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Archive for the ‘Espiritualidade geral’ Category

 

ESCRAVOS DA MATÉRIA

Quando leio livros espiritualistas às vezes me dá a impressão de que somos apenas escravos da criação, destinados apenas a servir o propósito divino. Isso procede? Seremos eternamente servos de Deus?

As filosofias orientais por vezes contam uma parábola muito importante que pode ajudar a responder essa pergunta.

Imagine que você é filho de um rei e um dia se rebelou contra seu pai, o monarca, fugindo do reino. Você viajou para um país muito distante e nesse local, sem dinheiro, foi viver nas ruas. Acabou se tornando um mendigo e vivia apenas como um pedinte: jogado, maltrapilho e sem futuro. Certo dia, um servo do rei estava passando pelas ruas desse país distante em que se encontrava o filho do rei, agora mendigo. O servo observou o rapaz e rapidamente o identificou como o filho legítimo do monarca. O servo vai ao seu encontro e o convida a retornar para casa do seu pai. O filho se nega dizendo que vive para si mesmo e que não deseja viver nem trabalhar por nenhum reino. O servo do rei diz:

“Meu caro amigo, você não sabe o que está perdendo… Lá no reino você é o herdeiro do próprio rei, que é riquíssimo. Você não é um mendigo, esse aqui não é o seu lugar. Você é um príncipe e no reino terá tudo do bom e do melhor. Poderá trabalhar administrando o país junto com seu pai, o monarca supremo. Você terá vestes muito mais belas e reluzentes; terá comida à vontade; água da fonte; terá uma esposa; cavalos, carruagens; viverá num lugar cheio de verde, rios, florestas, animais, etc. Todas as tuas necessidades estarão satisfeitas. No reino você terá tudo o que precisa e nada mais te faltará. Você será feliz… eternamente feliz.”

O filho do rei titubeia um pouco, pensa bem, mas no final das contas decide deixar para sempre a vida de pedinte, onde passava necessidade, e regressa junto com o servo ao reino do seu pai. Lá ele trabalha para o rei e passa a ter tudo o que precisa. O servo tinha razão: lá ele se torna eterna e plenamente feliz.

Essa parábola nada mais é do que a própria história da nossa alma. Todos nós somos como esse filho do rei que abandonou seu reino e foi viver longe, muito longe, miserável, maltrapilho, aflito e infeliz no reino da matéria. O rei é nosso Pai, Deus. O seu reino é o cosmos infinito, do qual tudo procede e para onde tudo retorna. O servo que conversou com o filho e o convenceu a retornar ao seu lar são os mestres, sábios, santos e gurus espirituais que Deus envia ao mundo com a missão de trazer de volta ao reino de Deus as almas que ficaram perdidas, solitárias e infelizes aqui na miséria do mundo material, obrigadas a viver coo verdadeiros pedintes, esmolando pelas migalhas da ilusão.

Agora vem a pergunta: você diria que esse filho do rei que retorna ao seu lar e vai trabalhar no reino com seu pai estaria ele sendo escravo do monarca? Ou estaria no local exato onde precisa estar, onde é o seu verdadeiro lugar como príncipe que é?

O mesmo ocorre com os espíritos quando retornam a Deus. Somos os filhos de Deus, almas cuja herança é o próprio infinito e a eternidade. No cosmos pleno e total, que é a fonte de toda a existência universal, nada falta aos espíritos. Eles são plena e eternamente felizes. Trabalham no seio da criação e estão em contato direto com sua própria essência, a essência de toda a vida. Sua natureza é o todo… e quando eles se separam do todo e vem morar como pedintes na matéria, eles ficam infelizes, pois estão fora de sua origem, distantes daquilo que são verdadeiramente.

Por esse motivo, quando nos unimos a Deus e trabalhamos para seu Reino cósmico, não somos escravos dele, mas resgatamos nossa essência, aquilo que somos de verdade. Aqui na matéria é que somos verdadeiramente escravos, pedintes, miseráveis, vazios, carentes, seres faltantes, com um buraco em nosso peito que espera ansiosamente o momento em que terá esse vazio preenchido. Somente o retorno a nossa origem, a nossa essência é que pode preencher esse vazio, fechar essa ferida, apagar essa falta, satisfazer nosso interior…

Mesmo diante dessas explicações algumas pessoas ainda resistem em aceitar esse estado de coisas. Alguns argumentam que é difícil acreditar que Deus permite que seus próprios filhos sofram tanto fora de seu reino infinito. Essa situação não é difícil de compreender: imagine um filho que morava com o pai. No entanto, certo dia o filho brigou com seu pai e fugiu de casa. O filho foi morar em outro lugar e deixou o pai por livre vontade. O pai então por diversas vezes chamou o filho para retornar para casa, mas o filho se recusava a voltar, fechava seus olhos e seus ouvidos aos apelos do pai. Diante desse quadro, o pai dizia que nada podia ser feito, pois esse era o livre arbítrio do filho e deveria ser respeitado.

Essa estória é análoga ao que ocorre com as almas que deixam o infinito e vêm à roda das encarnações, se prendem aos nascimentos e mortes sucessivos. Somos almas que, por vontade própria, deixamos o infinito, abdicamos da eternidade para seguir nosso próprio caminho. Saímos da “casa do Pai” e desejamos seguir nosso próprio caminho longe de Deus. O que Deus poderia fazer? Certamente não pode obrigar os espíritos à regressarem a eternidade. Ele permite que seus filhos experimentem o que quiserem distantes do cosmos infinito e apenas aguarda o momento em que as almas decidirem retornar ao seu lar cósmico. Jesus utilizou essa mesma metáfora do filho que saiu da casa do pai. É a parábola do filho pródigo, a mais conhecida alegoria de Jesus. Nessa parábola, o filho fugiu da casa do pai, pegou sua parte na herança e saiu pelo mundo gastando todo o dinheiro que o pai lhe concedeu. Depois resolveu retornar à casa do pai e por isso foi recebido com festa, alegria e um banquete. 

O ser humano precisa compreender que na matéria somos escravos dos sentidos, vassalos do ter, capatazes dos desejos insatisfeitos, dominados pela falta e pelos instintos, completamente submissos à carência, prisioneiros do gozo do prazer que nunca encontra um ponto de saciedade. Aqui nós somos escravos; somos miseráveis implorando pelas pequenas migalhas de uma existência apequenada, fútil e vazia…

(Hugo Lapa)

Tratamento espiritual de vidas passadas a distância

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Doutrina dos reflexos

 

DOUTRINA DOS REFLEXOS

O cosmos nada mais é do que um reflexo, ou um espelho de alguma coisa. Essa forma de pensar foi denominada no esoterismo de “doutrina dos reflexos”. No Espiritualismo ela é conhecida como “efeito espelho”. Ela é uma ideia que encontra base em praticamente todas as tradições espirituais. De uma ou outra forma, todas as doutrinas espirituais falam sobre o mundo dos reflexos ou dos espelhos. Nesta oportunidade, vamos abordar esse tema em seus diversos aspectos. A correta compreensão destas verdades pode ajudar o ser humano a melhor compreender a si mesmo e a vida universal.

Em primeiro lugar, a tradição da Cabala possui um axioma muito importante e que serve de base para a compreensão de Deus e do universo. Os cabalistas afirmam que o universo é como um espelho no qual Deus contempla eternamente a sua própria imagem. A princípio essa pode parecer uma frase de difícil compreensão, mas ela significa apenas que o universo é um reflexo do plano divino. Tudo o que existe no cosmos, todos os seres e coisas são formas diminutas do divino que observa a si mesmo. Deus contempla a si mesmo, e a partir desta contemplação, nasce o universo. O universo nada mais é do que Deus se espalhando em cada coisa e olhando para si. Os seres e as coisas são reflexos de Deus, e assim, em essência, somos Deus.

Em segundo lugar, cada ser e coisa existente está refletido em tudo o que existe e tudo o que existe se reflete em uma coisa apenas. Há uma máxima budista que diz: cada coisa é com uma joia que em seu reflexo mostra toda infinidade e variedade de coisas que existem, assim como toda a infinidade e variedade de coisas que existem refletem essa uma joia. Nesse caso, é como uma sala de espelhos. Cada espelho reflete todos os outros e todos os outros espelhos refletem cada um. Isso significa que o um está no múltiplo assim como o múltiplo está no um. Na tradição hermética há uma máxima que diz: O Todo está em tudo, assim como tudo está no Todo. Todas as coisas são um reflexo do todo, assim como o todo é um reflexo de todas as coisas. Pegue em sua mão uma pequena pedra. Essa pedra contém o reflexo de toda a criação. Podemos não enxergar isso, mas o cosmos inteiro está ali, presente nessa pequena pedrinha.

Dessa forma, tudo é um reflexo de tudo. Todas as coisas se refletem mutuamente. Vamos imaginar um espelho qualquer. Pegamos outro espelho e colocamos na frente do outro espelho. O que acontece? Um espelho vai refletir a imagem do outro. Assim, milhares de imagens de espelhos podem surgir a partir de uma só imagem. Uma infinidade de reflexos vai surgir nesse momento. A maioria não desconfia desse fato, mas a partir dessa demonstração tão simples com os espelhos podemos tomar contato com um dos mistérios da criação. Toda a multiplicidade de coisas que existe no universo surge a partir de reflexos seguidos de reflexos, onde uma coisa vai refletindo a outra e assim até o infinito das multiplicidades e variedades possíveis.

Dentro do âmbito da visão humana, tudo o que vemos do mundo nada mais é do que um reflexo de nós mesmos. Algumas poucas pessoas já descobriram essa verdade. Um dia, toda a humanidade estará consciente disso. Muitos ainda podem negar, mas é certo que aquilo que vemos nada mais é do que um reflexo de nossa própria consciência. Quando uma pessoa vê uma árvore, essa árvore não está no mundo externo, mas sim em seu mundo interno. A árvore é uma imagem que se produz em nosso cérebro. Assim, a árvore nada mais é do que uma imagem que projetamos no exterior, mas a árvore mesmo, de verdade, não está fora, mas sim dentro de nós. No exterior há apenas vibrações, energia, ondulações e frequências diversas. Não há qualquer árvore, mas apenas uma essência na qual captamos com a imagem de uma árvore. A árvore nada mais é do que um reflexo de nossa capacidade de ver projetado no mundo externo. A árvore é criada dentro de nossa mente, e a mente projeta a árvore externamente. Assim, nossa consciência reflete aquilo que temos dentro de nós. Por isso dissemos que o mundo interior é um reflexo do mundo exterior e vice versa.

Do ponto de vista psicológico ocorre o mesmo. As pessoas sempre projetam no exterior algo que elas possuem dentro de si mesmas, em forma de tendências, limites, preconceitos, ódio, mágoas, etc. Muitas vezes observamos uma pessoa e mesmo sem qualquer motivo sentimos uma aversão por ela. Nesse momento, podemos estar projetando nessa pessoa algo que não gostamos em nós mesmos. Podemos também enxergar nesse indivíduo uma certa capacidade ou desenvoltura que não possuímos, mas desejamos ter. Por exemplo, um homem consegue bastante destaque na mídia como uma celebridade, é aclamado e admirado por muitos. Pessoas que desejam ser celebridades, mas não são e por isso ficam frustradas podem não gostar desse homem. Elas sentem essa aversão porque esse homem representa tudo o que elas gostariam de ser, mas não conseguem ser.  Desejamos ser como ele, não conseguimos e por isso, passamos a não gostar dele sem motivo. Podemos criar diversas desculpas para justificar o motivo de dessa antipatia gratuita. Mas no fundo sabemos que sentimos essa aversão por ser ele aquilo que desejamos ser, mas não fomos capazes de ser. Dizem que quando estamos falando sobre alguém na maioria das vezes estamos falando, na verdade, sobre nós mesmos. Por isso se diz que quando julgamos alguém, estamos na verdade mostrando mais quem nós somos do que quem o outro é.

Esse processo pode ser comparado a uma mancha no olho. Observamos o mundo externo e possuímos um ponto negro em nossa visão. Fitamos nosso olhar sobre alguém e o enxergamos com a escuridão dessa mancha. Como não desejamos ver a mancha em nós mesmos, acreditamos que ela se encontra no outro. Mas na verdade, a mancha está em nós. Projetamos no outro porque essa escuridão está dentro de nós. O outro acaba sendo um reflexo daquilo que somos lá no fundo, no âmago de nós mesmos. Esse é um processo conhecido na Psicologia analítica como projeção da sombra. O psicanalista Sigmund Freud denominou esse processo simplesmente de “projeção”. Jesus mencionou essa dinâmica quando afirmou que antes de apontar a trave no olho dos nossos irmãos devemos primeiro retirar a trave do nosso olho. Somente retirando essa trave, podemos enxergar nosso irmão tal como ele é. Antes disso, estaremos vendo no outro nada além do que aquilo que nós somos.

Assim, é certo que o outro passa a ser um reflexo do eu e o eu acaba se tornando um reflexo do outro. Vemos isso muitas vezes na vida humana. De certa forma, o ser humano é um reflexo do meio e o meio é um reflexo dele mesmo. Somos definidos pela palavra do outro sobre nós. Nos projetamos no outro a partir disso criamos nossa autoimagem. É muito difícil uma pessoa não definir a si mesma pelo que os outros pensam sobre ela. Mesmo que uma pessoa julgue que é muito independente da visão dos outros, ela acaba quase sempre reproduzindo o que o coletivo pensa a seu respeito. O eu passa a ser um efeito, ou um subproduto do outro, e o outro nada mais é do que um reflexo do eu, ou uma criação deste. O eu e o outro são partes integrantes de um único e mesmo processo.

Nas filosofias orientais, principalmente no Advaita Vedanta se diz que “o outro não existe”. Para essa filosofia, o outro é formado, gerado, criado e é trazido à existência pelo eu. O eu cria o outro tal como ele mesmo é. O outro existe apenas no eu e não no mundo externo.

Nos relacionamentos humanos ocorre algo semelhante. A maioria das pessoas deseja modificar o outro e molda-lo para ser aquilo que desejamos que ele seja. Tentamos mudar o outro para encaixa-lo dentro dos parâmetros do nosso eu. Dentro do nosso egoísmo julgamos que o desenvolvimento do outro se dá quando ele está mais próximo do ideal que nosso eu criou. Ou seja, desejamos transformar o outro para que ele se torne um reflexo do nosso eu. O ser humano não consegue amar em liberdade, amar de forma desprendida. O amor humano é egoísta e focado na moldura do nosso ego. O outro precisa ser um reflexo daquilo que nós desejamos que ele seja, com base em nossas crenças e nosso modo de ser.

Muitas pessoas se interessam apenas por pessoas que são semelhantes a si mesmas. No fundo estamos buscando a nós mesmos no outro, e não o outro nele mesmo. Mas o amor verdadeiro pressupõe sempre abandonar nosso ego e olhar para o outro aceitando-o tal como ele é. Quem tenta mudar minimamente o outro, já não ama. O amor requer o desprendimento total, a ausência de qualquer tentativa de fazer o outro diferente do que ele é.

(Hugo Lapa)

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5 ANOS DA PÁGINA ESPIRITUALIDADE É AMOR

Meus amigos, é com imensa alegria que venho anunciar que hoje, dia 30 de abril de 2017, a página Espiritualidade é Amor está fazendo 5 ANOS DE EXISTÊNCIA!!!

Estou muito feliz com essa realização. Lembro que começamos acreditando que a página se manteria sempre pequena, pois acreditávamos que as mensagens que publicamos eram por demais profundas e não tocariam os corações da maioria das pessoas. Nos enganamos… e que bom que nos enganamos. Hoje estamos com 2 milhões e 300 mil seguidores, fora nossa outra página e nosso grupo. Isso é um sinal de que cada vez mais as pessoas estão sedentas pela espiritualidade; sedentas por algo mais profundo em suas vidas; uma boa quantidade de pessoas já não se conforma mais com uma vida pequena e vazia, como é a vida material de uma sociedade consumista baseada no dinheiro, na competição, no sucesso mundano, etc. Essa é uma sociedade que está fadada ao fracasso, pois cada vez mais pessoas adoecem; mais e mais pessoas caem em depressões, angústias e crises existenciais.

A maioria quer ver algo além, quer uma explicação mais profunda; quer viver a vida em toda a sua plenitude – não a vida material, a vida mundana, mas a vida verdadeira: a vida cósmica e universal.

Acreditamos que por esse motivo a página tenha crescido. Quero agradecer imensamente aos mais de 2 milhões de seguidores e a todos aqueles que estão aceitando o espiritual e aceitando Deus em suas vidas. Aceitar Deus sem dogmas, sem intolerância, sem ódio religioso; sem julgamento dos nossos irmãos, com uma postura de acolhimento e não de reprovação. Fico feliz de termos criado um espaço universalista, onde todos são bem vindos e fiéis de diferentes doutrinas, religiões e credos compartilhem nossas mensagens. Aqui temos espíritas, espiritualistas, umbandistas, católicos, judeus, budistas, hindus e também muitos irmãos evangélicos. Alguns desses irmãos evangélicos já vieram falar conosco agradecendo nossas mensagens. Para mim o espiritual só tem sentido quando acolhe a todos; quando suas portas estão abertas para justos e injustos, como disse Jesus, pois o sol brilha para todos, como diz a máxima; assim como Deus está presente em tudo e em todos. Ninguém precisa de mais nada, pois “Deus é o suficiente”, como diria nosso amado Chico Xavier.

Quero aqui fazer uma homenagem especial à Camila Sampaio, que foi a fundadora da página. Por muito tempo ela foi a administradora e deixou pronto um trabalho muito elevado que depois eu, Hugo Lapa, só precisei dar seguimento. Não fosse por ela, a página não existiria. Ela teve essa visão e a pôs em prática. Hoje a página Espiritualidade é Amor ajudou e ajuda dezenas de milhares de pessoas. Quase diariamente recebemos uma mensagem com alguém dando um testemunho de melhora, de entendimento, de alívio, de consolo, ou de compreensão mais profunda sobre a vida.

Agradeço a Deus pela maravilhosa ferramenta que me deu… fico feliz, mas ao mesmo tempo preocupado pensando se estou mesmo à altura de tarefa tão abrangente e sublime. Se apenas uma pessoa tiver seu sofrimento aliviado, for consolada, evoluir ou se transformar com nossas mensagens, todo o esforço já terá valido a pena.

Um grande abraço a todos e muita paz

Hugo Lapa

 

MENSAGENS DOS SEGUIDORES NO ANIVERSÁRIO DE 5 ANOS DA PÁGINA ESPIRITUALIDADE É AMOR DO FACEBOOK

Joana Gonçalves Parabéns essa pagina me ajudou muito em um momento em que estava no hospital com minha filha de 17 anos sem saber qual a enfermidade que ela tinha aprendi a lidar com a dor com fé e no final após muita expectativa e muita fé deu tudo certo muito obrigado por vcs existirem vcs fazem a diferença que deus os abençoem.

Silvia Bastos Planzo sempre estou vendo o que é publicado e ja estou me sentindo uma pessoa melhor…..através destes ensinamentos….eu era muito rancorosa..mas agora estou me controlando mais..me esforçando para não viver reclamando e me sentindo incomodada com detalhes que não tenho nada a ver…..obrigada por me fazer crer que a vida é diferente e quero continuar melhorando…com a família que muito me preocupa..com trabalho…enfim com tudo que eu queria que fosse diferente….eu estou conseguindo através de vocês!!!!!desta página maravilhosa.

Celia Maria Barbosa A dois anos, conheci essa página, me encantei com suas mensagens, seus textos, para mim foi como encontrar um tesouro, enfim encontrei tudo que precisava, quando perdi minha amada filha Vitória! Suas mensagens me ajudaram bastante, e como me ajudaram! Todas as suas mensagens nos ajudam sim, de uma forma ou de outra! Hoje fica complicado, viver sem suas mensagens, rogo para que nosso DEUS dê longa vida para você, que ele continue te abençoando e te inspirando sempre! Muito agradecida a DEUS por você existir!

Italo Soares Junior Parabéns Hugo e à todos que de uma forma ou outra contribuem para a manutenção desta pagina que com toda certeza anima,inspira e porque não dizer socorre,o que foi o meu caso em um momento de profunda angustia,depressão e aflição com mensagens de consolo,paz,esperarança e serenidade…Obrigado Hugo e denovo parabéns!

Mônica Souza Tem muitas mensagens nessa página de vida esperança é sabedoria que nos ensina muitas coisas que já mais eu saberia tem poucos meses que há descobri esa beleza e beldade estou muito feliz obrigada amigos e amigas.

Maria Aparecida Henriques Ola meus parabéns por essa trabalho bonito que acalma nossos corações compartilho as mensagens que nos conforta sou evangélica mas tenho sede de aprender cada dia mais um abraço a todos boa tarde.

Richardson Lins Essa página preenche um vazio que sinto em minha alma. Faz-me entender melhor a existência humana e ajude-me a perceber que estamos nesse mundo temporariamente e que, nessa fase, devemos procurar a ajudar o próximo e crescer espiritualmente.

Neusa Silva Que maravilha estas mensagens Que fala De Deus como foi dito o sol nasce pra todos Eu me sinto muito feliz quando leio estas mensagens me da um alívio e me ajuda muito a passar por muitas lutas desavenças entre familiares eu agradeço por ter estas palavras pois é um bálsamo para o meu coração angustiado obrigada muito obrigada Amem.

Gerlane Luz Cada mensagem que leio sinto um alívio em meu coração A sensação que tenho é que algumas foram feitas exatamente pra mim! Obrigada pelas palavras maravilhosas.

Cida Quaresma Parabéns pelo bem enorme que vem fazendo! Sinto-me feliz e honrada por participar desse grupo. Só tenho lido mensagens que me trazem grande alegria. Obrigada!

Marina Kinue Watanabe Parabéns. Quero continuar recebendo essas mensagens que muito tem me confortado e ajudado a melhorar como gente. Tenho compartilhado muitas mensagens que me tocavam profundamente. OBRIGADA.

Kaká Amorim Parabéns pelo lindo trabalho!!! As mensagens tocam de forma profunda o meu coração, alivia minha ansiedade e me envolvem com carinho e amor, dando-me forças para continuar a minha caminhada.

Ika Pereira Parabéns eu amo as mensagens quando estou pra baixo sempre vem um bênção a mensagem cai certinho pra me levantar. Obrigado vocês são SUCESSO.

Debora Dreyer Gosto muito das ms tao me ajudando bastante com a passagem do meu neto querido q Deus levo tao jovem apenas 16 anos quando leio me da um alivio na minha dor obrigado por ajuda tanto as pessoas.

Luciene Santos Parabéns.eu quero continuar recebendo essas mensagens que me faz muito bem me torno cada dia uma Pessoa melhor..obrigado só tenho a agradecer..

Nena JC Conheci a página há pouco tempo é embora não seja espírita acredito na vida pós morte tem me sido muito útil essa página Deus abençoe vocês.

Maria Lucia Carvalho Vida longa à página!
Sou muito grata às pessoas que trabalham na página, que trazem elucidações e mudanças pra minha vida.

Maria Da Conceição Do Monte Pires São mensagens que alimentam e/ou confortam minha alma, meu espírito! Grata por tudo!

Andrezagoulart Goulart Ela tem me ensinado a ser uma pessoa melhor, através de texto tenho aprendido muito.

Denise Magalhães Muito bom ler essas mensagens que transmitem muita paz. Quando acordo triste e leio, muita vezes caem como uma luva. Obrigada

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AS CRIANÇAS SÃO ESPÍRITOS

Como é possível crianças serem atacadas, violentadas e assassinadas? Por que Deus permite tamanha brutalidade com seres tão indefesos?

Muitas pessoas acreditam que as crianças são seres inocentes, quase angelicais, que vêm ao mundo numa condição de pureza e sublimidade. Aos poucos, as crianças são impregnadas com as mazelas e as impurezas desse mundo, e vão se transformando para se tornarem adultas com todos os seus vícios, apegos e impurezas.

É preciso esclarecer, porém, que uma criança não é na verdade uma criança. Essa afirmação pode surpreender algumas pessoas, no entanto, os seguidores experientes do Espiritismo e Espiritualismo estão bastante ciente deste fato. Os meninos e meninas em tenra idade estão apenas revestidos com um envoltório material de criança, um corpo infantil, que representa o início de sua entrada na matéria com a finalidade de viver uma encarnação e suas respectivas provações. Na verdade, a criança nada mais é do um espírito. Esse espírito pode ter dezenas de milhares de anos aqui nesse planeta. Pode ter vivido dezenas, centenas, milhares ou mesmo milhões de vidas passadas em seu processo evolutivo, cuja origem é o próprio infinito.

Ninguém deve se enganar com relação a isso. As crianças são como nós, adultos… Elas também possuem um karma milenar. Em outras vidas elas podem ter feito coisas que sequer imaginamos, cometido crimes hediondos, piores até do que ocorre com algumas delas na vida atual. Assim, nada é por acaso… Como já mencionamos em outros textos, tudo ocorre de acordo com um plano perfeito e a lei de causa e efeito é um dos princípios que regem esse plano divino que nunca falha.

O que o espírito da criança colhe hoje… não há dúvida, ele plantou numa sucessão de vidas passadas. Essas existências prévias da alma nos são desconhecidas, pois o ser humano ainda possui uma visão muito limitada da vida universal e não consegue enxergar certas verdades cósmicas.

No entanto, como já dissemos, nada ocorre de forma arbitrária e tudo, absolutamente tudo, tem uma causa… E toda causa tem inevitavelmente o seu efeito. O efeito de nossas ações passadas se abate sobre todos nós. Somos semeadores, mas também somos colhedores daquilo que semeamos. Como diz a máxima: a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória. Cada alma segue o caminho que quiser percorrer. Ela é absolutamente livre para estabelecer os passos iniciais de sua trajetória cósmica, mas não pode escapar do destino que esse caminho irá leva-lo. Como disse Buda: Somos escravos de nossos próprios atos e escolhas.

Algumas pessoas podem dizer: “Mesmo sabendo disso, é triste ver uma criança sofrendo, sendo vitimadas por crimes, ou padecendo de uma grave doença”. Diante dessa fala, é preciso fornecer um cenário que ajudará as pessoas a melhor visualizarem esse princípio. Vamos supor que exista um criminoso muito perverso, que matou várias pessoas e ainda regozijava-se em torturar todas elas. Esse bandido, caso fosse vítima de muito sofrimento e outros crimes, alguém sentiria pena dele? Obviamente que não, pois o que ele recebeu nada mais é do que o resultado de seus próprios atos na vida de outras pessoas.

Agora vamos supor que esse mesmo criminoso morresse antes de sofrer as consequências de suas ações, nascesse numa outra vida, e agora estivesse num corpo infantil, sendo uma criança aparentemente fofa e bela, loira de olhos azuis. Caso esse assassino em corpo de criança fosse vítima de um crime, adquirisse uma doença grave ou fosse abusada, todos ficariam com pena dela. No entanto, qual a diferença? A criança de hoje foi o assassino de vidas passadas. É o mesmo espírito, apenas vivendo o estágio inicial de sua existência carnal. A única diferença é o corpo material em que o espírito da criança está inserido. O espírito é exatamente o mesmo, mas seu corpo é diferente.

Por que é tão difícil para algumas pessoas aceitarem que as crianças podem não ser puras, mas espíritos muito atrasados e endividados, tal como os adultos? É simples… Por que o ser humano ainda é muito apegado à matéria e a todo momento se deixa enganar pelas ilusões materiais. A ilusão das aparências do mundo facilmente nos confundem e falseiam nossa visão; acreditamos mais nas exterioridades e formas do que naquilo que está por detrás das aparências. Os espíritos mais atrasados veem o exterior e não o interior das coisas. O ser humano é como o peixe que vê uma carne saborosa presa numa isca e corre para satisfazer seus instintos, de acordo com sua visão das aparências. Mal ele sabe que, por detrás daquele saboroso alimento está um pescador que em breve vai fisga-lo e frita-lo, servindo ele mesmo de alimento.

Com essas explicações não estamos dizendo que os criminosos das crianças não devem ser punidos, não devem ser presos de acordo com a lei humana. Estamos apenas demonstrando o mecanismo que explica o propósito de uma criança ser escolhida como vítima. Numa vida ela é vítima e na anterior ela foi algoz. Os papéis sempre se alternam e é assim que aprendemos todas as coisas, para nossa evolução espiritual. No entanto, é preciso também esclarecer que nem sempre uma criança sofre por karma, mas algumas vezes o espírito da criança pede que recaia logo sobre ela toda sorte de infortúnios, para que dessa forma seu espírito possa avançar mais rapidamente, sem que haja uma perda de tempo com tantas vidas a serem vividas. Essa é uma escolha de cada espírito e Deus pode autorizar ou não que isso seja cumprido.

Dessa forma, não vamos nos esquecer… Apesar de toda a força da ilusão material, as crianças são também espíritos muito antigos, cuja bagagem espiritual traz uma infinidade de experiências multimilenares. Conforme a criança vai crescendo e amadurecendo, ela vai manifestando as tendências e inclinações de sua trajetória espiritual. Algumas vezes os meninos e meninas demonstram, ainda em tenra infância, certas facetas de um caráter nada positivo, que obviamente elas trouxeram de suas encarnações passadas.

Assim, ninguém deve esquecer que as crianças são seres espirituais como nós, apenas se encontram nos estágios iniciais da vida humana.

(Hugo Lapa)

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NOSSO RITMO DE EVOLUÇÃO

De vez em quando vejo algumas pessoas questionando:

Por que as pessoas que prejudicam as outras não colhem os frutos de suas ações? Por que elas não colhem mais rapidamente os resultados dos próprios atos? Não deveria a lei de causa e efeito agir mais rapidamente?

Diante dessa indagação podemos responder que tudo na natureza e no cosmos possui um tempo certo para acontecer. Tudo é um processo, tudo ocorre na hora certa e não se pode acelerar alguma coisa, é preciso deixa-la ocorrer naturalmente. Como diz a máxima: “Não apresse o rio, ele corre sozinho”. Vamos dar um exemplo para que todos possam melhor compreender essa máxima dentro da vida do espírito.

Imagine se todas as vezes que uma pessoa considerada “má” prejudicasse alguém ela recebesse prontamente o retorno de suas ações. Vamos supor que um bandido assaltasse uma pessoa. Logo depois desse assalto, ele fosse rapidamente assaltado por outro bandido e perdesse seu roubo. Ele não teria sequer tempo de experimentar o que é ser um bandido, pois rapidamente a lei de causa e efeito se abateria sobre ele. Nesse caso ele não teria a liberdade de ser o que deseja ser, pois a cada ato de maldade praticado haveria uma resposta coercitiva de uma reação a suas ações. O nome desse processo é karma instantâneo.

O karma instantâneo é a lei de causa e efeito sendo aplicada de forma acelerada, num espaço bastante curto de tempo. Uma pessoa agride e a outra a agride de volta; uma pessoa nos ofende e também a ofendemos; uma pessoa pratica algum mal contra alguém e logo recebe o retorno de sua ação. Esses são alguns exemplos do chamado “karma instantâneo”. Em algumas situações, o karma instantâneo é aplicado, mas não em todas. Caso o karma instantâneo fosse uma regra universal, ele inviabilizaria nossa livre escolha de fazer aquilo que acreditamos ser o correto dentro do nosso grau de consciência e evolução espiritual.

Vamos dar outro exemplo para que esse ponto fique mais claro a todos. Vamos imaginar que um assassino mate uma pessoa e logo depois do crime ele inevitavelmente já fosse morto por alguém. A lei de causa e efeito nesse caso agiria de forma rápida e certeira. Mais uma vez isso não permitiria que existissem assassinos no mundo e tampouco permitiria que um assassino experimentasse como é ser um assassino. Mais uma vez sua livre escolha de exercer aquilo que ele sente ser correto, dentro do seu nível de evolução, seria vedada por Deus. Nesse caso, constatamos que o livre arbítrio simplesmente não poderia existir. A cada tentativa de uma alma expressar aquilo que ela é, a lei de causa e efeito prontamente interromperia sua liberdade de ação, a liberdade dela manifestar o próprio nível de evolução em que se encontra.

Podemos ir mais longe e afirmar que, caso o karma instantâneo fosse uma lei universal, isso inviabilizaria a própria vida humana deste mundo. Imagine se em nosso mundo o karma instantâneo começasse a ser implementado. As pessoas não poderiam mais mentir, não poderiam mais trair, não poderiam mais cometer erros de nenhuma forma, posto que a cada erro, o karma já recairia velozmente sobre todos. Uma pessoa apegada à matéria rapidamente perderia seus bens e dinheiro; uma pessoa mentirosa rapidamente seria desmentida e exposta; um homem opressor rapidamente se tornaria o oprimido, e assim sequer daria tempo para os espíritos viverem as experiências necessárias ao seu aperfeiçoamento.

Tudo no cosmos infinito funciona dentro de um ritmo definido. Não se pode apressar a planta a crescer; não se pode apressar o rio a fluir; não se apressa o sol a nascer, pois cada coisa tem o seu tempo certo de acontecer. Quem quiser mais informações sobre esse princípio pode se reportar a mensagem “O Tempo de Deus” no blog de Hugo Lapa. Assim também são os espíritos nesse mundo. Não se pode apressar um espírito inferior a se tornar um espírito superior: ele tem seu próprio ritmo, seu próprio momento de crescer e desabrochar. Um assassino não vai deixar de ser assassino de uma hora para outra; um homem mentiroso não deixará de sê-lo em pouco tempo; um aluno mediano não se tornará um expert em alguns dias; tudo ocorre aos poucos, no ritmo de cada um. Tentar apressar o crescimento de alguém pode provocar sua queda, sua destruição.

Dessa forma, a velocidade na aplicação da lei de causa e efeito não daria a oportunidade das pessoas serem o que querem ser, dentro do nível espiritual em que estão nos degraus espirituais da eternidade.  Por isso, Deus sempre nos permite ser aquilo que desejamos ser, com base na lei do livre arbítrio. E para ser o que desejamos ser se faz necessário um tempo certo para se viver aquelas experiências, e esse tempo varia de pessoa para pessoa, de alma para alma. Por esse motivo, é necessário que o mal possa ser mal e aos poucos, dentro do seu próprio ritmo, ele pode ir aprendendo que esse caminho não é o melhor, e assim, pelo seu próprio aprimoramento interior, ele vá abandonando a maldade por si mesmo, dentro do seu ritmo, e não por uma opressão cósmica de causas e efeitos imediatos.

Não se pode punir um gato que pula sobre a mesa de jantar para pegar um peixe delicioso que alguém esqueceu ali. Essa é a sua natureza, seu instinto e é assim que ele vai agir. De igual maneira, não se pode tentar apressar a transformação de uma alma muito imperfeita, ela tem seu próprio ritmo de evolução e ninguém, nem mesmo Deus, pode obriga-la a pular etapas.

Algumas pessoas podem argumentar que o mal praticado deve sim ser severamente reprimido e que as pessoas precisam receber rapidamente o retorno de suas ações. Diante dessa afirmação, eu faço uma pergunta: Você gostaria de receber prontamente todo o retorno do seu karma acumulado? Gostaria de sofrer todas as dores que você já provocou em outros? Gostaria de receber, a cada erro cometido, todas as consequências desse erro? Todos nós não erramos, não somos imperfeitos, já não magoamos e prejudicamos outras pessoas? “Que atire a primeira pedra…” como disse Jesus.

Da mesma forma que você quer ter um tempo para aprender e deseja seguir sua evolução no seu ritmo, os espíritos bastante inferiorizados também possuem esse direito. Estamos ainda no Jardim de Infância de nossa evolução espiritual, e nesse estágio, o aprendizado deve ser bem simples e bem lento, para que haja tempo de ser assimilado por almas ainda tão infantilizadas e imaturas espiritualmente.

(Hugo Lapa)

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Pedir a Deus

 

PARA QUE PEDIR ALGO A DEUS?

A maioria das pessoas ora a Deus pedindo alguma coisa. Suas orações sempre se focam naquilo que elas desejam obter da vida. Cada pessoa que ora a Deus tem um desejo e sua prece se direciona quase sempre a pedir que Deus satisfaça as nossas vontades individuais. No entanto, quando paramos para analisar a natureza de Deus, observamos o quanto o ato de orar apenas pedindo é algo fútil e sem sentido.  Para entender esse ponto, vejamos o que todos concordam a respeito do Criador.

Deus é, para todos os efeitos, onisciente, onipresente e onipotente. Isso significa que Deus tudo sabe, tudo vê, tudo alcança, tudo pode e em tudo está presente. Não há qualquer espaço no universo, por menor que seja, que Deus não esteja presente; não há qualquer coisa que Deus não saiba; não há qualquer acontecimento que Deus não possa mudar ou que já não o tenha guiado; não há, tampouco, qualquer coisa que Deus não tenha conhecimento. Assim, Deus sabe de tudo, pode tudo e está presente em tudo. Se Deus é infinito, eterno e perfeito, Ele também é onipresente, onisciente e onipotente. Quanto a isso não há qualquer dúvida. Se Deus não tivesse esses atributos, Ele simplesmente não poderia ser Deus; não seria a causa suprema de tudo, mas seria um mero efeito da Criação.

Diante desses fatos incontestes, é possível afirmar que Deus sabe tudo a nosso respeito. Desde o nascimento até a nossa morte: todos os fatos, todos os nossos pensamentos, enfim, tudo o que existe a nosso respeito Deus é 100% ciente. Deus conhece tudo, até mesmo aquilo que desejamos ocultar de nós mesmos. Ele sabe não apenas tudo sobre nós, mas tudo sobre tudo, já que o Criador é onisciente.

Nesse âmbito, podemos fazer uma simples pergunta: se Deus é onisciente e tem o conhecimento infinito sobre absolutamente tudo em todos os níveis, por que é necessário pedir algo a Deus? Deus, em sua infinita sabedoria, já sabe, muito antes de nós, tudo aquilo que precisamos. Deus sabe tudo o que precisamos e tudo aquilo que merecemos receber. Ele sabe o que é melhor para nós infinitamente mais do que nós mesmos. Ele sabe de todas as nossas necessidades, sabe tudo o que nós podemos receber e tudo o que pode nos proporcionar os melhores frutos espirituais. Ele sabe tudo o que pode trazer paz e felicidade verdadeira em nossas vidas e na vida do nosso espírito.

Se é assim, para que pedir algo a Deus? É possível que exista algo que Deus não saiba? Não, não é possível. Se Deus é onisciente, onipresente e onipotente, Ele sabe tudo a nosso respeito e sabe até mesmo o que vamos pedir. É possível pedir que Deus veja algo sobre nós que Ele pode não estar vendo? Também não é possível. Se Ele é onipresente, já está vendo tudo, absolutamente tudo, e não há nada que Ele não possa enxergar a nosso respeito. Não há qualquer possibilidade de Deus deixar de ver algo, deixar de saber algo, deixar de reconhecer alguma necessidade nossa. Deus já nos dá tudo o que precisamos, pois Ele já sabe tudo. Se Deus não visse algo a nosso respeito, Ele não seria Deus.Esse Deus que precisa ser informado sobre os assuntos humanos e suas necessidades seria um Deus muito fraco, muito limitado. Ele não seria onisciente, nem onipotente e nem onipresente. Não seria perfeito , eterno e infinito. Que Deus seria esse senão um falso Deus, um Deus imaginário que foi criado pela mente humana? Seria um Deus ilusório criado como uma necessidade humana para aliviar nosso sofrimento.

Diante de todas essas reflexões, qual o sentido das súplicas a Deus? Qual o sentido de pedir coisas? Será que, em nossa ingenuidade, acreditamos mesmo que Deus não saiba algo, e que nós saibamos mais do que Deus aquilo que nós mesmos precisamos receber? É como se disséssemos: Deus, eu preciso disse, você não viu o que eu preciso? Ou então: Deus, olha eu aqui sofrendo. Você ainda não viu que eu estou sofrendo? Ou ainda: Deus, olhe pelo meu filho. Você não percebeu, Deus, que meu filho precisa de ajuda? Todas essas súplicas desconsideram a natureza real e infinita de Deus. Se Deus ainda não nos curou, não nos libertou do sofrimento, não nos deu uma casa, não nos fez ganhar dinheiro, é porque precisamos justamente da falta para nos elevar espiritualmente.

Dessa forma, Deus sempre… sempre nos dá aquilo que nós precisamos. Mas nós desejamos instruir a Deus sobre aquilo que é melhor para nós. Nós desejamos declamar nossas pequenas verdades dizendo: “Deus, olhe meu sofrimento, eu preciso de cura, eu preciso de alívio, eu preciso de dinheiro, eu preciso da solução do problema do meu filho”. Orando dessa forma, estamos negando a onisciência de Deus; estamos negando a onipotência de Deus; estamos negando a onipresença de Deus. O Eterno já sabe que estamos sofrendo, já sabe que estamos doentes; já sabe que nosso filho está imerso nas drogas. É preciso entender que Deus não nos dá aquilo que desejamos, Ele nos dá aquilo que precisamos, que necessitamos de fato para a nossa evolução espiritual. Da mesma forma que um pai não dá o doce que seu filho pede, mas lhe dá legumes e verduras. De igual maneira, Deus… a consciência infinita e eterna, não nos dá aquilo que gera prazer, conforto e estabilidade de nível humano e mundano. Deus, que tudo sabe e tudo vê, sempre, sem exceção, nos concede aquilo que é mais importante para o nosso desenvolvimento espiritual.

Portanto, pedir algo a Deus não tem sentido, não tem utilidade, é algo infantil e sem propósito. Jesus nos deixou o melhor exemplo do que deve ser feito em situações extremas. Ele orou a Deus e disse:

“Pai, que seja feita a Tua vontade, e não a minha”. Vamos, a partir de agora, seguir este sagrado ensinamento do Cristo.

(Hugo Lapa)

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MORRER APENAS UMA VEZ

Muitos espiritualistas que acreditam na Bíblia por vezes ficam em dúvida sobre o versículo contido no livro Hebreus, onde lemos a seguinte frase:

“Aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo.” (Hebreus 9:27)

Devemos alertar a todos os espíritas e espiritualistas que essa frase, tal como descrita nessa passagem bíblica, está correta. Sim, é exato se afirmar que o homem vai morrer apenas uma vez e depois disso virá o juízo.

De fato, o homem, o ser humano, a nossa personalidade atual, vive apenas uma vez. Aquele que vive uma série ininterrupta de vidas passadas não é o homem, o ser humano, mas sim a alma, ou o espírito. O ser humano que somos hoje, com todos os nossos erros, defeitos, imperfeições, fraquezas, carências, desejos, vícios, apegos, etc… esse ser vai morrer, vai perecer e nunca mais vai voltar a existir. Nunca mais vai existir um Hugo Lapa (o autor dessa mensagem); nunca mais vai existir alguém como você, caro leitor. O homem, a mulher, ou o ser humano que você é vai morrer inexoravelmente e nunca mais vai voltar a existir. Nossa personalidade será completamente dissolvida após a morte. Tudo aquilo que representa o aspecto humano da existência vai, de fato, deixar de existir, e vai permanecer apenas na memória do espírito.

No entanto, a alma, o espírito, o ser espiritual e cósmico que somos, esse nunca vai morrer… O ser espiritual vai atravessar uma sucessão bastante numerosa de existências, até atingir um alto grau de pureza e maturidade espiritual, para depois viver mais próximo de Deus e assim se libertar de todos os sofrimentos materiais. Diante disso, podemos afirmar que essa passagem bíblia está correta. O homem, tal como citado, vai mesmo morrer apenas uma vez. Mas a alma, o espírito, o ser espiritual, como quisemos chamar, esse já viveu muitas vidas e vai viver ainda milhares ou milhões de existências, tantas quantas forem necessárias ao seu progresso espiritual no rumo a eternidade e ao infinito.

Mas o que significa o juízo, tal como citado nesta passagem? Existem duas formas de juízo: o juízo e o juízo final. Observe que essa passagem não fala sobre o juízo final, mas menciona apenas a palavra “juízo”. Para o Espiritualismo, o Juízo é a revisão da própria vida que a alma faz após o seu desencarne. Depois da morte, nosso espírito realiza, de forma plena e total, uma retrospectiva de sua própria existência, desde o nascimento até o momento da morte. Nessa revisão o espírito vê claramente seus erros e acertos, o bem e o mal que fez, suas ações e as respectivas consequências dessas ações; ele vê e sente como suas ações afetaram outras pessoas e sente tudo isso em si mesmo.

Assim, ele passa a entender melhor sua obra terrena e o que precisa fazer para se melhorar. Ele tem o juízo de tudo o que fez e deixou de fazer. Isso significa que é a própria alma que julga a si mesma; o espírito faz um julgamento do homem, da mulher, do ser humano que ele foi na Terram durante a sua existência material. Após esse juízo de si mesmo, ele passa a entender que pontos precisa aperfeiçoar, reformar e transmutar em si mesmo, para elevar-se a planos mais sutis da vida universal.

Dessa forma, o juízo citado é o julgamento que o espírito faz de sua condição humana da vida que ele acabou de viver. Nas chamadas experiências de quase morte, as pessoas que se viram foram do corpo muitas vezes contam que experimentaram essa revisão de suas vidas, algo que lhes fez compreender o que são, o que fizeram e o que precisam melhorar em si mesmos. Aqueles que quiserem mais informações a esse respeito basta pesquisarem sobre a retrospectiva de vida durante as experiências de quase morte.

(Hugo Lapa)

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