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Archive for the ‘reflexões’ Category

 

SOBRE O ENSINO RELIGIOSO NAS ESCOLAS PÚBLICAS

Vou colocar aqui a minha visão sobre o ensino religioso nas escolas públicas.

Eu sou contra… Não acho que seja positivo o ensino religioso nas escolas. Acredito que o melhor lugar para o ensino das religiões seja nos próprios locais de culto religioso. A própria instituição religiosa é perfeitamente capaz de suprir todo o necessário para o ensino de sua religião. Escolas públicas não devem realizar o papel que cabe a cada uma das religiões.

Além disso, como ficam as pessoas que não acreditam em nenhuma religião? Por que essas pessoas deveriam ser obrigadas a aprender sobre diversas religiões, se elas não acreditam em nenhuma? É justo colocar um ateu para aprender, de forma obrigatória, sobre Deus, sobre anjos e sobre diversos aspectos religiosos que ele simplesmente não endossa?

E como seria a divisão do que é estudado em cada aula? Aprenderíamos o que? O cristianismo? Vamos lembrar que o cristianismo é dividido em muitos tipos de segmentos diferentes. Há os católicos, os protestantes, os diversos tipos de protestantes, a igreja ortodoxa, as igrejas orientais (que possuem dezenas de segmentos diferentes). Há também a teologia da prosperidade, que prega a prosperidade material como meio de se chegar a Deus. Vamos ensinar o que? Todas elas? Com qual objetivo? Não seria melhor que cada pessoa atraída por uma denominação específica, naturalmente busque essa orientação sem que precise aprender tudo isso na escola?

E como ficam as outras religiões? Se o ensino é religioso, todas as religiões devem ser necessariamente contempladas. A escola teria que ensinar não apenas o cristianismo em suas várias vertentes, mas também o Judaísmo, com o estudo da Torá. Teria que ensinar também o Islamismo em suas diversas denominações. Não tenho dúvida que muitos cristãos ficariam bastante incomodados com o estudo sistemático da religião muçulmana para seus filhos. As religiões de matriz africana também deveriam ser contempladas nesse estudo. É preciso estudar a fundo a Umbanda, que é uma religião genuinamente brasileira, assim como o Candomblé.

Outras religiões como o Hinduísmo também devem ser ensinadas. O Budismo, religião que conta com mais de 300 milhões de adeptos no mundo, também precisaria ser ensinada nas escolas, para crianças cristãs. Vamos lembrar que o Satanismo também é uma religião. Deveríamos também dar aulas sobre o Satanismo para as crianças? A maioria dos cristãos diria que não… Mas de fato, trata-se de uma religião. E como religião, deveria ser ensinada nas escolas. Como então definir o que deve e o que não deve ser ensinado? Pelos padrões do cristianismo? Mas isso não seria dar mais prioridade a uma religião do que a outras? E por que deveríamos dar mais atenção ao cristianismo do que a qualquer outra religião no ensino público?

Além disso, como contratar os professores dessas religiões? Eles seriam pagos com dinheiro público para ensinar algo que, em seus templos, eles já fazem? E se um pai discordar da orientação dada pelo professor? Vamos lembrar que os professores também podem ter a sua religião. Será que eles não vão puxar a sardinha para a sua religião em detrimento das outras? Será que vão ser mesmo neutros?

Uma das propostas é que os pais decidam que religião ensinar aos filhos. Nesse caso, o filho só teria aula da religião que o pai escolher para ele. Mas se for assim, por que é necessário que essas aulas sejam dadas na escola pública, com dinheiro público? Por que não procurar uma igreja mais próxima para se ministrar essa educação religiosa? É necessário delegar à escola uma educação que já é amplamente realizada nas igrejas, nos catecismos e em cursos abundantemente dados nos templos? Isso não seria um grande desperdício de dinheiro público? Para que ministrar aulas numa escola pública, com dinheiro público, de algo que já é amplamente ministrado nas igrejas?

Por outro lado, devemos nos perguntar… É certo os pais escolherem, desde tenra idade, a religião dos seus filhos? Religião não deveria ser uma decisão pessoal, de fôro íntimo? Não deveria ser uma escolha após muita reflexão e diversas experiências de vida? Por que já ensinar a crianças de 5 e 6 anos uma religião? Isso não seria uma forma de impor, desde cedo em sua formação, uma determinada visão de mundo? Cada pessoa deve estar completamente livre para decidir por si mesma que religião seguir… sem imposições, sem o ensino sistemático e claro, apresentando as crianças uma diversidade de visões de mundo, de olhares diante da realidade. Por que formatar a mente das nossas crianças apenas com um modelo de realidade? Não é pela diversidade que conseguimos a riqueza de conhecimento e o crescimento pessoal?

Vale lembrar que para contratar novos professores de religiões o estado gastaria bilhões de reais. Insistimos nessa questão: para que gastar todo esse dinheiro público se as igrejas já realizam esse ensino? Imagine onde esses bilhões de reais poderiam ser gastos… com casas populares, na saúde, no saneamento básico, no combate a fome e a miséria, etc.

Por esses motivos, não sou a favor do ensino religioso nas escolas.

(Hugo Lapa)

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Futuro tecnológico

 

FUTURO TECNOLÓGICO OU FUTURO ESPIRITUAL?

Um futuro tecnológico seria um desastre para o ser humano… Já estamos sentindo os efeitos disso em nossa vida. A tecnologia já começa a roubar nossa alma, nossa naturalidade, nosso contato com as pessoas e com a natureza. Um futuro meramente tecnológico vai colocar o poder nas mãos de poucos, vai aumentar a desigualdade social, vai fazer do ser humano um ser vazio, sem alma, que vive pelas máquinas.

Ninguém discorda que a evolução da tecnologia seria positiva caso o ser humano soubesse utiliza-la para a felicidade e o bem estar. Mas está bem claro que o ser humano ainda é muito imaturo, muito embrutecido, pensa apenas no poder, no status, no prazer, quer ser melhor do que os outros… deseja a desigualdade, deseja a escravidão de uns sobre outros. Ainda temos muito o que evoluir no aspecto moral antes de evoluirmos no aspecto tecnológico. Estamos avançando muito rapidamente na tecnologia, mas sem a contraparte do desenvolvimento espiritual.

Avançamos tanto tecnologicamente, cientificamente, mas o mundo continua desigual, o sofrimento continua tão grande quanto em épocas passadas, há centenas de milhões de pessoas passando necessidades, não apenas necessidades materiais, com fome, miséria, falta de saneamento básico, moradia, transporte, violência, mas também carentes de espírito. Nunca se viveu tanta desesperança, tanta depressão, tanta fé vazia, tantas informações falsas, tanta manipulação da mídia, tantas propagandas que nos induzem a seguir modelos e padrões de comportamento prontos… De um lado, a pobreza de ausência de condições mínimas de vida e a pobreza espiritual de um consumismo exacerbado e um vazio interior, de outro lado.

O mundo ainda está muito imperfeito para um desenvolvimento tecnológico tão significativo. Fala-se muito em ciência, mas pouco de humanismo. A ciência de hoje serve muito mais para gerar lucro a grandes empresas do que para salvar vidas. Serve para se ganhar dinheiro, mas não para nos tornar mais felizes e satisfeitos com a vida. A agressão a natureza chega a níveis absurdos. A quantidade de lixo que é jogada na natureza nos dias de hoje, com esse consumismo sem limites, é imensa e vai nos cobrar um preço, como já está cobrando. Os rios estão poluídos, os mares pedem socorro, nossas águas estão definhando de tanta poluição. Os tóxicos jogados na atmosfera estão se tornando mais letais para os seres humanos, mas a maioria só pensa em ter o carro mais bonito, para impressionar os outros.

Há um número imenso de tóxicos em nossos alimentos. Estamos nos alimentando melhor, com mais variedade, mas a comida que chega a nossa mesa está cada vez mais intoxicada de químicas diversas… É um sem número de aditivos, agrotóxicos, conservantes, excesso de sódio, glúten, gordura trans e outros químicos tóxicos ao organismo. Tudo isso nos deixa cada vez menos saudáveis e mais e mais doentes, debilitados, amargurados e perdidos.

Hoje as pessoas vivem num individualismo à toda prova, principalmente aqui no Brasil. Cada um que cuide de si mesmo e se vire. As religiões viraram centros de petitório para Deus. Muitos procuram as religiões não para uma comunhão divina, mas apenas para conseguir benefícios mundanos. Muitas igrejas oferecem apenas prosperidade material. O bom fiel é aquele que recebe a benção dos ganhos no mundo, como emprego, boa renda, carro, casa de luxo, etc. Líderes cristãos estão cada vez mais ricos às custas da ignorância do povo, mas não apenas ignorância, mas também do desejo desenfreado dos fiéis de obter benefícios materiais.

A política atual não mudou quase nada. Estamos vivendo um novo imperialismo, onde super potências exploram os países menores, levando suas multinacionais ao exterior e sugando todos os recursos naturais dos países pobres, que ficam cada vez mais e mais pobres. Os líderes que se opõem a isso, ou são ameaçados, ou são corrompidos, ou são retirados do poder ou são assassinados. O ser humano ainda tem muito o que aprender, muito, muito o que evoluir. Estamos apenas engatinhando no aspecto moral e já nos supomos os senhores da criação.

De que adianta evoluirmos a tecnologia se não aprendemos a respeitar nossos irmãos? De que adianta viajarmos pelo espaço sideral se existem centenas de milhares de pessoas no mundo na miséria passando fome? O que é melhor? Vencer nosso egoísmo e nos tornarmos um mundo igualitário, aproveitando a abundância de recursos naturais que a natureza nos oferece, vivendo uma vida em contato com a natureza, com a família, com a comunidade, ou vivermos num futuro super tecnológico, cheio de mídias, onde a máquina toma espaço de nossa humanidade? Vamos refletir que tipo de futuro desejamos para nós.

O que é mais importante? Mais consumismo em shoppings ou mais piqueniques em praças públicas? Mais internet ou mais contato humano? Mais religiões, mais dogmas, mais rituais ou mais Deus em nossa vida? Mais carros de luxo poluindo o ar ou mais árvores, mais florestas e mais animais silvestres? Mais polícia nas ruas ou mais solidariedade, mais paz, mais tranquilidade? Mais remédios e tratamentos médicos ou mais alimentação saudável, mais exercícios, mais amor, mais paz, mais compaixão? Mais amigos de verdade para sair e nos fazer companhia, ou mais seguidores nas redes sociais?

Que futuro queremos para nós? Vamos escolher primeiro o desenvolvimento moral e espiritual. Isso nos fará felizes de verdade.

(Hugo Lapa)

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Nosso apoio no outro

 

NOSSO APOIO NO OUTRO

O ser humano costuma criar muitos apoios em sua vida para se sustentar emocionalmente

O apoio mais comum é aquele relacionado a pessoas. É muito comum uma mãe fazer de um filho sua razão de viver e apegar-se tanto a ele que, caso o filho desencarne, ela não consegue seguir em frente, não consegue mais viver, não consegue mais ser ela mesma… Isso pode ocorrer com outro tipo de parentesco, pai, mãe, irmão, marido, esposa, etc.

O erro do ser humano é fazer do outro a sua vida; é passar a depender emocionalmente do outro; é desistir de si mesmo para cuidar do outro e esquecer de si mesmo; é fazer do outro o sentido ou o propósito de nossa existência. Quando fazemos isso, perdemos a nós mesmos, pois quando o outro vai embora, fica um vazio em nosso peito que nada pode preencher.

A única coisa que pode preencher esse vazio que ficou é um resgate de nós mesmos e da essência divina que somos.

Por isso, vamos atuar de forma preventiva. Ao invés de precisar se desapegar do outro quando ele vai embora, é melhor não se apegar a ele quando ele está conosco.

Assim, por mais que você ame a pessoa, não faça do outro a sua vida.

Não tente se preencher com outra pessoa.

Não crie um sentido da sua vida a partir de alguém.

Não se apoie no outro, não use o outro como apoio psicológico, não fique dependente do outro.

Essa é a única forma de você não se perder quando o outro vai embora. Dizemos isso porque há uma grande verdade nessa vida:

O outro sempre vai embora em algum momento.

Há sempre uma separação, um abandono, uma decepção, uma morte que virá. O outro sempre terá que se afastar de nós em alguma época de nossa existência. Por isso, jamais faça do outro a sua vida. Não coloque sua essência vital em ninguém. Fique você mesmo com ela. Caso contrário, você deixa de existir.

Lendo estas explicações, algumas pessoas costumam dizer que na teoria é fácil, mas na prática não existe se desapegar das pessoas, pois o ser humano sempre se apega e se vai se apegar. Diante dessa alegação, minha resposta é sempre a mesma:

“Basta que uma pessoa consiga não se apegar para provar que é possível qualquer um não se apegar.”

Muitos dizem que é difícil se desapegar, mas o que as pessoas não percebem é que é muito mais difícil viver apegado. Pelo contrário, viver desapegado a fácil, viver apegado é que é difícil e sofrido. É possível ver milhões de pessoas que se apegam a alguém e, no momento da perda, sofrem e deixam sua vida escapar e perecer. O que é mais fácil então? Existe uma lei da vida que funciona assim: quanto maior o apego a uma pessoa, mais a vida vai nos afastar dessa pessoa que é objeto do nosso apego… e mais sofrimento virá em decorrência desse afastamento.

Isso acontece porque a sabedoria da vida não pode aceitar que fiquemos muito tempo apegados apenas em uma ou outra pessoa. É certo que o objetivo da evolução humana é atingir o estado de harmonia com todos. Amar apenas um ou outro, seja parente ou amigo, é uma atitude que nos tira da harmonia da existência e nos faz estar sempre em oposição a tudo. Amar a todos é estar em harmonia, mas amar apenas um ou outro nos faz em dissonância com todas as outras pessoas e isso sempre gera conflitos, posse, alimenta nosso egoísmo e nos faz agir pelo bem apenas dessas pessoas e não de todas. O espírito puro age pelo bem de todos e não apenas de quem ele ama.

Nossa missão é alertar a todos sobre os princípios espirituais da existência, mas não podemos e nem temos a pretensão de mudar ninguém, ou forçar qualquer pessoa a seguir o que transmitimos. Cada um segue o que quiser… é o livre arbítrio. Nós apenas alertamos sobre o sofrimento que vem em decorrência do apego, da dependência emocional em relação ao outro. E quanto mais existe esse apego, maior será o sofrimento na hora da partida.

Já cansamos de ver pessoas apegadas que após a partida do ente querido sofrem muito, se desesperam, se suicidam ou caem em profundas depressões, simplesmente por causa desse vício humano, dessa chaga da humanidade chamado apego. Ninguém deve se apegar a ninguém, pois ninguém é de ninguém. Todos somos espíritos livres e todos temos o nosso próprio caminho. Devemos conviver com as pessoas enquanto estão conosco e aproveitar sua presença, mas quando não mais se encontram aqui, devemos deixa-los ir com toda a liberdade e todo o desprendimento de nossa alma. Devemos fazer isso por um motivo muito simples… essa é a lei da vida, essa é a lei da evolução.

 

(Hugo Lapa)

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Não sou santo

 

NÃO SOU SANTO

De vez em quando vejo algumas pessoas dizerem o quanto é difícil praticar certos ensinamentos. Dizem que não somos santos, não somos evoluídos a ponto de praticar esse ou aquele princípio espiritual.

No entanto, as pessoas precisam entender que não precisamos ser evoluídos e santificados para praticar os ensinamentos espirituais… mas sim precisamos praticar os ensinamentos espirituais para nos santificarmos e purificarmos.

É justamente o esforço de praticar que nos conduz a pureza do ser. Quando a pessoa já é evoluída, isso ocorreu porque um dia ela optou em praticar certos princípios, como o amor, a paz, a justiça, o respeito, a compaixão, etc. Em algum momento ela decidiu iniciar, ela se despojou das emoções inferiores e transportou o ensinamento para a lado prático da vida.

Antes de um santo ser santo, ele despertou desse mesmo jeito… praticando, amando, transcendendo seu ego, suas paixões, sua animalidade… e sublimando suas emoções inferiores. Ninguém se depura sem deixar de lado sua natureza humana e inferior.

Alguns podem dizer: mas eu sou fraco, eu não consigo. Não sou bom o suficiente. Não tenho coragem.

Mas devemos esclarecer que ninguém é forte até conseguir vencer a fraqueza.

Ninguém é bom até vencer o mau em si mesmo.

Ninguém é corajoso até vencer o medo que estremece nosso ser.

Ninguém é capaz até vencer seus próprios limites internos.

Ninguém é calmo até conseguir vencer o nervosismo que nos intoxica.

Ninguém é virtuoso até conseguir vencer seus vícios e máculas.

Assim, essa ideia de “não consigo praticar porque não sou santo” não faz sentido. Todos os ditos “santos” ou espíritos mais elevados eram como cada um de nós, impuros, imperfeitos, cheios de ego e vaidade. Mas conseguiram sua elevação acima da condição humana seguindo o farol da espiritualidade e amando, perdoando, fazendo o bem, etc.

Como se tornar um espírito mais elevado? A maior luz já lançada sobre isso é a prática do que Jesus pregou no sermão da montanha. Para se tornar um bem aventurado é necessário ser pobre de espírito, ser manso, ter fome e sede de justiça, ser misericordioso, ser puro de coração e ser um pacificador. Além disso, é necessário também sofrer perseguições por defender a justiça, pois desses é o reino dos céus. É preciso também ser injuriado e sofrer todo o mal quando se defende a Deus e a verdade. Quem segue esse caminho, se torna um bem aventurado.

Dessa forma, ninguém precisa ser puro para praticar um ensinamento espiritual, mas sim precisa praticar o ensinamento espiritual para se tornar puro.

(Hugo Lapa)

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CONSUMISMO NAS DATAS COMEMORATIVAS

Acho errado o que se faz em dias especiais, como dia das mães, páscoa, dia dos pais, natal, ano novo, etc.

Esses dias são apenas comerciais, nada mais são do que datas que estimulam o comércio, estimulam as dívidas, estimulam que você compre, consuma e gaste seu dinheiro. Datas em que você tem a obrigação social de dar presentes. A mídia como instrumento dos grandes empresários criou uma obrigatoriedade de consumo. Você não tem a opção de não dar presentes. Se você não dá, você passa a ser visto como uma pessoa sem consideração; uma pessoa que não dá valor a outra; que não se importa com o outra. É um dia que foi criado para os empresários lucrarem, para um rico ficar ainda mais rico e o pobre ficar mais endividado.

Se existe uma data como dia das mães, por exemplo, o ideal seria que apenas passássemos o dia com a pessoa em questão, sem a necessidade de dar coisas materiais. Para que dar presentes? Quando entramos nesse jogo de consumo, o ganho material acaba tomando espaço do afeto, da atenção, do carinho, da presença e do convívio que deveria ser destinado à pessoa. Muitos podem dizer: “Mas eu dou o presente e também dou o carinho”. Minha pergunta é: para que dar presentes? Será que o carinho, o amor e a atenção não bastam? Para que gastar dinheiro com presentes? Será que o melhor presente não é estar presente? Outros podem perguntar: “mas qual o mal de dar uma simples lembrança?” Será que a melhor lembrança não é se lembrar do outro ou ligar pra pessoa para que ela se lembre sempre de nós? Ou será que é melhor o outro lembrar de você pelo presente que você deu? De que adianta dar presente apenas um dia e não estar presente? De que adianta cumprir um protocolo social e dar uma “lembrancinha” e depois nem se lembrar do outro, ou não falar com o outro fazendo com que ele nem lembre de nós?

O consumo não pode sobressair, não pode ser a substituição do que há de essencial nessas datas. O ideal seria abolir os presentes materiais, para que essas datas não tenham um viés comercial, mas que seja apenas um dia de convivência, de abraço, de conversa, de estar junto… O consumo atrapalha e muito… Ele cria uma barreira entre as pessoas, acaba por desviar o foco daquilo que é o principal, o essencial. A maioria pode não sentir esse desvio de finalidade, mas o “dar material” acaba tomando um espaço muito maior do que se costuma enxergar.

E aquelas pessoas pobres que não podem comprar um presente? Como elas ficam nessas datas? E aqueles que gastam o dinheiro que não têm para comprar alguma coisa? É justo faze-los se passar por pessoas sem consideração só porque não podem comprar presentes? Por outro lado, para aqueles que tem mãe, o dia das mães pode ser bom; para aquele que tem um pai, o dia dos pais pode ser positivo, mas e aqueles que não tem mãe e não tem pai? Essas datas acabam sendo um sofrimento pela lembrança daqueles que já se foram. Um homem que não tem pai nem mãe fica muito triste nessas datas. Aqueles que acabaram de perder seus pais podem ficar ainda piores nessas comemorações. Vejo muito sofrimento, por exemplo, no dia dos pais numa pessoa cujo pai faleceu há 2 anos, ou mesmo daqueles que nunca tiveram um pai. Como ficam essas pessoas? Alegria para uns e sofrimento para outros? Não vejo isso com bons olhos…

Precisamos parar de ser tão manipuláveis, tão influenciados pela mídia, pelo mundo consumista, pelas posses materiais. O que as pessoas querem afinal? Querem viver como robôs teleguiados para serem apenas um produto do que a mídia diz que elas devem ser? Será que não é melhor romper de uma vez por todas com esse mundo e sermos apenas o que somos, ou o que desejamos ser? Precisamos mesmo comprar tantas coisas? Nossas necessidades básicas são poucas. Para que ficar criando expectativas de consumo que em nada nos acrescentam? Para que seguir tantos padrões? Para que se preocupar tanto com o que os outros pensam de nós? Não querer agradar a platéia é uma libertação imensa… Tiramos um peso enorme dos nossos ombros quando admitimos aquilo que somos e não passamos a vida inteira tentando nos ajustar.

Aliás, se ajustar para que? Para perder a nós mesmos e viver sendo apenas algo para o outro nos aceitar? De que vale perder a si mesmo para só então poder ser aceito pelo outro? Vale a pena nos modificar tanto para conviver com pessoas que não aceitam nossos desajustes? Ou podemos perguntar: será saudável estar bem ajustado a uma sociedade doente como a nossa? Não é melhor ser um desajustado numa sociedade tão hostil, mesquinha e atrasada como a que vivemos? Será que ganhamos alguma coisa sendo a imagem daquilo que esperam que sejamos? Amar é aceitar os desajustes do outro… é aceitar o outro exatamente como ele é… Se você convive com pessoas que não te aceitam, repense seus relacionamentos…

Vamos refletir sobre esses pontos… O que vale é ser feliz… e não corresponder aquilo que os outros esperam de nós.

(Hugo Lapa)

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Você é um zumbi?

 

VOCÊ É UM ZUMBI?

Não por acaso a lenda relacionada aos zumbis tomou tanta força nos dias de hoje. Zumbis são personagens fictícios que frequentemente aparecem em filmes, desenhos e séries do cinema e da televisão.

A principal característica dos zumbis é sua ausência de alma, de pensamento, de raciocínio. Zumbis são seres autômatos, sem alma, cujo comportamento é instintivo, grosseiro, e que vivem com raiva. São hostis a todos e estão sempre entrando em conflito com aqueles que aparecem diante deles. Quando veem um ser humano normal, eles desejam devora-lo, principalmente seu cérebro. O apetite dos zumbis parece ser insaciável, nunca se satisfaz, estão eternamente com fome e sempre buscam algo mais que possa ser devorado.

Essa lenda contemporânea nada mais é do que uma metáfora de como funciona o ser humano que vive na modernidade. O que é o ser humano senão um autômato que vive no piloto automático apenas satisfazendo seus instintos mais grosseiros? O que é o ser humano senão alguém que perdeu sua alma, que vive irritado, tenso e apenas responde aos estímulos externos? O homem moderno vive num estado de permanente competição. Ele quer sempre ser o destaque, ser o melhor, ser apreciado por todos. Deseja o sucesso a todo custo. Quer que seu ego se sobressaia diante dos outros.

Essa condição competitiva, quando levada ao extremo, pode fazer com que uma pessoa deseje destruir as outras, para ela mesma chegar ao topo. Por isso, se diz que o zumbi deseja comer o cérebro do outro. Devorar o cérebro alheio significa destruir a capacidade de pensar e agir do outro, para que ele mesmo, o zumbi, possa ser o destaque. Alimentar-se do cérebro é tentar demonstrar a todo momento que ele está certo e o outro errado. É a tentativa sistemática de desmerecer o outro, de desprezar a capacidade intelectual do outro. Como o zumbi não pensa, ele também não deseja que ninguém pense, que ninguém use seu cérebro para ser melhor do que ele, para pensar de forma mais eficaz do que ele.

O ódio dos zumbis os leva a tentar de todas as formas devorar o outro no âmbito da competição, puxando seu tapete, armando para ele, fazendo fofocas, ou usando qualquer artifício que possa destruí-lo, humilha-lo ou rebaixa-lo de alguma forma. Dessa forma, o zumbi prevalece. Os zumbis andam sempre em manada, em grupo, sem saber para onde vão. Como eles não tem força sozinhos, por si mesmos, sua força vem do grupo. Um idiota não faz verão, mas muitos idiotas unidos conseguem fazer um certo barulho. Como eles vivem pelo prazer imediato, dificilmente conseguem ver a longo prazo, ou enxergar algo além. Tampouco sabem de onde vieram, pois perderam sua memória para se agarrar a brevidade de cada momento de satisfações quiméricas.

Quantas vezes não assistimos seres humanos inovadores, criativos, revolucionários sendo destruídos pelos ignorantes que não desejavam aceitar certas transformações que uma pessoa especial vinha trazer? Por outro lado, zumbis também são muito fáceis de serem manipulados. Como eles não pensam, qualquer pessoa que lhes apresente soluções prontas e acabadas, fáceis de se realizar para suas vidas, eles logo se agarram a isso com unhas e dentes, criam sistemas de controle, regras rígidas ou a ausência de regras, tornam-se fanatizados e dogmatizados pelas religiões e seitas, e trilham cegamente por um caminho onde alguém terá que lhes mostrar como é a “salvação”. Eles querem a todo custo que um ser superior lhes salve, pois eles mesmos não se empenham em sua própria salvação. Querem ser perdoados por Deus, pois eles mesmos não conseguem se perdoar pelos seus erros; querem que alguém lhes indique um caminho, pois eles mesmos se fizeram cegos por não querer enxergar a realidade.

Pessoas que vivem como zumbis vivem no chamado “piloto automático”. Elas já não vivem mais suas vidas, elas apenas existem. Caminham adormecidas pelos recantos do mundo, hipnotizadas por um sono profundo de medos, incertezas e pressa. Elas não observam a natureza, não sentem a vida, mas respondem aos estímulos, e apenas reagem de forma cega e irrefletida ao meio ambiente imediato. Pessoas zumbis vivem num estado de permanente tensão. De tanto que elas se machucaram com o meio ambiente, agora tentam se proteger dele; criam uma capa ou casca protetora, e passam a não mais sentir a vida e o outro. De tanto que se decepcionaram, trancam seus sentimentos, tomam milhares de medicamentos para não mais sentir a si mesmos e seus anseios mais profundos, assim podem ser “produtivos” para ganhar dinheiro e sobreviver na selva da vida humana.

Zumbis vivem no piloto automático, robotizados, seguindo sempre um programa prévio, que roda incessantemente, sempre da mesma forma. São incapazes de mudar comportamentos, de alterar suas crenças, de fazer coisas muito diferentes. São como gravadores ambulantes tocando sempre a mesma melodia desafinada, sintonizada no chiado do rádio de sua consciência turbulenta e cheia de desejos insatisfeitos criados artificialmente.

Eles não se perguntam quem são, o que estão fazendo aqui na Terra e nem procuram um significado mais profundo para sua existência. Quanto menos souberem, melhor, pois menos o conhecimento profundo poderá modificar suas vidas padronizadas. Preferem shoppings lotados de gente consumindo e gastando do que passeios pela natureza, com os animais, os rios e os mares. De vez em quando eles se encontram num sono tão profundo que caem no chão. Essa queda pode ajudar a acordar alguns deles, que se encontram fatigados de tanto existir sem uma alma, sem contato com sua essência. Outros, no entanto, caem e ficam ainda mais irritados, mais violentos, reforçam seu lado destruidor e carniceiro. A maioria dos zumbis costuma ser bastante apegada, presa, dependente, submetida, bloqueada, fixada e cheia de vínculos negativos. São vampiros que não têm mais sangue e vitalidade correndo em suas veias, e por isso, desejam extrair a vitalidade de outros, se apegam aos outros, passam a depender dos outros, entram numa simbiose onde tentam extrair o néctar vital da alma do seu parceiro, filho, irmão, amigo, etc.

A pergunta que se faz aqui é: você tem agido como um zumbi, ou você está mantendo contato com sua alma, sua essência, seu espírito? Pare um pouco e reflita sobre isso.

Não seja como um zumbi. Acorde para a vida e torne-se uma pessoa de verdade, um homem e uma mulher livre, aberto e feliz. Comece a se ligar a sua essência mais profunda, ao centro do seu coração, aquilo que existe de mais essencial dentro de você. Quem se afasta de sua essência, de sua alma, vira um zumbi; mas aqueles que estão ligados ao seu interior mais profundo, esses se libertam de tudo e começam a trilhar o caminho da eterna felicidade.

(Hugo Lapa)

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Ninguém vence ninguém

 

NINGUÉM VENCE NINGUÉM

O mundo atual tem como característica a competição. A maioria das pessoas sonha em vencer umas as outras. Elas desejam vencer o outro para conquistar uma vaga no vestibular; desejam vencer o outro para conseguir um cargo mais alto na empresa; vencer o outro para fazer seu comércio ganhar os clientes do mercado; vencer o outro numa competição esportiva, e assim por diante. Praticamente tudo o que existe em nosso mundo possui algum aspecto de competição, de conquista de uns sobre os outros, onde uma pessoa sai vitoriosa e outra sai derrotada. Seja num simples jogo de videogame até uma eleição para presidente de um país; tudo na vida humana gira em torno de concorrências, rivalidades e disputas diversas.

No entanto, todo esse mundo de competição e de vitórias e derrotas nada mais é do que uma insustentável ilusão. Não há vencedores e não há tampouco perdedores em nosso mundo. Uma pessoa jamais pode vencer a outra, seja em que campo for. Essa afirmação pode parecer estranha e irreal a primeira vista. Ela parece contradizer tudo o que conhecemos do nosso mundo de êxitos, triunfos, conquistas e sucessos, onde desejamos que nosso ego seja mais e mais reforçado diante de todos e nossos desejos mais e mais satisfeitos. Vamos explicar, com alguns exemplos, porque esse mundo de competição não passa de mera ilusão e de que forma é impossível uns vencerem os outros.

Vamos imaginar que um jovem deseje passar no vestibular. Para realizar esse feito, ele deve fazer uma prova e adquirir uma pontuação mais alta do que os outros candidatos. Ele inicia seus estudos e logo se depara com uma série de problemas e contratempos. Conforme vai estudando, ele sente dificuldade de concentração. Todo o mundo ao seu redor o induz a largar os estudos e usufruir dos prazeres que se apresentam. Ele poderia parar de estudar e começar a ver TV; poderia parar o estudo e jogar videogame; poderia conversar pelo celular com seus amigos; poderia simplesmente sair e ir ao shopping; poderia também sair com amigos para beber e se divertir. Mas a cada momento ele sente que o estudo é mais importante e vai aos poucos vencendo as tentações de sair, se divertir, ou simplesmente ficar deitado numa condição ociosa. 

Dentro desse exemplo é importante notar o seguinte: cada vez que ele dispensa o prazer e se concentra nos estudos, ele obtém uma vitória sobre si mesmo. Ele sabe que precisa renunciar a coisas menores,  momentâneas e fúteis para adquirir algo maior. Fazendo isso, ele trabalha a si mesmo e vai se tornando uma pessoa melhor. Vamos observar que essa vitória não é sobre outros candidatos, não diz respeito a ganhar do outro, mas sim uma vitória sobre si mesmo: sobre a preguiça, sobre o prazer, sobre a impaciência, sobre o tédio, sobre a insegurança, etc. Na realidade, conforme ele vai estudando e se dedicando mais e mais, ele não vai vencendo outros candidatos, ele vai vencendo apenas a si mesmo. Esse caso é bastante ilustrativo de como o ser humano conserva a ilusão de estar vencendo o outro quando, na realidade, ele está apenas superando a si mesmo a cada dia.

Vejamos outro exemplo que pode nos esclarecer ainda mais. Vamos imaginar um corredor que deseje conquistar uma medalha de ouro numa competição. Esse corredor estabelece uma meta de correr 2 horas por dia. Ele percebe, no entanto, que essa meta não será suficiente pra leva-lo à vitória. Ele decide então aumentar esse meta; ao invés de 2 horas, ele passa a correr 3 horas. Para honrar essa meta ele deve resistir ao cansaço que se estabelece em seu corpo. Conforme ele vai correndo, não apenas o cansaço físico vai se fazendo presente, mas também pensamentos de insegurança vão invadindo sua mente. Ele começa a pensar: Será que sou capaz? Será que estarei tranquilo na hora da corrida? Vale a pena largar tudo por esse objetivo? Ele precisa renunciar a uma série de coisas. Ele terá que vencer o desânimo dentro de si; terá que vencer seus próprios medos de perder; terá que vencer sua ansiedade e suas angústias diante da possibilidade da derrota. Tudo isso gera um movimento dentro de si que o faz conhecer a si mesmo e superar seus próprios demônios internos.

Nesse momento, seu confronto não é com o outro corredor, mas sim consigo mesmo. Ele precisa vencer seus limites, precisa superar sua condição antiga e ir além, passando a uma condição mais desenvolvida e madura de si mesmo. Conforme vai treinando mais e mais, ele vai conseguindo vencer e triunfar sobre si mesmo, e não sobre o outro. Se ele fosse um arqueiro numa competição, precisaria trabalhar sua tranquilidade interior para acertar o alvo; se ele fosse um jogador de basquete, teria que liberar sua mente de qualquer insegurança, qualquer medo, qualquer autocobrança, para conseguir acertar as cestas, fazendo mais pontos. Vamos mais uma vez observar que a vitória que ele conquista não é sobre outras pessoas, mas sobre si mesmo, sobre suas imperfeições, seus limites, seus medos, seu desânimo. Ele vai ficando mais forte, mais resistente e mais humilde. Cada vez que ele tenta ir além, há uma série de barreiras internas que fazem pressão para trás. A pessoa, por seu lado, deve resistir a essa força contrária de limites pessoais, fraquezas e falhas, conseguindo superar cada um deles, obtendo assim uma vitória sobre si mesmo.

Nessa preparação, onde está o outro? Os outros competidores não participam daquilo que pode nos levar à vitória. Ele não vem nos impedir de estudar; ele não vem nos colocar para baixo; ele não vem nos segurar enquanto estamos treinando; ele não vem nos dizer que não vamos conseguir. Quem faz tudo isso é a nossa mente, nossas emoções e nossos limites internos. Por isso, cada competição humana nada mais é do que o ato de vencer a si mesmo; de vencer nossos erros, nossas máculas, nossos preconceitos, nossa apatia, nossa preguiça, nosso orgulho, etc.

Esse processo de mergulho interior e superação ocorre tanto antes quanto depois de uma competição. O aluno que não passa numa prova de concurso faz (ou deveria fazer)  uma reflexão sobre o que deveria ter feito para passar. Ele se lembra de todas as vezes que faltou as aulas; todas as vezes que deixou de estudar por preguiça; todas as vezes que realizou atividades diversas ao invés de estudar e vai tomando consciência do que pode melhorar numa próxima ocasião. Nesse momento, a revisão de nossos erros pode também nos obrigar a uma mudança de atitude para que, da próxima vez, nos esforcemos para mudar certos aspectos que nos limitaram. Nesse sentido, as competições humanas também são oportunidades de crescimento interior, melhoramento pessoal, amadurecimento, superação e autoconhecimento. Então, a pessoa que estava competindo conosco nos ajudou; ela foi o instrumento de nossa melhora, de nossa reforma interior, do mergulho que precisamos dar dentro de nós mesmos. Aquele que competiu conosco e nos venceu pode nos ajudar na compreensão de muitos dos defeitos e fraquezas que nos levaram a suposta derrota. Essa derrota aparente traz uma possibilidade de vitória sobre nós mesmos.

Assim, não apenas a competição humana é mera ilusão, como aqueles que competem conosco nos ajudam a olhar para nós mesmos, reconhecer nossas limitações e ir além.  Portanto, todos devem abandonar essa ideia de que é possível vencer o outro. Não há vitória nem derrota sobre quem quer que seja. As disputas e competições humanas são ilusões do mundo. Elas nos fazem acreditar que é possível vencer uns aos outros, quando, na verdade, as competições apenas nos colocam diante de nós mesmos, de nossos limites, fraquezas e imperfeições, e nos obrigam a sempre a supera-los.

Assim, todos devem entender que o eu está sempre competindo consigo mesmo, e não contra o outro. A vida humana não um conjunto de competições contra outras pessoas, mas é apenas um exercício de superação de si mesmo.  Como disse Buda: “A vitória sobre si mesmo é a maior de todas as vitórias”. O restante não passa de ilusão, pois ninguém compete com ninguém e ninguém vence ninguém. Cada pessoa é que deve vencer suas próprias limitações.

(Hugo Lapa)

Tratamento espiritual de vidas passadas a distância

portaldoespiritualismo@gmail.com

 

 

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