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Archive for the ‘Parábolas’ Category

A queda dolorosa

 

A QUEDA DOLOROSA

João era um homem que vivia pela sua esposa. Ele fazia tudo por ela. Sua vida girava em torno da vida dela. Sua mulher era tudo para ele. É possível dizer que João se apoiava emocionalmente nela. Sim, ela era seu sustento psicológico.

Certo dia, a esposa o chamou para conversar e disse que iria embora, pois havia se apaixonado por outro homem.

O mundo de João desabou naquele momento. Ele caiu no chão e ficou em prantos por dias, sem comer, sem dormir, sem fazer nada, apenas chorando e muito deprimido. Depois desse término, não conseguiu mais se reerguer e continuar sua vida.

Depois de 2 anos de grave depressão, já não aguentava mais essa situação. Foi conversar com um monge budista e contou tudo o que lhe ocorreu. O monge pensou e disse:

– O que aconteceu com você é o que acontece com todos aqueles que se apoiam no outro, que buscam no outro a sua sustentação emocional. Quando nos apoiamos em alguém, ficamos confortáveis até um certo momento, mas um dia a pessoa vai embora, e quando perdemos nosso sustento, caímos no chão. Sim, quando nosso apoio vai embora, o resultado inevitável é a queda. Foi o que ocorreu com você, que fazia de sua esposa seu apoio… e quando você perdeu seu apoio, caiu e até hoje não conseguiu se levantar e seguir sua vida. Esse é o grande problema de todos aqueles que buscam se sustentar emocionalmente através do outro e fazem sua vida depender disso.

João ficou surpreso com a verdade das palavras do monge. Ele compreendeu bem a lição e jamais a repetiu no futuro. Nunca mais, em toda a sua vida, buscou sustentar-se nos outros.

É preciso sempre viver de acordo com essa máxima: Aquele que se sustenta o outro sempre “cai no chão” quando o outro vai embora. E essa queda pode ser tão dolorosa que não conseguimos mais nos levantar e seguir.

“Não busque nenhum sustento exterior a vós, mas faça de ti mesmo teu próprio suporte”. (Buda)

(Hugo Lapa)

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Jogo da vida

 

O JOGO DA VIDA

A vida humana na matéria é semelhante a um jogo de videogame.

Imagine que você foi colocado, pelo seu psicólogo, para jogar um vídeo game a fim de trabalhar sua raiva durante o jogo. O objetivo é jogar sem ficar com raiva de ter errado, de não jogar direito, de não passar de fase, etc.

No entanto, quando a pessoa começa a jogar, ela esquece que o objetivo principal é aprender a não ficar com raiva, a desenvolver a paciência, então ela acaba ficando mais preocupada em ganhar o jogo. Ela deixa de lado o tratamento da sua raiva e passa a se concentrar em vencer o jogo, em passar de fase, em ser bem sucedido no game, ganhando mais e mais pontos. Quando ela perde, ela começa a ficar com mais e mais raiva… e isso faz a pessoa sofrer e ficar presa ao jogo, pois ela quer vencer a todo custo, para provar que é boa.

Acontece algo muito semelhante com o espírito que vem ao mundo. O espírito vem à matéria a fim de desenvolver algum aspecto interior do seu ser infinito e eterno, para que ele possa despertar a paz eterna e a felicidade eterna. No entanto, ao invés de buscar seu crescimento interior, ele se deixa envolver pelas coisas do mundo e passa a buscar apenas o “vencer o jogo da vida”. Ele passa a se preocupar em ganhar, em ter sucesso, em acumular dinheiro e bens, em ser elogiado, em ter prazer, em ter fama, etc.

No momento em que fica apegado e preocupado em “vencer o jogo”, ele deixa de lado a principal razão dele estar aqui, que é o crescimento interior, o desenvolvimento das virtudes da alma imortal. Ele passa a ser regido pelas normas do jogo transitório da vida mundana e não pelos princípios perenes do espírito. Fazendo isso, ele vai pulando de sofrimento em sofrimento, de ilusão em ilusão, acreditando que aquele jogo é real e que ele é aquele personagem do game. Ele vai vivendo na ilusão até vem o “game over” da vida… e a morte o conduz ao plano espiritual. O espírito então fica com uma imensa sensação de inutilidade e tempo perdido, e assim, sofre, fica atormentado e não consegue ter paz no plano espiritual.

Todos devem saber que não viemos ao mundo para vencer no “jogo da vida”, mas sim para a realização do despertar espiritual, que nos libertará das imperfeições do nosso ser.

 

(Hugo Lapa)

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A busca do diamante sagrado

 

A BUSCA DO DIAMANTE SAGRADO

Há muitos séculos atrás, havia um homem que possuía um diamante extremamente precioso, que para ele era muito sagrado. Era um diamante belíssimo, de inestimável valor, que estava há várias gerações em sua família.

Certo dia, ele acordou e foi procurar o diamante, mas não o encontrou. Procurou em todos os cantos da casa, mas nada do diamante aparecer. Sua filha disse que alguém poderia ter entrado na casa à noite e roubado a pedra preciosa. O homem então decidiu sair e procurar o diamante em todos os lugares. Começou procurando em seu vilarejo, mas não encontrou. Saiu do vilarejo e foi buscar em outras regiões. Procurou muito, conversou com centenas de pessoas, ofereceu recompensas para quem o ajudasse, entrou na casa de alguns suspeitos, observou tudo e todos… mas não consegui encontrar.

Resolveu então que deveria viajar pelo mundo em busca do diamante. Viajou por vários dias, semanas, meses… Não encontrou. Percorreu regiões muito remotas da Terra, foi em países muito distantes, com diferentes línguas, outros costumes, conheceu milhões de pessoas diferentes, saboreou a comida dos recantos mais escondidos do mundo, mas não encontrou o seu diamante.

Deu a volta ao mundo e, sem sucesso, regressou a sua casa, desistindo de procurar o precioso diamante. Lá chegando, quis muito descansar. Tirou sua roupa… e para sua total surpresa, estarrecido percebeu que o diamante estava preso a um colar dentro de uma caixinha, que havia colocado em seu pescoço, mas esqueceu que ele mesmo o havia colocado lá.

O ser humano costuma perder sua vida buscando milhares de coisas, percorrendo o mundo para saciar seus desejos e sonhos, sem desconfiar que o diamante sagrado que ele tanto procura está nele mesmo. As pessoas buscam casar, ter filhos, ganhar dinheiro, ter saúde, ter os melhores cargos, boa reputação, elogios, prazer, conforto, estabilidade, tudo isso para encontrarem seu precioso diamante da paz e da felicidade. No entanto, a felicidade, a paz, o amor, a harmonia e todas as alegrias e bem-aventuranças que sonhamos e buscamos já estão aqui conosco, lá no fundo, escondidas em nosso interior… não estão fora de nós, mas estão dentro de nós… em todos os lugares e em lugar nenhum. Quanto tempo mais você vai perder percorrendo os quatro cantos do mundo procurando pelo “diamante” que já está com você?

O mesmo ocorre com a busca por Deus. Os homens buscam a Deus em todos os lugares, percorrem o mundo inteiro em busca do divino, mas não desconfiam que Deus está presente neles a todo momento. Não se pode buscar alguma coisa que já está conosco sempre, agora… e eternamente. Buscar algo pressupõe que haja algo fora que precisa ser encontrado. Mas se Deus está em todos os lugares e em nós mesmos a todo momento, qual o sentido da busca? O ponto de saída do início da busca é o mesmo ponto de chegada, o alfa e o ômega possuem a mesma essência. Quando desistimos de toda busca, não apenas por Deus, mas por qualquer coisa, só então encontramos o infinito e o eterno em nossa vida. Toda a riqueza inesgotável do divino está ao seu alcance, aqui e agora, nesse momento, na mais profunda simplicidade e naturalidade, para todo o sempre.

Basta abrir os olhos e se libertar desse sono da ilusão do mundo.

(Hugo Lapa)

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Uma cristã foi para o inferno

 

UMA CRISTÃ FOI PARA O INFERNO

Matilde era uma senhora muito cristã que adorava ir a igreja. Vivia firme e convicta dentro dos preceitos de sua denominação religiosa.

Matilde era defensora incansável da moral, da família e dos bons costumes. Quando via um crime ocorrendo, ela dizia: “Esses safados deveriam todos estar mortos. Cadeia é muito bom para eles. Eles têm uma passagem só de ida ao inferno”.

Vira e mexe Matilde via um assassinato e dizia: “Monstro, canalha! Tem que apodrecer na cadeia! Esse salafrário já está no inferno!”

Ao longo dos anos, sempre repetia frases muito semelhantes. “Tem que matar esses canalhas todos. Satanás está aguardando todos eles lá embaixo”.

O padre de sua igreja chegou a alerta-la algumas vezes para esse comportamento. Ele dizia: “Matilde, você não deve ficar desejando o mal para essas pessoas. Não foi isso que Jesus nos ensinou. Esses sentimentos podem te fazer mal”. Matilde retrucava: “E você acha correto a população de bem ficar na mão desses vagabundos? Tem que matar mesmo, eles vão direto pro inferno, é um serviço que prestamos as pessoas decentes e ordeiras”, dizia.

Frequentemente Matilde os chamava de “monstros”, “canalhas”, “safados” e repetia quase sempre a mesma frase: “Esse aí vai pro inferno!”.

Certo dia, Matilde estava atravessando a rua e não percebeu uma moto passando em alta velocidade. Foi atropelada e a força do impacto jogou ela longe. Faleceu indo ao hospital.

Matilde se viu fora do corpo em espírito. Observou que alguma força a puxava para baixo. Olhou a sua volta e viu um vale sombrio, com nuvens negras e pessoas presas ao chão gritando e que pareciam viver um grande sofrimento e desespero. Num dado momento, observou um ponto de luz vindo em sua direção. Esse ponto de luz era na verdade um anjo que veio falar com ela. Matilde disse: “Meu querido anjo, gostaria de saber que lugar é esse aqui”. O anjo respondeu que ela se encontrava numa das zonas de muita negatividade do plano espiritual. Essa zona tinha muitos nomes, mas os cristãos o chamavam de “inferno”.

Matilde começou a passar mal. Como cristã convicta que sempre foi, jamais imaginou que seu destino seria o inferno. “Mas o que eu estou fazendo aqui?” perguntou. O anjo respondeu:

– É simples… De tanto você desejar o mal para pessoas que cometeram erros em vida, você acabou ficando com esse mal dentro de si mesma, e por isso, veio para essa zona tenebrosa do plano espiritual. Você mandou tantas pessoas ao inferno que acabou por ser atraída a ele. O ódio que você tinha dessas pessoas e todo julgamento que você proferiu, fizeram com que você sintonizasse com as zonas obscuras do pós-morte. Ninguém tem direito de julgar, somente Deus sabe todas as coisas. O seu ódio trouxe você exatamente para o local onde você desejava que as pessoas viessem.

“Não julgueis, para que não sejais julgados.
Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós.” (Mateus 7:1,2)

“Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus.” (Mateus 5:44)

“Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus.” (Mateus 5:9)

“Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete?
Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete.” (Mateus 18:21,22)

(Hugo Lapa)

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A HISTÓRIA DOS TRÊS ESPÍRITOS INFELIZES

Um homem teve uma briga com outro homem e este o matou. Ele desencarnou, saiu do corpo e foi ao plano espiritual. Um espírito de luz veio recebe-lo e começou a conversar com ele. O recém-desencarnado estava com raiva e disse: “Aquele homem me matou. Eu agora vou lá destruir a vida dele”. O espírito de luz disse: “Meu filho, tudo isso já passou. Observe a si mesmo nesse momento e perceba que você não está morto. A morte não existe. Você já iria desencarnar de qualquer jeito, pois era chegada a sua hora. Ninguém tirou a sua vida, pois você é espírito e sua vida é eterna”. O homem ouviu o espírito de luz, mas não deu atenção e continuou dizendo que ele não tinha direito de fazer o que fez, que iria se vingar, iria destruir ele e sua família, que iria fechar seus caminhos, etc. O homem largou o espírito de luz e foi embora dizendo que estava com ódio e “faria ele pagar”. A partir desse momento, não conseguiu mais ter paz…

Uma mulher era excessivamente apegada ao dinheiro e ao conforto material. Queria ganhar muito e ficar cada vez mais rica. Seu objetivo era acumular mais e mais bens e patrimônio. Sofreu um acidente e desencarnou. Chegou ao plano espiritual e foi recebida pelo mesmo espírito de luz, que explicou sobre a morte, dizendo que ela havia deixado o plano da matéria e agora estava em outra vida. A mulher disse: “Eu agora preciso ver onde vou morar aqui no plano espiritual, pois quero ganhar muito dinheiro para ter uma mansão e muito conforto”. O espírito de luz disse: “Minha filha, aqui no plano espiritual não existe dinheiro, não existem casas, não existe conforto, não existe o ganhar alguma coisa. Aqui existe a paz e a felicidade no infinito”. A mulher ignorou o espírito e continuou dizendo que queria ir a um local luxuoso, queria o melhor hotel, queria a cama mais confortável, queria as melhores roupas, as melhores maquiagens, etc. O espírito de luz disse que lá não existia forma física, então não havia maquiagens. Lembrou que ela não tinha mais um corpo de matéria. Mas a mulher não quis saber… foi embora e ficou sofrendo por não poder conquistar o que ela queria. A partir desse momento, não conseguiu mais ter paz…

Uma mulher vivia pelo seu filho. Ela fazia de tudo por ele, se sacrificava para que ele ficasse bem, se anulava completamente: o motivo de sua vida era o filho. Essa mulher teve uma doença grave e desencarnou em pouco tempo. Mais uma vez, o mesmo espírito de luz veio falar com ela e explicar sobre o plano espiritual. Mas a moça não conseguia se concentrar no que o espírito falava e já queria saber como estava seu filho; queria vê-lo, queria cuidar dele, estar com ele, etc. O espírito de luz disse: “Minha irmã, seu filho é um espírito como você. Ele vai viver as experiências que precisa no plano da matéria, para sua própria evolução. Sua missão com ele já passou. Agora ele precisa aprender a se virar sozinho, sem você resolvendo tudo por ele. Nesse momento você precisa viver sua vida aqui no plano do espírito”. A mulher mais uma vez não deu ouvidos e foi embora. Ela voltou a Terra e ficou tentando cuidar do filho, mas acabou o prejudicando e se tornou sua obsessora. A partir desse momento, não conseguiu mais ter paz…

Quando desencarnamos e não conseguimos nos libertar das coisas da Terra, não conseguimos viver livremente no plano espiritual e continuamos preocupados com os assuntos mundanos. Passamos a viver inquietos, angustiados, nervosos, apegados, com remorso e com outras formas de prisão ao que já passou. Por isso, se durante nossa vida ficamos presos a certas questões, apegados a dinheiro, a pessoas ou a situações vividas, podemos sofrer muito no plano espiritual por não conseguirmos nos desligar. Ficaremos como o homem que continuou com raiva do seu assassino ter tirado sua vida mesmo sabendo que a vida sempre continua; ou ficaremos como a mulher que, mesmo perdendo tudo, ainda sentia falta dos confortos e do dinheiro do plano material e sofria por não tê-los mais, ou ficaremos como a mulher que se anulava pelo filho resolvendo tudo por ele, e após a morte, não conseguia se desconectar dele para viver no plano espiritual e seguir em frente.

Não faça como esses espíritos infelizes… Viva de forma livre, sem amarras, aqui no plano da matéria. Caso contrário, você será infeliz e não terá paz no plano espiritual.

(Hugo Lapa)

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Distrações do caminho espiritual

 

DISTRAÇÕES DO CAMINHO ESPIRITUAL

Um mestre espiritual estava explicando a um grupo de discípulos sobre a vida. Os discípulos estavam ansiosos por compreender qual a missão do ser humano na Terra. O mestre então disse a todos:

– Imaginem que a vida é como um menino que saiu para comprar pão. Seus pais lhe disseram para ir até a padaria, que era longe de sua casa e que não demorasse para voltar, pois não havia mais comida em casa e todos estavam com fome.

O menino então sai de casa e começa a andar pela estrada. Poucos minutos depois, ele vê uma flor muito bela e resolve sair da estrada para apreciar as flores. Ele fica alguns minutos observando a beleza das flores. Quando ele resolve colher uma rosa vermelha, e um espinho espeta seu dedo. Ele sente dor, começa a sair sangue e ele se recorda de que precisa ir comprar o pão na padaria. Ele resolve então que deve retornar à estrada e continuar seu caminho.

Alguns minutos depois, ele vê alguns de seus colegas jogando futebol num campinho. Os colegam o veem e dizem: “Ei, venha jogar conosco!” O menino diz que não pode ficar para jogar, pois precisa comprar pão, pois a comida acabou em sua casa. Os amigos então lhe dizem que é só um pouco e que depois ele vai. O menino então pensa: “Tudo bem, jogar um pouquinho não fará diferença”. Ele começa a jogar… o tempo passa e de repente numa jogada mais forte, ele cai no chão e se machuca. Seus colegas dizem para ele parar de frescura. Ele então levanta e se recorda que precisa ir comprar pão.

O menino nem havia percebido que ficara mais de 1 hora jogando. Voltou para a estrada e continuou caminhando. Olhou para o lado e viu três meninas conversando, rindo e brincando. As meninas o chamaram e ele, encantado com elas, resolveu ir. O rapaz ficou horas conversando com as meninas e acabou se esquecendo completamente da estrada e do pão. Ele então tentou beijar uma das meninas, mas esta o rejeitou. Ele foi embora e ficou chorando à beira da estrada… Estava tão triste que nem lembrava mais do pão e do pedido de seus pais. “Que importa tudo isso? Nada mais faz sentido”. Olhou para seu relógio e percebeu que a padaria iria fechar em breve. Reuniu todas as suas forças e resolveu continuar caminhando, pois estava começando a escurecer e, sem luz, tudo ficaria mais difícil.

Ainda com os olhos marejados de lágrimas, estava se sentindo bem cansado. Havia sido furado pela rosa, jogado futebol, se machucado e foi rejeitado por uma garota. Pensou em sentar-se no tronco de uma árvore e descansar um pouco. Mas rapidamente desistiu da ideia e pensou que era melhor descansar em sua casa, onde teria todo conforto, tranquilidade e poderia comer o pão. Mas logo lhe veio um pensamento: “Ah, mas descansar uns 10 minutinhos não vai fazer mal”. Saiu mais uma vez da estrada e sentou-se numa árvore. Já estava quase escurecendo totalmente… O rapaz sentou e logo depois, adormeceu sem querer. Dormiu por horas, padaria fechou… seus pais foram atrás dele e lhe deram uma baita surra. Todos ficaram passando fome até o dia seguinte.

O mestre terminou a estória e explicou seu significado a todos:

 – O menino que segue pela estrada somos todos nós, seres espirituais que vêm à Terra para realizar um objetivo espiritual, tal como foi pedido pelo nosso pai, que é Deus. Ao caminhar pela imensa estrada da existência, inúmeras distrações podem nos desviar do nosso caminho. Tal como o menino esqueceu-se diversas vezes de sua missão na padaria, a maioria de nós vem a Terra e esquece do nosso verdadeiro objetivo, se dispersa com as tentações do caminho e acaba se perdendo nas ilusões da matéria. Podemos ser seduzidos pelas belas flores (as belezas ilusórias fora do caminho que sempre têm seus espinhos), pelos jogos (que são os divertimentos, os prazeres e os apegos do mundo) pelas belas jovens fora do caminho (que representam a sexualidade, as paixões e seus encantos) ou podemos subjugar-nos ao cansaço das provações, resolver parar tudo e ficarmos estagnados, deprimidos, vazios, abandonando a estrada. Além destas distrações, há muitas outras que podem nos desviar do nosso foco, do nosso real objetivo, daquilo que de fato importa, que é continuar seguindo pela estrada da existência para atingir nossa meta e chegar ao final do caminho. O final do caminho é a libertação dos apetites mundanos quando comemos o “pão da vida” (como disse Jesus), que nos conduzirá à vida eterna e a paz profunda dos bem-aventurados.

–  Portanto, jamais permitam que as distrações do caminho os capturem e os desviem daquilo que é essencial. Siga firme e sem extravios pela estrada da existência espiritual, pois o desfecho dessa sagrada vereda é a paz, a felicidade e a imortalidade com Deus.

(Hugo Lapa)

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O ser desperta

 

pog999

 

O SER DESPERTA

Um homem chegou para um mestre espiritual muito sábio e disse:

– Mestre, meu irmão está muito doente. Seu corpo está se enfraquecendo aos poucos. Ele já perdeu tudo por não estar trabalhando. Já está perdendo sua consciência e tudo em sua vida está decaindo. Por que ele vive esse mal e esse sofrimento?

– Mal? perguntou o mestre – Que mal é esse que ele está vivendo? Tudo na vida segue uma marcha pura e perfeita…

– Como assim mestre? perguntou o homem.

– Preste atenção… nisso que vou lhe dizer.

– Quando o corpo vai aos poucos enfraquecendo… o espírito vai aos poucos se fortalecendo.

Enquanto a consciência objetiva do ser humano vai se dissipando… a consciência espiritual vai aos poucos despertando.

Enquanto a pessoa vai perdendo várias coisas… o espírito vai começando a ganhar várias coisas.

Enquanto tudo vai decaindo exteriormente… o espírito vai se reerguendo interiormente.

Enquanto o corpo material vai aos poucos perecendo e morrendo… o espírito vai aos poucos renascendo das cinzas do corpo material, que gradualmente ele vai se libertando.

Vemos uma pessoa sendo consumida pela doença e pensamos que seu tempo está chegando ao fim. Mas quando o tempo da pessoa vai aos poucos se esvaindo, o tempo do espírito vai aos poucos chegando.

Uma pessoa que se encontra em seu leito de morte pode não desconfiar… mas ela está sendo gestada, no útero vivo da inteligência universal, para nascer como espírito do outro lado da existência universal.

Qual pode ser, então, o motivo do sofrimento? O que se diminui na Terra, vai aumentando no céu. Não foi Jesus que disse isso? Os humildes serão exaltados e quem se exalta, será humilhado. O menor no reino da Terra será o maior no reino dos céus. Contemplamos o mar e a linha do horizonte e nossos olhos físicos nos fazem acreditar que nada há além… Mas aquele que pega um barco e ultrapassa a linha do horizonte, pode chegar em novas terras, numa nova forma de vida… Por isso, quando os apegos do mundo vão terminando para nós, o espírito vai florescendo em todo seu esplendor.

Aquele que vai se perdendo no mundo, vai se encontrando no plano da alma. É assim que o ser desperta…

(Hugo Lapa)

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