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A verdade liberta

 

A VERDADE LIBERTA

No filme Karatê Kid II (1986), o Senhor Miyagi profere uma frase de muita sabedoria…

Havia um rapaz que estava espalhando mentiras sobre o senhor Miyagi. Daniel san viu esse rapaz divulgando as calúnias e foi questionar o senhor miyagi se ele não tinha medo que as pessoas acreditassem nessas mentiras. A resposta do senhor Miyagi foi a seguinte:

– Daniel san… A mentira só é vista como verdade quando as pessoas querem acreditar na mentira.

Sim, essa é uma frase de sabedoria e serve para a vida de cada um. A mentira, a fofoca, as calúnias, as difamações, as intrigas, tudo isso só se espalha e toma corpo quando as pessoas preferem acreditar na mentira, quando elas gostam de mentiras e fofocas. As pessoas sentem uma certa excitação, um prazer em ficar sabendo da vida dos outros e de ficar passando informações que elas nem sabem se são mesmo verdade.

Minha pergunta é: para a maioria das pessoas, a verdade importa? Bom… se a verdade importasse mesmo, as pessoas não sairiam divulgando uma informação sem antes pesquisa-la a fundo. Somente quando buscamos a veracidade de uma informação é que nos importamos com ela. Mas aquele que divulga uma informação sobre alguém sem saber se é ou não verdade, obviamente, não está de fato interessado na verdade.

As pessoas comuns não amam a verdade, elas amam as fofocas, os boatos, elas adoram falar das vidas umas das outras. E por que elas fazem isso? Por um motivo muito simples… elas falam da vida das outras pessoas porque querem desviar o foco da própria vida para a vida do outro. Ou seja, elas não querem enfrentar seus problemas, viver seus contratempos, cuidar de si mesmas… isso porque, claro, dá muito trabalho resolver nossas próprias pendências. Assim, elas preferem prestar mais atenção na vida alheia e ficar inventando e espalhando fofocas e calúnias sobre os outros. No fundo, essas pessoas não gostam da própria vida… e assim, ficam se detendo na vida dos outros.

Dessa forma, o personagem senhor miyagi estava certo. Uma mentira só se torna verdade quando as pessoas querem acreditar na mentira. E claro… as pessoas preferem acreditar em mentiras quando elas não se importam com a verdade. Como disse Jesus… a verdade é libertadora… mas as pessoas comuns preferem viver aprisionadas em seus dogmas, em suas crenças, em sua limitada visão de mundo, pois supõem que essa prisão, tendo grades bem firmes, pode protege-la de todo um universo de possibilidades que vai se abrir para sua consciência caso ela saia da prisão. Mas quantas pessoas estão realmente interessadas em sair do seu mundinho, em enfrentar seus limites e ultrapassa-los? Poucos… bem poucos.

A melhor pessoa é, sem dúvida, aquela que ama a verdade… É aquele que repudia a mentira, ou as verdades distorcidas, as manipulações, as persuasões, as influências sobre a liberdade do pensamento alheio. A verdade é nossa melhor companheira, não há outra. Mesmo que doa… é melhor viver logo com a verdade que dói do que com a mentira que anestesia. Vamos todos amar a verdade e não ter medo dela… pois ela pode seguramente nos libertar.

(Hugo Lapa)

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Argumentos emocionais

 

ARGUMENTOS EMOCIONAIS CONTRA A VIOLÊNCIA

Hoje em dia, em nossa sociedade, vivemos um surto imenso de violência. Esse aumento nos casos de violência está produzindo um fenômeno ideológico de resposta da sociedade a toda essa violência. Essa resposta de alguns setores da sociedade tem orquestrado toda uma cultura da violência com vistas a combater essa conjuntura. Os defensores dessas propostas afirmam toda uma série de medidas agressivas, vingativas e violentas contra os criminosos, os bandidos, os corruptos, os fora da lei. 

Obviamente, esse tipo de ação não apenas é infrutífera e não gera nenhum benefício para a sociedade, como ela é contraditória, pois prega uma medida de combate a violência que é, ela própria, violenta. Assim, questionamos: como pode a violência combater a violência? Isso seria o mesmo que tentar combater os assassinos com assassinatos. A partir do momento que uma pessoa mata um assassino para puni-lo, ela se torna também uma assassina e desce ao nível malfeitor dentro do crime que ele cometeu.

Não há como fugir disso. Se alguém deseja punir um assassino e também o mata, o suposto justiceiro também se torna, ele mesmo, um assassino. Isso é evidente em si mesmo. Essa pessoa comete em sua ação o mesmo crime que ela tentou extirpar, e cai numa imensa contradição que é, em si mesma, ineficaz, hipócrita e, claro, criminosa. Não se combate o fogo com o fogo, assim como não se combate o crime com mais crime, ou como não se combate assassinatos com mais assassinatos. Só e possível extinguir a violência com a paz. Será que alguém pode combater a ignorância com mais ignorância? Ou podemos dar cabo da ignorância com educação, aprendizado, conhecimento e sabedoria?

No entanto, quando lançamos esses argumentos, muitos dos defensores da violência contra a violência emitem ideias do tipo:

“Se fosse seu filho, você pensaria diferente. Se você tivesse vivenciado o ocorrido, teria ódio desse sujeito.”

Vamos analisar um pouco essas declarações. Quando uma pessoa vivencia a perda de um familiar, vítima por exemplo de assassinato, o sofrimento pode ser imenso, a emoção a toma demasiadamente. Ela pode perder, momentaneamente, sua capacidade de pensamento e razão e estar mergulhada apenas em fortes emoções.

Nesse momento, ela não tem mais um juízo de valor puro, onde estaria livre para usar sua razão. Ela foi invadida por fortes sentimentos e agora seu pensamento está obnubilado, perturbado, cheio de interferências emocionais. O que os partidários desse argumento emocional pedem é que você tome uma decisão sobre o que pensar quando estiver mergulhado em fortes emoções. Ou seja, eles pedem que você pense e decida sobre o que fazer, acreditar ou defender diante de um certo tema quando você não estiver pensando direito, quando sua capacidade de juízo estiver bloqueada, quando as emoções nos abafarem e quando momentaneamente abandonamos o uso do raciocínio.

Mas claro que não podemos definir nossas crenças quando experimentamos momentos de muita emoção, muito sofrimento, muita dor, pois é exatamente nesse momento onde menos conseguimos pensar, menos conseguimos raciocinar, menos conseguimos decidir o que é certo e o que é errado, pois nossa consciência está cerceada e influenciada pelo nível emocional.

O que os partidários do pensamento sentimentalista afirmam é que devemos abandonar a razão e pensar apenas regidos pela emoção… Mas o que é melhor? Tomar uma decisão quando estamos com raiva ou quando estamos calmos e podemos pensar mais claramente? Vamos decidir sobre um projeto que precisa ser pensado e analisado quando estamos abarrotados de raiva, ou apenas quando estamos calmos? Procure fazer uma revisão de todos os momentos de sua vida em que você ficou com raiva e tomou alguma decisão. Provavelmente muitas vezes na vida você não teria tomado alguma atitude se tivesse tranquilo, se estivesse sossegado, se não estivesse carregado de intensas emoções. O ser humano sempre faz escolhas emocionais e logo depois se arrepende, e mesmo pede desculpas pelo que fez. Será então que devemos deliberar, julgar, pensar, optar, definir ou considerar sobre algo quando estamos imersos numa pesada comoção?

Claro que não… O mesmo ocorre com a formação de nossa visão de mundo. Devemos adaptar nossa visão de mundo após um grande sofrimento? Não… claro que não. Devemos formar a ciência sobre algo apenas quando estivermos calmos, tranquilos e sem emoções afetando nossa consciência.

Dessa forma, esse argumento de que “se você passasse por isso você pensaria diferente” não tem sentido. Nem é possível dizer que a pessoa pensaria diferente… pois talvez a pessoa nem esteja pensando direito.

(Hugo Lapa)

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Prazer e dor

 

PRAZER E DOR

Um dos conhecimentos mais importantes para todos aqueles que buscam a vida espiritual é aquele que fala sobre o prazer e a dor. A vida de todos os seres humanos sempre oscila entre momentos de prazer e momentos de dor. Vamos entender melhor esse princípio retirando exemplos tanto da sabedoria oriental quanto da filosofia ocidental.

Há uma fábula budista que conta a seguinte estória: uma jovem muito bela e rica bateu a porta de um homem. “Sou a deusa da fortuna”, disse ela. O homem a acolheu rápida e calorosamente em sua residência, como fazem quase todos os homens em relação à fortuna, à beleza e ao prazer. Logo depois, uma senhora feia e pobre bateu a sua porta dizendo: “Sou a deusa do infortúnio e da pobreza”. O homem, ao contrário, não queria recebe-la de jeito nenhum e a enxotou de sua casa. No entanto, aconteceu algo muito importante nesse momento: logo depois que ele repeliu a deusa do infortúnio, a deusa da riqueza imediatamente desapareceu de sua casa. Buda conclui essa fábula dizendo o seguinte: “O nascimento acompanha a morte. A fortuna acompanha o infortúnio. As coisas más seguem as coisas boas. Os tolos temem o infortúnio e lutam para conquistar a felicidade, mas aqueles que buscam a iluminação precisam transcender a ambos e estar livres de todos os apegos mundanos”.

Essa fábula nos mostra algo de fundamental importância em nossas vidas, uma lei natural que diz: “O prazer e a dor são inseparáveis. Não é possível ficar com um sem necessariamente trazer o outro.” Não podemos desejar a riqueza sem que a pobreza bata em nossa porta depois. Não se pode separar a vida em duas partes, ficando com o prazer e expurgando a dor de nossa realidade, pois um não existe sem o outro. A riqueza não pode ser separada da pobreza, nem o prazer pode existir sem a presença da dor. Ambos os opostos sempre convivem. Um segue-se ao outro e um traz a presença do outro. Quando o prazer se estabelece, a dor é a consequência natural que virá em nosso futuro. A fortuna de um momento sempre trará o infortúnio no momento seguinte. Não importa quanto tempo demore… Os opostos mudam de lado: o prazer se converte em dor e a dor em prazer. Como diz uma conhecida lei da sabedoria oriental: os opostos são sempre inseparáveis.

A tradição oriental nos ensina esse importante princípio da vida. A filosofia ocidental também diz algo semelhante. Sócrates, que foi um dos maiores senão o maior expoente da filosofia ocidental de todos os tempos, defende a mesma ideia no clássico grego “Fédon” escrito por Platão há 2500 anos. O filósofo foi preso e acorrentado antes de sua morte. Ele diz o seguinte: “Que coisa desconcertante parece ser, amigos, aquilo que os homens chamam prazer! Que relação maravilhosa há entre a sua natureza e o que se julga ser seu contrário, a dor! Os dois se recusam a se encontrar lado a lado, simultaneamente, no homem; mas se seguirmos um deles e o apanharmos, somos sempre obrigados, de um certo modo, a apanhar também o outro, como se a sua dupla natureza estivesse ligada a uma única cabeça! (…) Eis por que onde se apresenta um, aparece em seguida o outro.”

Nessa passagem Sócrates descreve as dificuldades que viveu no cárcere, antes do seu julgamento em Atenas. O filósofo conta que as correntes estavam apertando forte sua perna, mas no momento em que alguém as soltou, ele sentiu uma grande alívio, passando da dor do aperto ao prazer, ou ao alívio daquela sensação incômoda. Após esse episódio, Sócrates faz uma reflexão e chega a conclusão de que prazer e dor andam sempre juntos. Sócrates cita Esopo, o grande criador de fábulas da antiguidade e comenta que: “Parece-me que Esopo, se tivesse pensado nisso, teria composto lutas entre eles, mas não o conseguindo, ligou suas duas cabeças.” Sócrates cria uma imagem que representa o prazer e a dor como se fossem um homem com suas cabeças. Ambos existem dentro de um mesmo organismo e não poderiam jamais ser separados, pois como disse o filósofo “onde se apresenta um, aparece em seguida o outro”.

Sócrates fez uma rápida reflexão a esse respeito e não chegou a aprofunda-la em seu discurso. No entanto, deixa claro um antigo e abrangente princípio da filosofia oriental: os opostos não vivem um sem o outro, estão eternamente ligados, e quando um termina, o outro imediatamente começa.

Qualquer pessoa pode facilmente constatar esse princípio atuando em sua vida. Imagine um homem que sente muito prazer indo a bares, boates e casas noturnas. Um dia, algo acontece que ele não pode mais ir aonde ele gosta. No momento em que ele não vai mais desfrutar de seus momentos de prazer, a dor de inicia, sempre desejando estar onde ele quer estar e não pode mais estar. Quanto maior o prazer de estar fazendo o que ele gostava, maior será a dor que a falta desses momentos irá provocar. A quantidade de prazer quase sempre é proporcional a dor que vem em seguida quando o prazer lhe é negado.

Em outro exemplo, uma mulher adora chocolate. Come o chocolate todos os dias e isso lhe dá muito prazer. Mas num dado momento, ela resolve fazer uma dieta e não pode mais comer o chocolate. Nos dias seguintes ela começa a sofrer pela ausência do seu objeto de prazer e isso lhe gera uma sensação de falta e ansiedade, com seu desejo não satisfeito. Quanto mais acostumada estava a comer o chocolate, maior será sua dor pela falta dele. Observe que o prazer de um momento sempre traz a dor da privação do prazer do momento seguinte. Como disse Sócrates: “quando um termina, o outro imediatamente começa”. Ou como disse a fábula budista: a deusa da fortuna não pode existir isoladamente. Quando uma desaparece, a outra desaparece e quando uma vem, a outra sempre vem junto.

Imagine que você tem algo de que gosta muito, qualquer coisa que seja. Você desfruta de bons momentos com aquilo. Num dado momento, você perde essa coisa de que tanto gostava. Essa perda vai doer, vai te fazer sofrer, vai te dar uma sensação de ausência, de falta, de dor, de agonia, de pesar. O gosto anterior trará como consequência o desgosto posterior, sempre de forma inexorável. O prazer que algo lhe confere se transforma sempre na dor do momento seguinte, momento esse que você não dispõe mais daquilo que gostava e te dava prazer. Aquele que adora sua cidade, que sente-se muito bem nela, pode sofrer muito quando sua cidade for destruída, ou quando ele tiver que mudar de lá. Nesse sentido, a dor sempre será uma constante em nossa vida, posto que, em nosso mundo, irremediavelmente, todas as coisas mudam, tudo se transforma e tudo acaba. O prazer que você tem hoje será sempre a dor de amanhã.

Por esse motivo, sempre vamos perder algo que gostamos e sempre o prazer de agora trará forçosamente a dor futura. Procure observar isso em sua vida… e você verá, caro leitor, que não adianta querer obter prazer em relação a algo sem que posteriormente lhe venha a dor. É inútil tentar expurgar a dor e ficar apenas com o prazer. Isso é impossível, nunca vai acontecer… Um sempre se seguirá ao outro… e o seu prazer de agora trará inevitavelmente a dor do momento seguinte. Um ajusta o outro, um equilibra o outro, um é a medida do outro… o prazer está sempre ligado a dor e vice versa. Onde existe um, fatalmente existirá também o outro.

E como se libertar desse vai e vem dos opostos? As tradições orientais têm uma resposta milenar a essa questão. A resposta é simples: sempre que você sentir prazer, não se apegue a ele. E sempre que vier a dor que é consequência do prazer, não se importe com ela. A palavra chave desse princípio, como revelou Krishna, é a equanimidade. Ser equânime é ser indiferente as oscilações da vida. O vai e vem dos opostos passa por nós, mas não nos afeta, não nos toma, não rouba nossa alma aprisionando-a tanto ao prazer quanto a dor. Aquele que consegue a felicidade nesse mundo é o homem equânime, ou seja, aquele que consegue ter o mesmo ânimo de vida tanto num oposto quanto no outro. Ele se equilibra entre os dois extremos e esse equilíbrio interior lhe permite a libertação da roda dos nascimentos e mortes.

 

(Hugo Lapa)

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Não tente ser bonzinho

 

NÃO TENTE SER BONZINHO

Você que deseja ser bonzinho para ser aceito pelos outros, esqueça… isso nunca vai acontecer.

Ninguém é aceito ou é amado por ser “bonzinho”. Pelo contrário, a maioria desvaloriza o bonzinho, pois ele está sempre a disposição para nos servir e faz isso em busca de migalhas de afeto que, depois, ele sequer recebe.

Claro… não devemos ser maus com os outros, pois isso seria cair no outro extremo. Nem ser bonzinho nem ser mau ou prejudicar os outros é o caminho.

Quem quer ser bom apenas para agradar, para ser aceito, para receber algo em troca, isso nunca funciona… o outro sempre nos abandona, nos desvaloriza, nos esnoba, nos rejeita e não oferece o que estamos buscando. Quem é bom visando algum resultado está errando gravemente.

Precisamos ser bons porque essa é a nossa natureza, porque é o que somos, porque é o que sentimos que devemos fazer. A bondade, o amor, a compaixão, a ternura, a amabilidade, a benevolência, a tolerância… todas as virtudes sagradas da alma devem vir por elas mesmas… sem qualquer expectativa de um ganho afetivo.

Quando somos bons para que o outro nos forneça um alimento emocional, nos dê atenção, afeto, carinho, fique conosco… não somos bons de verdade. Estamos apenas representando um personagem… estamos sendo o que o outro espera de nós, porque é confortável a ele. Aquele que mima quem gosta nunca recebe o que quer depois. Pelo contrário, ainda fica frustrado e revoltado por ter feito muito pelo outro e não ter recebido nada em troca.

Mas que troca é essa? Ou somos bons ou não somos… se somos bons esperando algo… nada nos virá. Mas se somos bons sem esperar nada… a realização virá naturalmente. Se somos bons para agradar e com isso recebermos aprovação, somos tudo…. menos bons.

Deixe de lado esse desejo de ser bonzinho, de agradar, pois isso nada mais é do que um anseio pela aceitação, por afeto e por um amor que nunca virá. O resultado é sempre uma baita decepção… algo que pode nos deprimir seriamente no futuro.

Faça o bem sem querer agradar ninguém. Aliás, o bem realizado muitas vezes mais desagrada do que agrada… fazer o bem pode ser antipático para muitas pessoas que não querem o bem e nem querem ouvir a verdade. Portanto, se você decidir pelo bem, não espere retribuição, não espere agrados, não espere a simpatia das pessoas… não tente ser legal para angariar a aprovação alheia.

Como diz a máxima: fazer o bem pelo bem… isso basta.

(Hugo Lapa)

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Caso Janaúba

 

CASO JANAÚBA DO PONTO DE VISTA ESPIRITUAL

Algumas pessoas estão pedindo para eu comentar o caso de Janaúba. Vou falar sucintamente sobre o assunto:

Por que as crianças tiveram que passar por essa provação?

Simples… Karma, ou lei de causa e efeito. Todas elas escolheram ou permitiram vir ao mundo para atravessar essa provação, a fim de cumprir um karma individual, evoluir mais rapidamente, ou sensibilizar outras pessoas sobre o valor da bondade, do amor, da caridade, da ternura, da paz. Incidentes como esse podem ter duas consequencias. Ou deixam as pessoas com mais ódio, ou deixam as pessoas com mais amor no coração e sentindo a maior necessidade de compaixão, de respeito, de harmonia e de se estabelecer cada vez mais uma sociedade pacifista, humanista, com base em valores profundos, humanos e espirituais. Tragédias como essa nos ajudam a rever nossa mentalidade capitalista, consumista, baseada na competição e no materialismo.

De que adianta se falar em punição mais dura em casos como esse, onde o algoz mata as vítimas e depois se mata? A punição mais dura não resolverá os problemas da violência. A única ação que pode nos salvar do caos e das trevas que estamos vivendo cada vez mais é lançar as bases de uma sociedade mais espiritual e menos religiosa, mais coletivista e menos individualista; mais compassiva e menos agressiva; com mais amor e menos ódio; com mais liberdade e menos opressão; com mais valor dado ao ser humano e menos valor dado ao dinheiro; onde o ser humano não seja medido pelo que tem, mas sim pelo que é. Essa é a única forma de salvarmos nosso mundo do caos que se avizinha.

Nesse momento, todos chamam o algoz de monstro, de canalha, de maldoso, etc. Julgar e ofender o homem só nos deixa ainda mais mergulhados nas trevas em que estamos. É preciso menos ódio e mais amor… menos agressão e mais compreensão. Não digo que pessoas como ele não deveriam ser presas, mas ser preso ou não nenhuma diferença vai fazer se não realizarmos uma revisão profunda em nosso modo de viver… no discurso de ódio diário de proferimos, nos julgamentos que fazemos, em todas as ações materialistas que investimos diariamente, em levar uma vida totalmente egoísta, voltada apenas para nossos próprios interesses… quanto mais o ser humano busca apenas os próprios interesses, mais ele sofre e mais a sociedade cai no terror da escuridão. Ou invertemos isso agora… ou… como dizem os espíritos, as consequência serão desastrosas para todos nós.

Vi uma pessoa dizendo que esse tipo de visão muito amorosa do caso janaúba pode ser conformista e não ajudar a mudar coisa alguma. No entanto… é justamente o contrário.
A verdade é que o ódio é conformista… o amor não, o amor é transformador. O ódio visa apenas a punição dos culpados, sem que seja necessário eles melhorarem. O amor não visa a punição, mas sim a transformação. O ódio quer excluir… e assim nada muda, nada se transforma. O amor quer incluir e transformar… O amor pode parecer algo conformista aos olhos da sociedade, mas em essência é transformador. Quem ama quer a melhora do outro, mesmo que tenha errado… quem odeia quer apenas a destruição, a exclusão e a punição do outro. Portanto, o amor é que é transformador, nos impulsiona ao progresso e ao crescimento moral e espiritual.

Você não deve esperar a sociedade se tornar justa e solidária para que só então você possa se tornar justo e solidário. Aliás, aqueles que esperam isso, nunca vão evoluir. Aqui vale o simbolismo da flor de lótus. A flor de lótus é o branco mais puro da natureza, e ela nasce na lama mais escura de todas. Ela é, por conta disso, o símbolo da pureza e da ascensão espiritual. É justamente na sociedade mais “lamacenta” que temos a maior abertura para evoluirmos e nos harmonizarmos com Deus, sendo felizes e encontrando a verdadeira paz. Mas se respondemos o ódio com ódio, continuaremos cada vez mais presos e envolvidos pela violência e por todos os males atuais… e sem dúvida, a próxima vítima será nós mesmos. No entanto, se uma pessoa divulga positividade no mundo e vive com Deus, em Deus e para Deus, nada pode afeta-la… quando ela se liberta do egoísmo, nada a pode destruir… pois ela não tem mais um ego e uma ligação com o mundo que possa ser quebrada. Se vivemos a vida espiritual na matéria, nada nos afeta…. e o resultado é nossa elevação além do mundo humano.

Todos devem refletir sobre isso… vamos fazer um exame na consciência e admitir um grande princípio da vida: cada pessoa vive no mundo EXATAMENTE o que precisa viver. É IMPOSSÍVEL acontecer com um espírito encarnado algo que ele não precise ou mereça viver. Se isso ocorresse, o próprio universo seria destruído, pois todas as leis de Deus seriam destruídas também. Como Deus é indestrutível, pois ele é TUDO e é PERFEIÇÃO, nada pode estar fora do lugar. Por isso, ninguém passa por uma situação que não precise passar. Quando cada pessoa entender isso e viver isso em sua vida… viverá uma libertação inimaginável… e será eternamente feliz.

(Hugo Lapa)

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Atentado em Las Vegas

 

VIOLÊNCIA HUMANA

Com esse terrível massacre em Las Vegas, todos agora estão debatendo sobre a proibição ou não de armas de fogo. Vamos analisar isso com calma, pois uma coisa é certa: podemos debater sobre a liberação ou não das armas de fogo. Mas o perigo, a violência, a maldade, não está na arma em si, mas dentro do ser humano.

Vamos refletir sobre isso. Se as armas de fogo forem totalmente proibidas, as pessoas vão pegar seus carros e atropelarem umas as outras. Se proibirem os carros, as pessoas vão jogar bombas umas das outras. Se proibirem as bombas, as pessoas vão se matar e ferir com facas. Se proibirem todas as facas, as pessoas vão se bater com paus e pedras. Se isolarem todos os paus e pedras, as pessoas vão se espetar com agulhas. Se finalmente proibirem todas as agulhas, as pessoas vão se bater com suas mãos, pés, mordidas, unhadas, etc.

Por isso, não adianta falar em proibição ou não proibição. A causa do mal não está nas armas, mas sim no coração humano, cheio de impurezas e egoísmo. O mais importante de tudo é ajudar nossos irmãos humanos a se libertarem do instinto de se agredirem, de se ofenderem, de se matarem, de se destruírem mutuamente.

O ser humano precisa compreender que ele não está separado do cosmos e dos seres. Tudo faz parte de uma teia universal de vida, onde o que acontece com um fio da teia, afeta todo o rosto. Uma pessoa que agride a outra, está agredindo a si mesma; um homem que bate numa mulher, está batendo em si mesmo; um homem que mata um animal, está matando um pouco de si mesmo. Tudo o que fazemos ao outro se reflete inexoravelmente em nós. Não importa quanto tempo demore… essa ação retornará a mim.

O fio da vida passa por todos e tudo o que for feito ao cosmos, o cosmos responderá devolvendo aquilo a nós. De que adianta fazer mal ao outro se esse mal sempre retorna para nós mesmos? Não estamos ferindo o outro, estamos abrindo uma chaga em nós mesmos.

Ninguém ganha nada em guerras, em conflitos, em destruições, em vinganças, em fazer o mal uns aos outros. Se todos se ajudassem, cooperassem uns com os outros, todos seriam felizes, viveríamos muito bem, em harmonia com o mundo, com o universo e com nós mesmos.

Como disse Lao Tsé: “Quem vence os outros é forte. Quem vence a si mesmo é invencível”. A maior batalha que pode ser vencida por nós é aquela que é travada contra nossas próprias imperfeições.

(Hugo Lapa)

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SOBRE O ENSINO RELIGIOSO NAS ESCOLAS PÚBLICAS

Vou colocar aqui a minha visão sobre o ensino religioso nas escolas públicas.

Eu sou contra… Não acho que seja positivo o ensino religioso nas escolas. Acredito que o melhor lugar para o ensino das religiões seja nos próprios locais de culto religioso. A própria instituição religiosa é perfeitamente capaz de suprir todo o necessário para o ensino de sua religião. Escolas públicas não devem realizar o papel que cabe a cada uma das religiões.

Além disso, como ficam as pessoas que não acreditam em nenhuma religião? Por que essas pessoas deveriam ser obrigadas a aprender sobre diversas religiões, se elas não acreditam em nenhuma? É justo colocar um ateu para aprender, de forma obrigatória, sobre Deus, sobre anjos e sobre diversos aspectos religiosos que ele simplesmente não endossa?

E como seria a divisão do que é estudado em cada aula? Aprenderíamos o que? O cristianismo? Vamos lembrar que o cristianismo é dividido em muitos tipos de segmentos diferentes. Há os católicos, os protestantes, os diversos tipos de protestantes, a igreja ortodoxa, as igrejas orientais (que possuem dezenas de segmentos diferentes). Há também a teologia da prosperidade, que prega a prosperidade material como meio de se chegar a Deus. Vamos ensinar o que? Todas elas? Com qual objetivo? Não seria melhor que cada pessoa atraída por uma denominação específica, naturalmente busque essa orientação sem que precise aprender tudo isso na escola?

E como ficam as outras religiões? Se o ensino é religioso, todas as religiões devem ser necessariamente contempladas. A escola teria que ensinar não apenas o cristianismo em suas várias vertentes, mas também o Judaísmo, com o estudo da Torá. Teria que ensinar também o Islamismo em suas diversas denominações. Não tenho dúvida que muitos cristãos ficariam bastante incomodados com o estudo sistemático da religião muçulmana para seus filhos. As religiões de matriz africana também deveriam ser contempladas nesse estudo. É preciso estudar a fundo a Umbanda, que é uma religião genuinamente brasileira, assim como o Candomblé.

Outras religiões como o Hinduísmo também devem ser ensinadas. O Budismo, religião que conta com mais de 300 milhões de adeptos no mundo, também precisaria ser ensinada nas escolas, para crianças cristãs. Vamos lembrar que o Satanismo também é uma religião. Deveríamos também dar aulas sobre o Satanismo para as crianças? A maioria dos cristãos diria que não… Mas de fato, trata-se de uma religião. E como religião, deveria ser ensinada nas escolas. Como então definir o que deve e o que não deve ser ensinado? Pelos padrões do cristianismo? Mas isso não seria dar mais prioridade a uma religião do que a outras? E por que deveríamos dar mais atenção ao cristianismo do que a qualquer outra religião no ensino público?

Além disso, como contratar os professores dessas religiões? Eles seriam pagos com dinheiro público para ensinar algo que, em seus templos, eles já fazem? E se um pai discordar da orientação dada pelo professor? Vamos lembrar que os professores também podem ter a sua religião. Será que eles não vão puxar a sardinha para a sua religião em detrimento das outras? Será que vão ser mesmo neutros?

Uma das propostas é que os pais decidam que religião ensinar aos filhos. Nesse caso, o filho só teria aula da religião que o pai escolher para ele. Mas se for assim, por que é necessário que essas aulas sejam dadas na escola pública, com dinheiro público? Por que não procurar uma igreja mais próxima para se ministrar essa educação religiosa? É necessário delegar à escola uma educação que já é amplamente realizada nas igrejas, nos catecismos e em cursos abundantemente dados nos templos? Isso não seria um grande desperdício de dinheiro público? Para que ministrar aulas numa escola pública, com dinheiro público, de algo que já é amplamente ministrado nas igrejas?

Por outro lado, devemos nos perguntar… É certo os pais escolherem, desde tenra idade, a religião dos seus filhos? Religião não deveria ser uma decisão pessoal, de fôro íntimo? Não deveria ser uma escolha após muita reflexão e diversas experiências de vida? Por que já ensinar a crianças de 5 e 6 anos uma religião? Isso não seria uma forma de impor, desde cedo em sua formação, uma determinada visão de mundo? Cada pessoa deve estar completamente livre para decidir por si mesma que religião seguir… sem imposições, sem o ensino sistemático e claro, apresentando as crianças uma diversidade de visões de mundo, de olhares diante da realidade. Por que formatar a mente das nossas crianças apenas com um modelo de realidade? Não é pela diversidade que conseguimos a riqueza de conhecimento e o crescimento pessoal?

Vale lembrar que para contratar novos professores de religiões o estado gastaria bilhões de reais. Insistimos nessa questão: para que gastar todo esse dinheiro público se as igrejas já realizam esse ensino? Imagine onde esses bilhões de reais poderiam ser gastos… com casas populares, na saúde, no saneamento básico, no combate a fome e a miséria, etc.

Por esses motivos, não sou a favor do ensino religioso nas escolas.

(Hugo Lapa)

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