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Archive for the ‘reflexões’ Category

Geração mimimi

 

GERAÇÃO MIMIMI
 
Estamos vendo muito claramente o surgimento de uma “geração mimimi”. A geração do mertiolate que não arde… uma geração super protegida pelos pais, colocada numa bolha ou redoma para não encararem a vida como ela é. Uma geração digital que fica horas e horas nos aparelhos eletrônicos e quase não vive mais.
 
Uma geração feita de vidro que não pode sofrer senão já quebra, que suja a escola, mas não pode limpar, que destrói a escola, mas não pode consertar, o estado que tem que pagar. Uma geração que ofende seus professores, mas não pode ser disciplinada por eles. Uma geração que se chega ao absurdo de espancar os professores, mas que, coitadinhos, não podem ser presos por isso. Uma geração que queima um índio, e recebe um “muito feio menino” dos seus pais.
 
Uma geração totalmente sem limites, mimada e que acha que pode tudo. Essa geração super protegida é a mais inabilitada para enfrentar a vida e as suas adversidades. É a geração mais autocentrada que já existiu e também a mais egoísta, pois seus pais sempre o serviram e não deixam faltar nada, assim, da mesma forma, quando crescem passam a acreditar que o mundo deve servi-los, que todos devem se dobrar a eles e suprir seus desejos. É uma geração cheia de vontades e vazia de obrigações.
 
Uma geração que coloca som alto a hora que quiser incomodando a todos… e ai daquele que venha lhe pedir que baixe o som. Ai do trabalhador que precisa acordar cedo que venha lhe pedir que baixe o som! Ai do idoso doente que venha lhe pedir que baixe o som! Ai da mãe com filho pequeno que venha lhe pedir que baixe o som! Qualquer um que venha lhe informar que existe outras pessoas no mundo além dele, ele já fica agressivo. Pensa que estão tirando sua liberdade de ouvir música, mas não pensa que ele está tirando a liberdade do sossego, do descanso e do silêncio de outros.
 
O resultado disso é uma geração de jovens deprimidos e insatisfeitos na vida, onde os índices de suicídio batem recordes. Uma geração que não pode ser contrariada, que já ficam bravos e agressivos. Uma geração cheia de ódio, que xinga tudo e todos nas redes sociais, mas que não tem coragem de falar a mesma coisa na cara da pessoa. Uma geração onde desde crianças são deixados livres para fazer o que quiserem… onde crianças gritam nas ruas, em restaurantes, em shoppings e seus pais ao invés de corrigi-los, acham bonitinho ele estar berrando e incomodando a todos. Uma geração que cresce sem noção do outro, sem ideia de que existe uma sociedade, que existem regras de convivência e que eles não podem tudo. Uma geração que cresce sem respeito, sem consciência dos resultados dos seus próprios atos. Uma geração de liberdade sem responsabilidade.
 
Atenção pais… vamos impedir o crescimento dessa geração mimimi. Ensinem seus filhos a respeitarem o outro. Ensinem seus filhos noções básicas de convivência em sociedade. Não façam todas as vontades deles. Isso os faz mal e cria adultos egoístas e autocentrados. Não permitam liberdade sem responsabilidade. Ensine a eles o respeito pelos professores e pelos mais velhos. Não tentem preserva-los das adversidades da vida, pois as melhores pessoas são aquelas que cruzaram as piores tormentas e as venceram. Ensinem seus filhos o coletivismo e não o individualismo. Não faça isso apenas para o bem da sociedade, mas principalmente para o bem e felicidade dele mesmo.

(Hugo Lapa)

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O sol e as estrelas

 

O SOL E AS ESTRELAS 

O dia é claro, tem luz… por causa do sol que é uno… mas quando a Terra é banhada pelas estrelas em seus milhares de pontos luminosos, tudo fica escuro e vem a noite… Isso simboliza que a unidade é luz, mas a multiplicidade traz a escuridão… o ser humano está cada vez mais estimulando a variedade… existem milhares de religiões, milhares de opiniões diferentes, milhares de grupos, milhares de visões de mundo.

No entanto, toda essa variabilidade ilumina tudo apenas parcialmente… cada um desses elementos da multiplicidade é um pontinho de luz, mas separados, eles não são capazes de gerar luz para todos. Por que isso ocorre? Por que as estrelas são muitas e cada uma delas estão separada da outra por um espaço imenso.

E o que isso simboliza? Isso simboliza e nos remete a vida humana, onde cada um tem um ponto de vista, cada um quer participar de um grupo, de um clube, de uma associação, de uma religião, de uma comunidade em seu bairro… e todos tem interesses de proteger o seu canteiro, o seu lugar, a sua parte da vida… ao invés de tentar uma síntese de tudo e todos se unirem em prol do bem comum.

Assim permanecemos iguais a uma noite muito escura, onde mesmo existindo milhões de pontos de luz diferentes no céu, eles não são capazes de levar luz a todos… somente o sol, o astro único, que tudo alcança com sua luz, e como diziam os antigos: brilha para todos, somente ele é capaz de levar luz a todo o mundo, de brilhar sobre cada planta, cada animal, cada parte do planeta e dar vida a tudo.

Aqui não estamos criticando a pluralidade dos modos de ser e pensar. Multiplicidade é riqueza, é profundidade, traz novas formas de ver e estar no mundo. Uma visão unívoca a qual todos aderissem seria um desastre para a humanidade. O problema não é a multiplicidade, mas a sua defesa como sendo a verdade diante das outras visões de mundo. A escuridão surge no momento em que alguém diz que seu país é melhor do que o outro, que sua religião é a única que conduz a verdade, que seu Deus é o real e os outros deuses são falsos, que minha associação é a que melhor desempenha um trabalho social, e assim por diante.

Não é a diferença que cria os conflitos, mas você tentar impor a sua visão, o seu jeito, o seu grupo, como sendo isso superior ou correto, e os outros como sendo “errados”. Essas disputas geram divisões e quanto mais modos de ver o mundo, mais conflitos vão se estabelecer entre os diferentes modos. Um país pode ter uma cultura belíssima, enquanto outro país outra cultura também belíssima… a causa da guerra começa quando um país quer dominar o outro, quer impor sua cultura ao outro, quer roubar as riquezas naturais do outro, que explorar sua gente.

Cinco pessoas podem ter cada qual uma visão política. Elas podem conversar entre si e uma aprender com a outra. As brigas se instalam no momento em que uma pessoa quer forçar a aceitação do seu pensamento diante dos outros. É justamente nesse ponto onde reside a escuridão da multiplicidade.

(Hugo Lapa)

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Como ajudar uma pessoa

 

COMO AJUDAR UMA PESSOA

Primeiro de tudo, é preciso ouvir a pessoa… A escuta é essencial como primeira medida prática para ajudar uma pessoa. Dessa forma, ela vai desabafando e colocando pra fora todos os sentimentos e depois se sente mais leve. Deixe-a falar o quanto quiser e apenas escute a pessoa.

Ainda dentro da questão da escuta, é preciso cuidado com uma coisa: se na hora em que você der um retorno, a pessoa não te ouve, então é muito provável que ela somente queria alguém para despejar seu lixo emocional, para depois se sentir melhor. A pessoa pode não estar muito interessada em resolver, mas apenas em descarregar. Se for esse o caso, aponte isso para a pessoa como uma possibilidade e mostre a ela que mais do que descarregar, ela precisa encontrar as causas do problema.

É importante nunca dizer o que a pessoa deve fazer, cabe a própria pessoa sempre decidir. Podemos orientar, tentar desvendar as causas do seu sofrimento, apontara um possível caminho, mas jamais devemos dizer “faça isso” ou “faça aquilo”. Deixe sempre a pessoa tomar a decisão que ela precisa.

É muito importante para todos que tentam ajudar uma pessoa mostrar um pouco de empatia e se colocar o mais próximo dela possível. Por isso você pode, em algum momento do diálogo, contar a ela um grande sofrimento que você passou, a fim de demonstrar empatia e mostrar que todos sofrem, que ela não é diferente de todas as pessoas. O sofrimento é coletivo e comum a toda humanidade. Assim, dividimos nossos sofrimentos uns com os outros e isso ajuda a aliviar as nossas cargas.

É essencial não julgar jamais a pessoa. Mostre que você não está conversando com ela para julga-la, condena-la, apontar seus erros, critica-la, mostrar que está errada, etc. É mais recomendável procurar compreender do que tirar conclusões sobre a pessoa. Conclua menos e escute mais…

É importante sempre colocar nossas falas em forma de perguntas. Por exemplo, ao invés de dizer: “você está se preocupando muito”. É melhor indagar: “será que você não está se preocupando muito?”. Isso ajuda a pessoa a refletir sobre ela mesma.

É bom também evitar dizer coisas do tipo: “vai dar tudo certo”. Não podemos saber se vai dar certo como a pessoa supõe que dê. Ou dizer: “fica assim não”. Qual o problema de a pessoa ficar triste? É melhor vivenciar a tristeza do que ficar fingindo que está tudo bem ou ficar prendendo o sofrimento. É importante enfatizar com a pessoa que ela aprenda a lidar com a realidade e pare de criar ilusões.

É muito importante mostrar a pessoa que ela deve parar de cultivar idealizações de como a vida deve ser e começar a olhar para a vida como ela é, sendo feliz agora, ao invés de ficar esperando alguma coisa acontecer lá na frente para só então ela conseguir ser feliz. Muitas vezes nosso sofrimento tem como causa o desejo de tentar mudar as coisas e as pessoas. Quando não conseguimos mudar e fazer a realidade se adaptar ao nosso ideal, começamos a sofrer. É preciso aceitar as coisas como são e não ficar sofrendo por não ser a vida como desejamos.

Sempre mostrar a pessoa que ela não precisa ficar carregando o peso que ela sustenta. Por exemplo, uma mãe se preocupa com o futuro do filho. É aconselhável expor a essa mãe que ela deve soltar essa preocupação, pois as inquietações e apreensões em nada acrescentam a ela, só geram infelicidade e tiram sua paz. Devemos dizer sempre para a pessoa soltar o peso, desprender-se de tudo, e, claro, seguir em frente… sem jamais ficar presa ao passado.

Mostrar a pessoa que não podemos forçar alguém a ser ou fazer algo que julgamos o certo, mas que devemos sempre respeitar o livre arbítrio da pessoa. De nada adianta forçar alguém a tomar algum caminho, pois isso seria algo artificial e a pessoa só vai seguir pelo trajeto indicado por nós se a forçamos a isso e não por ela mesma. Isso não acrescenta nada a pessoa e só vai gerar conflitos por tentarmos interferir no caminho natural de cada um.

Procure sempre usar a linguagem da pessoa e suas crenças para falar com ela. Por exemplo, a pessoa diz que só Jesus salva e por isso ela não deve tomar uma determinada medicação. Você pode perguntar: “mas será que Jesus não está usando essa medicação e esse médico para te ajudar a melhorar?” Não importa se Jesus está ou não usando a medicina, o que importa é que a pessoa acredita em Jesus e, por isso, é bom abordar os temas dentro das crenças que ela toma como verdade. Assim, é sempre bom adaptar nosso discurso ao da pessoa, pois a receptividade será maior.

Muitas vezes as pessoas que sofrem ficam remoendo situações que não tem solução. Então a saída é sempre deixar de ficar se importando com aquilo e procurar se despreocupar, retirar o poder que aquela situação tem sobre a pessoa. Isso consiste em simplesmente parar de dar relevância e força ao problema. Muitas vezes sofremos por situações que não tem solução… então, para que sofrer? Por exemplo, uma mulher sofre porque seu filho não lhe dá atenção e não liga pra ela… Algumas pessoas poderiam dizer equivocadamente: “calma, ele vai ligar um dia” ou “ele vai se arrepender”. Frases como essa só vão reforçar o problema. O mais adequado seria levar o problema para outra direção e dizer a ela: “Sim, seu filho não te dá atenção… ele é assim, ele não vai mudar, não tem o que fazer. O que você pode fazer? Você já fez o que podia… Já conversou com ele. Se ele não mudou, de que adianta ficar remoendo isso? Deixa isso de lado e vai viver a sua vida”. Esse tipo de conselho cabe num leque imenso de problemas e reclamações… e frequentemente pode ajudar as pessoas a se libertarem do seu sofrimento quando elas param de dar poder ao problema e simplesmente o deixam de lado.

É recomendável sempre lembrar a pessoa que tudo passa, que um dia tudo isso que ela experimenta terá um fim e que, enquanto não passa, é bom viver a experiência da melhor maneira possível, de forma amorosa, alegre e tranquila, pois assim vamos aos poucos nos libertando do sofrimento.

É importante mostrar a pessoa que ela deve parar de ficar criando expectativas e esperando as coisas acontecerem. Quem espera algo acontecer para ficar bem, deixa de viver o hoje esperando sempre um amanhã “melhor”, mas o melhor é sempre viver o hoje e ser feliz agora.

(Hugo Lapa)

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Valorizar quem não nos valoriza

 

VALORIZAR QUEM NÃO NOS VALORIZA

Os seres humanos tem uma tendência de gostar e valorizar aqueles que nos desvalorizam e rejeitam. Eles acabam dando mais importância a quem não nos dá importância, pois a pessoa fica tentando demonstrar que ela é boa e tem valor para aqueles que não nos dão valor.

Já cansei de ver homens e mulheres, acho que mais mulheres, que ficam correndo atrás do homem que pisa, que esnoba, que não ta nem aí pra elas… e o cara legal, que as ajuda e as valoriza, elas não se interessam, não gostam, pois não valorizam aquele que demonstra gostar delas. É a questão de querer o que não se pode ter, de desejar o inatingível, justamente por não estar disponível, por ser mais difícil, por estar longe.

É a mesma lógica de sentir-se atraída pelos “bad boys”, pelos safados… O grande problema é que o “safado” só vai usa-las, só vai aproveitar para ter seu prazer e depois vai embora, larga, abandona. Depois as pessoas reclamam que ninguém as quer, que ninguém as valoriza e que não conseguem ser felizes. Não… nós é que nos sentimos atraídos por aqueles que não gostam de nós, por aqueles que não nos prestigiam, que não nos estimam… pois no fundo ser rejeitado pelo outro nos faz inconscientemente colocar o outro num patamar acima de nós e exaltando o outro, ele parece bom… e isso desperta nosso interesse. São mecanismos inconscientes que, caso a pessoa não se liberte disso, há uma forte tendência à infelicidade e ao sofrimento.

As pessoas seriam muito mais felizes se valorizassem quem as valoriza, se gostassem daqueles que gostam delas. Mas fazemos o contrário: gostamos de quem nos despreza… nos sentimos atraídos pelos canalhas, pelos opressores, pelos safados, pelos malandros, que só querem nos usar… que não nos dão atenção.

(Hugo Lapa)

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Vazio da riqueza material

 

O VAZIO DA RIQUEZA MATERIAL

Precisamos de uma vez por todas dissociar a ideia de “viver bem” com o dinheiro. Uma vida boa, tranquila, onde vivemos felizes, livres e em paz nada tem a ver com a riqueza material.

Conheço muitas pessoas que são ricas e mesmo assim são profundamente infelizes. Boa parte dos ricos que eu conheço hoje vivem à base de antidepressivos. Muitos escondem sua condição, para não denegrir sua imagem. Mas é certo que mesmo com todo o dinheiro que possuem, eles não conseguem ser felizes e menos ainda ter paz em suas vidas.

Muitos ricos vivem preocupados com o dinheiro que já possuem. Mesmo tendo muito, ainda não estão satisfeitos e querem sempre ganhar mais. Essa é uma característica do ser humano: quanto mais tem, mais quer. Nunca está satisfeito… sempre falta alguma coisa. E nessa falta, vem um vazio que eles não conseguem preencher com nada desse mundo. E quando se veem incapazes de preencher o vazio, tentam conquistar mais coisas do mundo a fim de aplacar o vazio, mas obviamente isso só aumenta o buraco em nosso peito.

Pessoas ricas ainda tem muitas preocupações com o dinheiro. Muitas são escravas dos próprios negócios. Mesmo com a vida ganha, não conseguem se desligar dos seus afazeres, de suas obrigações e ficam preocupadas em não perder o dinheiro que já tem. Certa vez Gandhi ganhou uma pedra preciosa e no dia seguinte a devolveu. Ele contou que não conseguia dormir pensando em um dia perder aquela pedra maravilhosa. A riqueza material é assim… ela não nos dá paz, pois sempre existe o medo relacionado com a perda de tudo o que se conquistou e a perda não é tão difícil assim de ocorrer durante a vida. Veja o exemplo de Eike Batista, um bilionário que perdeu quase toda a sua fortuna. É certo que todos aqueles que cultivam as riquezas materiais um dia perderão tudo o que possuem, e quanto mais apegados são as suas riquezas, mais sentir-se-ão infelizes sem elas após a morte, no plano espiritual.

Pessoas ricas, que sentem já ter adquirido tudo na vida, ficam insatisfeitas porque pautaram sua vida em ter coisas, em conquistar o mundo… mas como disse Jesus: de que adianta alguém conquistar o mundo inteiro se com isso ele perde sua alma? Que pode alguém negociar pela sua alma?

Quantos artistas, cantores, atores, riquíssimos, bem sucedidos, amados por todos, que tem seu ego sempre em destaque, entram no mundo das drogas? Quantos se tornam viciados por não conseguirem cultivar a alegria de viver em meio a tantas riquezas, tanta glória e tanta exaltação do seu ego? Quantos exemplos como esse não vemos todos os dias? Os exemplos são muitos… Grace Kelly era o modelo de perfeição de nossa sociedade, rica, linda poderosa, mas profundamente infeliz. Marilyn Monroe é outro exemplo emblemático: uma mulher extremamente desejada, mas que em poucos momentos de sua vida pôde ter paz. Vale a pena viver assim? Ou é melhor cultivar a simplicidade, a espontaneidade, a naturalidade? Não é melhor cultivar a riqueza interior em primeiro lugar?

Recentemente o youtuber humorista Whinderson Nunes confidenciou que está com depressão e não tem mais vontade de viver. Whinderson é um dos jovens mais ricos, mais amados e mais famosos de sua geração. Outro que enfrenta o mesmo mal é o youtuber Felipe Neto, que também fez um vídeo abrindo a todos sobre sua depressão e as dificuldades emocionais que passa e já passou. Estes são os dois jovens mais famosos de sua geração no Brasil. Ambos são muito bem sucedidos, amados, elogiados e obviamente, são riquíssimos. São jovens muito antenados nesse mundo tecnológico e digital. Mas apesar de terem “tudo” do bom e do melhor no âmbito material, não conseguem escapar da depressão. Tudo isso só nos prova que dinheiro, sucesso, fama, elogios, prosperidade e abundância material nada tem a ver com a alegria de viver e com o bem estar no mundo.

Existe um certo romantismo na riqueza material. Todos sonham com uma vida de luxo e benesses. Mas a grande verdade é que, no momento em que você conquista as riquezas, elas deixam de ter a importância que tinham antes quando você não as possuía. Sim, as riquezas materiais costumam ser sobrevalorizadas justamente porque a maioria não as possui… não conhece seus encantos e claro, suas armadilhas. Acreditam que a riqueza material é o ápice da existência humana quando na verdade, assim que alguém a conquista, ela já não tem o mesmo valor. Uma pessoa rica, após um tempo, já não aproveita mais sua fortuna como antes, pois se acostumou com ela… acostumou-se em ter tudo.

Nesse ponto entra outra cilada da riqueza: no momento em que você sente que tem tudo, sua vida perde o sentido. Não há mais o que melhorar, não há mais como crescer, não temos mais o que nos superar. Geralmente os ricos pensam em superação pretendendo aumentar seus lucros e ganhar mais. Mas será que esse aumento de lucro será aproveitado de alguma forma por eles? Não… o dinheiro ficará no banco e nunca será usado. Nunca iremos utilizar aquele dinheiro simplesmente porque o ser humano precisa de muito pouco para suas necessidades básicas, e mais do que isso, é desperdício de vida e de recursos que poderiam ser repartidos com outros. Quando Jesus encontrou o jovem rico, não lhe disse que deveria maximizar seus lucros, investir seu capital, trabalhar para se tornar ainda mais rico. Não… Jesus disse: Doa teus bens aos pobres e segue-me, e terás um tesouro no reino de Deus.

Sendo assim, muitos se acomodam na riqueza, mergulham em seus prazeres e sua vida passa a ser totalmente vazia. Existe uma máxima no Esoterismo que diz assim: quando a vida está cheia por fora, ela está vazia por dentro. Quanto mais obtemos coisas materiais e nos importamos com isso, menos damos valor ao nosso interior, e o resultado disso é um atormentador vazio. Vamos quebrar essa ilusão de que a felicidade tem relação com a riqueza, de que o bem estar só pode ser conquistado com bens terrenos, de que a paz só virá com estabilidade material. Não existe estabilidade possível nesse mundo… o dinheiro jamais poderá nos proporcionar uma segurança, uma estabilidade. Qualquer conquista desse tipo será apenas temporária, e pode durar menos do que supomos. Por isso que Jesus disse para acumularmos tesouros no céu e não na Terra, pois estes nunca são perdidos.

(Hugo Lapa)

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É POSSÍVEL UM MUNDO ONDE TODOS SEJAM PRÓSPEROS?

Não… em nosso mundo, isso não é possível. Não tem como todos serem prósperos… pois se todos se tornassem prósperos, ninguém seria próspero, mas todos se tornariam iguais. Em nosso mundo, com algumas poucas exceções, sempre que alguém ganha, outra pessoa perde. Se eu ganho um dinheiro e fico rico, é preciso que haja pobres, ou seja, pessoas abaixo de mim na escala social… caso contrário, eu não poderia ser considerado rico. Por isso, sempre é preciso que haja pobres para que alguém possa ser rico… Não é possível todos serem ricos, pois se todos fossem ricos, todos seriam iguais, e ninguém seria rico.

O exemplo abaixo pode esclarecer bem essa questão. Vamos imaginar uma situação hipotética em que numa cidade de 3000 anos atrás, um homem encontrasse um diamante muito precioso. Esse homem vai até a cidade e mostra o diamante para o povo. Todos ficam desejando ter um diamante belíssimo como aquele. Esse homem ganhou algo que ninguém mais possui, algo valiosíssimo. Ele pode vender aquele diamante e ficar rico. Agora vamos imaginar que ele comentasse com o povo e todos os habitantes da cidade fossem ao local em que ele extraiu o diamante. Todos fazem garimpo e cada habitante da cidade encontra um diamante igual ao dele. Todos agora têm algo valiosíssimo em mãos. Agora vamos pensar sobre isso: se todas as pessoas encontraram um diamante igual, o diamante do primeiro homem deixa de ter o valor que tinha antes, pois o que conferia o valor ao diamante não é apenas a sua beleza, mas principalmente a sua raridade, ou seja, o fato de que apenas esse homem possuía um diamante. No momento em que toda a cidade conseguiu o mesmo diamante, esse homem perde a vantagem que ele tinha em relação a todas as pessoas do seu povoado.

Vamos imaginar que esse fosse o único povoado do mundo. Todos os diamantes perderiam seu valor, posto que, se cada pessoa tem o seu, nenhuma das pessoas possui qualquer vantagem em relação as outras. A não ser que um diamante fosse melhor e mais bonito que os outros, mas se todos tivessem a mesma beleza e “radiância”, todas as pessoas teriam um igual valor pela posse do diamante. Esse processo é a base para se compreender o que ocorre em nosso mundo: você só pode ser próspero, ter sucesso, se você possuir algo que os outros não possuem, ou seja, se você for melhor do que os outros em algum aspecto valorizado por todos. Se todos tiverem o que você tem, você perde todo destaque, toda a vantagem e passa a ser igual aos outros. Assim, para uma pessoa ser próspera, outras pessoas precisam necessariamente não ter a mesma prosperidade.

O mesmo se dá com os chamados “homens de sucesso”. Sempre é necessário que alguém seja fracassado, para que o outro seja considerado alguém de sucesso. É preciso que um seja melhor do que o outro, que um ganhe do outro, que um esteja acima do outro. Ter sucesso é isso… é estar acima de outros que não tem tanto sucesso quanto você. Assim, o sucesso de um sempre representa o fracasso de outro.

O mesmo ocorre com a beleza. Para uma pessoa ser considerada bonita, sempre é necessário existir alguém que seja feia ou carente daquela beleza. Se não existisse a feiura, como tomaríamos consciência da beleza? Por isso, para uma mulher, por exemplo, ser bela, é necessário que outras não sejam tão belas como ela, ou sejam consideradas feias. Se todas as mulheres fossem igualmente bonitas, nenhuma seria bonita… todas seriam iguais e uma não teria destaque em relação as outras. Por isso, até mesmo nos critérios de beleza, uma pessoa precisa sempre ser melhor do que a outra, ter algo que a outra não tem. Quando nos colocamos acima, precisamos necessariamente colocar o outro abaixo.

Vamos imaginar agora uma fábrica que consiga um crescimento das vendas e todos sejam com isso beneficiados, tanto o dono quanto os trabalhadores, que teriam mais lucro. Neste caso, quanto mais o dono fica com o lucro, mais os trabalhadores perdem o lucro compartilhado. O dono sempre vai desejar mais lucro, ganhar mais… e o dono ganhar mais implica sempre nos trabalhadores ganharem menos. Claro, é possível imaginar uma utopia onde o dono da fábrica queira verdadeiramente compartilhar todo o lucro com os trabalhadores, então quanto mais a fábrica cresce e ele tem lucro, mais esse lucro é dividido entre todos. Agora vamos voltar ao mundo real: no mundo real, é extremamente raro que exista um dono de fábrica que compartilhe seu lucro com os funcionários, pois é certo que quanto mais ele compartilha o lucro, mais ele perde esse dinheiro que foi compartilhado. Quantos donos de fábrica conhecemos que são assim? Quase nenhum… pois como dissemos, o dono sempre vai desejar que o lucro quase todo fique com ele. É assim que o ser humano funciona… quer ganhar mais e mais sempre. E para ele ganhar mais, alguém tem que perder.

Agora, no caso da fábrica crescer, o dono lucrar e todos os trabalhadores receberem uma parcela desse lucro junto, isso implica em dizer que essa fábrica ganhou enquanto outra fábrica concorrente perdeu. Uma fábrica ganhou mais clientes, enquanto outra perdeu esses mesmos clientes e, consequentemente, o lucro que vem deles. Assim, observamos que não é possível se ganhar algo nesse mundo se alguém não perder alguma coisa. Sempre que ganhamos algo, alguém perde algo… com raríssimas exceções. O mesmo se dá com países ricos e pobres: para um país ser rico, outro país deve necessariamente ser pobre, pois se um país tem riqueza, essa riqueza só pode ser considerada como tal em comparação com a pobreza de outro país, com suas carências, suas faltas, etc. Se todos os países tivessem a riqueza igual, nenhum seria rico, todos se colocariam no mesmo nível.

Por isso, precisamos tomar cuidado com essa ideia de que é possível todos serem ricos e prósperos, todos ganharem, todos terem sucesso, etc. Isso não é possível, pois é sempre necessário que alguém perca para que você possa ganhar. É assim também no mundo do trabalho. Se uma pessoa conquista um emprego, isso significa que alguém necessariamente perdeu esse emprego. Você ficar de dentro acarreta em alguém ficar de fora. Você ganhar o emprego promove a perda do emprego para alguém. O mesmo se dá em concursos públicos. Se você conquista uma vaga. alguém necessariamente terá que perder essa vaga. Isso nos remete também a competições esportivas, onde há sempre vencedores e perdedores… ou competições de qualquer tipo. Se você ganhou uma promoção em seu emprego, significa que alguém perdeu aquela promoção. Se você conquistou uma terra de 1000 hectares, isso significa que outros perderão a chance de cultivar aquela mesma terra, e quanto mais alguns tem terra, mais outros perdem a chance de ter suas terras, e assim por diante.

É sempre desse jeito… O ser humano deseja ser melhor do que o outro, estar acima do outro, vencer o outro, ter mais destaque que o outro. Não é possível todas as pessoas terem destaque, pois, como dissemos, o destaque pressupõe que uma pessoa terá o referido destaque enquanto outra não terá esse mesmo destaque. Se ambas tiverem o destaque igual, nenhuma delas teve… Se todas as pessoas do mundo tiverem destaque, o conceito de destaque automaticamente é neutralizado, termina… pois, como dissemos, se todos tiverem igual destaque, o destaque deixa de existir.

Complementando a resposta da pergunta inicial: não é possível um mundo onde todos sejam prósperos, mas é possível um mundo onde todos possuam o essencial para viver bem e dignamente. Mas para que isso se torne possível, é necessário que todos abandonem a idealização de sucesso, de prosperidade, de beleza, de ganhar algo, de vencer, etc. Enquanto o ser humano quiser vencer… sempre terá alguém que vai perder. Sempre que o ser humano quiser ser melhor, sempre precisará criar alguém que terá que ser pior e assim sucessivamente. Por isso, o desapego é essencial…

(Hugo Lapa)

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Solução para todos os problemas

 

A SOLUÇÃO PARA TODOS OS PROBLEMAS

Quando o ser humano tem algum problema, ele corre para resolver logo o problema, sempre para encontrar uma solução rápida e eficaz.

No entanto, muitas vezes a melhor saída não é encontrar um solução para o problema. Ou seja, a melhor saída não é dar um fim ao problema.

Quando não encontramos uma forma de se resolver o problema, a melhor solução é deixar de ver o problema como um problema. Sim… essa é uma forma simples de se resolver tudo. Isso significa continuar vivendo em paz mesmo com o problema. Significa deixar de dar importância ao problema, deixar de dar poder ao problema, deixar de acreditar que o problema acabou com nossa vida, que o problema destruiu nossos sonhos, que o problema mudou o rumo de nosso destino.

Quanto mais nos opomos ao problema, mais forte ele fica. Quanto mais atenção damos a ele, mais ele nos atinge. Quanto mais reclamamos dele, maior ele nos parece. Isso implica em deixar de ver o problema como algo negativo, mau, ruim, péssimo, destruidor, maléfico, cruel, feroz, odioso. É simplesmente parar de ver o problema como um problema… como algo que nos consome, que nos destrói, que nos afeta, que nos abala, que nos tira do sério.

Quando o problema tem um fim, ótimo… mas se não tem fim ou solução, a melhor coisa a fazer é deixar de ver no problema, um problema… É sofrer sem sofrer… É deixar acontecer sem dar poder ao sofrimento. É aceitar que o problema está ali, que não há o que fazer e simplesmente deixar a vida fluir mesmo com o problema. É ser feliz mesmo passando pela problemática.

Muitas vezes nem adianta resolver o problema, pois quando resolvemos um problema aqui, daqui a pouco aparece outro. E quando resolvemos esse outro, logo pode aparecer outro, e assim sucessivamente. A pessoa que deseja viver a vida sem problemas está se iludindo profundamente, pois viver é o mesmo que conviver com problemas, com adversidades, com bloqueios, com dificuldades. É muito provável que você vá passar a vida inteira convivendo com problemas, e se isso realmente ocorre, não é melhor conviver da forma mais pacífica possível? Não é melhor deixar de ver um problema como um problema e vê-lo como parte da vida e aprender a ser feliz mesmo diante de tantos problemas? 

Tentar a todo custo ficar resolvendo os problemas pode ser a posição mais problemática que alguém possa tomar. Nenhuma felicidade vai surgir de tentativas sistemáticas de resolução de problemas, mas sim de se aprender a conviver com o problema, aprender a ver no problema não mais um problema, não mais algo terrível, mas algo natural, que faz parte da vida. Isso é semelhante a busca incessante por segurança e estabilidade em nossa vida. Não é possível, pois a vida humana é por natureza insegura e instável, nunca será exatamente da forma como desejamos ou planejamos. Pode transcorrer de acordo com nosso ideal por um tempo, mas em pouco tempo tudo muda, tudo se desfaz, tudo vira de cabeça pra baixo, e logo tentamos moldar as circunstâncias dentro dos nossos desejos, ao invés de aceitar que a natureza da vida não pode jamais corresponder aos nossos desejos e sonhos. Já mencionei isso em outras oportunidades: aqueles que passam a vida sonhando que a vida poderia ser diferente, poderia ser precisamente como desejamos, perde sua vida, ao invés de ser feliz na realidade… e não no sonho que criamos.

De que adianta ficar reclamando? Ficar xingando? Ficar triste pelo problema… O problema está aqui, é fato, é real, não há como mudar. É parte de nossa vida… então vamos irradiar amor ao problema, vamos aceita-lo, vamos deixar tudo fluir, para que o problema não se torne um entrave ainda maior pela nossa oposição ou guerra contra ele. Quanto mais guerreamos contra o problema, mais nos destruímos. Nessa guerra, o único perdedor somos nós.

Deixe de ver um problema no problema… dessa forma, ele deixará de ser um problema e não mais te afetará.

(Hugo Lapa)

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