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Causas de Vidas Passadas

CAUSAS DE VIDAS PASSADAS

O ser humano sempre procurou compreender melhor a causa dos principais problemas que enfrenta em sua vida. No entanto, poucas vezes se leva em consideração a teoria do renascimento sucessivo das almas, ou reencarnação, na busca de certas respostas. Por esse motivo, resolvi descrever sucintamente as possíveis causas de alguns dos principais problemas, físicos ou psíquicos, que assolam a humanidade. As explicações abaixo são o resultado de décadas de estudo e pesquisa da utilização da técnica da terapia de regressão, com o enfoque em nossas vidas passadas.

Quando falamos em “causa” do problema estamos apenas nos referindo ao início temporal de um determinado sintoma ou transtorno. Isso porque jamais podemos identificar com precisão, em nosso atual estágio evolutivo, qual seria a verdadeira causa do sofrimento humano. Alguns dizem ser a causa de todo o sofrimento nossa separação de Deus; outros dizem ser os enganos da mente com as ilusões do mundo; outros afirmam ser o mundo dos desejos, ou seja, desejamos algo, não conseguimos, e por isso nos frustramos e sofremos; outros ainda acreditam que a origem de todo sofrimento é a materialidade do mundo. Cada escola ou doutrina tentará explicar a origem do sofrimento de uma forma. Talvez todas essas explicações tenham um fundo de verdade. Por isso que ao falar das “causas” dos sofrimentos não as generalizamos a causas gerais e cósmicas da condição do ser encarnado, mas sim a causas restritas a um tempo e espaço que se gravou na consciência de uma alma e que pode atravessar uma série de existências corpóreas.

Vamos então oferecer um quadro geral a esse respeito. Lembrando que as explicações abaixo estão longe de esgotar todas as possibilidades desse universo tão vasto e insondável da reencarnação:

Dores em geral: Vamos começar falando das dores em geral: 1) As dores em geral, quando não tem causas orgânicas, podem ser o resultado de traumas intensos de vidas passadas. Exemplos são choques com a cabeça seguidos de morte, que podem causar dores na mesma região na vida seguinte. Um homem caiu de cabeça de um precipício: na vida posterior ele pode nascer com fortes dores de cabeça. Condições médicas prévias, quando duradouras e causadoras de muito sofrimento e traumas, podem ainda permanecer na vida atual como “dores psicossomáticas”, cuja causa orgânica é inexistente. Exemplo: dores fortes no estômago podem indicar morte por envenenamento numa vida passada. 2) Dores em regiões do corpo podem ser ainda um resultado de um esforço contínuo que levou à exaustão ou à morte numa outra vida. Como exemplo, um homem que hoje sente fortes dores na perna pode ter sido obrigado a caminhar centenas de quilômetros antes de morrer. 3) Pode também ser resultado de esforços repetitivos em vidas de servidão ou escravidão. 4) A presença de espíritos presos a Terra que tiveram mortes traumáticas e intensas com muita dor podem também passar ao encarnado as mesmas dores nas mesmas regiões corporais que os espíritos sofrem.

Depressão: Trata-se de um transtorno muito amplo e por esse motivo sua etiologia encarnatória é vasta e diferenciada, assim como pode ser mesclada a várias causas simultaneamente. Existem diversos tipos e graus de depressão, mas falaremos apenas da depressão em geral. 1) Depressão pode se relacionar a fortes perdas em vidas passadas ou na vida atual, assim como derrotas, frustrações, sonhos não realizados, etc. 2) Situações em vidas passadas onde fomos abandonados e ficamos sem uma referência na vida. Episódios de exílio de comunidades antigas, onde a pessoa foi expulsa de uma região em que habitava, também podem gerar estados depressivos. 3) Vidas inteiras de escravidão ou grave violência. 4) Vidas onde se viveu por anos ou décadas situações tediosas e repetitivas nas quais não havia esperança de melhora (é o que se chama de hangover na TVP). 5) Um forte sentimento de culpa por algum erro cometido no passado o qual não conseguimos lidar e não nos perdoamos.  6) Suicídios recorrentes, onde a pessoa em várias existências passadas tirou sua própria vida. Esses suicídios criam para a alma uma impressão de desconsolo geral e não aproveitamento de uma encarnação, o que pode gerar depressão nas vidas seguintes e aumentar a tendência a novos suicídios. 7) Traumas fortes de vidas passadas que geram impotência geral arraigada no psiquismo, como estupros coletivos, mortes traumáticas e de sofrimento intenso e duradouro, dentre outros. 8) Espíritos que causamos sofrimento no passado e que hoje vem nos cobrar retratação. Estes podem nos passar sentimentos de solidão, vazio, desânimo e outros sintomas que nós mesmos provocamos neles em vidas passadas. Aqui também podem ser incluídos abortos do passado ou do presente, onde os espíritos vem cobrar o encarnado pela rejeição a que foram submetidos. 9) Trabalhos de magia de vidas passadas, as chamadas “Arquepadias”, onde se se fez uso de espíritos em trabalhos. Na vida atual estão ligados à pessoa por laços kármicos e hoje vem cobrar e transmitir as mesmas energias negativas que geramos em vidas passadas. Aqui também se incluem pactos de sangue ou pactos com entidades trevosas em vidas passadas, assim como a participação de rituais mágicos diversos, obscuros e coletivos. 10) Espíritos que amamos em vidas passadas, quando um está encarnado e outro desencarnado, podem gerar estados depressivos. O espírito de quem amamos se aproxima de nós e evoca uma série de sentimentos e vivências boas e ruins do passado, gerando também saudades, ausência, carência, abandono, etc. É comum sonhos com o espírito e encontros no plano astral. Esse processo se denomina “obsessão por amor”, no entanto, a base da depressão aqui se encontra no apego que ambos, encarnado e desencarnado, tem um pelo outro. 11) Reencontro e convivência compulsória com inimigos de vidas passadas é outra possível causa da depressão atual. É comum inimigos do passado nascerem na mesma família, com pai, mãe, filho e irmão, para se entenderem e se perdoarem, deixando o amor prevalecer diante do ódio e das rixas pretéritas. A mistura dessas experiências de amor e ódio do passado pode gerar em nós conflitos e dar início a depressão, onde ao mesmo tempo que amamos a pessoa, sentimos o que ela fez para nós e nós a ele em outras existências.

Transtorno de Pânico: Assim como a depressão, o Transtorno de Pânico é um dos distúrbios psicopatológicos mais comuns na atualidade. Ataques de Pânico são episódios de intenso medo e terror, onde sentimos reações corporais diversas, como sudorese, taquicardia, hipotermia nas extremidades, náuseas, formigamento, sensação de ondas de calor pelo corpo, etc. Pessoas com episódio de pânico tem quase sempre a forte impressão de que vão morrer ou enlouquecer. As causas do Pânico em vidas passadas podem ser: 1) Mortes em catástrofes coletivas ou guerras. Pessoas que viveram os horrores das guerras em diversas épocas, onde a tragédia da morte e do sofrimento era abundante, podem desenvolver essa sensação, tão típica do pânico, de que estão morrendo ou estão prestes a morrer. 2) Mortes violentas ou súbitas é outra possível causa dos ataques de pânico atuais. Uma morte violenta e súbita pode deixar gravado no espírito que desencarna a sensação de que a qualquer momento ele pode morrer, e a partir daí internalizar o sentimento de morte iminente. 3) Espíritos pedindo ajuda é outra situação que pode ser o desencadeante do episódio de pânico. Espíritos presos a Terra geralmente se encontram num estado espiritual de baixíssima vibração, em que muitos deles passaram por mortes traumáticas e guardam essas marcas em seu corpo astral. Ao se aproximarem de encarnados, eles podem transmitir toda a pesada carga do desespero pela morte trágica ou pelo sofrimento dela decorrente. Por isso que alguns médiuns podem estar, em algumas situações, mais propensos a ataques de pânico, justamente por sentirem mais a presença de entidades espirituais negativas. No entanto, é bom ressaltar que não é a mediunidade a causa do problema, mas nossas fraquezas e predisposições internas.

Obesidade: A obesidade é um problema de ordem mundial nos dias de hoje. Segundo a OMS, há 300 milhões de obesos no mundo. Com a Terapia de Vidas Passadas e outras técnicas psíquicas de visão de nossas encarnações passadas, é possível observar que a obesidade tem algumas causas principais: 1) Vidas de excesso: É comum em pessoas que viveram uma ou mais vidas usufruindo dos prazeres da comida, por sua alta posição social e dinheiro, se tornarem demasiadamente apegadas à comida. Além disso, a alimentação desmedida representava muitas vezes uma fuga de problemas em outras áreas da vida. 2) Vidas em que a pessoa morreu de fome também pode provocar obesidade na vida atual. A pessoa sente que precisa compensar tudo o que não comeu e conserva um medo inconsciente de um dia ficar sem comida. 3) A escassez de alimentos durante boa parte da vida, em que uma pessoa ou um povo passou por períodos de fome, seca, vacas magras, etc, é frequentemente uma causa da obesidade na vida atual. 4) Podemos citar também abusos sexuais cometidos em vidas passadas, ou mesmo na vida atual, como causa da obesidade. O homem ou a mulher que foi severamente abusado pode desejar se diferenciar psicologicamente do seu corpo (que ele passa a ver como a causa do mal), em decorrência do forte trauma e também inconscientemente comer muito para não ser mais atraente a outras pessoas. A pessoa acredita que, caso coma muito, ninguém mais a desejará, e assim o risco de um novo abuso diminui drasticamente. 5) Pessoas que fizeram mau uso da beleza e da sexualidade podem ter que renascer numa próxima vida obesas, para se libertarem do apego à beleza e ao corpo físico.

Psicose e Esquizofrenia: As psicoses e a esquizofrenia abrangem um espectro considerável de tipos de transtorno que se caracterizam por delírios, alucinações, pensamento desorganizado, comportamento motor desorganizado e sintomas negativos diversos. A esquizofrenia atual está ligada, de uma ou outra forma, a excessos no uso da mente, inteligência e das faculdades psíquicas em vidas passadas. As principais causas dos diversos tipos de esquizofrenia são: 1) Vidas em que houve sério abuso de faculdades intelectuais. Isso inclui pessoas que utilizaram seu intelecto para cometer crimes e prejudicar pessoas de diversas formas, assim como manipular e controlar. 2) Vidas em que houve excesso ou mau uso de faculdades paranormais. Pessoas que usaram seus dons especiais em proveito próprio ou como prejuízo a outrem. 3) Vidas em templos iniciáticos e místicos onde se praticou, de forma excessiva e desordenada, determinados exercícios espirituais, meditação e outros experimentos ocultistas. Vidas de imoderação e exagero nessa área podem causar instabilidades energéticas que vêm a se refletir em nossa estabilidade mental em vidas seguintes, podendo levar a quadros de psicose e esquizofrenia. 4) Vidas em que se praticou magia negra com o uso de espíritos muito negativos com finalidades egoísticas. Esses espíritos acabam sempre retornando a pessoa que os “usou” e causando desequilíbrios vibratórios que se repercutem como transtornos mentais nas vidas seguintes. Dizemos usou entre aspas, pois na maioria das vezes os magos negros encarnados são usados pelos espíritos e não o contrário (embora acreditem no oposto).

(CONTINUA)

Autor: Hugo Lapa

Atendimento com Terapia de Vidas Passadas

lapapsi@gmail.com

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Doença na Infância

DOENÇA GRAVE NA INFÂNCIA

Qual o significado ou propósito espiritual de uma criança desenvolver uma doença grave ainda em tenra infância?

Há três explicações mais gerais para isso:

Em primeiro lugar, essa criança pode ter vindo com um forte karma de vidas passadas que a obriga a desenvolver uma séria doença logo na infância. Esse karma negativo de vidas passadas pode ser a expressão de alguma falta cometida contra outrem que, na vida atual, se manifesta enquanto doença. Todo karma tem como propósito maior o desenvolvimento espiritual da alma. A pessoa é obrigada a passar pela mesma situação que ela provocou em outros, e dessa forma, ela pode sentir diretamente seus erros e buscar melhorar-se.

Em segundo lugar, pode ser que a criança enferma não tenha esse karma de vidas passadas, mas sim que ela tenha pedido, no plano espiritual antes de nascer, para vir com ao mundo com a doença, pois passando por isso ela pode aprender mais rapidamente, e desenvolver uma série de virtudes espirituais que, sem a doença, demoraria muito mais. A doença, a dor e o sofrimento podem contribuir para um adiantamento espiritual e para uma purificação mais rápida. É como tomar uma vacina na infância. Dói muito; a criança não aceita, grita, esperneia, mas o resultado é que a vacina, apesar da dor que provoca, imuniza nosso espírito. Assim, fica claro que nem todo sofrimento que passamos tem origem num karma de vidas passadas. Boa parte das vezes é a própria alma que escolheu atravessar uma dura provação para desenvolver-se mais rapidamente como espírito.

Há uma frase Sufi que diz “Enquanto o corpo chora pelo que perdeu, o espírito se ri pelo que encontrou”.

Em terceiro lugar, ela pode ter vindo com essa missão, mas a provação pode não ser dela, criança, mas dos seus pais. Nesse caso, o espírito pode vir ao mundo com a missão de ter uma vida curta que sirva de provação aos pais, ou seja, uma provação que ajude seus pais a se desenvolverem mais rapidamente, e a transmutarem mais rapidamente algum karma que tenham. Neste caso, a criança se faz o instrumento do karma dos pais, e com isso, o espírito da criança também se adianta espiritualmente.

Autor: Hugo Lapa 

E-MAIL: lapapsi@gmail.com

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Qi Mental

QI MENTAL

O Qi Mental também é chamado de “Mobilização do Qi Mental”É uma forma de terapia de estados incomuns ainda bastante nova, que tem por base uma mescla de conceitos e técnicas terapêuticas ocidentais e orientais, mais precisamente a filosofia e medicina chinesa com métodos de indução ocidentais semelhantes a Regressão de Memória. A palavra Qi significa energia vital em chinês.

Esta abordagem visa a mobilização da energia mental a fim de se atingir um determinado objetivo. Seus adeptos situam sua origem há mais de 500 anos em certas práticas de yoga mental, mas com adaptações ao ocidente moderno. O Qi Mental propõe o equilíbrio do yin e yang em nosso organismo, feito por intervenção mental através de exercícios de visualização, relaxamento e recapitulação biográfica do indivíduo em estados alterados.

No Qi Mental, a pessoa é levada a revivenciar acontecimentos traumáticos e negativos do passado, e refazer estes eventos dando outra finalização, um outro desfecho, desta vez um final positivo. Por exemplo, se uma pessoa cometeu um erro com outra e não se perdoa por isso, o terapeuta deverá guia-la a consertar esse erro em sua visualização e ancorar em sua mente a energia da solução deste conflito. Qualquer que tenha sido o erro, ela deve refaze-lo, soluciona-lo e dar uma conclusão reparadora, tudo pela via das imagens mentais.

O Qi Mental trabalha basicamente com o acesso ao passado do sujeito e com exercícios de visualização que visem “consertar” mentalmente certos acontecimentos. Outra técnica famosa do Qi Mental é o exercício para emagrecimento, que consiste em se visualizar saboreando seus pratos preferidos. Conforme a pessoa vai visualizando-se comendo aquilo que gosta, seu desejo vai diminuindo e ela consegue obter um controle de sua alimentação, evitando o excesso de comida e, consequentemente, emagrecendo. A pessoa também pode visualizar seu corpo emagrecendo e queimando as gorduras, uma técnica derivada da hipnose.

Apesar de sua aparência de técnica inovadora, o Qi Mental é uma adaptação de outras técnicas dando-lhe uma nova roupagem e um modo levemente diferente de aplicar os mesmos métodos.

Autor: Hugo Lapa

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AS TERAPIAS DA CONSCIÊNCIA

Decidi elaborar este resumo sobre as terapias dos estados incomuns de consciência a fim de  ajudar os interessados a se guiarem pela vasto campo teórico dessa área. Há, nos dias atuais, uma grande quantidade de métodos, técnicas, teorias e abordagens terapêuticas que tratam deste assunto. Algumas abordagens são bastante parecidas com outras. Há correntes que fazem um misto de técnicas e procedimentos de diferentes terapias. Há outras que mudam um ou outro conceito, ou sofrem uma variação maior ou menor da forma de se aplicar uma ou mais técnicas, mas no fundo há uma similaridade entre várias dessas abordagens. Mas também existem terapêuticas específicas que trazem uma verdadeira inovação, e essas é que devem merecer maior atenção dos pesquisadores, terapeutas e público em geral. De qualquer forma, vejo como essencial descrever resumidamente cada uma destas escolas visando oferecer um panorama geral das terapias dos estados incomuns.

Os estados incomuns são também chamados de estados alterados de consciência, estados intensificados de consciência, estados de transe, estados extáticos, estados meditativos, estados mentais, dentre outros nomes. Desde culturas bastante primitivas em épocas  quase imemoriais os estados alterados de consciência já estavam presentes. Eles integravam o modus operandi de ritualísticas, meditações, evocações mágicas, mediunismo, transes diversos, iniciações, mesmerização, ritos de passagem, cerimônias xamânicas, possessões de espíritos, curandeirismo, uso de ervas sagradas, práticas divinatórias, experiências extáticas, visões do mundo celeste e submundo, etc. Nossa consciência não funciona dentro de um estado ou condição específico, mas ela se altera em diversas camadas distintas, uma diferente da outra, formando uma série de níveis ou estratos que formam um amplo espectro de muitas possibilidades. Um estado de consciência alterado é algo passageiro, que vem e vai, atinge um pico e depois a consciência retorna a sua condição habitual, porém transformada em maior ou menor grau após a experiência.

Os diversos estados de consciência podem ser medidos por um aparelho bem conhecido denominado EEG (Eletroencefalograma). Os estados alterados de consciência podem ser medidos graças a impulsos elétricos gerados pelo cérebro. As alterações desses impulsos sugerem uma diferença entre os estados de consciência. As ondas cerebrais são medidas no EEG e foram classificadas em quatro níveis distintos: Ondas Beta (que correspondem ao estado de vigília); ondas alfa (correspondem ao estado de repouso corporal e prevalência de imagens mentais e interiorização), as ondas teta (correspondem ao estado de sono com sonhos) e as ondas delta (correspondem ao estado de sono profundo, sem sonhos). Cada uma dessas medidas representam estados mais ou menos profundos.

Vamos abordar variadas correntes terapêuticas de indução a estados alterados de consciência e ver suas principais características:

Isolamento Sensorial: Trata-se de uma abordagem de indução a estados incomuns criada pelo médico e filósofo norte americano John Lilly. O isolamento sensorial baseia-se no princípio de que qualquer estado mais profundo de consciência só pode existir caso todos os estímulos sensoriais estejam devidamente suprimidos. A visão, o tato, a audição e o olfato devem estar em total repouso, sem estímulos externos agindo sobre eles. Para conseguir esse isolamento completo do mundo externo, Lilly criou o chamado “Tanque de Isolamento Sensorial”, que consiste numa câmara ou caixa hermeticamente fechada cheia de água. A pessoa se deita sobre a água com sal em uma temperatura de 34 graus, nem quente nem fria. Nessas condições, a pessoa fica flutuando, livre de sensações táteis, auditivas, num ambiente sem ruídos, escuro e de olhos fechados. Com a ausência de estímulos sensórios, muitos indivíduos relatam a experiência de estados muito diferenciados de consciência, alguns chegam a relatar contatos com o cosmos, com o infinito, e com o divino. Atinge-se inclusive um estado de ausência de corpo físico e sensações, onde a consciência, e por que não, o espírito, podem se manifestar mais livremente. No entanto, o inconsciente da pessoa também pode vir à tona. São comuns a sensação de experiências pré-natais e de traumas passados, além de percepções extrassensoriais e de consciência cósmica. O Isolamento Sensorial parece ser uma condição imprescindível para o despertar de estados de consciência mais profundos. A ausência de estímulos sensoriais parece guiar os seres humanos ao seu espaço interior e ao espaço cósmico, além de ser, de certa forma, a base para todas as terapias de estados incomuns. O Isolamento Sensorial não é uma abordagem terapêutica, mas uma técnica e também a base de várias técnicas e procedimentos terapêuticos.

Treinamento Autógeno: Trata-se de um conjunto de técnicas de relaxamento e interiorização criada e apresentada ao público no livro “Treinamento Autógeno” de Johannes Heinrich Schultz em 1932, sendo, portanto, uma das abordagens ocidentais mais antigas de estados alterados. O Treinamento Autógeno tem como característica principal a indução ao estado de hipnose realizado pela própria pessoa, ou seja, a autohipnose. Há determinadas técnicas que facilitam a autohipnose, tal como ensinadas pelo Treinamento Autógeno, como induzir a sensação de peso corporal, a sensação de calor, o relaxamento corpóreo, a respiração cadenciada, o frescor na fronte e tranquilidade. O Treinamento Autógeno é eficiente em casos de redução de estresse, fadiga e ansiedade. Também é eficaz no controle emocional, na memorização, concentração e no tratamento de alguns transtornos mentais. Assim como no Isolamento Sensorial de Lilly, durante o TA podem emergir conteúdos inconscientes do sujeito, e por esse motivo, pode ser recomendável a presença de um profissional qualificado. Não é raro ver em algumas sessões de TA a presença de choro, raiva, medo, angústia, vazio, etc, tudo isso representando forças inconscientes que vêm à tona e que podem ser reconhecidas e tratadas.

Respiração Holotrópica: Esta técnica de indução a estados incomuns ou alterados é uma das mais conhecidas no mundo. A Respiração Holotrópica foi desenvolvida em 1976 pelo psiquiatra tcheco Stanislav Grof, um dos maiores psicólogos transpessoais do mundo, junto com sua esposa Christina Grof. Na Terapia Transpessoal, a Respiração Holotrópica não é utilizada isoladamente. Há outros recursos que são usados em conjunto e que contribuem para o despertar dos estados mais profundos, como a música evocativa, o trabalho corporal, o desenho expressivo e a participação num grupo terapêutico. O objetivo da RH é transcender os limites do ego e a progressiva interiorização dentro da psique humana. A técnica da Respiração Holotrópica permite o acesso aos domínios míticos, arquetípicos, o inconsciente pessoal e coletivo, a uma memória ancestral da humanidade, as vidas passadas, e outras camadas individuais, coletivas ou cósmicas. De uma forma geral, envolvem as dimensões perinatais, biográficas e transpessoais. A aceleração da respiração humana, assim como sua diminuição gradual ajudam a evocar diferentes estados mentais, dependendo do trabalho que se deseje realizar. Na maioria dos casos, o trabalho com a RH não necessita de intervenções por parte do terapeuta, exceto em casos de constrição na garganta, medo intenso, dor intensa ou problemas específicos. Os efeitos da RH ativam os mecanismos naturais de cura do nosso organismo e da mente humana, contribuindo para a remissão de sintomas físicos e psíquicos. Apesar de boa parte do trabalho ser silencioso e interno, Grof alerta que não é recomendável realizar a RH sozinho, sem o suporte de um profissional qualificado e formado nesta técnica. A pessoa pode ter cenas, visões, emoções e sensações com as quais não está apto a lidar, como os casos citados acima. Foi através da experimentação da respiração holotrópica que Grof desenvolveu toda a teoria dos estados alterados em seus diversos níveis e aspectos. Quem quiser mais informações sobre a experiência transpessoal tal como Grof mapeou pode se reportar a este artigo do nosso blog: https://hugolapa.wordpress.com/2012/09/01/a-experiencia-transpessoal/

Terapia do Grito Primal: Trata-se de uma abordagem criada pelo psicólogo Arthur Janov no início dos anos 60. The Primal Scream em inglês é considerada uma terapia de alto impacto, com forte carga de emoções envolvidas. Essa terapêutica busca reviver acontecimentos da infância que acumularam alta dose de emoções primitivas (primais) que não puderam ser suportadas pelo sujeito. Eventos e momentos vividos no passado longínquo que foram vividos, mas não assimilados, e por isso reprimidos da mente consciente devem vir à tona durante o processo e serem liberados por um forte grito, o grito primal. A expressão em forma de grito representa a liberação de uma dor central, que segundo Janov, estaria na base da formação de neuroses presentes em todos os adultos. O grito seria uma forma natural de dar vazão a uma intensa carga emocional que invade a pessoa. Mas não seria um grito comum, mas um grito que libera uma dor primitiva, enterrada no fundo da alma, e que iniciou o processo da repressão e das neuroses. Dessa forma, a revivência da cena primal é o cerne do processo terapêutico. Janov separa a cena primal em dois tipos: a cena primal menor que consiste em perda de amor em pequenas doses, falta de atenção, humilhações de baixo impacto e conflitos comuns; e a cena primal maior que corresponde a um evento de elevado grau de terror, desespero ou dor. A Terapia do Grito Primal ficou famosa nas décadas de 60 e 70 nos Estados Unidos, atraindo celebridades como John Lennon (que fez sessões com Janov), e a banda Tears for Fears, que foi criada com base na teoria do grito primal.

Terapia de Vidas Passadas: Essa abordagem terapêutica se fundamenta no acesso da consciência a uma memória extracerebral, que conta uma história perdida de nossa alma. A Regressão de Memória pode ser realizada para a vida atual, ou para existências passadas. É possível, através da entrada num estado de consciência mais profundo, ver e experimentar nossa infância, nosso nascimento físico atual, nossa fase intrauterina, o período entrevidas ou a intermissão, e diversas vidas pretéritas que foram esquecidas de nossa mente consciente. A TVP se utiliza de técnicas semelhantes à hipnose, que consistem basicamente em três elementos: o relaxamento, a concentração e a visualização criativa. O objetivo é percorrer o passado, desta vida e de existências passadas, a fim de encontrar a causa ou origem de traumas, bloqueios, conflitos, dores, enfermidades, transtornos, distúrbios, obsessões, compulsões, ansiedade, fobias, etc. Para tanto, os terapeutas de regressão induzem o paciente a um estado hipnótico, ou num termo mais amplo: um estado alterado de consciência. Apesar de a TVP trabalhar com a hipótese da realidade pré-uterina e da sobrevivência humana após a morte, ela não tem qualquer vínculo com religiões ou ideias dogmáticas. Trata-se de um campo livre de ideias ortodoxas ou pré-determinadas. Os dois pilares do tratamento da TVP são a catarse e o insight. A catarse é a expressão das cargas emocionais mal digeridas e não assimiladas do passado. O insight é o surgimento espontâneo de uma nova perspectiva do ser humano sobre algum aspecto até então desconhecido de si mesmo. O objetivo não é conhecer intelectualmente nosso passado, mas experimentá-lo como se ele estivesse ocorrendo agora. A única justificativa para essa ativação das cargas traumáticas do passado é o fato de que elas continuam presentes agora, nos influenciando negativamente. O paciente não precisa ter qualquer crença na reencarnação e nem é a finalidade da TVP provar que a reencarnação existe. A reencarnação é apenas a hipótese mais provável para a maioria dos terapeutas; esta hipótese tenta explicar os fenômenos produzidos durante a regressão de memória. A TVP tem menor duração se comparada a outras formas de terapia e os resultados são bastante eficazes.

Qi Mental: Também chamada de “Mobilização do Qi Mental”É uma forma de terapia de estados incomuns ainda bastante nova, que tem por base uma mescla de conceitos e técnicas terapêuticas ocidentais e orientais, mais precisamente a filosofia e medicina chinesa com métodos de indução ocidentais. A palavra Qi significa energia vital em chinês. Esta abordagem visa a mobilização da energia mental a fim de se atingir um determinado objetivo. Seus adeptos situam sua origem há mais de 500 anos em certas práticas de yoga mental, mas com adaptações ao ocidente moderno. O Qi Mental propõe o equilíbrio do yin e yang em nosso organismo, feito por intervenção mental através de exercícios de visualização, relaxamento e recapitulação biográfica do indivíduo em estados alterados. No Qi Mental, a pessoa é levada a revivenciar acontecimentos traumáticos e negativos do passado, e refazer estes eventos dando outra finalização, um outro desfecho, desta vez um final positivo. Por exemplo, se uma pessoa cometeu um erro com outra e não se perdoa por isso, o terapeuta deverá guia-la a consertar esse erro em sua visualização e ancorar em sua mente a energia da solução destes conflito interno. O Qi Mental trabalha basicamente com o acesso ao passado do sujeito e com exercícios de visualização que visem “consertar” mentalmente certos acontecimentos. Outra técnica famosa do Qi Mental é o exercício mental para emagrecimento, que consiste em se visualizar saboreando seus pratos preferidos. Conforma a pessoa vai visualizando-se comendo aquilo que gosta, seu desejo vai diminuindo e ela consegue obter um controle de sua alimentação, evitando o excesso de comida e, consequentemente, emagrecendo. A pessoa também pode visualizar seu corpo emagrecendo e queimando as gorduras, uma técnica derivada da hipnose. Apesar de sua aparência de técnica inovadora, o Qi Mental é uma adaptação de outras técnicas dando-lhe uma nova roupagem e um modo levemente diferente de aplicar os mesmos métodos.

Autor: Hugo Lapa

 

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Ligação Espiritual

 

LIGAÇÃO ESPIRITUAL ENTRE AS ALMAS

A ligação espiritual entre duas almas, ou dois espíritos, sejam encarnados ou desencarnados, frequentemente é um assunto que gera muitas dúvidas, curiosidade e interesse. Para aqueles que estudam a teoria da reencarnação e a existência das “famílias espirituais” este tema não é nenhuma novidade. Quando levamos as pessoas a perceberem por si mesmas as suas vidas passadas, fica claro para a pessoa e para o terapeuta, como se dá o surgimento e o estreitamente dos laços que unem duas ou mais almas ao longo de diversas existências corpóreas.

Uma forte ligação espiritual entre duas almas vem de muitas vidas passadas em conjunto. A experiência conjunta de alegrias e tristezas, de prazer e dor, de construção e destruição, vida e morte, vai gerando nas almas sentimentos mais profundos, laços cada vez mais próximos, onde a história de um vai começando a se confundir com a história do outro. Todo esse processo vai criando uma sintonia, com simpatias e antipatias, amor e ódio, prazer e dor, desejo e repulsa, entre outros sentimentos que aos poucos vão formando laços. Esses laços podem ser mais fortes tantas quantas forem as experiências agradáveis ou dolorosas vividas pela dupla evolutiva.

Essa conexão entre as almas pode se expressar em afinidades de pensamentos, sentimentos e crenças, ou podem gerar tendências quase que opostas, onde uma complementa a outra naquilo que ambos necessitam de uma unificação ou diversificação. Toda essa conjuntura anímica pode criar laços tão fortes e significativos que se expressam vibratoriamente de várias formas. Não apenas despertando em nós uma variedade de sentimentos, por vezes confusos e contraditórios, como também uma afinidade profunda, uma sintonia que se manifesta como fenômeno paranormais, sendo o mais comum deles a telepatia.

Aqui devemos entender a telepatia em seus vários níveis. A telepatia não pode ser considerada apenas uma troca de pensamentos, ou de ideias. A telepatia é até mais comum quando ela passa a ser o veículo não apenas de pensamentos de um a outro, mas principalmente de sentimentos. Esse fenômeno ocorre muito mais em casais do que geralmente se imagina. Pode acontecer também entre pai e filho, irmão e irmã, etc.

Em nossos atendimentos terapêuticos, assim como nos casos que analisamos de pessoas que nos procuram para esclarecimentos, é possível encontrar relatos fascinantes dessa incrível sintonia entre as pessoas. Talvez a forma de sintonia mais comum seja de pessoas que pensam ou lembram da outra num momento, e no instante seguinte aquela pessoa que veio à nossa mente nos telefona. A pessoa atende o telefone e diz: “estava pensando em você agora”. Ou quando estamos na rua, caminhando, e subitamente lembramos de alguém. Alguns momentos depois encontramos a pessoa caminhando na rua e a cumprimentamos. Este fenômeno nada tem de raro, e acontece mais do que a maioria acredita. Trata-se de uma forma freqüente de telepatia entre pessoas, e se torna ainda mais constante com pessoas que já possuem uma sintonia natural, principalmente que vem de outras vidas.

Ocorre também de estarmos em nosso aposento, descansando, ou realizando alguma atividade, e de repente surgir um sentimento de tristeza, depressão, vazio, desânimo, etc. Pode aparecer também sensações físicas, como calor, frio, desconforto, formigamento, taquicardia, aperto no peito, etc. O caráter repentino de um sentimento que brota sem explicação pode ter várias explicações, como sentimentos nossos que emergiram por alguma razão desconhecida, ou a intervenção de espíritos, ou ainda as energias do nosso ambiente imediato. No entanto, também pode acontecer de algum conhecido, ou pessoa de nossa estima esteja com problemas, e passamos a sentir o que ela também está sentindo. Isso pode se agravar quando a pessoa está deprimida e fica focalizando o seu pensamento em nós.

Isso acontece por duas razões: em primeiro lugar, quando duas pessoas têm uma afinidade, uma ligação forte, seja positiva ou negativa. Em segundo lugar, porque um dos dois, ou ambos, possuem uma forte capacidade magnética ou uma considerável sensibilidade. No entanto, mesmo quando não há uma forte sensibilidade psíquica ou magnética, quando dois indivíduos possuem laços kármicos de vidas passadas, parece que a energia de um está como que “aberta” a energia da outra pessoa, e assim sendo, a sintonia se estabelece juntamente com a troca de energias. Um karma de vidas passadas pode tornar nossa energia vulnerável a energia outra pessoa, e o mesmo pode não acontecer com outras pessoas com as quais não possuímos um karma de vidas passadas. É como se o karma desse livre acesso as energias de ambos, podendo um e outro partilhar dos mesmos sentimentos, pensamentos e trocar energias. Isso ocorre porque há uma forte ligação e também uma necessidade de ambos sintonizarem um com o outro,por isso ambos passam a se atrair para que possam viver experiências conjuntas, a fim de aprender e evoluir com elas.

Certa vez, uma pessoa me confidenciou algo interessante. Ela me disse que amava um homem com o qual se relacionou no passado. No entanto, eles estavam separados. Assim que pegava no sono durante a noite, ela se via saindo do corpo e podia perceber, para seu espanto, que se expandia um fio prateado a partir de seu corpo energético que se deslocava no espaço. Esse fio se estendia a grandes distâncias, até chegar ao local em que se encontrava o seu ex namorado. Era como se, no plano astral, ambos estivessem conectados por esse fio de energia, consolidando uma espécie de elo vibratório entre eles.

A ligação entre as almas também se faz presente em atendimentos terapêuticos com a terapia de vidas passadas. Um caso que ilustra bem esse fenômeno foi de um homem de meia idade que atendi. Ele era apaixonado por uma moça casada, e queria ficar com ela. Eles tinham uma forte ligação, e ela também queria que ficassem juntos, mas ainda não tinha tomado coragem suficiente para largar um casamento de vários anos. Numa das regressões, tratamos uma vida passada onde eles conviveram juntos. Ao final do tratamento dessa vida passada, resolvemos unir ambos no plano espiritual trazendo a presença dessa moça para dialogar com ele, e para que se desse o perdão e a reconciliação. Eles se perdoaram e encerramos a regressão.

Na sessão seguinte, ele me contou que conversou com essa moça, de quem ele gostava, e no momento exato em que estávamos realizando a regressão, ela se sentiu “puxada” de seu corpo físico, teve várias sensações e emoções, sentiu energias espirituais positivas fluindo pelo seu corpo e teve uma visão desse homem, o paciente. Tentei confirmar com ele o horário que ela havia tido essas sensações e visões, e ele disse que ela atestou que os horários batiam. Fizemos o atendimento às 19:30 mais ou menos e no mesmo dia, no mesmo horário, ela conseguiu sentir tudo o que nós fizemos e um contato espiritual com ele. Perguntei se ele havia contado a ela sobre o dia e horário da terapia e ele afirmou que ela sequer sabia que ele estava fazendo uma terapia de regressão. Esse fato, assim como vários outros semelhantes que já presenciamos na terapia de vidas passadas, provam que existe uma ligação mais profunda entre duas pessoas e que transcende o tempo e o espaço.

Há alguns casos de pessoas que já conversaram comigo sobre isso que dizem coisas do tipo: “É incrível como eu sinto quando ele (ou ela) está bem ou mal” ou “Posso sentir quando ele está precisando de ajuda” ou ainda: “Sinto quando ele está em depressão, pois eu acabo captando o mesmo sentimento que emana dele e chega até mim”. Relatos como esses são bastante comuns entre pessoas que se amam, que tem uma forte ligação espiritual, ou mesmo que tem algum tipo de karma positivo ou negativo de vidas passadas.

Certa vez nos chegou um relato em que essa ligação espiritual chegou a um certo extremo. Uma moça contou que, quando ela e o homem que ela ama estão distantes, ela não apenas sente o homem que ama, como algumas vezes sente seu toque fisicamente. Há um contato de sentimentos, mas também há um contato que chega a se expressar fisicamente. Esse caso, obviamente, precisaria ser analisado com mais calma e profundidade, no entanto, pode se tratar de uma médium de ectoplasmia onde ela inconscientemente doa a substância ectoplasmática que permite a materialização do toque de outra pessoa sobre ela.

Casos parecidos com esses demonstram que a ligação entre as almas é algo muito forte, e frequentemente rompe as barreiras físicas e temporais. A conexão entre dois espíritos é algo que se mantém em várias vidas e que não se perde com morte, ou com o distanciamento espacial.

Autor: Hugo Lapa

Tratamento Espiritual a distância com Captação Anímica.

lapapsi@gmail.com

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Bolsão Kármico

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BOLSÃO KÁRMICO

O bolsão kármico é um fenômeno ainda um pouco desconhecido do espiritualismo, mas não menos real. Bolsão kármico pode ser definido como uma coletividade de espíritos ligados por laços de karma comuns. Estes são espíritos que participaram de catástrofes, tortura, mortes, carências ou qualquer circunstância de sofrimento em conjunto.

O bolsão kármico se inicia geralmente com um acontecimento marcante na vida destes espíritos que gera muito sofrimento. Essa dor fica impregnada em sua mente e no plano espiritual, após a morte coletiva, eles ficam vibrando ainda naquela sintonia do mal que lhes foi feito. Os espíritos presos a bolsões não conseguem se desprender daquela situação kármica, e por isso permanecem vibrando juntos, em contato uns aos com os outros naquela mesma frequência, e isso em algumas ocasiões pode se estender por milênios. Os bolsões são prisões espaço-temporais de coletividades de espíritos acorrentados em acontecimentos traumáticos passados. No livro “Energia e Espírito” de José Lacerda de Azevedo há uma série de casos de bolsões que foram tratados pelo autor com a técnica da Apometria.

Os bolsões estão quase sempre ligados a um encarnado. Isso ocorre por que alguns membros ligados a um bolsão específico podem estar encarnados, enquanto outros membros do bolsão estão desencarnados. Na maioria das vezes os bolsões são constituídos de espíritos que estão simultaneamente na Terra e no plano espiritual. Quando encontram-se no plano espiritual, estão quase sempre situados em zonas inferiores do astral. No caso dos encarnados, os espíritos que integram bolsões estão em ressonância com os desencarnados em planos mais densos, e por esse motivo, podem recepcionar as vibrações provenientes dos próprios bolsões e também da zona de consciência na qual o bolsão vibra. Uma pessoa pode estar ligado a um ou mais bolsões. Os bolsões podem vibrar em zonas mais ou menos inferiores, dependendo do karma que eles geraram.

Vamos dar alguns exemplos de bolsões para que fique mais clara a visualização deste tema:

Bolsões de guerra: São formados por espíritos vítimas ou algozes de uma ou mais guerras. Eles se ligam uns aos outros por uma sintonia de ódio e rancor contra seus algozes. Os algozes também estão conectados aos bolsões, e geralmente são o centro por meio do qual giram as conexões de ódio, ressentimento, mágoa, dor, instintos inferiores, etc. Neste caso, assim como em outros, é comum que os algozes estejam no centro dos bolsões, e recebam toda sorte de energias negativas de suas vítimas, conectadas a eles. É muito importante mencionar que os algozes dos bolsões podem ter sido vítimas de suas próprias vítimas em vidas passadas, e as vítimas podem ter sido algozes.

Bolsões de magia negra: Aqui se encontram todos os espíritos que foram prejudicados por trabalhos de magias de diversos tipos. Esses espíritos pedem vingança contra seus algozes, e vibram negativamente contra eles. É muito comum ocorrer que os espíritos vitimados pela goétia se tornem obsessores de encarnados nas vidas seguintes.

Bolsões de desastres coletivos: São bolsões formados a partir de mortes coletivas ou desastres. Esses espíritos podem ficar aprisionados no momento da tragédia e irradiar vibrações de raiva e rancor aos possíveis culpados pela tragédia. Como no universo não funciona o acaso, mas sim a lei de causa e efeito, os espíritos pertencentes a bolsões de desastres coletivos não foram apenas vítimas da catástrofe, há quase sempre uma razão para aquela tragédia ter ocorrido. Por outro lado, uma tragédia pode não ser necessariamente causada por um karma negativo, mas por que a missão daquele espírito se findou na Terra e ele precisa desencarnar.

Uma pessoa que entra em estado meditativo, que faz regressão a vidas passadas, toma alguma erva sagrada, ou realiza qualquer outra prática de estados alterados de consciência pode ter acesso ao bolsão ou bolsões a que pertence. Geralmente a pessoa fecha os olhos e observa vários rostos com aparências estranhas, hostis e por vezes animalizadas. O semblante pode irradiar sentimentos de ódio, vingança, aversão, ojeriza, rancor, tristeza extrema, etc. Por outro lado, nem toda aglomeração de espíritos está presa a bolsões kármicos. Há coletividades de espíritos elevados que mantém laços kármicos positivos, de amor e fraternidade.

É preciso dizer que os espíritos não ficam automaticamente presos aos bolsões. A causa da prisão é quase sempre um apego a situação traumática, alimentado por sentimentos como raiva, rancor, ressentimento, culpa, aversão, tristeza, etc. Um espírito pode viver todas estas e outras situações coletivas e não se prender a um bolsão, para tanto é necessário cultivar o perdão, o amor e a compreensão.

Autor: Hugo Lapa

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IDADE DA PEDRA

A pré-história é considerada como o período de tempo anterior a invenção da escrita humana, antes do ho­mem iniciar o registro dos acontecimentos históricos. Estima-se que a escrita tenha sido criada por volta de 4.000 A.C., mas isso é apenas uma média, posto que cada região do mundo iniciou o registro de sua história numa época diferente das demais. A ciência supõe que os primeiros hominídeos tenham surgido na Terra ao longo da chamada “Era Quater­nária”, que corresponde a uma duração de 1 milhão de anos. A era quaternária é a época em que vivemos atualmente e é quando teria surgido o chamado “homo sapiens” após um longo período de centenas de milhões de anos de evolu­ção.

Há um consenso na comunidade científica de que a pré-história tenha sido marcada pela formação de grupos com intenso primitivismo, onde prevaleciam os instintos, e onde a inteligência humana era ainda muito rudimentar. No entanto, as pesquisas com a regressão a vidas passadas sugerem que esse é apenas um lado da verdade, e não a verdade por inteiro. Nas regressões podem ser identificados dois tipos diferentes de pré-história.

Em primeiro lugar, temos a pré-história clássica conhecida e admitida por arqueólogos, historiadores e pes­quisadores em geral. Esse período também é conhecido como “idade da pedra”. Embora isso seja mais raro, algumas pessoas retornam a vidas passadas em que foram homens e mulheres das cavernas, com abundância de pêlos corporais, sujeira, estado primitivo, pensamento mágico, vida onde os instintos prevalecem sobre a inteligência, nomadismo (povos que não tem uma habitação fixa), etc. Embora essas condições sofressem uma variação de acordo com a época e o local, geralmente sua forma de subsistência era através da caça, da pesca e da coleta; os instrumentos ou meios de vida eram a pedra, o osso e a madeira; seu abrigo e sua moradia eram as cavernas, as tendas compostas de peles de animais e as cabanas criadas com barro, folhas e galhos ou gravetos; as vestimentas eram quase sempre de peles de animais, junto com adornos de conchas, marfim e outros adereços.

Essa visão da pré-história não é irreal, mas junto com todo esse estado grosseiro e primário de alguns grupos pré-históricos há também uma pré-história totalmente desconhecida. Dentro desta encontramos civilizações mais avançadas e complexas, como a Atlântida e a Lemúria, assim como a considerável presença de seres de outros planetas que vinham a Terra interagir e ensinar. Para ilustrar esse ponto, basta verificar que as pirâmides do Egito, as maiores e mais complexas construções já realizadas pelo homem, foram erguidas há 4000 anos A.C., ainda na pré-história.  Não é preciso ir muito longe para admitir que a pré-história guarda ainda muito segredos que o homem apenas começou timidamente a vislumbrar. De qualquer forma, já falamos um pouco a respeito dessa história oculta nesta obra, mas ainda não abordamos a pré-história conhecida pelos arqueólogos, a chamada Idade da Pedra. É preciso esclarecer que, de fato, alguns remigrantes veem claramente vidas passadas nessa condição de primitivismo típico da Idade da Pedra.

Tendam, no livro “Cura Profunda”, também fala sobre as vidas na idade da pedra. Ele descreve vidas passadas de pessoas em mamíferos mais evoluídos, como pessoas primitivas em corpos de primatas, por vezes até antes disso. Ele fala que já encontrou vidas de gorilas. Algumas pessoas, embora seja bem raro, também se veem com vidas passadas de golfinhos (apesar de que, neste caso, já entramos em vidas passadas de animais). Porém, Tendam concorda que é possível encontrar pessoas que se percebem na linha divisória da evolução entre os símios e o ser humano na idade da pedra em suas várias etapas.

Um autor que se percebeu numa vida pré-histórica, talvez num estágio de desenvolvimento mais próximo do ser humano, foi Patrick Drouot. Ele conta sua experiência no livro “Memórias de um Viajante do Tempo”. Drouot queria vivenciar sua primeira encarnação terrestre. Ele afirma que as primeiras vidas na Terra, algumas vezes, se dão numa existência “de homem ou de mulher pré-históricos num ambiente relativamente difícil, uma existência breve e uma consciência bastante primitiva”. O autor conta que, durante a regressão, se viu na condição de um homem pré-histórico, com “um corpo atarracado, um rosto alongado, cheio de sulcos (rugas), pêlos na face e cabelos caindo por sobre os ombros”. Drouot viu que esse homem estava colhendo raízes e realizando atividades bastante comuns.

Outro exemplo foi a visão de Raymond Moody, autor do livro “Investigando Vidas Passadas” e o pesquisador que cunhou o termo “Experiência de quase morte” em 1975, utilizado até hoje.  Quando Moody começou a investigar a regressão de vidas passadas, ele fez regressões em si mesmo e viu nove de suas vidas passadas. A primeira vida foi numa condição extremamente primária, uma experiência simiesca onde ele vivia no alto de árvore, no meio de galhos e folhas. Moody sentiu que seu centro de gravidade não estava nos quadris, como os seres humanos atuais, mas sim nos ombros, como os macacos. O autor se sentia como um ser humano, e não como um macacóide, porém num estágio primígeno de uma conjuntura ainda muito arcaica. Vivia junto com outros seres pré-humanos, ou quase-humanos. Alimentava-se quase sempre de frutas frescas das árvores. A expressão dos sentimentos não era verbal; através da exteriorização emocional com gestos bruscos e desorganizados eles diziam uns aos outros o que queriam transmitir. Foi uma vida de grande intensidade emocional e apenas um fragmento de inteligência.

As primeiras vidas humanas nessa condição primordial representam a infância da humanidade. Todos os mundos têm o seu ciclo inicial, onde se ensaia o desabrochar das primeiras qualidades que futuramente vão se manifestar com maior plenitude. Regressar as vidas da puerícia terrestre pode nos ajudar a rever os primeiros erros que foram cometidos, e a linha comportamental que foi seguida desde então.

Autor: Hugo Lapa 

MAIL: lapapsi@gmail.com

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