemos ao mundo para viver as provações, e quanto mais difíceis são essas provações, maior será nossa evolução na escala da ascensão do espírito. Como poderia um espírito que viveu uma vida fácil, onde tudo lhe era favorável, atingir um grau mais elevado na escala? Assim, toda vez que você estiver vivendo uma situação de pobreza, de desemprego, de fome, de perda, de doença, de dores terríveis, de depressão, de angústia, de decepção, de desamparo, etc… lembre-se do soldado que enfrentou todas as batalhas, superou a si mesmo, e só assim conseguiu galgar ao posto de general. Ao contrário do soldado, cujo objetivo é vencer batalhas, o objetivo do espírito que vem a Terra é amenizar seus conflitos internos e buscar a paz mesmo diante da pior adversidade. E isso se pode ser feito durante a vida material e suas provações.  Não adianta ficar confortável, no ar condicionado, longe das batalhas… o soldado que faz isso, não chega a general e nada conquista. Mas o espírito que vem à matéria para viver as piores provações, esse atingirá as mais altas perfeições e pureza em seu ser.

Aquele que consegue vencer as provas da existência material, encontrando paz e felicidade mesmo no pior bombardeio, esse se transforma num guerreiro da luz… e nada, absolutamente nada mais poderá tirar-lhe a paz de espírito, transformando-se em luz, paz, amor e pura felicidade.

(Hugo Lapa)

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Do céu ao inferno

 

VAMOS TODOS DO CÉU PARA O INFERNO

É certo que tudo em nossa vida sempre gira em torno de um par de opostos. Esses opostos são: dia e noite, alto e baixo, positivo e negativo, esquerda e direita, bom e mau, certo e errado, luz e escuridão, etc.  A maioria das pessoas consegue perfeitamente reconhecer que toda a sua existência está definida por uma bipolaridade.

No entanto, poucos percebem que esses opostos frequentemente se alternam e um pode facilmente se transformar no outro… e isso pode ocorrer a qualquer momento. Por exemplo, depois do dia vem a noite… dependendo de nossa posição, a esquerda pode se transformar na direita, podemos ir do prazer à dor em um curto espaço de tempo, etc.  O mais importante a se compreender nesse processo de alternância de contrários é de que forma eles geram sofrimento para os seres humanos.

Esse sofrimento pode ser criado da seguinte forma: vamos imaginar que um homem vive um relacionamento maravilhoso, muito feliz, em que ama sua mulher. Esse homem vive praticamente um céu, uma condição paradisíaca quando está com essa mulher. Quando eles se encontram, se beijam, se abraçam, ficam deitados na areia da praia, tudo isso é como um paraíso, uma condição extremamente agradável, um céu para esse homem. Ele sente-se completo naquele momento.

No entanto, vamos imaginar que essa mulher venha a falecer num acidente. O que acontecerá com esse homem? Não é difícil perceber que ele poderá ir de uma condição de céu para um inferno pessoal. O que antes era uma alegria maravilhosa, transforma-se numa tristeza profunda. Quando esse homem estava com a mulher que tanto amava, ele se encontrava no céu, numa espécie de nimbo pessoal… e desse paraíso, os opostos de alternaram, como sempre fazem, e ele foi direto para o inferno. Ele que estava nas nuvens com ela, com a falta dela cai direto no chão. Esse é um exemplo emblemático de como a experiência de uma condição boa pode, ao ser perdida, se transformar automaticamente numa condição má, ruim. Tudo isso motivado pelo poder dado a um contrário e pela posterior alternância das polaridades em nossa vida.

Em outro exemplo, um homem muito rico vive com extremo conforto gozando suas riquezas. Em outro momento, ele perde tudo o que possuía e fica pobre. Nesse caso, ele também foi do céu para o inferno, do bom para o mau. Ele vai da condição de gozo por um tempo, onde está nas alturas… e quando isso se perder e a vida girar, como sempre gira, ele também cairá do céu ao inferno em pouco tempo. Ele vai do conforto/estabilidade ao sofrimento. Jesus também mencionou esse princípio da alternância de opostos que gera sofrimento quando contou a história do rico e do Lázaro. O rico foi para uma zona inferior após a morte… e o pobre, Lázaro, foi para uma região celeste. Jesus também mencionou os opostos que giram e mudam de lugar quando citou que “Os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos”. Isso significa que os menores no reino da Terra serão os maiores no reino do céu e vice versa.

Mas o que esse giro dos opostos significa na prática? Todos aqueles que desejam viver o bom, o melhor, o certo, o agradável, sempre se veem na iminência do giro da natureza trocar os opostos de lugar e o bom se transformar em mau, o agradável vira o desgradável, o certo se torna errado e o errado certo… um oposto sempre se segue ao outro, e nessa mudança constante e cíclica da existência, essa maré da vida nos joga de um lugar para o outro. Esse choque entre as duas realidades opostas é justamente a causa de todo nosso sofrimento humano. Imagine que estamos num barco que vira de um lado e depois vira ao outro. Um néscio vai para um dos lados e se agarra a esse lado, mas quando vem uma onda, uma força o joga para o outro lado e esse impulso de um lado para o outro causa diversos choques que geram sofrimento. Um sábio não vai para um dos lados e se agarra nele, mas se coloca no meio do barco, onde a oscilação das ondas não exerce qualquer forma sobre ele. É justamente esse centro, além do mundo dos opostos, que devemos nos situar para não mais sofrer.

Uma mulher que, por exemplo, acha o seu marido maravilhoso e fiel, vai sofrer amargamente quando descobrir uma traição dele. Quanto mais ela o definiu como fiel, bom, honesto, mais vai sofrer quando descobrir sua traição, suas mentiras, sua desonestidade. Isso significa que, quanto mais uma pessoa constrói uma ideia de um oposto em sua mente, como por exemplo “Meu marido é bom”, mais ela vai sofrer quando descobrir que seu marido, na verdade, não é bom como ela pensava. Isso mostra que a construção dos opostos se dá, em primeiro lugar, em nossa mente, e depois se espalha por todas as áreas de nossa vida. Quando não mais construirmos noções de bom e mau, não mais haverá o gira dos opostos e o sofrimento não poderá nos afetar, assim como a oscilação das ondas não afeta o sábio que se colocou no meio do barco.

Um oposto sempre nos aproxima do seu contrário. Quanto mais busco uma vida boa, mais uma vida ruim me atinge e me faz sofrer. Quanto mais eu busco a riqueza material, mais a pobreza me assola, me amedronta e me faz sofrer. Quanto mais eu busco o prazer, mais a dor e a perda desse prazer me fazem sofrer. Quanto mais eu quero ficar junto de uma pessoa, mais eu sofro quando estou longe. Tudo isso vai gerando dezenas ou centenas de situações de sofrimento em nossa vida. O sofrimento começa quando buscamos uma condição oposta e queremos evitar o seu contrário.  Ou seja, tudo porque buscamos o bom… e fugimos do mau; buscamos o prazer e evitamos a dor; buscamos a luz e nos esquivamos da sombra; buscamos o céu e queremos afastar-nos de todas as formas do inferno. Nos grupos da internet veja muitas pessoas caindo nesse erro, reclamando que nada em suas vidas “dá certo”. Todos precisam saber que quando passamos a vida buscando fazer as coisas “darem certo”, mais chance teremos de que tudo dê errado, pois quanto mais buscamos o certo, mais o errado vai nos assolar e gerar sofrimento.

Qual é então então a solução desse impasse? O sábio jamais busca um extremo oposto (como no exemplo do barco), pois ele sabe que quanto mais se aproxima do pólo oposto, mais próximo ele está do seu contrário: quanto mais ele busca o bom, mais próximo está do mau; quanto mais busca o céu, mais próximo está do inferno; quanto mais busca o prazer, mais a dor está presente; quanto mais ele gosta do dia e quer viver de todas as formas o dia, mais a noite o aterroriza. Por isso, a postura do sábio é de sempre ignorar os pares de opostos, não dar importância a eles e se colocar sempre no centro, onde não existem opostos em sua mente. O sábio não busca jamais o bom, pois ele compreende que, inevitavelmente, o bom vai trazer o mau, o agradável vai trazer o desagradável… e é inútil passar a vida perseguindo um oposto, pois quanto mais perseguimos um lado, mais o outro lado aparece e nos causa sofrimento.

Como diz Krishna: É preciso viver os opostos com equanimidade. Estar feliz no dia e na noite, na dor e no prazer. Ficar tranquilo no calor e no frio, na riqueza ou na pobreza. Viver em harmonia no alto e no baixo, no bom e no ruim, no positivo e no negativo. Aquele que passa pelo negativo pensando em excluir o negativo e ir ao positivo, esse continuará a sofrer. Mas aquele que vive o negativo sem se deixar afetar pelo negativo, já não encara mais o negativo como negativo, e assim, o negativo e o positivo não fazem mais diferença para ele, pois ele vive em paz em qualquer dos polos contrários que experimente.

Dessa forma, não adianta, por exemplo, pensar que estamos bem porque temos a pessoa dos nossos sonhos, pois um dia esse céu que vivemos com ela vai se transformar num inferno no momento em que essa pessoa nos decepciona, nos abandona ou morre. Todo céu vai se transformar num inferno, e o inferno num céu… não tem como fugir disso. No momento em que construímos o que seria o céu, estamos ao mesmo tempo construindo o sofrimento do inferno, que virá em seguida. Nossos esforços em busca do bom, do belo, do agradável, do certo são sempre todos em vão… e só poderão nos causar mais e mais sofrimento. A evolução está em desconstruir totalmente os opostos e nos colocar sempre no centro da roda da vida, onde a força dos contrários não nos puxa para lá e pra cá. Por outro lado, é preciso viver em equanimidade, sem dar poder a esse mundo dos extremos em nossa vida. Aquele que faz isso… se liberta de todo sofrimento.

(Hugo Lapa)

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