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Archive for the ‘Parábolas’ Category

Fonte universal da vida

 

 

FONTE UNIVERSAL DA VIDA

Um materialista convidou um homem que acreditava em espiritualidade a passear em uma fábrica de computadores. O materialista aproveitou aquele momento para falar sobre sua descrença em Deus e disse:

– Meu amigo. Veja este grande computador aqui. Este modelo é a máquina mais avançada que o gênio humano já produziu. Este é o chamado computador quântico, que faz trilhões de cálculos por segundo. O ser humano possui uma inteligência prodigiosa e, por isso, não precisa de Deus. Sua inteligência pode produzir tudo o que precisamos para sobreviver muito bem no mundo. Para que ficar perdendo tempo com Deus? O homem precisa apenas desenvolver as suas habilidades, sua inteligência, sua razão, e assim, ser feliz. O gênio humano se basta por si mesmo, não precisamos mais de Deus.

O espiritualista ouviu tudo atentamente e disse:

– Você tem razão… O gênio humano já está muito avançado. Criamos máquinas maravilhosas e podemos viver cada vez melhor sem precisar de Deus em nossas vidas. Mas antes, me faça um favor, ligue este super computador, para que eu possa ve-lo funcionando, pois sua tecnologia é mesmo incrível.

O materialista apertou um botão e ligou o computador. A máquina era realmente magnífica. Possuía milhares de  recursos diferentes, super refinados e com programações fantásticas.

O materialista reafirmou sua tese dizendo: viu como não precisamos mais de Deus? A habilidade humana é tudo.

O espiritualista então, nesse momento, caminhou até a parede. Ele agachou por um momento e puxou o fio da tomada do computador. Logo que fez isso, o super computador parou imediatamente de funcionar. O espiritualista então virou-se para o materialista e perguntou:

– Ué, o que houve? Esse computador não era o máximo da tecnologia? Por que ele parou de funcionar?

O materialista respondeu:

– Ora… Ele parou de funcionar porque você o tirou da tomada, perdendo sua fonte de energia. Nenhuma máquina pode funcionar sem eletricidade.

O espiritualista respondeu:

– Sim… não pode. Da mesma forma que a mais incrível e avançada máquina precisa de uma fonte de energia para funcionar, nós, seres humanos, também precisamos sempre estar ligados à fonte cósmica da vida para continuarmos existindo. Caso contrário… seremos como esse super computador, que sem sua fonte de eletricidade, parou todo seu funcionamento. Essa fonte universal da vida é o que chamamos de Deus.

Não importa o quanto alguém seja inteligente, habilidoso, avançado, refinado, rico ou poderoso nesse mundo. Se ele não estiver ligado à fonte universal da vida, será como a máquina que não funciona sem estar ligada a tomada. Pode ter uma vida muito boa e próspera na matéria, mas algo vai lhe faltar… ele sentirá um vazio que precisa ser preenchido. Mesmo uma máquina com gerador de eletricidade precisa produzir sua própria energia para funcionar. Nós, seres humanos, também precisamos e até aspiramos à essa conexão com a fonte cósmica divina para existir e sermos felizes. É essa fonte universal que nos dá toda a vida, nos sustenta e tudo nos permite para que possamos viver.

No entanto, não basta apenas acreditar em Deus. A mera crença não pode nos levar a lugar nenhum. É preciso muito mais do que a crença; é preciso se ligar à fonte inesgotável da vida… Somente assim podemos ser eternamente felizes.

(Hugo Lapa)

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Mensageiros de Deus

 

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OS MENSAGEIROS DE DEUS

Um homem havia acabado de morrer e percebeu que se encontrava num lugar escuro, feio e cheio de energias negativas. “Devo estar no inferno”, pensou ele. Nesse momento, um anjo apareceu e confirmou suas suspeitas. O anjo explicou que ele estava em uma das muitas zonas escuras do submundo espiritual, pois ele havia cometido muitos erros em sua vida.

O homem não gostou nem um pouco dessa situação e pôs-se a gritar com o anjo, dizendo:

“Isso não faz sentido! Nunca me foi ensinado o que eu deveria fazer, ninguém me passou o que era certo e o que era errado. Por que Deus age dessa forma? Por que ele não envia mensageiros para nos explicar melhor o caminho que devemos seguir? Assim menos pessoas viriam para esse vale sombrio após a morte!”

O anjo ouviu o homem e pacientemente disse:

– Filho da humanidade… o senhor Deus do universo nos envia mensageiros a todo momento. Essas pessoas são como anjos em nossa vida. Esses mensageiros nos ensinam a viver e nos transmitem mensagens essenciais para que possamos seguir os caminhos de Deus no mundo.

Isso é mentira! – disse o homem – Nunca em toda a minha vida encontrei esses tais “mensageiros”!

– Sim, você os encontrou – disse o anjo. – Muitas vezes eles vieram te dar lições preciosas sobre a vida espiritual e Deus.

– Não é verdade isso! – insistiu o homem aos gritos – Nunca me veio nenhum desses mensageiros! Você está tentando me enrolar!

Com olhar amoroso e acolhedor, o anjo respondeu:

– Sim meu filho… Os mensageiros se apresentaram abundantemente em sua vida, mas você os expurgou e não deu atenção aos seus ensinamentos. Vou te dizer agora, nesse momento, quais foram os principais mensageiros que Deus te enviou para ajudar no seu despertar para a vida espiritual.

O primeiro mensageiro foi seu padrasto. Sim, isso mesmo… seu padrasto. Aquele velho bêbado que embriagava-se sempre e batia em você e em sua mãe. Seu padrasto foi um importante mensageiro de Deus em sua vida, pois ele te deu a oportunidade de aprender sobre os males de uma vida de excessos, de vícios, de libertinagem. Boêmio como ele era, ele foi para você o mensageiro que veio transmitir a sabedoria de uma vida comedida, de temperança… uma vida de sobriedade, austeridade, ponderação, razoabilidade, sem qualquer excesso. Mas infelizmente você não seguiu a sabedoria desse mensageiro e, assim como seu padrasto, caiu numa vida de descomedimentos.

O segundo mensageiro foi seu primeiro chefe. Esse mensageiro de Deus te perseguia, falava coisas para te irritar e te provocava de diversas formas. Ele veio para te mostrar o valor da calma, da tranquilidade, do silêncio, do equilíbrio, da mansidão, da impassibilidade e da quietude. Quanto mais tentava te irritar, mais ele te mostrava o valor da paz e da serenidade que você deveria buscar em si mesmo. Infelizmente você não ouviu a instrução desse mensageiro e depois dessas perseguições tornou-se um homem nervoso e revoltado com tudo.

O terceiro mensageiro foi seu colega de trabalho. Esse mensageiro vivia competindo com você, queria sempre parecer melhor do que ti e por isso, sempre que podia te colocava para baixo, tentando muitas vezes te humilhar dando golpes diretos em seu ego. Esse mensageiro de Deus queria te mostrar o valor da humildade, da modéstia, da despretensão e da simplicidade, para que você não caísse nas armadilhas dele e não se sentisse diminuído diante de suas tentativas de ferir seu ego. Infelizmente, você se deixou levar pela soberba e tentou durante anos ser melhor do que ele. Você deveria tentar compreender a frivolidade e a insignificância de todos aqueles jogos de ego. Mas não permitiu e não compreendeu a mensagem da humildade, do despojamento, da modéstia, da desafetação que ele veio disseminar.

O quarto mensageiro foi sua primeira esposa. Esse grande mensageiro era uma pessoa muito mesquinha, avarenta, tacanha, apegada, sovina. Queria sempre ganhar mais e mais e não admitia perder. Ela gastou secretamente todo o seu dinheiro e fez com que você passasse muitas penúrias e privações após o divórcio. Esse mensageiro tentou te ensinar o valor do desprendimento, da abnegação, da dádiva, do altruísmo, do humanitarismo, da piedade, da compaixão e do desapego. Mas infelizmente depois dessa experiência você se tornou ainda mais egoísta e apegado a tudo.

O quinto e último mensageiro foi seu pai. Sim… esse mensageiro de Deus te obrigou a cuidar dele durante anos. Ele já estava velho e doente, por isso ficou numa cama e você teve de prestar auxílio a ele em sua senilidade. Ele te ofendeu diversas vezes, exigia tudo de você, jogada as coisas no chão e sujava a casa. Esse foi um grande mensageiro que tentou te ensinar duas coisas: a paciência e o amor incondicional. A paciência por tudo o que ele te fez e que você teve que aguentar sem reagir. E o amor incondicional porque você o amou quando estava bem e com saúde, mas desgostou dele quando estava velho e doente. Esse mensageiro de Deus tentou te transmitir duas mensagens essenciais… No entanto, mais uma vez você recusou o ensinamento dos mensageiros. Você não apenas o destratou sempre de forma impaciente, como foi negligente e não prestou o socorro necessário quando ele precisou, o que veio a provocar sua morte.

Por isso, meu filho, você veio parar aqui, nesse vale sombrio… Foi naturalmente atraído para esse lugar por não conseguir assimilar os ensinamentos sagrados dos mensageiros que Deus enviou a você.

Assim como esse homem, todos nós temos vários mensageiros em nossas vidas. Pare por um instante e reflita: quem são os mensageiros que Deus enviou a ti? Você está ouvindo e aprendendo com as mensagens que eles enviam?

Não deixe de aprender com os mensageiros de Deus… Eles trazem as lições divinas mais preciosas para nossa vida e nosso crescimento espiritual.

(Hugo Lapa)

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Visão humana de Deus

 

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VISÃO HUMANA DE DEUS

Um homem adormeceu e começou a ter um sonho. Sonhou que estava ascendendo aos céus e viajou além da Terra, vendo estrelas, galáxias, etc. De repente se viu fora do universo. Nesse local, havia um monumental castelo, muito bonito e bem ornamentado. Dentro do castelo, o homem entrou numa sala ricamente adornada com joias, taças e outros objetos de valor. Nessa sala um velhinho barbudo e sério repousava sobre majestoso trono de ouro maciço. Muito curioso, o homem perguntou:

– Quem é você?

– Eu sou Deus – respondeu o velhinho.

O homem ficou espantado com aquela declaração e disse:

– Deus, então o Senhor é exatamente como boa parte da humanidade te imagina, um velhinho barbudo sentado num trono de ouro fora do universo.

– Não… eu não sou assim. – respondeu Deus meio zangado. – Eu decidi me revestir da forma mais próxima da consciência coletiva da humanidade, para poder conversar com você. Na verdade, eu não estou fora do universo, não tenho forma humana, não tenho vontades e sentimentos pessoais e tampouco tenho trono de ouro num castelo.

O homem, ainda mais curioso, resolveu perguntar a Deus por que as pessoas sempre o colocavam no céu ou fora do universo.  Deus responde:

– As pessoas me colocam lá longe, no céu, bem distantes de onde estão, para que elas não precisem me seguir ou dedicar suas vidas a mim. Elas querem sentir que podem viver no mundo como bem desejarem, sem que minha presença luminosa as incomode. Mas quando elas precisam de alguma coisa, aí sim elas lembram que eu existo e elas me transformam numa espécie de “gênio cósmico”, uma inteligência que deve realizar todos os seus desejos. A maioria das pessoas fala comigo apenas quando precisam de alguma coisa, e me usa para conquistar coisas no mundo. Por isso elas me colocam bem longe no céu.

O homem gostou da explicação e resolveu perguntar por que Deus se apresentou como sendo um homem, uma figura humanizada. Deus respondeu:

– As pessoas me veem como um ser humanizado porque elas não admitem conceber algo que está além de seu conhecimento e consciência. O ser humano personifica Deus porque não quer admitir que Deus é incompreensível e indescritível ao seu raciocínio. A maioria quer sempre ver Deus tal como eles mesmos são, pois assim, se isentam de tentar imaginar algo além, que escape dos limites de sua mente. Na Bíblia está escrito que eu criei o homem a minha imagem e semelhança, mas hoje o ser humano é que cria Deus a sua imagem e semelhança, pois em seu orgulho não deseja admitir que há algo que ele não entende.

O homem compreendeu, mas resolveu fazer uma última pergunta: Deus… como você é de verdade? Deus respondeu:

– Sou onipotente, onipresente e onisciente. Isso significa que posso tudo, sei tudo e estou presente em tudo. Não há qualquer espaço de todo o cosmos que eu não esteja presente. Não há qualquer pessoa que não faça parte de mim. Sou o alfa e o ômega de todas as coisas. Sou a perfeição, a eternidade e o infinto. Estou eternamente aqui e agora. Como se diz na Bíblia: “Eu sou aquele que sou”.

(Hugo Lapa)

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Nossas feridas interiores

 

A CURA DE NOSSAS FERIDAS INTERIORES

Um homem sofreu um acidente e ficou com ferimentos graves em suas duas pernas. Por esse motivo, começou a andar sempre com duas muletas.

O tempo passou e o homem acabou se acostumando com as muletas. Utilizava ambas em todos os momentos de sua vida. As muletas estavam sempre com ele. O homem acostumou-se tanto com as muletas que praticamente elas passaram a fazer parte dele mesmo.

Sua esposa sempre o advertia sobre isso. Ela dizia que era preciso iniciar um tratamento médico em suas pernas, para que ele não precisasse mais das muletas e pudesse caminhar por si mesmo, tornando desnecessário qualquer tipo de apoio. O homem, no entanto, não queria mexer em suas pernas, pois a lembrança do acidente foi algo muito traumático e lhe trazia emoções bastante dolorosas.

O tempo foi passando… A esposa continuava insistindo que o homem cuidasse das feridas em suas pernas, ao invés de continuar usando as muletas. O homem, como sempre, dizia que não… Ele preferia continuar se apoiando em algo externo. Apesar de criar muitas limitações, esse apoio era uma espécie de proteção contra a dor das lembranças do acidente.

No entanto, o homem passou por uma dramática crise econômica e não tinha mais dinheiro para quase nada. Suas muletas já estavam velhas e enferrujadas. Após alguns meses, ambas se quebraram. Agora ele precisava comprar outras muletas, mas não tinha mais dinheiro…

O homem, já com idade avançada, estava sofrendo com muitas limitações. Vivia deitado e estava deveras infeliz. Após uma noite de intenso pranto, ele tomou coragem e decidiu que finalmente iniciaria um tratamento em suas pernas. Assim, buscou o tratamento e depois de alguns meses, já estava podendo andar novamente. O homem jogou fora as duas muletas e ficou muito feliz com sua realização.

Essa situação pode nos parecer estranha, mas a maioria das pessoas acaba enveredando por esse caminho. As pessoas ficam com medo de tocar em suas feridas para trata-las, e por isso começam a buscar muitas muletas em suas vidas.

Em vez de cuidar das feridas internas, da carência, das mágoas, das decepções e do vazio que temos dentro de nós, procuramos toda sorte de muletas, de apoios externos para nos sustentar. Pessoas solitárias podem usar os filhos como apoio emocional; pessoas carentes podem usar o marido ou a esposa como suporte interno; pessoas vazias podem usar o dinheiro como muleta, a comida como muleta, ou o sexo como muleta. Pessoas perdidas de si mesmas podem utilizar a religião como apoio emocional, dentre vários outros apoios e suportes emocionais que o ser humano insiste em usar. No entanto, o caminho mais correto seria primeiro tratar as feridas do nosso coração, curar o vazio interior, sarar as mágoas, as decepções e a nossa carência. Assim, nenhuma forma de apoio externo seria mais necessária. Seríamos livres de tudo, libertos de qualquer tipo de apoio que nos limita e que acaba atrofiando nossa alma.

Ao invés de usar uma série de apoios, amparos e ilusórios alicerces externos, trate de curar seu interior de todas as feridas, todo o vazio e toda a carência. Dessa forma, confie apenas na força de suas próprias pernas, jamais em sustentos emocionais ilusórios.

(Hugo Lapa)

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Paz interior

 

A PAZ INTERIOR

Mestre e discípulo estavam num barco navegando a vários dias, deslocando-se a um país distante. O discípulo pediu ao mestre para lhe explicar a verdadeira natureza da paz interior. O mestre disse que, em breve, isso seria esclarecido.

Dois dias depois, uma nuvem negra e carregava se aproximava. Era uma terrível tempestade no oceano que vinha na direção do barco.

O discípulo ficou desesperado e gritou:

– Mestre, uma tempestade! Estamos mortos!

O mestre, no entanto, estava sentado tranquilamente em posição de lótus e parecia bastante tranquilo.

A tempestade veio e o discípulo estava morrendo de medo. A ventania soprou forte, as velas quebraram, as ondas bateram e entraram no barco, os raios cortavam o céu gerando trovões com estrondos assustadores. O discípulo atirou-se no chão, rolou, rezou, se desesperou e quase teve um ataque. Enquanto isso o mestre continuava na mesma posição. Parecia totalmente à parte, indiferente à temível intempérie.

Depois de 1 hora, a tempestade passou, as nuvens se dissiparam e a calmaria do oceano finalmente voltou. O discípulo foi falar com o mestre, ainda assustado e perguntou como ele conseguira ficar tão sereno diante de impiedosa tormenta. O mestre respondeu:

– Preste atenção nisso…  A maioria das pessoas só pensa em ter paz quando todas as condições externas lhe são favoráveis ou tudo está calmo. Mas o segredo da paz interior é justamente cultivar a tranquilidade no meio da mais poderosa tormenta. Eu simplesmente percebi que nada poderia fazer contra a tempestade. Então, só me restava ficar em paz e esperar tudo passar…

Como diz a máxima: “Quando o interior está em paz, o exterior tanto faz”. Ninguém pode nem deve tentar controlar todas as condições externas para poder ter paz… Mas quando temos paz interior, todas as condições externas, mesmo que sejam muito turbulentas, tornam-se naturalmente pacificadas…

O mestre concluiu dizendo: A paz só existe em nosso interior. Ninguém deve procura-la fora de nós.

(Hugo Lapa)

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Pedra mágica da verdade

 

PEDRA MÁGICA DA VERDADE

Há mais de 500 anos, um homem viajou vários dias para encontrar um sábio. Esse homem queria entender a verdade da vida e a busca de Deus.

Finalmente encontrou-se com o sábio. Contou ao guru o que desejava e o sábio respondeu:

– Você veio ao lugar certo, pois existe uma pedra mágica que fica numa caverna aqui perto. Essa pedra tem o poder de revelar toda a verdade da existência.

O homem ficou maravilhado em saber da existência dessa pedra mágica. Finalmente ele descobriria toda a verdade. Disse ao sábio que queria ver essa pedra o mais rápido possível. O sábio respondeu:

– Sim, mas antes preciso te falar mais coisas sobre a pedra mágica da verdade.

O sábio então começou a fazer um longo discurso sobre a pedra mágica. Falou por 1 hora, 2 horas, 3 horas. O homem ouvia mas já estava cansado de explanações, e perguntou ao sábio se ele não poderia dispensar os discursos e ir logo ver a pedra.

– Calma… – disse o sábio – Ainda tem mais coisas que preciso lhe dizer

O sábio então falou por mais 2 horas. O homem já estava esgotado de tanta explanação verbal sobre a pedra. O homem resolveu insistir mais uma vez para ver a pedra. O sábio recusou e continuou falando, teorizando, discursando, fazendo longas exposições sobre a pedra. Num dado momento, o homem se irritou e, interrompendo o mestre, disse:

– Mas mestre, se a pedra revela toda a verdade, por que não vamos diretamente a ela, vê-la com nossos próprios olhos, ao invés de ficar apenas falando sobre ela de longe?

O sábio se calou e, com olhar amoroso, respondeu:

– Agora você pode compreender o que é a busca da verdade. O que fiz agora é exatamente o que os seres humanos fazem em sua busca pela verdade. Ao invés de ir até a verdade, eles a ficam evitando.  Não existe nenhuma pedra física mágica da verdade.  A verdade está em tudo e em todas as coisas. Tudo o que existe tem a verdade em si mesmo. Os seres humanos ficam criando milhares de explanações, teorias, conceitos, argumentos, interpretações, doutrinas, etc sobre a verdade ao invés de ir até a verdade e vê-la diretamente. Seria o mesmo que fazer milhares de discursos sobre uma cidade e nunca ir a cidade; falar da beleza de um pôr do sol ao invés de ir ver o pôr do sol; tirar muitas fotos de uma cachoeira, mas nunca ter ido e entrado na cachoeira. De que adianta falar sobre algo e não viver esse algo? Da mesma forma, falar sobre a verdade não nos leva até a verdade; assim como proferir palavras de um sábio não nos torna sábios. É preciso ir até a “pedra da verdade” para conhece-la, ao invés de ficar perdendo tempo com elucubrações vazias.

Não fique perdendo seu tempo com teorias sobre alguma coisa, procure ver diretamente. Aquele que quer conhecer a verdade… deve ir até ela e conhece-la direta e intimamente, sem nenhum intermediário.

(Hugo Lapa)

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Nosso caminho na vida

 

NOSSO CAMINHO NA VIDA

Um homem trilhando os caminhos do mundo e seguindo por uma estrada. Ele desejava muito chegar até o fim desse trajeto, pois imaginava que algo muito bom o estaria esperando em seu desfecho.

No caminho, ele avistou uma barreira imensa a sua frente. Olhou aquela barreira e ficou com muita raiva, pois teve seu percurso interrompido. O homem pegou uma pedra e começou a golpear a barreira. Ele bateu, bateu, mas a barreira mal se rachava e movia. Ele insistiu e acabou machucando sua mão de tantos golpes.

Decidiu então que iria escalar a barreira. Subiu um pouco e logo caiu. Subiu de novo, dessa vez chegando um pouco mais alto, mas caiu novamente e dessa vez machucando sua perna. Tentou mais algumas vezes, mas sem sucesso. Numa das tentativas conseguiu chegar bem mais alto, porém descuidou-se e caiu lá de cima, chocando-se duramente com o chão. Dessa vez ele havia não apenas machucado a perna, mas quebrado dois ou três ossos.

Sentiu muita dor e ficou com ódio daquela barreira. Começou a xinga-la de todas as formas. Tacou pedras nela… e até a chutou com sua perna machucada, o que lhe provocou ainda mais dor

Depois disso ficou caído no chão, sem saber o que fazer e sem perspectiva de continuar.

Nesse momento, surgiu um homem caminhando pela mesma estrada. O homem o viu naquela situação e disse:

– Amigo, vejo que você não conseguiu cruzar essa barreira para continuar seu caminho. Mas pare um momento e olhe a sua volta… há outros caminhos que você pode seguir.

O homem olhou e percebeu que, de fato, havia outros caminhos que poderiam leva-lo adiante. Mas ele estava tão vidrado e fixado naquele caminho que esqueceu-se de olhar para os lados e ver a possibilidade de outras estradas que poderiam ser percorridas. O homem então se levantou e seguiu por outro caminho.

As barreiras que se impõe em nossas vidas podem ser um aviso, um alerta de que aquele não é o nosso caminho. A vida coloca as barreiras em nosso caminho para nos desviar ao caminho correto. No entanto, por causa de nossa teimosia estamos tão fixados naquela estrada, vendo apenas ela, que esquecemos de olhar para os lados e ver outros trajetos possíveis.

Não se esqueça: as barreiras que se apresentam podem ser nada mais do que um aviso, uma advertência ou um sinal da vida de que a estrada que você ansiosamente segue… não é o seu caminho.

(Hugo Lapa)

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