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Archive for the ‘Espiritualidade geral’ Category

 

NÃO DÊ VALOR AO MUNDO

Uma pergunta muito importante da vida: por que as pessoas sofrem?

A resposta a essa pergunta é bem simples, embora muitos desejem ver algo muito complexo nela. As pessoas sofrem por que elas dão muito valor as coisas da Terra, ao reino do mundo material.

Quando observamos as principais problemáticas humanas, percebemos que todas elas estão ligadas ao anseio de viver as coisas do mundo. Querem melhor condição financeira, querem um casamento, querem ter filhos, querem passear, querem o prazer, querem beleza física, querem viajar, querem sexo, querem apetitosas refeições, querem conhecimento, teorias e crenças religiosas… tudo está sempre vinculado ao desejo pela experiência de satisfação com as coisas do mundo. Mas quando essas coisas lhes são retiradas… as pessoas sofrem.

Se elas não dessem tanto valor ao mundo… Se elas não se importassem tanto com sua condição material… Se as pessoas não se focassem tanto em como vão viver, no conforto material, numa ilusória estabilidade, ou na impossível segurança nesse mundo… elas não sofreriam tanto.

É preciso deixar de lado tudo isso e parar de dar tanto valor as coisas do mundo. Cada pessoa pode viver com mais desprendimento, com mais desapego, com mais liberdade ao cruzar as veredas da matéria. Não é necessário dar tanto valor ao mundo… o mundo é apenas um espaço de educação da alma, onde os espíritos vêm viver muitas experiências para se purificar… Não há nada nesse mundo que vamos levar, a não ser nossa consciência do que foi vivido aqui.

Para que então se importar tanto com esse mundo?

Para que dar tanto valor aos nossos bens, ao dinheiro, as posses ilusórias?

Para que ficar remoendo tantas preocupações?

Qual o sentido de tanta pressa, de tanta agitação?

Qual o objetivo de tanta busca pela estabilidade do mundo?

A maioria das pessoas ainda não percebeu que tudo isso é muito, muito pequeno… A vida na matéria, essa existência que estamos levando agora, nada mais é do que um segundo na eternidade, uma fração tão mínima e infinitesimal de tempo que quando nos dermos conta… ela já se extinguiu. Nada nesse mundo é permanente… tudo passa muito rápido. Assim que nos apegamos a alguma coisa… ela vai embora. Tão logo nos acostumamos com algo… esse algo termina e pode nem deixar rastros. Para que então tudo isso? Vale a pena esquecer o espírito que somos? Vale a pena entrar de cabeça nessa imensa confusão, nesse caldeirão de caos da vida humana, nessa busca desvairada pelo possuir, pelo ter, pelo conforto que sempre acaba no final? Para que tanto barulho e tanta confusão se Deus está aqui e agora conosco? Por que tanto interesse naquilo que passa? Não seria melhor voltar nossa atenção àquilo que é eterno?

Estamos ganhando alguma coisa verdadeira e profunda com tudo isso? Para que brigar no trânsito? Para que lutar pelas migalhas do bolo da ilusão? Para que matar pelo copinho de água que não mata nossa sede? Se você ainda não percebeu isso, vai perceber: quanto mais bebemos da água da ilusão do mundo, mais sede temos… Quanto mais ingerimos os alimentos perecíveis desse mundo, mais fome vamos ter daqui pra frente. O desejo humano é insaciável… quer sempre mais, mais e mais. Nunca estamos satisfeitos… simplesmente porque esse mundo não nos faz felizes. Quanto mais digladiamos pelas ilusões desse mundo, menos paz interior podemos ter.

O que estamos fazendo de nós mesmos? Vivemos para o mundo ou para Deus? Você vive para que? Apenas para acumular riquezas? Tudo isso lhe será tirado em breve. Para que viver pelas seduções desse mundo se elas podem lhe ser tiradas a qualquer momento e se tua vida física pode se findar antes do que você supõe?

A vida nesse mundo é algo tão pequeno, tão ínfimo em relação a vida cósmica… Se as pessoas soubessem, por apenas um segundo, o quanto essa existência é limitada e exígua, elas largariam tudo para se dedicar apenas a uma busca interior. O grande espaço profundo do nosso interior é onde devemos mergulhar para encontrar todas as respostas, toda a paz, todo o amor, toda a vida, toda a felicidade. Mas muitos preferem insistir no jogo da humanidade, no sistema de regras humanas imperfeitas, no sentido falho dos conceitos e normas materiais. Nada disso nos faz felizes de verdade… É na simplicidade que se encontra a verdade felicidade; é na naturalidade da vida onde reside a paz interior… é na espontaneidade do ser que somos onde podemos beber néctar da eternidade em nós. O que tem valor é a vida universal e o ser que somos desde o infinito. O resto é ilusão… 

Nesse momento, a partir de hoje… tome consciência de sua real natureza. Você é um ser cósmico, eterno e infinito, vivendo experiências na matéria… Quem já tomou consciência disso, lá no fundo de si mesmo, e vive esse entendimento em sua vida, consegue viver em paz para sempre.

(Hugo Lapa)

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O acaso não existe

 

O ACASO NÃO EXISTE
 
A verdade é que nada é por acaso. Tudo acontece por uma razão e tudo sempre obedece a um plano maior da existência universal.
 
Porque todas as experiências da vida humana acontecem porque precisam acontecer… Todas as dores, todos os sofrimentos, todas as angústias, todas as tragédias, mortes, doenças… alegria e tristeza… tudo o que experimentamos sempre tem uma razão superior. Você acredita que Deus permitiria que qualquer injustiça se abatesse contra alguém?
 
Não… não há injustiça… pois tudo ocorre de acordo com a lei divina, que é eterna e perfeita.
 
Fatalidade, acontecimentos arbitrários, sorte e azar, eventos fortuitos e aleatórios, tudo isso são teorias que aos poucos vão sendo relegadas para a história do pensamento humano, como resquícios arcaicos de uma época de ignorância onde o ser humano ainda acreditava nas ilusões do mundo.
 
O acaso nada mais é do que um nome dado a uma lei não reconhecida, como diria O Caibalion. Acaso é quando olhamos um fenômeno e não conhecemos sua causa, ou uma causa inteligente, infinta, eterna e perfeita que tudo regula, tudo organiza e tudo coloca no seu devido lugar.
 
Se você está nesse local, é exatamente onde você precisa estar.
Se você vive essa vida, é justamente dessas provas que você precisa.
Se você caiu, é porque precisava cair.
Se você perdeu, é porque precisa vivenciar a perda.
Se você sente essa dor, é porque essa for vai te purificar interiormente.
Se você sente esse vazio, é porque você precisa preenche-lo com a presença divina, com o ser eterno, com o espírito imortal.
 
O cosmos é perfeição… nada falta, nada exagera, nada exclui, nada erra, nada perece, nada acaba… Não há nada que possa ser destruído, nada que possa ser desperdiçado, nada que seja deixado de lado, nada que perca sua importância, nada que possa retirar o nosso valor. Uma pessoa vale tanto quanto qualquer outra. Ninguém é melhor do que ninguém… E tudo concorre pelo bem de tudo. Uma coisa contribui com a harmonia de todas as coisas e todas as coisas contribuem com o bem de apenas uma. Cada grão de areia é tão fundamental para o cosmos quanto uma galáxia. Na essência do grãozinho de areia é possível enxergar toda a essência da perfeição divina…
 
Existe uma harmonia universal em todas as coisas… e essa harmonia sempre cuida de colocar tudo de volta no seu lugar. Essa harmonia e perfeição está aqui e agora. Abra o olho do espírito e você enxergará a perfeição em tudo.
 

(Hugo Lapa)

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Amor e apego

 

AMOR E APEGO

Não podemos confundir apego com amor. Tratam-se de duas coisas bem diferentes, sendo uma o oposto da outra.

Uma coisa é o vínculo afetivo, é o amor, é o laço familiar. Esse laço não é positivo nem negativo. O amor é mais profundo tanto quanto mais profundo é o nosso desprendimento em relação àquilo que amamos. Quanto mais tentamos aprisionar ou ter a posse sobre algo ou alguém, menos amamos.

E o que é apego? Apego é, antes de tudo, uma DEPENDÊNCIA. Vamos entender isso, para que não paire mais dúvidas. Apego é quando deixamos de conviver com o outro e passamos a NECESSITAR do outro; PRECISAMOS do outro para nos preencher. Sem o outro nos sentimos vazios; sem o outro parece que falta algo dentro de nós. Isso é apego.

Não existe apego bom. Todo apego é ruim, pois é aprisionador. Com o apego existe uma POSSE em relação ao outro. Existe um sentimento de que a pessoa precisa ficar conosco, de que o outro deve sempre estar ao nosso lado. Há a sensação ilusória de que o outro nos traz felicidade, nos traz alegria. O amor pode sentir alegria com a presença do outro, mas quem ama verdadeiramente sente-se feliz quando o outro está feliz (mesmo que esteja longe). O apego só sente satisfação quando o outro está perto, está dentro de nossa esfera de poder, e quando o outro está longe, quem tem apego sofre, sente a perda, sente a necessidade do outro, a necessidade do outro para nos completar.

Quem precisa do outro para se completar, obviamente, não está completo. Algo falta dentro dessa pessoa. Ela tem alguma carência, solidão, falta, ausência. E essa ausência sempre busca algo que a complete. O apego, que é criado pelo ego, vem sempre como uma necessidade de uma garantia ilusória de que o outro estará sempre conosco. Sem essa falsa segurança, a pessoa apegada fica mal, fica carente, fica sentindo que precisa do outro para se completar, para preencher seu vazio. A pessoa apegada diz frequentemente: “Ele é minha vida. Ele é meu tudo. Sem ele não posso viver. Não sei como iria seguir sem essa pessoa”.

O amor é o oposto. O amor é livre… O amor deixa solto… Como diz Chico Xavier: “O amor não prende, liberta”. O amor quer que o outro seja feliz, independente de estar conosco ou não. Como diz Paulo de Tarso: “O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta (1 Coríntios 13:7). O amor aspira apenas à convivência entre duas pessoas que se querem bem. É uma jornada que duas almas decidiram trilhar juntas, uma ajudando a outra, uma dando força para a outra; uma ensinando a outra dentro do caldeirão das adversidades da vida humana.

O amor verdadeiro é sempre incondicional. Só o amor liberta….

(Hugo Lapa)

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A HUMANIDADE ODEIA JESUS

Vou falar uma coisa que pode chocar algumas pessoas, mas creio que isso precisa ser dito.

A verdade é que a humanidade odeia Jesus…. Sim, é isso mesmo que você leu. A humanidade odeia tudo o que ele representa. Odeia seus ensinamentos e claro, não os pratica.

Para constatar essa afirmação, basta que se lance o olhar em qualquer pessoa que pregue o que Jesus pregou. O que costuma acontecer com essas pessoas? Elas são logo rechaçadas pela maioria e despertam o ódio de muitos.

Por exemplo, Jesus pregou que não devemos acumular bens na Terra. Ele diz isso claramente em várias passagens dos quatro evangelhos. Ele diz também que dificilmente um rico entrará no reino dos céus. Todos aqueles que são apegados ao material já podem ter seu ódio despertado por aqueles que pregam essa proposta do despossuir e do dividir. Jesus dizia que devemos doar nossos bens em excesso e dar aos pobres. Foi o que ele disse ao jovem rico. Jesus ensinou que a renúncia e a divisão das riquezas são propostas elevadas e que todos devem segui-las.

No entanto, quando alguém fala em despossuir, em dividir, em renunciar o que se tem, a resposta de boa parte das pessoas é quase sempre de um teor maior ou menor de agressividade. Eles rebatem essa ideia com unhas e dentes e defendem que não há nenhum problema em ser cristão e continuar vivendo uma vida de riqueza, posses e egoísmo, mesmo Jesus tendo dito “Não acumuleis bens na Terra”.

“Não se pode servir a Deus e ao dinheiro. Ou servimos um ou servimos o outro”. Essa outra máxima de Jesus também pode despertar o ódio de todos aqueles que fazem do dinheiro sua principal referência na vida. Essas pessoas perderiam toda a sua base psicológica e seu apoio emocional caso perdessem o dinheiro que tanto adoram. A maioria ama muito mais o dinheiro do que a Deus, basta ver a quantidade de tempo diária que algumas pessoas dedicam ao dinheiro e a quantidade de tempo que essas pessoas dedicam a Deus. É só mencionar o valor do despossuir que essas pessoas já reagem de forma agressiva, tentando provar ao outro e a si mesmas que “não é bem assim”, que o dinheiro é muito importante e que sem ele não somos nada, etc. Mas para questionar isso basta lembrar de outro ensinamento de Jesus: “Buscai primeiro o Reino de Deus e tudo o mais vos serão acrescentado”.

Outro ensinamento de Jesus que desperta a indignação das pessoas é o “Amai os vossos inimigos”. Basta mencionar que devemos amar aqueles que nos maltrataram para despertar a agressividade e o rancor de alguns. Hoje em dia vemos uma proposta, muito difundida, de combater a violência com igual violência. Um homem mata uma criança… a resposta de muitos é colocar essa pessoa amarrada num poste, agredi-la, ofende-la, cuspir nela, dar tapas em seu rosto, queimar seu corpo, ou até mesmo lincha-la e mata-la. Essas pessoas não pensam sequer em verificar os fatos, elas apenas reagem de forma agressiva e impensada diante de um suposto bandido.

Se o assassino cometeu a violência original, aqueles que se julgam muito “justos” cometem a mesma violência ou uma violência até pior do que a original. Muitos que defendem essas barbaridades a fim de combater a violência também se dizem cristãos. Na realidade, eles apenas têm a ilusão de que são cristãos, pois na prática fazem o oposto do que Jesus ensinou com o “Amar os nossos inimigos”. Outro ensinamento de Jesus que também é esquecido quando lhes convém é o “Dar a outra face”. Qualquer destes ditos cristãos que forem agredidos, devolverão a agressão com outra agressão, ao invés de responder de forma amorosa e pacífica, tal como Jesus ensinou.

Além destes, outro ensinamento que a humanidade simplesmente ignora é: “Não julgueis para não serdes julgados”. A maioria das pessoas julga a torto e a direito qualquer pessoa. Homossexuais são julgados, prostitutas são julgadas, ateus são julgados como pessoas vazias e “sem Deus no coração” (como se boa parte dos cristãos tivesse Deus no coração). Hoje em dia vemos cada vez mais o aumento da intolerância religiosa, intolerância política, intolerância contra grupos, etc. Quando ocorre um ato de violência qualquer, a maioria já se apressa em julgar o outro como “monstro”, “canalha”, “maldito”, “vagabundo”, etc. Gays são logo taxados de “promíscuos”. Mulheres que usam roupas curtas e ficam com outros homens são julgadas como “vagabundas”, “putas”, “biscates”, “mulheres sem respeito próprio”, etc.

Um homem que frequenta uma religião afrobrasileira pode ser julgado como “macumbeiro”, “ignorante” e outros adjetivos. O mendigo na rua pode ser julgado como um “vagabundo” que não quer trabalhar, ou é visto como alguém inferior apenas porque não tem dinheiro. Por outro lado, um executivo rico é julgado como um “homem de sucesso” e pode ser alguém profundamente infeliz, deprimido e frustrado, que vive a base de medicamentos. Alguns podem pensar que não importa se ele é infeliz, pois ele já tem o mais importante, que é o dinheiro, a infelicidade ele pode resolver fácil (o que obviamente não é verdade).

Aqui voltamos ao valor que se dá ao dinheiro em detrimento de Deus, da felicidade e do bem estar. Jesus disse que “Não se pode servir a Deus e ao dinheiro”. Ou servimos a Deus, ou servimos ao dinheiro, não há meio termo. Isso é o que Jesus pregou, está nos evangelhos, mas parece que a maioria dos líderes religiosos, pastores, padres e outras denominações valorizam as riquezas materiais acima de qualquer coisa, mesmo lendo repetidas vezes os evangelhos que dizem exatamente o contrário do que eles pregam e o contrário da forma como vivem. Ai de quem falar sobre isso com eles, pois logo será julgado e será expurgado de alguns locais de culto. Há igrejas que sequer deixam os mendigos entrarem no local para assistirem as reuniões. Nessas supostas igrejas, o dinheiro vale muito mais do que Deus, a aparência conta mais que a essência, somos julgados pelo ter e não pelo ser em Deus. Tudo o que Jesus pregou não tem tanto valor para a maioria das pessoas. Preferem continuar com as riquezas do mundo, a estabilidade do ter e com as verdades construídas por nossa mente limitada. Deus? Depois eu me preocupo com isso…

Logo, observamos que não está longe da verdade a afirmação que diz: “A humanidade odeia Jesus”. Os seres humanos querem apenas crer, querem fingir que seguem Jesus, mas sem praticar seus ensinamentos, sem fazer de sua palavra a base de suas vidas, sem viver seu exemplo. No fundo, eles odeiam tudo o que Jesus representa, pois basta questionar sua estabilidade financeira e falar sobre a importância de dividir o que se tem com seus irmãos que essas pessoas já reagem fortemente; basta questionar suas crenças e julgamentos que eles começam a manifestar sua raiva; basta citar a importância do amar nossos inimigos, aqueles que nos fizeram mal, que muitos já respondem com agressividade e até com ofensas.

Não por acaso Jesus foi crucificado em sua época, pelo ódio dos fariseus e até mesmo com pedidos insistentes do próprio povo. Pessoas comuns da época pediram e até gritaram, que Jesus fosse crucificado. Não apenas pediram que Jesus fosse crucificado, como também o povo optou que um ladrão fosse solto (Barrabás). O que aconteceria de Jesus voltasse nos dias de hoje? É bem provável que novamente ele fosse assassinado e rechaçado… pois é certo que a humanidade odeia e repudia tudo o que Jesus representa. Até os dias de hoje continuamos preferindo soltar um Barrabás e crucificar um Jesus.

Vamos refletir seriamente sobre isso…

(Hugo Lapa)

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Perdão verdadeiro

 

PERDÃO VERDADEIRO

No ato de perdoar, não podemos pensar dessa forma:

“Ele errou comigo. Ele me fez muito mal. Eu não merecia esse tipo de crueldade. Mas como eu sou uma pessoa boa e mais evoluída que meu algoz, vou deixar pra lá e esquecer o que passou. Não vou me vingar dele. Ele merecia, mas não o farei.”

Quem pensa dessa forma, não perdoa verdadeiramente. Apenas se engana que está perdoando.

O perdão verdadeiro consiste na seguinte postura:

“Não posso pensar que ele errou comigo, pois o julgamento só cabe a Deus. Todas as pessoas erram, inclusive eu mesmo. Se eu errasse com alguém, também gostaria de ser perdoado. As pessoas são diferentes e cada uma se encontra num certo nível de consciência e amadurecimento espiritual. Ele não sabe ao certo o que fez e não entende bem as consequências dos próprios atos. Como disse Jesus: Pai, perdoa-os, pois eles não sabem o que fazem. Vou perdoar para me libertar dessa mágoa e poder ser feliz. A mágoa não me leva a lugar nenhum. Não faz mal ao outro, mas prejudica apenas a mim mesmo. Eu também sou imperfeito e não tenho direito de julgar ninguém. Não permitirei mais o ato do outro me afetar. Por isso, entrego tudo a Deus com fé, pois somente a Ele cabe o juízo sobre a verdade das coisas e das pessoas.”

Se você perdoa da primeira forma, é preciso dizer que você está se enganando. Isso não é perdão verdadeiro.

O perdão real, verdadeiro e desprendido se consolida quando seguimos a segunda via, a segunda postura. O perdão não é um benefício que você concede ao outro por ser bonzinho e o outro ser mal. Perdão é um ato de libertação de uma prisão emocional. O que o outro faz é problema dele, é o karma dele. Como você vai reagir é problema seu, é seu karma, é sua vida, é sua semeadura no bem, na paz e no amor que depois você vai colher. E claro, vale lembrar que ninguém é obrigado a perdoar. No entanto, lembremos do ensinamento de Jesus quando ele diz: “Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas.” (Mateus 6:15)

Perdão é principalmente quando colocamos em prática o outro ensinamento de Jesus, que ele proferiu no momento do sofrimento mais intenso na cruz:

“Pai, perdoa-os, pois eles não sabem o que fazem.”

 

(Hugo Lapa)

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Força e fraqueza

 

FORÇA E FRAQUEZA ESPIRITUAL

O que determina a força e a fraqueza de uma pessoa diante da vida?

Para responder essa pergunta é preciso explicar que os seres humanos sentem a vida de formas diferentes. Para algumas pessoas, ver um rato no quarto pode ser algo extremamente aterrador; para outras, não faz a mínima diferença. O rato é algo assustador para a primeira pessoa. Já a segunda não tem medo de ratos, logo, não pode sentir-se mal quando avista um. Os seres humanos sentem a vida e as situações de formas diversas; o que tem muito peso para um, pode ser algo muito simples para outro. Cruzar uma provação para algumas pessoas pode ser algo bem fácil; para outras pode ser dificílimo. Por isso que a intensidade das provações da vida são diferentes para as pessoas, pois cada uma as sente de um jeito e com um determinado poder sobre ela mesma.

É importante dizer que não podemos julgar uma pessoa como sendo fraca apenas por estar cruzando uma provação que, para ela, é grave e penosa. Essa pessoa pode ser fraca para uma coisa e ser forte para outra. Da mesma forma que quem julga pode ser forte diante do que ela é fraca e pode ser fraco diante de algo para o qual ela é forte. Isso depende muito da pessoa, de suas predisposições, de sua história encarnatória e kármica e, claro, do grau de evolução do espírito.

Uma coisa é certa: quanto maior o nível evolutivo da alma, menos ela se deixa afetar por qualquer questão material ou mundana, seja ela qual for… Quanto mais o espírito se deixa abalar pelas tribulações da vida no mundo, menos evoluído ele é. Isso significa que quanto mais importância damos ao mundo, as suas tramas, suas perdas, seus desastres, mais vamos sofrer, mais fracos nos tornamos e menos evoluídos somos. Por outro lado, quanto menos valor damos ao mundo, mais fortes nos tornamos, mais facilmente atravessaremos as provas e mais adiantados estaremos em espírito.

Quem dá valor ao espírito, e sabe que é espírito e não um corpo físico, cruza com facilidade e leveza as provas do mundo material. Mas quem dá mais valor ao mundo do que a essência da vida, mais tornará árdua e pesada sua passagem pela Terra. Nesse sentido podemos observar que a força ou a fraqueza de uma pessoa reside no grau de valor, importância e poder que ela confere as questões mundanas da existência.

Por exemplo, se uma pessoa fica se preocupando em conservar suas crenças, mais fraca ela ficará quando suas crenças forem postas em cheque. Tanto mais vulnerável ela ficará quanto mais rígidas forem suas verdades pessoais. A parábola taoísta do bambu explica muito bem esse princípio. O bambu é firme em si mesmo, mas ele é flexível suficiente para se dobrar quando o vento e a tempestade se abatem sobre ele. É justamente a flexibilidade do bambu diante das tormentas que lhe confere a força necessária para continuar de pé.

Mas o que acontece com aqueles que desejam defender com unhas e dentes as suas verdades, suas noções de certo e errado, suas ideologias, suas suposições de como ela deve ser, de como as pessoas devem ser, de como o mundo deve ser? O resultado disso será, inevitavelmente, o seu enfraquecimento emocional, mental e espiritual. Se uma pessoa quer ser forte sempre enfrentando o mundo externo, se fazendo sobrepor suas verdades diante dos outros, competindo com o mundo, vencendo, adquirindo supostas conquistas no plano da matéria, ela vai necessariamente perder, pois qualquer força imposta ao meio é um conflito que se estabelece e que aos poucos vai roubando nossa energia. Esse roubo de energia vai, obviamente, fazendo com que fiquemos mais e mais fracos; vamos ficando debilitados, frágeis e vulneráveis.

Chegará um momento em que não aguentaremos mais e aos poucos vamos sucumbindo às pressões externas. Por isso os místicos de todas as épocas sempre nos dizem que a verdadeira batalha a ser travada não é contra o exterior, mas sim dentro de nós mesmos, em nosso interior. Essa batalha, o chamado “bom combate”, deve ter como meta a vitória sobre nossas más inclinações, sobre nossas imperfeições, nosso ódio, nossa mágoa, nossas crenças, nosso apego, etc.  Isso sim nos faz fortes… Vencer a nós mesmos. Quem tenta vencer os outros e o mundo, acaba perdendo a si mesmo, pois fica cada vez mais fraco e uma hora vai acabar perecendo diante de suas próprias limitações.

Uma coisa é certa: Quanto mais energias perdermos lutando contra o mundo para conquista-lo, mais fracos seremos. Quanto mais energias perdemos tentando convencer os outros de nossas verdades, do nosso julgamento de certo e errado, de fazer tudo do nosso jeito, de conquistar, de acumular, de adquirir, de conservar, de nos apegarmos a coisas e pessoas… quanto mais insistirmos nisso, maior será nossa perda de energia ao descobrir que tudo isso sempre nos leva à perdição. Já dissemos isso em outras ocasiões, mas vale repetir: todo ganho implica sempre numa perda futura, posto que tudo o que um dia conquistamos, será perdido mais pra frente. Quanto mais tentarmos segurar algo ou alguém perto de nós, reforçando um sentimento de posse sobre aquilo, maior será nosso desespero com a perda… e mais fracos estaremos.

Há pessoas que vivem lutando contra tudo. Em sua fantasia elas creem que o mundo deve corresponder àquilo que eles acreditam. Criam um ideal e perseguem esse ideal com lutas e milhares de desgastes desnecessários. Essa luta pelo ideal de como o mundo deve ser nos desgasta, tira nossa energia e claro, nos enfraquece. A luta para afirmar no mundo o ideal daquilo que devemos ser é tão nocivo quanto. Uma pessoa pode criar um ideal fixo de como ela deve ser. Esse ideal passa a ser a lei da vida dela. Tudo o que ela faz vai sempre na direção de perseguir esse ideal e de cumpri-lo no mundo. Como o ideal é inatingível por natureza, ela jamais conseguirá seu intento. Vamos lutando contra nós mesmos até descobrir que o ideal é apenas uma criação da mente baseado numa expectativa e projeção ilusória de como devemos ser. Nessa luta, claro, nos enfraquecemos e podemos até desfalecer ante inúmeras tentativas frustradas.

Quanto mais insistirmos em cumprir um ideal ilusório e inatingível, mais vamos lutar contra. Quanto mais lutamos contra, mais perdemos energia; quanto mais perdemos energia, mais ficamos fracos; quanto mais fracos ficamos, menos energia sobra para aquilo que realmente importa; quanto menos energia sobra para aquilo que realmente importa, menos conseguimos viver… e claro, menos conseguimos paz, liberdade e felicidade em nossa vida.

Por isso, deixe de lado essa mania de tentar lutar contra tudo. Como diz a sabedoria rosacruz: “Lutar contra é uma forma de onipotência”. Em nossa ilusão acreditamos poder criar uma nova realidade onde já existe uma realidade. Acreditamos que podemos mostrar a Deus como fazer algo melhor. Na vida tudo precisa ser leve, solto, livre, desimpedido. Se você insiste em lutar contra, ha algo errado… Tudo precisa fluir. Quanto melhor a vida flui a partir de nós, mais felizes e tranquilos nos tornamos. Precisamos sempre buscar seguir o fluxo universal da vida, e parar com essa mania de ficar lutando contra tudo. Caso contrário, vamos sempre ficar nos destruindo com uma eterna luta para firmar nosso modo de ser e fazer que, em essência, é ilusório.

(Hugo Lapa)

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SOFRIMENTO DOS ANIMAIS

Se os animais não têm discernimento para escolher seu destino, ao contrário do ser humano, por que muitos deles sofrem tanto aqui no mundo?

Vamos explicar essa questão do sofrimento dos animais aqui na Terra. Primeiro é preciso dizer que nada é por acaso em todo o universo. Tudo tem um propósito superior, que na maioria das vezes ainda não conseguimos enxergar com clareza. Essa é uma lei natural que funciona em todo o cosmos e para todas as coisas em nossa vida.  

É certo que, tal como os seres humanos, os animais aceitam passar por esse sofrimento na matéria para que possam evoluir mais rapidamente e passar do reino animal para o reino humano. O sofrimento na terra é a expansão de sua felicidade e sua evolução enquanto espíritos que são. Nenhum sofrimento, nenhuma dor, nenhuma suposta injustiça é casual ou arbitrária. Os animais passam por tudo isso com o objetivo de evoluir, de progredir, de se tornarem melhores do ponto de vista do avanço de sua alma.

Sobre a questão de não poder escolher seu destino, por não ter discernimento ou livre arbítrio, isso é verdade enquanto eles estão encarnados, mas não quando estão desencarnados e em contato com seu espírito. Comecemos lembrando que o ser humano também não tem discernimento para decidir sobre seu destino… Isso é fato e é algo visto abundantemente em todos os lugares.

Acredito que ninguém ponha em dúvida a imaturidade espiritual do ser humano em nosso atual estágio de desenvolvimento. É certo que se o ser humano possuísse total liberdade para escolher seu destino, ele sempre escolheria viver na matéria os acontecimentos mais convenientes para si mesmo, ou seja, ele escolheria uma vida cheia de vitórias, de ganhos, de conquistas, de prazer mundano, de realizações, etc…

O mesmo ocorre com as crianças da Terra. Se a criança humana tivesse total liberdade para escolher seu destino ela optaria pela experiência de comer doces e guloseimas todos os dias; escolheria também não ir para a escola e escolheria, sem dúvida, ficar brincando o dia inteiro. Imagine um pai dizendo a uma criança que ela pode fazer o que quiser e que ele não vai jamais interferir em suas escolhas. Essa criança, sem dúvida, tornar-se-ia um adulto muito problemático, caso chegasse à fase adulta, pois sem a orientação dos seus pais ela provavelmente sucumbiria antes de chegar a adolescência. Com o ser humano também é assim, pois os homens e as mulheres da Terra são almas ainda muito ligadas aos prazeres e as conquistas materiais, espíritos ainda muito imperfeitos, que precisam ainda avançar na senda do progresso espiritual e compreender que são as conquistas espirituais e interiores que devem ser sua prioridade e não os ganhos mundanos de prazer e realizações.

Por esse motivo, não é o ser humano que escolhe suas provas aqui na Terra, mas sim o espírito antes de encarnar, antes do seu nascimento na matéria. O espírito, despojado que está de toda a ilusão dos envoltórios materiais e das influências do mundo, ele sim consegue ver tudo mais claramente, e assim escolhe o gênero de provas que melhor possam impulsiona-lo ao progresso. Para que isso fique claro, vamos enfatizar que quem escolhe é o espírito, a centelha divina presente dentro de nós e não o ser humano encarnado.

Durante a encarnação, o espírito fica numa posição muito limitada para poder fazer qualquer tipo de escolha sobre seu destino. Por isso, é preferível decidir sua encarnação quando está no plano espiritual e não na Terra. Mal comparando, seria como se um homem completamente bêbado pudesse, nesse estado, optar o que vai fazer de sua vida e tomasse decisões importantes sobre seu destino. Obviamente essas decisões poderiam prejudica-lo, pois ele está excessivamente emocional e não consegue racionar adequadamente.

Com os animais ocorre o mesmo. Não é propriamente o animal que escolhe a vida na matéria onde ele vai sofrer, pois o animal não raciocina, não tem livre arbítrio e não pode entrever seu destino. Por isso, quando ele se encontra no plano espiritual, sua parte mais elevada, que chamamos de alma ou espírito, livre que está de todos os bloqueios materiais, essa sim escolhe ou aceita seu destino. Alguns dizem que a alma animal não escolhe propriamente, mas ela apenas aceita o destino que lhe é dado por Deus e pelos espíritos superiores. Os espíritos superiores seguem as ordens de Deus e o guiam em direção ao melhor cenário de provações materiais que podem impulsionar seu progresso enquanto alma animal.

Assim, tanto o ser humano quanto o animal escolhem e aceitam suas provas, não com base no favorecimento de experiencias mundanas, mas sim naquilo que é melhor para seu espírito. No caso do animal é muito mais um aceitar do que um escolher, ao contrário do ser humano, que já possui uma semente de consciência que o faculta decidir ou acatar as provas necessárias ao seu progresso espiritual. Já usamos essa metáfora outras vezes, pois ela é perfeita para descrever essa situação. É como uma criança que toma uma vacina… a criança ainda não entende os efeitos que a vacina terá sobre ela; não entende que aquela vacina vai livra-la de muitas doenças futuras e tem a capacidade de imunizar seu organismo. Por isso ela chora, esperneia e diz que não quer tomar a vacina, porque na hora ela sabe que vai doer, que será uma experiência desagradável. No entanto, seus pais sabem que isso é necessário e que o filho ainda não tem discernimento nem amadurecimento para saber o que é melhor para si.

Apesar da dor que a vacina proporciona, é justamente essa dor que vai cura-la e imuniza-la no futuro. O mesmo ocorre com seres humanos e animais quando encarnam. Eles não sabem porque vivem todos os tormentos da vida material, não compreendem o motivo de nascer no vale de lágrimas que é a existência humana. Mas são justamente essas provas que os ajudarão a se purificarem e a progredirem rumo a maior consciência de si mesmos, para com isso se aproximarem de Deus. A maior proximidade com Deus é uma garantia perpétua de paz eterna e de felicidade irrestrita no plano espiritual. Ao contrário das “garantias” do mundo que são ilusórias e sempre nos decepcionam, a vida com Deus é, essa sim, segura, estável e infinita em suas glórias e alegrias eternas.

(Hugo Lapa)

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