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Archive for the ‘Parábolas’ Category

Escola da vida

 

pog403

 

A ESCOLA DA VIDA

Um rapaz de 16 anos iniciou seu ano letivo na escola. Desde o início ele sempre preferia ficar em bares, em boates, saindo com amigos, ao invés de se dedicar aos estudos. Chegou a faltar em muitas aulas porque enchia a cara no dia anterior e acordava sentindo-se mal. Durante todo o ano agiu da mesma forma. Estudava muito pouco e não prestava atenção nas aulas.

No final do ano seu rendimento escolar estava bem baixo e ele precisou fazer uma prova final, para se salvar da reprovação. Iniciou o exame e percebeu que não sabia responder a maioria das questões. Começou a ficar desesperado e chegou a chorar durante a prova. Lágrimas desciam de seus olhos e uma agonia tomou conta de seu ser. Finalmente respondeu as questões da prova e foi entrega-la ao professor.

O professor olhou a prova e, com ar de tristeza, disse que a maioria das respostas estavam erradas. “Sinto muito, mas você terá que ser reprovado”, disse o professor. Nesse momento, o aluno ajoelhou-se em frente ao professor e implorou que não fosse reprovado. Ele disse: “Professor… por favor, peço que não me reprove. Estou sofrendo muito… Me passe de ano mesmo assim, por favor”. O professor pensou por um momento e disse:

“Desculpe, mas você sabe melhor do que ninguém que você não estudou o ano inteiro. Você não só não pegou nos livros, como faltou muitas aulas, chegou atrasado e não prestava atenção nas explicações que eu dava. O resultado não poderia ser outro senão sua reprovação. Mas preste atenção no que vou lhe dizer agora: se eu simplesmente te aprovasse sem mérito, você não teria nenhum estímulo para transformar sua conduta e passar a ter mais responsabilidades. Você teria a impressão de que o esforço, a dedicação e a seriedade na vida não são necessárias, pois basta pedir e lhe seria concedido. Por isso, vai ser bom para você a reprovação, para que você possa aprender e amadurecer.”

O aluno ficou bem triste, mas a partir daquele dia, mudou seu comportamento e conseguiu se tornar mais maduro.

A história desse menino nos traz um ensinamento muito importante. Muitas pessoas passam boa parte da vida sendo egoístas, interesseiras, querendo levar vantagem em tudo, só pensam em si mesmas, pisam nos outros, desejam se sentir melhores, são arrogantes, pensam mais no individual do que no coletivo, não se cuidam, fazem do dinheiro e do prazer o centro de suas vidas, dentre outras coisas. Quando o efeito de tudo isso bate em sua porta com o aparecimento de doenças, da pobreza, das dificuldades, da perda e de todas as duras provas da vida material, elas ajoelham no chão e imploram a Deus que resolva seus problemas. Fazem milhares de orações, trabalhos, preces, rezam terço, fazem penitências, pagam bruxos e pais de santo para resolver o mal que elas mesmas criaram ao longo do tempo.

No entanto, como Deus, sendo o grande professor da vida, conseguiria nos ensinar se não nos permitisse viver as consequências de nossas próprias ações? Da mesma forma que o professor não pode simplesmente aprovar um aluno que viveu de forma inconsequente durante todo o ano letivo, Deus também não pode curar nossas doenças, melhorar nossas finanças, curar nossa depressão ou tão somente resolver algum dos problemas que nós mesmos criamos. Se assim fosse, como o ser humano poderia aprender, amadurecer e evoluir em espírito?

Cuide agora de orientar sua vida para o bem e a libertação do egoísmo e de todos os vícios humanos, caso contrário, consequências graves baterão a sua porta.

(Hugo Lapa)

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Uma senhora no umbral

 

pog318

 

UMA SENHORA POBRE NO UMBRAL

Numa cidade pequena, havia uma senhora muito pobre. Para não morrer de fome, ela trabalhava como guardadora de carros numa rua pouco movimentada em sua cidade. Alguns moradores da cidade, ao estacionarem seu carro, se negavam a dar um trocadinho para ela. Havia um senhor de meia idade que se solidarizava com a senhora e lhe dava sempre um dinheirinho.

Os outros moradores faziam pouco do senhor que ajudava a senhora. Eles questionavam: Por que você dá dinheiro a essa senhora? Ela não cuida dos carros. Se um ladrão vier, como ela iria impedir? É um dinheiro jogado fora.” O senhor ignorava esses questionamentos e deboches, e continuava dando dinheiro para a senhora. “Não importa se ela é útil nesse trabalho ou não. Ela está lá e está tentando se sustentar”, dizia ele. Os outros moradores continuavam fazendo chacota do senhor e isso durou anos e anos.

Os homens que escarneciam o senhor eram egoístas e arrogantes. Por várias vezes esses moradores haviam jogado pedras na senhora, gritavam contra ela… e tentaram até mesmo expulsa-la de lá. Ela chegou a ser agredida algumas vezes. Mas como ela não tinha outra opção, sempre retornava e vivia dos poucos trocadinhos que algumas pessoas davam.

Certo dia, houve uma grande enchente na cidade e dezenas de moradores morreram, inclusive o senhor, a senhora guardadora de carros e três moradores que por anos caçoaram do senhor e agrediram a senhora. Os quatro homens, inclusive o senhor, acabaram sendo atraídos para as zonas mais escuras do submundo, para onde vão os espíritos não tão adiantados. O senhor estava caminhando por aquele vale sombrio, com fome, com sede e sentindo-se mal. Precisava urgente de uma luz… De repente, ele viu os três moradores da cidade, enterrados no chão e presos em seu egoísmo e agressividade. Ao mesmo tempo em que viu os moradores, o senhor viu uma luz forte descendo do céu que iluminou o ambiente. O senhor olhou atentamente e percebeu que a luz era a senhora, guardadora de carros, pobre, que por anos foi achincalhada e agredida.

O senhor ficou muito feliz e pensou: Graças a Deus ela chegou! Agora ela poderá me ajudar aqui me transmitindo um pouco de luz. No entanto, a senhora passou por ele, se posicionou em frente aos três homens e começou a irradiar luz a eles. O senhor ficou revoltado com aquilo e foi falar com a senhora. Ele disse:

– Senhora, lembro-me que você guardava os carros em minha cidade e esses três homens que agora você manda luz debochavam de você, te atiraram pedras e inclusive te agrediram. Eu, por outro lado, sempre te ajudei, mesmo contra a vontade deles. Por que agora você transmite luz a eles e não a mim?

A senhora olhou amorosamente para o senhor e disse:

– Eu os ajudo agora por um motivo muito simples… Eles estão precisando muito mais de luz do que você.


“Não vim pelos bons, pelos justos, mas pelos pecadores.” (Jesus)

EXPLICAÇÃO DA PARÁBOLA 

Os maus são justamente os que mais precisam de luz, de amor, de compreensão. Sim, eles precisam do nosso apoio, muito mais do que da nossa raiva, da nossa crítica, do nosso julgamento. Aqueles que acham que os bons precisam de mais apoio e luz do que os maus estão se enganando, os bons já tem sua luz, os maus não tem nenhuma, por isso precisam de ajuda. Jesus mesmo disse isso: Não vim pelos justos, mas pelos pecadores.

Pessoas que fazem o bem esperando que em vida ou depois da morte sejam recompensadas, estão se enganando… quem espera recompensa para si seja em vida ou na morte, estão fazendo o bem para si mesmas e não para o outro, estão esperando algo para si, esperam receber algo em troca. O bem deve ser feito pelo bem, a luz pela luz e não fazer o bem para esperar receber o bem depois. Essa é uma atitude do ser humano ainda preso ao ego e as recompensas que espera, o bem que fazemos já fica conosco. Não devemos esperar receber nada.

As pessoas ficam buscando uma “vantagem” para fazer o bem, quando o próprio bem que se faz é o bem que se recebe. É incrível como as pessoas sempre querem uma vantagem, sempre querem estar a frente das outras, ter privilégios até por fazer o bem.

Ninguém que é “bom” tem privilégios diante de Deus. Deus ajuda a todos, mas se você fizer o bem, terá sua luz própria, sem precisar receber a luz de fora. Precisa receber a luz aquele que não tem luz.

As pessoas que acharam ruim esse final, que se sentiram incomodadas pelos maus receberem primeiro a luz porque eles é quem mais precisavam., façam uma reflexão e tentem se descobrir se não estão buscando alguma recompensa do céu por fazerem o bem. Existe sim uma recompensa, que é o próprio bem feito, que se traduzirá como felicidade e paz no plano espiritual, mas não pensem que terão privilégios, que serão mais amados do que os maus, que terão mais atenção de Deus ou dos espíritos de luz. pelo contrário, os espíritos de luz ajudam mais os maus do que os bons, pois os bons já não precisam de tanta ajuda.

O próprio Jesus falou isso: Não vim pelos justos, mas pelos pecadores. São justamente os mais pecadores que mais precisavam de Jesus. Jesus também disse que a ovelha perdida recebe mais atenção do que as 99 ovelhas que estavam com o dono. Não há nenhum privilégio nisso… mas apenas Deus tenta salvar aqueles que estão perdidos, pois quem já se encontrou mais, não precisa de tanta ajuda, pois que já tem consciência e já sabe o caminho.

Além disso, vou fazer uma pergunta e queria pedir que todos refletissem… Foi o senhor que ajudou a senhora dando dinheiro a ela…. ou foi a senhora que ajudou o homem a fazer o bem e a se tornar uma pessoa melhor, mais caridosa e mais solidária? Quem ajudou mais quem? Será que a melhor ajuda para o espírito é receber dinheiro para comer… ou será que ajuda muito mais o espírito se tornar uma pessoa que faz o bem e eleva sua luz?

Ela ajudou mais ele do que ele a ela. As pessoas acreditam que ele ajudou mais porque ele deu dinheiro e a maioria costuma valorizar mais a caridade material, porque no fundo ainda estamos bastante presos a matéria, ao dinheiro. Então acreditamos que dar dinheiro é o mais importante.

Deus não deixa ninguém a própria sorte. Cada espírito precisa aprender a ajudar a si mesmo. No entanto, há espíritos tão mergulhados nas trevas que precisam de um suporte bem maior da espiritualidade. Qual aluno o professor vai ajudar mais, vai estar mais presente, naquele que tirou nota 0 na prova ou naquele que tirou nota 5? Obviamente o professor vai ajudar mais o aluno que teve um rendimento pior nas provas. A lei natural diz que é necessário que assim seja.

O médico vai dar mais atenção e estar mais presente a uma pessoa que pegou uma gripe, ou a uma pessoa que está com um tumor? Obviamente o médico precisa estar mais presente diante de uma pessoa que está com a doença mais grave. Por acaso algum médico pergunta sobre o caráter de uma pessoa antes de decidir cura-la? Não… o código de ética da profissão médica não faz diferenciação entre o bom caráter e o mau caráter na hora da cura. Os médicos atendem todos, independente do que guardam em seu interior. Se o código da medicina terrena não faz esse tipo de distinção entre as pessoas, que dirá os espíritos de luz e os espíritos puros, que amam a todos incondicionalmente.

(Hugo Lapa)

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Cachorro vira lata

 

pog150

 

O CACHORRINHO VIRA LATA 

Um cachorrinho vira lata vivia na rua desde que nasceu. Estava sempre com fome e em busca de alimento. 

Na vizinhança onde ele morava havia vários homens que não gostavam de animais. Assim que o cachorrinho chegava em frente às lojas e restaurantes para procurar comida, rapidamente os lojistas e garçons o ameaçavam, jogavam água nele e por vezes até o batiam. O cachorrinho, ainda com fome, fugia de lá bem triste e sempre pensava:

“Os seres humanos não são bons. Eles sempre me maltratam. Todos eles são maus.”

Certo dia, o cachorrinho estava procurando comida numa cesta de lixo e viu um homem se aproximando dele. O cachorrinho viu que o homem estava perto e saiu correndo. O homem continuou correndo atrás dele. O cachorrinho então correu ainda mais… O homem pegou um carro e foi atrás dele. O cachorrinho correu, correu, mas como estava fraco por causa da fome, não conseguiu mais correr e resolveu parar. O homem desceu do carro e o capturou.

O cachorrinho pensou: “Esse homem agora vai me fazer algum mal, pois todos os homens são maus.”

O homem então estacionou seu carro numa fazenda enorme, com rios, lagos, muito verde e outros animais. O homem soltou o cachorrinho na fazenda e lhe disse:

“Oi meu amiguinho. Esta aqui é sua nova casa… Aqui você terá muito espaço para correr e brincar. Você comerá o quanto quiser e vou te dar muito amor e carinho.”

O cachorrinho, após um tempo, sentiu que o homem era bom… e se arrependeu por um dia ter acreditado que todos os homens eram maus.

Esta estória nos mostra que não devemos nunca classificar em bom e mau, positivo ou negativo, pessoas, coisas e situações da vida com base em nossas experiências passadas. Ninguém deve rotular nada, categorizar nem adiantar um juízo sobre algo tomando como referência nossas experiências prévias. Nem sempre nossas experiências passadas, sejam positivas ou negativas, traduzem a verdade total sobre algo ou alguém. Aquele que faz isso pode perder grandes oportunidades na vida… Pode deixar de aprender, de experimentar e até de viver mais plenamente.

 

(Hugo Lapa)

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PRETO VELHO FOI EXPULSO DO CENTRO ESPÍRITA

Essa é uma história verdadeira. Ela de fato aconteceu em um centro espírita de uma pequena cidade do estado de Minas Gerais, há algum tempo atrás.

Conta-se que os médiuns estavam realizando seus trabalhos de esclarecimento e doutrinação num centro espírita do estado de Minas Gerais. Subitamente um preto velho incorporou numa médium e começou a falar. No momento em que os trabalhadores perceberam que o espírito incorporado era um preto velho, mandaram suspender a incorporação. Nesse centro não eram aceitos pretos velhos, pois os dirigentes consideravam que os pretos velhos são espíritos não muito evoluídos. Por isso, ele não poderia ser admitido a orientar uma atividade de doutrinação. O espírito foi então convidado a se retirar do centro. O preto velho fez o que eles pediram e foi embora.

Logo depois, a médium incorporou um espírito de um filósofo, um doutor de nome difícil, provavelmente europeu, que foi muito bem recebido por todos os presentes. O filósofo deu instruções aos membros do centro, fez os trabalhos de doutrinação e todos ficaram felizes e maravilhados com a intervenção desse espírito, que consideraram um espírito muito elevado.

Os dirigentes então resolveram que já era hora de encerrar os trabalhos. No entanto, a médium novamente começou a incorporar um espírito. Todos olharam com interesse aquela manifestação mediúnica espontânea. Um dos trabalhadores disse que as atividades do dia já estavam terminando e perguntou quem estava ali. O espírito respondeu que era de novo o preto velho. O dirigente fez cara de tédio e perguntou o que ele ainda queria ali nos trabalhos do centro. O preto velho então disse:

– Zifio… Ce suncê mi permiti, só quiria que ocês sobessem qui o dotô que apareceu agora há poquinho era este preto velho aqui, que agora proseia com vosmicês.

Todos ficaram espantados com a revelação… O preto velho então começou a não mais falar como um preto velho:

– É engraçado isso, meus irmãos, pois quando eu apareci como preto velho, fui praticamente expulso dos trabalhos de vocês. Mas depois quando eu apareci no formato de um doutor, um filósofo europeu prestigiado, que tem conhecimento acadêmico, com toda a pompa e com ar de autoridade, todos me trataram muito bem, ouviram meus conselhos e ficaram felizes e maravilhados com a aparição. Por que isso, meus filhos? Devo alerta-los para esse comportamento de vocês. Prestem muita atenção nisso, meus irmãos…

No plano espiritual, assim como em toda a realidade universal, não existem aparências. As aparências existem apenas aqui na Terra. Deus, em sua sabedoria infinita, oculta aos vossos olhos as verdades do espírito camufladas pelas aparências do mundo… para que vocês aprendam a vê-las com os olhos do coração, com a visão da alma e possam enxergar a verdade como ela é. No plano espiritual, meus irmãos, não existem doutores, não existem classes sociais, não existem nacionalidades, não existem religiões, não existem raças, não existem essas divisões humanas que vocês criaram em toda parte para poderem se sentir melhores uns que os outros. No plano espiritual o que vale é o que você é lá no fundo, e não o que você tem.

Não, meus irmãos… todas essas divisões são ilusórias. No plano espiritual o que vale é o amor, a verdade, a paz, a harmonia interior. No plano espiritual ninguém é julgado por ser rico ou pobre, branco ou negro, doutor ou uma pessoa simples. Lembram-se do que disse o nazareno sobre isso meus irmãos? O mestre disse: “Deus revela aos simples de coração aquilo que esconde dos doutos”

Quando cada um de vocês chegar ao plano espiritual, meus filhos, os anjos de Deus não vão perguntar quantos títulos de doutor vocês conquistaram, quantos bens vocês acumularam, quanto sucesso vocês fizeram, quantos altos cargos vocês subiram na empresa ou quanto de boa fama vocês projetaram. Não meus queridos filhos… os anjos vão perguntar quanta luz você espalhou pela Terra; quanto você tocou o coração dos outros com justiça e benevolência e o quanto a sua obra foi pautada no amor e na paz… ou se sua passagem na Terra foi apenas um capricho do ego, voltada apenas para seu mundinho egoísta e para os prazeres da matéria.

Vamos tomar cuidado, meus queridos filhos, com o veneno da hipocrisia e do preconceito. Não permitam que as aparências do mundo roubem a sua essência. O importante, meus filhos, é o que cada um traz em sua alma, em seu espírito. O que importa de verdade é ser simples e verdadeiro… ser honesto e ter caráter, ser caridoso e ter o amor de Deus no coração. Não se deixem levar pelas aparências, todas elas estão erradas e vemos isso muito claramente quando chegamos ao plano espiritual. Lá, meus filhos, não existem discriminações, todos trabalham por Deus e Deus é a essência regente tudo. É isso que vocês devem buscar a partir de agora, meus queridos filhos.

O preto velho despediu-se de todos e então deixou a sala de atendimento do centro espírita. Os trabalhadores ficaram envergonhados com seu próprio comportamento, mas adquiriram uma pérola de sabedoria que nunca mais, em toda a sua vida, seria esquecida.

(Hugo Lapa)

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Semente da vida

 

pog367

 

A MULHER E A SEMENTE DA VIDA

Uma mulher foi procurar um sábio indiano que morava numa floresta. Ela se encontrava mergulhada em inconsoláveis prantos, soluçando e muito deprimida. Contou ao sábio que havia perdido o emprego, seu filho a havia abandonado e seu marido havia falecido. Não tinha mais nenhuma esperança… Confidenciou ao sábio que sua vida já havia acabado. Ela então perguntou ao sábio: Por que minha vida foi interrompida dessa forma?

O sábio foi caminhando pela floresta e pegou no chão uma semente. O homem santo virou-se para a moça e disse:

– Você me pergunta por que sua vida finalizou. A resposta está aqui, nessa pequena semente. Nesse momento você é essa semente… aliás, toda a humanidade é apenas uma semente. Essa semente, tão pequena e insignificante, não é nada para os seres humanos. Ela simplesmente está jogada no solo sem nenhuma serventia.

A mulher ouvia o sábio e sentiu-se tal como a semente: caída no chão, esquecida, sem qualquer importância. O sábio continuou:

– No entanto, preste atenção nisso… Em algum momento as chuvas vão aos poucos enterrando essa semente no solo. Depois de um tempo dela vai brotar uma pequena plantinha. Aquilo que parecia uma expressão mínima da vida, sem qualquer valor, vai fazer desabrochar um ser vivente, renovado e pronto para uma vida bem longa. Essa plantinha vai crescer, crescer e crescer cada vez mais… para depois se tornar uma imensa e frondosa árvore. Essa árvore vai dar várias flores muito belas e diversos frutos gostosos e úteis para a vida de outros animais. Depois de viver muitas décadas, talvez séculos e dar muitas flores e frutos, ela vai aos poucos morrendo e cairá no chão…

No entanto, sua vida não termina aí… A árvore será absorvida pelo solo e servirá de adubo para que outras plantinhas possam nascer, crescer, dar muitas flores e frutos. Assim, a semente vira plantinha que vira árvore e a árvore vai se perpetuar em outras árvores… e depois em mais outras árvores, e assim seguirá eternamente, num maravilhoso, contínuo e infindável ciclo universal de vida; ciclo esse que é, em essência, sem fronteiras, sem limites, sem divisas, sem demarcações… essencialmente ilimitado.

A mulher acompanhava o pensamento do mestre e ficou feliz em saber disso. O sábio continuou:

– Você, minha querida, é essa semente… O ser humano nada mais é do que uma semente, uma esperança, uma promessa, um ser que aguarda a gestação para o nascimento da verdadeira vida. Quando olhamos uma semente, nada parece haver ali… aparenta algo sem vida e inútil. Mas dentro dessa pequena semente há uma imensa e bela árvore esperando para nascer. A semente não é apenas uma semente, ela é uma árvore em potencial, uma árvore que está para nascer… Não apenas uma árvore, mas muitas árvores, muitas flores, muitos frutos, muita vida fluindo e desabrochando até o infinito. Agora você é apenas uma semente, mas como disse Jesus, quando você cair no solo, for enterrada, ficar sozinha e finalmente “morrer”… nada vai terminar, não há fim de coisa alguma em todo o cosmos, pois tudo o que morre, renasce… A existência é uma eterna continuidade… Acreditamos que nossa vida terminou apenas porque não enxergamos o que vem depois, o que está além. Mas o além, o recomeço, a renovação sempre vem… A vida é uma eterna continuidade, um constante fluxo… ela é uma sequencia ininterrupta… nada nunca chega ao fim, nunca se esgota. O ser espiritual que somos nunca termina…

Sempre que você acreditar que sua vida terminou, lembre-se… Você é uma semente… e o melhor de sua vida ainda nem começou. Da mesma forma, o ser humano é uma semente de Deus, e guarda dentro de si toda a essência divina que aspira pelo desabrochar e por ser banhada pelo sol da verdade, da vida e da paz profunda.

(Hugo Lapa)

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Não queira ser normal

 

pog336

 

A FÁBULA DO LOBINHO DIFERENTE

Um lobo jovem não queria entrar para a alcateia, o grupo de lobos. Seus pais sempre diziam que o lobinho precisava se integrar ao bando, pois assim ele estaria mais seguro e protegido dos predadores, conseguiria alimento mais facilmente e, claro… não ficaria sozinho.

No entanto, o lobinho achava tudo aquilo muito superficial e queria algo mais do que apenas ficar competindo com outras alcateias e ficar lutando por comida e sobrevivência… “Mas a vida é assim”, diziam seus pais. “Para você se dar bem na vida, tem que se ajustar ao grupo”. O lobinho, no entanto, era diferente dos outros e preferia ver sua vida de uma nova forma, sob outra perspectiva. Ele queria encontrar algo além de tudo aquilo. “Mas você estará desprotegido fora da alcateia” disse um dos lobos. O lobinho hesitou, mas não cedeu à pressão. Ele decidiu seguir seu próprio caminho.

Certo dia, a alcateia estava seguindo pela floresta quando sentiu que estava num solo diferente. Esse chão era gelado e parecia meio escorregadio. Os lobos seguiram viagem e não perceberam o grande perigo abaixo deles. Subitamente, o gelo começou a quebrar… Os lobos se desesperaram e tentaram fugir, mas não houve tempo. A geleira abaixo deles se quebrou e todos caíram na água congelante.

Por acaso o lobinho estava próximo e ouviu os gritos deles. Imediatamente saiu correndo para salva-los. Após muito esforço, o lobinho conseguiu salvar alguns, mas a maioria acabou tendo um destino trágico e morreu congelada. “Se eu estivesse junto com a alcateia, não poderia ter salvo ninguém, e claro… eu teria morrido”, pensou o lobinho. “Graças ao meu pensamento diferente, pude salvar outros e também conseguir sobreviver”. Isso mostrou ao lobinho uma grande lição de vida…

Muitas pessoas desejam seguir sempre com a maioria, com o grupo, com a “manada”, seguindo normas, códigos e comportamentos estabelecidos pela sociedade. Essas pessoas creem que estão seguindo o “certo” só porque estão com a maioria. Elas supõem estar de uma “normalidade”, mas essa normalidade muitas vezes não é a melhor opção. Seguir junto com a massa nos dá uma sensação de segurança, de proteção, mas essa segurança é ilusória. A ideia do pertencimento nos dá a sensação que não estamos sozinhos e que fazemos parte de algo maior.

No entanto, seguis os padrões e códigos estabelecidos numa sociedade, dentro de uma suposta “normalidade” não nos faz necessariamente melhores, tampouco mais seguros. Quantas pessoas não integram grupos e mesmo assim sentem-se sozinhas, deprimidas e desamparadas de tudo? A manada pode estar unida, mas pode estar caminhando para o matadouro; o cardume pode estar indo direto à boca do tubarão; a matilha pode toda ela cair de um alto desfiladeiro, assim como um grupo ou uma sociedade pode a qualquer momento entrar em colapso.

Dessa forma, não cometa o erro de procurar de todas as formas se ajustar a sociedade, mas siga seu próprio caminho. Não deseje agir de acordo com os ditames da maioria. Cada pessoa é diferente da outra e cada qual deve seguir seu caminho. Seja você mesmo e não fique seguindo com a manada para sentir-se seguro e evitar a solidão. Não há nada de mal em ser diferente.

Aliás, ser diferente é ser livre… Estar preso a normas, códigos e padrões instituídos é viver numa prisão. Mas aquele que tem coragem de seguir seu próprio caminho, esse encontra a liberdade.

(Hugo Lapa)

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Fonte universal da vida

 

 

FONTE UNIVERSAL DA VIDA

Um materialista convidou um homem que acreditava em espiritualidade a passear em uma fábrica de computadores. O materialista aproveitou aquele momento para falar sobre sua descrença em Deus e disse:

– Meu amigo. Veja este grande computador aqui. Este modelo é a máquina mais avançada que o gênio humano já produziu. Este é o chamado computador quântico, que faz trilhões de cálculos por segundo. O ser humano possui uma inteligência prodigiosa e, por isso, não precisa de Deus. Sua inteligência pode produzir tudo o que precisamos para sobreviver muito bem no mundo. Para que ficar perdendo tempo com Deus? O homem precisa apenas desenvolver as suas habilidades, sua inteligência, sua razão, e assim, ser feliz. O gênio humano se basta por si mesmo, não precisamos mais de Deus.

O espiritualista ouviu tudo atentamente e disse:

– Você tem razão… O gênio humano já está muito avançado. Criamos máquinas maravilhosas e podemos viver cada vez melhor sem precisar de Deus em nossas vidas. Mas antes, me faça um favor, ligue este super computador, para que eu possa ve-lo funcionando, pois sua tecnologia é mesmo incrível.

O materialista apertou um botão e ligou o computador. A máquina era realmente magnífica. Possuía milhares de  recursos diferentes, super refinados e com programações fantásticas.

O materialista reafirmou sua tese dizendo: viu como não precisamos mais de Deus? A habilidade humana é tudo.

O espiritualista então, nesse momento, caminhou até a parede. Ele agachou por um momento e puxou o fio da tomada do computador. Logo que fez isso, o super computador parou imediatamente de funcionar. O espiritualista então virou-se para o materialista e perguntou:

– Ué, o que houve? Esse computador não era o máximo da tecnologia? Por que ele parou de funcionar?

O materialista respondeu:

– Ora… Ele parou de funcionar porque você o tirou da tomada, perdendo sua fonte de energia. Nenhuma máquina pode funcionar sem eletricidade.

O espiritualista respondeu:

– Sim… não pode. Da mesma forma que a mais incrível e avançada máquina precisa de uma fonte de energia para funcionar, nós, seres humanos, também precisamos sempre estar ligados à fonte cósmica da vida para continuarmos existindo. Caso contrário… seremos como esse super computador, que sem sua fonte de eletricidade, parou todo seu funcionamento. Essa fonte universal da vida é o que chamamos de Deus.

Não importa o quanto alguém seja inteligente, habilidoso, avançado, refinado, rico ou poderoso nesse mundo. Se ele não estiver ligado à fonte universal da vida, será como a máquina que não funciona sem estar ligada a tomada. Pode ter uma vida muito boa e próspera na matéria, mas algo vai lhe faltar… ele sentirá um vazio que precisa ser preenchido. Mesmo uma máquina com gerador de eletricidade precisa produzir sua própria energia para funcionar. Nós, seres humanos, também precisamos e até aspiramos à essa conexão com a fonte cósmica divina para existir e sermos felizes. É essa fonte universal que nos dá toda a vida, nos sustenta e tudo nos permite para que possamos viver.

No entanto, não basta apenas acreditar em Deus. A mera crença não pode nos levar a lugar nenhum. É preciso muito mais do que a crença; é preciso se ligar à fonte inesgotável da vida… Somente assim podemos ser eternamente felizes.

(Hugo Lapa)

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