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Archive for the ‘Parábolas’ Category

 

PRETO VELHO FOI EXPULSO DO CENTRO ESPÍRITA

Essa é uma história verdadeira. Ela de fato aconteceu em um centro espírita de uma pequena cidade do estado de Minas Gerais, há algum tempo atrás.

Conta-se que os médiuns estavam realizando seus trabalhos de esclarecimento e doutrinação num centro espírita do estado de Minas Gerais. Subitamente um preto velho incorporou numa médium e começou a falar. No momento em que os trabalhadores perceberam que o espírito incorporado era um preto velho, mandaram suspender a incorporação. Nesse centro não eram aceitos pretos velhos, pois os dirigentes consideravam que os pretos velhos são espíritos não muito evoluídos. Por isso, ele não poderia ser admitido a orientar uma atividade de doutrinação. O espírito foi então convidado a se retirar do centro. O preto velho fez o que eles pediram e foi embora.

Logo depois, a médium incorporou um espírito de um filósofo, um doutor de nome difícil, provavelmente europeu, que foi muito bem recebido por todos os presentes. O filósofo deu instruções aos membros do centro, fez os trabalhos de doutrinação e todos ficaram felizes e maravilhados com a intervenção desse espírito, que consideraram um espírito muito elevado.

Os dirigentes então resolveram que já era hora de encerrar os trabalhos. No entanto, a médium novamente começou a incorporar um espírito. Todos olharam com interesse aquela manifestação mediúnica espontânea. Um dos trabalhadores disse que as atividades do dia já estavam terminando e perguntou quem estava ali. O espírito respondeu que era de novo o preto velho. O dirigente fez cara de tédio e perguntou o que ele ainda queria ali nos trabalhos do centro. O preto velho então disse:

– Zifio… Ce suncê mi permiti, só quiria que ocês sobessem qui o dotô que apareceu agora há poquinho era este preto velho aqui, que agora proseia com vosmicês.

Todos ficaram espantados com a revelação… O preto velho então começou a não mais falar como um preto velho:

– É engraçado isso, meus irmãos, pois quando eu apareci como preto velho, fui praticamente expulso dos trabalhos de vocês. Mas depois quando eu apareci no formato de um doutor, um filósofo europeu prestigiado, que tem conhecimento acadêmico, com toda a pompa e com ar de autoridade, todos me trataram muito bem, ouviram meus conselhos e ficaram felizes e maravilhados com a aparição. Por que isso, meus filhos? Devo alerta-los para esse comportamento de vocês. Prestem muita atenção nisso, meus irmãos…

No plano espiritual, assim como em toda a realidade universal, não existem aparências. As aparências existem apenas aqui na Terra. Deus, em sua sabedoria infinita, oculta aos vossos olhos as verdades do espírito camufladas pelas aparências do mundo… para que vocês aprendam a vê-las com os olhos do coração, com a visão da alma e possam enxergar a verdade como ela é. No plano espiritual, meus irmãos, não existem doutores, não existem classes sociais, não existem nacionalidades, não existem religiões, não existem raças, não existem essas divisões humanas que vocês criaram em toda parte para poderem se sentir melhores uns que os outros. No plano espiritual o que vale é o que você é lá no fundo, e não o que você tem.

Não, meus irmãos… todas essas divisões são ilusórias. No plano espiritual o que vale é o amor, a verdade, a paz, a harmonia interior. No plano espiritual ninguém é julgado por ser rico ou pobre, branco ou negro, doutor ou uma pessoa simples. Lembram-se do que disse o nazareno sobre isso meus irmãos? O mestre disse: “Deus revela aos simples de coração aquilo que esconde dos doutos”

Quando cada um de vocês chegar ao plano espiritual, meus filhos, os anjos de Deus não vão perguntar quantos títulos de doutor vocês conquistaram, quantos bens vocês acumularam, quanto sucesso vocês fizeram, quantos altos cargos vocês subiram na empresa ou quanto de boa fama vocês projetaram. Não meus queridos filhos… os anjos vão perguntar quanta luz você espalhou pela Terra; quanto você tocou o coração dos outros com justiça e benevolência e o quanto a sua obra foi pautada no amor e na paz… ou se sua passagem na Terra foi apenas um capricho do ego, voltada apenas para seu mundinho egoísta e para os prazeres da matéria.

Vamos tomar cuidado, meus queridos filhos, com o veneno da hipocrisia e do preconceito. Não permitam que as aparências do mundo roubem a sua essência. O importante, meus filhos, é o que cada um traz em sua alma, em seu espírito. O que importa de verdade é ser simples e verdadeiro… ser honesto e ter caráter, ser caridoso e ter o amor de Deus no coração. Não se deixem levar pelas aparências, todas elas estão erradas e vemos isso muito claramente quando chegamos ao plano espiritual. Lá, meus filhos, não existem discriminações, todos trabalham por Deus e Deus é a essência regente tudo. É isso que vocês devem buscar a partir de agora, meus queridos filhos.

O preto velho despediu-se de todos e então deixou a sala de atendimento do centro espírita. Os trabalhadores ficaram envergonhados com seu próprio comportamento, mas adquiriram uma pérola de sabedoria que nunca mais, em toda a sua vida, seria esquecida.

(Hugo Lapa)

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Semente da vida

 

pog367

 

A MULHER E A SEMENTE DA VIDA

Uma mulher foi procurar um sábio indiano que morava numa floresta. Ela se encontrava mergulhada em inconsoláveis prantos, soluçando e muito deprimida. Contou ao sábio que havia perdido o emprego, seu filho a havia abandonado e seu marido havia falecido. Não tinha mais nenhuma esperança… Confidenciou ao sábio que sua vida já havia acabado. Ela então perguntou ao sábio: Por que minha vida foi interrompida dessa forma?

O sábio foi caminhando pela floresta e pegou no chão uma semente. O homem santo virou-se para a moça e disse:

– Você me pergunta por que sua vida finalizou. A resposta está aqui, nessa pequena semente. Nesse momento você é essa semente… aliás, toda a humanidade é apenas uma semente. Essa semente, tão pequena e insignificante, não é nada para os seres humanos. Ela simplesmente está jogada no solo sem nenhuma serventia.

A mulher ouvia o sábio e sentiu-se tal como a semente: caída no chão, esquecida, sem qualquer importância. O sábio continuou:

– No entanto, preste atenção nisso… Em algum momento as chuvas vão aos poucos enterrando essa semente no solo. Depois de um tempo dela vai brotar uma pequena plantinha. Aquilo que parecia uma expressão mínima da vida, sem qualquer valor, vai fazer desabrochar um ser vivente, renovado e pronto para uma vida bem longa. Essa plantinha vai crescer, crescer e crescer cada vez mais… para depois se tornar uma imensa e frondosa árvore. Essa árvore vai dar várias flores muito belas e diversos frutos gostosos e úteis para a vida de outros animais. Depois de viver muitas décadas, talvez séculos e dar muitas flores e frutos, ela vai aos poucos morrendo e cairá no chão…

No entanto, sua vida não termina aí… A árvore será absorvida pelo solo e servirá de adubo para que outras plantinhas possam nascer, crescer, dar muitas flores e frutos. Assim, a semente vira plantinha que vira árvore e a árvore vai se perpetuar em outras árvores… e depois em mais outras árvores, e assim seguirá eternamente, num maravilhoso, contínuo e infindável ciclo universal de vida; ciclo esse que é, em essência, sem fronteiras, sem limites, sem divisas, sem demarcações… essencialmente ilimitado.

A mulher acompanhava o pensamento do mestre e ficou feliz em saber disso. O sábio continuou:

– Você, minha querida, é essa semente… O ser humano nada mais é do que uma semente, uma esperança, uma promessa, um ser que aguarda a gestação para o nascimento da verdadeira vida. Quando olhamos uma semente, nada parece haver ali… aparenta algo sem vida e inútil. Mas dentro dessa pequena semente há uma imensa e bela árvore esperando para nascer. A semente não é apenas uma semente, ela é uma árvore em potencial, uma árvore que está para nascer… Não apenas uma árvore, mas muitas árvores, muitas flores, muitos frutos, muita vida fluindo e desabrochando até o infinito. Agora você é apenas uma semente, mas como disse Jesus, quando você cair no solo, for enterrada, ficar sozinha e finalmente “morrer”… nada vai terminar, não há fim de coisa alguma em todo o cosmos, pois tudo o que morre, renasce… A existência é uma eterna continuidade… Acreditamos que nossa vida terminou apenas porque não enxergamos o que vem depois, o que está além. Mas o além, o recomeço, a renovação sempre vem… A vida é uma eterna continuidade, um constante fluxo… ela é uma sequencia ininterrupta… nada nunca chega ao fim, nunca se esgota. O ser espiritual que somos nunca termina…

Sempre que você acreditar que sua vida terminou, lembre-se… Você é uma semente… e o melhor de sua vida ainda nem começou. Da mesma forma, o ser humano é uma semente de Deus, e guarda dentro de si toda a essência divina que aspira pelo desabrochar e por ser banhada pelo sol da verdade, da vida e da paz profunda.

(Hugo Lapa)

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Não queira ser normal

 

pog336

 

A FÁBULA DO LOBINHO DIFERENTE

Um lobo jovem não queria entrar para a alcateia, o grupo de lobos. Seus pais sempre diziam que o lobinho precisava se integrar ao bando, pois assim ele estaria mais seguro e protegido dos predadores, conseguiria alimento mais facilmente e, claro… não ficaria sozinho.

No entanto, o lobinho achava tudo aquilo muito superficial e queria algo mais do que apenas ficar competindo com outras alcateias e ficar lutando por comida e sobrevivência… “Mas a vida é assim”, diziam seus pais. “Para você se dar bem na vida, tem que se ajustar ao grupo”. O lobinho, no entanto, era diferente dos outros e preferia ver sua vida de uma nova forma, sob outra perspectiva. Ele queria encontrar algo além de tudo aquilo. “Mas você estará desprotegido fora da alcateia” disse um dos lobos. O lobinho hesitou, mas não cedeu à pressão. Ele decidiu seguir seu próprio caminho.

Certo dia, a alcateia estava seguindo pela floresta quando sentiu que estava num solo diferente. Esse chão era gelado e parecia meio escorregadio. Os lobos seguiram viagem e não perceberam o grande perigo abaixo deles. Subitamente, o gelo começou a quebrar… Os lobos se desesperaram e tentaram fugir, mas não houve tempo. A geleira abaixo deles se quebrou e todos caíram na água congelante.

Por acaso o lobinho estava próximo e ouviu os gritos deles. Imediatamente saiu correndo para salva-los. Após muito esforço, o lobinho conseguiu salvar alguns, mas a maioria acabou tendo um destino trágico e morreu congelada. “Se eu estivesse junto com a alcateia, não poderia ter salvo ninguém, e claro… eu teria morrido”, pensou o lobinho. “Graças ao meu pensamento diferente, pude salvar outros e também conseguir sobreviver”. Isso mostrou ao lobinho uma grande lição de vida…

Muitas pessoas desejam seguir sempre com a maioria, com o grupo, com a “manada”, seguindo normas, códigos e comportamentos estabelecidos pela sociedade. Essas pessoas creem que estão seguindo o “certo” só porque estão com a maioria. Elas supõem estar de uma “normalidade”, mas essa normalidade muitas vezes não é a melhor opção. Seguir junto com a massa nos dá uma sensação de segurança, de proteção, mas essa segurança é ilusória. A ideia do pertencimento nos dá a sensação que não estamos sozinhos e que fazemos parte de algo maior.

No entanto, seguis os padrões e códigos estabelecidos numa sociedade, dentro de uma suposta “normalidade” não nos faz necessariamente melhores, tampouco mais seguros. Quantas pessoas não integram grupos e mesmo assim sentem-se sozinhas, deprimidas e desamparadas de tudo? A manada pode estar unida, mas pode estar caminhando para o matadouro; o cardume pode estar indo direto à boca do tubarão; a matilha pode toda ela cair de um alto desfiladeiro, assim como um grupo ou uma sociedade pode a qualquer momento entrar em colapso.

Dessa forma, não cometa o erro de procurar de todas as formas se ajustar a sociedade, mas siga seu próprio caminho. Não deseje agir de acordo com os ditames da maioria. Cada pessoa é diferente da outra e cada qual deve seguir seu caminho. Seja você mesmo e não fique seguindo com a manada para sentir-se seguro e evitar a solidão. Não há nada de mal em ser diferente.

Aliás, ser diferente é ser livre… Estar preso a normas, códigos e padrões instituídos é viver numa prisão. Mas aquele que tem coragem de seguir seu próprio caminho, esse encontra a liberdade.

(Hugo Lapa)

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Fonte universal da vida

 

 

FONTE UNIVERSAL DA VIDA

Um materialista convidou um homem que acreditava em espiritualidade a passear em uma fábrica de computadores. O materialista aproveitou aquele momento para falar sobre sua descrença em Deus e disse:

– Meu amigo. Veja este grande computador aqui. Este modelo é a máquina mais avançada que o gênio humano já produziu. Este é o chamado computador quântico, que faz trilhões de cálculos por segundo. O ser humano possui uma inteligência prodigiosa e, por isso, não precisa de Deus. Sua inteligência pode produzir tudo o que precisamos para sobreviver muito bem no mundo. Para que ficar perdendo tempo com Deus? O homem precisa apenas desenvolver as suas habilidades, sua inteligência, sua razão, e assim, ser feliz. O gênio humano se basta por si mesmo, não precisamos mais de Deus.

O espiritualista ouviu tudo atentamente e disse:

– Você tem razão… O gênio humano já está muito avançado. Criamos máquinas maravilhosas e podemos viver cada vez melhor sem precisar de Deus em nossas vidas. Mas antes, me faça um favor, ligue este super computador, para que eu possa ve-lo funcionando, pois sua tecnologia é mesmo incrível.

O materialista apertou um botão e ligou o computador. A máquina era realmente magnífica. Possuía milhares de  recursos diferentes, super refinados e com programações fantásticas.

O materialista reafirmou sua tese dizendo: viu como não precisamos mais de Deus? A habilidade humana é tudo.

O espiritualista então, nesse momento, caminhou até a parede. Ele agachou por um momento e puxou o fio da tomada do computador. Logo que fez isso, o super computador parou imediatamente de funcionar. O espiritualista então virou-se para o materialista e perguntou:

– Ué, o que houve? Esse computador não era o máximo da tecnologia? Por que ele parou de funcionar?

O materialista respondeu:

– Ora… Ele parou de funcionar porque você o tirou da tomada, perdendo sua fonte de energia. Nenhuma máquina pode funcionar sem eletricidade.

O espiritualista respondeu:

– Sim… não pode. Da mesma forma que a mais incrível e avançada máquina precisa de uma fonte de energia para funcionar, nós, seres humanos, também precisamos sempre estar ligados à fonte cósmica da vida para continuarmos existindo. Caso contrário… seremos como esse super computador, que sem sua fonte de eletricidade, parou todo seu funcionamento. Essa fonte universal da vida é o que chamamos de Deus.

Não importa o quanto alguém seja inteligente, habilidoso, avançado, refinado, rico ou poderoso nesse mundo. Se ele não estiver ligado à fonte universal da vida, será como a máquina que não funciona sem estar ligada a tomada. Pode ter uma vida muito boa e próspera na matéria, mas algo vai lhe faltar… ele sentirá um vazio que precisa ser preenchido. Mesmo uma máquina com gerador de eletricidade precisa produzir sua própria energia para funcionar. Nós, seres humanos, também precisamos e até aspiramos à essa conexão com a fonte cósmica divina para existir e sermos felizes. É essa fonte universal que nos dá toda a vida, nos sustenta e tudo nos permite para que possamos viver.

No entanto, não basta apenas acreditar em Deus. A mera crença não pode nos levar a lugar nenhum. É preciso muito mais do que a crença; é preciso se ligar à fonte inesgotável da vida… Somente assim podemos ser eternamente felizes.

(Hugo Lapa)

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Mensageiros de Deus

 

pog225

 

OS MENSAGEIROS DE DEUS

Um homem havia acabado de morrer e percebeu que se encontrava num lugar escuro, feio e cheio de energias negativas. “Devo estar no inferno”, pensou ele. Nesse momento, um anjo apareceu e confirmou suas suspeitas. O anjo explicou que ele estava em uma das muitas zonas escuras do submundo espiritual, pois ele havia cometido muitos erros em sua vida.

O homem não gostou nem um pouco dessa situação e pôs-se a gritar com o anjo, dizendo:

“Isso não faz sentido! Nunca me foi ensinado o que eu deveria fazer, ninguém me passou o que era certo e o que era errado. Por que Deus age dessa forma? Por que ele não envia mensageiros para nos explicar melhor o caminho que devemos seguir? Assim menos pessoas viriam para esse vale sombrio após a morte!”

O anjo ouviu o homem e pacientemente disse:

– Filho da humanidade… o senhor Deus do universo nos envia mensageiros a todo momento. Essas pessoas são como anjos em nossa vida. Esses mensageiros nos ensinam a viver e nos transmitem mensagens essenciais para que possamos seguir os caminhos de Deus no mundo.

Isso é mentira! – disse o homem – Nunca em toda a minha vida encontrei esses tais “mensageiros”!

– Sim, você os encontrou – disse o anjo. – Muitas vezes eles vieram te dar lições preciosas sobre a vida espiritual e Deus.

– Não é verdade isso! – insistiu o homem aos gritos – Nunca me veio nenhum desses mensageiros! Você está tentando me enrolar!

Com olhar amoroso e acolhedor, o anjo respondeu:

– Sim meu filho… Os mensageiros se apresentaram abundantemente em sua vida, mas você os expurgou e não deu atenção aos seus ensinamentos. Vou te dizer agora, nesse momento, quais foram os principais mensageiros que Deus te enviou para ajudar no seu despertar para a vida espiritual.

O primeiro mensageiro foi seu padrasto. Sim, isso mesmo… seu padrasto. Aquele velho bêbado que embriagava-se sempre e batia em você e em sua mãe. Seu padrasto foi um importante mensageiro de Deus em sua vida, pois ele te deu a oportunidade de aprender sobre os males de uma vida de excessos, de vícios, de libertinagem. Boêmio como ele era, ele foi para você o mensageiro que veio transmitir a sabedoria de uma vida comedida, de temperança… uma vida de sobriedade, austeridade, ponderação, razoabilidade, sem qualquer excesso. Mas infelizmente você não seguiu a sabedoria desse mensageiro e, assim como seu padrasto, caiu numa vida de descomedimentos.

O segundo mensageiro foi seu primeiro chefe. Esse mensageiro de Deus te perseguia, falava coisas para te irritar e te provocava de diversas formas. Ele veio para te mostrar o valor da calma, da tranquilidade, do silêncio, do equilíbrio, da mansidão, da impassibilidade e da quietude. Quanto mais tentava te irritar, mais ele te mostrava o valor da paz e da serenidade que você deveria buscar em si mesmo. Infelizmente você não ouviu a instrução desse mensageiro e depois dessas perseguições tornou-se um homem nervoso e revoltado com tudo.

O terceiro mensageiro foi seu colega de trabalho. Esse mensageiro vivia competindo com você, queria sempre parecer melhor do que ti e por isso, sempre que podia te colocava para baixo, tentando muitas vezes te humilhar dando golpes diretos em seu ego. Esse mensageiro de Deus queria te mostrar o valor da humildade, da modéstia, da despretensão e da simplicidade, para que você não caísse nas armadilhas dele e não se sentisse diminuído diante de suas tentativas de ferir seu ego. Infelizmente, você se deixou levar pela soberba e tentou durante anos ser melhor do que ele. Você deveria tentar compreender a frivolidade e a insignificância de todos aqueles jogos de ego. Mas não permitiu e não compreendeu a mensagem da humildade, do despojamento, da modéstia, da desafetação que ele veio disseminar.

O quarto mensageiro foi sua primeira esposa. Esse grande mensageiro era uma pessoa muito mesquinha, avarenta, tacanha, apegada, sovina. Queria sempre ganhar mais e mais e não admitia perder. Ela gastou secretamente todo o seu dinheiro e fez com que você passasse muitas penúrias e privações após o divórcio. Esse mensageiro tentou te ensinar o valor do desprendimento, da abnegação, da dádiva, do altruísmo, do humanitarismo, da piedade, da compaixão e do desapego. Mas infelizmente depois dessa experiência você se tornou ainda mais egoísta e apegado a tudo.

O quinto e último mensageiro foi seu pai. Sim… esse mensageiro de Deus te obrigou a cuidar dele durante anos. Ele já estava velho e doente, por isso ficou numa cama e você teve de prestar auxílio a ele em sua senilidade. Ele te ofendeu diversas vezes, exigia tudo de você, jogada as coisas no chão e sujava a casa. Esse foi um grande mensageiro que tentou te ensinar duas coisas: a paciência e o amor incondicional. A paciência por tudo o que ele te fez e que você teve que aguentar sem reagir. E o amor incondicional porque você o amou quando estava bem e com saúde, mas desgostou dele quando estava velho e doente. Esse mensageiro de Deus tentou te transmitir duas mensagens essenciais… No entanto, mais uma vez você recusou o ensinamento dos mensageiros. Você não apenas o destratou sempre de forma impaciente, como foi negligente e não prestou o socorro necessário quando ele precisou, o que veio a provocar sua morte.

Por isso, meu filho, você veio parar aqui, nesse vale sombrio… Foi naturalmente atraído para esse lugar por não conseguir assimilar os ensinamentos sagrados dos mensageiros que Deus enviou a você.

Assim como esse homem, todos nós temos vários mensageiros em nossas vidas. Pare por um instante e reflita: quem são os mensageiros que Deus enviou a ti? Você está ouvindo e aprendendo com as mensagens que eles enviam?

Não deixe de aprender com os mensageiros de Deus… Eles trazem as lições divinas mais preciosas para nossa vida e nosso crescimento espiritual.

(Hugo Lapa)

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Visão humana de Deus

 

pog222

 

VISÃO HUMANA DE DEUS

Um homem adormeceu e começou a ter um sonho. Sonhou que estava ascendendo aos céus e viajou além da Terra, vendo estrelas, galáxias, etc. De repente se viu fora do universo. Nesse local, havia um monumental castelo, muito bonito e bem ornamentado. Dentro do castelo, o homem entrou numa sala ricamente adornada com joias, taças e outros objetos de valor. Nessa sala um velhinho barbudo e sério repousava sobre majestoso trono de ouro maciço. Muito curioso, o homem perguntou:

– Quem é você?

– Eu sou Deus – respondeu o velhinho.

O homem ficou espantado com aquela declaração e disse:

– Deus, então o Senhor é exatamente como boa parte da humanidade te imagina, um velhinho barbudo sentado num trono de ouro fora do universo.

– Não… eu não sou assim. – respondeu Deus meio zangado. – Eu decidi me revestir da forma mais próxima da consciência coletiva da humanidade, para poder conversar com você. Na verdade, eu não estou fora do universo, não tenho forma humana, não tenho vontades e sentimentos pessoais e tampouco tenho trono de ouro num castelo.

O homem, ainda mais curioso, resolveu perguntar a Deus por que as pessoas sempre o colocavam no céu ou fora do universo.  Deus responde:

– As pessoas me colocam lá longe, no céu, bem distantes de onde estão, para que elas não precisem me seguir ou dedicar suas vidas a mim. Elas querem sentir que podem viver no mundo como bem desejarem, sem que minha presença luminosa as incomode. Mas quando elas precisam de alguma coisa, aí sim elas lembram que eu existo e elas me transformam numa espécie de “gênio cósmico”, uma inteligência que deve realizar todos os seus desejos. A maioria das pessoas fala comigo apenas quando precisam de alguma coisa, e me usa para conquistar coisas no mundo. Por isso elas me colocam bem longe no céu.

O homem gostou da explicação e resolveu perguntar por que Deus se apresentou como sendo um homem, uma figura humanizada. Deus respondeu:

– As pessoas me veem como um ser humanizado porque elas não admitem conceber algo que está além de seu conhecimento e consciência. O ser humano personifica Deus porque não quer admitir que Deus é incompreensível e indescritível ao seu raciocínio. A maioria quer sempre ver Deus tal como eles mesmos são, pois assim, se isentam de tentar imaginar algo além, que escape dos limites de sua mente. Na Bíblia está escrito que eu criei o homem a minha imagem e semelhança, mas hoje o ser humano é que cria Deus a sua imagem e semelhança, pois em seu orgulho não deseja admitir que há algo que ele não entende.

O homem compreendeu, mas resolveu fazer uma última pergunta: Deus… como você é de verdade? Deus respondeu:

– Sou onipotente, onipresente e onisciente. Isso significa que posso tudo, sei tudo e estou presente em tudo. Não há qualquer espaço de todo o cosmos que eu não esteja presente. Não há qualquer pessoa que não faça parte de mim. Sou o alfa e o ômega de todas as coisas. Sou a perfeição, a eternidade e o infinto. Estou eternamente aqui e agora. Como se diz na Bíblia: “Eu sou aquele que sou”.

(Hugo Lapa)

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Nossas feridas interiores

 

A CURA DE NOSSAS FERIDAS INTERIORES

Um homem sofreu um acidente e ficou com ferimentos graves em suas duas pernas. Por esse motivo, começou a andar sempre com duas muletas.

O tempo passou e o homem acabou se acostumando com as muletas. Utilizava ambas em todos os momentos de sua vida. As muletas estavam sempre com ele. O homem acostumou-se tanto com as muletas que praticamente elas passaram a fazer parte dele mesmo.

Sua esposa sempre o advertia sobre isso. Ela dizia que era preciso iniciar um tratamento médico em suas pernas, para que ele não precisasse mais das muletas e pudesse caminhar por si mesmo, tornando desnecessário qualquer tipo de apoio. O homem, no entanto, não queria mexer em suas pernas, pois a lembrança do acidente foi algo muito traumático e lhe trazia emoções bastante dolorosas.

O tempo foi passando… A esposa continuava insistindo que o homem cuidasse das feridas em suas pernas, ao invés de continuar usando as muletas. O homem, como sempre, dizia que não… Ele preferia continuar se apoiando em algo externo. Apesar de criar muitas limitações, esse apoio era uma espécie de proteção contra a dor das lembranças do acidente.

No entanto, o homem passou por uma dramática crise econômica e não tinha mais dinheiro para quase nada. Suas muletas já estavam velhas e enferrujadas. Após alguns meses, ambas se quebraram. Agora ele precisava comprar outras muletas, mas não tinha mais dinheiro…

O homem, já com idade avançada, estava sofrendo com muitas limitações. Vivia deitado e estava deveras infeliz. Após uma noite de intenso pranto, ele tomou coragem e decidiu que finalmente iniciaria um tratamento em suas pernas. Assim, buscou o tratamento e depois de alguns meses, já estava podendo andar novamente. O homem jogou fora as duas muletas e ficou muito feliz com sua realização.

Essa situação pode nos parecer estranha, mas a maioria das pessoas acaba enveredando por esse caminho. As pessoas ficam com medo de tocar em suas feridas para trata-las, e por isso começam a buscar muitas muletas em suas vidas.

Em vez de cuidar das feridas internas, da carência, das mágoas, das decepções e do vazio que temos dentro de nós, procuramos toda sorte de muletas, de apoios externos para nos sustentar. Pessoas solitárias podem usar os filhos como apoio emocional; pessoas carentes podem usar o marido ou a esposa como suporte interno; pessoas vazias podem usar o dinheiro como muleta, a comida como muleta, ou o sexo como muleta. Pessoas perdidas de si mesmas podem utilizar a religião como apoio emocional, dentre vários outros apoios e suportes emocionais que o ser humano insiste em usar. No entanto, o caminho mais correto seria primeiro tratar as feridas do nosso coração, curar o vazio interior, sarar as mágoas, as decepções e a nossa carência. Assim, nenhuma forma de apoio externo seria mais necessária. Seríamos livres de tudo, libertos de qualquer tipo de apoio que nos limita e que acaba atrofiando nossa alma.

Ao invés de usar uma série de apoios, amparos e ilusórios alicerces externos, trate de curar seu interior de todas as feridas, todo o vazio e toda a carência. Dessa forma, confie apenas na força de suas próprias pernas, jamais em sustentos emocionais ilusórios.

(Hugo Lapa)

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