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Archive for the ‘Parábolas’ Category

Proibido estacionar

 

PROIBIDO ESTACIONAR

Certa vez sonhei que estava caminhando pelo infinito. Os anjos de Deus estavam lá, em toda a sua glória. Eles me explicavam todas as verdades da vida criadas por Deus.

Vi um automóvel muito bonito parado e quis andar nele. Um dos anjos disse: Pode dirigir esse carro, se você quiser. Aqui tudo é permitido pelo livre arbítrio dos seres.

Sentei na poltrona do motorista, acelerei e comecei a dirigir por todos os lugares. Fiquei um tempo percorrendo várias distâncias, cruzei belíssimas paisagens e fiquei espantado com as maravilhas que existiam no reino do infinito. No entanto, observei algo curioso: pelas ruas onde passava havia sempre uma placa com os dizeres: “Proibido estacionar”. Por onde quer que eu passasse, lá estava a mesma placa alertando que era proibido estacionar. Não havia um local sequer onde aquela placa não estivesse presente.

Invoquei a presença do anjo e ele apareceu. Perguntei por que haviam todas aquelas placas com a inscrição “Proibido estacionar”. O anjo olhou-me amorosamente e respondeu:

“Meu querido filho, não sabes que a vida é movimento? A existência universal é um eterno fluxo, onde tudo vibra e nada pode estar parado. Aquele que vive sua vida e fica estacionado, acaba morrendo… pois na vida é preciso que haja movimento, é preciso sempre ir além… para que exista o progresso, a evolução, o desenvolvimento e o despertar. Seu corpo físico está sempre em movimento, até seu pensamento sempre está ativo. Por que haverias tu de ficar paralisado? Por esse motivo os anjos sempre colocam essa placa de “proibido estacionar”.

Muitas pessoas ficam estacionadas na vida após a morte de um ente querido; após o fim de um casamento; após a perda de um emprego; após uma forte decepção; após uma perda financeira; após o abandono paterno; após um trauma intenso, etc. Mas os anjos sempre nos dizem que não devemos jamais estacionar na estrada da vida. É preciso movimento; é necessário que a caminhada continue, caso contrário, a vida acaba…

Dessa forma, observe as indicações e jamais fique parado. Na vida, é proibido estacionar, pois quem pára, perece… quem estaciona, morre por dentro; quem se acomoda e fica preso numa determinada condição, acaba perdendo sua vida. Mas quem vai sempre além… esse renasce e vive plenamente.

(Hugo Lapa)

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O PRAZER E A FALTA NA VIDA HUMANA

Era uma vez um menino que sempre pedia chocolate ao seu pai.

O pai, um homem honesto, sensato e inteligente, quase nunca dava chocolates, doces ou outras besteiras ao filho. O pai sempre dizia:

“Meu filho, chocolate faz mal. Você está numa fase de crescimento. Você pode não sentir agora, mas se eu toda hora te der chocolates, doces, etc, quando crescer você poderá ter vários problemas de saúde e até mesmo ficar doente.”

O filho não entendia e nem dava bola para isso. Desejava apenas o chocolate, pois era bom, era agradável e ele se sentia muito bem quando comia. O filho ficava insistindo e sendo muito chato com o pai. Toda hora pedia chocolates, doces e muitas besteiras em sua alimentação. O pai dizia:

“Filho, mais uma vez te explico. O melhor é você ter uma alimentação saudável, rica em nutrientes, para que no futuro você se torne um adulto sadio, forte, com um organismo puro, livre de doenças e assim possa viver bem e feliz. Crianças que comem muitos doces crescem intoxicadas, não são saudáveis, contraem doenças, vivem mal, cansadas e sem energia. Um organismo puro, livre desses malefícios alimentares, vai te fazer viver bem nas décadas seguintes da sua vida.”

O pai manteve a disciplina alimentar do filho, apesar das reclamações. Assim, a criança cresceu e se tornou um adulto saudável e feliz, graças aos cuidados do pai com sua alimentação. O menino, agora adulto, agradeceu ao seu pai por não ter lhe satisfeito seus desejos, mas sim por ter lhe dado aquilo que era melhor para ele, observando sempre tudo com uma visão mais ampla dentro de uma perspectiva maior da vida.

Os seres humanos são semelhantes a crianças que pedem chocolates, doces e outras besteiras a Deus. A grande maioria pede conforto, estabilidade e prazer. Pedimos sempre facilidades e agrados que geram contentamento, ao invés de encarar as provações mais difíceis para nos purificar e vivermos saudáveis do ponto de vista espiritual. As pessoas não entendem que a renúncia de hoje é a felicidade de amanhã. É certo que o ser humano aprende e cresce muito mais com a falta do que com o ganho, desenvolve-se muito mais com a ausência do que com a fartura. Hoje você pode desejar prazer, conforto e facilidades, mas daqui pra frente isso lhe cobrará um preço. Aquele que aceita as provas e vive bem com as renúncias da vida material conquista uma purificação que lhe trará a felicidade futura na vida espiritual. Vamos lembrar de Jesus quando nos ensinou sobre a “porta estreita”, que é a porta da salvação da alma. Ao contrário do caminho espaçoso, cheio de facilidades e conforto, que nos leva a perdição de nosso ser.

Dessa forma, sempre que estiver atravessando um período de ausências, de vacas magras, de escassez, de muita privação, onde tudo falta, agradeça a Deus, pois é esse o momento em que você começa a se tornar mais saudável, mais puro, mais límpido para viver feliz a vida plena na eternidade do espírito.

“Entrai pela porta estreita, pois larga é a porta e amplo o caminho que levam à perdição, e muitos são os que entram por esse caminho. Porque estreita é a porta e difícil o caminho que conduzem à vida, apenas uns poucos encontram esse caminho! Pelo fruto se conhece a árvore.” (Mateus 7, 13)

(Hugo Lapa)

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A Vida Sempiterna

 

A VIDA SEMPITERNA

Um homem resolveu procurar um sábio, pois estava se sentindo mal, vazio e desanimado de tudo após a morte de seus pais.

Conversou com o sábio e contou seu caso. Disse que não aguentava mais sofrer pela perda dos seus pais. O sábio disse:

 – Perda? Mas que perda? Todos nós somos espírito, não somos esse corpo composto de matéria. A matéria perece, se degrada e se destrói. Mas o espírito é sempiterno… ele não se degrada, não perece e não pode jamais morrer. Seus pais não morreram. Eles apenas perderam o corpo físico. Nada pode matar o espírito. Ninguém perde ninguém, o espírito não pode ser perdido. O espírito é indestrutível. Ele é o que é para sempre…

O homem disse:

– Eu tenho conhecimento disso mestre. Mas ainda sofro com a morte dos meus pais.

– Tem certeza que você sofre? – Disse o sábio. – Você é espírito e o espírito não pode jamais sofrer. Quem sofre é o ser humano, é a mente, é o corpo. Mas o espírito não pode jamais passar por qualquer sofrimento. Nada pode afetar o espírito. Ele não se abala com coisa alguma. O espírito é intocável pelo sofrimento, pela dor, pela perda, pelas tormentas do mundo. Podem destruir seu corpo, mas o espírito não será tocado. Podem tirar tudo de ti, mas o espírito não será influenciado. Podem te impingir as mais duras torturas, mas o espírito jamais será minimamente afetado por isso. Nosso ser real não conhece o sofrimento, o erro e tampouco a morte.

O homem pensou por um momento e disse:

– Eu entendo mestre, mas eu me sinto esgotado com tudo isso. Sinto-me mal e desanimado.

– Tem certeza que isso acontece com você? – respondeu o mestre – medite comigo. Se você é espírito, da mesma forma que eu e todas as pessoas, você não pode estar esgotado. O espírito é a fonte infinita de tudo. Ele tudo contem e dele tudo provém. Nada falta em nosso espírito. Ele é uma energia primordial que nunca se esgota. O espírito não possui nenhuma carência, nenhuma falta, e por isso, jamais pode se sentir esgotado, carente ou exaurido. Ele é a fonte de tudo o que existe. O espírito também não pode ficar mal. Ele é pura claridade, puro amor, pura sabedoria, pura plenitude, pura perfeição. Sua natureza é a harmonia e a paz. Jamais o espírito pode ficar mal. Quem fica mal é a sua mente limitada e suas emoções. O espírito jamais pode ser infimamente tocado por isso. Assim que você se libertar do seu lado humano e mundano, do seu ego e suas emoções, nunca mais poderá ficar mal. O espírito está além da dualidade do que chamamos de bem e mal. Para o espírito, não há bem e não há mal, tudo é perfeição.

Algo dentro do homem estava conseguindo assimilar aquele ensinamento. Mesmo assim, ele disse:

 – Estou começando a compreender mestre. Mas ainda assim não sei se é certo termos que passar por tudo isso se, em realidade, nós somos espírito.

– Você está passando por tudo isso mesmo? – questionou o mestre – você tem certeza disso? A única realidade é o espírito. Todo o resto é ilusão. É como um filme que você está vendo. Você se identifica com o personagem e sofre como ele sofre. Vê uma cena triste e pode sentir a tristeza. No filme é como se você estivesse passando pelo que o personagem passa. Mas quando o filme termina, você volta a si mesmo e o personagem já não faz diferença. O mesmo ocorre conosco. Assim como um filme, nada do que ocorre em sua vida está de fato ocorrendo. Toda essa realidade do mundo é apenas um enredo passageiro do longa metragem da vida, que vai terminar após a última cena do filme, que é a morte. Depois, o espírito reassume a si mesmo e o filme da vida humana acaba. Você não está experimentando nada disso, assim como o personagem do filme que faz você chorar e se emocionar não é você. Você se identifica com o mundo, mas não é o mundo. Você se identifica com seu lado humano, mas não é humano. Você é espírito… eterno, imortal e inabalável.

– Está certo mestre. Vejo então quanto tempo perdi em minha vida sem entender que sou espírito.

– Não… respondeu o mestre. – Você não perdeu tempo nenhum, pelo simples motivo de que o espírito não tem tempo. Como você, sendo espírito, poderia então perder tempo? O espírito não se encontra no tempo, está além do tempo… Ele vive na eternidade. Também está além do espaço, pois ele vive no infinito. Não há qualquer tempo perdido, pois o espírito não vive na temporalidade, ele vive na eternidade, na perenidade do ser. Como se pode perder algo que não existe, como o tempo? Se o tempo não existe para o espírito, ele não pode ser perdido… A eternidade é a morada definitiva do espírito, e é onde ele viveu, vive e viverá para sempre. O presente sem limites, a duração sem fronteiras… O espírito é a essência de uma vida sempiterna…

O homem agradeceu ao mestre por ter recebido aquelas verdades. O mestre concluiu:

– Você não recebeu nada. Você já possui todas essas verdades dentro de você. O espírito é pura verdade, é onisciente, ele já sabe tudo. Nada pode ficar oculto dele. Você apenas esqueceu que é espírito.

O mestre concluiu dizendo:

– Eu estou apenas ajudando você a se lembrar àquilo que você já sabe e sempre soube…

Agora é só você passar a viver o espírito que você é…

(Hugo Lapa)

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Pureza de intenção

 

PUREZA DE INTENÇÃO

Quando eu era mais novo, lembro-me perfeitamente dos conselhos que me dava o meu avô. Ele sempre me aconselhava a jamais gritar com outras pessoas. Levantar a voz para o outro, segundo ele, era sempre algo errado. Não importa o que tenha acontecido, não importa o que o outro faça… Em sua visão, jamais devemos berrar com outras pessoas. Os gritos são atitudes de pessoas ignorantes e descontroladas. Cresci e acabei absorvendo essa ideia: “Quem grita com os outros será castigado por Deus”, dizia ele.

Certo dia estava eu viajando de avião. Estava sentado tranquilamente em minha poltrona lendo um livro. Num dado momento, um dos passageiros começou a ter uma crise de ansiedade após uma turbulência no voo. As aeromoças foram socorrê-lo, tentaram acalma-lo de várias formas, mas nada parecia funcionar. O passageiro continuava nervoso e bastante transtornado. Aquela situação estava deixando outros passageiros também nervosos e agitados. Nesse momento, senti que algo precisava ser feito e tinha que ser rápido. Então me aproximei do passageiro ansioso, toquei em seus ombros e gritei: CALMAAAAAAA!!!

Ele levou um choque… Parou e ficou me observando atônito. Ficou claro pra mim que ele não esperava aquela reação de ninguém. Ele achava que todos iriam fazer carinho nele e pedir com tranquilidade para que ele se acalmasse. Quando ele percebeu alguém gritando, levou um susto e subitamente a crise passou. Outros passageiros foram se acalmando e o voo pôde seguir normalmente.

Após esse episódio, lembrei-me das palavras do meu avô dizendo que ninguém jamais poderia gritar com outras pessoas, pois gritar era algo errado em qualquer circunstância. Fiquei com receio de ser castigado por Deus após esse meu comportamento. No entanto, quando me aproximei e gritei com o passageiro, minha intenção era a melhor possível. Eu queria apenas que a pessoa se acalmasse e que sua crise de ansiedade não contaminasse outros passageiros, prejudicando a todos.

Como Deus poderia me castigar por isso, se eu fiz o que fiz com uma intenção pura? Nesse momento de minha reflexão, ficou bem claro em minha mente que não faz tanta diferença a atitude de uma pessoa, sua ação, seu comportamento, mas sim a intenção pela qual aquele ato é realizado. Se nossa intenção é pura, mesmo uma atitude reprovável aos olhos da sociedade pode se transformar em algo positivo. O contrário também é verdadeiro: falar calma e serenamente com uma pessoa não implica uma intenção pura. Já presenciei discursos mansos e impassíveis eivados de duras ofensas e de um sentimento de ódio profundo pelo outro.

No final das contas, a ação não é tão importante. O que conta de verdade para Deus é a intenção na qual você realiza aquele ato. Tudo que praticamos de positivo é movido pela nossa intenção e não pelas nossas ações manifestas. Dessa forma, eu aprendi esta grande lição: Deus não olha o que você faz… Deus observa, isso sim, a pureza de intenção com a qual uma atitude é realizada. Uma pessoa que realiza feitos maravilhosos com a intenção de ser recompensado por Deus depois está afundando em sua vaidade.

Em muitos casos, nossa intenção não é pura, e por isso, desejamos demonstrar que nosso comportamento é puro, quando na realidade nossa intenção é obscura. É como o homem que dá comida aos pobres esperando recompensa divina; como a médica que trata seus pacientes preocupada com seu salário e não com a pessoa; como o bombeiro que vai salvar uma pessoa desejando aparecer na televisão sendo ovacionado pelo seu grande feito, ou ainda como a mãe que se sacrifica pelo seu filho esperando que ele não a abandone quando a velhice chegar. Em todos esses casos, nossas belas atitudes camuflam o caráter interesseiro de nossa intenção.

Por esse motivo, sempre que tiver dúvida sobre a forma correta de proceder, não preste tanta atenção nos seus atos. Faça um mergulho em seu interior e procure desvendar a natureza mais fundamental de sua intenção. É na intenção onde reside o real valor de nossa postura diante da vida.

(Hugo Lapa)

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Um homem ofende um sábio

 

UM HOMEM OFENDE UM SÁBIO

Um sábio hindu muito famoso estava ensinando a um grupo de discípulos. Sem qualquer aviso, um homem aparece diante de todos com um semblante de muita raiva. Ele aponta o dedo para o sábio e diz em voz alta:

– Eu não gosto de você! Todos aqui te amam, mas eu te odeio. Você é desprezível! Você é mentiroso! Além de ser feio… você é burro! Pessoas como você apenas enganam as outras. Quer parecer muito sábio, mas não passa de um ignorante! Você é um sonhador insignificante!

O homem lançou estes insultos contra o sábio e depois se retirou.

Os discípulos ficaram chocados com o atrevimento do homem. O sábio viu o homem sair, olhou para os discípulos e simplesmente disse:

– Então, como eu ia dizendo a respeito do Bhagavad Gitá…

Um dos discípulos interrompeu o sábio e perguntou:

– Mestre… Você não ouviu o que este homem falou? Ele te ofendeu de várias formas. Você não ficou chateado quando ele disse, por exemplo, que você era desprezível?

O sábio calmamente olhou para o discípulo e disse:

– Se eu quisesse ser grande, sim… eu teria me chateado com o que ele falou. Mas como eu não tenho qualquer desejo de ser grande, eu não me importo quando alguém diz que sou pequeno ou desprezível.

O discípulo entendeu a resposta, mas ainda não estava satisfeito e perguntou:

– Mas mestre… ele também disse que você é burro!

– Sim… e dai? – respondeu o sábio – Se eu desejasse ser inteligente ou parecer inteligente, sim… eu ficaria bravo com o que ele disse. Mas como não tenho nenhum desejo de ser inteligente e tampouco quero parecer inteligente diante de outras pessoas… eu simplesmente não ligo para isso.

O discípulo compreendeu a ideia transmitida pelo mestre. O sábio continuou:

– Busquem compreender essa verdade… Esse homem veio aqui e me chamou de feio, mas eu só ficaria ofendido, bravo ou magoado se eu quisesse ser bonito. Mas como não tenho nenhuma vontade, desejo ou expectativa de ser bonito, eu não dou a mínima para aqueles que me chamam de feio ou acham que sou feio. O mesmo ocorre com tudo na vida. Uma pessoa só fica triste quando dizem que ela não é boa quando ela deseja ser boa; só fica ofendida quando lhe chamam de ignorante quando ela quer muito ser ou parecer inteligente; só fica irritada quando lhe chamam de chato, quando ela quer muito ser ou parecer legal aos olhos dos outros. Quanto mais alguém deseja ser ou parecer algo, mais sofre por não ser esse algo ou por dizerem que ele não é.

No entanto, aquele que não se importa em ser bonito ou feio, grande ou pequeno, bom ou mau, sábio ou ignorante, ou qualquer outra coisa… esse não se ofende, não se entristece, não se deixa abater por nada. Entendam, ó discípulos, que essa é uma das raízes do sofrimento humano: o desejo de ser ou de parecer algo a alguém. Aquele que se liberta disso… está pronto para viver em paz consigo mesmo para sempre.

(Hugo Lapa)

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Uma alma de luz na Terra

 

UMA ALMA DE LUZ NA TERRA

Uma alma de muita luz veio ao mundo com uma única missão: ajudar outras almas a se libertarem do sofrimento milenar. Dessa forma, foi cruzando os quatros cantos da Terra e observando uma grande quantidade de almas envolvidas em dor e sofrimento.

Todas essas almas viviam numa espécie de cativeiro, numa prisão ou numa cela fechada e lacrada por seus próprios pensamentos. Essa cela era a representação de todas as suas prisões mentais, psicológicas e emocionais. O cárcere que as almas viviam nada mais era do que a expressão de uma série de emoções, ideias arraigadas e imperfeições humanas, como o apego, a culpa, a inveja, a raiva, a mágoa, o perfeccionismo, as cobranças, o sentimento de posse, o egoísmo, a soberba, a vaidade, dentre outras imperfeições humanas.

As almas que viviam nessa cela se encontravam extremamente carentes e vazias. Um dos comportamentos mais frequentes era ficar mendigando pequenas porções de amor. Muitas delas ansiavam por fama, elogios e reconhecimento. Outra parte tinha muito medo de tudo, principalmente de sair da cela. Apesar do cárcere que aprisionava essas almas ser a causa de toda uma série de sofrimentos, raríssimas almas abriam a porta da cela e se libertavam. Muitos ficavam com medo do que iriam encontrar lá fora, pois era algo desconhecido e inabitual. Por isso, optavam em permanecer nas celas, sofrendo, desejando, se frustrando, acostumadas com sua condição e apegadas aos detalhes e ao formato da cela.  

Por viverem isoladas umas das outras, as almas também viviam quase sempre carentes e solitárias. Elas não conseguiam perceber que se isolavam em seu egoísmo e, por esse motivo, acabavam reforçando a firmeza e a grossura de suas grades. “Não importa o que existe lá fora. Não quero sair porque aqui dentro pelo menos é tudo conhecido”, pensavam as almas aprisionadas.

A alma de luz percebeu que existia toda uma diversidade de almas que tentavam ajuda-las. Muitas delas saiam das celas apenas para visitar outras celas, mas continuavam quase tão presas como as outras. Essas almas desejavam ajudar. No entanto, sua ajuda se resumia a adentrar nas celas e tentar de alguma forma melhorar as condições do prisioneiro e da prisão. As almas visitantes traziam água, comida e roupas. Elas também limpavam as celas das outras almas, arrumavam tudo e tentavam até torna-la mais bonita. Algumas adornavam a cela com enfeites diversos, pintavam e a decoravam. No entanto, apesar de todos os esforços dessas almas que queriam ajudar, elas não resolviam o verdadeiro problema, ou a real causa do mal. No final das contas as almas continuavam presas, solitárias, desejosas, carentes, frustradas, medrosas e vazias. Tudo isso por permanecerem presas.

A alma de luz visitou uma das celas e começou a conversar com uma das almas, dizendo: Minha irmã, você não precisa ficar presa nesse lugar. Há todo um mundo, um universo infinito e eterno que se encontra fora da cela. Nesse lugar as almas não estarão mais presas, mas serão totalmente livres como os pássaros que voam no céu; serão alegres como as flores que se abrem no campo e viverão em harmonia com outras almas, tal como o movimento fluido dos peixes de um cardume.

A alma ouviu estas explicações e resolveu sair da cela. Abriu a porta e conseguiu se libertou da prisão que há milênios lhe causava um grande sofrimento.

Conversando com a alma de luz após algum tempo, a alma recém liberta perguntou sobre as dezenas de milhares de almas que se esforçavam em melhorar as condições das celas das almas prisioneiras. A alma de luz respondeu:

– Para ajudar alguém, não devemos tentar arrumar, limpar, enfeitar ou de alguma forma melhorar as condições de uma prisão. Afirmo-te que, para auxiliar, é preciso fazer algo simples… libertar o prisioneiro. Essa é a maior caridade que podemos prestar as almas nesse mundo.

A alma de luz então concluiu seu ensinamento:

Não adianta melhorar as condições da cela. Apenas liberte-se da prisão.

(Hugo Lapa)

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Caminho para a felicidade

 

CAMINHO PARA A FELICIDADE

Um homem viaja para encontrar um grande sábio que vivia nas montanhas. Assim que adentra ao pórtico da residência do santo homem, já lhe faz um pedido:

– Senhor, percorri grandes distâncias para estar aqui. Quero lhe pedir um auxílio numa questão importante. Desejo conquistar o cargo mais alto na repartição pública onde trabalho.

O sábio olha para o homem e pergunta:

– Está bem, mas antes me responda. Para que você quer esse cargo?

– Ora senhor…  – respondeu o homem – Para me tornar uma pessoa com melhor reputação.

– E para que você quer uma reputação melhor? O homem respondeu:

– Para me tornar um homem  mais rico, com mais dinheiro.

– E para que você quer mais dinheiro? Tornou a perguntar o sábio.

– Para ter mais conforto na vida senhor….

E para que você quer mais conforto? Insistiu o sábio.

– Para eu me sentir melhor comigo mesmo, me tornar alguém mais satisfeito e ser amado pelos outros.

– E para que você se sentir melhor consigo mesmo, se tornar mais satisfeito e ser amado?

– Ora senhor…  Para que eu possa viver bem e ser feliz!

O sábio então deu uma pausa e logo depois perguntou:

– Agora me diga: o que te impede de ser feliz agora?

O homem ficou mudo… Não sabia o que responder. O sábio concluiu:

– Aprenda isso meu filho. No fundo, o que as pessoas mais querem é a felicidade. Mas enquanto perdemos um tempo imenso na tentativa de conquistar isso e aquilo para sermos felizes, jamais a felicidade virá. Isso ocorre por uma simples razão. Não existe nenhum caminho para ser feliz. Qualquer pessoa pode ser feliz aqui e agora, nesse exato momento. O que impede, aqui e agora, a sua felicidade plena? Tudo isto que você enumerou nada mais é do que um impedimento para a sua felicidade, pois você acredita que só será feliz após obter todas estas coisas. Mas não… a verdade é que só podemos ser felizes aqui e agora, e quem não é feliz aqui e agora, jamais será feliz no futuro.

O homem compreendeu a mensagem e agradeceu ao sábio.

Faça essa pergunta a ti mesmo: o que te impede de ser feliz agora? Cargos, salários, reputação, fama, vida amorosa, saúde, realizações? A resposta é: nada… Não há coisa alguma que possa impedir sua felicidade no momento presente, pois é certo que, quando existe a felicidade, ela só existe agora. Não há qualquer caminho a ser percorrido para atingi-la. Ou a felicidade existe aqui e agora, ou ela nunca vai existir.

Vamos refletir sobre isso: que te impede de ser feliz agora?

(Hugo Lapa)

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