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Archive for the ‘reflexões’ Category

 

É POSSÍVEL UM MUNDO ONDE TODOS SEJAM PRÓSPEROS?

Não… em nosso mundo, isso não é possível. Não tem como todos serem prósperos… pois se todos se tornassem prósperos, ninguém seria próspero, mas todos se tornariam iguais. Em nosso mundo, com algumas poucas exceções, sempre que alguém ganha, outra pessoa perde. Se eu ganho um dinheiro e fico rico, é preciso que haja pobres, ou seja, pessoas abaixo de mim na escala social… caso contrário, eu não poderia ser considerado rico. Por isso, sempre é preciso que haja pobres para que alguém possa ser rico… Não é possível todos serem ricos, pois se todos fossem ricos, todos seriam iguais, e ninguém seria rico.

O exemplo abaixo pode esclarecer bem essa questão. Vamos imaginar uma situação hipotética em que numa cidade de 3000 anos atrás, um homem encontrasse um diamante muito precioso. Esse homem vai até a cidade e mostra o diamante para o povo. Todos ficam desejando ter um diamante belíssimo como aquele. Esse homem ganhou algo que ninguém mais possui, algo valiosíssimo. Ele pode vender aquele diamante e ficar rico. Agora vamos imaginar que ele comentasse com o povo e todos os habitantes da cidade fossem ao local em que ele extraiu o diamante. Todos fazem garimpo e cada habitante da cidade encontra um diamante igual ao dele. Todos agora têm algo valiosíssimo em mãos. Agora vamos pensar sobre isso: se todas as pessoas encontraram um diamante igual, o diamante do primeiro homem deixa de ter o valor que tinha antes, pois o que conferia o valor ao diamante não é apenas a sua beleza, mas principalmente a sua raridade, ou seja, o fato de que apenas esse homem possuía um diamante. No momento em que toda a cidade conseguiu o mesmo diamante, esse homem perde a vantagem que ele tinha em relação a todas as pessoas do seu povoado.

Vamos imaginar que esse fosse o único povoado do mundo. Todos os diamantes perderiam seu valor, posto que, se cada pessoa tem o seu, nenhuma das pessoas possui qualquer vantagem em relação as outras. A não ser que um diamante fosse melhor e mais bonito que os outros, mas se todos tivessem a mesma beleza e “radiância”, todas as pessoas teriam um igual valor pela posse do diamante. Esse processo é a base para se compreender o que ocorre em nosso mundo: você só pode ser próspero, ter sucesso, se você possuir algo que os outros não possuem, ou seja, se você for melhor do que os outros em algum aspecto valorizado por todos. Se todos tiverem o que você tem, você perde todo destaque, toda a vantagem e passa a ser igual aos outros. Assim, para uma pessoa ser próspera, outras pessoas precisam necessariamente não ter a mesma prosperidade.

O mesmo se dá com os chamados “homens de sucesso”. Sempre é necessário que alguém seja fracassado, para que o outro seja considerado alguém de sucesso. É preciso que um seja melhor do que o outro, que um ganhe do outro, que um esteja acima do outro. Ter sucesso é isso… é estar acima de outros que não tem tanto sucesso quanto você. Assim, o sucesso de um sempre representa o fracasso de outro.

O mesmo ocorre com a beleza. Para uma pessoa ser considerada bonita, sempre é necessário existir alguém que seja feia ou carente daquela beleza. Se não existisse a feiura, como tomaríamos consciência da beleza? Por isso, para uma mulher, por exemplo, ser bela, é necessário que outras não sejam tão belas como ela, ou sejam consideradas feias. Se todas as mulheres fossem igualmente bonitas, nenhuma seria bonita… todas seriam iguais e uma não teria destaque em relação as outras. Por isso, até mesmo nos critérios de beleza, uma pessoa precisa sempre ser melhor do que a outra, ter algo que a outra não tem. Quando nos colocamos acima, precisamos necessariamente colocar o outro abaixo.

Vamos imaginar agora uma fábrica que consiga um crescimento das vendas e todos sejam com isso beneficiados, tanto o dono quanto os trabalhadores, que teriam mais lucro. Neste caso, quanto mais o dono fica com o lucro, mais os trabalhadores perdem o lucro compartilhado. O dono sempre vai desejar mais lucro, ganhar mais… e o dono ganhar mais implica sempre nos trabalhadores ganharem menos. Claro, é possível imaginar uma utopia onde o dono da fábrica queira verdadeiramente compartilhar todo o lucro com os trabalhadores, então quanto mais a fábrica cresce e ele tem lucro, mais esse lucro é dividido entre todos. Agora vamos voltar ao mundo real: no mundo real, é extremamente raro que exista um dono de fábrica que compartilhe seu lucro com os funcionários, pois é certo que quanto mais ele compartilha o lucro, mais ele perde esse dinheiro que foi compartilhado. Quantos donos de fábrica conhecemos que são assim? Quase nenhum… pois como dissemos, o dono sempre vai desejar que o lucro quase todo fique com ele. É assim que o ser humano funciona… quer ganhar mais e mais sempre. E para ele ganhar mais, alguém tem que perder.

Agora, no caso da fábrica crescer, o dono lucrar e todos os trabalhadores receberem uma parcela desse lucro junto, isso implica em dizer que essa fábrica ganhou enquanto outra fábrica concorrente perdeu. Uma fábrica ganhou mais clientes, enquanto outra perdeu esses mesmos clientes e, consequentemente, o lucro que vem deles. Assim, observamos que não é possível se ganhar algo nesse mundo se alguém não perder alguma coisa. Sempre que ganhamos algo, alguém perde algo… com raríssimas exceções. O mesmo se dá com países ricos e pobres: para um país ser rico, outro país deve necessariamente ser pobre, pois se um país tem riqueza, essa riqueza só pode ser considerada como tal em comparação com a pobreza de outro país, com suas carências, suas faltas, etc. Se todos os países tivessem a riqueza igual, nenhum seria rico, todos se colocariam no mesmo nível.

Por isso, precisamos tomar cuidado com essa ideia de que é possível todos serem ricos e prósperos, todos ganharem, todos terem sucesso, etc. Isso não é possível, pois é sempre necessário que alguém perca para que você possa ganhar. É assim também no mundo do trabalho. Se uma pessoa conquista um emprego, isso significa que alguém necessariamente perdeu esse emprego. Você ficar de dentro acarreta em alguém ficar de fora. Você ganhar o emprego promove a perda do emprego para alguém. O mesmo se dá em concursos públicos. Se você conquista uma vaga. alguém necessariamente terá que perder essa vaga. Isso nos remete também a competições esportivas, onde há sempre vencedores e perdedores… ou competições de qualquer tipo. Se você ganhou uma promoção em seu emprego, significa que alguém perdeu aquela promoção. Se você conquistou uma terra de 1000 hectares, isso significa que outros perderão a chance de cultivar aquela mesma terra, e quanto mais alguns tem terra, mais outros perdem a chance de ter suas terras, e assim por diante.

É sempre desse jeito… O ser humano deseja ser melhor do que o outro, estar acima do outro, vencer o outro, ter mais destaque que o outro. Não é possível todas as pessoas terem destaque, pois, como dissemos, o destaque pressupõe que uma pessoa terá o referido destaque enquanto outra não terá esse mesmo destaque. Se ambas tiverem o destaque igual, nenhuma delas teve… Se todas as pessoas do mundo tiverem destaque, o conceito de destaque automaticamente é neutralizado, termina… pois, como dissemos, se todos tiverem igual destaque, o destaque deixa de existir.

Complementando a resposta da pergunta inicial: não é possível um mundo onde todos sejam prósperos, mas é possível um mundo onde todos possuam o essencial para viver bem e dignamente. Mas para que isso se torne possível, é necessário que todos abandonem a idealização de sucesso, de prosperidade, de beleza, de ganhar algo, de vencer, etc. Enquanto o ser humano quiser vencer… sempre terá alguém que vai perder. Sempre que o ser humano quiser ser melhor, sempre precisará criar alguém que terá que ser pior e assim sucessivamente. Por isso, o desapego é essencial…

(Hugo Lapa)

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Solução para todos os problemas

 

A SOLUÇÃO PARA TODOS OS PROBLEMAS

Quando o ser humano tem algum problema, ele corre para resolver logo o problema, sempre para encontrar uma solução rápida e eficaz.

No entanto, muitas vezes a melhor saída não é encontrar um solução para o problema. Ou seja, a melhor saída não é dar um fim ao problema.

Quando não encontramos uma forma de se resolver o problema, a melhor solução é deixar de ver o problema como um problema. Sim… essa é uma forma simples de se resolver tudo. Isso significa continuar vivendo em paz mesmo com o problema. Significa deixar de dar importância ao problema, deixar de dar poder ao problema, deixar de acreditar que o problema acabou com nossa vida, que o problema destruiu nossos sonhos, que o problema mudou o rumo de nosso destino.

Quanto mais nos opomos ao problema, mais forte ele fica. Quanto mais atenção damos a ele, mais ele nos atinge. Quanto mais reclamamos dele, maior ele nos parece. Isso implica em deixar de ver o problema como algo negativo, mau, ruim, péssimo, destruidor, maléfico, cruel, feroz, odioso. É simplesmente parar de ver o problema como um problema… como algo que nos consome, que nos destrói, que nos afeta, que nos abala, que nos tira do sério.

Quando o problema tem um fim, ótimo… mas se não tem fim ou solução, a melhor coisa a fazer é deixar de ver no problema, um problema… É sofrer sem sofrer… É deixar acontecer sem dar poder ao sofrimento. É aceitar que o problema está ali, que não há o que fazer e simplesmente deixar a vida fluir mesmo com o problema. É ser feliz mesmo passando pela problemática.

Muitas vezes nem adianta resolver o problema, pois quando resolvemos um problema aqui, daqui a pouco aparece outro. E quando resolvemos esse outro, logo pode aparecer outro, e assim sucessivamente. A pessoa que deseja viver a vida sem problemas está se iludindo profundamente, pois viver é o mesmo que conviver com problemas, com adversidades, com bloqueios, com dificuldades. É muito provável que você vá passar a vida inteira convivendo com problemas, e se isso realmente ocorre, não é melhor conviver da forma mais pacífica possível? Não é melhor deixar de ver um problema como um problema e vê-lo como parte da vida e aprender a ser feliz mesmo diante de tantos problemas? 

Tentar a todo custo ficar resolvendo os problemas pode ser a posição mais problemática que alguém possa tomar. Nenhuma felicidade vai surgir de tentativas sistemáticas de resolução de problemas, mas sim de se aprender a conviver com o problema, aprender a ver no problema não mais um problema, não mais algo terrível, mas algo natural, que faz parte da vida. Isso é semelhante a busca incessante por segurança e estabilidade em nossa vida. Não é possível, pois a vida humana é por natureza insegura e instável, nunca será exatamente da forma como desejamos ou planejamos. Pode transcorrer de acordo com nosso ideal por um tempo, mas em pouco tempo tudo muda, tudo se desfaz, tudo vira de cabeça pra baixo, e logo tentamos moldar as circunstâncias dentro dos nossos desejos, ao invés de aceitar que a natureza da vida não pode jamais corresponder aos nossos desejos e sonhos. Já mencionei isso em outras oportunidades: aqueles que passam a vida sonhando que a vida poderia ser diferente, poderia ser precisamente como desejamos, perde sua vida, ao invés de ser feliz na realidade… e não no sonho que criamos.

De que adianta ficar reclamando? Ficar xingando? Ficar triste pelo problema… O problema está aqui, é fato, é real, não há como mudar. É parte de nossa vida… então vamos irradiar amor ao problema, vamos aceita-lo, vamos deixar tudo fluir, para que o problema não se torne um entrave ainda maior pela nossa oposição ou guerra contra ele. Quanto mais guerreamos contra o problema, mais nos destruímos. Nessa guerra, o único perdedor somos nós.

Deixe de ver um problema no problema… dessa forma, ele deixará de ser um problema e não mais te afetará.

(Hugo Lapa)

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Qual é a sua sustentação

 

QUAL É A SUA SUSTENTAÇÃO?

Se você perdeu o chão quando alguém vai embora e te abandona, isso significa que você estava fazendo dessa pessoa o seu “chão”, o seu sustento emocional.

Se você se sente perdido e desorientado quando suas crenças se revelam falsas, isso significa que você estava tomando suas crenças como a orientação da sua vida.

Se você se sente desanimado, sem vontade de fazer nada, porque você perdeu alguma coisa, isso significa que você estava fazendo dessa coisa o seu ânimo, a sua vontade de viver.

Se você não consegue mais seguir sua vida depois dessa perda, isso significa que o que fazia você seguir sua vida era esse algo que foi perdido.

Devemos mesmo fazer das coisas e pessoas o nosso sustento emocional, a nossa referência, o nosso ânimo, a nossa vontade de viver? Devemos mesmo fazer de algo ou alguém a nossa capacidade de seguir em frente?

Não tome coisas, pessoas e crenças como a base sua vida, como seu alicerce, como seu pilar, como seu “chão”, como sua orientação, como seu ânimo, como sua vontade de viver…

Quantas vezes você já perdeu algo que te dava alegria e, por isso, perdeu a sua alegria, sem conseguir mais recupera-la?

Vale a pena colocar a nossa vida nas mãos do outro? Nas mãos de alguma coisa? Nas mãos do dinheiro? Nas mãos de alguma crença, ideia ou doutrina?

Não vale… você perde seu chão, sua base, sua referência, fica perdido e sem vontade de seguir em frente.

Quando nada mais for o seu sustento… você será sustentado pelo infinito, pela eternidade e, dessa forma, você será feliz para sempre.

(Hugo Lapa)

 

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Vitória ou derrota

 

VITÓRIA OU DERROTA 

Quando uma pessoa estabelece que ela quer ganhar, vencer, conquistar… automaticamente ele delimita aquilo que seria a perda, a derrota e a não conquista. No momento que ela cria a necessidade da vitória, ela cria a possibilidade da derrota.

Mas aquele que não se preocupa em ganhar ou perder… aquele que não se preocupa em ter ou não ter… aquele que é indiferente a conquista ou a não conquista… esse não ganha nem perde… esse está sempre contente com o que tem e o que é… esse nada é capaz de abalar ou desarmonizar.

Aquele que se regozija na vitória, ficará entristecido com a derrota. Aquele que deseja ganhar, vai sempre ficar desanimado quando perder. Aquele que faz questão de conquistar, sentir-se-á vazio e derrotado quando a conquista não vem. Ninguém deve criar a necessidade do ganho, da conquista, da vitória, do sucesso, pois quando a derrota vier, quando a infâmia nos assaltar, quando a perda se impor, a infelicidade será nossa companheira e não sairá do nosso lado.

Para viver sempre em paz, não se preocupe em ganhar, em conquistar, em vencer, em ser bem sucedido. Na vida não existe nem a vitória nem a derrota, não existe nem o ganhar nem o perder, pois ninguém vence de ninguém e ninguém ganha nem perde nada. Todas estas coisas são meras aparências desse mundo de ilusão… posto que nada é permanente e tudo se esvai um dia.

Por isso, é melhor ficar bem em qualquer posição, sem desejar ou repudiar algo. Essa é a fórmula do bem viver.

(Hugo Lapa)

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Ajudar uma pessoa

 

AJUDAR UMA PESSOA

É imenso o numero de pessoas que perdem suas vidas tentando “ajudar” as outras. Isso ocorre muito frequentemente em família, principalmente na relação mãe e filho. Não é raro ver pais destruindo suas vidas na tentativa de ajudar o filho que, muitas vezes, não quer ajuda.

Vamos propor algumas reflexões sobre o tópico de “ajudar o outro”. Esperamos sinceramente que essas reflexões possam nos permitir realizar a verdadeira ajuda, o amparo essencial ao outro e não a falsa ajuda, que é baseada em jogos psicológicos, dependências, autoritarismos e carências.

Em primeiro lugar, vamos pensar no seguinte: a tentativa sistemática, insistente, obstinada e por vezes até obsessiva de ajudar o outro pode sinalizar, na verdade, uma tentativa inconsciente de forçar e moldar o outro da maneira como nós acreditamos que ele deve ser. Esse é um erro frequente que as pessoas cometem em suas relações pessoais, principalmente dentro do seio família.

Vamos refletir nesse ponto: se o outro ainda não mudou, será mesmo que ele deseja mudar? Se ele não deseja mudar, será que devemos ficar insistindo tanto nessa mudança? Mais do que uma perda de tempo, essa teimosia em tentar modificar o outro pode ser uma forma de imposição, de afirmação de uma ideia, de uma crença. Pode ser também uma forma de autoritarismo. Além disso, pode qualificar uma forma de dependência emocional do outro. Uma pessoa pode sentir que, por exemplo, caso seu filho não esteja bem, ela também não consegue ficar bem ou em paz. Isso sinaliza claramente uma dependência emocional que só nos conduz ao sofrimento. É preciso se libertar dessa subordinação para existir uma chance de ajuda. A parcialidade emocional pode nos cegar para a real necessidade do outro e para a melhor forma de amparo possível a ser prestado.

Em segundo lugar, a crença de que temos o poder de mudar o outro pode caracterizar uma certa prepotência, um auto-proclamação de poder que em verdade não possuímos. Temos mesmo o poder de mudar a vida, as vontades e o pensar do outro? Ou será que esse poder deve ser colocado na própria pessoa? A melhor forma de ajudar uma pessoa é ajuda-la a se ajudar… é ajuda-la a ser independente de nós, livre e autônoma em relação a nossa ajuda. Ficar sempre ajudando uma pessoa indica que criamos uma forma de dependência, ou seja, o outro se tornou dependente de nós. Por outro lado, acreditar que temos o poder de mudar alguém pode ser uma forma de onipotência que, em essência, é um equívoco que só atrapalha o outro e a nós mesmos. Além disso, tentar ajudar o outro a todo custo pode ser um sinal de que não confiamos na capacidade natural do outro de ajudar a si mesmo.

Outro ponto que merece refleção é o seguinte: será que mudar é mesmo o melhor para essa pessoa? Ou ainda, sabemos mesmo o que é o melhor para outra pessoa? Aliás, é possível se questionar: a pessoa deve mudar do que para que? Do estado atual para qual estado? Ele deve se tornar como? Amorosa, gentil, delicada? Qual é o ideal que devemos perseguir em cada caso? Será que não desejamos que a pessoa mude visando atender as nossas expectativas? Muitas vezes conservamos uma crença do que seja o “ideal de vida” para todos, com certos padrões inflexíveis de como as pessoas deveriam se comportar, ou do que é uma vida boa, uma vida digna, uma vida positiva, etc. É bem possível que esse ideal não se encaixe na visão do outro. Por isso questionamos: sabemos mesmo o que é o melhor para o outro?

Além disso, será que a pessoa não precisa de mais tempo para realizar essa mudança? Cada pessoa tem seu tempo, tem seu ritmo, tem sua forma de caminhar, que é muito próprio dela, é individual, é personalíssima, faz parte da sua forma de ser, estar e agir no mundo… Ficar forçando uma mudança pode atrasar ainda mais o processo de transformação que a pessoa já iria realizar naturalmente, por si mesma. Por isso, é sempre bom se ter em mente que o desejo de acelerar esse processo pode atrasa-lo ainda mais, pois quando tiramos o espaço de uma pessoa, é muito comum ela se tornar agressiva, ficar nervosa e revoltada. Esquecemos que cada qual tem seu caminho… e uma hora ou outra a pessoa pode encontrar seu rumo por si mesma.

Dessa forma, será que o melhor não é a pessoa tomar a atitude por si mesma e se transformar? Pessoas que criam todas as condições para o outro mudar e ficam insistindo nessa ajuda podem estar tirando do outro uma valiosíssima oportunidade dele mesmo tomar uma atitude, tomar iniciativa e se ajudar por si mesmo. A melhor maneira de uma pessoa se desenvolver, crescer, evoluir, se melhorar, se aperfeiçoar é por conta própria… é ela mesma tomando as rédeas de sua vida, sem que fique dependente de suportes e amparos externos. Qualquer ajuda que oferecemos em demasia ao outro é, muitas vezes, retirar a mão da pessoa da direção de sua vida. Como ela vai aprender a comandar, governar ou administrar a si mesma se nós estamos sempre um passo a frente fazendo o que lhe cabe?

Outra indagação procedente é a seguinte: será que a pessoa não precisa errar por mais tempo para, dessa forma, aprender lições mais preciosas com seus erros? Tentar retirar uma pessoa a todo custo de um sofrimento pode impedi-la de viver certas experiências que podem ser absolutamente necessárias ao seu desenvolvimento. Dizem que se ajudamos a lagarta a romper o casulo, a matamos… se ajudarmos o pintinho a quebrar o ovo, também o matamos. É assim em toda natureza e é assim também com os seres humanos. Cada pessoa precisa romper sozinha seu próprio casulo; precisa quebrar a “casca grossa” de suas imperfeições e limites e, assim, sair por si mesma da prisão mental e emocional que ela mesmo se colocou. Muitas vezes a pessoa precisa “quebrar a cara” para só então aprender a acordar para a realidade. Desejar de todas as formas a libertação do outro e fazer de tudo para evitar seu sofrimento pode encerra-la ainda mais na prisão que ela se encontra, atrapalha-la e até matar seu espírito de iniciativa própria. Pare nesse momento e faça também essa reflexão: será que empenhar-se em remover o outro do sofrimento de todas as formas não é, na realidade, você mesmo que não consegue lidar com seu sofrimento, com sua dor e com as naturais e muitas vezes necessárias adversidades e barreiras da vida?

Por outro lado, muitas pessoas que ajudam as outras depois ficam esperando, até mesmo inconscientemente, uma retribuição pelo auxílio prestado. Não é raro ouvir frases do tipo: “Mas eu ajudei tantas pessoas e, quando mais precisei, ninguém me ajudou”. Essa frase denota uma certa expectativa de ajudar para ser ajudado, de fazer algo bom com o outro para depois o outro fazer algo de bom conosco quando necessitamos de amparo. A maioria das pessoas que vejo pensarem dessa forma veem suas expectativas de retribuição frustradas no futuro. Não podemos pensar dessa forma, pois o ser humano precisa aprender a ajudar sem esperar nada em troca, sem retribuição e até mesmo sem colher nenhum fruto do auxílio prestado.

É certo que só podemos ajudar quem deseja ser ajudado.Esforçar-se por ajudar de todas as formas pode ser um jeito de impor, de coagir e até de sufocar o outro. Podemos estar impedindo seu próprio desenvolvimento, que pode ocorrer naturalmente no tempo certo. A melhor forma de ajudar é mostrar o caminho, é orientar, é apontar para onde a pessoa deve ir… e somente quando a pessoa pede ajuda ou se encontra disposta a ajudar a si mesma. No entanto, se a pessoa vai seguir ou não nossa orientação é algo que depende exclusivamente da vontade individual dela mesma.

(Hugo Lapa)

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NINGUÉM RESOLVE A VIDA DE NINGUÉM

Ninguém pode resolver os problemas dos outros. Somente cada pessoa pode solucionar seus próprios impasses, dilemas, adversidades, contratempos, provações, etc.

Se uma pessoa pudesse resolver tudo pelo outro, as pessoas jamais poderiam se desenvolver sozinhas, por conta própria… ficariam sempre dependentes da ajuda do outro. Por isso Deus determinou que somente cada pessoa possa resolver-se a si mesma e, assim, se desenvolver por si só. Ninguém tem poder de salvar o outro ou de resolver todos os seus problemas.

Muitas vezes ocorre de tentarmos ajudar o outro demasiadamente e impedimos que o outro ajude a si mesmo, faça algo por si mesmo, resolva sozinho suas próprias pendências. Fazendo isto, podemos estar abafando a capacidade natural que cada pessoa possui de se desenvolver, de se aperfeiçoar e de crescer a partir do próprio esforço.

Só podemos crescer a partir de nossas próprias pernas, de nossa base, de nosso esforço, de nossa disposição em se desvendar os enigmas que a vida nos impõe. Ninguém cresce a partir do outro; ninguém se desenvolve sendo sustentado pelo outro, sendo amparado a todo momento ou entregando seus problemas para outros resolverem as provas que ele mesmo não quer enfrentar.

Até porque tentar fazer pelo outro o que lhe cabe no curso do seu desenvolvimento é, muitas vezes, negar a capacidade que o outro tem de conseguir se virar sozinho. Quem quer ajudar demais, acaba atrapalhando… acaba por amortecer a inteligência e as possibilidades internas do outro de se fortalecer, de se expandir, de crescer, de se melhorar cada vez mais.

Viver é encarar os problemas de frente; é olhar para a existência sem medo e sem fuga. Fugir dos problemas é fugir de si mesmo… e ninguém pode ser feliz numa eterna esquiva de suas próprias imperfeições. Viver é aceitar desafios e buscar a vitória sobre seus próprios limites. Somente quando enfrentamos nossas limitações e rompemos as fronteiras internas é que podemos viver em paz conosco mesmos.

(Hugo Lapa)

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Brigas políticas

 

BRIGAS POLÍTICAS NO PAÍS

Vejo cada vez mais as pessoas brigando, se ofendendo, se agredindo, debochando umas das outras, até se batendo fisicamente por causa de política. Mal sabem essas pessoas que a política não vai mudar nada, absolutamente nada, pois o que determina o destino do povo não é a política, mas sim o karma desse povo.

Karma do povo são todos os pensamentos, sentimentos e atos que o somatório das pessoas que integram esse povo realizam e realizaram nos últimos anos e em suas vidas passadas. Tudo o que vai acontecer com o povo no país é fruto do nosso karma… e só nos acontecerá aquilo que for do nosso merecimento. Essa é a lei de causa e efeito ou lei de ação e reação. Algumas vezes chamada também de lei do retorno ou lei do merecimento no Espiritismo e no Espiritualismo.

É impossível se criar experiências no país que o povo não precise ou mereça passar, de acordo com a lei de causa e efeito. O que semeamos agora, colheremos com os próximos governos. Jamais Deus poderia fazer um povo colher algo que não semeou… Deus não pode fazer um povo colher paz se o povo só briga e faz guerra uns contra os outros.

Apesar da política não mudar nada na nossa vida… há uma coisa sim que pode mudar os rumos do nosso destino enquanto nação, do nosso povo. O que vai mesmo mudar nosso destino são justamente essas brigas, esse ódio, essas ofensas, essa raiva que estamos de quem pensa diferente de nós. O que vai mudar o rumo do nosso destino é toda essa energia negativa que estamos projetando uns nos outros… Isso está criando uma aura tão negativa no país que essa escuridão vai se expressar, em breve, como muita violência, muito desemprego, muita pobreza, muitas dificuldades, muita depressão, muita desesperança, muita mágoa, muita tristeza, muitas privações, muita falta, muita fome e muito, mas muito sofrimento… As pessoas não têm noção de quanto sofrimento virá se elas não pararem, agora, com tudo isso.

Sim, o que pode fazer alguma diferença para a melhora do país não é a política. A política nada mais é do que uma expressão do karma do povo. Política é efeito e não causa. O que pode fazer muita diferença é simplesmente voltarmos a viver em paz, no amor, em harmonia, com equilíbrio, cada um respeitando o outro, não ofendendo, não brigando, não debochando, não criando rixas, não escandalizando, não emitindo ódio e agressões ao outro. Respeitando… perdoando… amando… compreendendo. Isso sim… pode melhorar nosso karma e criar, a partir de agora, um destino bem menos obscuro, mais claro, mais pacífico, mais harmônico e mais pleno de bem estar e felicidade a todos.

Reflita a respeito.. Pois nosso futuro depende disso.

(Hugo Lapa)

 

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