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Archive for the ‘reflexões’ Category

Nosso apoio no outro

 

NOSSO APOIO NO OUTRO

O ser humano costuma criar muitos apoios em sua vida para se sustentar emocionalmente

O apoio mais comum é aquele relacionado a pessoas. É muito comum uma mãe fazer de um filho sua razão de viver e apegar-se tanto a ele que, caso o filho desencarne, ela não consegue seguir em frente, não consegue mais viver, não consegue mais ser ela mesma… Isso pode ocorrer com outro tipo de parentesco, pai, mãe, irmão, marido, esposa, etc.

O erro do ser humano é fazer do outro a sua vida; é passar a depender emocionalmente do outro; é desistir de si mesmo para cuidar do outro e esquecer de si mesmo; é fazer do outro o sentido ou o propósito de nossa existência. Quando fazemos isso, perdemos a nós mesmos, pois quando o outro vai embora, fica um vazio em nosso peito que nada pode preencher.

A única coisa que pode preencher esse vazio que ficou é um resgate de nós mesmos e da essência divina que somos.

Por isso, vamos atuar de forma preventiva. Ao invés de precisar se desapegar do outro quando ele vai embora, é melhor não se apegar a ele quando ele está conosco.

Assim, por mais que você ame a pessoa, não faça do outro a sua vida.

Não tente se preencher com outra pessoa.

Não crie um sentido da sua vida a partir de alguém.

Não se apoie no outro, não use o outro como apoio psicológico, não fique dependente do outro.

Essa é a única forma de você não se perder quando o outro vai embora. Dizemos isso porque há uma grande verdade nessa vida:

O outro sempre vai embora em algum momento.

Há sempre uma separação, um abandono, uma decepção, uma morte que virá. O outro sempre terá que se afastar de nós em alguma época de nossa existência. Por isso, jamais faça do outro a sua vida. Não coloque sua essência vital em ninguém. Fique você mesmo com ela. Caso contrário, você deixa de existir.

Lendo estas explicações, algumas pessoas costumam dizer que na teoria é fácil, mas na prática não existe se desapegar das pessoas, pois o ser humano sempre se apega e se vai se apegar. Diante dessa alegação, minha resposta é sempre a mesma:

“Basta que uma pessoa consiga não se apegar para provar que é possível qualquer um não se apegar.”

Muitos dizem que é difícil se desapegar, mas o que as pessoas não percebem é que é muito mais difícil viver apegado. Pelo contrário, viver desapegado a fácil, viver apegado é que é difícil e sofrido. É possível ver milhões de pessoas que se apegam a alguém e, no momento da perda, sofrem e deixam sua vida escapar e perecer. O que é mais fácil então? Existe uma lei da vida que funciona assim: quanto maior o apego a uma pessoa, mais a vida vai nos afastar dessa pessoa que é objeto do nosso apego… e mais sofrimento virá em decorrência desse afastamento.

Isso acontece porque a sabedoria da vida não pode aceitar que fiquemos muito tempo apegados apenas em uma ou outra pessoa. É certo que o objetivo da evolução humana é atingir o estado de harmonia com todos. Amar apenas um ou outro, seja parente ou amigo, é uma atitude que nos tira da harmonia da existência e nos faz estar sempre em oposição a tudo. Amar a todos é estar em harmonia, mas amar apenas um ou outro nos faz em dissonância com todas as outras pessoas e isso sempre gera conflitos, posse, alimenta nosso egoísmo e nos faz agir pelo bem apenas dessas pessoas e não de todas. O espírito puro age pelo bem de todos e não apenas de quem ele ama.

Nossa missão é alertar a todos sobre os princípios espirituais da existência, mas não podemos e nem temos a pretensão de mudar ninguém, ou forçar qualquer pessoa a seguir o que transmitimos. Cada um segue o que quiser… é o livre arbítrio. Nós apenas alertamos sobre o sofrimento que vem em decorrência do apego, da dependência emocional em relação ao outro. E quanto mais existe esse apego, maior será o sofrimento na hora da partida.

Já cansamos de ver pessoas apegadas que após a partida do ente querido sofrem muito, se desesperam, se suicidam ou caem em profundas depressões, simplesmente por causa desse vício humano, dessa chaga da humanidade chamado apego. Ninguém deve se apegar a ninguém, pois ninguém é de ninguém. Todos somos espíritos livres e todos temos o nosso próprio caminho. Devemos conviver com as pessoas enquanto estão conosco e aproveitar sua presença, mas quando não mais se encontram aqui, devemos deixa-los ir com toda a liberdade e todo o desprendimento de nossa alma. Devemos fazer isso por um motivo muito simples… essa é a lei da vida, essa é a lei da evolução.

 

(Hugo Lapa)

Tratamento espiritual de vidas passadas à distância

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Não sou santo

 

NÃO SOU SANTO

De vez em quando vejo algumas pessoas dizerem o quanto é difícil praticar certos ensinamentos. Dizem que não somos santos, não somos evoluídos a ponto de praticar esse ou aquele princípio espiritual.

No entanto, as pessoas precisam entender que não precisamos ser evoluídos e santificados para praticar os ensinamentos espirituais… mas sim precisamos praticar os ensinamentos espirituais para nos santificarmos e purificarmos.

É justamente o esforço de praticar que nos conduz a pureza do ser. Quando a pessoa já é evoluída, isso ocorreu porque um dia ela optou em praticar certos princípios, como o amor, a paz, a justiça, o respeito, a compaixão, etc. Em algum momento ela decidiu iniciar, ela se despojou das emoções inferiores e transportou o ensinamento para a lado prático da vida.

Antes de um santo ser santo, ele despertou desse mesmo jeito… praticando, amando, transcendendo seu ego, suas paixões, sua animalidade… e sublimando suas emoções inferiores. Ninguém se depura sem deixar de lado sua natureza humana e inferior.

Alguns podem dizer: mas eu sou fraco, eu não consigo. Não sou bom o suficiente. Não tenho coragem.

Mas devemos esclarecer que ninguém é forte até conseguir vencer a fraqueza.

Ninguém é bom até vencer o mau em si mesmo.

Ninguém é corajoso até vencer o medo que estremece nosso ser.

Ninguém é capaz até vencer seus próprios limites internos.

Ninguém é calmo até conseguir vencer o nervosismo que nos intoxica.

Ninguém é virtuoso até conseguir vencer seus vícios e máculas.

Assim, essa ideia de “não consigo praticar porque não sou santo” não faz sentido. Todos os ditos “santos” ou espíritos mais elevados eram como cada um de nós, impuros, imperfeitos, cheios de ego e vaidade. Mas conseguiram sua elevação acima da condição humana seguindo o farol da espiritualidade e amando, perdoando, fazendo o bem, etc.

Como se tornar um espírito mais elevado? A maior luz já lançada sobre isso é a prática do que Jesus pregou no sermão da montanha. Para se tornar um bem aventurado é necessário ser pobre de espírito, ser manso, ter fome e sede de justiça, ser misericordioso, ser puro de coração e ser um pacificador. Além disso, é necessário também sofrer perseguições por defender a justiça, pois desses é o reino dos céus. É preciso também ser injuriado e sofrer todo o mal quando se defende a Deus e a verdade. Quem segue esse caminho, se torna um bem aventurado.

Dessa forma, ninguém precisa ser puro para praticar um ensinamento espiritual, mas sim precisa praticar o ensinamento espiritual para se tornar puro.

(Hugo Lapa)

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CONSUMISMO NAS DATAS COMEMORATIVAS

Acho errado o que se faz em dias especiais, como dia das mães, páscoa, dia dos pais, natal, ano novo, etc.

Esses dias são apenas comerciais, nada mais são do que datas que estimulam o comércio, estimulam as dívidas, estimulam que você compre, consuma e gaste seu dinheiro. Datas em que você tem a obrigação social de dar presentes. A mídia como instrumento dos grandes empresários criou uma obrigatoriedade de consumo. Você não tem a opção de não dar presentes. Se você não dá, você passa a ser visto como uma pessoa sem consideração; uma pessoa que não dá valor a outra; que não se importa com o outra. É um dia que foi criado para os empresários lucrarem, para um rico ficar ainda mais rico e o pobre ficar mais endividado.

Se existe uma data como dia das mães, por exemplo, o ideal seria que apenas passássemos o dia com a pessoa em questão, sem a necessidade de dar coisas materiais. Para que dar presentes? Quando entramos nesse jogo de consumo, o ganho material acaba tomando espaço do afeto, da atenção, do carinho, da presença e do convívio que deveria ser destinado à pessoa. Muitos podem dizer: “Mas eu dou o presente e também dou o carinho”. Minha pergunta é: para que dar presentes? Será que o carinho, o amor e a atenção não bastam? Para que gastar dinheiro com presentes? Será que o melhor presente não é estar presente? Outros podem perguntar: “mas qual o mal de dar uma simples lembrança?” Será que a melhor lembrança não é se lembrar do outro ou ligar pra pessoa para que ela se lembre sempre de nós? Ou será que é melhor o outro lembrar de você pelo presente que você deu? De que adianta dar presente apenas um dia e não estar presente? De que adianta cumprir um protocolo social e dar uma “lembrancinha” e depois nem se lembrar do outro, ou não falar com o outro fazendo com que ele nem lembre de nós?

O consumo não pode sobressair, não pode ser a substituição do que há de essencial nessas datas. O ideal seria abolir os presentes materiais, para que essas datas não tenham um viés comercial, mas que seja apenas um dia de convivência, de abraço, de conversa, de estar junto… O consumo atrapalha e muito… Ele cria uma barreira entre as pessoas, acaba por desviar o foco daquilo que é o principal, o essencial. A maioria pode não sentir esse desvio de finalidade, mas o “dar material” acaba tomando um espaço muito maior do que se costuma enxergar.

E aquelas pessoas pobres que não podem comprar um presente? Como elas ficam nessas datas? E aqueles que gastam o dinheiro que não têm para comprar alguma coisa? É justo faze-los se passar por pessoas sem consideração só porque não podem comprar presentes? Por outro lado, para aqueles que tem mãe, o dia das mães pode ser bom; para aquele que tem um pai, o dia dos pais pode ser positivo, mas e aqueles que não tem mãe e não tem pai? Essas datas acabam sendo um sofrimento pela lembrança daqueles que já se foram. Um homem que não tem pai nem mãe fica muito triste nessas datas. Aqueles que acabaram de perder seus pais podem ficar ainda piores nessas comemorações. Vejo muito sofrimento, por exemplo, no dia dos pais numa pessoa cujo pai faleceu há 2 anos, ou mesmo daqueles que nunca tiveram um pai. Como ficam essas pessoas? Alegria para uns e sofrimento para outros? Não vejo isso com bons olhos…

Precisamos parar de ser tão manipuláveis, tão influenciados pela mídia, pelo mundo consumista, pelas posses materiais. O que as pessoas querem afinal? Querem viver como robôs teleguiados para serem apenas um produto do que a mídia diz que elas devem ser? Será que não é melhor romper de uma vez por todas com esse mundo e sermos apenas o que somos, ou o que desejamos ser? Precisamos mesmo comprar tantas coisas? Nossas necessidades básicas são poucas. Para que ficar criando expectativas de consumo que em nada nos acrescentam? Para que seguir tantos padrões? Para que se preocupar tanto com o que os outros pensam de nós? Não querer agradar a platéia é uma libertação imensa… Tiramos um peso enorme dos nossos ombros quando admitimos aquilo que somos e não passamos a vida inteira tentando nos ajustar.

Aliás, se ajustar para que? Para perder a nós mesmos e viver sendo apenas algo para o outro nos aceitar? De que vale perder a si mesmo para só então poder ser aceito pelo outro? Vale a pena nos modificar tanto para conviver com pessoas que não aceitam nossos desajustes? Ou podemos perguntar: será saudável estar bem ajustado a uma sociedade doente como a nossa? Não é melhor ser um desajustado numa sociedade tão hostil, mesquinha e atrasada como a que vivemos? Será que ganhamos alguma coisa sendo a imagem daquilo que esperam que sejamos? Amar é aceitar os desajustes do outro… é aceitar o outro exatamente como ele é… Se você convive com pessoas que não te aceitam, repense seus relacionamentos…

Vamos refletir sobre esses pontos… O que vale é ser feliz… e não corresponder aquilo que os outros esperam de nós.

(Hugo Lapa)

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Você é um zumbi?

 

VOCÊ É UM ZUMBI?

Não por acaso a lenda relacionada aos zumbis tomou tanta força nos dias de hoje. Zumbis são personagens fictícios que frequentemente aparecem em filmes, desenhos e séries do cinema e da televisão.

A principal característica dos zumbis é sua ausência de alma, de pensamento, de raciocínio. Zumbis são seres autômatos, sem alma, cujo comportamento é instintivo, grosseiro, e que vivem com raiva. São hostis a todos e estão sempre entrando em conflito com aqueles que aparecem diante deles. Quando veem um ser humano normal, eles desejam devora-lo, principalmente seu cérebro. O apetite dos zumbis parece ser insaciável, nunca se satisfaz, estão eternamente com fome e sempre buscam algo mais que possa ser devorado.

Essa lenda contemporânea nada mais é do que uma metáfora de como funciona o ser humano que vive na modernidade. O que é o ser humano senão um autômato que vive no piloto automático apenas satisfazendo seus instintos mais grosseiros? O que é o ser humano senão alguém que perdeu sua alma, que vive irritado, tenso e apenas responde aos estímulos externos? O homem moderno vive num estado de permanente competição. Ele quer sempre ser o destaque, ser o melhor, ser apreciado por todos. Deseja o sucesso a todo custo. Quer que seu ego se sobressaia diante dos outros.

Essa condição competitiva, quando levada ao extremo, pode fazer com que uma pessoa deseje destruir as outras, para ela mesma chegar ao topo. Por isso, se diz que o zumbi deseja comer o cérebro do outro. Devorar o cérebro alheio significa destruir a capacidade de pensar e agir do outro, para que ele mesmo, o zumbi, possa ser o destaque. Alimentar-se do cérebro é tentar demonstrar a todo momento que ele está certo e o outro errado. É a tentativa sistemática de desmerecer o outro, de desprezar a capacidade intelectual do outro. Como o zumbi não pensa, ele também não deseja que ninguém pense, que ninguém use seu cérebro para ser melhor do que ele, para pensar de forma mais eficaz do que ele.

O ódio dos zumbis os leva a tentar de todas as formas devorar o outro no âmbito da competição, puxando seu tapete, armando para ele, fazendo fofocas, ou usando qualquer artifício que possa destruí-lo, humilha-lo ou rebaixa-lo de alguma forma. Dessa forma, o zumbi prevalece. Os zumbis andam sempre em manada, em grupo, sem saber para onde vão. Como eles não tem força sozinhos, por si mesmos, sua força vem do grupo. Um idiota não faz verão, mas muitos idiotas unidos conseguem fazer um certo barulho. Como eles vivem pelo prazer imediato, dificilmente conseguem ver a longo prazo, ou enxergar algo além. Tampouco sabem de onde vieram, pois perderam sua memória para se agarrar a brevidade de cada momento de satisfações quiméricas.

Quantas vezes não assistimos seres humanos inovadores, criativos, revolucionários sendo destruídos pelos ignorantes que não desejavam aceitar certas transformações que uma pessoa especial vinha trazer? Por outro lado, zumbis também são muito fáceis de serem manipulados. Como eles não pensam, qualquer pessoa que lhes apresente soluções prontas e acabadas, fáceis de se realizar para suas vidas, eles logo se agarram a isso com unhas e dentes, criam sistemas de controle, regras rígidas ou a ausência de regras, tornam-se fanatizados e dogmatizados pelas religiões e seitas, e trilham cegamente por um caminho onde alguém terá que lhes mostrar como é a “salvação”. Eles querem a todo custo que um ser superior lhes salve, pois eles mesmos não se empenham em sua própria salvação. Querem ser perdoados por Deus, pois eles mesmos não conseguem se perdoar pelos seus erros; querem que alguém lhes indique um caminho, pois eles mesmos se fizeram cegos por não querer enxergar a realidade.

Pessoas que vivem como zumbis vivem no chamado “piloto automático”. Elas já não vivem mais suas vidas, elas apenas existem. Caminham adormecidas pelos recantos do mundo, hipnotizadas por um sono profundo de medos, incertezas e pressa. Elas não observam a natureza, não sentem a vida, mas respondem aos estímulos, e apenas reagem de forma cega e irrefletida ao meio ambiente imediato. Pessoas zumbis vivem num estado de permanente tensão. De tanto que elas se machucaram com o meio ambiente, agora tentam se proteger dele; criam uma capa ou casca protetora, e passam a não mais sentir a vida e o outro. De tanto que se decepcionaram, trancam seus sentimentos, tomam milhares de medicamentos para não mais sentir a si mesmos e seus anseios mais profundos, assim podem ser “produtivos” para ganhar dinheiro e sobreviver na selva da vida humana.

Zumbis vivem no piloto automático, robotizados, seguindo sempre um programa prévio, que roda incessantemente, sempre da mesma forma. São incapazes de mudar comportamentos, de alterar suas crenças, de fazer coisas muito diferentes. São como gravadores ambulantes tocando sempre a mesma melodia desafinada, sintonizada no chiado do rádio de sua consciência turbulenta e cheia de desejos insatisfeitos criados artificialmente.

Eles não se perguntam quem são, o que estão fazendo aqui na Terra e nem procuram um significado mais profundo para sua existência. Quanto menos souberem, melhor, pois menos o conhecimento profundo poderá modificar suas vidas padronizadas. Preferem shoppings lotados de gente consumindo e gastando do que passeios pela natureza, com os animais, os rios e os mares. De vez em quando eles se encontram num sono tão profundo que caem no chão. Essa queda pode ajudar a acordar alguns deles, que se encontram fatigados de tanto existir sem uma alma, sem contato com sua essência. Outros, no entanto, caem e ficam ainda mais irritados, mais violentos, reforçam seu lado destruidor e carniceiro. A maioria dos zumbis costuma ser bastante apegada, presa, dependente, submetida, bloqueada, fixada e cheia de vínculos negativos. São vampiros que não têm mais sangue e vitalidade correndo em suas veias, e por isso, desejam extrair a vitalidade de outros, se apegam aos outros, passam a depender dos outros, entram numa simbiose onde tentam extrair o néctar vital da alma do seu parceiro, filho, irmão, amigo, etc.

A pergunta que se faz aqui é: você tem agido como um zumbi, ou você está mantendo contato com sua alma, sua essência, seu espírito? Pare um pouco e reflita sobre isso.

Não seja como um zumbi. Acorde para a vida e torne-se uma pessoa de verdade, um homem e uma mulher livre, aberto e feliz. Comece a se ligar a sua essência mais profunda, ao centro do seu coração, aquilo que existe de mais essencial dentro de você. Quem se afasta de sua essência, de sua alma, vira um zumbi; mas aqueles que estão ligados ao seu interior mais profundo, esses se libertam de tudo e começam a trilhar o caminho da eterna felicidade.

(Hugo Lapa)

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Ninguém vence ninguém

 

NINGUÉM VENCE NINGUÉM

O mundo atual tem como característica a competição. A maioria das pessoas sonha em vencer umas as outras. Elas desejam vencer o outro para conquistar uma vaga no vestibular; desejam vencer o outro para conseguir um cargo mais alto na empresa; vencer o outro para fazer seu comércio ganhar os clientes do mercado; vencer o outro numa competição esportiva, e assim por diante. Praticamente tudo o que existe em nosso mundo possui algum aspecto de competição, de conquista de uns sobre os outros, onde uma pessoa sai vitoriosa e outra sai derrotada. Seja num simples jogo de videogame até uma eleição para presidente de um país; tudo na vida humana gira em torno de concorrências, rivalidades e disputas diversas.

No entanto, todo esse mundo de competição e de vitórias e derrotas nada mais é do que uma insustentável ilusão. Não há vencedores e não há tampouco perdedores em nosso mundo. Uma pessoa jamais pode vencer a outra, seja em que campo for. Essa afirmação pode parecer estranha e irreal a primeira vista. Ela parece contradizer tudo o que conhecemos do nosso mundo de êxitos, triunfos, conquistas e sucessos, onde desejamos que nosso ego seja mais e mais reforçado diante de todos e nossos desejos mais e mais satisfeitos. Vamos explicar, com alguns exemplos, porque esse mundo de competição não passa de mera ilusão e de que forma é impossível uns vencerem os outros.

Vamos imaginar que um jovem deseje passar no vestibular. Para realizar esse feito, ele deve fazer uma prova e adquirir uma pontuação mais alta do que os outros candidatos. Ele inicia seus estudos e logo se depara com uma série de problemas e contratempos. Conforme vai estudando, ele sente dificuldade de concentração. Todo o mundo ao seu redor o induz a largar os estudos e usufruir dos prazeres que se apresentam. Ele poderia parar de estudar e começar a ver TV; poderia parar o estudo e jogar videogame; poderia conversar pelo celular com seus amigos; poderia simplesmente sair e ir ao shopping; poderia também sair com amigos para beber e se divertir. Mas a cada momento ele sente que o estudo é mais importante e vai aos poucos vencendo as tentações de sair, se divertir, ou simplesmente ficar deitado numa condição ociosa. 

Dentro desse exemplo é importante notar o seguinte: cada vez que ele dispensa o prazer e se concentra nos estudos, ele obtém uma vitória sobre si mesmo. Ele sabe que precisa renunciar a coisas menores,  momentâneas e fúteis para adquirir algo maior. Fazendo isso, ele trabalha a si mesmo e vai se tornando uma pessoa melhor. Vamos observar que essa vitória não é sobre outros candidatos, não diz respeito a ganhar do outro, mas sim uma vitória sobre si mesmo: sobre a preguiça, sobre o prazer, sobre a impaciência, sobre o tédio, sobre a insegurança, etc. Na realidade, conforme ele vai estudando e se dedicando mais e mais, ele não vai vencendo outros candidatos, ele vai vencendo apenas a si mesmo. Esse caso é bastante ilustrativo de como o ser humano conserva a ilusão de estar vencendo o outro quando, na realidade, ele está apenas superando a si mesmo a cada dia.

Vejamos outro exemplo que pode nos esclarecer ainda mais. Vamos imaginar um corredor que deseje conquistar uma medalha de ouro numa competição. Esse corredor estabelece uma meta de correr 2 horas por dia. Ele percebe, no entanto, que essa meta não será suficiente pra leva-lo à vitória. Ele decide então aumentar esse meta; ao invés de 2 horas, ele passa a correr 3 horas. Para honrar essa meta ele deve resistir ao cansaço que se estabelece em seu corpo. Conforme ele vai correndo, não apenas o cansaço físico vai se fazendo presente, mas também pensamentos de insegurança vão invadindo sua mente. Ele começa a pensar: Será que sou capaz? Será que estarei tranquilo na hora da corrida? Vale a pena largar tudo por esse objetivo? Ele precisa renunciar a uma série de coisas. Ele terá que vencer o desânimo dentro de si; terá que vencer seus próprios medos de perder; terá que vencer sua ansiedade e suas angústias diante da possibilidade da derrota. Tudo isso gera um movimento dentro de si que o faz conhecer a si mesmo e superar seus próprios demônios internos.

Nesse momento, seu confronto não é com o outro corredor, mas sim consigo mesmo. Ele precisa vencer seus limites, precisa superar sua condição antiga e ir além, passando a uma condição mais desenvolvida e madura de si mesmo. Conforme vai treinando mais e mais, ele vai conseguindo vencer e triunfar sobre si mesmo, e não sobre o outro. Se ele fosse um arqueiro numa competição, precisaria trabalhar sua tranquilidade interior para acertar o alvo; se ele fosse um jogador de basquete, teria que liberar sua mente de qualquer insegurança, qualquer medo, qualquer autocobrança, para conseguir acertar as cestas, fazendo mais pontos. Vamos mais uma vez observar que a vitória que ele conquista não é sobre outras pessoas, mas sobre si mesmo, sobre suas imperfeições, seus limites, seus medos, seu desânimo. Ele vai ficando mais forte, mais resistente e mais humilde. Cada vez que ele tenta ir além, há uma série de barreiras internas que fazem pressão para trás. A pessoa, por seu lado, deve resistir a essa força contrária de limites pessoais, fraquezas e falhas, conseguindo superar cada um deles, obtendo assim uma vitória sobre si mesmo.

Nessa preparação, onde está o outro? Os outros competidores não participam daquilo que pode nos levar à vitória. Ele não vem nos impedir de estudar; ele não vem nos colocar para baixo; ele não vem nos segurar enquanto estamos treinando; ele não vem nos dizer que não vamos conseguir. Quem faz tudo isso é a nossa mente, nossas emoções e nossos limites internos. Por isso, cada competição humana nada mais é do que o ato de vencer a si mesmo; de vencer nossos erros, nossas máculas, nossos preconceitos, nossa apatia, nossa preguiça, nosso orgulho, etc.

Esse processo de mergulho interior e superação ocorre tanto antes quanto depois de uma competição. O aluno que não passa numa prova de concurso faz (ou deveria fazer)  uma reflexão sobre o que deveria ter feito para passar. Ele se lembra de todas as vezes que faltou as aulas; todas as vezes que deixou de estudar por preguiça; todas as vezes que realizou atividades diversas ao invés de estudar e vai tomando consciência do que pode melhorar numa próxima ocasião. Nesse momento, a revisão de nossos erros pode também nos obrigar a uma mudança de atitude para que, da próxima vez, nos esforcemos para mudar certos aspectos que nos limitaram. Nesse sentido, as competições humanas também são oportunidades de crescimento interior, melhoramento pessoal, amadurecimento, superação e autoconhecimento. Então, a pessoa que estava competindo conosco nos ajudou; ela foi o instrumento de nossa melhora, de nossa reforma interior, do mergulho que precisamos dar dentro de nós mesmos. Aquele que competiu conosco e nos venceu pode nos ajudar na compreensão de muitos dos defeitos e fraquezas que nos levaram a suposta derrota. Essa derrota aparente traz uma possibilidade de vitória sobre nós mesmos.

Assim, não apenas a competição humana é mera ilusão, como aqueles que competem conosco nos ajudam a olhar para nós mesmos, reconhecer nossas limitações e ir além.  Portanto, todos devem abandonar essa ideia de que é possível vencer o outro. Não há vitória nem derrota sobre quem quer que seja. As disputas e competições humanas são ilusões do mundo. Elas nos fazem acreditar que é possível vencer uns aos outros, quando, na verdade, as competições apenas nos colocam diante de nós mesmos, de nossos limites, fraquezas e imperfeições, e nos obrigam a sempre a supera-los.

Assim, todos devem entender que o eu está sempre competindo consigo mesmo, e não contra o outro. A vida humana não um conjunto de competições contra outras pessoas, mas é apenas um exercício de superação de si mesmo.  Como disse Buda: “A vitória sobre si mesmo é a maior de todas as vitórias”. O restante não passa de ilusão, pois ninguém compete com ninguém e ninguém vence ninguém. Cada pessoa é que deve vencer suas próprias limitações.

(Hugo Lapa)

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Vazio do Egoísmo

 

O VAZIO DO EGOÍSMO

Uma das causas do vazio é o estilo de vida egoísta e individualista que a maioria das pessoas leva atualmente. Uma pessoa egoísta é aquela que vive apenas para si mesma. Ela desconsidera os outros, não vive pelo coletivo, não olha para o mundo a sua volta, e pensa apenas em seus desejos, em suas conquistas, em seus sonhos, em suas demandas imediatas.

Pensar apenas em seus interesses pessoais gera um isolamento do restante do mundo e cria um sentimento de solidão. Quanto maior o egoísmo de uma pessoa, mais ela viverá apenas para si, e, consequentemente, mais ela se sentirá isolada e solitária. Essa solidão, claro, gera um vazio dentro dela. Todos aqueles que vivem apenas para si mesmos começam a sentir esse vazio. Por isso, tentam preencher esse vazio com as conquistas individuais, com o consumo, com o ter tudo para si, com a obtenção de poder, dinheiro, posses, status, fama, cargos, admiração dos outros, etc.

Quando não conseguem, o vazio começa a retornar com mais força. Mas quando uma pessoa vive não somente para si mesma, mas para o coletivo, para o mundo, para Deus, para a vida, ela passa a sentir a aquilo que denominamos de a plenitude da existência. Quanto mais rígido é nosso ego, maior será a solidão e maior será o vazio. Por outro lado, quanto mais abertos, livres, compassivos e em harmonia com tudo e todos, mais nos sentimos plenos e felizes.

Um exemplo dessa situação é o amor humano, que é egoísta por si mesmo. Quando amamos e vivemos apenas por uma pessoa, nossa vida passa a depender apenas dessa pessoa. Caso a percamos, o vazio se instala e não conseguimos mais sentir em frente. No entanto, quando amamos todas as pessoas, ou quando amamos toda a vida, todo o cosmos, como é possível se perder alguma coisa? O amor ao todo nunca é perdido, nunca nos decepciona, nunca nos traz dúvidas, medo e incertezas. O amor humano limitado a apenas um ou outro indivíduo nos traz, ao contrário, medos, incertezas, dúvidas, decepções, mágoas, etc.

Aquele que vive pelo bem de todos, nunca erra, nunca se decepciona, nunca se magoa, está sempre bem, satisfeito e feliz. Mas aquele que vive apenas para si mesmo, ou por uma ou algumas pessoas, esse está sempre infeliz, sempre ausente, sempre vazio.

Por isso, o egoísmo, o individualismo e a vida voltada aos interesses pessoais sempre vai nos conduzir a um vazio interior profundo, a depressão e a infelicidade. Não importa o quanto conquistemos, o vazio nunca vai embora. Dessa forma, devemos deixar de lado todo o egoísmo, todo o sentimento de valor individual, todo o egocentrismo, toda a aposta na felicidade particular e exclusiva.

(Hugo Lapa)

Atendimento com Terapia de Vidas Passadas

lapapsi@gmail.com

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Projetar uma imagem

PROJETAR UMA IMAGEM

Precisamos parar de alimentar a necessidade de mostrar aquilo que não somos, ou de tentar expor o que não sentimos.

Eu recebo pela internet uma média de 40 mensagens por dia. Muitas pessoas vêm me contar suas vidas e seus problemas. Leio o que a pessoa está passando, seus problemas, suas dores, suas decepções… Muitas vezes percebo que seu sofrimento parece profundo, duradouro e agudo. No entanto, em seu perfil, ela aparece sempre sorridente em viagens, em fotos com amigos, em festas, abraçada com familiares (às vezes pessoas que ela detesta), dentre outras situações. Alguns falam frases de efeito, declaram sua fé em Deus, falam em religião, mas se comportam de forma diferente.

A pessoa demonstra estar super bem em seu perfil, mas por dentro ela está destruída. Por outro lado, a pessoa demonstra ser honesta, bondosa, preocupada com os outros, bom caráter, mas suas atitudes expõem o contrário. Essa é a imensa hipocrisia que está disseminada pela nossa sociedade. Religiosos desviando dinheiro e tratando mal os outros. enquanto pregam longos sermões sobre amor ao próximo.

Precisamos parar de tentar sempre projetar uma imagem de felicidade e sucesso aos outros. Podemos até enganar outras pessoas que não nos conhecem, mas jamais poderemos enganar a nós mesmos ou a Deus. O fato de você parecer bem não fará você ficar bem… nem te ajudará a se sentir melhor. É possível dizer que quanto mais infeliz é uma pessoa, mais ela poderá tentar demonstrar felicidade, pois convencendo os outros que ela está bem, ela pode acreditar que está bem e que se sentirá melhor. No entanto, isso nunca acontece, ou acontece apenas por um curto período de tempo.

Não há nada melhor do que viver a sua realidade. Viver de aparências, demonstrando algo que não somos ou projetando uma alegria inexistente, só piora as coisas. Passamos a viver uma ilusão e tentamos acreditar na ilusão em que tentamos viver. Aceitar a nossa realidade é a melhor coisa que podemos fazer. Aquele que vive sua própria realidade, mesmo sendo muito dura, sabe o lugar onde está, sabe quem é, sabe o que precisa melhorar, sabe de onde vai partir, sabe o esforço que terá que fazer, não fica se enganando e nem fica paralisado… Ele simplesmente vive aquilo que é… Sendo assim, ele vive melhor.

Por que ele vive melhor? Simples… Ou somos o que somos; ou vivemos nossa realidade, ou não somos nada. É possível ser algo que não somos? Não… Ou aceitamos nossa realidade, ou nossa vida se reduz a um vazio ilusório que no fundo não existe. É preferível viver a própria realidade, por mais dura que seja, do que tentar ficar vivendo uma ilusão. Imagine uma pessoa que está caída no chão, que quedou-se e machucou-se gravemente. Ela começa a se arrastar pelo chão e vai seguinte em frente. Mesmo com todas as dificuldades após a queda, ela continua caminhando. Agora imagine alguém que vive “fora do chão”, ou seja, fora da realidade, sem apoio e sem base no real. Ela flutua acima do chão. Ela tenta caminhar, procura seguir seu trajeto, mas o que acontece? Por ela não quer qualquer suporte no chão, ela não pode caminhar, pois lhe falta o apoio na realidade.

O mesmo ocorre com aquele que fica vivendo de sonhos, de fantasias relacionadas apenas a aparência das coisas. Aquele que vive de fachada, dissimulando quem é e sua condição, cultivando apenas superficialidades, esse não consegue caminhar pois está desconectado da realidade. Conheci uma mulher que vivia colocando imagens de viagens maravilhosas no face. Estava sempre sorrindo e aparentando felicidade; escrevia frases de efeito e orações religiosas louvando a Deus, mas sua vida era o oposto do que demonstrava. O resultado disso é que ela tentava viver nessa ilusão, mas essa tentativa trazia ainda mais sofrimento a ela. Ponderei que ela parasse de ficar demonstrando o que não é e que aceitasse sua realidade, pois somente quando aceitamos a nós mesmos e nossa verdadeira condição na vida é que podemos melhorar. Ela fez isso. Meses depois veio me dizer que estava se sentindo muito melhor, pois aceitara quem era e agora tinha um norte a seguir. Enfrentou as dificuldades e sentia-se mais leve.

Ela mesmo me disse que “carregar a ilusão nos ombros é submeter-se a um peso desnecessário”. Concordei com ela, pois quem cultiva as ilusões é obrigado a sempre ficar alimentando algo que não existe, e isso nos rouba muitíssima energia. Somente quando assentamos nossos pés no chão (no real) é que podemos seguir, caminhar, dar continuidade, sair do lugar, progredir, nos desenvolver. Por isso dissemos que é preferível viver nossa dura realidade, por pior que seja, do que ficar tentando demonstrar uma aparência, ou acreditar e ficar vivendo numa ilusão de aparências. Na realidade, nós podemos progredir, no vazio da aparência, ficamos flutuando em ilusões que nos fazem ficar paralisados.

Acredite: é muito melhor viver uma vida real quebrando e rejeitando toda a ilusão. Isso porque o sofrimento reside unicamente na ilusão. Quem não se ilude, sofre muito menos, ou não sofre. Mas quem passa a vida se iludindo, vive pulando de ilusão em ilusão, tentando fugir de todas as formas do real. Mas isso é impossível, pois o real é onde estamos, e não se pode fugir daquilo que é.

Aceite sua realidade… Você verá como tudo vai melhorar e você se sentirá mais leve e feliz.

(Hugo Lapa)

Tratamento espiritual de vidas passadas à distância

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